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Exorcizando fantasmas

Pittsburgh foi um ótimo time, com um ataque empolgante e uma defesa sólida em 2017 – tudo muito bom para ser eliminado no Divisional Round contra um Jaguars semi-virgem em pós-temporada; a tão esperada revanche contra o New England Patriots não se concretizou e o Steelers foi relegado a uma offseason com muito a ponderar sobre passado, presente e, sobretudo, futuro; não há como cravar por quanto tempo o trio composto por Big Ben, Antonio Brown e Le’Veon Bell se manterá unido, mas enquanto eles estiverem no Heinz Field, o Steelers é um candidato ao Super Bowl.

Novos (velhos) dramas

Em 2017, mais uma vez, Ben Roethlisberger “anunciou cogitar” a aposentadoria, para a surpresa de absolutamente ninguém. Um ponto crítico, aliás, foi a derrota para o Jaguars ainda na temporada regular, quando após ser interceptado cinco vezes em uma atuação constrangedora, Ben declarou não ter mais o que era necessário para um quarterback – seja lá o que isso signifique. Mas Roethlisberger se recuperou e levou os Steelers para os playoffs, mudando o discurso e sugerindo que ainda poderia atuar mais três ou quatro anos em alto nível.

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Dramas à parte, esta é uma ótima notícia para Pittsburgh que, enquanto tiver Ben como QB, sempre será favorito na Série B (AFC). Em 2017, porém, pela primeira vez desde 2011 Roethlisberger não terá ao seu lado o OC Todd Haley, que rumou para os Browns; Randy Fichtner, até então treinador de QBs, assumiu o cargo.

Aqui não há motivos para preocupação, visto que não há buracos a preencher no sistema ofensivo do Steelers (há anos entre as melhores unidades da NFL), mas espera-se que o Fichtner aproveite ainda mais o potencial do veterano QB, que não apresenta sinais de declínio em seus números – eles têm sido os mesmos individualmente desde que Ben começou a atuar ao lado de Brown e Bell, exceção ao ano passado, com alguns problemas na redzone não habituais ao Steelers.

Em 2018 as mesmas armas estarão à disposição: Antonio Brown é, sem dúvida, o melhor WR da NFL. Na posição 2, JuJu Smith-Schuster tem tudo para brilhar ainda mais após sua temporada de estreia: foram 58 recepções para 917 jardas e sete touchdowns; Schuster completará 22 anos em novembro e seu futuro parece cada vez mais promissor. Pese ainda o fato de que, enfim, o Steelers se livrou de Martavis Bryant e agora James Wasington, selecionado no segundo round do draft, já desembarcará no Heinz Field com espaço para acelerar seu processo de desenvolvimento.

Pelo chão, assim que a novela mexicana terminar, Le’Veon Bell será o responsável por carregar o piano – Bell é um dos melhores RBs da NFL e correu para 1.291 jardas na última temporada – além de ter recebido 85 passes. Pensando no longo prazo, talvez Pittsburgh tenha cometido um pequeno deslize ao não encontrar alguém mais eficaz para dividir a carga de trabalho com Le’Veon; enquanto isso, o papel auxiliar segue com James Conner – uma ótima história, mas pouco eficaz em campo em seu primeiro ano.

NOTA DO EDITOR: quando defecamos estas linhas, apostamos que seria apenas um dramalhão mexicano com final feliz, mas aparentemente Bell e os Steelers conseguiram tornar a história melhor que A Usurpadora.

Muito do sucesso do sistema ofensivo do Steelers também é mérito da OL; aliás, estabilidade tem sido a chave para que todo o sistema se mantenha eficiente ao longo dos anos; os OTs Alejandro Villanueva e Marcus Gilbert são excelentes, o C Maurkice Pouncey é extremamente talentoso (embora tenha mostrado alguns indícios de queda de produção no último ano) e o G David DeCastro dispensa comentários.

Pittsburgh, porém, deve sentir falta do OT Chris Hubbard, importante reserva em quem a franquia investiu quatro temporadas, mas que rumou para o Cleveland Browns durante a free agency.

O outro lado

Não há como dissociar o final da última temporada do Steelers da lesão trágica lesão de Ryan Shazier na semana 12; Pittsburgh não se recuperou do trauma causado naquela noite diante do Bengals. Desde então, eles tiveram toda uma offseason para se preparar para a vida sem Shazier – que fez progressos incríveis, mas já está descartado para a temporada 2018 e, bem, é muito provável que nunca mais pise em um campo de football.

A reconstrução, porém, se centrou na secundária. Pittsburgh abriu mão de Mike Mitchell, na esperança de rejuvenescer e melhorar a defesa contra o passe. Joe Haden segue no setor – e, embora não seja o mesmo atleta dos tempos de Cleveland, ainda é um nome  que não causa desconfiança.

A avenida Artie Burns também segue em Pittsburgh, mas a esperança é que Morgan Burnett, que passou suas primeiras oito temporadas em Green Bay, e Terrell Edmunds, escolha de primeiro round, impeçam que ataques aéreos minimamente eficientes tornem a vida do Steelers um inferno.

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Já  DL segue entre as melhores da liga; o DE Cameron Heyward vem de uma temporada em que teve 12 sacks e nada indica que ele não possa repetir a performance. Ao seu lado Stephon Tuitt foi extremamente eficiente, e as boas atuações tendem a continuar.

O corpo de LBs é jovem e eficiente: TJ Watt liderou as estatísticas, com sete sacks, mas Bud Dupree, agora em sua quarta temporada, não ficou atrás, com seis – Dupree ainda não se tornou o que Pittsburgh esperava quando o selecionou no primeiro round do draft de 2015, mas longe de ser uma decepção, ainda há espaço para mais uma tentativa.

Palpite:

O Steelers se desintegrou no ano passado quando Ryan Shazier sofreu uma terrível lesão na coluna. A boa notícia é que eles ainda são o melhor time da AFC North – e devem continuar no topo da divisão enquanto Big Ben, Brown e Bell forem vivos. Nesse cenário, confirmar a vaga na pós-temporada parece mera questão de tempo. Lá, tudo pode acontecer: um colapso contra um time inferior, a derrota ou mesmo a revanche contra o Patriots – esta última, sobretudo, se o time se unir em torno de um senso de urgência e cientes de que a janela de Big Ben para um novo Vince Lombardi Trophy está se fechando. Como na vida, é tudo uma questão de perspectiva – mas o meu dinheiro, se preciso fosse, ainda seria apostado em um tal de Thomas Edward Patrick Brady.

#SuperBowlChallenge: nossos palpites

O Pick Six é composto por pessoas que não entendem porcaria nenhuma e gostam de cagar regra. Mas mesmo assim vocês pediram, e aqui estamos expondo nossos palpites para o #SuperBowlChallenge.

Obviamente, passaremos vergonha e seremos humilhado por algum leitor mentalmente mais capaz que nós (convenhamos, está longe de ser algo difícil).

Aliás, se você ainda não se inscreveu na disputa pelo já tradicional MIMO SURPRESA, pare o que está fazendo e distribua pitacos abalizados e coerentes – isso, claro, antes de ler nossos palpites logo abaixo; não se deixe influenciar por nosso retardo mental.

Cadu

É difícil imaginar um cenário em que New England Patriots e Pittsburgh Steelers não estejam na final da AFC. Mas se tem um time que pode surpreender é o Kansas City Chiefs. O provável confronto com o Patriots no Divisional Round é o que teremos de mais emocionante na Conferência. De qualquer forma, o vencedor será derrotado na final pelo Steelers, que seguirá para o Super Bowl e ganhará seu sétimo título.

Na NFC, fazer previsões é um desafio enorme. Com exceções de Carolina Panthers e Philadelphia Eagles, que parecem estar um pouco abaixo dos demais, o equilíbrio toma conta da Conferência. O confronto Los Angeles Rams x Atlanta Falcons tem o potencial de criar um monstro, já que o vencedor deve sair muito embalado.

O grande desafio estará nas mãos do time que passar por Minnesota. Se o Rams bater Falcons e Vikings em sequência, não terá dificuldade para vencer o Saints, que é um time bom, mas não com a força necessária para vencer qualquer outro na final da NFC.

Diego

A rodada de wild card, principalmente na AFC é um grande “é o que sobrou”; Chiefs e Jaguars devem passar já que são times mais organizados que os adversários, enquanto em Falcons @ Rams e Panthers @ Saints aposto no homefield advantage. Para a rodada divisional, o Eagles é o grande candidato a one and done pelo simples fator Nick Foles, enquanto o Vikings deve sobreviver.

Já na AFC, todo mundo sabe que só há três formas de derrotar o New England Patriots nos playoffs: ser Mark Sanchez, ser Joe Flacco ou não deixar o time de Foxborough terminar com a seed #1. Como nenhum dessas três coisas aconteceu, o Patriots deve ser o representante da AFC no Super Bowl, enquanto a maldição da sede não deixará os Vikings passarem do NFC Championship Game. Duelo de QBs no Super Bowl LII com vitória dos Patriots, pois Belichick é um melhor técnico que Sean Payton e, aceitemos, isso fará a diferença.

Digo

O palpite mais clubista do PickSix está aqui mesmo. Será dolorido quando der errado, mas tem sua lógica além da própria torcida. Porém, pelo começo: Kansas City é o único certeiro (queira José Aldo ou não); Jaguars e Saints são apostas seguras porque, bem, Bills e Panthers parecem já ter feito demais só por chegar até aqui.

Por último, Rams e Falcons são o jogo mais difícil para apostas – combinando a “tentativa de escolher enfrentar os Eagles na segunda parte dos playoffs ao escalar o time reserva contra Garoppolo” e o peso da inexperiência de Goff e cia, o Falcons é quem passa de fase.

Nas semifinais de conferência, Falcons e Steelers passam por ser simplesmente melhores e mais completos que seus adversários (Philadelphia provavelmente é o time com menos chance de Super Bowl entre os 12). O Vikings passa por já ter demonstrado ser capaz de parar qualquer grande ataque, enquanto a defesa dos Saints parece destinada a uma pipocada quando menos se espera; Kansas City de Alex Smith, sim, é uma escolha do coração. Esse time já mostrou ser capaz de parar Belichick e Brady uma vez, por que não uma segunda?

Seguindo a mesma lógica, um Pittsburgh Steelers mais descansado é simplesmente melhor que os Chiefs, como já mostraram na semana 6. E se os Vikings são capazes de parar um ataque da NFC South, por que não dois? E apostar contra o próprio time em um Super Bowl em casa simplesmente seria inumano (nota do editor: ou burro. O que é o caso).

Murilo

O Titans sequer existe e não gastarei meu tempo com ele – assim como o Chiefs não deverá gastar. A história do Bills foi linda (obrigado, Joe Flacco), mas infelizmente ela acabará no próximo domingo. É triste aceitar que o já citado Chiefs será triturado por Tom Brady, que posteriormente também acabará com Big Ben & companhia – se você acha que o Jaguars terá alguma chance, por favor, procure um médico: você está delirando.

Do outro lado, a defesa do Rams triturá Matty Ice e depois comerá Case Keenum com farinha – tudo isso enquanto você, enfim, se convence que está assistindo o início da jornada de Jared Thomas Goff rumo ao Hall of Fame (quanto antes você aceitar, melhor).

O Saints sofrerá um pouco, apenas por esporte, mas no fim do dia vencerá o Panthers e depois passará sem problemas pelo Eagles – que nestes playoffs, graças ao óbito de Carson Wentz (descanse em paz!), só é mais relevante que o Titans – que como já citamos, nem existe. Sério, parem de inventar times.

Voltando o que interessa, uma final entre Saints e Patriots será algo mágico, mesmo que todos saibamos que, bem, essa desgraça comandada por Tom Brady vencerá novamente.

Mas é indigno vencer algo apostando no Patriots; seria como faturar uma grande BOLADA, mas lá no fundo saber que se trata de DINHEIRO SUJO. E, bem, eu não conseguiria conviver com minha consciência comemorando uma vitória do Patriots.

Então pela minha família, pelos meus filhos (que nem nasceram), pelo Brasil e pelo povo brasileiro, o Saints vencerá essa merd*.

Rafael

Panthers, Titans e Bills são times que já chegam na rodada do Wild Card mortos. Queremos acreditar que o Falcons ainda está vivo, mas a verdade é que o time sensacional que vemos no papel não existe, e a equipe será eliminada pelo Rams.

Chiefs e Jaguars não têm forças pra vencer Patriots e Steelers, respectivamente. Não se engane com o duelo da temporada regular: Pittsburgh vai dar uma sova em #Sacksonville (foram vocês que financiaram essa merd*) e não sobrará um defensor para contar história. Aceitemos: os playoffs da AFC só serão interessantes daqui a duas semanas.

O Eagles também chega morto & enterrado na pós-temporada, por motivos de Nick Foles. O Saints só precisa não se boicotar pra chegar na final da NFC, onde enfrentará o Vikings que, assim como na temporada regular, vencerá o Rams (<\3).

Na final da AFC, é bem impossível que Belichick perca para os Steelers novamente (o jogo da temporada regular ele perdeu no campo e sabe disso), ainda mais jogando em Foxborough. Acontece que não quero estar certo se isso significar ver o lado negro da força no Super Bowl novamente.

Na NFC, muita coisa mudou desde que Vikings e Saints se encontraram lá na semana 1. Mas Minnesota, com uma ótima defesa e com um ataque capaz de vencer a defesa de New Orleans, vencerá o jogo. Será a vingança daquele jogo em que Brett Favre teve uma de suas múltiplas cãibras mentais.

Enfim, valerá a máxima: ataques vencem jogos, defesas vencem campeonatos. A ofensiva dos Steelers será anulada pela defesa dos Vikings no primeiro Super Bowl jogado pelo time da casa. Se preparem para viver em um mundo em que Minnesota (!), e Case Keenum (!!!!) possuem um anel. Talvez assim finalmente consigamos acabar com a NFL.

(nota da edição: outro idiota)

Análise Tática #21 – Semana #15: O plano de jogo do Pittsburgh Steelers

A análise tática semanal dá mais um passo no entendimento do jogo (ou não). Nas últimas semanas, introduzimos alguns conceitos de situações espeíficas, como trabalho do quarterback, jogo terrestre, two-minute drill. O objetivo do texto dessa semana é introduzir a percepção de como se desenvolve o plano de jogo de uma equipe durante uma partida, no caso, o ataque do Pittsburgh Steelers contra o New England Patriots na semana 15 da temporada de 2017.

O amigo leitor sabe que o futebol americano é um jogo estratégico, um “xadrez dentro de campo” (marca registrada). Apesar de eu odiar essa analogia, ela faz o perfeito sentido. Segundo Pat Kirwan, o desenvolvimento do plano de jogo começa logo após o encerramento da partida anterior, e se estende ao longo dos treinamentos até os ajustes de intervalo.

No aspecto ofensivo, um quarterback experiente como Ben Roethlisberger participa de todo esse processo, seja vendo vídeos de partidas anteriores para detectar as tendências e deficiências da defesa adversária, junto com o setor de scouting. Também opinar sobre aquilo o que ele se sente confortável a executar durante a partida, juntamente com os técnicos.

Em um aspecto macro, é trabalho do head-coach e do coordenador ofensivo, ao obterem as informações vindas do setor de scouting, saber determinar as próprias tendências. Assim, a defesa adversária mantém-se em dúvida sobre qual tipo de jogada será executada quando observa um determinado pacote em campo. Assim se instala o jogo de futebol americano, na maioria dos casos, quem consegue ocultar melhor suas características, leva vantagem no plano estratégico.

Em uma jornada semanal completa (o time joga aos domingos), a detecção de tendências geralmente ocorre às segundas e terças, enquanto o plano é levado a campo a ser passado aos jogadores de quarta à sexta. O sábado é focado em ajustes e testes de sincronismo aos jogadores, por que provavelmente o time se concentrará em algum hotel da cidade ou necessita viajar ao local da partida.

Tratando, especificamente da partida, a situação ideal de plano de jogo. Como inativos, o Steelers teve apenas os OT Matt Feller, TE Vance McDonald e WR Justin Hunter, nenhum ponto central do ataque. Já como deficiências do adversário, podemos sinalizar de imediato a falta de um pass-rush dominante e a falta de linebackers como principais pontos do New England Patriots. Dont’a Hightower está fora da temporada e o time ainda teve a ausência do DT Alan Branch no último domingo.

Apesar de que bons técnicos são capazes de contornar essas situações, a falta de estrelas em uma unidade afeta a construção estratégica, por que o time precisa considerar o planejamento de prancheta só se converterá em campo se houver no elenco as peças certas para tal. Parece um ponto óbvio, mas acredite leitor, vemos muitas equipes no domingo tentando executar sistemas que não são capazes, não à toa temos tantos times abaixo da média na liga (16 ataques com DVOA negativo em 2017).

Em termos estatísticos, o ataque dos Steelers executou 63 jogadas, sendo 22/30 passes (completos/tentados) para 270 jardas, 31 tentativas de corridas para 143 jardas. Houve uma interceptação, justamente a que deu a vitória ao New England Patriots, e Roethlisberger sofreu sack em duas ocasiões. Esse montante se desenvolveu em 9 drives ofensivos, 5 punts, 3 touchdowns ofensivos e 1 field goal. A campanha mais longa se desenvolveu no segundo quarto, totalizando 15 jogadas. As demais tiveram entre 6 e 8 snaps.

Observando jogada a jogada cada formação colocada em campo pelo ataque dos Steelers, percebemos um determinado padrão. Roethlisberger alinhou 30 vezes em shotgun em situações de corrida e 24 vezes em situações de passe, maioria absoluta (das 31 tentativas de corrida e 32 dropbacks), destes, os 22 primeiros snaps foram com Big Bem alinhado 5 jardas atrás do center.

Claramente Mike Tomlin deu um padrão a ser observado por Bill Belichick e Matt Patricia nos ajustes de intervalo. Em relação aos personnel (quantidade de TEs e RBs em campo, ajuda a saber se o ataque está propenso ao passe ou à corrida), destacou-se o 11 personnel, que apareceu em 21 ocasiões de passe e 17 ocasiões de corrida. Quanto às descidas, a relação foi a seguinte:

  • 1st down: 12 passes, 17 corridas.
  • 2nd down: 7 passes, 15 corridas
  • 3rd down: 15 passes, 1 corrida.

Aqui cabe a observação que em nenhum momento do jogo o time da Pensilvânia arriscou uma tentativa de conversão de 4th down. No primeiro tempo da partida, os Steelers concentraram a maior quantidade de jogadas de passe no jogo, situação que se reverteu na metade seguinte. O objetivo foi basicamente comprometer a defesa com a bidimensionalidade do ataque, permitindo com que Bem Roethlisberger explorasse o play action fake, fato que se sucedeu principalmente em terceiras descidas.

Depois dessa quantidade de números, vamos finalmente tratar dos conceitos apresentados em campo. Afinal, essa coluna é a análise tática, então vocês esperam ver prints com rotas desenhadas no paint e GIFs, certo?

A inside zone dos Steelers

Em termos de jogo terrestre , a jogada mais executada na partida foi a inside zone. Valendo-se da elusividade de Le’Veon Bell, os Steelers utilizaram esse conceito de forma direta em sete oportunidades. Conta-se outros formatos de corrida que contam com esse tipo de bloqueio indiretamente. Em contrapartida, o outro método que vimos semana passada, a outside zone, foi executada em quatro oportunidades.

Houve uma diferença básica apresentada pelos Steelers nesse jogo. Como o time correu 30 vezes do shotgun, isso causa uma pequena diferença conceitual: o mesh point ocorre quase ao mesmo tempo em que Bell recebe o handoff. Isso obriga o RB a observar antecipadamente a disposição da defesa em campo ao mesmo tempo em que recebe a bola em mãos, fato que explica por que vemos Bell lenta e pacientemente observando os bloqueios se estabelecerem em vez de atacar o gap à toda velocidade.

A vantagem é que essa é exatamente a melhor característica do jogador, e o Steelers a utiliza com perfeição, exemplo de um plano de jogo montado às características dos skill players disponíveis. Se Bell não jogasse, com certeza veríamos números diferentes aos mostrados acima. O desenvolvimento de uma inside zone pode ser visto no gif abaixo.

A trap como contrapeso

A trap é um tipo de corrida em bloqueio por zona que depende do atleticismo dos jogadores de linha ofensiva. Basicamente, um dos guards é o lead blocker e deverá se deslocar ao lado oposto ao que está alinhado, enquanto o restante da linha bloqueia no sentido inverso. O RB deverá desenvolver sua leitura seguindo o bloqueio do guard.

Na imagem acima, vemos uma situação logo do início da partida, bola na linha de 28 do campo de defesa, uma 2nd & 15, com 13:05 de relógio. Foi a primeira vez que o Steelers estabeleceu a trap na partida. New England mostra um formato de Cover 2-Man, contra o shotgun singleback weak com recebedores em 1×2 de Pittsburgh. O safety mais próximo a parte inferior da tela mostra a blitz seguidas vezes de forma a tentar confundir a leitura do QB, até o ponto em que ele se mostra estar reagindo ao que Le’Veon Bell fará na jogada, tornando a defesa em Cover 1.

A jogada se desenvolve com o camisa #66 sendo o lead blocker para o lado direito, enquanto Le’Veon Bell o acompanha. O RB tropeça e encerra o que poderia ser uma jogada de grande avanço.

Na partida do último domingo observamos os Steelers bastante comprometidos com o jogo corrido, seja de forma a dominar o tempo de posse de bola contra o New England Patriots (manter Brady fora de campo é uma das premissas para derrotar o time de Foxboro), seja estruturando Bell como o ponto central do ataque. Outra possibilidade estratégica é explorar a fragilidade dos inside linebackers de New England: sem Dont’a Hightower fora da temporada por lesão, Kyle van Noy e Elandon Roberts, não são as opções mais apropriadas para conter um jogador elusivo como Le’Veon Bell.

Isso aconteceu também no jogo aéreo, em que os Steelers aproveitaram-se de passes curtos e laterais para aproveitar a velocidade de seus recebedores contra os linebackers adversários.

O passe curto

O subtítulo acima pode ser confuso e contraditório, mas no início da partida, Pittsburgh utilizou passes curtos como contrabalanço, de forma a manter a defesa dos Patriots com um mesmo conjunto defensivo em campo, principalmente em situações de terceira descida.

Como observamos, os Steelers concentraram a grande quantidade das jogadas de passe no primeiro tempo, e as jogadas de poucas jardas aéreas serviram como análogo ao jogo terrestre. Le’Veon Bell aparece novamente aqui executando com perfeição a wheel route. Foram três recepções executando essa rota, duas delas em shotgun weakside singleback (11 personnel) e uma em shotgun strongside singleback (10 personnel). Nenhuma, entretanto, foi para pontuação, apesar de que uma dessas se deu em conversão de terceira descida.

Na figura acima, observa-se o uso da wheel route em situação de primeira descida. O objetivo é deixar LeVeon Bell sem marcação nenhuma, enquanto dois recebedores percorrem rotas verticais e os mais internos realizam um conceito mesh. Isso permite que Bell ganhe várias jardas após a recepção pela incapacidade física dos LBs de o acompanhar e pela distância do safety responsável por aquele lado do campo.

O Steelers utilizou novamente essa combinação de duas rotas verticais e duas que se cruzam no meio do campo em conjunto com a wheel na conversão de terceira descida. Aqui, objetivo era guiar os linebackers ao fundo do campo e deixar Bell apenas acompanhado pelos safeties, que chegariam tardiamente na jogada.

Em uma situação de poucas jardas, o Patriots naturalmente protegeu a linha de first down, mas não foi suficiente para evitar a conversão.

As jogadas de pontuação

O Steelers conquistou 3 TDs em uma partida que terminou em uma derrota de 27-24. Vamos a cada um deles.

O primeiro touchdown de Pittsburgh na partida foi obtido em um mismatch entre o WR Eli Rogers e um linebacker. O recebedor executou uma angle route em direção ao meio do campo e venceu seu marcador na agilidade. No decorrer da jogada, a cobertura não foi capaz de alcançá-lo antes da endzone.

Esse é o típico caso em que a leitura do QB pré-snap sobre a defesa traz bons frutos. Big Ben observou o matchup favorável e fez o ajuste por meio de audibles. A defesa de New England não reagiu e o TD aconteceu. Reparem que a situação é tão favorável que os demais recebedores sequer correm suas rotas até o final e mesmo assim a jogada é bem-sucedida.

Antes ao intervalo, o Steelers executou seu melhor drive na partida. Foram 15 jogadas que consumiram 8 minutos de relógio, terminando em TD, mostrado na imagem acima. Os Steelers partiram de uma formação 1×3, e Bell saiu em motion para sobrecarregar o strongside, alinhando como recebedor. O WR à esquerda também se deslocou para esse lado, formando o conceito Strong Flood. O recebedor com a rota em laranja se desloca em sentido inverso, com o objetivo de se desmarcar com o tráfego no meio do campo.

Ben Roethlisberger executa um lob pass, e mesmo bem marcado, Martavis Bryant consegue fazer a recepção.

Lembra-se da trap que terminou em um tropeção de LeVeon Bell, caro leitor? Bem, ela reaparece aqui, dessa vez para render 6 pontos aos Steelers, no que foi sua última pontuação no jogo. O conceito é semelhante: o right guard será o lead blocker e guiará LeVeon Bell. O RB usa a inércia e se projeta na endzone mesmo sofrendo o tackle.

Como dito anteriormente, o New England Patriots venceu fora de casa por 27 a 24, situação que o deixou confortável na briga pela home field advantage. Porém, observamos que mesmo com a derrota, o Steelers, em seu plano de jogo, foi fiel às características das peças de seu ataque e conseguiu executar, em alguns momentos de manual o que foi planejado.

Mesmo com a derrota, o time de Pittsburgh conseguiu explorar as deficiências do adversário, não conseguiu vencer por que na outra fase do jogo havia um Rob Gronkowski em dia inspirado.

Power Ranking: semanas #7, #8 e #9

Estamos na metade da temporada e uma certeza se consolida em nossas mentes: a de que não sabemos nada. Chegamos a dizer que o Tampa Bay Buccaneers era candidato a Super Bowl, mas acabamos vendo Jameis Winston fazendo discursos motivacionais duvidosos antes de derrotas vexatórias. Cravamos que o New York Jets era uma piada completa, mas hoje temos que engolir as quatro vitórias que o bravo time já conseguiu.

A NFL é assim mesmo: difícil de prever. Mesmo assim, continuamos tentando e errando com convicção.

32 – Cleveland Browns (0/ 0-8)

Cleveland só não tem o maior número de derrotas da liga porque tem um jogo a menos que o 49ers.

31 – San Francisco 49ers (0/ 0-9)

Jimmy Garopollo pode até ser a resposta para o futuro, mas em 2017 será apenas submetido a um time completamente sem talento.

Moreno sensual.

30 – Indianapolis Colts (-1/ 3-6)

Andrew Luck deveria ter voltado a jogar há algumas semanas. Hoje, não se sabe nem se ele um dia vai voltar a jogar.

29 – New York Giants (-3/ 1-7)

Jogadores, torcida, imprensa e qualquer pessoa que goste minimamente da NFL estão em vigília pela demissão de Bem McAdoo.

28 – Tampa Bay Buccaneers (-13/ 2-6)

Não é à toa que está colado no Giants no ranking: o Bucs também é um time que já desistiu.

27 – Miami Dolphins (0/ 4-4)

De alguma forma quase inexplicável, um dos piores ataques da história da franquia está 4-4. E agora não tem mais Jay Ajayi.

26 – Chicago Bears (+2/ 3-5)

Mitchell “não me chamem de Mitch” Trubisky tem mostrado que não podemos ridicularizar tanto escolhas de draft, mas o Bears ainda é uma versão mais pobre de algo como um Baltimore Ravens.

25 – Green Bay Packers (-9/ 4-4)

Brett Hundley é a prova de que os times deveriam investir um pouco mais em um bom backup. Saudades, Aaron.

24 – Houston Texans (-13/ 3-5)

Tom Savage é a prova de os times deveriam investir um pouco mais em um bom backup. Saudades, Deshaun.

23 – New York Jets (+7/ 4-5)

O Jets tem sido tão interessante que até dá vontade de torcer por ele, mas logo passa.

22 – Cincinnati Bengals (+1/ 3-5)

O Bengals é tão frustrante que AJ Green já pensa em seguir carreira no MMA.

21 – Baltimore Ravens (+3/ 4-5)

Sem exageros, o Ravens é o time mais chato de assistir.

20 – Arizona Cardinals (0/ 4-4)

O Cardinals é um daqueles times 4-4 que não podem ser levados a sério. Muito em breve tudo vai desmoronar de maneira retumbante.

19 – Los Angeles Chargers (+6/ 3-5)

O Chargers parece ser melhor que o recorde de 3-5. O Chargers parece ser pior que o recorde de 3-5. Sei lá.

18 – Denver Broncos (-14/ 3-5)

Gostaria de anunciar a minha candidatura à presidência da AEDB, a Associação dos Enganados pelo Denver Broncos.

17 – Oakland Raiders (+4/ 4-5)

Será que a divisão ainda está ao alcance do inconstante Raiders ou a vaga para os playoffs virá por Wild Card? Provavelmente nenhuma das duas coisas.

16 – Washington Redskins (-2/ 4-4)

Já disse antes e volto a dizer: é difícil concluir qualquer coisa sobre o Redskins. Talvez seu lugar terno seja exatamente onde está: em cima da linha da mediocridade.

15 – Tennessee Titans (+4/ 5-3)

Não sabemos como, mas o Titans já conseguiu cinco vitórias e vai se distanciando um pouco do rótulo de decepção.

14 – Buffalo Bills (+3/ 5-3)

A derrota para o Jets não estava nos planos, mas o Bills segue na luta para encerrar a atual maior seca de aparições nos playoffs. Acreditem: é possível.

13 – Jacksonville Jaguars (+9/ 5-3)

A defesa vem jogando em nível tão alto que pode entrar para a história da NFL. O problema é se, em algum momento, o time depender de Blake Bortles para vencer. E, se chagar aos playoffs, precisará de seu QB.

12 – Atlanta Falcons (-4/ 4-4)

Decepção. s.f. Sentimento de desgosto, de mágoa ou de desalento; sensação de tristeza; circunstância emocional de melancolia; ausência de alegria.

11 – Detroit Lions (-1/ 4-4)

O Lions é um dos times 4-4 que podem ser levados a sério. Matthew Stafford é um QB que precisa ser mais respeitado.

10 – Seattle Seahawks (+2/ 5-3)

A derrota para o Washington Redskins em casa foi dura de engolir, mas podemos simplesmente culpar o kicker, certo?

9 – New Orleans Saints (+11/ 6-2)

O Saints talvez seja o time mais surpreendente a entrar no top 10. A defesa, que vinha sendo uma piada há anos, parece ter encontrado seu caminho e agora chega a ser temida, acreditem.

8 – Minnesota Vikings (+1/ 6-2)

Grande favorito para vencer a NFC North. Teddy Bridgewater pode voltar a jogar a qualquer momento. Vai fazer diferença? Não muita.

7 – Dallas Cowboys (+6/ 5-3)

Do ataque já esperávamos coisas boas e agora a defesa tem jogado muito bem. O Cowboys está a uma (ou mais) decisão judicial de ser um contender.

6 – Carolina Panthers (0/ 6-3)

Cam Newton lamentou a troca que mandou o WR Kelvin Benjamin para o Bills, mas disse que “o Titanic precisa seguir viagem”. É esperado que o time afunde no próximo Power Ranking, mas por enquanto tudo está sob controle.

5 – Los Angeles Rams (+2/ 6-2)

Vários anos assistindo os times de Jeff Fischer ainda nos fazem olhar meio torto para o Rams, mas é preciso reconhecer que a versão 2017 do time é empolgante.

4 – New England Patriots (+1/ 6-2)

Lembram quando todo mundo estava entrando em pânico com o início da temporada do Patriots? Dois meses depois o time está confortavelmente sentado em um 6-2, como era esperado.

3 – Kansas City Chiefs (-2/ 6-3)

O encanto parece ter acabado, mas a memória das primeiras semanas mantem viva a esperança de ver aquele ataque jogando novamente tudo o que já jogou. A defesa? Bem, a defesa é uma coisa bastante triste.

2 – Pittsburgh Steelers (+1/ 6-2)

Aos poucos, o ataque vai engrenando e pode, facilmente, se tornar o melhor da NFL. Enquanto isso, a defesa é disparada a que menos cede pontos.

Feliz na nova casa.

1 – Philadelphia Eagles (+1/ 8-1)

Em um ano em que não há times verdadeiramente dominantes, o Eagles é o melhor deles.

 

Semana #6: os melhores piores momentos

Semanalmente, grandes jogadas são feitas. Mas também, semanalmente, péssimas jogadas são feitas. Esta coluna está interessada apenas no segundo grupo: porque os highlights você pode assistir em qualquer lugar, o que houve de ruim, só aqui, no Pick Six.

1 – Sequências assustadoras

Não tão boas quanto a franquia Sharknado, mas mostrando que tudo que está ruim, pode piorar.

1.1 – O Detroit Lions 

Em um primeiro momento, o jovem Jamal Agnew (já retornou algumas bolas para a endzone, mas tem o azar de jogar em Detroit, logo você não o conhece) conseguiu sofrer um fumble medonho ao tentar retornar um punt: ele jogou a bola pra trás, e escapou de um Safety por pouco.

Um passe incompleto depois, Matthew Stafford conseguiu a lendária Pick Six na Endzone. Diz a lenda que ver muitas dessas na vida é um sinal de sorte.

1.2 – Kansas City Chiefs e Pittsburgh Steelers 

Não é porque são bons times que eles estão imunes as cãibras mentais. Acompanhe aqui como Alex Smith está inspirado na sua campanha de MVP: está jogando como Peyton Manning.

O Steelers queria jogo e, em um belo momento de fair play, decidiu que os dois pontos já eram suficientes e o Chiefs poderia reaver a bola. Antonio Brown e cia. ainda fizeram um belo teatro para disfarçar. Parabéns pela atitude!

2 – Decisões assustadoras 

Não tanto quanto aquela sua ideia de apostar no Tennessee Titans como o time a ser batido na AFC em 2017.

2.1 – Denver Broncos

Brock Osweiler teve sua oportunidade de ouro ao ser contratado pelo Denver Broncos. E então a sorte sorriu novamente para Brock: Trevor “is he good enough?” Siemian se machucou e ele pôde comandar o ataque de Denver por algumas jogadas. Mas os Broncos sabiam que era melhor não se arriscar e, mesmo depois que Osweiler fez um spike para parar o relógio, o time decidiu que era melhor acabar com a brincadeira ali mesmo.

Poesia.

2.2 – Jacksonville Jaguars

Os Jaguars descobriram da pior maneira que, perdendo por 10 pontos, chutar um Field Goal de 54 (!) jardas na segunda (!!) descida (!!!) não era uma boa ideia.

Pra enquadrar.

3 – Punts: uma ciência muito mais complexa que você imaginava.

Depois de Jay Cutler, definitivamente a jogada que mais traz alegria para a nossa coluna. Já apareceu duas vezes hoje, e ainda há espaço pra mais.

3.1 – “A bola tá vindo, o que é que eu faço?”

Porque o Thursday Night Football NUNCA falha.

3.2 – O momento que você conheceu a posição de Long Snapper 

Com todo respeito, mas essa é a única posição do esporte que até cegos podem jogar. Você não pode ser pago pra isso e ser ruim. Nunca.

3.3 – Os times especial do Los Angeles Rams

Uma presença constante por aqui. Algumas vezes de forma positiva, outras de forma negativa. Dessa vez, foi lindo.

4 – Joe Flacco

Um ótimo lance para você usar de exemplo quando estiver explicando o esporte pra @: não pode lançar a bola pra frente depois que você passou da linha de scrimmage. Apesar de ter gente que joga o jogo (e ganha muito dinheiro para isso) que não sabe da regra, ela ainda é muito importante.

Caso você não tenha percebido, a linha de scrimmage é ali na linha de 10.

5 – Pessoas entrando de bunda na endzone

A tendência mais forte do inverno americano.

5.1 – Golden Tate III

O homem que imortalizou essa arte. Nós amamos Golden Tate. (Veja o touchdown, também vale a pena.)

5.2 – Braxton Miller

Nada como enfrentar o Browns. Você talvez nem conhecia esse homem. Nós o conhecemos deste lance.

5.3 – O guerreiro #13 de Kansas City 

6 – Imagens que trazem PAZ.

6.1 – Kevin Hogan 

Tem que ser muito gênio pra lançar um Intentional Grounding em que a bola sequer sai da endzone.

6.2 – Adrian Peterson quebrando tornozelos

Diretamente do túnel do tempo, mais precisamente do ano 2009.

6.3 – “Os Intocáveis”

A série que conquista fãs a cada semana.

6.4 – Kiko Alonso

Porque não apenas crianças gostam de voltar pra casa com souvenirs.

6.5 – Frank Gore

Assassinando o Edge, Gore entra aqui na cota do clubismo.

7 – Prêmio Dez Bryant da Semana

Não tem Prêmio Dez Bryant nessa semana. Quando a coluna for paga, você poderá reclamar.*

*Nenhuma atuação medonha chamou muito a atenção, e já tínhamos conteúdo suficiente dessa vez.

8 – Artie Burns

No touchdown que o guerreiro #13 dos Chiefs entra na endzone com a bunda, Burns protagonizou um momento, no mínimo, curioso. Ele para na jogada pra reclamar. E ainda perde o tackle na sequência. Burns é o camisa 25.

 

Power Ranking: semanas #5 e #6

Cada vez mais percebemos que não entendemos nada do esporte conhecido como futebol americano: quem imaginava que os Giants venceriam os Broncos?

Por outro lado, alguns fatos seguem como certezas: o New England Patriots sendo ajudado pela arbitragem e o Cleveland Browns sendo o Cleveland Browns.

32 – Cleveland Browns (-1 / 0-6)

Seis semanas. Esse foi o tempo necessário para a esperança desaparecer completamente e o Cleveland Browns voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

31 – San Francisco 49ers (-2 / 0-6)

A conexão C.J. Beathard – George Kittle é o futuro de um time ruim em completa reconstrução. Na verdade, o futuro é Kirk Cousins.

30 – New York Jets (+2 / 3-3)

O Jets foi mantido na lanterna desse ranking por seis semanas. Admitir o erro é um ato de nobreza: o time é melhor do que se poderia prever. Porém, não seria surpresa se não vencer mais nenhum jogo nessa temporada.

29 – Indianapolis Colts (+1 / 2-4)

O desejo de colocar o Colts um pouco acima nesse ranking existe, mas ele acaba quando lembro que as duas vitórias que o time acumula foram contra Browns e 49ers e o head coach é Chuck Pagano.

28 – Chicago Bears (0 / 2-4)

Mitchell Trubisky vem sambando na cara dos que deram risada do Draft do Bears (nós).

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27 – Miami Dolphins (0 / 3-2)

Vencer o Atlanta Falcons foi um feito considerável, mas não sabemos se foi uma vitória do Dolphins ou uma derrota do Falcons. O fator Jay Cutler impede que o time esteja em melhor posição no ranking.

26 – New York Giants (0 / 1-5)

A vitória contra o Denver Broncos serviu apenas para provar que ninguém sabe nada nessa porra toda.

25 – Los Angeles Chargers (0 / 2-4)

Duas vitórias consecutivas e uma certeza: esse time não vai a lugar algum.

24 – Baltimore Ravens (-6 / 3-3)

Esse talvez seja um dos times mais difíceis de assistir. O ataque é um show de mediocridade e a defesa não é tão boa quanto parecia.

23 – Cincinnati Bengals (+1 / 2-3)

Depois de passar bastante vergonha no início da temporada, o Bengals renasceu. O verdadeiro teste, porém, será contra o Steelers, no próximo domingo.

22 – Jacksonville Jaguars (+1 / 3-3)

A defesa é muito boa e a que mais gera turnovers. Leonard Fournette é MUITO bom. Mas é só depender minimamente de Blake Bortles que a coisa não vai pra frente. Talvez esse time consiga superar seu próprio QB e chegar aos playoffs, mas a obrigação moral é mantê-lo do meio pra baixo do ranking.

21 – Oakland Raiders (-12 / 2-4)

Ninguém está jogando nada em um time que era uma das prováveis forças da AFC

20 – Arizona Cardinals (+1 / 3-3)

Aparentemente estamos em 2009 e o trio Palmer-Fitz-Peterson está no auge. Resta saber quanto tempo isso vai durar.

19 – Tennessee Titans (0 / 3-3)

É difícil classificar o Titans como decepção. Talvez seja apenas um time medíocre mesmo.

18 – New Orleans Saints (+4 / 3-2)

Acreditem: o New Orleans Saints tem uma defesa consistente e um ataque baseado no jogo corrido. Essa é a NFL em 2017. Não há lógica.

17 – Buffalo Bills (-2 / 3-2)

A campanha é boa, graças à defesa, mas vai chegar a hora em que o ataque terá que marcar pontos e descobrirá que simplesmente não tem recebedores.

16 – Green Bay Packers (-14 / 4-2)

Queda de 14 posições no ranking: é isso que a perda de Aaron Rodgers significa para o Packers.

A temporada acabou.

15 – Tampa Bay Buccaneers (-4 / 2-3)

Cinco partidas disputadas e a certeza de que esse time foi superestimado já está presente.

14 – Washington Redskins (+6 / 3-2)

É difícil saber o que mais Kirk Cousins terá que fazer para conseguir um contrato de longa duração.

13 – Dallas Cowboys (0 / 2-3)

Manobras legais vão mantendo Ezekiel Elliot em campo. Dak Prescott vem jogando muito bem. Será que o ataque conseguirá novamente mascarar uma defesa duvidosa?

12 – Seattle Seahawks (+2 / 3-2)

Aos poucos, o Seahawks vai melhorando. Todo ano é assim. E todo ano o time estará jogando em janeiro.

11 – Houston Texans (+6 / 3-3)

No nosso primeiro Power Ranking, dissemos que Deshaun Watson CLARAMENTE não estava pronto para a NFL. Quatro semanas depois e vários recordes quebrados, apenas nos resta pedir desculpas.

10 – Detroit Lions (-3 / 3-3)

A bye-week fará bem a um time que parece ser bom mas que vem de duas derrotas, uma delas tomando 52 pontos do Saints. Quando perder para Pittsburgh, na semana 8, cairá ainda mais nessa lista.

9 – Minnesota Vikings (+7 / 4-2)

Não só venceu o Packers, mas também venceu automaticamente a divisão com a contusão de Aaron Rodgers.

8 – Atlanta Falcons (-3 / 3-2)

O alerta geral já está ligado em Atlanta. Perder para o Dolphins foi uma grande vergonha. O mínimo que esse time precisa fazer é vencer a revanche do Super Bowl contra o Patriots. Sabemos que isso não vai acontecer.

7 – Los Angeles Rams (+3 / 4-2)

Ver: http://picksix.com.br/jared-goff-estrelando-o-verdadeiro-bust-era-jeff-fisher/

6 – Carolina Panthers (+2 / 4-2)

A derrota para o Eagles em casa não estava nos planos, mas por falta de times bons o Panthers sobe para a posição seis do ranking.

5 – New England Patriots (+1 / 4-2)

Nada como uma pequena ajuda da arbitragem para bater o Jets, mas o Patriots vem lentamente evoluindo e já lidera a divisão.

4 – Denver Broncos (-1 / 3-2)

É preciso manter o pensamento positivo: a derrota para o Giants foi apenas um momento de diarréia mental. 

3 – Pittsburgh Steelers (+1 / 4-2)

É bastante confuso perder de maneira vergonhosa para o Jaguars e depois vencer o até então invicto Chiefs fora de casa. O que importa é que o talento está presente em Pittsburgh e as coisas devem se ajeitar.

2 – Philadelphia Eagles (+10 / 5-1)

Parece ser a principal força da NFC. O confronto contra o Washington Redskins no Monday Night Football colocará isso à prova.

1 – Kansas City Chiefs (0 / 5-1)

A derrota para o Pittsburgh Steelers parece ter sido apenas uma pedra no caminho. Nada como enfrentar o modorrento Oakland Raiders no Thursday Night Football para recuperar o ritmo.

Pensativo…

Semana #5: os melhores piores momentos

O protocolo pede para que sempre haja um textinho de introdução antes de ir direto ao que interessa. Como sabemos que você vai pular essa parte da coluna, vamos direto ao que interessa.

1 – Começando com o pé torto: o Thursday Night Football

O Tampa Bay Buccaneers sofre com uma maldição que não acomete times grandes, apenas Buffalo Bills e Minnesota Vikings da vida: a franquia não consegue achar um kicker. Roberto Aguayo foi escolhido na segunda rodada do draft em 2016 para, um ano depois, ser chutado pelos restos de perna que habitavam o corpo de Nick Folk.

Aguayo está sem time e Nick Folk perdeu gloriosos três (!!!) Field Goals na derrota dos Bucs para os Patriots. Mas, vamos dar um desconto para o rapaz. O último chute era de trinta e uma jardas.

Errou.

2 – Prêmio Dez Bryant da Semana. 

Gostamos de deixar para dar o Troféu Dez Bryant – o único que premia o jogador de nome que você não pôde confiar durante a rodada – no final da coluna, mas abrimos uma exceção para Ben “Big Ben” Roethlisberger. Afinal, todos já sabiam. Cinco interceptações, duas pick sixes. Não temos mais o que dizer. Parabéns!

Procurando o fundo do poço.

3 – Interceptações medonhas: quem tem QB, tem medo.

Os que não tem choram.

3.1 – Jay Cutler

Estamos negociando os últimos detalhes para que Cutler se torne o patrocinador da coluna no lugar deixado por Andy Dalton.

3.2 – Jared Goff 

Até ontem ele era chamado de bust. Entenda aqui o porque.

3.3 – Jared Goff 2: O Inimigo Agora é Outro

Interceptado em um screen, bicho.

4 – Drops medonhos: na dúvida, vire jogador de soccer.

4.1 – Cooper Kupp

Porque ninguém atrapalha o comeback do nosso Jared Goff e sai impune.

4.2 – O guerreiro #34 de Minnesota

Todos sabemos que receivers que não sabem agarrar a bola viram defensive backs. Nem sempre isso é bom.

5 – Apenas mais uma cagada dos Special Teams do Indianapolis Colts

A unidade que já nos brindou com momentos inesquecíveis ataca novamente. Vamos deixar algo bem claro: se uma jogada nunca foi feita anteriormente na NFL, é bem provável que isso se dê porque ela é uma merda. E não é Chuck Pagano que vai descobrir algum conceito revolucionário. Apenas pare com isso, Colts.

6 – Imagens que trazem PAZ.

6.1 – Os 49ers ainda são péssimos

Porque você não vê muitos sacks em 2 men rush. Aliás, você não vê nem muitos 2 men rush. 

6.2 – Matt Cassel

A culpa não é dele, a culpa é de quem o coloca para jogar. Aqui vemos ele parindo uma futebola em um fumble deveras bizarro.

6.3 – “A bola tá vindo, o que é que eu faço?” ou “O não-retorno de Tavon Austin”

Era um fair catch. O único obstáculo dele era ele mesmo. Não foi suficiente.

7 – A segunda melhor coisa que o Chicago Bears fez no ano.

A primeira, claro, foi selecionar Mitch Trubisky. Um fake punt, um touchdown, defensores passando vergonha. São momentos como esse que alimentam o servidor do Pick Six Brasil.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Podcast #4 – uma coleção de asneiras IV

Discutimos as principais surpresas da NFL e, depois, com o objetivo de fazer ainda mais inimigos, apresentamos jogadores supervalorizados ao redor da liga.

Também apontamos nosso Super Bowl dos sonhos – sem essa de Patriots x Seahawks, ninguém aguenta mais. Por fim, como já é comum, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar de olho!

Participação especial: Vitor, do @tmwarning.

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Power Ranking: semanas #3 e #4

Alguns times nos enganaram nas duas primeiras semanas, mas tomamos as devidas providências para que não mais aconteça. Não estamos nem aí se a posição do seu time te desagrada. Lamentamos, mas é a realidade como ela é.

32 – New York Jets (0 / 2-2)

O record 2-2 é uma mera obra do acaso e o Jets ainda é o pior time da NFL. Não seremos enganados.

31 – Cleveland Browns (-1 / 0-4)

Esperávamos que a reconstrução trouxesse resultados mais rápidos, mas o ritmo das obras está um pouco lento, o que não é uma grande surpresa em se tratando de Cleveland Browns. 

30 – Indianapolis Colts (+1 / 1-3)

Sai Scott Tolzien. Entra Jacoby Brissett. É o suficiente para subir uma posição no ranking.

29 – San Francisco 49ers (0 / 0-4)

O time pelo menos está jogando com dignidade e dando sufoco nos adversários. Pena que dignidade não ganha jogos.

28 – Chicago Bears (0 / 1-3)

Após Mike Glennon fazer nossos olhos sangrarem no último TNF, está começando a era Mitchell (ele não gosta que o chamem de Mitch) Trubiski em Chicago.  

27 – Miami Dolphins (-11 / 1-2)

Foi um início promissor com a vitória contra o Chargers na primeira semana, mas depois o Dolphins e Jay Cutler mostraram o que verdadeiramente são: um lixo.

26 – New York Giants (-3 / 0-4)

Eu não aguento mais assistir Eli Manning entregar a bola para Paul Perkins perder três jardas. Eu simplesmente não aguento mais. Salvem o meu Giants.

Do tempo que o torcedor dos Giants podia sorrir.

25 –  Los Angeles Chargers (-7 / 0-4)

O Chargers é o único time da NFL que não tem vantagem por jogar em casa, já que não tem torcedores. Não tem vitórias também.

24 – Cincinnati Bengals (+2 / 1-3)

Deu trabalho ao Packers e atropelou o Browns. Não há motivos para empolgação, mas pelo menos a humilhação acabou.

23 – Jacksonville Jaguars (+1 / 2-2)

Queria entender a lógica de ganhar do Ravens, mas perder pro Jets. Ou ganhar do Texans, mas perder pro Titans. É difícil saber qual é o verdadeiro Jaguars.

22 – New Orleans Saints (+3 / 2-2)

Nos últimos dois jogos, a até então tenebrosa defesa do Saints tomou apenas 13 pontos. É pra aplaudir de pé.

21 – Arizona Cardinals (+1 / 2-2)

As vitórias contra Colts e 49ers dão um alento ao time que perdeu seu principal jogador, mas queremos ver vitórias contra times que são de fato times.

20 – Washington Redskins (0 / 2-2)

Kirk Cousins está jogando muito bem enquanto arruma as malas para ser o QB do San Francisco 49ers em 2018.

19 –  Tennessee Titans (-2 / 2-2)

Duas boas vitórias contra Jaguars e Seahawks pareciam o início da caminhada para a glória, mas aí o Titans tomou 57 pontos do Texans e ainda pode perder Marcus Mariota por alguns jogos.

18 – Baltimore Ravens (-10 / 2-2)

No primeiro Power Ranking foi dito que o Ravens tinha uma “defesa dominante e um ataque competente”. Fomos enganados.

17 – Houston Texans (+4 / 2-2)

Deshaun Watson talvez seja o jogador mais divertido de assistir até o momento. Resta saber se as atuações de gala vão durar.

16 – Minnesota Vikings (-7 / 2-2)

A contusão de Dalvin Cook trará consequências muito mais relevantes do que se pode imaginar. Além disso, o único QB com joelhos saudáveis no time é o terceiro reserva.

15 – Buffalo Bills (+12 / 3-1)

Desafio você, leitor, a encontrar alguém que tenha previsto um início de temporada 3-1 para o Bills, incluindo uma vitória em Atlanta. O time é bom, especialmente a defesa, mas talvez já tenha atingido seu auge.

O comandante da porra toda.

14 – Seattle Seahawks (+1 / 2-2)

Aos poucos, o time vai engrenando, mas é visível que não é mais o mesmo, tanto defensiva quanto ofensivamente.

13 – Dallas Cowboys (-3 / 2-2)

A derrota para o Rams em casa escancarou vários defeitos de um time que sempre pareceu ser um pouco overrated.

12 – Philadelphia Eagles (+2 / 3-1)

Um time regular que já venceu dois confrontos de divisão. Tem tudo para estar nos playoffs.

11 – Tampa Bay Buccaneers (0 / 2-1)

Com apenas três jogos na conta, o Bucs nem decepcionou nem surpreendeu. O verdadeiro teste será contra o New England Patriots.

10 – Los Angeles Rams (+9 / 3-1)

É hora de começar a levar esse time a sério, por mais surrealista que isso seja.

9 – Oakland Raiders (-6 / 2-2)

A derrota para o Washington Redskins foi bastante feia, mas o time ainda é bom quando todos estão saudáveis. Precisa começar a vencer jogos para sonhar com uma vaga de Wild Card, já que a divisão está parecendo cada vez mais inatingível.

8 – Carolina Panthers (+5 / 3-1)

A vitória em New England foi bastante convincente para um time que parecia estar vencendo aos trancos e barrancos. O problema é que Cam Newton não parece mais ser o mesmo.

7 – Detroit Lions (+5 / 3-1)

O record é 3-1, mas poderia facilmente ser 4-0, se Golden Tate não tivesse sido parado na linha de meia jarda contra o Falcons. A questão é se esse time é capaz de manter o nível até a semana 17.

6 – New England Patriots (-1 / 2-2)

A defesa do New England Patriots é a pior da NFL. A DEFESA DO NEW ENGLAND PATRIOTS É A PIOR DA NFL. Mas isso será corrigido, não se preocupem.

Confie no homem.

5 – Atlanta Falcons (-1 / 3-1)

O declínio em relação à temporada passada já era esperado. Uma derrota em casa para o Buffalo Bills não era esperada. O Falcons ainda é bom, mas não é mais o mesmo.

4 – Pittsburgh Steelers (+2 / 3-1)

Inexplicavelmente, o Steelers perdeu para o Bears de Mike Glennon, mas a recuperação veio com uma vitória tranquila em Baltimore. Não parece ter adversários na divisão e ainda não atingiu nem metade de seu potencial.

3 – Denver Broncos (-1 / 3-1)

O Broncos não teria perdido a posição 2 se não tivesse perdido para o Bills e quase tomado o empate do Raiders de EJ Manuel. De qualquer forma, o time parece ter se consolidado como a segunda força da divisão (e da conferência).

2 – Green Bay Packers (+4 / 3-1)

A defesa melhorou muito em relação à temporada passada e Aaron Rodgers continua sendo o melhor jogador da NFL (aceitem). Candidato sério a Super Bowl.

1- Kansas City Chiefs (0 / 4-0)

É o time mais completo e equilibrado da liga. Tem um ataque dinâmico e o melhor RB da liga no momento. A defesa parece que vai sobreviver sem Eric Berry. Além disso, tem um técnico que merece ganhar pelo menos um Super Bowl antes da aposentadoria. Esse é o ano de Andy Reid?

Kareem Hunt ainda trará a paz mundial.

Podcast #3 – uma coleção de asneiras III

Trazemos as lesões mais recentes da NFL e discutimos jogadores injury prone. Realidade? Mentira? O que comem? Onde habitam? Em seguida, apresentamos a realidade de alguns times, se são bons ou ruins. Por fim, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar atento nas próxima semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.