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Agora ou nunca (nunca)

Um ano atrás, antes da PELOTA subir, o Bucs bradou aos quatro ventos sua relevância  na NFC South – mas, ao contrário do que pretendia, terminou com apenas cinco vitórias e assistiu as outras três franquias da divisão visitarem os playoffs.

Agora Jameis Winston está entrando em sua quarta temporada e (espera-se) recuperado de uma lesão no ombro que o fez perder três jogos em 2017. O torcedor mais otimista, porém, pode pensar que houve tempo também para Jameis encontrar a sinergia dom DeSean Jackson e reconstruir a defesa – mesmo que a seca por ver TDs em janeiro (uma década repleta de frustrações) continue ali.

“É sobre esse playoffs, cara”, disse Winston durante a offseason. “É sobre conquistar algumas vitórias, trazer a torcida para o nosso lado e realmente mudar a cultura por aqui – estamos caminhando nessa direção, e agora é a hora de fazer acontecer”.

Altos e baixos (e mais baixos)

Se a segunda temporada de Winston mostrou sinais claros de evolução, seu último ano pareceu um passo atrás; ele foi extremamente inconsistente e, se havia bons lampejos em determinadas partidas, Jameis parecia completamente perdido na maioria delas.

Você pode afirmar que Winston tem talento de sobra para fazer um excelente 2018 – e não estará errado –, mas a grande questão é se ele estará focado para dar o próximo passo. O que parece, infelizmente, não ser o caso – o quarterback já está suspenso pelas três primeiras partidas e será substituído por (provavelmente) Ryan Fitzpatrick – como já diria o sábio:

O problema de ter um pereba no elenco é que, invariavelmente, alguém fará merda ou se lesionará e, bem, o pereba precisará jogar.

O fato é que se o Bucs não chegar aos playoffs (spoiler: não chegará, e errado é quem espera diferente), Winston receberá boa parte da fatura, mas, se vivemos em um mundo justo (spoiler: não vivemos), é preciso apontar outros “culpados”.

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Mike Evans é uma aberração física e parece ter o talento natural a um WR de elite – mas questiona-se muito sua conduta profissional; em 2017, por exemplo, ele teve apenas 71 recepções (uma queda significativa se comparadas as 96 recepções de 2016) – mas, mesmo assim, Evans chegou a quarta temporada consecutiva com mais de 1000 jardas. Pelo pacote completo, Tampa decidiu apostar no garoto e ofereceu um novo contrato de cinco anos e mais de US$ 80 milhões. Se Mike não corresponder ao dinheiro investido, é certo afirmar que Tampa estará em apuros. No game tape, podemos analisar Evans como o recebedor que deixa as bolas fáceis passarem para só pegar as difíceis.

Ao seu lado, Evans terá DeSean Jackson e… bem, estamos em 2018, você ainda acredita em DeSean Jackson? DeSean é (talvez) um dos WRs mais superestimados da NFL (seu primeiro ano em Tampa foi um fracasso: 50 recepções para pouco mais de 650 jardas) e sua principal habilidade é tornar piores os sistemas ofensivos por onde passa.

Por outro lado, os Bucs tem um bom slot receiver em Adam Humphries e uma promissora dupla de TEs, com Cameron Brate e OJ Howard (de quem se espera uma evolução nítida em sua segunda temporada, para que se torne um alvo mais efetivo para Winston, sobretudo na redzone).

Chris Godwin, WR selecionado no terceiro round em 2017, também deixou uma boa impressão final e de quem é possível esperar um pouco mais de protagonismo – foram 111 jardas na despedida da temporada contra New Orleans.

Há esperança, também, em uma melhora no jogo terrestre (convenhamos: piorar não é uma possibilidade). Graças ao bom Deus, Doug Martin foi despachado – com pelo menos duas temporadas de atraso – para iludir o já sofrido torcedor de Oakland e a camisa 22 agora será usada por Ronald Jones II, selecionado no segundo round do último draft; o jovem teve 12 corridas para mais de 40 jardas durante seus anos em USC, o que mostra bons sinais para o futuro – Martin, por outro lado, teve duas temporadas de 1400 jardas por Tampa Bay, mas nos dois anos derradeiros na Flórida os números despencaram e o RB conseguiu menos de três jardas por tentativa.

Razões para acreditar

Os Bucs parecem ter focado na reconstrução de seu sistema defensivo. Com sua primeira escolha no último draft, eles selecionaram o DT Vita Vea, um monstro em Washington que inevitavelmente conseguirá pressionar o ataque adversário (pior que tá não fica, diria o outro). Além disso, ele será um ótimo complemento para Gerald McCoy, um dos melhores atletas de sua posição (que merece muito mais reconhecimento do que lhe é conferido).

Tampa ainda apostou alto, e buscou no atual campeão, Philadelphia Eagles, Beau Allen e Vinny Curry. Além disso, trouxe Jason Pierre-Paul, ex-Giants – o entrosamento, claro, pode demorar um pouco para chegar, mas de qualquer forma já é um cenário animador para aquela que até então era uma das piores defesas da liga.

A secundária, porém, levanta algumas interrogações: Brent Grimes e Vernon Hargreaves ainda estão ali – Grimes, contudo, já beira os 35 anos e esperar um declínio em suas atuações não seria absurdo. Os rookies MJ Stewart, de North Carolina, e Carlton Davis, de Auburn, competem com Ryan Smith pelo posto de CB3 – e, conforme se saírem, podem também beliscar a vaga de Grimes.

Já o corpo de linebackers segue o mesmo: Lavonte David é excelente e Kwon Alexander (espera-se) livre das lesões é um reforço considerável. Kendell Beckwith deixou a desejar em 2017, mas era apenas seu primeiro ano e, claro, há espaço para evoluir, sobretudo com Noah Spence, do qual se espera finalmente alguma contribuição em campo.

Palpite:

Em 2018 Winston precisa se estabelecer como um quarterback capaz de liderar uma franquia – e, por consequência, levá-la aos playoffs. A tabela, porém, é cruel: nos três primeiros confrontos, Tamba enfrenta Saints (fora), Eagles e Steelers (em casa), todos sem Jameis. Na sequência visita a Chicago e Atlanta e, bem, esperar apenas uma vitória nas cinco primeiras partidas não é uma previsão irrealista. Se tudo der errado e, ao menos, levar a demissão do HC Dirk Koetter, poderemos considerar que foi um bom ano – resta aceitar uma campanha semelhante a de 2017, com no máximo cinco ou seis vitórias, a lanterna da NFC South e planejar o futuro com um HC capaz de colocar Winston nos eixos.

De favorito a underdog: a história do Philadelphia Eagles

O Philadelphia Eagles de 2017 é o time dos extremos: depois de conquistar a primeira posição na NFC durante a temporada regular e ser um dos favoritos a chegar ao Super Bowl, o time passou a ser um verdadeiro azarão. A contusão de Carson Wentz, que vinha sendo o melhor QB da liga e principal candidato ao prêmio de MVP, teve um impacto muito grande para o Eagles, e não apenas dentro de campo.

O melhor time da Conferência, pelo menos na tabela de classificação, chegou ao Divisional Round dos playoffs como posição número um mais menosprezada dos últimos tempos. Foi a primeira vez na história em que as casas de apostas americanas consideraram que o time com a sexta melhor campanha, o Atlanta Falcons, jogando fora de casa, era o favorito no confronto contra a seed #1 e mandante da partida.

Apesar do descrédito, o primeiro round foi bem sucedido. A vitória contra o Falcons não foi bonita, é claro. O placar de 15×10 não acaba com as dúvidas dos que não acreditam no Eagles sem Carson Wentz. Em um jogo apertado, de pouca inspiração ofensiva, o time mais eficiente venceu, mas não empolgou. Se Atlanta tivesse tido um pouco mais de inspiração nas chamadas ofensivas em seus últimos quatro downs (isso é sim um ataque direto a Steve Sarkisian), quando esteve a duas jardas de vencer o jogo, esse texto não estaria nem sendo escrito.

Saudades Carsinho.

Mas o Eagles contrariou os prognósticos desfavoráveis e venceu, provando que o título de underdog era um pouco exagerado. Agora, na final da Conferência, o adversário é o forte Minnesota Vikings, que vem carregado de energias positivas após uma das jogadas mais épicas de todos os tempos. Assim como no jogo contra o Falcons, o Eagles é novamente considerado zebra: Las Vegas considera que o Vikings tem vantagem de 3,5 pontos no confronto.

O menosprezo externo parece não afetar o time, que usa a narrativa de ser um underdog como motivação. “Prefiro que as pessoas duvidem de nós, ao invés de nos dar tapinhas nas costas”, disse o Right Tackle Lane Johnson, que após o jogo contra o Falcons não hesitou em colocar uma máscara de cachorro e esfregar a vitória na cara dos que consideravam o Eagles como “dogs”.

Apesar de novamente ser subestimado, o Eagles tem todas as condições de bater o Vikings e avançar ao Super Bowl pela primeira vez desde 2005, quando perdeu para o New England Patriots. Como isso acontecerá? As razões são várias.

Torcida e clima

A atmosfera na Philadelphia será extremamente favorável ao Eagles. Na arquibancada, serão 69 mil torcedores sedentos por um Super Bowl. Famosos pelo fanatismo e pelo descontrole (e pelas vaias), são capazes de ser presos por socar o cavalo da polícia, vaiar o Papai Noel e promover brigas épicas no metrô. São esses mesmos torcedores alucinados que tornarão a vida do Minnesota Vikings um inferno durante todo o jogo.

A vantagem de jogar em casa não pode ser menosprezada, especialmente no frio de Philly em Janeiro e contra um time que já se acostumou a jogar no calor de seu novo e confortável estádio coberto.

Essa turminha vai arrumar altas confusões em janeiro!

Eliminar erros

Em um jogo que promete ser disputado até o fim, como foi contra o Falcons, quem errar menos, obviamente, vence. Por isso, é fundamental eliminar alguns deslizes inaceitáveis como os que poderiam ter custado a vitória no Divisional Round. Turnovers, como o fumble de Jay  Ajayi logo no início da partida, e falhas em jogadas de special teams, como o ponto extra perdido por Jake Elliot e o muffed punt que deu a bola para o Falcons já na redzone, simplesmente não podem acontecer. O Minnesota Vikings é um time mais forte que o Atlanta Falcons e certamente conseguirá tirar mais proveito desse tipo de falha em um jogo cujo placar deve ser baixo.

Ter sucesso no jogo corrido

De acordo com o site Number Fire, desde que Jay Ajayi chegou a Philadelphia, na semana 9 da temporada regular, apenas Alvin Kamara tem média de jardas por tentativa superior a do RB do Eagles. Porém, a missão de Ajayi contra o Vikings não será nada fácil. Minnesota tem uma das melhores defesas da NFL contra o jogo terrestre. Além de uma linha defensiva dominante, os linebackers são muito rápidos e versáteis. Correr contra o Vikings é, sim, difícil. Mas mais difícil ainda é travar um duelo aéreo contra a secundária de Minnesota, especialmente quando Nick Foles é seu QB.

Claramente, o ponto forte do ataque do Eagles sem Carson Wentz é pelo chão. Para ter chances reais de vitória, é fundamental estabelecer o jogo terrestre desde o início do jogo, controlar o relógio e manter o placar sob controle.

Esconder Nick Foles

No duelo dos backup QBs, o time que conseguir mascarar as falhas do comandante do seu ataque terá mais chances de sucesso. Isso parece ser mais importante para o Philadelphia Eagles do que para o Minnesota Vikings, que tem Case Keenum jogando bem desde o início da temporada e sendo um QB claramente melhor que Nick Foles.

Contra uma defesa rápida e agressiva, o Eagles precisa tornar o trabalho de Foles o mais simples possível. Leituras rápidas, passes curtos, screens e run-pass options (o novo termo da moda pra quem quer fingir que entende de tática) são maneiras efetivas de minimizar os riscos de turnovers e ganhar jardas, mesmo que poucas, de forma contínua. A experiência que Foles teve no ataque de Chip Kelly, em 2013, quando lançou 27 TDs e apenas 2 INTs, mesmo tendo sido um desvio de percurso, pode e deve ser aproveitada nessa situação.

Pressionar Case Keenum

Brandon Graham, Fletcher Cox, Tim Jernigan e Vinny Curry formam uma das melhores linhas defensivas da NFL, tanto contra o jogo terrestre quanto contra o jogo aéreo. De acordo com o site Pro Football Focus, o Eagles conseguiu pressionar o QB adversário em 41,5% dos dropbacks, enquanto a média da liga é 34,7%. O que mais impressiona é que a linha defensiva consegue colocar pressão no QB em 38,3% dos snaps em que manda apenas quatro pass rushers. Ou seja, em grande parte dos snaps, o Eagles consegue chegar ao cenário ideal para uma defesa: conseguir chegar ao QB sem mandar Blitzes.

Ao mesmo tempo em que a defesa tem um pass rush eficiente, Case Keenum é um dos QBs mais pressionados da NFL: 39,3% das jogadas, de acordo com o PFF. Naturalmente, como a maioria dos QBs, Keenum tem percentual de passes completos e rating consideravelmente inferiores quando está sob pressão. Contra o Saints, ele completou apenas 3 de 11 passes quando estava sob pressão e, inclusive, lançou uma interceptação de sangrar os olhos. A matemática, nesse caso, está ao lado de Philly e pode ser decisiva, afinal títulos já foram decididos por defesas com pass rush eficiente (alô, Denver Broncos!).

Spoiler.

Acreditar no destino

Por último, é preciso acreditar que, mesmo sem seu melhor e mais importante jogador, o Eagles não chegou até a final de Conferência por acaso. Com uma pequena força dos deuses do football, que têm vontades bastante peculiares, o time pode emular um New York Giants de 2007 ou um Baltimore Ravens de 2012, chegar ao Super Bowl e, inclusive, vencê-lo. Basta uma ajudinha do destino, por que não?

Free Agency: muitos erros, alguns acertos e uma dúzia de injustiças

A época de free agency na NFL não é nem de longe a mais emocionante entre as ligas americanas no sentido de leilões entre equipes e entrevistas coletivas anunciando destinos em cadeia nacional (não temos um “I’m going to take my talents to South Beach” desde Peyton Manning, que até já se aposentou). Mas o dinheiro, como em qualquer esporte, rola solto.

E, o melhor de tudo, temos times burros com dinheiro demais fazendo o que times burros fazem: dando dinheiro demais para jogadores que não valem tudo aquilo, ao invés de seguir o que fazem as grandes equipes e construir seus rosters pelo draft, para no final acabarem se arrependendo e se afundando em salary caps incontroláveis. O que fazemos nós em relação a isso? Rimos dos trouxas e elogiamos os sábios; trazemos uma lista com os principais assaltos desse ano!

Mas é importante lembrar: é apenas o primeiro ano dos contratos listados, então a chance de estarmos errados é bem grande. Confira:

Como ficar rico enganando desesperados

Ladarius Green, TE, San Diego a Pittsburgh; 4 anos, 20 milhões

Quando Antonio Gates foi suspenso (ou simplesmente perdeu partidas por lesão) por alguns jogos na temporada passada, Ladarius Green parecia seu sucessor: mais do que isso, seria o cara que enterraria a carreira do veterano, o que culminaria na sua aposentadoria (que já esperamos há muitos anos). Green recebeu uma chance melhor ainda (e mais rica) com os Steelers: 20 milhões de dólares para ocupar o posto de Heath Miller, um histórico jogador da franquia e um dos principais alvos de Big Ben por muitos anos.

Como isso acabou? Em meio a especulações sobre como as várias concussões em San Diego poderiam acabar com sua carreira, uma lesão no tornozelo lhe deixou fora das nove primeiras partidas da temporada. Voltou, agora, mas dá sinais de que as esperanças ficarão para 2017.

Como faz uma recepção?

Como faz uma recepção?

Brock Osweiler, QB, Denver a Houston; 4 anos, 72 milhões

Talvez o grande free agent de 2016. Fez o seu nome colocando Peyton Manning no banco (porque o time já não aguentava mais o seu braço molenga e achava que o velho ia acabar morrendo em campo se continuasse ali – mesmo que tenham dito que foi por lesão), sendo levado pela defesa e o jogo corrido aos playoffs, apenas para acabar esquentando banco para o veterano na hora em que a coisa ficou séria. Para ajudar, John Elway, o general manager do seu time original, decidiu que ele não valia mais do que um QB de baixo nível, oferecendo salários ao redor dos 10 milhões anuais.

Obviamente haveria algum time mais desesperado para comprar a história de Brock: no caso, o Houston Texans – que, a essas horas, já deve estar se perguntando que diabos fizeram. A inconstância é de um rookie e, apesar de as vitórias estarem vindo (e que os playoffs sejam uma realidade na fraca NFC South), são muito mais apesar de Osweiler do que por causa dele, como mostram o seu rating de 74.1 e, por exemplo, as 99 jardas lançadas (!) contra Jacksonville.

Coby Fleener, Indianapolis a New Orleans; 5 anos, 36 milhões

Nada como construir uma carreira baseado em “que grande ele poderia ter sido” (não é, Kyle Rudolph?). E Coby Fleener é mais um desses. Selecionado junto com Andrew Luck, a sensação que passava era de que sempre estava faltando algum detalhe para que ele se encontrasse e se tornasse mais um Rob Gronkowski ao lado de seu grande QB. Não aconteceu nos primeiros quatro anos de sua carreira (ainda que em 2014 ele tenha dado esperanças).

Os Saints, com um Drew Brees que parecia estar começando a sentir o peso da idade e a falta de seu grande amor Jimmy Graham, trocado para os Seahawks, resolveram que Fleener seria a solução buscada. Obviamente, o fato de que ele nem sequer conseguiu ser titular absoluto do time por si só fala o quãocaro sairá cada recepção, jarda e TD conquistados pelo cabeludo.

Roubando a própria casa

Às vezes, os enganadores são criados dentro do próprio time. Sempre há aquele jogador que, por alguma razão, convence o GM que é uma bomba de potencial que precisa de só mais um ano para explodir. Ou então jogadores que só produzem dentro do sistema e, saindo dele, não são mais tudo aquilo, sendo substituídos facilmente. Como sempre, isso pode nos trazer grandes cagadas:

Doug Martin, Tampa Bay; 5 anos, 37.5 milhões

Quando o Muscle Hamster chegou à liga, todos vimos um first round pick de muito respeito. Infelizmente, ele também acreditou que não precisava de mais nenhum esforço para seguir sendo bom e, nos dois anos seguintes, não conseguiu sequer igualar as jardas da sua primeira temporada, sendo travado por problemas físicos. No seu quarto ano, o mágico contract year, ele voltou a forma inicial. Coincidência? Bastante discutível. Como reagir a isso? Provavelmente não lhe dando estabilidade e conforto para os próximos cinco anos com 40 milhões. Existem jogadores que não sabem lidar com a falta de pressão.

Em 2016, Martin voltou à velha forma de 2013-14, com uma lesão na coxa que lhe tirou de seis jogos, depois de já não ter conseguido uma média de mais de 3.4 jardas nas duas primeiras partidas. Obviamente, com Doug, já chegamos ao ponto de que tudo se encaixa tão perfeitamente que duvidamos dele: infelizmente, para render, o Hamster só servirá em contratinhos de um ano, pulando de time em time ao redor da NFL (ou seguir enganando e decepcionado, sempre uma possibilidade com a quantidade de idiotas por aí).

Mentira: s.f. Ação ou efeito de mentir. Ludíbrio; falsidade; ilusão....

Mentira: s.f. Ação ou efeito de mentir. Ludíbrio; falsidade; ilusão….

Vinny Curry, Philadelphia; 5 anos, 47,5 milhões

Talvez ainda seja (é) cedo para julgar, mas essa aposta no potencial de que Curry ia tomar a liga por assalto (é o quinto DE mais bem pago) parece que não dará muito certo. Antes de receber o novo contrato, o jogador tinha sido titular em exatamente (sem margem de erro) 0 partidas – obviamente ele fazia parte da rotação (vide seus 9 sacks em 2014), mas ele NUNCA esteve ali para iniciar o jogo. O que o GM achou que ele merecia? Isso mesmo, quase 50 milhões de dólares.

E, como só a NFL pode nos proporcionar, Vinny Curry segue sem nunca ter começado um jogo. Pior: até o momento, em uma defesa que teoricamente lhe serve bem (um 4-3), o jogador conseguiu apenas um sack e meio. Como disse, talvez chegará o momento ao longo desses cinco anos do click em que tudo encaixará e esse contrato parecerá até barato, mas até agora parece que Howie Roseman viu bem mais em Curry do que existia.

Clubes que roubaram jogadores

Obviamente não são apenas os contratantes que sofrem. Às vezes, jogadores também recebem muito menos do que mereciam para sua produção o que certamente criará boas discussões na inter-temporada. Às vezes, times que deixam o jogador ir ficam pensando “talvez ele realmente valesse o que tinha pedido”. De qualquer forma, é sempre legal listar vacilos:

DeMarco Murray, Philadelphia a Tennessee; 4 anos, 25 milhões

Confesso: estou roubando um pouco aqui para contar boas histórias nessa lista. Teoricamente, Murray não era um free agent em 2016, já que tinha um contrato de quatro anos com os Eagles; entretanto, como o time queria muito livrar-se dele, ele basicamente estava no mercado como um. E, como além disso os termos de seu contrato mudaram com os Titãs, ele tem seu lugarzinho aqui. A história é bem famosa: 5 anos, mais de 40 milhões para o melhor corredor de 2014 (1845 jardas), apenas para vê-lo fracassar em 2015 atrás de uma linha ofensiva mediana – Chip Kelly demitido, arrependimento e o time se livrou desse aparente peso morto.

Entretanto, em Tennessee, seu contrato foi negociado para termos muito mais medianos. Ainda que seja o sexto RB mais bem pago, 6 milhões ocupa o espaço merecido no salary cap. Melhor ainda: mesmo com a ameaça (quase certeza no começo da temporada, confessoamos) de ser ultrapassado pelo rookie Derrick Henry, Murray se estabeleceu no time e é titular absoluto, sendo o segundo em número de jardas corridas da liga, voltando aos velhos tempos (e, apesar de correr com uma boa OL, com certeza ele tem muitos méritos em suas 1000 jardinhas).

Casey Hayward, Green Bay a San Diego; 3 anos, 15,3 milhões

Nada como conseguir bons jogadores com problemas de lesões que acabam esnobados pelos seus times originais e assim, baratinhos, caem no seu colo. Em meio a tantos problemas que têm os Chargers (e parece que é sempre assim), Hayward tem sido constantemente seguro, especialmente considerando que ele teve que substituir Jason Verrett, o CB1 do time, que se machucou e não joga a temporada atual. Por um salário muito abaixo da média, o cornerback tem cumprido bem o seu papel, inclusive com cinco interceptações, no topo da NFL.

Pior do que isso: a cada vacilo da secundária, os Packers devem lembrar como alguns problemas poderiam ter sido facilmente solucionados se eles simplesmente tivessem se mantido à filosofia de manter os jogadores criados em casa. Como Ted Thompson dormiu no ponto, sorte de San Diego.

O que temos pra hoje é saudade.

O que temos pra hoje é saudade.

Lorenzo Alexander, Oakland a Buffalo; 1 ano, 885 mil

Rápido: quem tem o maior número de sacks da NFL nesse exato momento ganhando uma mxaria? Errou. O nome da fera é Lorenzo Alexander, o 80º outside linebacker em salário da NFL, e você provavelmente não o reconheceria se passasse por ele na rua. Um veterano que tem pulado de time em time ao redor da NFL, fazendo suas pontinhas como reserva aqui e ali, mas que, aos 33 anos, encaixou na defesa de Rex Ryan, produzindo 10 sacks até o momento (mais do que dobrando o que tinha nos últimos 10 anos de carreira). Sabe quanto Von Miller ganha por cada sack até o momento? Quase 2 milhões de dólares. Alexander? Menos de 100 mil. Pense em um bom negócio.