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Análise Tática #27: Semana 1, 2018 – Fitzmagic™

Finalmente a temporada da NFL voltou para que possamos malhar as franquias ruins e reclamar daquele jogo de primetime que foi agendado em março, quando todos os times eram bons, além de cornetas totalmente gratuitas e sem aspecto lógico contra QBs e times que odiamos (no caso todos).

A semana 1 nos proporcionou jogos com tempo-recorde, alguns com “(insira seu time aqui) é isso aí mesmo, errado é quem espera diferente” e até mesmo algumas surpresas, que inclusive será o assunto da primeira análise tática do novo ano desse esporte maravilhoso (às vezes nem tanto).

Ryan Joseph Fitzpatrick, ou Fitzmagic™ (quando joga bem), ou Fitztragic™ (quando vai mal), de acordo com a preferência do leitor, é conhecido, além de por ter estudado em Harvard (marque sua cartela), por ter uma série de eventos coincidentes envolvendo os times que jogou e os QBs que eram titulares na ocasião de sua contratação. O genial @DrawPlayDave categorizou tais coincidências em um fenômeno conhecido como o “O Ciclo de Ryan Fitzpatrick”.

Fonte: @DrawPlayDave (Twitter).

Os Buccaneers entraram no momento do Ciclo Fitzpatrick em que o titular (Jameis Winston) sai de cena e ele assume e joga bem. Tampa Bay foi a maior surpresa da primeira rodada, conseguindo o upset contra os Saints no Superdome.

Análise Estatística

As estatísticas de Fitzpatrick na partida são sensacionais. 21/28, 417 jardas, 4 TDs, 97.1 de rating. Ryan, além disso correu 12 tentativas para 36 jardas e 1 TD. Em termos de estatísticas avançadas, Fitzpatrick teve incríveis 17.75 ANY/A, bem como foi o QB da semana em DVOA pelo Football Outsiders. Uma atuação de gala em um tiroteio contra a defesa dos Saints, que se acreditava que havia melhorado e apresentou os mesmos problemas do início de 2017.

Análise do Tape

Temos conceitos interessantes a se observar nas cinco jogadas de pontuação ofensiva de Fitzpatrick, seu TD corrido e seus passes lançados para touchdown.

Q1 9:41 TB 7-7 NO. 1st & 10 em TB 42.

Tampa Bay alinha-se em singleback 1×2 com Fitzpatrick undercenter. Os Saints demonstram uma formação com um safety single-high um pouco offset na jogada (Marcus Williams, aquele do tackle errado nos playoffs) tentando disfarçar um possível recuo para cover 2.

Apenas três recebedores atacarão o fundo do campo, sendo DeSean Jackson o destino do passe. O X corre uma rota dig, o Z corre uma comeback, ambas de 10 jardas, enquanto Jackson, partindo do slot, corre o que parece ser uma option-route.

Option-routes, similarmente ao jogo corrido em zone blocking, possuem mesh points. Esse conceito tirado da Run N’ Shoot de Glen “Tiger” Ellison, permite que recebedores aproveitem o espaço vazio no campo com base na leitura de comportamento sobre um defensor específico. No caso da jogada, DeSean Jackson, o recebedor que ataca mais fundo no campo, lê o comportamento do Safety. Observemos na imagem a seguir esse exato momento.

Jackson observa que o S dá um passe para a direção da rota do recebedor X (Mike Evans, quebrando uma dig 10 jardas adiante da linha de scrimmage), tendo essa ajuda, Jackson quebra a rota em direção ao pylon. A proteção é boa o suficiente para que Ryan Fitzpatrick espere essa rota se desenvolver e conecte um passe para TD de 52 jardas. O desenvolvimento completo da jogada.

Q1 1:58 TB 14-10 NO. 1st & Goal em NO 3

O leitor mais veterano de NFL provavelmente não esquece que em 2012 a zone read em formação pistol tomou de assalto a liga (quem pegou, pegou). Essa filosofia de ataque foi como uma tomada espremida até a última gota, o que gerou respostas defensivas nas temporadas seguintes. Apesar disso, esse tipo de jogada não foi completamente descartado, e aparece exatamente no TD corrido de Fitzpatrick na partida.

A zone-read é uma jogada de option com uma leitura (!!!!) simples. O QB lê o movimento de um edge rusher e decide se entrega a bola para o RB ou corre ele mesmo. Se o defensor atacar o meio da linha, o QB corre por fora, se o defensor ficar na posição, o QB faz o handoff.

Nessa jogada específica, o defensor que será vítima da leitura é o EDGE #94 Cameron Jordan. Em situação de linha de gol, Jordan ataca a corrida de Peyton Barber, enquanto Fitzpatrick corre para a endzone. No desenvolvimento, Ryan ainda quebra um tackle na linha de gol para completar o TD.

Q2 4:42 TB 24-17 NO. 3rd & 6 em NO 9

O leitor que viu os últimos playoffs e o jogo de abertura da temporada assistiu o coirmão de ambos os times da NFC South morrer em jogadas de fade na endzone. Essa rota de baixa probabilidade de conversão depende de fatores com um passe preciso como uma linha na agulha pelo QB e que o recebedor consiga vencer o duelo físico contra a press coverage.

O leitor também deve estar pensando que uma jogada dos Bucs nessa situação provavelmente seria para um recebedor como Mike Evans, mas aqui é Chris Godwin quem recebe o TD em uma fade em direção ao pylon. Tampa está com um conceito mirrors com duas fades nas extremidades de campo, enquanto rotas no seam tendem a prender os linebackers e os safeties no miolo. Teoricamente, a jogada está armada para funcionar, resta a execução por meio de Fitzpatrick e Godwin.

Chris Godwin consegue vencer o bump-and-run e ganha a vantage física na jogada, resta a Ryan executar o famigerado backshoulder fade. Fazendo um nitpicking, o passe sai um pouco baixo, mas como Godwin teve a vantagem física na jogada, o recebedor não consegue defender, nem fazer a falta. Touchdown com requintes de crueldade que colocou os Saints em uma desvantagem de 14 pontos próximo ao intervalo.

Q3 2:58 TB 41-24 NO. 3rd & 6 em 50

Agora Fitzpatrick inaugura a sessão incendiária da análise, em que ele torna o dia muito difícil para o single-high Safety de New Orleans. Enfrentando formações com zona no fundo do campo, o QB deve manipular tais marcadores com os olhos, fazendo com que eles ataquem espaços errados, abrindo as janelas de passe.

Nessa jogada, os Saints mostram blitz e um Safety em profundidade, enquanto os Bucs irão atacar o fundo do campo novamente com três rotas longas. O RB terá funções de bloqueio para que as rotas tenham tempo de se desenvolver. O alvo da jogada é Mike Evans, no canto superior da imagem, marcado individualmente por Marshon Lattimore.

Experiente, Fitzpatrick tem a paciência suficiente de olhar para o X receiver no início da jogada, levando o Safety para aquele lado do campo. Evans vence o duelo individual e tem uma grande janela de recepção. Bomba no fundo do campo e touchdown. Acompanhe o desenvolvimento do lance.

 Q4 12:19 TB 48-24 NO. 1st & 10 em NO 36

No último drive em que Tampa Bay pontuou na partida, mais uma vez Fitzpatrick aproveitou-se da indecisão causada no Safety. Mesmo em um espaço mais curto em relação à jogada anterior e os Saints estarem mostrando um formato de dois Safeties em profundidade (afinal, a coisa estava feia), Tampa inunda o weakside e explora a rota mais profunda partindo do strongside.

Formação singleback com set de 1×2 em 11 personnel. DeSean Jackson é o alvo principal da jogada. Como falamos anteriormente, todas as demais rotas quebram para o lado esquerdo do campo, portanto é natural que a defesa reaja dessa forma. Por causa disso, Jackson fica mano-a-mano com o CB do seu lado do campo que estava em posicionamento de marcação em zona. A ajuda do Safety marcado em vermelho não existe e Jackson tem a vantagem do espaço ao ganhar o meio do campo.

  • Diego Vieira está bolando soluções para não deixar a análise tática monótona como um jogo de quinta à noite.

Agora ou nunca (nunca)

Um ano atrás, antes da PELOTA subir, o Bucs bradou aos quatro ventos sua relevância  na NFC South – mas, ao contrário do que pretendia, terminou com apenas cinco vitórias e assistiu as outras três franquias da divisão visitarem os playoffs.

Agora Jameis Winston está entrando em sua quarta temporada e (espera-se) recuperado de uma lesão no ombro que o fez perder três jogos em 2017. O torcedor mais otimista, porém, pode pensar que houve tempo também para Jameis encontrar a sinergia dom DeSean Jackson e reconstruir a defesa – mesmo que a seca por ver TDs em janeiro (uma década repleta de frustrações) continue ali.

“É sobre esse playoffs, cara”, disse Winston durante a offseason. “É sobre conquistar algumas vitórias, trazer a torcida para o nosso lado e realmente mudar a cultura por aqui – estamos caminhando nessa direção, e agora é a hora de fazer acontecer”.

Altos e baixos (e mais baixos)

Se a segunda temporada de Winston mostrou sinais claros de evolução, seu último ano pareceu um passo atrás; ele foi extremamente inconsistente e, se havia bons lampejos em determinadas partidas, Jameis parecia completamente perdido na maioria delas.

Você pode afirmar que Winston tem talento de sobra para fazer um excelente 2018 – e não estará errado –, mas a grande questão é se ele estará focado para dar o próximo passo. O que parece, infelizmente, não ser o caso – o quarterback já está suspenso pelas três primeiras partidas e será substituído por (provavelmente) Ryan Fitzpatrick – como já diria o sábio:

O problema de ter um pereba no elenco é que, invariavelmente, alguém fará merda ou se lesionará e, bem, o pereba precisará jogar.

O fato é que se o Bucs não chegar aos playoffs (spoiler: não chegará, e errado é quem espera diferente), Winston receberá boa parte da fatura, mas, se vivemos em um mundo justo (spoiler: não vivemos), é preciso apontar outros “culpados”.

LEIA TAMBÉM: Jimmy G, San Francisco e a busca pelo QB ideal

Mike Evans é uma aberração física e parece ter o talento natural a um WR de elite – mas questiona-se muito sua conduta profissional; em 2017, por exemplo, ele teve apenas 71 recepções (uma queda significativa se comparadas as 96 recepções de 2016) – mas, mesmo assim, Evans chegou a quarta temporada consecutiva com mais de 1000 jardas. Pelo pacote completo, Tampa decidiu apostar no garoto e ofereceu um novo contrato de cinco anos e mais de US$ 80 milhões. Se Mike não corresponder ao dinheiro investido, é certo afirmar que Tampa estará em apuros. No game tape, podemos analisar Evans como o recebedor que deixa as bolas fáceis passarem para só pegar as difíceis.

Ao seu lado, Evans terá DeSean Jackson e… bem, estamos em 2018, você ainda acredita em DeSean Jackson? DeSean é (talvez) um dos WRs mais superestimados da NFL (seu primeiro ano em Tampa foi um fracasso: 50 recepções para pouco mais de 650 jardas) e sua principal habilidade é tornar piores os sistemas ofensivos por onde passa.

Por outro lado, os Bucs tem um bom slot receiver em Adam Humphries e uma promissora dupla de TEs, com Cameron Brate e OJ Howard (de quem se espera uma evolução nítida em sua segunda temporada, para que se torne um alvo mais efetivo para Winston, sobretudo na redzone).

Chris Godwin, WR selecionado no terceiro round em 2017, também deixou uma boa impressão final e de quem é possível esperar um pouco mais de protagonismo – foram 111 jardas na despedida da temporada contra New Orleans.

Há esperança, também, em uma melhora no jogo terrestre (convenhamos: piorar não é uma possibilidade). Graças ao bom Deus, Doug Martin foi despachado – com pelo menos duas temporadas de atraso – para iludir o já sofrido torcedor de Oakland e a camisa 22 agora será usada por Ronald Jones II, selecionado no segundo round do último draft; o jovem teve 12 corridas para mais de 40 jardas durante seus anos em USC, o que mostra bons sinais para o futuro – Martin, por outro lado, teve duas temporadas de 1400 jardas por Tampa Bay, mas nos dois anos derradeiros na Flórida os números despencaram e o RB conseguiu menos de três jardas por tentativa.

Razões para acreditar

Os Bucs parecem ter focado na reconstrução de seu sistema defensivo. Com sua primeira escolha no último draft, eles selecionaram o DT Vita Vea, um monstro em Washington que inevitavelmente conseguirá pressionar o ataque adversário (pior que tá não fica, diria o outro). Além disso, ele será um ótimo complemento para Gerald McCoy, um dos melhores atletas de sua posição (que merece muito mais reconhecimento do que lhe é conferido).

Tampa ainda apostou alto, e buscou no atual campeão, Philadelphia Eagles, Beau Allen e Vinny Curry. Além disso, trouxe Jason Pierre-Paul, ex-Giants – o entrosamento, claro, pode demorar um pouco para chegar, mas de qualquer forma já é um cenário animador para aquela que até então era uma das piores defesas da liga.

A secundária, porém, levanta algumas interrogações: Brent Grimes e Vernon Hargreaves ainda estão ali – Grimes, contudo, já beira os 35 anos e esperar um declínio em suas atuações não seria absurdo. Os rookies MJ Stewart, de North Carolina, e Carlton Davis, de Auburn, competem com Ryan Smith pelo posto de CB3 – e, conforme se saírem, podem também beliscar a vaga de Grimes.

Já o corpo de linebackers segue o mesmo: Lavonte David é excelente e Kwon Alexander (espera-se) livre das lesões é um reforço considerável. Kendell Beckwith deixou a desejar em 2017, mas era apenas seu primeiro ano e, claro, há espaço para evoluir, sobretudo com Noah Spence, do qual se espera finalmente alguma contribuição em campo.

Palpite:

Em 2018 Winston precisa se estabelecer como um quarterback capaz de liderar uma franquia – e, por consequência, levá-la aos playoffs. A tabela, porém, é cruel: nos três primeiros confrontos, Tamba enfrenta Saints (fora), Eagles e Steelers (em casa), todos sem Jameis. Na sequência visita a Chicago e Atlanta e, bem, esperar apenas uma vitória nas cinco primeiras partidas não é uma previsão irrealista. Se tudo der errado e, ao menos, levar a demissão do HC Dirk Koetter, poderemos considerar que foi um bom ano – resta aceitar uma campanha semelhante a de 2017, com no máximo cinco ou seis vitórias, a lanterna da NFC South e planejar o futuro com um HC capaz de colocar Winston nos eixos.

Análise Tática #19 – Semana #13: Coberturas Falhas

A análise tática volta essa semana trazendo aquele olhar diferenciado sobre o que de melhor aconteceu na rodada. E como nosso dever é SEMPRE trazer algo diferente para o público, essa semana vamos falar sobre secundárias, mais precisamente quando estas unidades não fazem corretamente seus trabalhos.

Existem dois tipos básicos de cobertura utilizados no futebol americano: a cobertura individual e em zona. Você provavelmente já sabe o papel dos jogadores, mas o que talvez não saiba é que em cada uma delas, a comunicação entre os quatro ou cinco defensive backs tem aspectos diferentes. A marcação individual requer que o jogador acompanhe o adversário e tente reconhecer o momento em que chega a bola ao observar a posição de seu corpo em relação à origem da jogada. A comunicação entre os atletas da defesa é basicamente identificar seus assignments no início da jogada e tentar manter a marcação com base no atleticismo.

A cobertura em zona é mais complexa. Partes do campo são divididas entre os jogadores, que observam o lance voltados ao quarterback, com o objetivo básico de evitar que a recepção aconteça através do contato físico no momento em que o recebedor tenta guardar a bola. Cover 0, Cover 1, Cover 2, Cover 2 Man, Cover 3, Cover 4, Quarters. Você leitor, já deve ter lido essesv nomes ou aqui na coluna ou em seus playbooks do Madden (paga nóis, EA).

A grande dificuldade da marcação em zona é a necessidade dos defensive backs serem capazes de reconhecer o padrão de rotas do adversário e terem a reação necessária de atacar o ponto do passe. Essa exigência de inteligência tática mais avançada, geralmente tende a problemas de comunicação entre os atletas. O principal problema em uma marcação em zona é que não é possível cobrir todos os pontos do campo e as janelas de passe geralmente se abrem no momento em que a rota do recebedor transita entre as responsabilidades dos defensores. Bons quarterbacks geralmente se aproveitam dessa fragilidade para conectar os passes (Tom Brady no segundo tempo Super Bowl LI abusou disso).

Leva-se algum tempo para construir a sintonia necessária para que secundárias tenham um entrosamento completo de forma a executar um sistema em zona com perfeição. A Legion of Boom em seus tempos áureos era uma unidade respeitável principalmente pelo fato de possuir bons atletas que se completavam. Defesas montadas por Bill Belichick também tiveram como característica a capacidade de execução das jogadas através de comunicação entre defensores. Como na NFL há mais times ruins (ou mal treinados) que bons, geralmente observamos atletas que não conseguem reconhecer suas responsabilidades em sistemas em zona e permitem separações suficientes para recebedores.

Como facilitar nunca é a solução para nada, é mais comum hoje em dia vermos defesas armadas em nickel combinando zona e marcação individual na mesma jogada. O defensive back a mais em campo geralmente aumenta a complexidade, e por consequência, a taxa de probabilidade de sucesso. Apesar disso, como o futebol americano a nível de NFL é um jogo de passes, tornar a formação nickel como defesa-base é uma necessidade para as franquias, mesmo desafiando os fundamentos de Processamento e Estatística.

Aproveitando o esquema de Cover 2 do Inside the Pylon, vamos desenhar em cima dele como exemplo uma combinação de rotas que explore o espaço entre os dois safeties. Se você costuma ler a coluna tática, viu que exploramos jogadas em semanas anteriores contra essa cobertura. Utilizando uma variação do conceito smash, aproveitamos para fazer com que o recebedor Y esteja livre no meio do campo, um clássico Cover 2 beater.

Como esse é um conceito voltado para vencer a Cover 2, repare que ele explorar os flats com o running back e o recebedor X, enquanto o H e o Z executam rotas corner, afastando os safeties. Se o TE for capaz de vencer o Middle Linebacker na velocidade, receberá a bola no meio do campo. Isso geralmente ocorrerá por que as zonas desenhadas em azul não têm responsabilidades com o fundo do campo, e ao ultrapassar essa faixa, a tarefa é dos safeties. Observe agora, o cover 2 dos Packers sendo destruído exatamente por um TE no meio do campo.

A zone blitz deveria confundir os adversários, não os jogadores do próprio time.

Se você leu o texto sobre a defesa de Don Capers, viu que a secundária rotaciona de forma a compensar a blitz. Aqui, provavelmente Jameis Winston estudou o tape (o mínimo que se espera de um QB de NFL), além da sua absurda confiança em Cameron Brate. A defesa dos Packers no lance rotaciona de cover 2 para cover 1 e retornando ao ponto inicial antes do snap, de forma a confundir o QB.

Fixando no momento em que o passe acontece, podemos visualizar o Cover 2 perfeitamente desenhado, bem como a janela de recepção de Cameron Brate sendo construída. A jogada terminou em Touchdown, para desespero da torcida cabeça-de-queijo. Zone blitz é um sistema complexo, e o que podemos observar aqui é o guerreiro #35 completamente perdido quanto a sua tarefa no lance, e de repente apareceu um jogador melhor atleticamente para ele dar conta.

Em um texto que de certa forma traz um aparato geral da rodada, eu não poderia deixar passar o fato de que a defesa dos Colts cedeu 309 jardas e 2 TDs a Blake Bortles em 26 passes completos de 35 tentativas, o que forma um rating de 119,8. Aliás, fazer QBs medíocres jogarem que nem Joe Montana é uma especialidade da unidade treinada por Chuck Pagano e Ted Monachino. Caso leitor não saiba, a defesa de Indianapolis é a 28ª da temporada segundo a ESPN, totalizando 4560 jardas cedidas ao adversário em 2017. Evidentemente, esse número fora de contexto não é o suficiente para descrever a RUINDADE desse bando de incapazes comandado por Chuck Pagano, o incapaz-maior, então observemos um dos lances da partida do último domingo em Jacksonville.

Uma jogada que mistura os conceitos smash e levels, entretanto, a leitura de Bortles será Dede Westbrook alinhado como Split End no lado superior da tela. O WR do Jaguars (franquia GIGANTE E ENORME, por sinal) executa uma rota que combina o post e corner, aproveitando o espaço entre corner e safety visto na imagem do início desse texto. Os Colts mostram um Cover 2 Man, utilizando de Press Coverage com os corners, para tentar tirar o tempo das rotas. Como o Colts é o Colts, plano de jogo mal treinado, montado e executado, isso não dá certo, permitindo a recepção de Westbrook. Para aumentar os requintes de crueldade da jogada, Bortles ainda demonstra toda a sua PRESENÇA DE POCKET para andar para frente, plantar os pés e executar um passe gracioso.

Agora indo ao OUTRO LADO DA MOEDA, observemos a defesa dos Jaguars permitir um grande espaço para TY Hilton no único TD dos Colts na mesma partida. 4th & 2 e os Jaguars cedem um passe de 40 jardas para touchdown. Acompanhe no gif o desenvolvimento da rota de TY Hilton.

“Deixa que eu deixo.”

Observe que em um determinado ponto, dois jogadores dos Jaguars entram em indecisão sobre quem é o responsável de continuar com o camisa 13 dos Colts no lance. Como Eugene é um dos WRs mais ágeis da liga, esse intervalo é o suficiente para que ele se desprenda e faça a recepção. Como apenas esse erro não é o suficiente para os Jaguars a cereja do bolo no lance é a pior reação de safety no lance, que tinha um excelente ângulo para o tackle e simplesmente decidiu NÃO IR na jogada.

Semana #5: os melhores piores momentos

O protocolo pede para que sempre haja um textinho de introdução antes de ir direto ao que interessa. Como sabemos que você vai pular essa parte da coluna, vamos direto ao que interessa.

1 – Começando com o pé torto: o Thursday Night Football

O Tampa Bay Buccaneers sofre com uma maldição que não acomete times grandes, apenas Buffalo Bills e Minnesota Vikings da vida: a franquia não consegue achar um kicker. Roberto Aguayo foi escolhido na segunda rodada do draft em 2016 para, um ano depois, ser chutado pelos restos de perna que habitavam o corpo de Nick Folk.

Aguayo está sem time e Nick Folk perdeu gloriosos três (!!!) Field Goals na derrota dos Bucs para os Patriots. Mas, vamos dar um desconto para o rapaz. O último chute era de trinta e uma jardas.

Errou.

2 – Prêmio Dez Bryant da Semana. 

Gostamos de deixar para dar o Troféu Dez Bryant – o único que premia o jogador de nome que você não pôde confiar durante a rodada – no final da coluna, mas abrimos uma exceção para Ben “Big Ben” Roethlisberger. Afinal, todos já sabiam. Cinco interceptações, duas pick sixes. Não temos mais o que dizer. Parabéns!

Procurando o fundo do poço.

3 – Interceptações medonhas: quem tem QB, tem medo.

Os que não tem choram.

3.1 – Jay Cutler

Estamos negociando os últimos detalhes para que Cutler se torne o patrocinador da coluna no lugar deixado por Andy Dalton.

3.2 – Jared Goff 

Até ontem ele era chamado de bust. Entenda aqui o porque.

3.3 – Jared Goff 2: O Inimigo Agora é Outro

Interceptado em um screen, bicho.

4 – Drops medonhos: na dúvida, vire jogador de soccer.

4.1 – Cooper Kupp

Porque ninguém atrapalha o comeback do nosso Jared Goff e sai impune.

4.2 – O guerreiro #34 de Minnesota

Todos sabemos que receivers que não sabem agarrar a bola viram defensive backs. Nem sempre isso é bom.

5 – Apenas mais uma cagada dos Special Teams do Indianapolis Colts

A unidade que já nos brindou com momentos inesquecíveis ataca novamente. Vamos deixar algo bem claro: se uma jogada nunca foi feita anteriormente na NFL, é bem provável que isso se dê porque ela é uma merda. E não é Chuck Pagano que vai descobrir algum conceito revolucionário. Apenas pare com isso, Colts.

6 – Imagens que trazem PAZ.

6.1 – Os 49ers ainda são péssimos

Porque você não vê muitos sacks em 2 men rush. Aliás, você não vê nem muitos 2 men rush. 

6.2 – Matt Cassel

A culpa não é dele, a culpa é de quem o coloca para jogar. Aqui vemos ele parindo uma futebola em um fumble deveras bizarro.

6.3 – “A bola tá vindo, o que é que eu faço?” ou “O não-retorno de Tavon Austin”

Era um fair catch. O único obstáculo dele era ele mesmo. Não foi suficiente.

7 – A segunda melhor coisa que o Chicago Bears fez no ano.

A primeira, claro, foi selecionar Mitch Trubisky. Um fake punt, um touchdown, defensores passando vergonha. São momentos como esse que alimentam o servidor do Pick Six Brasil.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Podcast #4 – uma coleção de asneiras IV

Discutimos as principais surpresas da NFL e, depois, com o objetivo de fazer ainda mais inimigos, apresentamos jogadores supervalorizados ao redor da liga.

Também apontamos nosso Super Bowl dos sonhos – sem essa de Patriots x Seahawks, ninguém aguenta mais. Por fim, como já é comum, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar de olho!

Participação especial: Vitor, do @tmwarning.

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Podcast #3 – uma coleção de asneiras III

Trazemos as lesões mais recentes da NFL e discutimos jogadores injury prone. Realidade? Mentira? O que comem? Onde habitam? Em seguida, apresentamos a realidade de alguns times, se são bons ou ruins. Por fim, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar atento nas próxima semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

O que os olhos veem e o coração sente

Você, leitor, certamente não sabe, mas quando chega o final de julho e começamos a escrever nossas previsões para a temporada fazemos uma espécie de draft para distribuir os times entre os integrantes do site.

Por motivos óbvios, cada um escreve sobre o time que torce, mas os demais estão lá para ser livremente selecionados. As escolhas não têm uma lógica definida. A qualidade do time, por exemplo, não influencia muito nossa vontade de escrever sobre ele: ninguém parecia muito interessado em redigir um texto de duas páginas contando como o New England Patriots já está na final da AFC em 2018, mesmo que ainda estejamos em meados de agosto.

Há, porém, algumas escolhas interessantes, como a do nosso menor aprendiz, que decidiu usar sua primeira escolha com o Los Angeles Rams, por algum motivo que apenas diversas sessões de psicanálise seriam capazes de explicar. Nosso editor chefe usou sua primeira escolha no Cleveland Browns, aparentemente por gostar de escrever sobre fracasso e melancolia.

Os motivos que levaram meus companheiros de site a priorizar escrever textos sobre Rams e Browns não importam. A NFL, ao contrário de alguns outros esportes, é bastante democrática. Podemos torcer por um time e ter simpatia por mais uns dois, cinco ou 31 times. Somos livres para nos fascinar por pequenos detalhes, que muitas vezes são incompreensíveis para os outros, mas que, para nós mesmos, fazem todo o sentido.

Não tive dúvidas na minha primeira escolha: por diversos motivos, o Tampa Bay Buccaneers é o time que mais me interessa em 2017, com exceção do maior de todos, o New York Football Giants. Mas por que o Bucs me fascina e por que o escolhi como primeira opção para escrever um texto sobre seu futuro brilhante?

Pequenos (grandes) laços afetivos

Podemos começar falando de Jameis Winston. Todos nós guardamos na memória algumas jogadas que não se tornam icônicas por não terem impacto profundo no resultado de um jogo ou de um campeonato, mas que são espetaculares e devem sempre ser relembradas.

Jameis Winston foi o responsável pela jogada mais espetacular da temporada 2016 da NFL. O jogo era em Tampa contra o Chicago Bears. O terceiro quarto tinha acabado de começar e o Bucs tinha a bola na linha de 25 jardas do próprio campo em uma 3rd&10. Jameis recebeu o snap e logo foi pressionado pela linha defensiva do Bears. Ao invés de desistir da jogada e aceitar o sack, Winston foi recuando e se esquivando dos defensores até chegar a sua própria endzone.

O sack e o consequente safety eram praticamente inevitáveis, mas Jameis conseguiu deixar os três defensores que ainda o perseguiam para trás, ganhar mais umas 15 jardas e lançar um passe de mais ou menos 60 jardas para o WR Mike Evans.

A jogada resume bem quem é Jameis Winston e por que ele é um dos motivos que me fazem acreditar que Tampa Bay pode chegar longe em 2017. Há uma energia diferente no jogo de Jameis, uma intensidade maior do que vimos na maioria dos QBs.

Ao contrário de idiotas como Jared Goff, Jameis é um líder natural que não desiste das jogadas e carrega o time nas costas, mesmo que aos trancos e barrancos. É como se ele fosse uma mistura da energia de Philip Rivers e da capacidade de improvisação de Ben Roethlisberger. Apesar de ter lançado para mais de quatro mil jardas, seus números não são espetaculares e há muito o que melhorar, especialmente quando falamos em QB rating e fazemos a relação entre número de passes para TD e número de interceptações, que em 2016 terminou 28/18. Jameis ainda precisa cuidar melhor da bola e 2017 deve ser o ano em que ele dará o próximo passo para chegar ao nível de um dos grandes QBs da NFL.

Jameis: isso ainda vai ser grande na NFL.

Uma nova arma

Ajuda para isso não vai faltar: na offseason, Tampa Bay assinou com o explosivo WR DeSean Jackson, que mesmo em fim de carreira deve trazer uma dimensão a mais para o ataque, a da velocidade nos lançamentos em profundidade. Além dele, o Bucs draftou O.J. Howard, que muitos especialistas consideram o melhor TE a chegar à NFL em anos, já que mistura qualidades de bloqueador e recebedor. Normalmente rookie TEs não causam tanto impacto logo em suas primeiras temporadas, mas se isso acontecer o problema não será tão grande, já que em 2016 o Bucs descobriu em Cameron Brate um TE bem efetivo.

Esses jogadores são todos úteis e talentosos, mas são apenas complementos à principal arma de Jameis e mais um dos motivos que me fazem gostar do Bucs. Mike Evans. Em nosso ranking de WRs, fui quem o colocou mais alto, em terceiro, porque acho que ele é um monstro e pode, rapidamente, se tornar o melhor recebedor da NFL.

Evans tem todas as qualidades que um WR top precisa: tamanho, velocidade, agilidade, capacidade de correr rotas e mãos confiáveis. É assustador pensar os números que ele pode conseguir em 2017, levando em conta que as defesas não poderão focar em coberturas duplas ou triplas nele, já que o cobertor será curto se lembrarmos de todos os alvos de Jameis Winston. Somadas todas as dimensões e possibilidades que o ataque do Buccaneers terá em 2017, tenho que confessar que estou apaixonado.

As interrogações

Se existe uma ressalva no encanto que sinto por esse time, é o jogo corrido. Doug Martin é um bom jogador, mas ultimamente está machucado ou suspenso, dificilmente em campo. É difícil contar com ele pra qualquer coisa e houve rumores de que inclusive poderia ser dispensado. Sobram no depth chart Jacquizz Rodgers e Charles Sims, que são razoáveis e podem quebrar um galho, mas não trazem brilho aos olhos.

Filme repetido.

Já a defesa do Tampa Bay Buccaneers não encanta tanto quanto o ataque, mas não chega a atrapalhar ou impossibilitar nossa história de amor. Seu principal jogador é o DL Gerald McCoy, que já está em sua oitava temporada na liga e em 2016 mostrou pequenos sinais de declínio, mas mesmo assim conseguiu sete sacks. Para ajudar os trabalhos de McCoy na linha defensiva, a principal contratação foi o free agent Chris Baker, que chega do Washington Redskins trazendo seus 9,5 sacks, cinco fumbles forçados e 100 tackles em seus dois anos em DC.

No corpo de LBs, o Bucs vai continuar contando com os versáteis Lavonte David e Kwon Alexander, que combinaram para seis sacks e duas interceptações em 2016 e são bons em tackles. A fraqueza da defesa parece estar na secundária: Brent Grimes é um bom jogador, mas já tem 34 anos e está em fim de carreira. Vernon Hargreaves teve apenas uma interceptação em sua temporada de rookie, mesmo jogando razoavelmente bem. O problema é que a profundidade acaba aí. O Bucs parece ter direcionado a maior parte de seus recursos para melhorar o ataque. O time até investiu uma escolha de segundo round no safety Justin Evans, mas é difícil acreditar que sua contribuição seja efetiva já em seu ano de calouro, principalmente em uma divisão com ataques tão potentes.

Palpite: Se fosse obrigado a escolher um time alternativo para chegar ao Super Bowl, seria o Tampa Bay Buccaneers, mas a paixão muitas vezes nos cega. Quero acreditar que o time estará nos playoffs e terá uma participação digna, mas sei que posso estar sendo enganado por mim mesmo. Porém, continuarei otimista e meu coração prevê um surpreendente Bucs na final da NFC.

Análise Tática #1 – As melhores e piores jogadas da semana

TD mais longo da história do New Orleans Saints

Como a jogada começava na linha de 2 jardas, o Saints optou por incluir um jogador de linha ofensiva a mais no lado direito da linha, ficando com seis bloqueadores, um TE, dois WRs e um RB em campo. Com a linha ofensiva do Saints congestionada, principalmente do lado direito, e acreditando que Brees entregaria a bola para a corrida do RB, o Raiders deixou oito jogadores próximos à linha de scrimmage, para evitar o avanço terrestre. Apenas dois CBs ficaram na marcação individual dos WRs e um safety ficou posicionado do lado esquerdo do ataque.

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Cooks, na parte de baixo da imagem, não teve grandes dificuldades de se livrar do marcador. O safety, que antes do snap estava posicionado do lado esquerdo do ataque do Saints, deu alguns passos em direção ao meio do campo, o que foi o estopim para que Brees decidisse para onde lançaria a bola.

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Quando perceberam que não se tratava de jogo corrido, os LBs do Raiders recuaram para fazer a cobertura do passe, o que foi completamente inútil, já que não havia jogadores do Saints no meio do campo. Com um jogador a mais na linha ofensiva e com os LBs todos na cobertura do passe, Brees não chegou nem perto de ser pressionado. Quando o safety conseguiu fazer a leitura da jogada e voltar para o lado esquerdo, Cooks já tinha conseguido uma jarda de vantagem sobre o CB.

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Quando recebeu o passe, Cooks já estava a duas jardas do marcador. O safety, que determinou o destino da jogada com sua leitura equivocada, não teve velocidade para alcançar o veloz recebedor do Saints.

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E então foi só comemorar e entrar para a história: Brandin Cooks quebrou o recorde de TD mais longo do New Orleans Saints. Foram 98 jardas, conquistadas sem muito esforço, em um passe perfeito de Drew Brees.

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Garantindo a derrota

Terrance Williams foi extremamente criticado por uma jogada estúpida nos últimos segundos do jogo do Dallas Cowboys contra o New York Giants. Com apenas 12 segundos no relógio, Dallas estava na linha de 45 jardas do próprio campo e precisava de um avanço de mais ou menos 15 jardas para ter uma chance real de chutar o FG da vitória. Além disso, como não tinha mais tempos para pedir, precisava que o recebedor saísse de campo para parar o relógio. Por isso, três dos quatro recebedores que estavam em campo tinham rotas em direção à lateral.

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Quando recebeu o passe de Dak Prescot, Williams estava na linha de 48 jardas do campo do Giants e ainda havia 10 segundos no relógio. Com um marcador à sua frente e aparentemente afetado por um caso raro de diarreia mental, Williams optou pelo avanço pela rota em vermelho e sofreu o tackle quase em cima da linha de 40 jardas, dentro de campo, o que fez com que o relógio continuasse correndo.

Se considerarmos que Williams foi derrubado quando ainda faltavam sete segundos para o fim do jogo e que talvez esse fosse o mesmo tempo que ele levaria para sair do campo e parar o relógio, dá pra imaginar que Dallas teria a bola em mãos, na linha de 45 jardas do Giants, com a possibilidade até de fazer outra jogada rápida para diminuir a distância do chute. Na pior das hipóteses, Dan Bailey teria que tentar um FG de 62 jardas, que é muito difícil, mas não é impossível, considerando que o recorde da NFL de FG mais longo é de 63 jardas.

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O também WR Dez Bryant, obviamente uma pessoa com maior capacidade mental, quase enlouqueceu tentando indicar o caminho correto para seu companheiro cuja inteligência é reduzida.

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No final da história, Williams acabou caindo na linha de 41 jardas, o relógio correu e o jogo acabou, para a felicidade das pessoas de bem que torcem para o New York Giants.

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 E um TD bonito para seguir acreditando no football

Charles Sims, RB do Tampa Bay Buccaneers, foi o responsável por um dos TDs mais bonitos da semana 1 da NFL, no jogo contra o Atlanta Falcons. Na linha de 23 jardas do campo de ataque, o Bucs colocou em campo um RB, Sims, e quatro recebedores. Com exceção do jogador próximo a linha de scrimmage, do lado esquerdo, que fez um bloqueio e depois correu para uma rota curta, os recebedores tinham todos rotas em profundidade. Como optou por não mandar nenhum jogador para blitz, todos os LBs e jogadores da secundária do Falcons voltaram para a marcação do passe em profundidade.

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Com todos os recebedores bem marcados e com um vazio enorme no meio do campo, o QB Jameis Winston optou por lançar a bola para seu RB, que estava completamente sozinho na linha de 20 jardas.

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Quando recebeu a bola, Sims foi imediatamente marcado por quatro jogadores do Falcons, sem contar o jogador no começo da endzone. Ou seja, entre Sims e o TD, havia cinco jogadores do Falcons.

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Em uma aula de como não efetuar um tackle, os quatro Falcons que estavam cercando Sims conseguiram levar um corte vergonhoso e permitiram a passagem do RB do Bucs.

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A partir daí, foi só aproveitar o bom bloqueio do TE Austin Seferian Jenkins, superar o último atleta do Falcons incapaz mentalmente e comemorar o TD.

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