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Ryan Grigson estrelando “Como vencer na vida mesmo sendo um imbecil”

Que Ryan Grigson é um imbecil não é novidade alguma. A única forma de não saber que ele é um completo imbecil, é se você não o conhece – mas como estamos em um site sobre NFL, provavelmente você sabe que nos referimos ao homem responsável por comandar as operações do Indianapolis Colts entre 2012 e o início de 2017.

De qualquer forma, por algum motivo obscuro que vai além da compreensão humana, seu contrato foi renovado. Mas como já dizia o famoso ditado, “Deus marca touchdowns com passes de merda”, Ryan recentemente foi demitido, naquele que também ficou conhecido como “o primeiro dia do resto de nossas vidas”.

Você pode pensar que estamos exagerando, mas antes de afirmar que fomos tomados pelo clubismo doentio, procure a reação de atletas que trabalharam com Grigson ao logo da carreira. O punter Pat McAfee, aliás, foi um show à parte nas redes sociais.

É difícil encontrar casos tão explícitos de difamação pública de um ex-colega de equipe como os que ocorreram envolvendo Ryan. Além disso, antes mesmo de ser chutado de Indianapolis, já se questionava como diabos Grigson era um General Manager na NFL.

Então para lhe convencer que Ryan Grigson é o que é afirmamos (um completo idiota), elaboramos uma lista com seus “feitos” em Indianapolis. Cuide para não vomitar:

O Draft de 2013

Naquele já distante ano, Grigson escolheu: Bjorn Werner no primeiro round (24ª escolha); Hugh Thornton no terceiro round (86ª escolha); Khaled Holmes no quarto round (121ª escolha); Montori Hughes no quinto round (139ª escolha); John Boyett no sexto round (192ª escolha) e Kerwynn Williams (230ª escolha) e Justice Cunningham no sétimo round (254ª escolha). A escolha de segunda rodada, ele havia trocado por Vontae Davis. O engraçado, porém, é que dois anos após a absurda seleção de Khaled, Grigson deu uma explicação complexa sobre os motivos da escolha, que poderia ser resumida em “fizemos nosso dever de casa”.

Em um pequeno exercício mental, lembraremos que pouco após a seleção de Werner, o Vikings selecionou Xavier Rhodes, CB que já frequentou o Pro Bowl. E Bjorn? Não fazemos ideia de onde está, só sabemos que não é na NFL.

O mais triste é que três anos se passaram desde daquela “aula” sobre construção de elenco ministrada por Grigson e das oito escolhas daquele mesmo draft, nenhum jogador, exceto Thornton que frequentou mais o IR do que um campo de football e não deve voltar para o time em 2017, está hoje no elenco do Colts.

Construindo uma peneira defensiva

Entre 2012 e 2015, Ryan Grigson, o mago do gerenciamento, escolheu um total de 12 jogadores de defesa. Vamos listá-los:

– Josh Chapman no quinto round de 2012 (136ª escolha);

– Tim Fugger no sétimo round de 2012 (214ª escolha;

– Bjorn Werner no primeiro round de 2013 (24ª escolha);

– Montori Hughes no quinto round de 2013 (139ª escolha);

– John Boyett no sexto round de 2013 (192ª escolha);

– Jonathan Newsome no quinto round de 2014 (155ª escolha);

– Andrew Jackson no sexto round de 2014 (203ª escolha);

– D’Joun Smith no terceiro round de 2015 (65ª escolha);

– Henry Anderson no terceiro round de 2015 (93ª escolha);

– Clayton Geathers no quarto round de 2015 (109ª escolha);

– David Parry no quinto round de 2015 (151ª escolha);

– Amarlo Herrera no sexto round de 2015 (207ª escolha);

Para facilitar a visualização destacamos os jogadores que ainda continuam no roster em vermelho sangue – uma clara alusão ao nosso sofrimento diário. Enfim, Grigson conseguiu jogar no lixo todas as escolhas de draft defensivas entre 2012 e 2014 e ainda teve a pachorra de colocar a culpa do fraco desempenho do setor no contrato de Andrew Luck. “Quando você paga a Andrew Luck o que pagamos, vai levar tempo para construir algo no outro lado da bola (defesa)”, disse este jumento ao Indianapolis Star.

Se um torcedor começa a espumar de raiva quando ouve falar em Ryan Grigson, tenha certeza: ele está certo.

Ryan Grigson negociando em busca de mais um WR.

Contratando os caras “certos”

A temporada de 2014 foi um bom ano para os torcedores do Colts. Foi tão boa que provavelmente a alegria invadiu o cérebro de Grigson, afetando ainda mais sua (falta de) inteligência. Então em 2015 ele decidiu utilizar o bom espaço disponível no Salary Cap para investir em veteranos, trazendo nomes como o WR Andre Johnson (três anos / US$ 21 milhões), que passou apenas uma temporada em Indianapolis e hoje curte sua aposentadoria; o OLB Trent Cole (dois anos / US$ 14 milhões), que jogou tão mal em sua primeira temporada que logo em seguida precisou aceitar reduzir seu salário para não estar hoje na fila do INSS; além dos restos mortais do RB Frank Gore e do DE Kendall Langford que, bem, ao menos não têm nos envergonhado.

Após todos estes investimentos certeiros, o Colts terminou 8-8 e não foi aos playoffs. No mesmo ano, Andrew Luck conseguiu machucar o ombro, as costelas e dilacerar um rim. Como prêmio, Ryan Grigson teve seu contrato renovado.

Uma dupla da pesada: LaRon Landry & Greg Toler (ou Greg Toler & LaRon Landry)

Três anos de contrato e 15 milhões de dólares para Greg Toler; quatro anos de contrato e 24 milhões de dólares para LaRon Landry. Se você não sabe quem são esses caras, saiba que os Colts deram 39 milhões de dólares para eles. Se você sabe quem são esses caras, saiba que os Colts deram 39 milhões de dólares para eles.

Hoje Greg Toler é reserva nos Redskins, enquanto LaRon Landry não fazemos questão nenhuma de saber onde diabos está.

Este idiota está milionário enquanto reclamamos dele estar milionário.

Saudades, Jerrel Freeman!

O contrato do LB Jerrell Freeman terminou em 2015. A ideia do jogador era continuar em Indianapolis e, quando ele disse para a diretoria que tinha uma proposta de três anos e 12 milhões de dólares dos Bears, disseram pra ele aceitá-la. Freeman teve a melhor nota de LBs de acordo com o Pro Football Focus, enquanto os Colts tiveram cinco LBs titulares diferentes durante a última temporada.

A inexplicável escolha de Philip Dorsett

Esta talvez nem o próprio Grigson consiga explicar. No mesmo ano em que contratou o já citado ex-WR em atividade Andre Johnson por US$21 milhões, Ryan gastou sua escolha de primeira rodada com sim, isso mesmo, outro WR. Naqueles dias, Indianapolis estava desesperado por um Safety, mas por algum motivo desconhecido para qualquer pessoa que tenha no mínimo três neurônios, o Colts deixou Landon Collins para trás e selecionou Phillip Dorsett.

O fim desta história só seria possível em Indianapolis: Dorsset, uma máquina de drops, têm 51 recepções para 753 jardas e incríveis dois TDs desde aquele dia. Já Landon Collins flerta com o Defensive Player of the Year, foi para o Pro Bowl e também selecionado como 1st Team All Pro.

O curioso caso de Trent Richardson

Richardson tem uma média de 3,3 jardas por carregada. Mas isso até seria razoável, não é mesmo? Seria, se você desconsiderar o fato de que Trent não é um jogador de football, então vamos deixar as imagens falarem por si: digite “Trent Richardson Holes” no Google e se divirta com a desgraça alheia.

Sendo gentil, podemos dizer que a carreira de Trent na NFL se resume em corridas de três jardas seguidas por um tombo com a cara no chão. Além de um especialista na arte dos bloqueios, já que sendo o próprio bloqueio, ele é poupado do trabalho de bloquear.

Não bastasse tudo isso, sua primeira corrida nos playoffs foi um fumble! E pouco mais de um ano após ser contratado, Richardson nem viajou com o time para a final da AFC em 2014. Sim, Ryan Grigson deu uma escolha de primeira rodada por esta desgraça.

O futuro é logo ali

Considerando aqueles jogos sem graça, a demissão de Ryan Grigson foi o que de melhor aconteceu no fim de semana das finais de conferência. Apesar de Chuck Pagano ainda estar entre nós, o futuro para os torcedores de Indianapolis já não é tão nebuloso. Já é hora de seguirmos em frente, mas sem nunca esquecer o glorioso legado do maior imbecil que já pisou na face da terra: Ryan Grigson.

*Rafael é administrador do @ColtsNationBr e acredita que Ryan Grigson é o culpado de todos os seus problemas.