Posts com a Tag : Xavier Rhodes

Homens causando (e passando) medo

Nunca é fácil escrever (e por escrever aqui queremos normalmente dizer “falar mal”) sobre o que time que se gosta, mesmo que tal tarefa não possa ser delegada a algum dos outros marginais que também fazem parte desta “mídia” (só os mais antigos entenderão).

Além disso, é ainda mais difícil escrever sobre um time que perdeu o que parecia ser sua grande chance na hora da verdade para ninguém menos que Nick Foles, enquanto se acredita que agora se pode chegar mais longe do que da última vez.

A razão disso, além da defesa sobre a qual dedicaremos mais linhas do que são devidas para contar suas fortalezas, é o novo quarterback que, quando Mike Zimmer chegou em Minnesota, era uma possibilidade inimaginável: Kirk Cousins, que assinou um contrato de três anos e 84 milhões de dólares com o único objetivo de ganhar o primeiro título da história dos Vikings. Qualquer coisa diferente disso será considerado um fracasso.

E não faltam razões para falarmos em fracassos e decepções na história recente de Minnesota: desde Christian Ponder (que, hoje, vemos que não tinha como dar certo), até as insistentes lesões de Teddy Bridgewater – que agora parece destinado a ser feliz em um lugar mais quente e Sam Bradford.

A efeito de potencial, podemos muito bem olhar para a carreira do próprio Nick Foles: QBs branquelos com cara de nerdões podem ganhar um Super Bowl dada a oportunidade correta. Cousins, inclusive, teve muito mais estabilidade do que Foles (isso depois, assim como um dia fizeram com Aaron Rodgers – alerta de comparação esdrúxula gratuita – passar três anos esquentando banco e aprendendo sobre a liga) e tem números para fortalecer seu posicionamento como um dos bons QBs da NFL: como titular, sempre passou para mais de 4.000 jardas e mais de 25 TDs, coisa que os Vikings não vêm desde Brett Favre – outra temporada feliz, mas deprimente.

Como última curiosidade, quando se enfrentaram em 2017, Cousins conseguiu marcar 2 TDs corridos. Quem sabe o homem seja até mesmo uma ameaça dupla (não é, ele correu para 5 jardas).

Diggs, Thielen & Cook

Se no momento em que falávamos sobre QBs importantes da história recente de Minnesota você sentiu falta do último, Case Keenum, saiba que foi intencional para usá-lo como exemplo de quão bom são esses jogadores de suporte: o eternamente medíocre Keenum teve um rating de 98.3, 22 TDs e 3547 jardas lançadas (das quais 2125 acumularam Diggs – hoje 72 milhões mais rico – e Thielen – o primeiro WR de 1000 jardas desde Sidney Rice), além de ter surpreendentemente vencido 11 jogos (mais do que no resto da carreira). Se Kirk Cousins teve um bom desempenho com Josh Doctson e Jamison Crowder, é válido sonhar com números absurdos com o novo trio.

É preciso mencionar também os complementos Kyle Rudolph e Laquon Treadwell. Rudolph foi um alvo importante na redzone para Keenum e produziu 8 TDs, mas segue sendo apenas um TE sólido, que colabora muito com o ataque sem trazer o brilho que outros têm na liga (como, por exemplo, tem Jordan Reed); Laquon Treadwell, por outro lado, teve uma segunda temporada tão decepcionante quanto a primeira, mas o fato de ter se solidificado como WR3 na equipe durante a pré-temporada lhe coloca como o principal coringa de Cousins (que curte distribuir a bola) e pode surpreender na temporada.

Um terror chamado linha (ofensiva)

É importante marcar que essa linha é o ponto de sustentação mais importante desse ataque com potencial absurdo que já falamos até aqui. E é facilmente o maior medo da torcida – vide o trabalho dos Eagles naquela final de conferência inesquecível (por mais que se tente).

LEIA TAMBÉM: Kirk Cousins, você gosta disso?

Ainda é impossível apontar exatamente a escalação completa dos Vikings (claro, tal qual os outros times em que erramos bastante também), mas aqui o problema especial é a própria OL. Mesmo após ter melhorado seu desempenho em relação aos tempos de Sam Bradford e Teddy (e talvez parte disso seja a “lendária” presença no pocket de Case Keenum), somente Riley Reiff estará presente na mesma posição de 2017.

Mike Remmers foi movido para o interior e será o RG, enquanto Rashod Hill (que jogou algumas partidas já no ano passado, mas, de acordo com ele mesmo, sentiu a falta de fôlego naquele jogo dramático contra os Eagles) provavelmente lhe substituirá como RT.

Pat Elflein, o C e melhor jogador da linha está machucado, enquanto o time trocou por Brett Jones, que não seria titular nos Giants nesse ano (apesar de ter sido o C titular em 2017), e contratou Tom Compton – desses três, deverão sair dois titulares (e se você não tem um titular definido a essa altura do campeonato, já sabemos que algum problema está aí).

Outro terror também chamado linha (defensiva) – e mais alguns amigos ricos

Se por um lado a estabilidade do ataque passa pela linha ofensiva, o caminho para a terra prometida passa pela defesa. Uma das histórias mais interessantes da offseason eram os Vikings tentando achar dinheiro para pagar Kirk Cousins, a melhor opção de QB no mercado, sem ter que abrir mão de importantes peças defensivas – e, ao que tudo indica, conseguiram até mais do que isso, pelo menos para 2018.

Principalmente porque a grande contratação de 2018 pode acabar sendo Sheldon Richardson ao invés de Cousins: no ano passado, a equipe não contava com um verdadeiro 3T como um dia teve Kevin Williams para destruir defesas pelo meio e agora tem, logo ao lado do monstruoso e imparável Linval Joseph.

Para piorar, do lado de cada um deles, estarão Everson Griffen, que dispensa comentários além dos seus 13 sacks (maior marca da carreira, ou seja, ainda está melhorando), e Danielle Hunter que, se não produziu números em 2017 (7 sacks em sua primeira temporada como titular absoluto), sua capacidade de cheirar cangotes de QB e empurrar gordinhos da OL está posta no papel na forma dos mesmos 72 milhões que recebeu Stefon Diggs.

Na rotatividade dessa linha, inclusive, deverá ser incluído o já mencionado Anthony Barr, única estrela de 2017 que ainda não recebeu um novo contrato, que com a saída de Brian Robison (dispensado), deverá ter a oportunidade de caçar QBs da linha como fazia na época da universidade. O seu companheiro, Erick Kendricks, também ganhou contrato novo, mas mais modesto: só 50 milhões.

A secundária, que disputou em 2017 e deverá disputar em 2018 com a dos Jaguars pelo posto de qual cede menos aos adversários, também tem reforços novos, tanto em campo como nas sidelines: ao invés de escolher um jogador de linha ofensiva como todos esperavam, na primeira rodada do draft os Vikings pegaram Mike Hughes, CB maloqueiro e aparentemente já tem dado resultados na difícil posição do slot, tirando a relevância de Mackesie Alexander. Como novo treinador, o time contou com a aposentadoria de Terrance Newman, que chegou ao fim de sua carreira interminável e seguirá como apoio.

Treinados por Newman (“técnico de defesa nickel”, no título oficial), deverá se repetir o grupo que jogou com ele em 2017: as estrelas Xavier Rhodes e Harrison Smith, que frequentemente são colocados como os melhores ou entre os melhores das suas posições, opostos por Trae Waynes e Andrew Sendejo, que um dia foram considerados medíocres, mas a temporada de 2017 apenas consolidou a evolução deles e o esperado é que isso siga para 2018 (sob pena de serem ameaçados por jogadores como o próprio Alexander e George Iloka, velho conhecido de Zimmer que veio por um salário mínimo para brigar pelo seu lugar ao sol).

Palpite:

13-3, sem medo de ser feliz. Uma das derrotas, a mais previsível de todas, será contra os Bears no Soldier Field – porque os Vikings nunca ganham lá e temos medo de Khalil Mack. Outra, será contra os Eagles para enterrar qualquer esperança de que a equipe possa chegar ao título da NFC – e motivará o time para a grande final da conferência. É importante, e devo falar aqui como torcedor, acreditar que a vingança virá. E aí o drama de enfrentar um Super Bowl fica para outro texto.

Ano novo, novas esperanças e novas decepções

2016 foi uma montanha-russa para o calmo povo de Minnesota. Da derrota para Seattle no chute mais fácil da carreira de Blair Walsh (curiosamente, hoje jogador dos Seahawks), à esperança de repetir e chegar mais longe em 2017 com um Teddy Bridgewater cada vez jogo mais maduro e um novíssimo estádio. Passamos também pela brutal lesão do quarterback, o desembarque de Sam Bradford e o início como melhor time da NFL até chegarmos a decadência (um dos poucos times da história a iniciar a temporada com 5-0 e mesmo assim não ir aos playoffs.

Mas ano passado, claro, já é passado, de mesma forma que 2017 traz seus próprios desafios. Teddy ainda está em processo de recuperação (válido lembrar que as previsões originais para sua recuperação eram de dois anos), mas as expectativas e os vídeos que ele adora colocar no Instagram indicam que o menino prodígio voltará ainda esse ano (também para poder ser um free agent na próxima temporada).

Se tudo correr dentro da normalidade, voltará para ser banco de Sam Bradford, outro que ficará desempregado no final da temporada e precisa mostrar serviço para garantir um grande contrato – com os Vikings ou qualquer outro time.

Volta.

O pior grupo da história

Comecemos com as notícias ruins, daquelas que desgraçam a cabeça do torcedor dos Vikings. Esqueçamos o desempenho do ano passado, já que toda a linha ofensiva foi reformulada (apenas Joe Berger seguirá como titular, mas saindo da posição de center para se tornar right guard), com demissões até surpreendentes como a de Alex Boone, provavelmente o segundo melhor daquela que foi apontada como pior linha de todos os tempos pela avaliação do PFF.

Os tackles serão jogadores experientes: Riley Reiff, ex-Detroit Lions que sempre foi razoável protegendo Stafford por lá durante 5 anos, protegerá o lado cego após receber um contrato de quase 60 milhões, mesmo com as lesões que lhe limitaram durante toda a pré-temporada; do outro lado, Mike Remmers vem de Carolina também com um grande contrato (5 anos, 30 milhões).

No interior, além do já citado veteraníssimo Joe Berger, o time adiciona juventude: Pat Elflein, escolha de terceira rodada, já assumiu a posição de center e terá ao seu lado esquerdo Nick Easton, jovem que chegou à equipe após uma troca com San Francisco e jogou algumas partidas como C em 2016 devido às inúmeras lesões que acometeram a unidade.

Perceba: nenhum desses caras é excepcional ou sequer pode ser considerado bom. Entretanto, tudo que o time precisa é de um desempenho abaixo da média – e não o pior da história -, para que cada um dos cinco seja considerado herói.

A defesa mais rica do mundo

Não surpreendentemente, nas últimas semanas de pré-temporada, três dos principais jogadores da equipe receberam gordas ampliações contratuais – todos da defesa; afinal de contas, ela é a que será responsável por carregar o time novamente onde quer que ele chegue. O grande destaque fica para Xavier Rhodes e seus 70 milhões ao longo de cinco anos, afinal, uma performance anulando Odell Beckham (e qualquer outro que tenha caído na ilha do jovem cornerback) não poderia ser melhor recompensada.

A secundária é completada por outro craque, Harrison Smith, além de Andrew Sendejo, que a cada ano que passa parece ser um safety bem mais seguro que aquele que a torcida dos Vikings tinha como principal candidato “a ser substituído” a cada intertemporada. Na secundária também está a grande interrogação: Terrence Newman parece estar sentindo o peso da idade, enquanto Trae Waynes pode não ser o CB2 dos sonhos e um alvo a ser explorado; no slot, o substituto de Captain Munnerlyn deveria ser Mackensie Alexander, escolha de segunda rodada em 2016, mas Mike Zimmer visivelmente não estava satisfeito com ele, já que o time foi atrás de um veterano, Tramaine Brock, para a posição.

O front-seven tem como principal dúvida a capacidade de Anthony Barr voltar à forma que lhe rendeu comparações com Von Miller em 2015 – e dessa forma, ter bons argumentos para garantir um novo contrato gordo. Os outros dois jogadores que ficaram mais ricos durante a pré-temporada são da linha defensiva: Linval Joseph, pago como um dos melhores NT da liga e esperança para ocupar todos os espaços possíveis, e Everson Griffen, agora assumindo a condição de “defensive end veterano secundário”. Veterano porque o grande pass-rusher da equipe deverá ser Danielle Hunter, que produziu 12.5 sacks na temporada passada sem iniciar nenhum jogo e com snaps limitados; agora, como titular, seu objetivo é causar ainda mais terror nos QBs adversários.

Sorriso maroto de quem vai te agarrar.

As armas de Pat Shurmur

Uma das ideias mais repetidas durante o training camp foi que “agora, com tempo para treinar e entender bem as ideias do novo coordenador ofensivo, o ataque vai ser mais potente” – coordenador ofensivo que é melhor conhecido por o OC que treinava e chamava as jogadas com Chip Kelly na Philadelphia.

Além disso, Sam Bradford também teve finalmente tempo para trabalhar com seus colegas e ganhar confiança neles – recordes à parte, o principal stat a definir o estilo de jogo do QB deve ser a “quantidade de passes lançados antes da marca do first down” com 80%, 22º na NFL. Ousar um pouco mais deve ser o principal ponto para Sammy mudar e levar esse ataque em frente.

Stefon Diggs e Adam Thielen voltam para sua segunda temporada como titulares, o que também deve proporcionar uma melhora – válido lembrar que ambos quase chegaram às 1000 jardas recebidas em 2016 (ainda que, para os dois, quase metade das jardas foi conquistada em apenas 3 ou 4 jogos excepcionais), fato que não acontece para um WR dos Vikings desde Sidney Rice com Brett Favre em 2009. Laquon Treadwell, depois de receber apenas um passe ano passado, e Malcolm Floyd, quando voltar de suspensão, deverão ser as opções secundárias que podem crescer ao longo da temporada.

O alvo mais veterano de Bradford será Kyle Rudolph, TE que teve sua melhor temporada da carreira em 2016 e deverá voltar a ser uma opção de segurança enfatizada no estilo de jogo de Pat Shurmur (pelo menos é o prometido).

Para finalizar, a grande mudança entre os skill players será a partida de Adrian Peterson, mesmo que ele não tenha praticamente jogado já no ano passado. Para a sorte do time, que não tinha uma escolha de primeiro round (investida em Sam Bradford), um jogador que poderia ter sido draftado bem antes caiu tanto que Minnesota não teve alternativa a não ser subir umas escolhas e selecioná-lo: Dalvin Cook.

E se a sua posição de escolha nos drafts de fantasy football é indicação de produção que virá por aí, Cook fará uma dupla muito potente no backfield seja lá o quarterback que a equipe escolha manter.

Estádio do Super Bowl

É válido lembrar, antes de ousar na previsão, que nenhum time jamais disputou o Super Bowl no seu próprio estádio; caso você não soubesse, a sede da grande final de número 52 é o U.S. Bank Stadium, em Minnesota. Para repetir o final pessimista da prévia escrita no ano passado, é fácil concluir que não devem ser os Vikings a quebrar esse tabu.

Palpite: Com a proximidade do jogo de estreia já no domingo, fica um palpite mais específico: na vingança de Adrian Peterson, quem deverá fazer o seu nome em rede nacional será a linha defensiva dos Vikings. A campanha final será de entre 10 e 11 vitórias, com os jogos das semanas 5 e 16, em Chicago e Green Bay, responsáveis por decidir se esse time vai recuperar o título da NFC North ou se contentar com um wild card.

Top Pick Six #2: os 15 melhores CBs da NFL

Continuando a série de rankings de jogadores, iniciada com nossa lista com os melhores WRs da NFL contemporânea, agora listamos os 15 melhores cornerbacks em atividade na NFL, pensando na temporada de 2017.

Os cornerbacks são jogadores de defesa responsáveis por cobrir as laterais do campo, normalmente alinhando contra os WRs. Os principais nomes na história da posição são Dick LeBeau, Deion “Prime Time” Sanders, Mel Blount, Dick Lane, Rod Woodson, Charles Woodson, entre outros.

Nos mesmos moldes da lista que fizemos dos WR, ao todo 8 pessoas fizeram uma lista com seus 15 melhores entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado por ranking!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Vinicius. Vamos ao que interessa!

15° Morris Claiborne
– | – | – | 12 | 9 | – | – | 6
Time: New York Jets
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 1, pick 6
College: LSU
Career Stats: 151 tackles, 4 INT, 27 passes defendidos, 1 fumble forçado, 3 fumbles recuperados, 1 TD.

Abrindo nosso top 15 está Morris Claiborne. O atleta que nesta offseason trocou o Cowboys pelo Jets, poderia até estar mais bem colocado, não fosse a sequência de lesões que teve ao longo de sua carreira: tendão patelar, tornozelo e coxa. Talvez por isso e apenas três “eleitores” citaram Claiborne no ranking e, como dois o colocaram no top 10, Morris acabou entrando na classificação final.

14° Darius Slay
14 | 12 | 13 | 14 | – | – | 5 | –
Time: Detroit Lions
Idade: 26 anos
Draft: 2013, round 2, pick 36
College: Mississippi State
Career Stats: 198 tackles, 6 INT, 48 passes defendidos, 0 TD

Hoje um dos melhores atletas da posição, Slay teve um início de carreira mais lento, iniciando a temporada de 2013 como reserva, quando começou como starter apenas quatro jogos. Em 2016 assinou uma extensão de contrato com os Lions no valor de 50,2 milhões de dólares, claramente bem pagos ao atleta com 6 INT na carreira e uma das principais peças da defesa de Detroit.

Big Play Slay.

13° Jason Verrett
13 | 14 | 9 | – | 11 | – | 8 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 25 anos
Draft: 2014, round 1, pick 25
College: TCU
Career Stats: 79 tackles, 5 INT, 19 passes defendidos, 1 TD

Verrett, uma estrela em ascensão, com certeza estaria rankeado mais alto, não fosse a lesão que sofreu em outubro do ano passado. O rompimento do ligamento cruzado do joelho o tirou da temporada, e claramente preocupa o Chargers, visto que a recuperação dessa cirurgia é lenta e pode tirar a segurança do atleta.

TOP PICK SIX 1: Os 15 melhores WRs da NFL

12° Jalen Ramsey
9 | – | 11 | 8 | – | 11 | 15 | –
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 22 anos
Draft: 2016, round 1, pick 5
College: Florida State
Career Stats: 65 tackles, 2 INT, 14 passes defendidos, 1 fumble forçado, 1 TD.

Draftado no ano passado, Ramsey deu uma nova cara para a defesa contra o passe dos Jaguars. Na primeira temporada já anotou 2 INT, um TD, e jogou como veterano a partir da metade de 2016. Seu jogo deve ser desenvolvido ainda mais em 2017 e com isso o Jaguars volta a ter esperanças de classificar-se aos playoffs, após uma campanha pífia em ano passado.

11° Janoris Jenkins
12 | 13 | 5 | – | 5 | 5 | – | –
Time: New York Giants
Idade: 28 anos
Draft: 2012, round 2, pick 39
College: North Alabama
Career Stats: 306 tackles, 13 INT, 67 passes defendidos, 2 sacks, 7 TDs.

O veterano Jenkins, que começou sua carreira nos Rams, hoje defende os Giants. Sua melhor temporada foi a de estreia, em 2012, mas em geral, Janoris vem sendo um jogador regular, com bons números. No ano passado, pelos Giants, anotou 3 INTs e fez grandes jogos contra bons WRs, como quando segurou A.J. Green em apenas 23 jardas. Muita divergência de opiniões nesse jogador, com três colocando Jankins no top 5, 2 no top 15, e três deixando-o fora da lista.

10° Casey Hayward
11 | 6 | 12 | 10 | 8 | 9 | 12 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 2, pick 62
College: Vanderbilt
Career Stats: 226 tackles, 16 INT, 55 passes defendidos, 1 fumble forçado, 2 TDs.

Draftado pelos Packers em 2012, Hayward teve o melhor ano da carreira em 2016, atuando pelos Chargers, quando anotou 7 INTs. Jogador extremamente habilidoso, Hayward vem crescendo a cada ano e deve ser uma das principais peças da defesa do Los Angeles (como é estranho escrever isso) Chargers em 2017.

09° A.J. Bouye
8 | 11 | – | 6 | 4 | 10 | – | 4
Time: Houston Texans
Idade: 25 anos
Draft: 2013, Undrafted
College: UCF
Career Stats: 140 tackles, 6 INTs, 32 passes defendidos, 1 sack, 1 fumble forçado, 1 TD

Outro atleta em ascensão, Boyue ocupa a nona posição de nosso ranking. Pode ser uma das mais valiosas peças da defesa dos Texans em 2017, mesmo não tendo o mesmo hype que J.J. Watt e Jadeveon Clowney. De qualquer forma, seu valor será testado na Free Agency.

08° Josh Norman
10 | 9 | 3 | 9 | 13 | – | 7 | 7
Time: Washington Redskins
Idade: 29 anos
Draft: 2012, round 5, pick 143
College: Coastal Carolina
Career Stats: 248 tackles, 10 INT, 56 passes defendidos, 6 fumbles forçado, 2 TDs

Se o ranking tivesse sido feito enquanto Norman estava em Carolina, certamente ele teria sido ranqueado mais alto. Mas em Washington, apesar de ter jogado bem, ele não foi o mesmo jogador e isso pode ter tirado um pouco a confiança de todos que o ranquearam aqui. Cadu o colocou em terceiro e o Felipe sequer o mencionou, então parece que a metade do ranking é uma posição justa para Norman.

07° Richard Sherman
7 | 5 | 7 | 11 | – | 8 | 3 | 12
Time: Seattle Seahawks
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 5, pick 154
College: Stanford
Career Stats: 332 tackles, 30 INT, 92 passes defendidos, 5 fumbles forçado, 2 TDs

Um dos atletas mais bem pagos da posição e também um dos mais polêmicos da liga, Sherman faz parte de uma defesa sensacional como conjunto – Ivo mesmo acredita que o Sherman só é quem é, por ser produto do Earl Thomas. A verdade é Sherman, mesmo com um título da NFL no currículo, não está no top 5 da posição pra 2017. Mesmo assim, baita carreira pra um atleta draftado no round 5.

06° Malcolm Butler
2 | 7 | 2 | – | 6 | 7 | 13 | 2
Time: New England Patriots
Idade: 26 anos
Draft: 2014, Undrafted
College: West Alabama
Career Stats: 145 tackles, 6 INT, 35 passes defendidos, 1 fumble forçado, 1 sack, 0 TDs

Iniciando na NFL como undrafted, esse achado do Tio Bill (mais um) foi o grande responsável pela vitória do Patriots contra os Seahawks no Super Bowl XLIX, quando interceptou uma bola na goal line faltando 20 segundo para o término do jogo. De lá pra cá, só melhorou e tem sido um shutdown corner desde então, fato este que motivou três votantes a colocá-lo no top 3.

05° Marcus Peters
3 | 1 | 8 | 4 | 15 | 1 | 9 | 13
Time: Kansas City Chiefs
Idade: 24 anos
Draft: 2015, round 1, pick 18
College: Washington
Career Stats: 105 tackles, 14 INT, 46 passes defendidos, 2 fumbles forçado, 2 TDs

Um atleta brilhante, Peters anotou 8 INTs e 2 TDs em sua temporada de estreia pelos Chiefs, fechando o ano como líder de INTs na posição. Em 2016, nova boa temporada, o que deve fazer o número de interceptações por ele realizadas baixarem nos próximos anos, já que os QBs vão começar a evitá-lo. Excelente jogador, merece estar no top 5.

Dança da manivela.

04° Xavier Rhodes
5 | 3 | 10 | 3 | 7 | 4 | 10 | 8
Time: Minnesota Vikings
Idade: 26 anos
Draft: 2013, round 1, pick 25
College: Florida State
Career Stats: 207 tackles, 7 INT, 50 passes defendidos, 2 fumbles forçados, 1 TDs

Rhodes elevou o nível do seu jogo em 2016 e com isso garantiu a posição 4 no nosso ranking. O atleta do Vikings foi draftado no primeiro round em 2013 e foi fundamental pra transformar a defesa do time e Minnesota em uma das melhores da liga, especialmente na primeira metade do ano passado.

TOP PICK SIX #3: Os 15 melhores TEs da NFL

03° Chris Harris Jr.
6 | 8 | 4 | 7 | 3 | 2 | 1 | 5
Time: Denver Broncos
Idade: 27 anos
Draft: 2011, Undrafted
College: Kansas
Career Stats: 373 tackles, 14 INTs, 66 passes defendidos, 3.5 sacks, 3 TDs

Com excelentes campanhas com o Denver Broncos desde 2011, inclusive um título da NFL, conquistado no Super Bowl 50 contra os Panthers, Harris é um atleta de alto nível e que merece abrir o top 3. Jogando com outro bom cornerback (Talib), Harris foi ao Pro Bowl nas últimas três temporadas e em 2017 terá experiência suficiente para ser o melhor da liga.

02° Aqib Talib
4 | 4 | 1 | 1 | 1 | 6 | 4 | 1
Time: Denver Broncos
Idade: 31 anos
Draft: 2008, round 1, pick 20
College: Kansas
Career Stats: 394 tackles, 33 INTs, 111 passes defendidos, 3 fumbles forçados, 9 TDs

Com 9 TDs e 33 INTs na carreira, Aqib Talib é um monstro e foi o mais votado como melhor CB para 2017. Não ganhou pela média, mas é justíssima sua segunda colocação. Talib é um dos cabeças da defesa de Denver ao lado de Von Miller e pode jogar pelo menos mais um ano em alto nível.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

01° Patrick Peterson
1 | 2 | 6 | 2 | 2 | 3 | 2 | 3
Time: Arizona Cardinals
Idade: 26 anos
Draft: 2011, round 1, pick 5
College: LSU
Career Stats: 297 tackles, 20 INTs, 63 passes defendidos, 2 sacks, 5 TDs (4 retornando)

Até podemos questionar, mas no fundo é justíssimo ele ser o mais cotado para ser o melhor CB de 2017. Os números de 2016 não impressionam tanto, mas Peterson já está em um patamar em que os QBs adversários evitam lançar em sua direção. Sem contar que ele é o único CB decente dos Cardinals e com Mathieu lesionado, era esperada uma queda de rendimento do sistema defensivo. De qualquer forma, a pick 5 do draft de 2011 vem fazendo jus a posição que foi escolhido.

Algumas curiosidades do ranking:

– Nenhum jogador foi unanimidade no top 3, nem no top 5;
– Somente 4 jogadores foram unanimidades no top 10: Peterson, Talib, Harris Jr., Rhodes;
– Somente 5 jogadores são comuns aos 8 rankings (Peterson, Talib, Harris Jr., Rhodes, Peters);
– Um total de 28 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;
– O top 15 contempla 7 jogadores da NFC e 9 da AFC;
– 7 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts (Peterson, Talib, Rhodes, Peters, Ramsey, Verrett, Claiborne);
– 3 jogadores não foram draftados (Bouye, Butler, Harris Jr.);
– Somente 4 são campões do Super Bowl (Talib, Harris Jr., Butler, Sherman);
– Marcus Peters e Malcolm Butler são os dois jogadores que aparecem com maior diferença de posição entre dois rankings: Peters foi colocado em primeiro pelo Digo e Felipe e em décimo quinto pelo Ivo. Butler foi colocado em segundo pelo Xermi, Cadu e Vinicius, e não aparece no ranking do Murilo;
– Aqib Talib foi o jogador mais citado como número 1, em 4 dos 8 rankings;
– Apenas dois times, Broncos e Chargers, ambos da AFC West, tiveram 2 jogadores entre o top 15: Talib/Harris Jr., e Verrett/Heyward. A dupla Talib e Harris Jr. está no top 3;
– Ficaram fora do top 15, em ordem: Brent Grimes (TB), Desmond Trufant (ATL), Sean Smith (OAK), Dominique Rodgers-Cromartie (NYG), Brandon Carr (DAL), Prince Amukamara (JAX), Tramaine Brock (SF), Jimmy Smith (BAL), David Amerson (OAK), Trumaine Johnson (LAR), Vontae Davis (IND), Stephen Gilmore (BUF), Lamarcus Joyner (LAR).
– 21 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: CIN, CLE, PIT, CHI, GB, TEN, CAR, NO, MIA, NYJ, PHI.
– Todos os atletas citados são milionários!

Confira todos os votos do nosso “colegiado”: