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A hora de enxergar a luz no fim do túnel

Cleveland chegou ao fundo do poço na última temporada, com uma campanha com apenas uma vitória e 15 derrotas. Mas o fato é que se tratava de um passo necessário: antes de iniciar o processo de recuperação, era preciso sanar as dúvidas em torno da posição mais importante do football – ter seis quarterbacks em um único ano nunca foi uma receita para o sucesso.

Além disso, é difícil ser pior do que os Browns foram neste passado recente, então ao menos agora há razões para otimismo. Voltando para 2016, a franquia trouxe Hue Jackson como HC na esperança que ele desenvolvesse outro QB em Ohio – ele fez de Andy Dalton alguém um pouco acima da linha da mediocridade, então não podemos duvidar de sua capacidade.

Quem transforma mediocridade em produção ergue o dedo.

E se antes o retorno de RGIII não vingou (nós já sabíamos) e Cody Kessler ainda luta contra uma imaturidade latente e um braço de macarrão, a esperança está em DeShone Kizer, já que, graças ao bom Deus, Brock Osweiler não está mais entre nós.

Melhores do que você supõe

Apesar dos números finais da campanha indicarem o contrário, a verdade é que Cleveland não foi uma piada na última temporada: era apenas uma franquia em reconstrução, que se manteve segura em seu plano e trazia consigo a falta de talento em vários setores. Ainda com isso, sob o comando de Hue Jackson, os Browns conseguiram construir sua própria identidade, além de ter um plano de jogo coeso mantido mesmo nas situações mais adversas – eles jogaram duro, e venderam caro ao menos 5 ou 6 derrotas: Cleveland foi muito melhor do que suas 15 derrotas podem sugerir.

Para 2017, inegavelmente, o elenco é melhor, embora não vejamos muita melhora no jogo aéreo – aliás, na NFL contemporânea, um jogo aéreo como o que os Browns tem hoje tende a mantê-los na irrelevância.

E mesmo que DeShone Kizer surja como um motor propulsor, ainda faltarão armas para auxiliá-lo. Corey Coleman teve que aprender o que era ser um WR praticamente do zero em seu primeiro ano, e não podemos cravar que se tornará um alvo confiável para sua segunda temporada; Kenny Britt chegou da free agency, mas sua carreira na NFL até aqui teve a consistência de uma gelatina; no final das contas, Kizer deve se apoiar muito no rookie TE David Njoku que, além de precisar se ajustar rápido a NFL, precisará se adaptar ao sistema ofensivo intenso e extremamente exigente com TEs de Hue Jackson (que, não obstante, consagrou jogadores medíocres como Gary Barnidge).

A esperança

A OL dos Browns é uma das melhores unidades de bloqueio da NFL. Joe Thomas, além do maior ser humano que já pisou neste planeta, é indiscutivelmente o melhor protetor do blind side da liga (se quiser discorda, discorda aí na sua casa). E o G Joel Bitonio é excelente – para compreender sua importância, tenha em mente que Joel jogou apenas quatro partidas completas na última temporada, e os Browns marcaram mais que 20 pontos em três delas; nas outras 12, o Browns ultrapassou o número apenas quatro vezes.

A gente nunca deixará você esquecer que entrevistamos ele.

Nessas quatro partidas em que Joel esteve em campo, Isaiah Crowell teve média de 6.5 jardas por tentativa, ultrapassando a marca de 120 jardas duas vezes. Sim, esses foram números de Isaiah Crowell. Acredite.

Cleveland, porém, teve alguns problemas na posição de Center, já que Cameron Erving era algo próximo de uma tragédia. Para preencher esta lacuna (era como se o Browns jogasse sem um C. Não estamos exagerando), JC Tretter, ex-Green Bay Packers, desembarca em Ohio. E mesmo que jogue sem usar um braço, Tretter será um imenso reforço quando comparado a Erving (que Deus o tenha).

O outro lado

O Browns demitiu seu coordenador defensivo e um caminhão de assistentes e trouxe o veterano Gregg Williams, que tem em seu currículo um excelente trabalho no finado St. Louis Rams (além do também saudoso bountygate em Nova Orleans), para consertar o setor.

Com a mudança de comando é natural também uma mudança de esquema, que já vinha sendo planejada e teve as escolhas do último draft focadas nesta nova filosofia. O DE Myles Garret, talvez uma das maiores abominações físicas que a humanidade já viu, foi a primeira escolha e tem tudo para se tornar um dos melhores pass rushers da NFL já em sua primeira temporada – com apenas 21 anos.

Crush.

Aliás, deixar Mitchell Trubisky para o Bears e selecionar o óbvio, Myles Garret, é uma das histórias mais simbólicas do último draft; olhe para o passado e raciocine: seria algo como o Texans deixar de escolher Jadeveon Clowney para selecionar Blake Bortles em 2014!

Já Jabril Peppers iniciará o ano como SS, embora tenha jogado também como LB no college (mas não tem estrutura física para a posição em âmbito profissional), e possa também se aventura como CB esporadicamente.

Claro, eles terão que lidar com a curva de aprendizado natural em uma transição entre faculdade e NFL, mas ambos têm o talento necessário para se adaptar rapidamente. Outro grande trunfo desta defesa foi manter o LB Jamie Collins (adquirido ano passado em uma troca com os Patriots), extremamente cobiçado durante a offseason.

Já para a posição de CB, o Browns trouxe Jason McCourty, que deve ser extramente útil – e agora precisará ajudar a suprir a ausência de Joe Haden, aparentemente um torcedor do Steelers que passou alguns anos infiltrado em Cleveland.

Palpite: O Browns não é mais a pior equipe da NFL – no fundo, nem no ano passado eles eram. Cleveland tem umas das grandes OLs da liga e uma defesa jovem e talentosa. Lembra aquelas 5 ou 6 derrotas que foram entregues com muito suor em 2016? Provavelmente em 2017 elas se tornarão vitórias suadas, então uma realidade com algo entre 5 a 7 êxitos não chega a soar um absurdo; um pequeno passo em direção ao Super Bowl em, talvez, 2020.

Retrospectiva: uma coleção das besteiras que falamos

A longa offseason da NFL é um período de muita reflexão para todos nós que, de alguma forma, estamos envolvidos com o melhor esporte do mundo. Não há muito o que falar sobre football: o draft já está no passado, tanto calouros quanto free agents já têm seus contratos assinados e tudo que os jogadores têm que fazer no momento é engordar, gastar seus milhões de dólares e aproveitar o tempo livre para se envolver em problemas com a polícia. No verdadeiro período de férias da NFL, não há notícias e nem nada de novo para ser analisado.

Mas nós do Pick Six decidimos usar esse período de marasmo para fazer uma auto-crítica e exorcizar alguns demônios. Em comemoração ao quase um ano de atividades do site, fui escolhido para ser uma espécie de ombudsman e conduzir uma investigação profunda sobre as bobagens que foram ditas por nossos integrantes  em 2016. Sim, disparamos vários absurdos que merecem ser relembrados e expostos. Acertamos um pouco, também, mas erramos bastante.

E você, leitor, que teve seus olhos maltratados por um monte de lixo, merece a verdade e a justiça. Se não temos bobagens novas para escrever, temos bobagens antigas para ressuscitar e expor no grande tribunal da internet. Vamos a algumas delas.

Atlanta Falcons

Talvez a principal mea culpa que precisamos fazer seja em relação a praticamente tudo que foi publicado a respeito do Atlanta Falcons. Nós conseguimos menosprezar um time que chegou ao Super Bowl com um dos melhores ataques da história durante todo o ano que passou. Em agosto, por exemplo, Murilo publicou um texto fazendo previsões patéticas sobre a temporada do Falcons e disparou a seguinte pérola:

“A grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Ivo, responsável pelos primeiros Power Rankings do site, não ficou muito atrás e publicou as seguintes pérolas em sequência nas três primeiras semanas da temporada:

Semana 1

“Será muito legal ver Matty Ice lançando TDs para Julio Jones e perdendo jogos. Este será o Falcons deste ano, com uma defesa que não pára ninguém e um ataque que depende quase exclusivamente de Julio – sabemos que Devonta Freeman é uma mentira e estava sob o efeito de entorpecentes no início da temporada passada.”

Semana 2

“Todos sabemos que o Falcons não chegará longe, mas se derrotar o Saints duas vezes terá seu título moral.”

Semana 3

“Segue o sonho de vencer New Orleans duas vezes e conquistar o seu título moral. Freeman, Coleman e Ryan atuaram como se a defesa do Saints não existisse – e na verdade não existe. A dúvida fica se o ataque conseguirá repetir a atuação contra uma defesa de verdade. Spoiler: não.”

Simplesmente épico.

Para fechar com chave de ouro, em seu ranking de Quarterbacks, Digo limitou Matt Ryan à mediocridade eterna quando escreveu as seguintes palavras:

“Ryan, já é hora dos torcedores dos Falcons aceitarem, chegou ao seu melhor com aquela vitória nos playoffs (ainda que siga com boas campanhas na temporada regular) contra os Seahawks.”

Murilo completou a cagada:

“De qualquer forma, a pergunta que fica para esta temporada é até onde pode ir o Atlanta Falcons? Querendo ou não, ela está ligada a outra importante questão: até onde pode ir Matt Ryan? [Spoiler I: nenhum deles irá a lugar nenhum]”

Como todos sabem, o Falcons chegou ao Super Bowl destruindo as defesas adversárias e Matt Ryan foi eleito o MVP da temporada, transformando as nossas previsões pessimistas em grandes piadas de mau gosto.  Porém, é necessário fazermos uma ressalva: o segundo tempo do Super Bowl e a maior pipocada de todos os tempos mostraram que, bem lá no fundo, tínhamos um pouco de razão.

Desculpa, cara!

Carolina Panthers

Ainda na NFC South, enquanto o Atlanta Falcons era subestimado, o Carolina Panthers era extremamente supervalorizado. Ainda sob os efeitos da temporada de MVP de Cam Newton e da aparição no Super Bowl perdido para (a defesa do) o Denver Broncos, não hesitamos em disparar  previsões extremamente otimistas para o Panthers. Novamente, Murilo foi responsável por iniciar a metralhadora de bosta:

“Não há um time na NFC South que tenha hoje um front seven tão potente nem, me arrisco a dizer, um QB tão talentoso. Logo, os Panthers vão chegar tão longe enquanto a sorte de não enfrentar grandes defesas ou ataques aéreos inspirados (ou pegá-los baleados, vide Cardinals) permitir.”

Ele ainda completou a cagada ao dizer que “não tem como o Carolina Panthers perder essa divisão” no nosso primeiro e único podcast (sim, acredite, ele existe e está disponível para download no site).

Ivo, seguindo a mesma “linha editorial”, afirmou em seu primeiro Power Ranking, que tinha o Panthers em quinto, que “mesmo com a derrota na estreia, o Panthers levará com facilidade sua divisão e tem tudo para chegar forte nos playoffs”.

Tudo que podemos fazer nesse momento de glória é rir e, talvez, cogitar o encerramento das atividades do site por vergonha. O Carolina Panthers não só não venceu a divisão como terminou em último, com apenas seis vitórias. Além disso, Cam Newton sofreu colapsos épicos e nem de longe lembrou o jogador que venceu o prêmio de MVP em 2015.

Jacksonville Jaguars

O Jacksonville Jaguars é um time que consegue enganar todo mundo em todos os anos. É impressionante. Sempre acreditamos que o time tem talento e está próximo de vencer, mas sempre temos nossos sonhos frustrados. É muito parecido com o Brasil: queremos acreditar que um dia possa se tornar uma potência, mas acaba sempre destruído pela podridão. Nada vai mudar isso. A falsa esperança coletiva no Jaguars levou ao seguinte diálogo no já mencionado podcast:

Murilo: “Jaguars tem o melhor coletivo da AFC South!”

Digo: “Eles são o melhor time e vão ganhar a divisão.”

Cadu: “Eu concordo!”

Três idiotas discutindo football e nenhum foi capaz de impedir que isso se tornasse público.

Em um trecho de artigo que previa a temporada de Jacksonville e que tinha o sugestivo título de “Bortles é foda, o resto é moda” (vomitei), Murilo foi um visionário e previu a própria existência desse texto e das cobranças que estariam por vir:

“Adoramos errar previsões e você, querido leitor, está autorizado a nos cornetar daqui três ou quatro meses, mas afirmamos que Blake Bortles está pronto para dar o próximo passo.”

Na verdade, ele estava certo: Bortles acabou dando o próximo passo, porém em direção ao abismo. Para finalizar, Digo teve um momento de brilhantismo em um texto sobre o que seria do Patriots em 2016 e previu uma vitória do Jaguars em New England. É simplesmente ridículo:

“Brady não mostra nenhum sinal de ter 39 anos, até uma derrota bizarra para os Jaguares de Jacksonville debaixo de muita neve em Boston. Você ouviu aqui primeiro.”

Enganou vários trouxas.

Fantasy

Xermi foi o responsável por escrever nossas colunas sobre Fantasy em 2016. Entre conselhos maravilhosos como “escale Nelson Agholor sem medo”, Xermi levou seu time a uma honrosa 11ª posição entre 12 times na liga de Fantasy mais importante do mundo. Além disso, conseguiu levar o time do Pick Six apenas a uma desastrosa 9ª colocação na liga com leitores do site, com apenas seis vitórias na temporada regular. Você já sabe em quem não confiar para o Fantasy 2017.

Diversas

Completamos esse texto com alguns aforismos que merecem ser mencionados. Digo, por exemplo, em sua birra com Joey Bosa disse o seguinte: “esse time (Chargers) parece destinado à mediocridade e torceremos contra eles por alguns anos até que alguém admita que fez cagada em relação a Joey Bosa”.

A parte sobre a mediocridade do Chargers é bastante compreensível, porém Bosa mostrou em pouco tempo que pode ser um talento raro. Digo ainda garantiu em seus balanços sobre a temporada que Denver Broncos e Minnesota Vikings estavam garantidos nos playoffs. E para fechar sua contribuição com o universo, disse que “se RGIII jogar tudo o que sabe, esse time (Browns) pode passar o Ravens”. Não temos como justificar isso.

Já Murilo desconsiderou completamente a qualidade do Miami Dolphins, que acabou se mostrando um time razoável e conseguiu chegar aos playoffs: “na oitava semana tudo já estará perdido e o Dolphins estará em algum lugar entre o limbo, o nada e a última posição da divisão. O objetivo deve ser alcançar cinco vitórias, mas com três já será possível comemorar”.

Ivo também se mostrou bastante pessimista quando colocou o Dallas Cowboys na posição 25 de seu Power Ranking (atrás de New York Jets e San Francisco 49ers, acreditem) e desconsiderou a ascensão de Dak Prescott: “resta a Dallas torcer para Romo voltar logo (e então se lesionar novamente).”

Ainda tivemos a capacidade de colocar o modorrento Los Angeles Rams na 13ª posição de um de nossos rankings, o que é completamente inaceitável e é a maneira certa de encerrar um texto com tantas cagadas.

Futuro

Você deve estar se perguntando se todas essas admissões de culpa servirão para que erremos menos no futuro. A resposta é simples e óbvia: não, não nos importamos com isso e vamos continuar por tempo indeterminado. Preparem seus olhos. Eles ainda vão sangrar bastante. Além disso, se você chegou até aqui é porque adora ler uma bobagem.

Troféu Alternativo Pick Six #1: premiando aquilo que realmente importa

O ser humano é fascinado por premiações, não importa o quão relevantes elas sejam. Do Miss Universo ao vencedor do Prêmio Puskas, da final do BBB a eleição para síndico do condomínio, invariavelmente queremos contemplar alguém com um troféu, mesmo que imaginário.

Na NFL não seria diferente e passamos horas e horas discutindo ou mesmo procurando uma hipotética justiça em premiações definidas de maneira arbitrária – e diversas vezes um tanto quanto óbvias. Pensando nisso e inspirados na já tradicional premiação que os colegas do Bola Presa fazem para as bizarrices da NBA, o Pick Six lança sua premiação alternativa, afinal, sabemos que o Framboesa de Ouro é muito mais divertido que o Oscar, não é? Então antes de coroarmos os vencedores, anunciamos nossas categorias.

TROFÉU WES WELKER: com ele premiamos o “melhor” drop da temporada e homenageamos o WR (indiretamente?) responsável por um dos melhores momentos de Gisele Bundchen na NFL. Além, claro, de estar no hall dos grandes drops que o SB já nos proporcionou.

TROFÉU SKIP BAYLESS: uma homenagem a uma das maiores metralhadoras de bosta que a imprensa norte-americana já produziu. Dá nome a este glorioso prêmio o cidadão que já afirmou que Manti Te’o seria o próximo Ray Lewis, que preferia RGIII a Andrew Luck, Josh Freeman a Cam Newton e, bem, vamos parar por aqui. Então o vencedor desta honraria é o integrante da dita “imprensa especializada” responsável por proferir mais asneiras ao longo da temporada.

Metralhadora de bosta.

TROFÉU MICHAEL FABIANO: ele é o guru do fantasy da NFL.com. Mas também já destruiu muitos sonhos dourados neste jogo com suas dicas imbecis, então nada mais justo que o atleta que foi uma decepção na temporada de Fantasy Football levar para casa uma estatueta com o nome do mito Michael Fabiano.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Rex Grossman deve ser o garoto propaganda do que é ser um quarterback medíocre: com menos de 50 partidas iniciadas, ele tem mais derrotas do que vitórias – e mais interceptações do que touchdowns. Mesmo assim, escorado por uma forte defesa, ele chegou ao Super Bowl XLI, quando silenciou os críticos com vitórias contra Seahawks e Saints nos playoffs – para logo depois voltar a realidade e ser destruído por Peyton Manning e companhia na grande decisão. Por isso o prêmio para melhor atuação de jogador irrelevante homenageia o ex-QB do Chicago Bears (e de mais uma dúzia de outros times)!

TROFÉU BLAKE BORTLES: Blake é um dos reis da irrelevância, o cara mais clutch quando nada importa, possivelmente o único capaz de fazer três touchdowns nos seis minutos finais, quando seu time precisaria de uns seis, mas isso pouco interessa. Por isso o troféu que leva seu nome premia o verdadeiro MVP: o MVP DO GARBAGE TIME.

TROFÉU JIM KELLY: Kelly levou o Buffallo Bills a quatro Super Bowls seguidos. E perdeu todos. Nada mais justo que dar nome ao prêmio que agraciará o melhor jogador de time que só perde.

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: sejamos honestos: o prêmio original, Comeback Player of The Year, é um dos mais sem sentido já criados pela NFL – não pela mensagem, claro, mas pelo simples fato de que todo ano três ou quatro jogadores merecem ganhar essa desgraça e raramente temos uma unanimidade. Então criamos o NCPOY, para premiar aquele ser que teoricamente teria um grande retorno, mas na verdade era melhor nem ter voltado dos mortos.

TROFÉU CRAQUE NETO: “Acabei de saber que o Ronaldo está trazendo o Seedorf para o Corinthians”. Mais não precisamos falar. E com esta honraria premiamos a maior besteira escrita ou falada por um integrante do Pick Six – acreditem: falamos muita besteira.

TROFÉU DAVE SHULA: Dave Shula nunca fez muita coisa para justificar um cargo como HC na NFL. Exceto, claro, ser filho de Don e irmão de Mike Shula. Tanto que quando chegou ao cargo e lá ficou por cinco longos anos obteve uma gloriosa carreira em Cincinnati,com 19 vitórias e 52 derrotas. Por isso o troféu que premia o conjunto da obra de piores e mais bizarras decisões de um HC na temporada leva seu nome!

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: JaMarcus talvez seja o maior bust da história da NFL. Primeira escolha geral do draft de 2007 pelo Oakland Raiders, em três temporadas Russell deixou a liga com um recorde de 7-18, 18 TDs e 23 INT. Ah, a escolha seguinte a ele foi um tal de Calvin Johnson, mas não vamos falar sobre isso. De qualquer forma, a honraria que leva seu nome premia a escolha de primeiro round que em sua temporada de estreia provou ter potencial para se tornar um tremendo bust.

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Trent chegou a NFL como terceira escolha de primeira rodada do draft e, sendo gentil, sua carreira se resume a corridas de três jardas seguidas por um tombo com a cara no chão. Além de um especialista na arte dos bloqueios, já que sendo o próprio bloqueio, ele era poupado do trabalho de bloquear. Para homenageá-lo, este troféu premia a decepção do ano – e, algumas vezes, da vida.

TROFÉU CHUCK PAGANO: Chuck Pagano foi um dos responsáveis por uma das jogadas mais ridículas da história da NFL (relembre este momento mágico). Por isso o troféu que premia a jogada mais imbecil da temporada leva seu nome!

Agora vamos aos vencedores:

TROFÉU WES WELKER: Odell Beckham teve uma estreia na pós-temporada, digamos, complicada. Mas a culpa poderia recair sobre Justin Bieber. A piada, claro, só se tornou possível porque o WR e seus colegas de time decidiram ir para Miami logo após a vitória contra os Redskins, que eliminou o rival de divisão – e, apesar de todos terem voltado a tempo para se preparar para o jogo contra Green Bay, preferimos polemizar.

De qualquer forma, vamos nos ater aos drops, ambos ridículos para um atleta do nível de Odell. O primeiro veio em uma 3&5 dentro da linha de 30 jardas do Packers quando o placar ainda estava zerado. E foi um drop ridículo. Já o segundo, bem, essa era um touchdown certo. Claro, a culpa da eliminação não deve recair apenas sobre Odell – Sterling Shepard também jogou fora um TD fácil, mas Odell Beckham Jr é o merecedor da primeira edição do TROFÉU WES WELKER de pior drop do ano.

Menção honrosa: Tashaun Gipson & Prince Amukamara. Eles merecem!

Esse dia foi massa.

TROFÉU SKIP BAYLESS*: terminada a temporada para algumas equipes, alguns “jornalistas” percebem uma situação difícil: a vontade de falar sobre o time é grande, mas não há muito o que ser dito. Alguns resolvem não falar nada, outros preferem falar sobre outros assuntos. Mas esses não nos interessam. Vamos destacar aqui aquele que decidiu que a melhor opção era falar merda. Muita merda. É o caso de Brad Wells ou, se você preferir, apenas mais um “Zé Mané” que habita esse mundo.

Wells “cobre” o Indianapolis Colts e já foi o editor chefe do blog da equipe no SB Nation. Hoje ele é só mais um rostinho não tão bonito no Twitter. Segundo o próprio, ele sequer tem fontes em Indianapolis, ou pelo menos foi o que disse em meados outubro.

Esse manja.

Porém, quando o ano acabou, talvez ele tenha se sentido muito à toa e resolveu que seria uma boa ideia brincar com nossa cara, cravando que os Colts iriam atrás de Jon Gruden para cargo de head coach, pois Chuck Pagano balançava no cargo. Além disso, disse também que, a menos que Peyton Manning fosse contratado, Ryan Grigson permaneceria como GM em Indy. Brad Wells ficou quase duas semanas martelando sua “tese” nas redes sociais para que, no final, tudo acontecesse exatamente ao contrário. Até ele achou estranho, o que traduziu brilhantemente como “algo aconteceu”. É claro que algo aconteceu, Brad: você bateu a cabeça em algum momento da sua vida.

Você deve imaginar que, depois disso, Brad Wells resolveu ficar calado. Mas persistente que é, ele retomou sua saga em 2017 com muita #analise. Para ele, seria razoável que os Colts cortassem o CB Vontae Davis, também conhecido como “o único defensor da defesa dos Colts”. Davis está no último ano de seu contrato em Indianapolis e, apesar de uma temporada abaixo para de seus padrões, foi selecionado para o Pro Bowl nas duas temporadas anteriores.

Mas isso não é tudo. Para Brad Wells, que só não é um GM da NFL porque (ainda) não temos cotas para idiotas, o novo GM deveria trocar o WR TY Hilton, líder da NFL em jardas na última temporada. Como argumentos, ele destacou que “ninguém liga para isso” e que o recorde dos Colts na temporada foi 8-8. Sensato, se você for um idiota.

Por fim vale ressaltar que, apesar de ser uma fonte de desinformação, Brad Wells é um cara simpático: ele só conta vantagem por seu número de seguidores de vez em quando. Por tudo isso, Brad Wells é o vencedor do TROFÉU SKIP BAYLESS de integrante da imprensa especializada que mais falou bosta ao longo do ano.

Olha meus followers, galera!

*Colaborou @ColtsNationBR

TROFÉU MICHAEL FABIANO: temos plena consciência de que a culpa não é só dele. Aliás, talvez ele nem tenha culpa, afinal de contas tudo o que pode ser medíocre nessa última temporada em Los Angeles, foi em nome de Jeff Fisher. Mas não é como se 2015 tivesse sido muito melhor; Case Keenum era o mesmo, algo como um saco de bosta, e Todd Gurley ainda assim pareceu o substituto de Adrian Peterson, mesmo voltando de uma lesão de joelho, correndo para mais de 1100 jardas em 13 jogos.

Saudável era esperado que Gurley carregaria sozinho um ataque medíocre, a aposta perfeita para ser um dos primeiros escolhidos no draft. E assim diversos incautos gastaram as primeiras escolhas com Gurley em suas equipes de Fantasy. Resultado: em 2016 ele pareceu que estava voltando de uma lesão grave, correndo para uma média de menos de um first down a cada três corridas. Sugado para o mundo de tristeza de Jeff Fisher, Gurley acabou sendo a principal decepção do ano no fantasy e por isso vence o TROFÉU MICHAEL FABIANO.

Deu ruim.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Se você não joga fantasy, a chance de já ter ouvido falar nele é muito baixa. Se você acompanha a NFL regularmente e joga fantasy, essa chance aumenta, mas você provavelmente deixou passar. A verdade é que Dwayne Allen é um dos raros casos em que um jogador já é draftado destinado a reserva, afinal ele chegou aos Colts junto com Coby Fleener, para ser, sei lá, o quarto ou quinto alvo de Andrew Luck – e, mesmo com as constantes lesões e agora saída de seu titular, sua maior produção anual foi de apenas 45 recepções, em sua temporada de rookie.

Isso já seria suficiente para caracterizá-lo como irrelevante no grande mundo da nossa liga favorita. Mas, claro, every dog has its day. O de Allen chegou em uma bonita tarde de dezembro, em um jogo (praticamente) tão irrelevante como ele mesmo. Mas, por alguns momentos, foi bonito. Fora de casa, contra o New York Jets, aproveitando-se da inspiração de Andrew Luck, o tight end recebeu nada menos do que 3 TDs somente no primeiro tempo de partida, a metade de seu total na temporada e, junto com ninguém menos que Antonio Brown, um dos dois jogadores a receber 3 passes na endzone em 2016, ganhando assim o TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN de momento estrela dentro de uma vida de irrelevância. Não surpreendentemente, Dwayne Allen recebeu somente mais um passe nesse jogo, acabando com apenas 70 e poucas jardas.

Que que tá acontecendo, caras?

TROFÉU BLAKE BORTLES: voltemos para aquele glorioso TNF entre Titans e Jaguars (saudades!), vencido pelos amigos de Mariota por 36 a 22. Se você olhar apenas para as estatísticas, dirá que Blake Bortles jogou bem. E você estará errado. Os números gerais mostram que Blake completou 33 de 54 passes, para 337 jardas e três touchdowns. Mas vamos isolar os números: no primeiro tempo, Blake completou 8 de 16 tentativas para 64 jardas e o Titans foi para o vestiário com o placar apontando 27 a 0. Já no segundo tempo, Blake completou 25 de 38 passes para 273 jardas… mas, e daí? Com quase quatro touchdowns de vantagem, a defesa de Tennessee dormia em campo enquanto assistia o quarterback de Jacksonville completar dúzias de passes curtos e o relógio implodir. Estamos sendo injustos? Então isolemos as estatísticas da carreira de Blake até a semana #8 da última temporada:

Primeiro período: 1.598 jardas, 4 touchdowns

Segundo período: 2.356 jardas, 15 touchdowns

Terceiro período: 1.912 jardas, 13 touchdowns

Quarto período: 3,364 jardas 26 touchdowns

Blake é um gênio do quarto período, quando nada mais importa. Porque se Bortles estivesse fazendo isso para liderar o Jaguars as vitórias, tudo bem, mas na verdade estamos longe, muito longe disso. Na week #2, por exemplo, os 14 pontos de Jacksonville contra o Chargers vieram no último período, quando San Diego já vencia por 35 a 0. Por tudo isso Blake Bortles leva com folga a primeira edição do TROFÉU BLAKE BORTLES – e infelizmente acreditamos que ele levará todos os anos.

“Virei punter“.

TROFÉU JIM KELLY: Não há qualquer dúvida de que Drew Brees é um dos maiores QBs da história da NFL e um dia terá seu busto exposto em Canton, no Hall of Fame da liga. Comandando o potente ataque do New Orleans Saints, Brees conseguiu se tornar o detentor de grande parte dos recordes de jardas e de passes completados da liga. Entre 2006 e 2016, por exemplo, o QB do Saints liderou a liga em jardas passadas em sete temporadas, ultrapassando a marca de 5000 jardas em cinco delas, também o recorde da NFL. Brees coleciona 54 partidas em sua carreira com 70% dos passes completados e sem interceptações. Em 2015, ainda empatou o recorde de passes para TD em um mesmo jogo, com sete. De forma resumida, se você procurar os recordes de passe da NFL encontrará diversas vezes o nome Drew Brees. O problema é que Brees está condenado a jogar em um time constantemente ruim. Desde que chegou ao New Orleans Saints, em 2006, mesmo obtendo diversos recordes e performances históricas, Brees só viu o recorde da equipe mostrar mais vitórias do que derrotas em cinco temporadas. Nas últimas três, por exemplo, o Saints deixou Jeff Fischer orgulhoso: 7-9. A mediocridade do time parece ser a regra e nem um dos melhores QBs da história consegue superá-la. Nesta última temporada a história não foi diferente e por isso Drew Brees é o vencedor do TROFÉU JIM KELLY de jogador bom condenado a um time ruim.

“Não aguento mais essa merda”

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: Em 2012, quando foi eleito Rookie of the Year e comandou o potente e surpreendente ataque do Washington Redskins, Robert Griffin III nos deixou uma excelente primeira impressão. Ameaça pelo ar e pelo chão, RGIII era o pesadelo das defesas adversárias, que pareciam não encontrar resposta para o seu dinamismo. O sonho, porém, durou pouco: contusões minaram o que tornava Griffin um QB diferente e, como resultado, seguiram três temporadas com números horríveis, com polêmicas diversas e, finalmente, com Griffin sentado no banco assistindo o sucesso de Kirk Cousins.

A dispensa pelo Washington Redskins, após o fim da temporada 2015, poderia ser a chance de recomeço para RGIII, que escolheu assinar com o sofrido Cleveland Browns. A mistura de um QB que ainda nos traz boas lembranças com um time desesperado por um salvador nos fez acreditar que uma bela história poderia estar sendo construída. Estávamos completamente enganados. Griffin novamente teve uma contusão séria e parece ter consolidado a imagem de QB de vidro. Mesmo no pouco tempo que esteve em campo, nada de bom foi mostrado: em cinco partidas, RGIII lançou dois TDs, três INTs e sofreu 22 sacks, números suficientes para vencer o não tão desejado TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR.

Fu-deu.

TROFÉU CRAQUE NETO: Os primeiros textos (sérios) do Pick Six foram focados em extensos previews da temporada de cada um dos 32 times da NFL. Ao final de cada um deles, fazíamos apostas sobre o que se podia esperar para o ano que estava começando. Não se pode acertar todos, claro, e ainda que exista muita coisa certa, os erros são mais incríveis. Sério: talvez valha a pena revermos todos só para comparar o antes e depois. E um em especial aconteceu no preview do Atlanta Falcons:

“Palpite: a grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Hum, acho que nos equivocamos levemente. Atlanta teve o ataque mais eletrizante do ano (e um dos melhores da história), junto com MVP e o título do Super Bowl… Bem, ao menos até o terceiro quarto. E nós merecemos o TROFÉU CRAQUE NETO.

TROFÉU DAVE SHULA: Quando um time vai de favorito ao Super Bowl a uma campanha de 6 vitórias sem sequer esboçar qualquer reação ao longo da temporada, especialmente contando com a volta do (ao menos pensávamos) segundo melhor jogador, a primeira pessoa a ser cobrada será o treinador. Obviamente não é culpa dele se os drops se multiplicaram de maneira absurda, a proteção falha constantemente, os LBs antes absolutos começam a perder tackles ou se o GM deixa seu melhor jogador defensivo partir, mas existe uma história que mostra que talvez a cabeça de Ron Rivera estava em outro lugar.

Cam Newton, MVP da temporada de 2015, teve problemas com as bagagens na viagem a Seattle e acabou sem uma camisa social para usar na viagem, optando assim por uma gola rolê, com a qual, em suas próprias palavras, “não faria sentido algum usar uma gravata”. Entretanto, o traje de viagens dos Panthers, estabelecido por Rivera, exige o uso de gravata. Resultado: o grande Derek Anderson iniciou o jogo como titular e lançou uma interceptação em seu primeiro passe, contando com um drop de seu RB. Com isso, Seattle marcou logo um FG fácil e saiu na frente no jogo. Então Ron Rivera recebe o primeiro TROFÉU DAVE SHULA do Pick Six.

Tá tranquilo, tá favorável.

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: Após Sam Bradford não ter se tornado o messias que salvaria a franquia e Nick Foles ter se revelado um presente de grego, Jared Goff deveria ser a solução dos problemas para o Rams, tanto que Los Angeles trocou duas escolhas de primeira rodada, outras duas picks de segundo round e mais duas escolhas de terceira rodada para consegui-lo. Mas ele passou dez semanas, 70 dias de temporada regular, sentado no banco enquanto assistia uma tragédia chamada CASE KEENUM. Ninguém é banco de Case Keenum por dez rodadas por acaso. E quando entrou em campo, Jared não tornou as coisas melhores: em sete partidas, foram 1089 jardas, para 5 touchdowns e 7 interceptações – e um rating de 63.6. E em nenhuma atuação ele teve mais de 65% dos passes completos. Seu “grande” momento aconteceu na week #11, contra os restos mortais de um San Francisco 49ers já cambaleante. Por tudo isso, Jared Goff levou com tranquilidade o TROFÉU JAMARCUS RUSSELL!

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Invariavelmente um dos prêmios mais concorridos da temporada. Há muitos candidatos: Allen Robinson teve um ano trágico, assim como Blake Bortles – mas este talvez só tenha retornado a realidade. DeAndre Hopkins era outro de quem talvez esperássemos mais, assim como Todd Gurley, nosso vencedor do TROFÉU MICHAEL FABIANO. Darrele Revis, então, foi umas das coisas mais tristes de se asssitir em um campo de football nesta temporada. Mas nenhum deles foi de MVP a, bem, uma tragédia ambulante.

Cam Newton teve um 2015 dos sonhos. Mais do que isso, haviam motivos claros para confiar que não se tratava de um mero “produto do meio”: Cam nos lembrou Peyton Manning fazendo uma linha ofensiva medíocre parecer a Muralha da China™ e emulou Drew Brees, fazendo recebedores igualmente abaixo da média, como Corey Brown ou Ted Ginn Jr, produzirem decentemente.

Com a volta de Kelvin Benjamin, seu melhor amigo de 2014, se esperavam grandes coisas em 2016. Mas sua temporada de MVP pareceu um sonho distante. Mesmo lançando o maior número de passes de sua carreira, Cam teve 300 jardas menos que em 2015 e praticamente a metade de TDs: foram apenas 19 TDs (mais 5 TDs corridos), para 14 INTs e um rating de 75.8. O maior número de interceptações desde sua temporada de rookie e o pior rating de sua carreira. Até mesmo seus números de corridas, uma de suas maiores armas, foram os piores de sua história.

Ressaca pós Super Bowl? Os pesadelos com Von Miller e um certo fumble não recuperado teriam atrapalhado o sono e suas atuações? Se ele usasse uma gravata sempre tudo melhoraria? Ou Newton nunca foi tudo aquilo e 2015 foi apenas uma temporada da qual teremos saudades, mas jamais se repetirá? Só descobriremos nos próximos meses. Enquanto isso Cam Newton leva o TROFÉU TRENT RICHARDSON de decepção do ano.

Bonita gravata.

TROFÉU CHUCK PAGANO: É difícil descrever certas situações, então deixemos as imagens falarem. Apenas assistam e tentem nos explicar o que aconteceu. Esse talvez seja o maior legado de Rex e Rob Ryan para os Bills. Talvez seja o maior legado da família Ryan para a NFL. Mesmo eles tendo sido demitidos uma semana antes. Foi lindo, mas não entendemos nada – e talvez seja melhor assim; se nem o Twitter oficial do Bills entendeu, por que nós entenderíamos? Então ficaremos com a tese de que tudo não passou de um PROTESTO por todo sofrimento passado pelo roster de Buffalo nas mãos de Ryan ao longo da temporada.

Temporada que vem tem mais!

Tenha US$2 no bolso e lembre que LeBron James não joga Football

Para o Cleveland Browns toda offseason pode ser traduzida em um sentimento: esperança. Esta, provavelmente, ainda mais intensa que as anteriores, afinal graças a LeBron James a maldição acabou. Então é hora de pensar que será diferente, pensar que a maré finalmente irá virar.

Mas o roteiro normal nos leva a acreditar que, bem, nem mal chegaremos ao fim de outubro e o Browns já estará em algum lugar entre o nada e o limbo da AFC North. Difícil é explicar isto para uma cidade que, embora já calejada, agora deposita suas esperanças sob o braço direito de Robert Griffin III.

RGIII que também procura sua própria redenção, busca dar novo fôlego a uma outrora promissora carreira. O grande “porém” é que estamos falando do Browns e quando falamos do Browns há diversos fatores que nos impedem de acreditar que qualquer recomeço será, efetivamente, um recomeço.

Mar de incertezas

A pré-temporada já bate a porta e, apesar da confirmação de que Griffin será o quarterback titular na semana 1 da temporada regular, há um mar de incertezas: Josh McCown sofreu com lesões no ano passado, perdeu oito partidas, mas quando esteve lá, não decepcionou (rating de 93,3). Mesmo assim, o Browns selecionou Cody Kessler, QB de USC, na terceira rodada do último draft. Apesar de ter demonstrado inteligência e precisão em passes curtos ao longo de sua carreira no college football, Kessler tem o braço tão consistente quanto manteiga derretida – e QBs com braços de manteiga nunca são um bom começo.

Mas vamos ser honestos: aceitar que McCown, ou mesmo em um delírio coletivo, Cody Kessler será o quarterback de Cleveland equivale a assumir um compromisso com a mediocridade. É estar certo que o Browns chegará a lugar nenhum enquanto faz nossos olhos sangrarem de desgosto.

Já com Robert Griffin III a história é outra; há pouco tempo ele levou o Redskins aos playoffs e faturou o NFL Offensive Rookie of the Year. O script, porém, não foi seguido e após uma temporada de estreia encantadora, Robert terminou com um ligamento cruzado rompido e nunca mais foi o mesmo. Aliás ainda é impossível compreender como permitiram que RGIII permanecesse em campo naquele confronto contra Seattle, mas esta é outra história.

De qualquer forma, a lesão fez com que sua mobilidade fosse reduzida drasticamente, restringindo seu jogo no pocket o que invariavelmente expôs (e talvez também tenha potencializado) seus pontos fracos. Houve tempo ainda para Griffin entrar em rota de colisão com Jay Gruden, perder a vaga para Kirk Cousins e, quando percebemos, ele estava com os dias contados em Washington.

Agora, além da concorrência com McCown, resta saber qual Griffin entrará em campo pelo Browns. 50% do RGIII de 2012? Bom, já seria animador, ao menos para quem passou os últimos anos confiando em Jhonny Manziel.

Confiança é tudo

Para a temporada 2016-17, o Browns não mudou apenas seu quarterback, mas também seu treinador: Hue Jackson era um dos nomes mais concorridos desta offseason.

Tido como um dos melhores coordenadores ofensivos da NFL, podemos afirmar sem riscos que se trata de uma dos grandes responsáveis pelo recente sucesso do ataque dos Bengals – na temporada passada, o sétimo melhor da liga, com média superior a 26 pontos por partida. Mas talvez o grande feito de Hue seja também um dos maiores milagres já realizados em um gramado: ele é um dos responsáveis por Andy Dalton ter atuado em alto nível e de maneira constante por cinco ou seis meses.

Provavelmente este seja o grande trunfo de Hue; ele acredita em si mesmo, em sua capacidade, naquilo que pode realizar com quarterbacks oscilantes e crê que pode fazer com RGIII o mesmo que fez com Dalton. Para Jackson aquela temporada de 2012 ainda está ali: ele tem consciência do conjunto de habilidades de RG III e acredita que a mobilidade, essencial para um jogador com suas características, pode ser recuperada, que no fundo é tudo uma questão de confiar novamente em seu joelho. Quando está confiança retornar, ele terá novamente aquele QB que pode sair do pocket e fazer grandes jogadas acontecerem, mas também pode permanecer nele, ler a defesa e tomar a decisão correta – afinal, dizem por aí, esta habilidade não está relacionada com um ligamento cruzado.

Precisamos dar algum crédito a Jackson, e também a Griffin. Estamos diante de um roteiro perfeito: uma equipe desesperada por um quarterback talentoso; um quarterback buscando reencontrar seu rumo. O que poderia sair fora do planejado?

Tudo! Nunca esqueçam: estamos falando de Cleveland.

RG3esperançoso

A cara de quem está ansioso para começar um novo trabalho.

Do inferno ao inferno

Comecemos com a OL. Griffin precisa de proteção e, bem, os homens a sua frente não inspiram confiança. Pese ainda o fato de que o right tackle Mitchel Schwartz, um dos melhores da posição na liga, deixou a equipe. O center Alex Mack rumou para o Atlanta Falcons e também não está mais lá. A boa notícia é que Joe Thomas, possivelmente o melhor offensive tackle da NFL, permanece e não demonstra nenhum sinal de declínio. De qualquer forma, na temporada passada, o Browns foi a 26ª equipe em pass protection e a 29ª em run blocking.

E vamos supor que, mesmo com pouco tempo para ler a defesa adversária, Griffin encontre uma solução. Ainda assim ele terá a disposição um corpo de recebedores capaz de deixar qualquer QB desesperado. Resta apenas confiar no TE Gary Barnidge e não há nada que garanta que Gary irá repetir os números da última temporada (79 recepções, 1043 jardas e 9 touchdowns). Aliás, antes de 2015-2016, Barnidge nunca sequer tivera mais do que 13 recepções.

Ok, neste ponto podemos ser um pouco condescendentes: antes do draft, os wide receivers dos Browns eram Brian Hartline, Andrew Hawkins, Taylor Gabriel, Marlon Moore, Terrelle Pryor, Rannell Hall e Saalim Hakim. Algo tão animador quanto atravessar um deserto com meio litro de água e um donut no bolso.

Do draft veio Corey Coleman que em sua carreira universitária se caracterizou pela velocidade. É a principal aposta dos Browns, mas as impressões iniciais de Coleman deixam os torcedores receosos: especialistas dizem que embora seja veloz, sua explosão não será boa o suficiente para a NFL. Outro grande problema apontado em Corey é sua versatilidade (e falta de evolução): em Baylor, Coleman funcionou em uma variedade pequena de rotas e sabemos que um repertório restrito será fatal entre os profissionais.

Além disso, dizem as más línguas, que a grande especialidade de Corey Coleman são os drops. Tudo leva a crer que estamos diante de um WR de baixa estatura, com repertório limitado e com explosão insuficiente. Já os demais WRs selecionados pelos Browns (Ricardo Louis, Rashard Higgins e Jordan Payton) são aqueles clássicos nomes que tendem a nada produzir por bastante tempo.

Pelo menos teremos Josh Gordon de volta. Como culpar alguém que prefere curtir a vida a ser um atleta profissional? Na verdade, se ele refletir, talvez perceba que é melhor desistir e voltar a curtir sua erva em paz do que esperar lançamentos de RGIII. Ao menos é o que eu faria.

Enfim, o cenário é tão triste que nem o jogo corrido surge como opção: Isaiah Crowell e Duke Johnson combinaram para, atenção, um total de zero temporadas de pelo menos mil jardas em suas carreiras – na temporada anterior, Cleveland teve média inferior a 96 jardas por partida, ocupando uma não tão honrosa 22ª colocação neste quesito. E não esqueçamos que nesta temporada eles estarão sem Schwartz e Mack.

Se você não torce para o Cleveland Browns, já tem motivos suficientes para agradecer aos céus.

O outro lado da bola

Se as projeções ofensivas são tristes para Cleveland, podemos dizer o mesmo para a defesa. Alguns jogadores fundamentais deixaram a equipe na última free agency – entendemos, afinal, ninguém quer ficar em Ohio.

O free safety Tashaun Gipson acertou com os Jaguars, que certamente saberá aproveitar suas qualidades. Já o SS Donte Whitner também partiu. Não que Donte fosse uma perda significativa para 31 outras equipes da liga, mas acreditem: o Browns sentirá sua falta. O ponto positivo é que Joe Haden e Tramon Williams seguem sendo cornerbacks confiáveis – mesmo que Joe tenham sofrido com lesões no ano que passou. Outra perda que será sentida é o ILB Karlos Dansby, que acertou com o Bengals. Mesmo aos 35 anos, estamos falando do Cleveland Browns, então qualquer atleta com o mínimo de coordenação motora que deixe a equipe será uma baixa considerável.

Povo mais sofrido da América. Não importa o que digam os livros de história.

A dura realidade

Dói, queremos acreditar, mas esta é a dura realidade: Griffin é uma incógnita. Não negamos se tratar de um cenário melhor do que ter um time comandado por Manziel. Mas mesmo assim é uma nuvem de incertezas já que, desde sua temporada de estreia, não vemos o mesmo RGIII. E este Robert estará atrás de uma linha instável, apoiado por um jogo corrido pronto para não ir a lugar algum e com os melhores alvos aéreos ainda precisando ser lapidados.

O fato é que mesmo se Griffin, em algum momento, lembrar sua temporada de estreia e Jackson fizer algo minimamente semelhante ao que conseguiu em Cincinnati, é mais provável que tudo dê errado. Para o Browns resta aceitar que, infelizmente, LeBron James não joga football: o melhor é economizar energias para torcer pelo bicampeonato do Cavaliers e saber que, na pior das hipóteses, se você ao menos tiver dois dólares no bolso, ainda conseguirá uma camisa de Johnny Manziel.

Palpite: quatro ou cinco vitórias na temporada e, na semana 9, McCown ou Kessler ou outro qualquer assumirá o lugar de RGIII. Jackson sentirá saudades de Andy Dalton e, após uma derrota trágica no MNF, ligará para Jeremy Hill dizendo que o perdoa por aquele fumble nos minutos finais contra o Steelers.

Pode acontecer.

Pode acontecer.

Robert Griffin III: do céu ao inferno, com escala em Cleveland

No dia 5 de Fevereiro de 2013, logo depois de uma das mais eletrizantes temporadas de um quarterback estreante na história da NFL, que inclusive lhe rendeu o prêmio de Offensive Rookie Of The Year, Robert Lee Griffin III convocou os técnicos do Washington Redskins para uma reunião. Griffin disse que era importante, mas se recusou a revelar o assunto. Compareceram à reunião o então head coach do Redskins, Mike Shanaham, seu filho e coordenador ofensivo, Kyle Shanahan, e o técnico de quarterbacks, Matt LaFleur. Com os técnicos na sala de reuniões do ataque, na sede do time, em Ashburn, Virginia, RGIII se dirigiu a um quadro negro e pediu que não fosse interrompido enquanto falava. No quadro, escreveu quatro tópicos:

“1 – Mudanças

2 – Mudanças na proteção (da linha ofensiva)

3 – Inaceitável

4 – Conclusão”

Griffin então passou a fazer diversas reclamações, apontando mudanças que considerava necessárias desde no esquema de proteção da linha ofensiva a jogadas que, de acordo com ele, deveriam ser excluídas do playbook, tudo com o apoio de vídeos que ilustravam seu ponto de vista. Quando chegou ao último tópico do quadro negro, RGIII disse que a conclusão era que ele era um pocket passer e não um quarterback corredor.

You like that, Robert?

You like that, Robert?

A cena, que foi relatada por Mike Shanahan e publicada em um artigo de Jason Reid, para o site The Undefeated, é tão surreal que é difícil acreditar que realmente aconteceu, principalmente por se tratar de um QB que tinha acabado de terminar sua primeira temporada.

Shanahan acreditava que a petulância de Griffin tinha apoio do dono do Washington Redskins, Dan Snyder, já que palavras usadas por Griffin na reunião, como “inaceitável”, eram usadas frequentemente por Snyder, que investiu muito alto em Griffin e pode ter se rendido aos seus caprichos. O possível apoio do dono não limita a incapacidade de Griffin de lidar com hierarquia e, muito menos, diminui a petulância do episódio. É importante lembrar que se trata da versão contada por Shanahan, que saiu de Washington depois do fracasso da segunda temporada de Griffin e pode ter manipulado os fatos para aliviar para o seu lado. De qualquer forma, aumentada ou não, a história revela o princípio do fim de um conto de fadas que durou pouco ou quase nada.

O início

Draftado na segunda posição geral do draft de 2012, através de escolha adquirida do Saint Louis Rams, Robert Griffin III teve números maravilhosos logo em sua primeira temporada na NFL; da mesma classe de Andrew Luck e Russel Wilson, Griffin foi o melhor dos três. Passou para 3200 jardas, 20 TDs e apenas 5 INTs, estatísticas de passe apenas medianas e que lhe renderam apenas a posição número 22 da liga em jardas passadas. Se os passes não saltavam aos olhos, as corridas traziam outra dimensão ao ataque do Redskins — e à NFL. Em 2012, RGIII correu para 815 jardas e anotou 7 TDs, números que foram suficientes para colocá-lo na posição 20 em jardas corridas, apenas 25 jardas atrás do RB LeSean McCoy, por exemplo. Tudo deu tão certo que o Washington Redskins conseguiu um recorde de 10-6, venceu a NFC East e foi aos playoffs, quando foi derrotado em casa, logo partida de Wild Card, para o Seattle Seahawks, do também rookie QB Russel Wilson.

Então por que algo que estava dando tão certo afundou de maneira catastrófica a partir da fatídica reunião, em 2013? Um dos aspectos que deve ser considerado foi a contusão que Griffin sofreu no jogo contra o próprio Seahawks — rompimento dos ligamentos do joelho, ao que muitos creditam a dificuldade que RGIII teve para correr desde então. Seu sucesso dependia muito de sua mobilidade, mesmo que ele não quisesse acreditar nisso e quisesse se tornar um pocket passer. Não se sabe, até hoje, se o sucesso do Washington Redskins de 2012 aconteceu pelas qualidades de Griffin ou por um sistema de jogo inovador para os padrões da NFL. Baseado na read option (em que o QB faz a leitura do movimento do linebacker e decide se mantém a bola ou se a entrega para o RB), o sistema ofensivo limitava os defeitos de RGIII como pocket passer, potencializava suas qualidades de corredor e era muito difícil de ser defendido. O que antes era uma novidade complexa para os adversários lidarem se tornou obsoleta com a falta de mobilidade do RGIII pós-contusão e com a natural adaptação das defesas.

Fu-deu.

Fu-deu.

Na temporada 2013, RGIII disputou apenas 13 partidas, dois jogos a menos que na sua temporada de estreia. Mesmo assim, seus números como passador se mantiveram constantes: 3203 jardas, 16 TDs e 12 INTs. O que despencou profundamente foram seus números como corredor: foram apenas 489 jardas corridas e nenhum TD.

Duas explicações podem ser encontradas para os números: Shanahan, pressionado por sua jovem estrela, permitiu que Griffin passasse mais e corresse menos; ao mesmo tempo, Griffin, com a mobilidade reduzida, não conseguia correr mais. De qualquer forma, o Washington Redskins terminou a temporada com apenas três vitórias e Shanahan foi demitido.

Recomeço?

O que poderia ser um recomeço para Griffin, pelo menos na relação com seu head coach, acabou sendo um pesadelo. Jay Gruden assumiu o comando no início de 2014. Logo percebeu que RGIII tinha muitas falhas e parecia acreditar ainda menos na sua capacidade de ser um QB na NFL. Foram apenas nove jogos disputados e números ridículos: 1694 jardas, 4 TDs , 6 INTs. Robert Griffin acabaria a temporada esquentando o banco para Kirk Cousins e nunca mais pisaria no campo com a camisa do Washington Redskins. Resignado, assistiu Cousins levar o time aos playoffs na temporada 2015 sem sequer vestir os pads.  

RGIII talvez apenas não seja um bom QB. Citado no artigo de Reid, um jogador da defesa do Washington Redskins, que preferiu permanecer anônimo, disse que Griffin tinha dificuldades inclusive nos treinos. “Ele não é muito bom no pocket. Quando você pede que ele leia defesas, dava pra perceber que era difícil pra ele. Nos treinos, quando ele era o quarterback contra a defesa titular, dava pra perceber que as jogadas ainda pareciam rápidas demais pra ele. Ele não sabia de onde o pass rush vinha, ele não tinha certeza de onde estavam os safeties. Era difícil pra ele”, afirmou o defensor.

Reid também menciona que, dentro do vestiário, a preferência dos jogadores era por Kirk Cousins, QB surpreendentemente draftado no mesmo ano que Griffin. Os jogadores acreditavam que Cousins era, simplesmente, melhor.

O comportamento de RGIII fora dos campos também parecia não ajudar. Além de não conseguir estabelecer um bom relacionamento com os técnicos, recusava a ajuda de qualquer um que tentasse se aproximar. Donavan McNabb e Doug Williams, vencedor do Super Bowl pelo Redskins, foram alguns dos que tentaram aconselhar RGIII, que nem sequer se deu ao trabalho de ouvi-los.

Vou voar é só eu querer

Vou voar é só eu querer.

Griffin parecia refém do próprio ego e preocupava-se mais em fazer publicidade para diversas marcas. Nas entrevistas coletivas, sempre falava demais. Era comum, nas derrotas, que não assumisse seus erros, colocando a culpa em seus colegas de time. Juntando todos os aspectos, Griffin era uma tragédia anunciada que foi mascarada por um primeiro ano maravilhoso. Nós só não conseguíamos enxergar.

Em 2016, Robert Griffin será o 25º QB do Cleveland Browns desde 1999. Cleveland é um ambiente tóxico para o desenvolvimento de QBs e é um time que está em estado de reconstrução permanente. Se Griffin aceitar que também está em estado de reconstrução, talvez consiga dar a volta por cima em sua carreira. Para isso, terá que ter a humildade de ouvir seus técnicos, melhorar como QB e perceber que o mundo não gira ao seu redor.

Em sua primeira coletiva como um Brown, Griffin disse: “Você ama muito fazer uma coisa. E quando ela é tirada de você, duas coisas podem acontecer: você pode afundar e permitir que te destrua ou pode deixar que te construa”. Veremos, Robert.