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Análise Tática #15 – Semana #8: O tiroteio em Seattle

Mais uma semana de análise tática no Pick Six e dessa vez vamos observar o que aconteceu de mais interessante  no tiroteio de Seattle, onde (infelizmente) o Seahawks venceu o Texans por 41 a 38.

Dentre os quarterbacks o destaque da partida foi o calouro Deshaun Watson, que não se intimidou com o jogo em Seattle e distribuiu bolas para o seu ataque por toda a secundária dos Seahawks. Já Russell Wilson, bem, esse é um veterano com o qual estamos acostumados a presenciar coisas mágicas, principalmente com as cinco CATRACAS HUMANAS a sua frente.

Bill O’Brien, que depois de anos brincando com uma bola de meia, finalmente ganhou uma de couro oficial CAMPO TOTAL 90™, abusou das formações com shifts e motions, com o objetivo de criar situações de leituras favoráveis para seu quarterback. Afinal, técnicos são pagos exatamente para isso, criar situações favoráveis em seu ataque e não rezar para que elas simplesmente aconteçam (estou falando com você mesmo, Rob Chudzinski).

  • Nota da edição: Rob Chudzinski é o coordenador ofensivo dos Colts. Ele é péssimo. Já foi até head coach dos Browns. 

A primeira jogada a ser revisada nessa semana é o TD recebido por Will Fuller logo no drive inicial. Se você acompanha análises táticas de NFL há mais tempo, sabe que a defesa de Seattle é baseada em coberturas single-high, em que Earl Thomas é responsável por patrulhar a secundária, enquanto Kam Chancellor se preocupa com o box. Richard Sherman e o quarto elemento jogam em zona, o que configurará ao todo um cover-3, ou em mano-a-mano, resultando em cover-1.

E se você por acaso também joga Madden (paga nóis, EA Sports), sabe que a melhor forma de combater a cover 3/cover 1 é utilizar rotas verticais que se cruzam na direção do posicionamento do safety single-high. Isso fará com que o mesmo tenha que escolher seu marcador. É exatamente esse matchup que Bill O’Brien cria para que Deshaun Watson o explore. Em uma situação que provavelmente deveria ser uma cover 1 (observe Thomas sozinho no lado esquerdo da imagem, enquanto Richard Sherman realiza a press coverage em DeAndre Hopkins e Shaquill Griffin respeita a velocidade de Will Fuller).

Will Fuller, marcado como recebedor X e o guerreiro marcado como Y combinam rotas fly e post respectivamente, e estas se cruzam à frente de Earl Thomas. No momento em que as rotas se cruzam, Earl Thomas ataca a post ao ler os olhos do QB e deixa Will Fuller sozinho contra Griffin, que é batido facilmente na velocidade. Touchdown Houston Texans.

Cerca de 2 minutos de tempo de jogo depois, 10:21 do primeiro quarto, com o ataque dos Texans em campo, Earl Thomas empatou o jogo com uma pick six. Houston apresenta 3 recebedores do lado esquerdo enquanto o TE Ryan Griffin no lado direito também executará rota. O alvo principal da jogada é Hopkins saindo do slot na rota dig. (“Recebedor principal saindo do slot?” – você deve estar pensando. Sim, técnicos com o mínimo de noção trazem seus WR1 muito mais ágeis que os defensores para o slot em busca de matchups favoráveis, se os mesmos possuírem os atributos físicos necessários – oi de novo, Rob Chudzinski!). Seattle responde com uma cobertura cover 2 – man.

Earl Thomas lê os olhos do QB mais uma vez, pelo fato de estar em zona, pula na rota perfeitamente e conta com os bloqueios para anotar seu touchdown.

Agora vamos observar Russell Wilson e sua saga para sobreviver diante de cinco pessoas que não possuem a coordenação necessária nem para bloquear spam no e-mail, quanto mais atletas de mais de 100 kg. Devido a essa dificuldade, o QB de Seattle (Mr. Nanobubbles) costuma executar passes no tanto MENTIROSOS: bolas que flutuam por minutos e não são interceptadas, passes completos em cobertura tripla, coisas do gênero.

Primeiro quarto com 02:11 restantes, Seattle em fomação de empty backfield 2×3 – pois ajuda na proteção do passe para quê, né? – O plano inicial era executar o conceito curl-flats, mas devido à inépcia da linha ofensiva, toda jogada é perdida. O sack só não ocorreu devido ao atleticismo de Russell Wilson em escapar da pressão, e por que provavelmente os recebedores dos Seahawks treinam improvisações de rotas.

Paul Richardson percebem o espaço deixado no meio da endzone e se dirige para lá, enquanto Russell Wilson acerta passe de 30 jardas após escapar com roll-out para a esquerda. Arremesso contra o movimento do corpo (como não manda o manual) e perfeito.

Voltando a Deshaun Watson, vamos observar o que aconteceu em seu segundo touchdown para Will Fuller, mais um exemplo de como O’Brien usou shifts para dar leituras diferentes para a Legion of Boom. Manter defesas em dúvidas sobre o que vem a seguir é um dos princípios básicos do futebol americano (viu, Chuck Pagano?).

Se você leu o texto sobre a implodida dos Falcons contra os Dolphins, observou a situação do fake motion. Aqui, Deshaun Watson utiliza esse artifício para manter o edge rusher preocupado também com o flat, permitindo que as rotas em profundidade se desenvolvam. Will Fuller realiza uma rota post/corner e recebe um excelente passe fora do alcance do defensor.

Por fim, voltemos a Russell Wilson e observemos como TEs devem ser utilizados na redzone. Sobrando 26 segundos para o fim de jogo Seattle precisava do TD para virar a partida. Russell Wilson já tinha sobrevivido de maneiras inimagináveis com seus passes teleguiados e estava na linha de 18 jardas do campo de ataque em uma 1st & 10.

Quanto ao conceito, nada mais que o four verticals velho de guerra. Uma variação é apresentada já que uma rota go entre as hashmarks também é conhecida como rota seam. A magia do ataque em no-huddle faz com que a defesa de Houston não consiga colocar a cobertura adequada. Jimmy Graham, que apesar de frequentador do prêmio Dez Bryant da Semana (nota da edição: nem disso ele é digno, mas que bom que foi feito o jabá), só tem o trabalho de vencer um linebacker (menor e mais lento).

Até aquela sua tia que anda esquisito pegava esse.

Repare que em uma situação de cobertura normal, haveria tempo para que Jadeveon Clowney conseguisse o sack, já que os indivíduos da linha de Seattle são desprovidos da capacidade de bloquear dentro das regras do esporte. Ainda houve tempo para Deshaun Watson ser interceptado em uma tentativa desesperada de ganhar o jogo em 20 segundos. Seattle avança para 5-2 na temporada, para o desespero dos haters (nós).

Diego Vieira, o estagiário sob supervisão do estagiário, não gosta de esportes.

A distância entre céu e inferno é de uma jarda

Discursos motivacionais são comuns nos esportes e, claro, no futebol americano isso não é exceção. Nas peças que retratam o jogo – sejam as reais, como documentários, ou as fictícias, como filmes -, isso fica bem claro, já que o discurso motivacional é sempre mostrado como uma parte emocionante que pode decidir o futuro de um time.

Se você assistiu a série Last Chance U, você sabe do que estou falando. A forma como o técnico fala com o elenco após (SPOILERS) a briga ao final da primeira temporada fez com que seus jogadores (e boa parte dos telespectadores) perdessem o respeito por ele. Em contrapartida, no filme Any Given Sunday, Al Pacino fez um discurso motivacional memorável: ele diz que o football é um jogo de centímetros, e esses centímetros fazem a diferença entre a derrota e a vitória. Ao final, a constatação, em tradução livre: “Ou nós nos recuperamos, como um time; ou morremos, como indivíduos.”

E por que estamos falando disso? Bem, você já sabe que trata-se de um preview para a temporada dos Seahawks. E, se você leu a matéria da ESPN, sabe que, em Seattle, o que vem pela frente, está baseado em uma jogada. A interceptação de Malcom Butler, que selou a vitória dos Patriots no Super Bowl, ainda não foi digerida. A incapacidade de alcançar a única jarda que faltava para a consagração acabou por ruir a união e a estabilidade de um elenco que parecia destinado a ainda mais glórias. Hoje os Seahawks já não são mais uma equipe 100% unida. A comissão técnica, que é uma das melhores da NFL, já não tem mais o mesmo respeito de seus jogadores. Tudo isso por conta de uma jogada que, apesar das tentativas dos técnicos e da franquia de dizer o contrário, ainda afeta a equipe de Seattle.

O torcedor dos Seahawks, claro, pode discordar da existência dessa “racha” no elenco, e ele tem o direito de fazê-lo. Mas acreditamos que é um problema real, e temos alguns sinais disso. O ponto central da discussão em Seattle é a insatisfação da defesa – em especial Richard Sherman – com o ataque. Podemos elencar diversos momentos que mostram como os Seahawks vencem o jogo por causa da defesa, mas, quando ela falha, o resultado é negativo.

E, em algumas oportunidades, mesmo com brilhantes atuações da defesa, o ataque não consegue chegar a vitória (todos lembramos do memorável duelo contra os Cardinals no ano passado: 6×6). Russell Wilson é um ótimo quarterback, mas a visão que seus colegas de time na defesa têm sobre ele é essa. E, por causa de uma jogada que deu errado e que levantou questionamentos, os Seahawks entram em 2017 com um grande desafio pela frente: se consagrar, como um time. Se não fossem por aqueles 91 centímetros, a narrativa para esse ano seria outra.

Tentando consertar as coisas.

Amigos do Wilson

No ataque de Seattle, há um grande problema: a linha ofensiva. Durante a carreira de Russell Wilson a unidade foi se desmontando aos poucos, sem reposições à altura. Quando perceberam que a situação estava insustentável, já era tarde demais e o setor já havia se tornado uma porcaria.

Para ajudar a resolver o problema, Germain Ifedi foi escolhido na primeira rodada do draft no ano passado, mas não ajudou muito, embora pelo menos seja alguém com potencial – e não um jogador não-draftado que ninguém nunca ouviu falar. O time também foi atrás de Luke Joeckel, que em Jacksonville foi um bust, mas agora há a expectativa de jogar pelo menos um pouco melhor com Tom Cable como seu técnico.

Já no draft desse ano foi escolhido Ethan Pocic, de origem, mas que pode jogar em diversas posições da linha. Center, aliás, que é a posição mais sólida do conjunto, já que Justin Britt, agora de contrato novo, foi o melhor jogador da OL no último ano. O resto dos jogadores ninguém sabe quem são, tirando a comissão técnica, que vive os trocando de posição esperando que produzam algo que não sacks.

No jogo corrido, Thomas Rawls, que quando esteve em campo – seu maior desafio – foi produtivo, disputa posição com Eddie Lacy, que quando esteve no peso ideal – seu maior desafio – foi produtivo. A dúvida fica por conta de qual dos dois jogadores conseguirá superar seus problemas para produzir no sistema, que depende muito das corridas para funcionar. O grupo conta ainda com o versátil CJ Prosise, que mostrou potencial ano passado até, adivinhem, se machucar.

Russell Wilson não verá nenhuma novidade no corpo de recebedores, sendo os três principais o veterano Doug Baldwin, melhor amigo de Russell desde sua entrada na liga; Paul Richardson, que após começo difícil na carreira parece finalmente ter acordado pra vida; e Tyler Lockett, extremamente veloz mas que perdeu parte da última temporada por lesão. Amara Darboh, escolhido na terceira rodada deste Draft, fecha o grupo. Se quisermos também podemos falar de Jimmy Graham por aqui, tendo em vista que TIGHT END QUE NÃO BLOQUEIA É SÓ UM WIDE RECEIVER QUE COMEU ESPINAFRE.

Amigos do Sherman

A defesa de Seattle dispensa apresentações. Já fazem quatro anos que o grupo é o primeiro da liga em pontos permitidos por jogo, algo que não é alcançado desde os anos 50. O feito é ainda maior se considerarmos que Earl Thomas se machucou na semana 13 da última temporada. Mesmo não sendo evidente nas estatísticas finais, a lesão de Earl foi um golpe duro para o time, que sentiu multa falta do seu melhor jogador nos playoffs, quando Matt Ryan e cia. não tomaram conhecimento da defesa que enfrentaram.

Em nenhum dos três níveis vemos uma grande deficiência e, mesmo assim, os Seahawks ainda reforçaram a defesa com algumas peças no draft. Malik McDowell e Nazair Jones para a linha defensiva; e ainda toda uma nova secundária, com dois Cornerbacks, Mike Tyson e Shaquill Griffin; e dois Safeties, Delano Hill e Tedric Thompson. Esses jogadores devem ver uma quantidade limitada de snaps, já que, com exceção da posição de CB 2, os titulares já estão bem definidos.

Lendo ataques e o Código de Defesa do Consumidor.

Na primeira linha, Ahtyba Rubin e Jarran Reed atuam pelo meio, enquanto Cliff Avril e Michael Benett formam talvez a dupla de pass rushers mais underrated da NFL (não que para eles não haja reconhecimento, mas a verdade é que ambos não são muito lembrados quando discutimos os melhores pass rushers).

Pelo meio, jogam KJ Writght e Bobby Wagner, uma dupla extremamente veloz. Quando um deles não está em campo, a defesa perde consideravelmente. O recém-chegado Michael Wilhoite fecha o corpo de LBs.

Por fim, temos a secundária. A Legion of Boom tem em Richard Sherman, Kam Chancellor e Earl Thomas uma força absurda. É um grupo que rivaliza com unidades como a OL do Dallas Cowboys como o melhor da liga. Aqui, Jeremy Lane deve ser o CB 2, mas não seria surpresa se ele perdesse a posição ao longo do ano.

Palpite: Não sabemos até que ponto os problemas dos Seahawks continuarão, mas, eles certamente não impedirão o time de vencer a fraca divisão. Resta saber se nos playoffs a equipe conseguirá chegar longe, já que nos dois últimos anos Seattle não passou do Divisional. Força para competir com o resto da NFC o elenco com certeza tem e já mostrou isso.

A única OL no caminho da Legion of Boom é a de Seattle

E chegamos ao final dos previews dos times da NFL, assim como chegou ao fim da carreira do sempre polêmico, mas muito eficiente dentro de campo, running back Marshawn Lynch depois de uma temporada em que sofreu muito com lesões e atrapalhou a vida dos repórteres (alegrando a nossa) com seu tradicional “só estou aqui para não ser multado”.

De qualquer forma, mesmo perdendo um de seus melhores jogadores, não é como se o time de John Schneider e Pete Carroll parecesse sentir – sempre parece haver um substituto pronto, como vimos com Brandon Browner para Byron Maxwell para Jeremy Lane, ou com o surgimento de Thomas Rawls substituindo Lynch no ano passado. Ano vai, ano vem, e Seattle novamente parece presença certa nos playoffs e um candidato certo para o Super Bowl.

Obviamente não há uma razão clara apenas para o sucesso dos Seahawks, porque muitas coisas são muito bem-feitas: como o bom trabalho dos coordenadores de Carroll (mais raro nessa liga do que deveria) e a capacidade de encontrar novos jovens jogadores constantemente (terão 16 rookies no time em 2016). E a sorte é uma componente muito presente nesse sucesso também: desde ter encontrado um QB de elite, Russell Wilson, na terceira rodada do draft, que não se machuca nunca, até o erro de Blair Walsh no final do jogo de wildcard – que eu, como torcedor de Minnesota, não superarei tão cedo.

O resto é muito bom, mas a OL é um lixo

Antes de escrever sobre os Seahawks, consultei alguns amigos em busca de alguma história importante que eu tivesse deixado passar durante a pré-temporada, mas além de críticas gratuitas sobre Jimmy Graham (mais a seguir), a única grande impressão que deixaram é: a linha ofensiva que já era ruim conseguiu ficar pior (último lugar no ranking da PFF) com as saídas de Russell Okung (que apesar de ter perdido vários jogos por lesão, tem qualidade) e do já mediano J.R. Sweezy.

O melhor jogador da linha provavelmente é o razoável center Justin Britt, e daí é só ladeira abaixo. O guards serão o rookie German Ifeidi, escolhido no final da primeira rodada, terá sua oportunidade de provar seu valor junto com Mark Glowinski, escolhido no draft de 2015, mas que não jogou muito no ano passado. A situação dos tackles, por último, não dá qualquer esperança: afinal de contas, provavelmente só sabemos que Bradley Sowell e Garry Gilliam existem porque anunciamos já que eles matarão Russel Wilson.

Essa cena deverá ser mais comum essa temporada. E não por vontade de Wilson.

Essa cena deverá ser mais comum essa temporada. E não por vontade de Wilson.

Russel Wilson é a esperança

De qualquer forma, pelo menos na temporada regular contra defesas medianas ou não tão motivadas (difícil fazer os gordões darem o máximo de si o tempo inteiro, né), Wilson deverá ser o suficiente para livrar a cara dessa OL, porque além de realizar um bom trabalho dentro do pocket (mesmo que esse não deva se formar bem), ele trabalha muito bem com as pernas também, como mostram seu rating de 110.1 e suas 553 jardas corridas no ano passado.

Thomas Rawls e Christine Michael também parecem que conseguirão dar um jeito de trabalhar atrás dessa linha, se a preseason e o ano passado são alguma indicação. Rawls conseguiu uma média absurda de 5.6 jardas por corrida quando conseguiu tomar a posição de Lynch no time titular, enquanto Michael parece destinado a finalmente mostrar seu potencial de segunda rodada (depois de muitas idas e vindas nesses 4 anos de NFL), tendo uma média de 6 jardas por corrida nos jogos amistosos de começo de temporada.

Por último, os recebedores, apesar de não serem grandes nomes (a exceção de Jimmy Graham, que foi envolvido numa grande troca em 2015 e até agora só decepcionou entre lesões), são no mínimo extremamente sólidos. Doug Baldwin era um secundário de carreira até assustar a liga com 14 touchdowns no ano passado, enquanto também deveremos ter grandes jogadas de Jermaine Kearse e especialmente Tyler Lockett (664 jardas ano passado), agora em seu segundo ano, que foi o único rookie a ser nomeado All-Pro como retornador.

Legion of Boom versão 5.0

Já faz quatro anos que a defesa do Seattle Seahawks é a que menos sofre pontos na NFL e não há uma razão para acreditar que isso vá mudar, já que considerando que ano passado eles começaram muito mal, com um Kam Chancellor mal preparado por conta de brigas contratuais, e ainda assim deram a volta por cima e chegaram à média (à sua média, obviamente, acima de todos os outros times com seus 17.6 pontos cedidos por jogo – inclusive se lembramos que a defesa dos Broncos é teoricamente a melhor da liga e vencedora do Super Bowl).

Cliff Avril e Michael Bennett retornam à titularidade e assumem novamente a responsabilidade de ser os principais a chegar ao QB adversário, e deverão conseguir mais que os 19 sacks que produziram ano passado, o que só poderá melhorar o desempenho da defesa. Também contarão com a ajuda de Frank Clark para executar bem a sua tarefa, já que o jogador deverá seguir evoluindo em seu segundo ano, além do veterano Chris Clemons, que já teve grandes anos em Jacksonville, especialmente para substituírem a produção de Bruce Irvin, que partiu para Oakland.

O back seven, por último, deverá seguir sendo incrível e o principal responsável por acabar com a vida dos ataques adversários. Os linebackers KJ Wright e Bobby Wagner seguirão dominando todos os níveis de jogo, tornando impossível correr contra e lançar nas rotas curtas e intermediárias.

E tampouco é como se lançar as rotas longas vá ser fácil: Kam Chancellor estará de volta, dessa vez até fazendo uma aparição em dois jogos da pré-temporada, enquanto Earl Thomas seguirá sendo Earl Thomas e Richard Sherman seguirá bloqueando o seu lado do campo, como já é tradicional.

legionofboom

Mais um ano aguentando Richard Sherman e tendo que aplaudir sua arrogância, sim.

Palpite: 12-4 e fé para os playoffs. Entretanto, por mais que a boa campanha garanta a vantagem de jogar pelo menos um dos jogos ao lado da sua infernal torcida, ter problemas com a linha ofensiva é o tipo de coisa que acaba voltando quando a coisa fica séria contra defesas de alto nível e atrapalhando sua vida. É exatamente o que acabará acontecendo com Seattle e não será esse ano que voltarão ao Super Bowl.