Posts com a Tag : Solomon Thomas

Um QB e um futuro para chamar de seu

Noite de segunda-feira, 30 de outubro de 2017. Enquanto você se preparava para acompanhar o Monday Night Football entre Broncos e Chiefs, veio a notícia: o New England Patriots trocava o QB Jimmy Garoppolo para o 49ers em troca de uma escolha de segunda rodada, ou um rodízio de churrasco na cotação brasileira.

O contrato de Jimmy acabaria no final do ano e, sem perspectiva de renovação, os Patriots optaram por capitalizar em cima de uma inevitável movimentação do jogador. Os Browns, que pareciam o provável destino, estavam muito ocupados comemorando a troca por AJ McCarron – que nunca aconteceu.

San Francisco, onde Garoppolo aterrissou, vivia um drama: o experimento com Bryan Hoyer havia falhado e o ataque era até então comandado por CJ “cara e nome de caipira” Beathard. A princípio Jimmy não jogou, mas…

O atípico

Ao final do já perdido jogo contra os rivais de divisão Seahawks, os 49ers decidiram finalmente experimentar seu novo QB lançando passes. Era garbage time, não valia nada, mas o torcedor pôde sorrir pela primeira vez na temporada.

Foi somente um drive, mas apenas isso já foi o suficiente pra iniciar o hype em torno de Garoppolo. O próximo jogo, contra um fraco Chicago Bears, mostrou que talvez não fosse sorte de principiante. As vitórias contra Houston, Tennessee e Jacksonville terminaram de fazer o serviço. Estava instaurada a febre não apenas na California, mas em toda a NFL. Jimmy havia levado um time 1-10 a 4 vitórias consecutivas. Pouco importava a posição no draft: em San Francisco, a certeza de que a posição-mais-importante-do-jogo tinha dono era mais importante.

Moreno sensual.

A calmaria antes da tempestade

Você deve se lembrar do air que pairava sobre o estádio da calça jeans antes da temporada. A offseason que trouxe Kyle Shanahan e John Lynch era muito bem vista dentro e fora da franquia, e os anos de Chipp Kelly e Jim Tomsula pareciam ter ficado pra trás.

Porém, antes da chegada de Jimmy G, os 49ers eram um time fraquíssimo, que não havia transformado suas movimentações em bom desempenho. Faltava, principalmente, um quarterback.

LEIA TAMBÉM: Jimmy, San Francisco e a busca pelo QB ideal

Nem mesmo o melhor dos QBs (Peyton Manning, no caso), é capaz de vencer jogos completamente sozinho. Quando chegou, além de suas atuações, Garoppolo foi capaz de melhorar as performances de seus companheiros de equipe. Pense bem: você vai acreditar mais que seu time pode continuar dentro na pelada se o Cristiano Ronaldo está do seu lado pra decidir, certo?

Recarregando

À bordo do hype train (o trem do entusiasmo, em tradução livre), ambos, 49ers e Jimmy, chegaram a um acordo para manter o jogador na cidade por mais tempo. Naquele velho esquema de QB-mais-bem-pago-da-NFL-porque-foi-o-último-QB-a-assinar-um-contrato, Garoppolo vai desembolsar mais de 135 milhões de dólares pra continuar vestindo vermelho pelos próximos 5 anos.

Além de assegurar a permanência de Jimmy, a franquia também foi atrás de Richard Sherman no mercado. O jogador chega como reforço em duas frentes: ajudar o próprio 49ers e parar de atrapalhar o próprio 49ers (ver: CHAMPIONSHIP GAME, NFC 2014). Além de Sherman também foram contratados o C Weston Richburg e RB Jerick McKinnon.

No draft, a escolha de primeiro round foi utilizada no OT Mike McGlinchey (nome massa, precisamos reconhecer) e a de segundo no WR Dante Pettis. O plano é bem claro: proteger e dar mais armas para o franchise QB semi-novo. As escolhas seguintes foram usadas para reforçar a defesa, mas você não sabe quem são os jogadores e nós não vamos fingir que sabemos.

O que mudou?

San Francisco não foi loucamente atrás de reforços como já vimos alguns times fazendo. A equipe preferiu acreditar na progressão dos talentos da casa, como Solomon Thomas, Arik Armstead e DeForest Buckner. Os contratados vieram em uma mistura de oportunidade/necessidade.

Porém, o que talvez seja impossível de mensurar é o peso que Garoppolo tem na franquia. Claro, é o jogador mais bem pago do time e na posição mais importante, mas não é só isso. Pense no Indianapolis Colts como exemplo. Apesar de nunca ter tido um time do calibre de Steelers e Patriots com Andrew Luck, o time esteve nas cabeças da AFC durante o tempo em que seu QB se manteve saudável. O sucesso não era atribuído a uma boa equipe, mas a diferença que Andrew fazia. Um quarterback decisivo pode dar ao time o luxo de vencer alguns jogos em que a equipe conseguiu apenas uma atuação excepcional ao final do último quarto.

Talvez não seja uma base-sólida para escorar as esperanças, mas o 49ers parece não precisar apenas das peripécias de Jimmy para ter sucesso. O alto investimento recente na defesa já rendeu alguns frutos, e o setor só tende a melhorar.

VEJA TAMBÉM: Um conto de dois Joe Flaccos

Kyle Shanahan estará em seu segundo ano no comando do ataque. Novamente, vale pensar em outro exemplo: o impacto que ele teve em Atlanta, naquela temporada que viu Matt Ryan como MVP tanto da liga quanto dos três primeiros quartos do Super Bowl. É tudo ao redor de Jimmy, mas não é só ele.

A squad

Se Garoppolo manter o alto nível de atuação (o que convenhamos ser difícil, porém não impossível), o ataque deve ser ainda melhor que aquele que fechou 2017. Pierre Garçon volta de lesão, Dante Pettis pode ser uma arma versátil tanto no jogo aéreo quanto nos retornos, George Kittle parece pronto para despontar como um grande jogador, o inconstante Carlos Hyde foi embora para dar lugar a um corpo de RBs rejuvenescido e a linha ofensiva comandada por Joe Staley está melhor. E, claro, o ataque comandado por Shanahan que já citamos estar em seu segundo ano.

A defesa também tem tudo para progredir. Solomon Thomas não foi um fator no ano passado, então qualquer produção vinda dele já poderá ser considerada um ganho. Além dele, Reuben Foster e Akhello Whiterspoon devem continuar progredindo após temporadas promissoras como calouros. Jaquiski Tartt também vem de atuações interessantes. Por fim, apenas a saída de Eric Reid pode, de fato, ser considerada uma perda.

Palpite:

O 49ers tem tudo para ser uma potência dentro da NFC pelos próximos anos. John Lynch e Kyle Shanahan parecem trabalhar em sintonia e já plantaram a semente de um bom trabalho. A amostra de Jimmy Garoppolo que temos é de um nível tão alto que é difícil acreditar que é verdade, então mesmo uma regressão ainda o deixa como um QB acima da média. 2018 pode ser o ano que esse grupo comece a aspirar vôos mais altos, mas a conferência está muito forte para querer sonhar muito alto. Em uma divisão com o Los Angeles Rams, uma temporada do nível 10-6 pode ser considerada boa, mas talvez não seja o suficiente para chegar aos playoffs. Caso chegue lá, o 49ers enfrentará outros cachorros grandes e possivelmente não esteja no mais alto nível. Ainda.

Eu escolhi esperar

No mundo dos esportes, existe uma velha citação sobre como você nunca quer ser o cara que substitui “O cara”. Você quer ser o cara que substitui o cara que substitui “O cara”.

Para o 49ers, “O cara” era Jim Harbaugh, o grande treinador que chegou em 2011 de Stanford para salvar a equipe da mediocridade. Antes da chegada de Harbaugh, San Francisco vinha de uma humilhante sequência de oitos anos sem chegar na pós-temporada, tempo esse no qual a franquia teve campanha média de 5-11 e não teve UM ano com mais vitórias do que derrotas; Harbaugh trouxe mudanças, e uma nova cara para a franquia: em seus três primeiros anos, San Francisco foi a três finais de NFC consecutivas e um Super Bowl, ficando a cinco jardas (nota da edição: ou um holding não marcado) de conquistar o sexto anel da franquia. Foram três anos gloriosos, e graças àquele que logo se tornou um dos melhores técnicos da liga.

Saudades.

Mas vocês sabem como a história acaba. Uma diretoria egocêntrica quis os créditos pelo sucesso do time, o que levou a uma queda de braço e à saída de Harbaugh de San Francisco, enquanto Balkee e York buscavam provar que o time não dependia do técnico para continuar ganhando jogos, e que a dupla era a verdadeira origem do sucesso da franquia.

De certa forma, tanto Jim Tomsula (2014) como Chip Kelly (2015) – os dois técnicos seguintes – foram “o cara que substituiu O cara”: sim, eram pessoas diferentes, mas ambos foram um subproduto da mesma mentalidade distorcida, do desejo da diretoria de ganhar no curto prazo para comprovar sua crença no próprio sucesso. Por mais problemas que tivessem, Tomsula e Kelly estavam fadados ao fracasso mesmo antes de começarem seu trabalho.

Felizmente isso agora ficou no passado, e agora o time tem seu cara para substituir os caras que substituíram “O cara”. Kyle Shanahan chega não para tentar arrumar um time já existe em uma tentativa desesperada de conseguir vitórias, e sim como uma peça para iniciar um processo de reconstrução com foco no longo prazo. E isso é uma ótima notícia para um time que voltou a ser uma piada nos últimos dois anos da sua gloriosa existência.

Para o 49ers voltar a ser bom, primeiro precisava admitir que não era mais. E foi o que o time fez. Shanahan e o novo GM John Lynch assinaram contratos muito longos (seis anos) justamente para terem a segurança e estabilidade no cargo que precisam para poder pensar no amanhã, sem se preocupar em ganhar no hoje. É um processo, e o time parece ter enfim construído sua base para se lançar nessa empreitada.

A realidade

Embora isso seja uma boa notícia para o torcedor de SF, uma guinada na direção certa, isso também significa que pelo menos por enquanto o time está conformado em ser um time ruim, que não vencerá muitos jogos. Tudo fica claro na montagem no elenco: jogadores mais talentosos saíram da equipe, e o time não investiu para estancar o sangramento. Ao invés disso, apostou no draft, trocou para acumular escolhas extras, e encheu o time de jovens promessa. Ainda assim, o mais provável é que ainda demore anos para termos uma noção clara de como e para onde está indo essa reconstrução. E, depois das últimas duas temporadas, isso não será um problema. Ser ruim o time já era, pelo menos agora ele pode oferecer ao torcedor uma coisa pela primeira vez em três anos: a perspectiva de um futuro melhor.

E onde esse futuro parece estar mais próximo é do lado defensivo da bola. Em parte pelos legados de drafts anteriores, em parte pela ótima atuação de San Francisco no seu primeiro draft sob o comando de John Lynch, a defesa do 49ers já possui um número maior de grandes prospectos para servirem de pilar para essa nova etapa.

Onde mora o futuro

Em particular, o que impressiona é o talento que o time acumulou na linha defensiva. Nos últimos três drafts o time usou sua primeira escolha em um jogador da posição: Arik Armstead (#17 em 2015), DeForest Buckner (#7 em 2016) e Solomon Thomas (#3 em 2017).

Armstead teve altos e baixos, mas em geral se destacou na curta carreira indo atrás dos QBs adversários, e Buckner teve um ótimo ano de calouro. Apesar da pouca idade, experiência e rodagem pela NFL, é um trio de enorme talento, altas expectativas e que devem constituir a espinha dorsal da identidade do Niners daqui para frente.

Solomon Thomas, que em português quer dizer “esperança”.

O sistema defensivo de San Francisco mudou para um alinhamento 4-3 nessa temporada, o que também deve ajudar a maximizar o impacto desse grupo, em especial a versatilidade de jogadores como Thomas e Armstead, capaz de se moverem ao longo da linha e jogarem em múltiplas funções e posições. Junte a esse trio o subestimado Aaron Lynch, que vem de um 2016 ruim, mas que já teve destaque no passado com seus sacks e pressão, e a profundidade de nomes como Earl Mitchell, Quinton Dial e Tank Carradine: essa linha de frente pode ser bastante assustadora muito em breve.

O resto da defesa não está com tantas promessas e tantos talentos de ponta, mas ainda tem alguns nomes interessantes. NaVorro Bowman, aos 29 anos e vindo de múltiplas lesões sérias, provavelmente não é uma peça que estará no próximo time vencedor do 49ers, mas é um líder querido e respeitado no vestiário que pode por pra jogar junto do jogador que deve ser o futuro do 49ers no miolo da defesa, o LB Reuben Foster, um talento Top 5 do último draft que caiu até o fim da primeira rodada por problemas no ombro. Se ficar saudável, será um grande achado e mais uma boa peça para essa defesa.

A secundária não tem esse tipo de talento ou de certezas, mas ainda tem jogadores jovens que podem contribuir, como os “herdados” Jaquiski Tartt e Eric Reid, dupla de safeties; o promissor Rashard Robinson (escolha de quarta rodada de 2016); os cornerbacks Jimmy Ward e Dontae Johnson e o calouro Ankhello Witherspoon.  É uma unidade com muito mais jogadores decentes e apostas – o tipo de situação onde você tenta descobrir exatamente o que tem, e ver se alguma das suas apostas se torna um acerto para carregar.

Ainda assim, a secundária deve depender muito mais de boas atuações da linha defensiva – e da pressão colocada nos QBs adversários – do que da sua própria qualidade durante a temporada. Idealmente, Robinson e Witherspoon atingiriam seu potencial e se tornariam uma boa dupla titular, e pelo menos um dos veteranos se mostraria um sólido complemento. É o que o coordenador defensivo Robert Saleh vai esperar encontrar para a temporada, enquanto tenta recuperar a identidade defensiva e física que marcou os anos de ouro do 49ers nessa década.

O lado oposto

O ataque, por sua vez, foi montado com uma abordagem muito diferente – tão diferente que dá para dizer que é quase oposta. Se a defesa está mais avançada na reconstrução, com vários talentos intrigantes de alto nível e altíssimo potencial, o ataque está praticamente sem nenhum talento jovem de alto potencial. Seu QB titular e seu WR #1 em 2017 terão 31 anos, seu melhor jogador de linha tem 32, e o time gastou apenas UMA escolha de draft nas três primeiras rodadas dos últimos três anos com o ataque – o G Joshua Garnett que, aliás, foi muito mal em 2016.

Então, com essa escassez de talento jovem, a diretoria de San Francisco inteligentemente decidiu seguir na direção contrária: ao invés de montar o ataque através de seus jogadores, o time decidiu começar a construí-lo montando e estabelecendo nele um sistema e um plano claro de jogo – o mesmo que Kyle Shanahan implementou com tanto sucesso em Atlanta. Com um esquema definido já implementado, fica muito mais fácil para saber que tipo de jogador buscar, incorporar novas peças, e achar talentos subvalorizados que têm muito mais valor dentro de um estilo de jogo específico – como o New England Patriots tem nos mostrado há 16 anos.

Então o Niners se preocupou em ir atrás dos jogadores que fizessem sentido para o plano de jogo de Shanahan, e trouxe as peças que poderiam ajudar nesse momento. Para jogar como QB veio o veterano Brian Hoyer, um jogador bastante subestimado que jogou com Shanahan no Browns em 2014 e que portanto já conhece seu playbook. Hoyer não é bom o bastante e nem tem a idade para ser o QB do futuro do time, mas como esse jogador não está hoje no elenco, até lá Hoyer é um ótimo nome para fazer a função que o time espera dele.

San Francisco também foi atrás e pagou bem caro por complementos a Hoyer, notavelmente Pierre Garçon, Marquise Goodwin e Kyle Juszczyk (eu olhei no Google). Os valores pagos levantaram questionamentos merecidos, pois foram bastante acima da média de mercado. Isso pode se dar por conta de um GM novo no cargo, e ser atribuído a John Lynch ainda não sabendo lidar bem com o mercado. Pode ser também o fato de que o Niners é um time ruim, com uma imagem pior ainda ao redor da NFL, e que sabia que não conseguiria os jogadores que queria se não pagasse mais por eles.

Mas todas essas caras aquisições foram feitas por um motivo. Pierre Garçon é um sólido WR que também conhece bem o playbook que o time quer implementar, tendo jogado dois anos com Kyle Shanahan em Washington, quando inclusive liderou a NFL inteira em recepções (2013, com 113). Já Marquise Goodwin nunca jogou com Shanahan, mas é um jogador que trás uma habilidade importante: é um WR de grande velocidade e muito dinâmico com a bola nas mãos, um papel importante para o esquema de Shanahan e que deve fazer a função que foi de Taylor Gabriel em Atlanta em 2016. E por fim Juszczky é um fullback bastante versátil, e Shanahan é um dos técnicos mais criativos usando FBs na NFL de hoje e que gosta de ter um em sua formação.

Eu quero acreditar.

Desnecessário dizer que trazer esses jogadores não é nem de longe para igualar o que Matt Ryan, Julio Jones e companhia fizeram em 2016 por Atlanta. Os jogadores que levarão esse ataque – espera-se – ao próximo nível ainda não estão na equipe, e devem ser um dos focos para os próximos anos.

A arte da paciência

Somando tudo isso, é difícil para o torcedor do 49ers realmente esperar um grande ano da sua equipe em termos de vitórias e performances. É o primeiro passo de um projeto de longo prazo, e paciência será parte importante dele. Mas isso não quer dizer que não possa ser um ano divertido. Do fundo do poço só se pode ir para cima, e o Niners TEM pontos de interesse para se acompanhar. Em particular, a linha defensiva tem chance de ser especial, e o ataque é um sistema de sucesso que já produziu momentos muito divertidos.

Com um pouco de sorte, San Francisco talvez tenha mais talento do que parece à primeira vista. Hoyer é um QB competente, e tem algumas armas de valor ao seu redor. Ninguém vai confundir esse ataque com o do Steelers, claro, mas tanto Hoyer como Garçon já produziram temporadas muito boas sob o comando de Shanahan.

Carlos Hyde é secretamente um dos RBs mais subvalorizados da NFL (quando saudável), e se a linha defensiva conseguir pressão suficiente para encobrir a secundária, esse time pode pelo menos almejar ser respeitável . E esse é um aspecto mais importante do que parece: a percepção do 49ers ao redor da NFL hoje, depois de chutar um dos melhores técnicos da NFL em uma batalha de egos e afundar por dois anos, é péssima. Técnicos, coordenadores e executivos recusaram entrevistas para assumir cargos na franquia, e jogadores não queriam jogar lá. Reconstruir esse tipo de coisa leva tempo, mas um bom ano, com performances respeitáveis, poucas brigas e algumas vitórias empolgantes pode fazer muito por reparar a reputação de um time.

A nova era do San Francisco 49ers começa agora. Onde ela vai dar, nós não sabemos. Mas aproveite a jornada, porque essa é uma franquia que sabe muito bem o que é estar sem direção, nadando no fundo do poço e achando que está acima de todos os demais.

Palpite: 6-10. San Francisco não deve ser tão ruim quanto o esperado em 2017 se alguns fatores funcionarem. A linha defensiva tem totais condições de estar em boa forma, e Brian Hoyer é um veterano que pode trazer estabilidade para o ataque – ambas as unidades devem caminhar mais para a média da NFL esse ano. O calendário não é dos melhores, com quatro jogos contra os sempre fortes Cardinals e Seahawks, e mais quatro jogos contra a forte NFC East, mas também tem dois jogos contra Rams, um contra Chicago e quatro contra a AFC South para buscar algumas vitórias. Com a possibilidade de alguns jovens talentos explodirem esse ano, San Francisco conseguirá uma mais que respeitável campanha de 6 ou 7 vitórias, a melhor desde a saída de Jim Harbaugh (saudades).