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Análise Tática #15 – Semana #8: O tiroteio em Seattle

Mais uma semana de análise tática no Pick Six e dessa vez vamos observar o que aconteceu de mais interessante  no tiroteio de Seattle, onde (infelizmente) o Seahawks venceu o Texans por 41 a 38.

Dentre os quarterbacks o destaque da partida foi o calouro Deshaun Watson, que não se intimidou com o jogo em Seattle e distribuiu bolas para o seu ataque por toda a secundária dos Seahawks. Já Russell Wilson, bem, esse é um veterano com o qual estamos acostumados a presenciar coisas mágicas, principalmente com as cinco CATRACAS HUMANAS a sua frente.

Bill O’Brien, que depois de anos brincando com uma bola de meia, finalmente ganhou uma de couro oficial CAMPO TOTAL 90™, abusou das formações com shifts e motions, com o objetivo de criar situações de leituras favoráveis para seu quarterback. Afinal, técnicos são pagos exatamente para isso, criar situações favoráveis em seu ataque e não rezar para que elas simplesmente aconteçam (estou falando com você mesmo, Rob Chudzinski).

  • Nota da edição: Rob Chudzinski é o coordenador ofensivo dos Colts. Ele é péssimo. Já foi até head coach dos Browns. 

A primeira jogada a ser revisada nessa semana é o TD recebido por Will Fuller logo no drive inicial. Se você acompanha análises táticas de NFL há mais tempo, sabe que a defesa de Seattle é baseada em coberturas single-high, em que Earl Thomas é responsável por patrulhar a secundária, enquanto Kam Chancellor se preocupa com o box. Richard Sherman e o quarto elemento jogam em zona, o que configurará ao todo um cover-3, ou em mano-a-mano, resultando em cover-1.

E se você por acaso também joga Madden (paga nóis, EA Sports), sabe que a melhor forma de combater a cover 3/cover 1 é utilizar rotas verticais que se cruzam na direção do posicionamento do safety single-high. Isso fará com que o mesmo tenha que escolher seu marcador. É exatamente esse matchup que Bill O’Brien cria para que Deshaun Watson o explore. Em uma situação que provavelmente deveria ser uma cover 1 (observe Thomas sozinho no lado esquerdo da imagem, enquanto Richard Sherman realiza a press coverage em DeAndre Hopkins e Shaquill Griffin respeita a velocidade de Will Fuller).

Will Fuller, marcado como recebedor X e o guerreiro marcado como Y combinam rotas fly e post respectivamente, e estas se cruzam à frente de Earl Thomas. No momento em que as rotas se cruzam, Earl Thomas ataca a post ao ler os olhos do QB e deixa Will Fuller sozinho contra Griffin, que é batido facilmente na velocidade. Touchdown Houston Texans.

Cerca de 2 minutos de tempo de jogo depois, 10:21 do primeiro quarto, com o ataque dos Texans em campo, Earl Thomas empatou o jogo com uma pick six. Houston apresenta 3 recebedores do lado esquerdo enquanto o TE Ryan Griffin no lado direito também executará rota. O alvo principal da jogada é Hopkins saindo do slot na rota dig. (“Recebedor principal saindo do slot?” – você deve estar pensando. Sim, técnicos com o mínimo de noção trazem seus WR1 muito mais ágeis que os defensores para o slot em busca de matchups favoráveis, se os mesmos possuírem os atributos físicos necessários – oi de novo, Rob Chudzinski!). Seattle responde com uma cobertura cover 2 – man.

Earl Thomas lê os olhos do QB mais uma vez, pelo fato de estar em zona, pula na rota perfeitamente e conta com os bloqueios para anotar seu touchdown.

Agora vamos observar Russell Wilson e sua saga para sobreviver diante de cinco pessoas que não possuem a coordenação necessária nem para bloquear spam no e-mail, quanto mais atletas de mais de 100 kg. Devido a essa dificuldade, o QB de Seattle (Mr. Nanobubbles) costuma executar passes no tanto MENTIROSOS: bolas que flutuam por minutos e não são interceptadas, passes completos em cobertura tripla, coisas do gênero.

Primeiro quarto com 02:11 restantes, Seattle em fomação de empty backfield 2×3 – pois ajuda na proteção do passe para quê, né? – O plano inicial era executar o conceito curl-flats, mas devido à inépcia da linha ofensiva, toda jogada é perdida. O sack só não ocorreu devido ao atleticismo de Russell Wilson em escapar da pressão, e por que provavelmente os recebedores dos Seahawks treinam improvisações de rotas.

Paul Richardson percebem o espaço deixado no meio da endzone e se dirige para lá, enquanto Russell Wilson acerta passe de 30 jardas após escapar com roll-out para a esquerda. Arremesso contra o movimento do corpo (como não manda o manual) e perfeito.

Voltando a Deshaun Watson, vamos observar o que aconteceu em seu segundo touchdown para Will Fuller, mais um exemplo de como O’Brien usou shifts para dar leituras diferentes para a Legion of Boom. Manter defesas em dúvidas sobre o que vem a seguir é um dos princípios básicos do futebol americano (viu, Chuck Pagano?).

Se você leu o texto sobre a implodida dos Falcons contra os Dolphins, observou a situação do fake motion. Aqui, Deshaun Watson utiliza esse artifício para manter o edge rusher preocupado também com o flat, permitindo que as rotas em profundidade se desenvolvam. Will Fuller realiza uma rota post/corner e recebe um excelente passe fora do alcance do defensor.

Por fim, voltemos a Russell Wilson e observemos como TEs devem ser utilizados na redzone. Sobrando 26 segundos para o fim de jogo Seattle precisava do TD para virar a partida. Russell Wilson já tinha sobrevivido de maneiras inimagináveis com seus passes teleguiados e estava na linha de 18 jardas do campo de ataque em uma 1st & 10.

Quanto ao conceito, nada mais que o four verticals velho de guerra. Uma variação é apresentada já que uma rota go entre as hashmarks também é conhecida como rota seam. A magia do ataque em no-huddle faz com que a defesa de Houston não consiga colocar a cobertura adequada. Jimmy Graham, que apesar de frequentador do prêmio Dez Bryant da Semana (nota da edição: nem disso ele é digno, mas que bom que foi feito o jabá), só tem o trabalho de vencer um linebacker (menor e mais lento).

Até aquela sua tia que anda esquisito pegava esse.

Repare que em uma situação de cobertura normal, haveria tempo para que Jadeveon Clowney conseguisse o sack, já que os indivíduos da linha de Seattle são desprovidos da capacidade de bloquear dentro das regras do esporte. Ainda houve tempo para Deshaun Watson ser interceptado em uma tentativa desesperada de ganhar o jogo em 20 segundos. Seattle avança para 5-2 na temporada, para o desespero dos haters (nós).

Diego Vieira, o estagiário sob supervisão do estagiário, não gosta de esportes.

Semana #3: os melhores piores momentos

A semana 3 já virou história. Entenda como quiser.

Porém, ao contrário dos milhões de veículos que falaram sobre a rodada da NFL (abraço para os amigos do Jornal Nacional, em especial William Bonner, leitor frequente do site), você sabe que aqui não teremos os melhores momentos ou uma análise política do que vem acontecendo nos EUA.

Sem mais enrolações, vamos para o que de pior aconteceu na rodada!

1 – Começando com o pé direito – Los Angeles Rams @ San Francisco 49ers

Antes do jogo todos nós, especialistas, acreditávamos que seria uma pelada. Talvez a partida não tenha sido a mais técnico da história do futebol americano, mas certamente foi a mais divertido da temporada (pelo menos até então).

Mesmo vencendo o jogo, os Rams protagonizaram um show de horrores. Especificamente os Special Teams dos Rams protagonizaram um show de horrores. Foram três turnovers gerados por algo que acreditamos ser ruindade aliada a burrice extrema. Confira conosco no replay:

Tavon Austin (sempre divertido lembrar do seu salário) não conseguiu segurar um punt e a bola ficou com San Francisco. Clique aqui para ver a merda sendo feita.

O guerreiro #10 dos Rams não percebeu que era só não fazer merda que a vitória estaria encaminhada e retornou o kickoff. A bola acabou com os 49ers. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte II.

São necessários muitos idiotas juntos para que um Onside Kick não seja recuperado. Verifique por conta própria os responsáveis pela pataquada. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte III.

Devolvam o Special Teams dos Rams que aprendemos a amar e respeitar.

2 – Richard Sherman: vai chorar na cama que é lugar quente.

Sherman conseguiu algo que poucos jogadores podem se orgulhar de ter no currículo. Ele cometeu três faltas em uma mesma jogada. Sua inteligência anulou uma interceptação do próprio time e ainda catapultou o ataque dos Titans da própria linha de 44 para a linha adversária de 30 jardas. Gênio.

Durante a jogada, ele cometeu uma pass interference e, após a INT, um holding.

Não satisfeito com as marcações dos juízes, ele reclamou e foi advertido por conduta antidesportiva.

3 – O mundo está repleto de imbecis.

O título é autoexplicativo.

3.1 – Por que alguns defensores são tão idiotas?

Uma coisa que nos incomoda – e deveria incomodar você também -, é quando algum defensor é batido, mas, por algum motivo que não a ação dele próprio na jogada, o passe é incompleto. A câmera então corta para esse defensor e ele celebra como se tivesse feito algo extraordinário. Não fez.

Na jogada que separamos vemos que o CB (desconhecido para nós) está um ou dois passos atrás do recebedor, mas o passe é muito longo e o avanço é zero. Isso não impede o jovem guerreiro #20 de achar que ele fez um ótimo trabalho.

3.2 – Ainda sobre comemorações idiotas de gente imbecil.

Quanto mais palavras dedicarmos a esse jovem, mais perderemos. Basicamente, o imbecil não viu o pedido de fair catch e fez um tackle nervoso. Saiu comemorando, até o momento que percebeu a bandeirinha amarela. Tem que malhar mais o cérebro e menos o braço, colega.

Como eu sou burro!

3.3 – Soltando a bola na beira da endzone 2: o inimigo agora é outro.

O lance mais sensacional da semana 3 ficou por conta do imbecil que esqueceu que você só marca touchdown quando entra na endzone. A jogada é inexplicável e só dá para entender vendo.

4 – Andy Dalton: ele é quem pensamos que ele era.

Pela terceira vez seguida, o famoso hat-trick, Andy Dalton está nos piores momentos da semana.

Dessa vez foi por não ver um recebedor livre logo a sua frente. Talvez a jogada não estivesse aqui se não fosse o ótimo trabalho de Tony Romo, que mostrou como Andy Dalton é burro – ou cego.

5 – Imagens que trazem PAZ.

5.1 –  Porque ver Pacman Jones passando vergonha é muito divertido.

5.2 – Todo mundo já ficou para trás quando andando em grupo porque parou pra amarrar o cadarço. Na NFL esse problema também existe.

5.3 – Se você vai ser um Linebacker ruim, pelo menos seja discreto. Além disso, o site não gosta de LBs que escolhem camisas na casa dos 40. Por tudo isso, sempre que possível traremos Alex Anzalone passando vergonha.

5.4 – Não é um momento horrível, mas ver Larry Fitzgerald em campo é muito divertido. Nesta jogada, ficou feio para o CB. Amamos você, Fitz.

6 – Virou passeio.

Porque nenhum fake punt com uma vantagem de 37 pontos deve passar batido. Parabéns ao Jacksonville Jaguars pela iniciativa. Tem é que pisar no pescoço mesmo.

7 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O único prêmio que premia uma atuação desastrosa de um jogador de renome.

Cam Newton lançou três interceptações – uma delas de forma muito especial – contra o que os Saints alegam ser uma defesa. Isso colaborou para que Carolina marcasse apenas 13 pontos contra New Orleans. Talvez os tempos de MVP nunca voltem mais. Parabéns, Cam!

Chateado.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

A distância entre céu e inferno é de uma jarda

Discursos motivacionais são comuns nos esportes e, claro, no futebol americano isso não é exceção. Nas peças que retratam o jogo – sejam as reais, como documentários, ou as fictícias, como filmes -, isso fica bem claro, já que o discurso motivacional é sempre mostrado como uma parte emocionante que pode decidir o futuro de um time.

Se você assistiu a série Last Chance U, você sabe do que estou falando. A forma como o técnico fala com o elenco após (SPOILERS) a briga ao final da primeira temporada fez com que seus jogadores (e boa parte dos telespectadores) perdessem o respeito por ele. Em contrapartida, no filme Any Given Sunday, Al Pacino fez um discurso motivacional memorável: ele diz que o football é um jogo de centímetros, e esses centímetros fazem a diferença entre a derrota e a vitória. Ao final, a constatação, em tradução livre: “Ou nós nos recuperamos, como um time; ou morremos, como indivíduos.”

E por que estamos falando disso? Bem, você já sabe que trata-se de um preview para a temporada dos Seahawks. E, se você leu a matéria da ESPN, sabe que, em Seattle, o que vem pela frente, está baseado em uma jogada. A interceptação de Malcom Butler, que selou a vitória dos Patriots no Super Bowl, ainda não foi digerida. A incapacidade de alcançar a única jarda que faltava para a consagração acabou por ruir a união e a estabilidade de um elenco que parecia destinado a ainda mais glórias. Hoje os Seahawks já não são mais uma equipe 100% unida. A comissão técnica, que é uma das melhores da NFL, já não tem mais o mesmo respeito de seus jogadores. Tudo isso por conta de uma jogada que, apesar das tentativas dos técnicos e da franquia de dizer o contrário, ainda afeta a equipe de Seattle.

O torcedor dos Seahawks, claro, pode discordar da existência dessa “racha” no elenco, e ele tem o direito de fazê-lo. Mas acreditamos que é um problema real, e temos alguns sinais disso. O ponto central da discussão em Seattle é a insatisfação da defesa – em especial Richard Sherman – com o ataque. Podemos elencar diversos momentos que mostram como os Seahawks vencem o jogo por causa da defesa, mas, quando ela falha, o resultado é negativo.

E, em algumas oportunidades, mesmo com brilhantes atuações da defesa, o ataque não consegue chegar a vitória (todos lembramos do memorável duelo contra os Cardinals no ano passado: 6×6). Russell Wilson é um ótimo quarterback, mas a visão que seus colegas de time na defesa têm sobre ele é essa. E, por causa de uma jogada que deu errado e que levantou questionamentos, os Seahawks entram em 2017 com um grande desafio pela frente: se consagrar, como um time. Se não fossem por aqueles 91 centímetros, a narrativa para esse ano seria outra.

Tentando consertar as coisas.

Amigos do Wilson

No ataque de Seattle, há um grande problema: a linha ofensiva. Durante a carreira de Russell Wilson a unidade foi se desmontando aos poucos, sem reposições à altura. Quando perceberam que a situação estava insustentável, já era tarde demais e o setor já havia se tornado uma porcaria.

Para ajudar a resolver o problema, Germain Ifedi foi escolhido na primeira rodada do draft no ano passado, mas não ajudou muito, embora pelo menos seja alguém com potencial – e não um jogador não-draftado que ninguém nunca ouviu falar. O time também foi atrás de Luke Joeckel, que em Jacksonville foi um bust, mas agora há a expectativa de jogar pelo menos um pouco melhor com Tom Cable como seu técnico.

Já no draft desse ano foi escolhido Ethan Pocic, de origem, mas que pode jogar em diversas posições da linha. Center, aliás, que é a posição mais sólida do conjunto, já que Justin Britt, agora de contrato novo, foi o melhor jogador da OL no último ano. O resto dos jogadores ninguém sabe quem são, tirando a comissão técnica, que vive os trocando de posição esperando que produzam algo que não sacks.

No jogo corrido, Thomas Rawls, que quando esteve em campo – seu maior desafio – foi produtivo, disputa posição com Eddie Lacy, que quando esteve no peso ideal – seu maior desafio – foi produtivo. A dúvida fica por conta de qual dos dois jogadores conseguirá superar seus problemas para produzir no sistema, que depende muito das corridas para funcionar. O grupo conta ainda com o versátil CJ Prosise, que mostrou potencial ano passado até, adivinhem, se machucar.

Russell Wilson não verá nenhuma novidade no corpo de recebedores, sendo os três principais o veterano Doug Baldwin, melhor amigo de Russell desde sua entrada na liga; Paul Richardson, que após começo difícil na carreira parece finalmente ter acordado pra vida; e Tyler Lockett, extremamente veloz mas que perdeu parte da última temporada por lesão. Amara Darboh, escolhido na terceira rodada deste Draft, fecha o grupo. Se quisermos também podemos falar de Jimmy Graham por aqui, tendo em vista que TIGHT END QUE NÃO BLOQUEIA É SÓ UM WIDE RECEIVER QUE COMEU ESPINAFRE.

Amigos do Sherman

A defesa de Seattle dispensa apresentações. Já fazem quatro anos que o grupo é o primeiro da liga em pontos permitidos por jogo, algo que não é alcançado desde os anos 50. O feito é ainda maior se considerarmos que Earl Thomas se machucou na semana 13 da última temporada. Mesmo não sendo evidente nas estatísticas finais, a lesão de Earl foi um golpe duro para o time, que sentiu multa falta do seu melhor jogador nos playoffs, quando Matt Ryan e cia. não tomaram conhecimento da defesa que enfrentaram.

Em nenhum dos três níveis vemos uma grande deficiência e, mesmo assim, os Seahawks ainda reforçaram a defesa com algumas peças no draft. Malik McDowell e Nazair Jones para a linha defensiva; e ainda toda uma nova secundária, com dois Cornerbacks, Mike Tyson e Shaquill Griffin; e dois Safeties, Delano Hill e Tedric Thompson. Esses jogadores devem ver uma quantidade limitada de snaps, já que, com exceção da posição de CB 2, os titulares já estão bem definidos.

Lendo ataques e o Código de Defesa do Consumidor.

Na primeira linha, Ahtyba Rubin e Jarran Reed atuam pelo meio, enquanto Cliff Avril e Michael Benett formam talvez a dupla de pass rushers mais underrated da NFL (não que para eles não haja reconhecimento, mas a verdade é que ambos não são muito lembrados quando discutimos os melhores pass rushers).

Pelo meio, jogam KJ Writght e Bobby Wagner, uma dupla extremamente veloz. Quando um deles não está em campo, a defesa perde consideravelmente. O recém-chegado Michael Wilhoite fecha o corpo de LBs.

Por fim, temos a secundária. A Legion of Boom tem em Richard Sherman, Kam Chancellor e Earl Thomas uma força absurda. É um grupo que rivaliza com unidades como a OL do Dallas Cowboys como o melhor da liga. Aqui, Jeremy Lane deve ser o CB 2, mas não seria surpresa se ele perdesse a posição ao longo do ano.

Palpite: Não sabemos até que ponto os problemas dos Seahawks continuarão, mas, eles certamente não impedirão o time de vencer a fraca divisão. Resta saber se nos playoffs a equipe conseguirá chegar longe, já que nos dois últimos anos Seattle não passou do Divisional. Força para competir com o resto da NFC o elenco com certeza tem e já mostrou isso.

O caminho até o Hall da Fama: 7 jogadores que não estarão lá

Em meio ao período de inatividade da NFL há muito pouco que se discutir. Vez ou outra surge alguma notícia bombástica, algo como “técnico X diz que jogador Y está tendo uma ótima offseason”. O resto do tempo é preenchido por training camps e gifs inúteis.

Neste cenário de vazio em nossas almas e corações, não espere nenhuma notícia ou análise profunda sobre um tópico qualquer, ainda mais neste site desprezível que você aprendeu a amar. Mas, claro, não é porque estamos lhe dizendo que esse texto não fala sobre algo importante que você precisa parar de lê-lo: por ser uma lista, você pode só passar o olho nos nomes, não ler explicação alguma e ir diretamente as redes sociais do autor ofendê-lo.

(Sério, tá aqui o link).

Não, seu jogador preferido não está no Hall da Fama, trouxa!

Um dos tópicos que pode despertar maior paixão em torcedores é o Hall da Fama. Só de falar isso você já consegue escutar de longe um apaixonado pelo San Diego Chargers (R.I.P) gritando que Phillip Rivers é melhor que Eli Manning. Pode até ser, mas quem vai ter um busto em Canton e a jaqueta dourada daqui a alguns anos será o homem que nos deu a alegria de ver Tom Brady derrotado em um Super Bowl. Duas vezes.

Então, com o intuito de iluminá-lo, após um estudo extenso e com diversas bases científicas, preparamos uma lista com alguns nomes que, além de Rivers, não estarão em Canton. Pode se desesperar.

1. Andrew Luck

O barbudo mais bonito da liga entrou na NFL com toda a carreira já programada: o melhor prospecto da história seria um dos melhores QBs da história, que venceria inúmeros Super Bowls e terminaria com um dos bustos mais belos do Hall da Fama.

Pena que esqueceram de combinar isso com o time que o draftou. O Indianapolis Colts, que outrora já contou com a tríade de pior comando (Irsay-Grigson-Pagano) em qualquer liga esportiva, não tem ajudado Luck em sua jornada. A menos que Chris Ballard consiga dar um golpe em Jim Irsay ou Chuck Pagano nasça novamente, a tendência é que a miséria de Andrew seja mantida.

Chance de estarmos errados: 12%

2. Richard Sherman

Não negamos: é um excelente jogador. Mas talvez não tão bom quanto ele imagine. Porém, fora (e às vezes até mesmo dentro de campo), é chato pra caralho. Toda essa chatice fará com que eventualmente os Seahawks fiquem cansados e o troquem por um pacote de balas com alguma franquia irrelevante, que marcam presença naquela lista intitulada “franquias-com-que-ninguém-se-importa” (oi, Tennessee Titans!), evitando com que Richard se dirija para a eternidade. Quando ele perceber que não será selecionado, certamente brigará com o comitê, que o deixará de fora para sempre.

Chances de estarmos errados: 25%

3. Dez Bryant

Dez muitas vezes figura no topo da lista de algumas pessoas como melhor WR da NFL. Mas a verdade é que ele não tem uma temporada com mais de 1000 jardas desde 2015. Você pode inventar qualquer tipo de desculpa, porém os números mostra que mesmo se jogasse os 16 jogos no último ano, pela sua média, não chegaria a famigerada marca.

TY Hilton, por exemplo, que você provavelmente acha que é um WR mais “do meio do pacote”, tem números mais consistentes. Aceitem: Bryant terminará sua carreira na NFL lembrado por um drop e não tem nada que os torcedores dos Cowboys possam fazer pra mudar isso.

Chance de estarmos errados: nenhuma (0%). Podem cobrar.

4. Le’Veon Bell

Tido por muitos como o melhor RB da liga, algo compreensível, já que ninguém assiste os Cardinals pra ver que David Johnson é melhor, Bell só teve duas temporadas com mais de 1000 jardas terrestres – e só jogou mais do que 13 jogos uma vez em sua carreira, já tendo inclusive cumprido uma suspensão por acender um cigarro diferenciado.

Por não se manter saudável e considerando a pouca vida útil dos running backs na liga, podemos tirar as pretensões do menino Le’Veon de receber uma jaqueta dourada. No entanto, seus companheiros de equipe, Ben e Antonio, terão o acessório para mostra a ele no reencontro do Super Bowl que venceram juntos. Ah, Bell também não tem Super Bowl para alavancar suas credenciais.

Sad, but true.

Chances de estarmos errados: 26%

5. Travis Kelce

Travis Kelce era a principal arma do ataque mais chato da NFL até a chegada do garoto-foguete Tyreek Hill. Não sabemos em que mundo ser a válvula de escape de Alex Smith leva alguém até Canton. Além disso, Kelce só teve uma temporada com mais de 1000 jardas na carreira.

Chance de estarmos errados: 35% (tudo depende de quando Alex Smith for chutado de Kansas City)

6. Gerald McCoy

Gerald McCoy é um excelente jogador e poderia muito bem acabar no Hall da Fama. Mas, pense bem: quando te perguntam sobre um bom jogador, mesmo um defensor, você NUNCA pensa nele. Quando por um acaso do destino, ele habita sua mente, você até poderá vislumbrar sua habilidade, mesmo não tendo visto um jogo dos Bucanneers nos últimos quatro anos.

Chance de estarmos errados: 20%

7. Jimmy Graham

O mundo está dividido entre duas pessoas: as que sabem e as que não sabem que Jimmy Graham é overrated. Além de não ter noção alguma da “arte de bloquear”, o cidadão só teve duas de suas oito temporadas na liga com mais de 1000 jardas. Isso sendo uma TORRE e jogando com dois QBs baixos. Graham é apenas um bom jogador, e qualquer oportunidade que temos de trazer essa realidade deve ser aproveitada.

Chance de estarmos errados: 0,1%

7.1 Mike McCarthy

Ele treinou Brett Favre e Aaron Rodgers. É o famoso “assim até eu”. Mesmo tendo uma jornada longa na liga e vencendo um Super Bowl (acreditamos que o playcalling MEDROSO não permitirá um novo Lombardi), McCarthy ficará de fora do Hall da Fama, onde só os verdadeiros grandes técnicos podem pisar.

Chance de estarmos errados: 5%

Descubra: o editor odeia um desses caras.

Bônus:

8. Jogador que estará no Hall da Fama, quer você queira ou não, quer você goste ou não:

Justin Tucker. Assista ele acertando um FG qualquer de 830 jardas e tente discordar.

Chance de estarmos errados: menor do que no caso do Dez Bryant.

Top Pick Six #2: os 15 melhores CBs da NFL

Continuando a série de rankings de jogadores, iniciada com nossa lista com os melhores WRs da NFL contemporânea, agora listamos os 15 melhores cornerbacks em atividade na NFL, pensando na temporada de 2017.

Os cornerbacks são jogadores de defesa responsáveis por cobrir as laterais do campo, normalmente alinhando contra os WRs. Os principais nomes na história da posição são Dick LeBeau, Deion “Prime Time” Sanders, Mel Blount, Dick Lane, Rod Woodson, Charles Woodson, entre outros.

Nos mesmos moldes da lista que fizemos dos WR, ao todo 8 pessoas fizeram uma lista com seus 15 melhores entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado por ranking!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Vinicius. Vamos ao que interessa!

15° Morris Claiborne
– | – | – | 12 | 9 | – | – | 6
Time: New York Jets
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 1, pick 6
College: LSU
Career Stats: 151 tackles, 4 INT, 27 passes defendidos, 1 fumble forçado, 3 fumbles recuperados, 1 TD.

Abrindo nosso top 15 está Morris Claiborne. O atleta que nesta offseason trocou o Cowboys pelo Jets, poderia até estar mais bem colocado, não fosse a sequência de lesões que teve ao longo de sua carreira: tendão patelar, tornozelo e coxa. Talvez por isso e apenas três “eleitores” citaram Claiborne no ranking e, como dois o colocaram no top 10, Morris acabou entrando na classificação final.

14° Darius Slay
14 | 12 | 13 | 14 | – | – | 5 | –
Time: Detroit Lions
Idade: 26 anos
Draft: 2013, round 2, pick 36
College: Mississippi State
Career Stats: 198 tackles, 6 INT, 48 passes defendidos, 0 TD

Hoje um dos melhores atletas da posição, Slay teve um início de carreira mais lento, iniciando a temporada de 2013 como reserva, quando começou como starter apenas quatro jogos. Em 2016 assinou uma extensão de contrato com os Lions no valor de 50,2 milhões de dólares, claramente bem pagos ao atleta com 6 INT na carreira e uma das principais peças da defesa de Detroit.

Big Play Slay.

13° Jason Verrett
13 | 14 | 9 | – | 11 | – | 8 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 25 anos
Draft: 2014, round 1, pick 25
College: TCU
Career Stats: 79 tackles, 5 INT, 19 passes defendidos, 1 TD

Verrett, uma estrela em ascensão, com certeza estaria rankeado mais alto, não fosse a lesão que sofreu em outubro do ano passado. O rompimento do ligamento cruzado do joelho o tirou da temporada, e claramente preocupa o Chargers, visto que a recuperação dessa cirurgia é lenta e pode tirar a segurança do atleta.

TOP PICK SIX 1: Os 15 melhores WRs da NFL

12° Jalen Ramsey
9 | – | 11 | 8 | – | 11 | 15 | –
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 22 anos
Draft: 2016, round 1, pick 5
College: Florida State
Career Stats: 65 tackles, 2 INT, 14 passes defendidos, 1 fumble forçado, 1 TD.

Draftado no ano passado, Ramsey deu uma nova cara para a defesa contra o passe dos Jaguars. Na primeira temporada já anotou 2 INT, um TD, e jogou como veterano a partir da metade de 2016. Seu jogo deve ser desenvolvido ainda mais em 2017 e com isso o Jaguars volta a ter esperanças de classificar-se aos playoffs, após uma campanha pífia em ano passado.

11° Janoris Jenkins
12 | 13 | 5 | – | 5 | 5 | – | –
Time: New York Giants
Idade: 28 anos
Draft: 2012, round 2, pick 39
College: North Alabama
Career Stats: 306 tackles, 13 INT, 67 passes defendidos, 2 sacks, 7 TDs.

O veterano Jenkins, que começou sua carreira nos Rams, hoje defende os Giants. Sua melhor temporada foi a de estreia, em 2012, mas em geral, Janoris vem sendo um jogador regular, com bons números. No ano passado, pelos Giants, anotou 3 INTs e fez grandes jogos contra bons WRs, como quando segurou A.J. Green em apenas 23 jardas. Muita divergência de opiniões nesse jogador, com três colocando Jankins no top 5, 2 no top 15, e três deixando-o fora da lista.

10° Casey Hayward
11 | 6 | 12 | 10 | 8 | 9 | 12 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 2, pick 62
College: Vanderbilt
Career Stats: 226 tackles, 16 INT, 55 passes defendidos, 1 fumble forçado, 2 TDs.

Draftado pelos Packers em 2012, Hayward teve o melhor ano da carreira em 2016, atuando pelos Chargers, quando anotou 7 INTs. Jogador extremamente habilidoso, Hayward vem crescendo a cada ano e deve ser uma das principais peças da defesa do Los Angeles (como é estranho escrever isso) Chargers em 2017.

09° A.J. Bouye
8 | 11 | – | 6 | 4 | 10 | – | 4
Time: Houston Texans
Idade: 25 anos
Draft: 2013, Undrafted
College: UCF
Career Stats: 140 tackles, 6 INTs, 32 passes defendidos, 1 sack, 1 fumble forçado, 1 TD

Outro atleta em ascensão, Boyue ocupa a nona posição de nosso ranking. Pode ser uma das mais valiosas peças da defesa dos Texans em 2017, mesmo não tendo o mesmo hype que J.J. Watt e Jadeveon Clowney. De qualquer forma, seu valor será testado na Free Agency.

08° Josh Norman
10 | 9 | 3 | 9 | 13 | – | 7 | 7
Time: Washington Redskins
Idade: 29 anos
Draft: 2012, round 5, pick 143
College: Coastal Carolina
Career Stats: 248 tackles, 10 INT, 56 passes defendidos, 6 fumbles forçado, 2 TDs

Se o ranking tivesse sido feito enquanto Norman estava em Carolina, certamente ele teria sido ranqueado mais alto. Mas em Washington, apesar de ter jogado bem, ele não foi o mesmo jogador e isso pode ter tirado um pouco a confiança de todos que o ranquearam aqui. Cadu o colocou em terceiro e o Felipe sequer o mencionou, então parece que a metade do ranking é uma posição justa para Norman.

07° Richard Sherman
7 | 5 | 7 | 11 | – | 8 | 3 | 12
Time: Seattle Seahawks
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 5, pick 154
College: Stanford
Career Stats: 332 tackles, 30 INT, 92 passes defendidos, 5 fumbles forçado, 2 TDs

Um dos atletas mais bem pagos da posição e também um dos mais polêmicos da liga, Sherman faz parte de uma defesa sensacional como conjunto – Ivo mesmo acredita que o Sherman só é quem é, por ser produto do Earl Thomas. A verdade é Sherman, mesmo com um título da NFL no currículo, não está no top 5 da posição pra 2017. Mesmo assim, baita carreira pra um atleta draftado no round 5.

06° Malcolm Butler
2 | 7 | 2 | – | 6 | 7 | 13 | 2
Time: New England Patriots
Idade: 26 anos
Draft: 2014, Undrafted
College: West Alabama
Career Stats: 145 tackles, 6 INT, 35 passes defendidos, 1 fumble forçado, 1 sack, 0 TDs

Iniciando na NFL como undrafted, esse achado do Tio Bill (mais um) foi o grande responsável pela vitória do Patriots contra os Seahawks no Super Bowl XLIX, quando interceptou uma bola na goal line faltando 20 segundo para o término do jogo. De lá pra cá, só melhorou e tem sido um shutdown corner desde então, fato este que motivou três votantes a colocá-lo no top 3.

05° Marcus Peters
3 | 1 | 8 | 4 | 15 | 1 | 9 | 13
Time: Kansas City Chiefs
Idade: 24 anos
Draft: 2015, round 1, pick 18
College: Washington
Career Stats: 105 tackles, 14 INT, 46 passes defendidos, 2 fumbles forçado, 2 TDs

Um atleta brilhante, Peters anotou 8 INTs e 2 TDs em sua temporada de estreia pelos Chiefs, fechando o ano como líder de INTs na posição. Em 2016, nova boa temporada, o que deve fazer o número de interceptações por ele realizadas baixarem nos próximos anos, já que os QBs vão começar a evitá-lo. Excelente jogador, merece estar no top 5.

Dança da manivela.

04° Xavier Rhodes
5 | 3 | 10 | 3 | 7 | 4 | 10 | 8
Time: Minnesota Vikings
Idade: 26 anos
Draft: 2013, round 1, pick 25
College: Florida State
Career Stats: 207 tackles, 7 INT, 50 passes defendidos, 2 fumbles forçados, 1 TDs

Rhodes elevou o nível do seu jogo em 2016 e com isso garantiu a posição 4 no nosso ranking. O atleta do Vikings foi draftado no primeiro round em 2013 e foi fundamental pra transformar a defesa do time e Minnesota em uma das melhores da liga, especialmente na primeira metade do ano passado.

TOP PICK SIX #3: Os 15 melhores TEs da NFL

03° Chris Harris Jr.
6 | 8 | 4 | 7 | 3 | 2 | 1 | 5
Time: Denver Broncos
Idade: 27 anos
Draft: 2011, Undrafted
College: Kansas
Career Stats: 373 tackles, 14 INTs, 66 passes defendidos, 3.5 sacks, 3 TDs

Com excelentes campanhas com o Denver Broncos desde 2011, inclusive um título da NFL, conquistado no Super Bowl 50 contra os Panthers, Harris é um atleta de alto nível e que merece abrir o top 3. Jogando com outro bom cornerback (Talib), Harris foi ao Pro Bowl nas últimas três temporadas e em 2017 terá experiência suficiente para ser o melhor da liga.

02° Aqib Talib
4 | 4 | 1 | 1 | 1 | 6 | 4 | 1
Time: Denver Broncos
Idade: 31 anos
Draft: 2008, round 1, pick 20
College: Kansas
Career Stats: 394 tackles, 33 INTs, 111 passes defendidos, 3 fumbles forçados, 9 TDs

Com 9 TDs e 33 INTs na carreira, Aqib Talib é um monstro e foi o mais votado como melhor CB para 2017. Não ganhou pela média, mas é justíssima sua segunda colocação. Talib é um dos cabeças da defesa de Denver ao lado de Von Miller e pode jogar pelo menos mais um ano em alto nível.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

01° Patrick Peterson
1 | 2 | 6 | 2 | 2 | 3 | 2 | 3
Time: Arizona Cardinals
Idade: 26 anos
Draft: 2011, round 1, pick 5
College: LSU
Career Stats: 297 tackles, 20 INTs, 63 passes defendidos, 2 sacks, 5 TDs (4 retornando)

Até podemos questionar, mas no fundo é justíssimo ele ser o mais cotado para ser o melhor CB de 2017. Os números de 2016 não impressionam tanto, mas Peterson já está em um patamar em que os QBs adversários evitam lançar em sua direção. Sem contar que ele é o único CB decente dos Cardinals e com Mathieu lesionado, era esperada uma queda de rendimento do sistema defensivo. De qualquer forma, a pick 5 do draft de 2011 vem fazendo jus a posição que foi escolhido.

Algumas curiosidades do ranking:

– Nenhum jogador foi unanimidade no top 3, nem no top 5;
– Somente 4 jogadores foram unanimidades no top 10: Peterson, Talib, Harris Jr., Rhodes;
– Somente 5 jogadores são comuns aos 8 rankings (Peterson, Talib, Harris Jr., Rhodes, Peters);
– Um total de 28 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;
– O top 15 contempla 7 jogadores da NFC e 9 da AFC;
– 7 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts (Peterson, Talib, Rhodes, Peters, Ramsey, Verrett, Claiborne);
– 3 jogadores não foram draftados (Bouye, Butler, Harris Jr.);
– Somente 4 são campões do Super Bowl (Talib, Harris Jr., Butler, Sherman);
– Marcus Peters e Malcolm Butler são os dois jogadores que aparecem com maior diferença de posição entre dois rankings: Peters foi colocado em primeiro pelo Digo e Felipe e em décimo quinto pelo Ivo. Butler foi colocado em segundo pelo Xermi, Cadu e Vinicius, e não aparece no ranking do Murilo;
– Aqib Talib foi o jogador mais citado como número 1, em 4 dos 8 rankings;
– Apenas dois times, Broncos e Chargers, ambos da AFC West, tiveram 2 jogadores entre o top 15: Talib/Harris Jr., e Verrett/Heyward. A dupla Talib e Harris Jr. está no top 3;
– Ficaram fora do top 15, em ordem: Brent Grimes (TB), Desmond Trufant (ATL), Sean Smith (OAK), Dominique Rodgers-Cromartie (NYG), Brandon Carr (DAL), Prince Amukamara (JAX), Tramaine Brock (SF), Jimmy Smith (BAL), David Amerson (OAK), Trumaine Johnson (LAR), Vontae Davis (IND), Stephen Gilmore (BUF), Lamarcus Joyner (LAR).
– 21 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: CIN, CLE, PIT, CHI, GB, TEN, CAR, NO, MIA, NYJ, PHI.
– Todos os atletas citados são milionários!

Confira todos os votos do nosso “colegiado”: