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Esperando sentado

A terceira temporada com Todd Bowles no comando não foi exatamente diferente da segunda, permitindo que, como pessoas de bem, esquecêssemos a de 2015 com o lendário Ryan Fitzpatrick (e Chan Gailey, o milagreiro) no comando do ataque, que fez parecer que o time havia encontrado um novo messias no seu head coach. Ao menos, se 2017 deixou alguma nova lição foi a de que não se vai longe sem um QB legítimo, por mais que Josh McCown tenha cumprido seu papel tão bem quanto possível.

Não à toa, o time trocou três escolhas de segunda rodada (para o único time que, teoricamente, não precisava de um QB e estava escolhendo no topo, os Colts) para subir no draft – mesmo ganhando apenas dois jogos dos últimos 11, os Jets estavam em sexto lugar na ordem de escolha – atrás daquele que acreditavam ser o lançador ideal para seu futuro: Sam Darnold, de USC.

É interessante apontar a sequência de decepções que têm sido os QBs saídos da universidade do sul da Califórnia nesse século: o mais marcante para os verdes, obviamente, será Mark Sanchez, que chegou duas vezes à final da AFC antes de cair na realidade da sua mediocridade e virar piada nacional; além disso, temos Matt Leinart, vencedor do Heisman (e 10ª escolha do primeiro round de 2006) que passou muita vergonha em Arizona e faz parte da extensa lista de QBs que tentaram atrapalhar a carreira de Larry Fitzgerald; J.D. Booty e Matt Barkley tinham boas expectativas, mas foram desmascarados até mesmo antes do draft e não jogaram muito na NFL apesar do destaque na universidade; por último, Cody Kessler teve suas chances em Cleveland, mas hoje é apenas reserva do grande Blake Bortles.

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O único exemplo favorável é Carson Palmer, que fez boas temporadas por alguns times medianos da NFL, e apesar dos bons números, não chegou a conquistar exatamente tudo o que se gostaria de uma primeira escolha geral (2003) e Sam Darnold, para ser considerado um verdadeiro sucesso, deve conseguir mais do que isso (#qbwinz).

Até o momento, as performances têm sido encorajadoras (29 passes completos, 244 jardas, 2 TDs e 1 interceptação) e Sam sequer deve dar a oportunidade para seus competidores começarem a temporada enquanto Bowles nos enganaria dizendo que “era tudo uma competição e o melhor joga”, apenas para colocar Darnold em campo depois de duas derrotas.

Sobre McCown e Bridgewater

Os que estivessem mais desconfiados da capacidade da turma de QBs de 2018 – ou mais fiéis ao valor de três escolhas de segunda rodada – têm, após alguns jogos da pré-temporada, argumentos também para ir contra a escolha de Darnold. Josh McCown não foi horrível em 2017 (enquanto o ataque ao seu redor é, esse sim, abaixo da média) e é tão sólido quanto se esperaria de um veterano (venceu, por exemplo, Jaguars e Chiefs em 2017) e talvez aguentasse mais uma temporada esperando um reforço realmente diferenciado.

Por outro lado, Teddy Bridgewater chegou em Nova York por uma miséria (6M, mas apenas 1M de dólares garantidos) pelo famoso VAI QUE. E, não fosse pela necessidade óbvia de utilizar Darnold porque ele é a primeira escolha, o desempenho na pré-temporada de Teddy seria mais do que suficiente para colocá-lo como titular que traria um futuro melhor para os Jets.

Nota: o autor é um fã e não falará mais sobre o assunto para não ficar chorando sobre joelhos explodidos.

A defesa de Mark Sanchez

Já que aproveitamos mais um ano de texto sobre os Jets para mencionar Mark Sanchez e cutucar a ferida, usemos ele também para reviver boas memórias e trazer esperança para a galera – naquela época, é válido lembrar, a defesa comandada por Darrelle Revis engolia os ataques adversários. A de agora está em processo de se construir para tentar igualar a receita.

Já no começo da temporada passada, Sheldon Richardson foi trocado por um dos second round que se tornou Sam Darnold, e agora Muhamad Wilkerson vazou para os amigos de Aaron Rodgers, transformando uma linha defensiva outrora dominante, especialmente no jogo corrido – nessa linha de trabalho, o time também perdeu Demario Davis, maior número de tackles e sacks (5!) do time em 2017.

Para tentar ocupar o espaço na linha ao lado de Leonard Williams e Steve McLendon, 143kg de Nathan Shepherd foram draftados para New York. Além disso, o time realizou outra troca com os Colts para trazer Henry Anderson com o objetivo de melhorar a pressão nos QBs adversários: mesmo que não tenha nunca conseguido produzir em Indianapolis (ninguém consegue sem Luck por lá), saiu da universidade muito bem cotado e ainda é jovem, além de ter passado muito tempo lutando contra lesões.

Para reforçar o grupo de LBs, o time contratou Avery Williamson de Tennessee e Kevin Minter, que vem dos Bengals, mas foi importante nos anos anteriores em Arizona, mas nenhum dos dois como pass-ruhers. A menos que alguma troca aconteça (deveria) por Khalil Mack por exemplo, ou algum dos jogadores disponíveis hoje (como o atlético Darron Lee, o jovem Jordan Jenkins ou o veterano Josh Martin) dê uma virada absurda, é bem provável que qualquer linha ofensiva semi-competente gere bastantes espaços contra a equipe.

Uma nova ajuda disponível para a luta contra o jogo aéreo adversário (sempre válido lembrar que estamos na divisão de Tom Brady) é a existência, agora sim, de um CB1 para acompanhar uma jovem dupla de safeties (duas primeiras escolhas do time em 2017, inclusive), além de Morris Claiborne e Buster Skrine. Trumaine Johnson recebeu aproximadamente 1 bilhão de reais (72,5M de dólares) para ficar até morrer (5 anos) com os Jets e ancorar uma defesa que tem altas expectativas da torcida e, como vimos, não tem muita ajuda à frente.

Apoio para o rookie

Outro ponto essencial para formação de uma carreira feliz para um rookie é o grupo que lhe dá suporte. E enquanto a defesa produz uma miséria de sacks, o ataque cedeu 47 – aproximadamente três por partida. Sendo Sam Darnold um pocket passer do estilo tradicional e amado pelos clássicos, a linha ofensiva tem que fazer um trabalho melhor (de acordo com o site PFF, é a segunda pior da NFL, na frente apenas do seu time. Exato, qualquer fã de futebol americano sabe que a linha ofensiva é a pior da liga e matará seu QB).

Para isso, complementando Kevin Beachum e James Carpenter, que estiveram bem do lado esquerdo da OL, o resto deve evoluir: o C Spencer Long veio de Washington, onde era mediano; Brian Winters já deve jogar saudável, o que também é uma evolução em relação a 2017; e, por último, Brandon Shell deve ser o RT, um ano mais experiente.

O grupo de RBs deverá ajudar também na proteção do QB, já que Bilal Powell é bom nessa linha e o time ainda trouxe Charcandrick West, outro que é conhecido por ser um bom apoio no pass block. Em relação a realmente produzir jardas, a expectativa ficará por conta do rookie de 6ª rodada Trenton Cannon (63 jardas na pré-temporada), de Virginia State, e Isaiah Crowell, que foi produtivo nos últimos anos pelos Browns.

Como alvos interessantes para Darnold, temos Terrelle Pryor, o ex-QB maloqueiro de Oakland e Washington, que inevitavelmente deve evoluir para WR1 por razões de talento, além de Robby Anderson (que foi de zé-ninguém para relevante a partir da metade de 2017) e Jermaine Kearse, mesmo que este esteja lutando contra lesões. De novo, é difícil enxergar um grande alvo no time dos Jets, e a produção deles é difícil de prever até enxergarmos do que Darnold é realmente capaz.

Palpite:

Como qualquer time que começa a temporada com um novo QB, especialmente um novato de 21 anos, os planos são apenas ver o garoto florescer e evoluir ao longo da temporada. Porrada nele não deverá faltar ao enfrentar Jaguars, Broncos e Vikings em uma sequência de apenas quatro semanas, por exemplo. Além disso, é até bom que ele demore um pouco para se desenvolver e assim a gente não perde tempo falando de competição na AFC East – divisão que Tom Brady ganhará outra vez ou enquanto estiver vivo.

Podcast #6 – uma coleção de asneiras VI

Trazemos as análises mais acertadas do mundo sobre o último dia de trocas na NFL. E, de brinde, apresentamos algumas trocas que não aconteceram, mas gostaríamos de ter visto.

Em seguida, voltamos com o #spoiler: dessa vez, quais jogadores vencerão os prêmios de MVP, Defensive Player of the Year Offensive Rookie of the Year. Já pode fazer suas apostas que o dinheiro é garantido.

Depois abrimos espaço para cada um destacar uma pauta que chamou a atenção nessa temporada – inclusive uma tentativa medonha de defender o Cleveland Browns (!!!). Por fim, damos as tradicionais dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas semanas. Só jogão.

Podcast #5 – uma coleção de asneiras V

Voltamos com o tradicional #spoiler: equipes relevantes (e o Tennessee Titans) que não vão para os playoffs em 2017.

Depois discutimos qual equipe assistiríamos se só pudéssemos acompanhar um time até o final da temporada – graças a Deus não acontecerá.

Em seguida, trazemos algumas proposições que sequer acreditamos, mas nos obrigamos a explicar porque é verdade – não sabemos porque fizemos isso.

E, no final, como já é comum, damos dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas duas semanas!

 

Divagações de offseason: uma eterna luta contra o tédio

Ao traçar estas linhas, adianto: como é visível o grande interesse que a NBA parece ter tomado no Twitter (NBA!!! Estive até me preocupando com a saída de Ricky Rubio ou a chegada de Jimmy Butler em Minnesota), esse é provavelmente o mês mais tedioso de nossa amada liga.

Para nossa sorte, porém, dentro de poucas semanas devem começar os training camps e, com eles, o contrato de 7 bilhões ao longo de 18 anos de algum suposto astro do basquetebol (sério, os contratos da bola laranja são ridículos) será substituído na escala de relevância do noticiário esportivo pela lesão no dedão do pé do WR4 dos Jets – se Deus (Tebow) permitir.

E como tal, tentemos colocar nossas cabeças para trabalhar e comecemos com suposições. Nem que seja para aparecer logo no início da retrospectiva do ano que vem sobre “percebam como começamos o ano já falando merda”. Pensando nisso, apresentamos nove situações que deveriam acontecer em julho, mas provavelmente não passarão de mera ilusão até meados de setembro:

1 – Kyle Shanahan descolando uma troca por Kirk Cousins

Quem sabe se ele mandasse um 1st round top-10 protected para os Redskins, além de dois core players, Washington desistisse de tanta briga por um novo contrato que nunca acontecerá e aceitasse liberá-lo para o lugar em que Cousins finalmente será feliz. E, inevitavelmente, decepcionará devido à mediocridade que lhe cercará em San Francisco.

Na verdade, adoraríamos sugerir a troca de Philip Rivers ou Eli Manning – vem Davis Webb! – ou algum veteraníssimo, mas como esse é uma época de esperanças, não encontramos nenhuma situação em que poderíamos ser criativos o suficiente – mas imagina que doido Rivers no Broncos, hein?

2 – Alex Smith, Mike Glennon pro banco

Pensamos em adicionar Tom Savage à lista, mas até para essa dupla de medianos, comparar com Savage é muita humilhação – e talvez os Texans sejam sábios o suficiente para colocar o Tom ruim no banco em julho mesmo. Mas, sério: alguém tem alguma dúvida que, mais cedo ou mais tarde, Mahomes e Mitch serão os titulares de Chiefs e Bears?

Alex Smith teria que se transformar no Tom Brady do Oeste para evitar que o novo Brett Favre (a cada passe fué de Smith, Reid olhará para o banco e lembrará que Pat está ali, completamente cru, mas com o canhão que todos amam na liga) tome a sua posição mesmo com uma campanha vitoriosa.

“Alex Smith sentiu um desconforto na alma, precisa meditar e, portanto, vai ficar fora tempo suficiente para Mahomes assumir”, será a manchete que encontraremos.

O veterano tem ainda menos esperança no duelo Mike x Mitch. Entretanto, é válido lembrar: o último time que apostou pesado duplamente em QBs (os Redskins, em 2012, draftando Cousins no quarto round ao invés de apostar em alguma outra posição em que poderia encontrar um titular) acabou se dando bem justo com a opção “secundária”.

Passa credibilidade?

3 – Algum RB admitindo que não correrá para mais de mil jardas na temporada

“É, sabe como é, na verdade estaremos em um grande comitê, vou dividir carregadas com outros dois jogadores medianos como eu e, no final das contas, não vou produzir o suficiente para ser draftado com qualquer das suas três primeiras escolha no fantasy.”

Era só o que queríamos ouvir: um pouco de realidade para variar e poder, assim, evitar as dicas do Michael Fabiano. É claro que em uma época do ano em que todos os times esperam vencer todas as  partidas (menos os Jets, na AFC, e os Rams, na NFC), talvez esperar ouvir verdades de jogadores do grupo de Adrian Peterson e Marshawn Lynch seja excesso de esperança.

4 – Pete Carroll admitindo que tentará matar Russel Wilson

A ideia era começar o tópico listando os titulares possíveis. A verdade: é impossível adivinhar quem serão. Luke Joeckel (daquele maravilhoso draft de 2013) e Ethan Pocic (rookie) são nomes reconhecíveis, mas tampouco passam segurança.

Senhoras e senhores, a OL dos Seahawks. Além disso, Carroll se diz “animado com a evolução da linha”, que cedeu 42 sacks em um jogador liso como Russell Wilson, que também acabou sofrendo com lesões em 2016. Também, com o novo contrato do QB, a janela para a incrível Legion of Boom está se fechando: Kam Chancellor, por exemplo, tem seu contrato acabando esse ano e Michael Bennett e Cliff Avril não estão ficando mais novos.

Se o responsável por manter os bons resultados em Seattle será o marido da Ciara (e seus US$ 20 milhões anuais), é bom que seu head coach e o grande “especialista em linha ofensiva” Tom Cable parem de tentar assassiná-lo.

“Vou te matar”

5 – Jogador reconhecendo que não está totalmente saudável ou em plena forma física

Acontece todo ano. Todo mundo chega das férias voando, melhor forma da carreira e blablabla independente de raça, posição ou idade. Chega o final de setembro, o mesmo craque sente o quadril, o tornozelo, o joelho e admite que “não era bem assim”.

Um belo exemplo, como torcedor dos Vikings, será observar o retorno de Teddy Bridgewater. Por mais emocionante que seja, uma lesão que levaria dois anos para uma boa recuperação está se tornando uma lesão que permitirá que ele volte para competir diretamente pela titularidade com Bradford. Atenção às mentiras: não é bem assim.

6 – Os Chargers encontrarem um estádio de verdade

Ataque gratuito: mas, sério, com um esporte que tem de média 60-70 mil espectadores tanto a nível profissional como a nível universitário, jogar em um estádio que não poderia receber uma final de Libertadores, é uma piada.

7 – Josh Gordon liberado

Maconha: essa droga que destrói famílias na liga e faz as pessoas sofrerem ao redor do mundo. De qualquer forma, especialmente com o aumento de estados americanos que permitem o uso da erva, é uma questão de tempo até que a NFL inevitavelmente supere suas regras de Arábia Saudita e permita que, ao menos, se teste os benefícios que ela pode ter para seus funcionários.

Enquanto isso, já passou da hora de perdermos talentos do nível de Gordon (87 catches, 1646 jardas em 2013 com Brian Hoyer ou algo equivalente) simplesmente por serem maconheiros. Legaliza, Goodell.

8 – Parar de ler esse tipo de texto quando bate a saudades e damos aquela passadinha no site da NFL

Sério? Calma, caras! E, pior, até faria sentido trabalhar com nomes do nível de Odell Beckham, que tem destruído a liga já há algumas temporadas. Mas colocar Carson Wentz como HOFer em potencial é apostar muito, mas muito alto; inclusive, apostamos que Schein não botou nem 10zão em Vegas esperando que Wentz chegue em Canton lá por 2040.

E para não dizer que batemos só em casos fáceis, Jameis Winston e Amari Cooper? Eles têm potencial, lógico, mas tanto quanto, sei lá, Jarvis Landry. Sério, uma média de 1 INT/jogo e ser o WR1a do WR1b Michael Crabtree não são exatamente o que esperamos ver como Hall of Famer em 20 anos.

Mal dá para esperar que cheguem finalmente aqueles reports maravilhosos de Training Camp sobre lesões irrelevantes ou pequenas cenas lamentáveis rapidamente solucionadas.

9 – Um QB machucado sendo substituído por ELE: Colin Kaepernick

Vocês sabiam, quando começaram a ler esse texto, que chegaríamos inevitavelmente aqui. Os mais desiludidos já dizem que Kaep jamais voltará a liga; a regra geral diz que é questão de tempo. Por exemplo, sabemos que, no caso de lesão de Flacco ou Wilson, John Harbaugh e Pete Carroll sabem onde encontrar um quarterback titular.

No resto da liga, será ao menos curioso ver o que acontece quando o inevitável fantasma das lesões atacar e deixar algum time pronto refém de Case Keenum ou Matt Cassel para chegar aos playoffs.

Como dissemos lá no início: talvez não aconteça em julho, mas setembro. E com ele nossa liga favorita, (ansiosos esperamos) sempre chega.

O que foi, o que poderia ter sido e o que certamente não será

I feel, after what I’ve done in my career, I deserve to be paid $18M next year

Ah, isso é um site sobre NFL em português, traduz

Melhor ainda: vamos à história. Do porquê Peterson é um hall of famer e, ao mesmo tempo, uma das figuras que você não desejaria ter no seu time no próximo ano. Em 2004, como calouro em Oklahoma, ele já se tornou, na época, o novato melhor posicionado em um Heisman Trophy (perdeu para o saudoso QB Matt Leinart, de USC). Em 2006, ele resolveu se jogar de cabeça na endzone e quebrou uma clavícula (história que já contamos aqui), sendo que nos anos anteriores a “saúde do seu ombro” já tinha levantado dúvidas.

Mesmo sendo considerado um dos melhores jogadores daquele draft (ali, ao lado de Joe Thomas e Calvin Johnson), tendo participado do Combine um dia após ter o meio-irmão assassinado, seis times decidiram que Adrian não valia o risco. Até que o Minnesota Vikings, mesmo contando com o útil Chester Taylor (1504 jardas em 2006), se apaixonou por ele e não deixou a oportunidade passar. Lembrancinha para o draft, também, crianças: só é necessário que um time se apaixone por você.

Como rookie, All-Day fez chover, inclusive batendo o recorde de maior número de jardas corridas em um só jogo contra os pobres Chargers, com 296 jardas em 30 tentativas (SIM ISSO É UMA MÉDIA DE 10 POR CORRIDA). Em 2008, ele já chegava à temporada prometendo que, mais cedo ou mais tarde, correria para 2000 jardas e seria MVP da NFL; conseguiu 1760 em seu primeiro ano como titular absoluto do time, liderando a liga, carregando o time de Tarvaris Jackson aos playoffs (e morrendo na praia rapidinho em duas ou três big plays de Donovan McNabb).

Após dois anos carregando o time nas costas e tendo que receber bolas do medíocre Tarvaris (que futuramente seria campeão do Super Bowl 48 com os Seahawks, rs), em 2009, os Vikings finalmente trouxeram um QB de verdade para liderar o ataque: a lenda do maior rival, Brett Favre. E talvez nada pudesse ser mais mágico.

Mas, obviamente, morrer na praia é, ironicamente, a cara dos Vikings.Contra o New Orleans Bountygaters, todos nos lembramos daquela jogada crucial em que Brett Favre não quis (ou não pôde?) correr: alerta a qualquer pessoa que tem coração: dói.

O sorriso de 18 milhões de dólares.

A criação da lenda

2010 foi um ano merda porque os Vikings não souberam aceitar a aposentadoria de Favre. 2011 foi ainda pior com toda a greve da liga, seguida da mediocridade de McNabb e logo a do rookie Christian Ponder. Se já parecia ruim, 2011 acabou pior ainda: contra Washington, em um tackle normal, daqueles baixos nas pernas (única maneira de derrubar Adrian), ele sentiu o joelho. Rompeu os ligamentos, o tipo de lesão que, se já é difícil para um jogador normal voltar, para um que vive de encarar pancadas parecia praticamente impossível.

Mas 2012 não era um ano qualquer para a história. Lembro tão claramente quanto lembro dos dias seguintes à lesão no joelho, em que ainda tínhamos esperança de que não fosse tão grave quanto um rompimento. O gênio do começo daquele ano se chamava Percy Harvin, não Adrian. Toda vez em que ele recebia a bola do eficiente Ponder, bonitas coisas aconteciam. All-Day, para fechar o trio, era trazido de volta ao seu jogo com um snap count bem administrado.

Entretanto, na metade da temporada, Harvin voltou ao seu antigo problema com lesões (agora com uma lesão no tornozelo e, conta a história, sem a vontade necessária para retornar ao time, o que o fez ser trocado no ano seguinte para o fim da sua carreira). Foi aí SAIU DA JAULA O MONSTRO™. Com uma média superior a 6 jardas por corrida e mesmo sendo o ponto focal do ataque, Adrian carregou Ponder e o time inteiro, novamente, nas costas à última rodada. All-Day tinha 1897 jardas corridas em 15 jogos.

Ali, precisando de uma vitória contra o time de Aaron Rodgers, claramente superior, a mágica que é esperada daquele que foi conhecido como MVP e jogador ofensivo do ano de 2012, aconteceu: 199 jardas, 2 TDs e o recorde de Eric Dickerson mantido por apenas 8 jardas; a vitória que levou o time aos playoffs veio e com ela toda a consagração necessária. Desnecessário lembrar que, no final das contas, o então sólido Ponder machucou o braço e Joe Webb acabou insuficiente para aprontar alguma coisa em Green Bay. E que Peterson só perdeu o “comeback player of the year” porque, bom, Peyton Manning tinha que ganhar algo.

A culpa é sempre dos Vikings?

Não vamos negar: o time roxo do centro-norte dos Estados Unidos tem uma forte tendência ao fracasso. Não tenho nem 10 anos como torcedor deles e já tive decepções para uma vida. E Adrian faz parte delas.

Que ele é um monstro com a bola nas mãos, tem uma visão de jogo invejável e uma combinação de velocidade-força inigualável, ninguém poderá negar. Mas isso não o torna um jogador capaz de ser útil em todas as fases do jogo. Mesmo após prometer ano após ano, em cada training camp, que aprendeu a bloquear e receber passes, são necessárias apenas duas ou três rodadas para saber que, mais um ano, ele falhará nisso. Provavelmente com um fumble crucial aqui e ali.

Além disso, ele não será feliz sendo apenas um auxiliar em algum ataque – hey, pode parecer que já não dá mais, mas Adrian provavelmente ainda acredita que alcançará o recorde de Emmitt Smith (18355 jardas na carreira, em comparação às atuais 11747 de Peterson) e vai querer receber as oportunidades para isso. Mais do que isso, como diz a primeira frase desse texto, ele vai querer ser pago como tal.

E ele pode falar o quanto quiser de Super Bowl, mas não acredito que seja essa a sua grande prioridade. Futuros empregadores: cuidem com os detalhes.

O polêmico Adrian Peterson

O Deus estava criado, mas as conquistas coletivas não haviam chegado. 2013 veio e se foi e, em meio ao fracasso de Christian Ponder, Josh Freeman, Leslie Frazier, Bill Musgrave (sim, o atual mago dos Raiders) e alguns demitidos mais, a temporada passou rápido. Também em 2013, um filho que Peterson não conhecia, aproximadamente da mesma idade de Adrian Peterson Jr (o filho que ele tem com sua esposa), foi assassinado pelo padrasto.

A exemplo de 2011, lembro bem do drama de 2014. Os Vikings tinham novamente um QB novato, muita esperança e vontade de contar com seu HOFer para facilitar as coisas para Teddy Bridgewater. Depois de uma bela estreia do time de Mike Zimmer, surrando os então St Louis Rams, Peterson não apareceu no treino na semana seguinte; poucas horas depois, foi anunciado que Adrian estava sendo indiciado por maltrato de menor e não jogaria a segunda semana. No fim das contas, ele não voltaria mais em 2014.

Em uma comunidade já revoltada com as atitudes de Ray Rice e o seu vídeo no elevador, o mesmo TMZ conseguiu e postou fotos do que Adrian, conhecido por ter o aperto de mãos mais forte da NFL e fazer coisas como isso, fez com um de seus filhos quando este foi visitá-lo por alguns dias em Minnesota. Para tentar ser o mais breve possível, uma surra com vara por todo o corpo do garoto – de acordo com ele, o mesmo que ele sofria quando não se comportava de criança.

Como essa história acabou? Com um aumento. Depois de ficar um ano inteiro sem jogar, suspenso ao lado de figuras como Rice e Greg Hardy (na “lista de exceção do Comissário da NFL”), tudo o que Peterson tinha a dizer era que se sentiu traído porque os Vikings não ficaram ao seu lado naquele momento complicado.

Após declarações do nível “a NFL na verdade é um modo de escravidão moderno” em referência ao poder que os times têm em relação a contratos garantidos/não garantidos, como pedido de desculpas, Rick Spielman e Mike Zimmer foram buscar Adrian Peterson em sua casa, no Texas, pedir para que ele voltasse e “corrigindo” seu contrato, adicionando dois anos mais de salários garantidos (um total de 27.4 milhões de dólares), com os quais All-Day voltou feliz a ser um Viking – talvez sempre tivesse sido sempre sobre dinheiro?

Just another day.

Voltando ao “normal”?

2015 foi novamente um ano típico para Adrian (liderando o ataque de Minnesota e a liga em jardas e TDs), voltando aos playoffs ao lado de Bridgewater – e, não fosse por Blair Walsh (e, ADIVINHA, um fumble crucial de Peterson), talvez o Vikings tivesse ido mais longe.

Já 2016, não foi típico de uma maneira boa. Após o time perder Teddy para a temporada em uma lesão bizarra nos treinamentos, novamente se contava com todo o poder do running back para que o ataque pudesse ajudar um pouco a poderosa defesa, foco do time.

Contra Tennessee, na primeira rodada, algo não encaixou e Adrian correu para uma média de 1.6 jardas por corrida. Contra os Packers, na inauguração do seu novo estádio, essa média se repetiu até que ele machucasse o joelho. Tudo bem que talvez a de 2016 tenha sido a pior linha ofensiva da história de Minnesota, mas já lhe vi fazendo coisas incríveis com Ryan Cook, Anthony Herrera e Vlad Ducasse “abrindo” espaços. Mesmo sem o craque do time, os Vikings tiveram o incrível começo que vimos; em seguida a ainda mais surpreendente decadência.

Então, sem que o time tivesse chances de playoffs, Adrian mostrou toda a sua competitividade e comprometimento com os companheiros e deu o tradicional “migué”, mesmo recuperado da lesão: voltou contra os Colts, na rodada 16, correu para 22 jardas em 6 corridas e voltou a sentir o joelho. Naquele que provavelmente foi seu último jogo vestindo roxo.

É preciso especular

Com tudo isso resumido, como vai o desejo em ter Adrian no seu time? Ainda que a idade possa bater a qualquer momento (ou talvez já tenha batido, não temos certeza), o seu corpo biônico também pode simplesmente voltar e produzir mais algumas temporadas de 1000 e poucas jardas. Ele já não é mais o MVP ou o melhor RB da liga como foi outrora (especialmente em meio a jogadores completos como LeVeon Bell e David Johnson).

Seu desejo original seria voltar ao Texas, como repetiu e flertou tantas vezes com Jerry Jones. Entretanto, com Lamar Miller e Zeke Elliot com opções por ali, lhe faltaria o espaço necessário. Giants e Raiders são opções faladas, mas estas têm um problema grave: Peterson não sabe correr da formação shotgun (3 WRs; QB posicionado ao lado do RB), muito utilizada por estes dois times em que o passe é prioridade.

Entre os times em que a formação seria mais adequada a ele, estariam Patriots e Packers, acostumados aos trombadores Lacy e Blount. Entretanto, estes são times que certamente não abrirão os cofres da maneira que ele gostaria, o que dificulta as negociações.

É inegável que, mesmo que decadente, Peterson ainda seria um upgrade para metade da NFL; entretanto, o draft também tem uma quantidade absurda de opções muito mais baratas. E, apesar de que a sua prioridade seja inflar números e solidificar-se como a lenda que é, é difícil imaginá-lo jogando em Cleveland ou San Francisco.

Então talvez, no final da história, Adrian volte e encerre a carreira nos Vikings, por duas razões: no final das contas, Minnesota será o time que aceitará pagar uns 8,5 milhões de dólares anuais para ele e, como uma velha ex-namorada, o único a aguentar toda sua chatice. Com sorte, ele também volte grato e disposto a dividir oportunidades com McKinnon e algum outro jovem – obviamente há de se duvidar, mas um torcedor pode ter esperanças, certo?

A dura realidade daqueles que não são facilmente iludidos

Começo a escrever no momento do segundo TD lançado pelo rookie Carson Wentz, em um jogo horroroso dos dois ataques (ou incrível das duas defesas, como você preferir), com trezentos turnovers para cada lado. Espero que, quando estiver chegando ao fim, possa comentar sobre uma virada incrível. Enfim, parece cada vez mais difícil, então falemos um pouco mais sobre de onde diabos esse time saiu e perceberemos que a simples existência do 5-0 atual já é algo incrível.

Lembro bem quando conheci o Minnesota Vikings: aquela derrota deprimente para o New Orleans Saints – estaria torcendo contra qualquer time que jogassem contra eles, estava cansado de todo o hype em volta do time. Mas entre Brett Favre mito (mesmo que ele tenha lançado aquela interceptação na qual DEVERIA TER CORRIDO) e um nome legal (além de eu ser um tradicionalmente trouxa em escolher times para torcer), e mesmo após ter flertado com alguns times na intertemporada de 2010 (minha campanha no Madden no PC com o Detroit Lions foi espetacular), lá no fundo foi amor a segunda ou terceira vista.

Lembro também de ter acompanhado ansioso a visita de Jared Allen, Ryan Longwell e Steve Hutchinson a Favre em alguma fazenda no Mississippi (é fácil imaginar os três chegando a cavalo em uma daquelas plantations de filme) para convencê-lo a voltar – pior, torcendo muito que ele voltasse logo. Certo mesmo estava Allen que, recentemente, junto com sua também recente aposentadoria, aproveitou para contar que, na verdade, ele foi ao Mississippi para aconselhar Brett a não voltar a jogar – o que o quarterback infelizmente não seguiu, voltando para uma última temporada fracassada, que teve como seu ponto alto uma partida de terça-feira com Joe Webb. Contra o Eagles. O mesmo Eagles que está chegando na redzone novamente e, bem, acho que hoje não vai dar.

De qualquer forma, o período pós-Favre trouxe, como a cartilha da NFL manda, novo head coach (Leslie Frazier) e novo quarterback (Christian Ponder). Foram três anos de, como manda a cartilha dos Vikings, novas decepções. Até houve uma época que tivemos um tal running back que foi MVP da liga, antes de voltarmos a Joe Webb nos playoffs (nunca esqueçamos) e perdermos. Foi a única vez que o time chegou nas fases finais da liga entre 2010 e então houve a chegada de Mike Zimmer.

Mestre dos magos.

Mestre dos magos.

Um pouco sobre Mike Zimmer

Zimmer é uma das grandes histórias de injustiças que a NFL produziu. Se diz que, mesmo após ter produzido grandes defesas nos Cowboys, onde se tornou discípulo de Bill Parcells, sempre pedindo conselhos ao lendário treinador, e nos Bengals (além de uma grande entrevista no seu breve tempo de Falcons, em meio a polêmicas com Michael Vick preso e Bobby Petrino, o treinador chamado de “gutless motherfucker”, abandonando o barco), ele nunca recebeu uma oportunidade como head coach porque era sincero demais nas entrevistas – sua participação no Hard Knocks é um show à parte.

Até que Rick Spielman, o GM do time, resolveu dar uma chance e tentar mudar a cultura do time, que teve uma das piores defesas do ano de 2013 e, além disso, tinha problemas disciplinares a cada semana (ou pelo menos parecia assim) – aqui incluímos todo o drama de Adrian Peterson e seu filho que atrapalhou muito o time logo no começo de 2014. E funcionou.

A defesa de Zimmer

Anthony Barr, Harrison Smith, Linval Joseph, Everson Griffen, Xavier Rhodes e muitos outros que facilmente seriam titulares em qualquer equipe da NFL. Todos são grandes nomes por si só, já mais ou menos estabelecidos, e merecem crédito por serem simplesmente craques. Mas mais do que isso, seu denominador comum é: são frutos da espetacular parceria entre Mike Zimmer e Rick Spielman na sua aquisição.

Dos hoje ‘14’ titulares (considerando nickel e rotações na linha defensiva) dessa defesa, somente Andrew Sendejo, que chegou em uma época que Spielman ainda não era o chefe-mor do time, além de Chad Greenway e Brian Robinson não foram trazidos por Spielman, seja via draft (com sua tática sagrada de buscar 10 escolhas por ano), via free agency (como as aquisições de Linval Joseph, um monstro no miolo da defesa, ou Terrence Newman, que parece melhor a cada ano que passa) ou ainda via renovações duvidosas a princípio, mas que se confirmaram indiscutíveis, como Everson Griffen.

E ao que Rick Spielman traz, cabe a Mike Zimmer produzir. E o treinador, que já tinha feito isso em Cincinnati, continua tirando o máximo dos seus jogadores, como Xavier Rhodes e Trae Waynes, a quem lhes botavam dúvidas sobre serem muito dados às pass interference nos tempos de universidade e hoje têm anulado WRs como Kelvin Benjamin e Odell Beckham, ou Anthony Barr, que tinha apenas dois anos de experiência como LB, mas joga desde sua chegada como um veterano, produzindo em todas as fases do seu jogo.

Ponte para o futuro

Depois de anos difíceis com Christian Ponder, a lógica também apontava que Minnesota precisava de um franchise quarterback legítimo. Lembro bem também desse dia, já que desisti do primeiro round do draft quando Johnny Manziel foi selecionado, acreditando que os Vikings acabariam sem um QB de alto nível naquele ano. Para então, na madrugada, na última escolha, Rick Spielman fazer de suas mágicas e acabar com Teddy Bridgewater, que durante toda a temporada de 2013 era apontado como o melhor QB da classe, antes de acabar perdendo posições por não aparecer bem nos combines e afins pré-draft.

Obviamente, quando ele parecia o homem a dar o passo seguinte, superando as deficiências de rookie e se cimentando como um QB de alto nível, e assim dar uma ajudinha a essa defesa incrível montada (que apesar da derrota contra Wentz e companhia, continua se mostrando imbatível se o ataque colaborar), sofreu uma lesão bizarra, sozinho, em um lance normal de treino, para o desespero de todos.

Até que Sam Bradford entrou em seu lugar. Já falamos demais sobre Sam Bradford e, na verdade, até este domingo, ele estava indo além das melhores expectativas. Infelizmente, nenhum turnover, mesmo com a sua proteção destruída, não era algo que se manteria – e com a atuação horrível na última semana, não acho que ele esteja merecendo muitas palavras mais da minha parte. Pelo menos, considerando que os Bears ajudarão o time a voltar ao normal (curaram até Aaron Rodgers!), Bradford é a melhor opção para comandar o ataque dos Vikings e rezamos para que ele consiga seguir saudável – mesmo com essa proteção horrenda.

Lançando umas bolas enquanto aguardo um raio-x preventivo.

Lançando umas bolas enquanto aguardo um raio-x preventivo.

O que ainda podemos esperar

Já temos confirmada a primeira derrota dos Vikings. Inclusive, já temos também confirmadas as entrevistas REVOLTADAS do treinador Zimmer sobre a atuação do time – uma bosta completa, em resumo, especialmente a linha ofensiva, que ele chamou de “soft” e disse estar cansado de desculpas. Isso, lembrando, em entrevista à imprensa. Imagine que delícia deve ter sido o clima no vestiário.

Pelo menos a atitude de Zimmer dá a segurança de que o time dará a volta por cima (ano passado, depois de cada jogo complicado parecia vir uma partida de assertividade, como estava acontecendo entre o primeiro e segundo tempo esse ano). Mais do que isso, é importante atentar-se de que o grande questionamento está sobre o ataque (e algo sob os special teams, que não podem dar os vacilos que deram) – a alma do time, a defesa, continuou jogando bem contra os Eagles e cedeu somente 13 pontos (seguindo com a melhor média da NFL), mesmo estando pressionada o tempo inteiro pelos erros constantes do ataque.

O que o histórico aponta? O que podemos esperar para os próximos 10 jogos? Vamos listar, para depois sermos cobrados:

  • A defesa de Mike Zimmer seguirá dominante e ganhará pelo menos mais 6-8 jogos para Minnesota;
  • Sam Bradford ainda irá, infelizmente, se machucar (porque certamente não será Jake Long a solução para nossa odiável linha ofensiva) – nem que seja por excesso de raios-x preventivos;
  • Blair Walsh errará muito mais chutes do que deveria;

E os Vikings chegarão, apesar de todos os pesares, com moral aos playoffs, apenas para acontecer algo bizarro e, novamente, morrer na praia. Ou pior, ao Super Bowl, para que a dor e sofrimento sejam maiores ainda. Porque é isso que acontece quando se tem esperança com esse time: algo sempre dá muito errado.

Resta acreditar em Sam Bradford (e sabemos como isso acaba em Minnesota)

A história já é conhecida em todo o mundo. Começo lembrando aos leitores do preview dos Vikings: cremos que eles tem todas as peças que um time pode conseguir juntar para ir em busca de um Super Bowl, o único elemento que faltava era o quarterback: Teddy faria o suficiente para ser carregado pela defesa e Adrian Peterson ou, melhor ainda, Teddy finalmente começaria a produzir como um QB de alto escalão?

Obviamente o desastre foi anunciado: Bridgewater se machucou sozinho em um treinamento, com sua exclusão da temporada se tornando clara momentos depois com ambulâncias chegando no CT e tudo mais (em outras palavras: O JOELHO DO CARA EX-PLO-DIU!). Tudo leva a crer que ficar um ano fora dos gramados foi uma previsão otimista – houveram notícias até de que ele poderia ter morrido de hemorragia se os treinadores não tivessem agido rapidamente.

Com isso, Minnesota ficou com um dilema nas mãos: Shaun Hill é um QB razoável para entrar e jogar 10 snaps em um jogo e não atrapalhar muito, mas com certeza não o suficiente para levar um time ao grande título, tendo um decrépito Peyton Manning conseguido isso ou não. A outra opção seria Taylor Heinicke, undrafted que fez uma boa pré-temporada em 2015, mas perdeu a de 2016 (deve voltar lá pela terceira ou quarta semana) porque machucou a perna metendo o pé na porta de vidro de um colega. Sério. Estamos a esse ponto de sorte.

DENVER, CO - OCTOBER 4: Running back Adrian Peterson #28 of the Minnesota Vikings walks the field during player warm ups before a game against the Denver Broncos at Sports Authority Field at Mile High on October 4, 2015 in Denver, Colorado. (Photo by Dustin Bradford/Getty Images)

Novos super amigos a caminho!

Um pouco de história: The Herschel Walker trade

Que os Cowboys foram uma grande potência da NFL nos anos 90 você já deve ter ouvido falar. O que pode ter passado despercebido é uma das grandes razões pela qual o treinador Jimmy Johnson e companhia chegaram a isso: arrebentando os Vikings (uma daquelas trocas que seu comissário proibiria até mesmo em sua liga de fantasy), que estavam em busca (como agora) da última peça necessária para chegar e ganhar finalmente o Lombardi – na época, essa última peça respondia por Herschel Walker, um running back que fora monstruoso na universidade, inclusive ganhando um Heisman e vinha de uma temporada em que conseguira produzir mais de 2000 jardas.

Para resumir, a trade acabou rendendo 3 escolhas de primeira rodada e mais 3 de segunda (além de outras mais tardias e 4 jogadores) para Dallas, enquanto Minnesota recebeu duas temporadas e meia de um jogador mediano, que não conseguiu chegar às 3000 jardas totais nesse tempo – como se pode calcular, uma enorme decepção.

Por que não acreditar em Sam Bradford?

Já que já temos uma base de trocas assustadoras, vamos aos termos da realizada entre Minnesota Vikings e Philadelphia Eagles: em troca de Sam Bradford, os Eagles receberão a escolha de primeira rodada dos Vikings em 2017 e, de acordo com o desempenho do time, uma de quarta (desde que Bradford jogue 80% dos snaps) ou de terceira (80% + chegar à final da NFC) ou de segunda (80% + Super Bowl) em 2018. Não deve acabar com o time dos Vikings tanto quanto deve ajudar os Eagles – o que não a prova menos absurda.

Eu, até a chegada de Sam (obviamente mudei de opinião agora como um bom clubista), era um grande desacreditador do primeiro quarterback com descendência indígena da NFL, como prova meu próprio comentário (confesso, bem mais ameno do que meu pensamento habitual) no ranking que elaboramos:

“E fechamos o ranking falando de Sam Bradford. Ele tem pedigree de primeira escolha do draft e algumas boas atuações para dar esperança aos que querem acreditar nele – mesmo APESAR das lesões. De qualquer forma, se nem sequer o seu próprio time, os Eagles, acredita nele, como prova a troca para escolher Carson Wentz com a segunda escolha do draft de 2016, não será nesse ano nem ali na Filadélfia em que ele finalmente mostrará toda sua (teórica) capacidade. ”

Realmente, muita coisa joga contra Bradford. A primeira delas é a aparente incapacidade de se manter saudável ao longo de uma temporada inteira – feito conseguido apenas na sua temporada de novato e na terceira, em um total de 6 temporadas. Mesmo que não sejam lesões recorrentes, o que não indica um problema crônico, a susceptibilidade do jogador é sempre preocupante, especialmente com tanto investido.

Outro fator preocupante é que os Eagles simplesmente não acreditavam nele, mesmo depois de ter visto sua produção razoável ano passado e tendo investido uma escolha de segunda rodada em uma troca pelo jogador, como prova a contratação de Chase Daniel com o maior contrato de um backup da liga e a troca gigantesca que o time realizou para draftar Carson Wentz – deixando claro não acreditarem em um futuro com Sam.

Bradford também chega ao time tendo realizado a pré-temporada na Filadélfia, ou seja, ele estava desenvolvendo “química” com outros jogadores e estudando outras jogadas – sendo assim, oito dias dificilmente serão suficientes para que ele tenha conhecimento suficiente para entrar e ganhar jogos de cara (e os Vikings sabem como é isso, basta lembrar da experiência com Josh Freeman e seus 20 passes completos em 53 contra os Giants em 2013), especialmente considerando que já passou por vários tipos de ataques diferentes.

Por último e mais óbvio, Sam Bradford ainda não produziu tanto quanto seria esperado. O máximo de TDs que ele já conseguiu em uma temporada foi 22, o mínimo de turnovers foi 13 (considerando a temporada em que ele jogou apenas 10 jogos), também sem nunca conseguir mais de 7 vitórias, números abaixo da média para quarterbacks sérios.

Existem infinitos argumentos sobre os times em que Bradford jogou e o apoio que recebeu (mais sobre a seguir), além do óbvio retardo em seu desenvolvimento que tantas lesões lhe causaram, mas olhando por cima e sendo bastante objetivo, o prognóstico não é bom para os grandes sonhos dos Vikings.

In Rick we trust

Agora um pouco de história para gerar otimismo, sobre as loucuras do (atualmente) general manager dos Vikings, desde a sua chegada em 2006 – e, percebemos, encontramos mais erros que acertos. E mesmo depois de suas declarações de que os times estavam “pedindo muito por trocas em quarterbacks” nos últimos dias, o fato de ele ter optado por Sam Bradford merece crédito.

Obviamente Randy Moss, Christian Ponder e Cordarrelle Patterson servem para dar um pouco de equilíbrio, mas vamos lembrar dos acertos, desde escolher um running back voltando de lesão em 2007 (Adrian Peterson) mesmo tendo o razoável Chester Taylor; apostar no maloqueiro Percy Harvin em 2009; realizar uma de suas grandes trocas de volta a primeira rodada do draft para escolher Harrison Smith; ou até mesmo ser paciente e esperar o próprio Teddy Bridgewater até a escolha 32.

Mais efetivas ainda são suas manobras com jogadores veteranos. Ele fez parte da troca pelo (na época) problemático Jared Allen também por uma escolha de primeira rodada, que ganhou status de hall of famer no time; ele apostou em Brett Favre, grande ídolo do maior rival dos Vikings, que produziu a melhor temporada de sua carreira em Minnesota; e também trocou Percy Harvin por uma escolha de primeira rodada quando ele começou a dar trabalho demais – para vê-lo falhar em todos os próximos times em que jogou.

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E vocês ainda vão ter que me aplaudir.

Por que acreditar em Sam Bradford?

Sendo assim, por que alguém duvidaria de alguma decisão de um meio GM meio mago? Essa é uma boa primeira razão para sentar e ver o que vai acontecer, ao menos Spielman recebeu o direito à dúvida.

O primeiro motivo real para se acreditar em Bradford é bem simples: gostando ou não, ele traz chances reais de os Vikings ter um bom QB, coisa que Shaun Hill jamais poderia fazer – especialmente porque seu braço não lhe permite realizar nem metade dos passes que Norv Turner necessita em seu ataque de passes longos e 7-step-drop.

E esse é um ponto importante sobre Sam: ele tem mais braço, inclusive, que Teddy Bridgewater (o que, provavelmente, o torna até mais adequado ao ataque hoje instalado nos Vikings). Sua precisão em passes longos é top 10 na NFL, lançando corretamente 25 de 48 passes que voaram mais de 20 jardas (de acordo com Cian Fahey do PreSnapReads) – números bastante significativos. Entretanto, esses números não aparecem tanto, o que o torna o queridinho somente dos analistas (como ProFootballFocus) e não tanto daqueles que simplesmente julgam pelo que veem uma vez e só.

Em 2015, por exemplo, Bradford teve, de acordo com o já citado PFF, o pior grupo de recebedores e ainda assim acabou a temporada como 12º melhor QB da liga, inclusive a frente de Bridgewater. Mais do que isso, vale sempre lembrar que em seus quatro anos de Rams e seu ano de Eagles seus melhores recebedor foram Jordan Matthews e Danny Amendola – pode não parecer, mas se a produção em 2014 e 2015, respectivamente, é indicação, Charles Johnson e Stefon Diggs são grandes upgrades a esses dois (para não mencionar Laquon Treadwell e Cordarrelle Patterson, que deverão ter oportunidades de entrosar com o novo QB também).

Além disso, o melhor running back que ele teve no backfield até hoje foi Steven Jackson (Chip Kelly trocou LeSean McCoy quando Bradford chegou), que apesar de ser considerado sólido, nunca intimidou defesas como Adrian Peterson. Peterson que, inclusive, Bradford foi contemporâneo em Oklahoma – apesar de nunca terem jogado uma partida juntos.

Sam também nunca teve uma grande defesa para apoiá-lo do outro lado da bola, ou seja, esteve sempre jogando correndo atrás do placar, não podendo ser tão conservador – coisa que ele poderá agora, já que a defesa deve ser o carro forte de Minnesota esse ano.

E assim como seria com Bridgewater, muito da temporada dos Vikings ainda está dependente da atuação da repaginada linha ofensiva – se ela der tempo suficiente para o quarterback trabalhar, Bradford conseguirá causar problemas para as defesas adversárias (luxo que ele também não teve ainda em sua carreira na liga).

E ainda sobre a linha ofensiva, ela será a grande responsável por evitar que Sam apanhe tanto que lhe cause lesões. Obviamente ele tem a marca de “é inevitável que ele irá se machucar em algum ponto da temporada”, mas não há explicação científica para isso – como dito, ele não tem nenhum problema crônico. Com sorte, todos os problemas que ele teve antes (joelho, concussão, clavícula, etc) não passaram de má sorte que pode não se repetir.

O que isso significa para o Philadelphia Eagles

Provavelmente nada. Não que eu realmente me importe, mas não é como se esse time já não estivesse se reconstruindo – se há algo para apontar, essa troca deve ajudá-los nessa reconstrução. Para essa temporada, obviamente, o fracasso é eminente a menos que algo bizarro aconteça. Mas desde que Carson Wentz se desenvolva, o futuro parece no mínimo interessante.

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O menino já tem camisa nova e tudo.

Palpite: Por mais que eu não goste da ideia, Shaun Hill inicia a temporada contra os Titans e vence graças a um grande jogo da defesa e Peterson, dando caminho para que Sam Bradford inaugure o US Bank Stadium contra os Packers na semana 2. No final da temporada, Sam jogará 14 partidas, lançará para 3600 jardas e o dobro de TDs que interceptações – levando os Vikings aos playoffs pelo segundo ano seguido, os quais prefiro não tentar prever porque nunca se sabe o que Blair Walsh ou alguém aleatório fará.

Cheios de esperanças, mas sabemos como isso acaba em Minneapolis

Obviamente, a menos que você seja um torcedor dos Browns, nessa época da temporada qualquer um acredita que o seu próprio time irá fazer o que os Patriots de 2007 não foram capazes: ganhar todos os jogos e se consagrar campeão da NFL.

Com os Vikings, a história não seria diferente. É a terceira temporada do HC Mike Zimmer e do QB Theodore Edmond Bridgewater II no comando do time e eles vêm do primeiro título da NFC North desde o ano mágico propiciado por Brett Favre em 2009. Sim, lembro como ele acabou. Falemos de desgraças em breve.

Para somar a tudo isso, depois de dois anos jogando no frio estádio da Universidade de Minnesota, o time inaugurará sua nova e belíssima casa de vidro, sede do Super Bowl LII, no segundo Sunday Night Football da temporada já contra o maior rival e principal adversário pelo título da divisão, Green Bay. E o retorno a um estádio fechado como casa deve trazer benefício para as duas principais armas do ataque, o quarterback Bridgewater e o running back Adrian Peterson, que tem números bem melhores quando não estão expostos às intempéries.

O que realmente importa para o treinador: a defesa

Mike Zimmer foi coordenador defensivo por quase 20 anos antes de ter a sua primeira oportunidade como treinador principal de uma equipe e, até por isso, não deixou suas raízes no passado. Ele, em conjunto com bons drafts realizados pelo GM Rick Spielman, pegou uma defesa que era a última em pontos concedidos em 2013 e a transformou em uma defesa top 10 – com sérios argumentos para desafiar defesas como a dos Broncos ou dos Seahawks como melhor da NFL.

E tudo começa com o domínio nas trincheiras. Everson Griffen tem valido cada centavo do contrato de 42.5 milhões de dólares assinado em 2014 e é presença constante na cara dos quarterbacks adversários, enquanto Danielle Hunter (6.5 sacks em tempo limitado como rookie) parece a alternativa do futuro para pressionar pelo outro lado. O meio da linha é ocupado por Linval Joseph e Sharrif Floyd, que estão acostumados a dominar dois bloqueadores sozinhos quando saudáveis (12 e 13 partidas jogadas ano passado respectivamente, e ainda assim figuraram entre os melhores da posição de acordo com o site PFF).

No back seven o time conta com suas duas maiores estrelas: Anthony Barr (All-Pro de acordo com o mesmo PFF) e Harrison Smith (que assinou o contrato mais caro de um safety da NFL, valendo mais de 10 milhões por ano). Também é nessa área que se encontram três importantes dúvidas: Trae Waynes (uma interceptação como rookie, no jogo dos playoffs) precisa conquistar seu espaço e tomar a posição do veteraníssimo Terrence Newman; a competição pelo posto de terceiro linebacker, para acompanhar Barr e Eric Kendricks (que pode ser quase ignorada, considerando que o time está mais da metade do tempo na formação nickel, com 3 CBs e somente dois LBs); e a aparentemente eterna busca por uma dupla minimamente decente para Smith na posição de safety (o mais provável parece ser Michael Griffin, de 31 anos, pro bowler em 2010).

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Mike Zimmer feliz (ele nunca está feliz).

O treinador que pode estragar tudo: Norv Turner

No começo de 2015, muito se falou do quão importante seria esse time depender cada vez menos das capacidades de Adrian Peterson e deixar o jogo nas mãos de Teddy Bridgewater, já que ele é (e precisa provar ser) realmente o futuro desse time. Não foi o que se viu. Mais do que isso, o coordenador ofensivo Norv Turner, talvez o grande responsável pelo ataque que ficou na 29ª posição em jardas totais em 2015, seguiu limitando as jogadas ao tradicional run, run, pass (que frequentemente traz situações claras de passe no 3rd down e assim mais pressão) e insistindo em correr da formação shotgun, que não favorece as capacidades do MVP de 2012.

Com as oportunidades limitadas, as estatísticas de Bridgewater não saltam aos olhos. 17 TDs totais para 12 turnovers são números bem medíocres, especialmente se comparado aos seus dois principais companheiros de draft, Blake Bortles e David Carr, que lançaram mais de 30 touchdowns cada. Ainda assim, outras métricas trazem esperança para os fãs do ex-QB de Louisville como, por exemplo, seus quase 80% de passes completos ajustados (um cálculo da PFF que exclui drops e passes desviados na linha de scrimmage).

Outra razão para a baixa produtividade de Bridgewater também foi a proteção recebida por parte da linha ofensiva – ruim a ponto de o técnico de linha ofensiva Jeff Davidson ter sido demitido na segunda-feira seguinte à derrota nos playoffs. Para o seu lugar, Mike Zimmer trouxe o ex-head coach dos Dolphins, Tony Sparano. Também foram trazidos dois novos jogadores, o RT Andre Smith e o LG Alex Boone (o único com a titularidade assegurada pelo treinador), que já tiveram grandes temporadas apesar de não terem jogado seu melhor em 2015.

Além deles, Minnesota também espera contar com um Matt Kalil motivado pela busca por um novo contrato e pela primeira offseason sem cirurgias desde a sua primeira temporada (na qual jogou em alto nível) protegendo o lado cego de seu QB. Nas demais posições, a promessa é de uma competição intensa durante o training camp entre diversos jogadores (C Joe Berger, RG Brandon Fusco, RT Andre Smith – como palpite de vencedores) mesmo com o anúncio de aposentadoria do gigante RT Phil Loadholt, devido a uma lesão no tendão de Aquiles.

Teddy também contará pela primeira vez em sua carreira com uma grande gama de bons alvos no ataque aéreo: o retorno de Stefon Diggs (primeiro rookie a ter pelo menos 87 jardas em seus primeiros quatro jogos na NFL) à titularidade é garantido, e o recém-draftado Laquon Treadwell deve causar impacto nas suas primeiras semanas na liga especialmente em rotas intermediárias, as favoritas de Bridgewater.

Também fica a esperança de temporadas saudáveis para o TE Kyle Rudolph, um alvo importante especialmente na endzone, e para o WR Charles Johnson, alvo favorito de Teddy em sua época de rookie. Ainda há Cordarrelle Patterson como última incógnita, jogando por um contrato essa temporada (os Vikings optaram por não ativar a opção automática de um quinto ano a que teriam direito), que será muito maior se ele se mostrar uma alternativa no jogo aéreo além de um grande retornador.

Por último, no jogo corrido, além da presença óbvia e importante de Adrian Peterson, que dispensa apresentações, fica a curiosidade pelas oportunidades que pode receber o jovem running back Jerick McKinnon, que demonstrou qualidade quando teve a titularidade em 2014 (enquanto Peterson estava suspenso) e manteve uma média de 5.2 jardas por corrida nas poucas oportunidades que teve em 2015, talvez iniciando uma lenta transição no time, já que All-Day pode parecer eterno, mas fez 31 anos em março e tem 18 milhões de dólares a receber em 2017 – que talvez Rick Spielman acredite poder ser investido melhor em outras áreas no time.

Discutindo quem vai ser o dono do time em 2016.

Discutindo quem vai ser o dono do time em 2016.

Blair Walsh

Impossível querer fazer uma análise completa do time e ignorar os special teams. Blair Walsh, VAI TOMAR NO CU! ATÉ O IDIOTA DO CORDARRELLE PATTERSON ACERTAVA AQUELE CHUTE! E já passou da hora de você tomar o rumo para o buraco do qual você saiu, Jeff Locke (30º punter da NFL, holder que segurou a bola de maneira incorreta para aquele chute do Walsh). Seu corno.

Palpite: Teddy lança para 21 TDs, exatamente ¼ do que lançarão Carr, Bortles e Garoppolo somados, mas ele pelo menos vai para os playoffs. 13-3 e mais um título da NFC North para decorar o novo estádio, no qual o time vencerá todas as partidas. Alguma desgraça acontecerá pelo caminho porque é assim que as coisas funcionam para os Vikings, mas sinceramente não quero me esforçar para prevê-la e antecipar o sofrimento.

O desastre aconteceu

Como já deve ser conhecimento geral, aproximadamente uma hora após esse preview ser publicado, a temporada dos Vikings sofreu um forte golpe: Teddy Bridgewater se machucou sozinho num treinamento, deslocando o joelho e rompendo ligamentos. Apesar do susto das primeiras horas, em que sua carreira parecia ameaçada, as primeiras notícias indicam que Teddy não sofreu danos em nervos e artérias e, apesar de estar fora da temporada, estará de volta em 2017.

Seu substituto, a princípio, apesar das muitas especulações que deverão surgir nos próximos dias, será o veterano Shaun Hill. Ele dificilmente chegará próximo do desempenho de Teddy, mas terá o apoio do jogo corrido e conseguirá ajudar a defesa a ganhar partidas, especialmente enquanto proteger bem a bola. Obviamente as grandes expectativas de Super Bowl que o time tinha foram pelo ralo, mas uma boa campanha ainda parece possível nas costas de Peterson (palpite: no mínimo 400 corridas) e cia. E, como disse Mike Zimmer, o sol voltará a nascer amanhã.