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De Baalke a Kelly, a melhor escolha seria começar tudo de novo

Novas caras chegando, como Chip Kelly em busca da redenção, velhas caras voltando, como Anthony Davis abandonando a aposentadoria, velhas caras que já poderiam ter ido embora, mas insistem em continuar por aí, como Colin Kaepernick ou Trent Baalke ou, inacreditavelmente, Christian Ponder (que não é uma velha cara em San Francisco, ok, mas já está fazendo hora na NFL).

Chip Kelly chega para substituir o grande pizzaiolo (ou qualquer profissão do tipo que lembre ao olhar para ele) Jim Tomsula, que durou apenas uma temporada como substituto de Jim Harbaugh após um 5-11 em 2015, uma temporada que começou marcada pelas inesperadas aposentadorias de dois dos principais jogadores do time (Patrick Willis e o já citado Davis) e pela rápida decadência de Colin Kaerpernick.

Obviamente, a chegada de Kelly não parece que dará muito certo desde o começo, dado o seu fracasso na Philadelphia – parece uma última manobra do general manager Trent Baalke de tentar salvar a carreira de Kaepernick, que já está fracassando, considerando que Chip, por alguma razão, prefere Blaine Gabbert.

Provavelmente acabará como mais uma das atitudes inexplicáveis do GM estilo trocar uma escolha de quarta rodada (quando o seu time precisa de todo o novo talento possível) para ficar com um guard reserva, Joshua Garnett, que acabaria caindo no seu colo se tivesse sido paciente na segunda rodada (ou até terceira).

Nunca esquecer que Blaine já teve cabeleira e potencial de muso.

Nunca esquecer que Blaine já teve cabeleira e potencial de muso.

A maldição do draft de 2011

O draft de 2011 foi um grande draft – para quem soube escolher. Das 16 primeiras escolhas, 12 jogadores já foram ao menos uma vez ao Pro Bowl. Quem não foi? Além de Nick Fairley (que teve problemas com lesões e sempre acaba ofuscado por seus parceiros de linha), os três quarterbacks da lista que não se chamam Cam Newton: um que já se aposentou, Jake Locker, e outros dois que estão em busca de uma última chance (mais provavelmente, da última pá de cal) nos 49ers, Ponder e Gabbert.

Além disso, também é possível lembrar que esse draft teve 6 QBs entre os 36 primeiros nomes chamados, entre eles, Colin Kaepernick, o último dessa grande lista. Ou seja, de uma classe em que de 6 QBs, somente Cam Newton conseguiu realmente fazer um nome para ele, Trent Baalke conseguiu reunir 3 em seu time.

Talvez ele acredite que colecionando quarterbacks suficientes ele consiga um MVP para o seu time. Talvez ele esteja apenas esperando Jake Locker e Andy Dalton pousarem inadvertidamente na Califórnia, desenhar um pentagrama no chão, trabalhar nos sacrifícios e trazer Tebow (do draft de 2010) de volta.

O ataque do menino Gabbert

Assustadoramente, como sabemos, o quarterback titular a começar a temporada por San Francisco será Blaine Gabbert, que foi uma grande decepção em Jacksonville – que nem sequer sabe o que é ter um QB bom na equipe em sua história. Por alguma razão, Kelly vem com aquele papo de “ele está evoluído, ele pode executar bem o nosso plano de jogo”, mas parece bem mais provável que seu plano seja deixar Kaepernick (ou Ponder?) com raiva o suficiente para executar o seu ataque rápido e de muitos pontos quando finalmente assumir a titularidade – o que não deverá demorar muito para acontecer.

De qualquer forma, também, a história de muitos pontos é coisa de um passado distante e “feliz” no time verde e branco do outro lado do país. Se por causa de Gabbert já seria difícil, pare e pense no que conseguirão os seguintes alvos: Torrey Smith (663 jardas em 2015), Quinton Patton (394 jardas) e os dois que deverão ser as melhores opções de Gabbert, Jeremy Kerley (que criou 827 jardas em 2012) e Vance McDonald (475 jardas em 3 anos como profissional). Pode parar para rir, sim, ou chorar, se você ainda torce para San Francisco.

O melhor jogador desse ataque deverá ser Carlos Hyde, pelo menos em questão de produção, e isso deveria servir como um bom resumo. Ele teve uma grande partida destruindo a defesa dos Vikings na semana 1 ano passado, e parece que foi tudo o que ele conseguiu. Obviamente, inocentemente em nossas ligas de fantasy voltamos a apostar nele por estar num mítico “ataque de Chip Kelly” – não se iluda, Hyde não seria titular em metade dos times da NFL e talvez nem acabe sendo em San Francisco.

Os melhores jogadores verdadeiramente são o veterano LT Joe Staley e o agora RG Anthony Davis, que controlaram por muitos anos e muito bem os extremos da linha ofensiva da equipe. Os demais jogadores são medíocres e a partida do LG Alex Boone deveria fazer falta, mas os skill players (ou seja, os que efetivamente tocam na bola) são tão medíocres que a OL não conseguirá ser culpada.

Lembra tempos mais felizes?

Lembra tempos mais felizes?

Sobre Bosa e Buckner

Eu, Digo, já questionei muito a decisão de San Diego ter escolhido Joey Bosa ao invés de DeForest Buckner e não me alongarei por uma simples razão: infelizmente, Buckner também não jogou muito essa pré-temporada por causa de uma lesão. De qualquer forma, mais a frente voltaremos a essa questão para lembrar a todos que eu estava certo e os Chargers totalmente errados.

De qualquer forma, o lado defensivo da bola parece um pouco (pouco) melhor para os 49ers. Buckner ainda não deverá ser titular nos primeiros jogos ao lado de seu antigo companheiro de linha em Oregon (Chip Kelly pira) Arik Armstead, mas este deverá continuar usando todo seu tamanho (2.01m, 132kg) para destruir linhas ofensivas adversárias.

Pouco melhor porque o melhor linebacker pass rusher, Aaron Lynch, estará suspenso pelos primeiros quatro jogos da temporada. Ahmad Brooks (6.5 sacks em 2015) e Eli Harold, que teve poucas oportunidades como rookie, deverão cobrir seu lugar, mas não oferecem grandes esperanças. Pelo meio, a lesão que Navorro Bowman sofreu em 2014 diminuiu muito seu nível de jogo e, ao lado de RayRay Armstrong, deverá fazer os torcedores rezarem por mais sacríficios de Trent Baalke para trazer os aposentados Willis e Chris Borland de volta.

Os melhores jogadores da secundária são o safety Eric Reid e o cornerback Jimmy Ward, que a exemplo de Carlos Hyde, tampouco é grande coisa e isso diz muito sobre ela – e o fato de que suas companhias foram disputadas em busca do “menos pior” também.

Palpite: A previsão mais otimista seria acabar a temporada com a pior campanha da NFL e ter a opção de draftar um bom quarterback logo na primeira rodada e começar a produzir uma nova franquia a partir daí. Mais provável é que Chip consiga alguns jogos divertidos de algum dos seus muitos quarterbacks medíocres, acabando 6-10, e ele e Trent Baalke vivam por mais algumas temporadas até Jed York ver o que todos estamos vendo e recomeçar tudo do zero.