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A distância entre céu e inferno é de uma jarda

Discursos motivacionais são comuns nos esportes e, claro, no futebol americano isso não é exceção. Nas peças que retratam o jogo – sejam as reais, como documentários, ou as fictícias, como filmes -, isso fica bem claro, já que o discurso motivacional é sempre mostrado como uma parte emocionante que pode decidir o futuro de um time.

Se você assistiu a série Last Chance U, você sabe do que estou falando. A forma como o técnico fala com o elenco após (SPOILERS) a briga ao final da primeira temporada fez com que seus jogadores (e boa parte dos telespectadores) perdessem o respeito por ele. Em contrapartida, no filme Any Given Sunday, Al Pacino fez um discurso motivacional memorável: ele diz que o football é um jogo de centímetros, e esses centímetros fazem a diferença entre a derrota e a vitória. Ao final, a constatação, em tradução livre: “Ou nós nos recuperamos, como um time; ou morremos, como indivíduos.”

E por que estamos falando disso? Bem, você já sabe que trata-se de um preview para a temporada dos Seahawks. E, se você leu a matéria da ESPN, sabe que, em Seattle, o que vem pela frente, está baseado em uma jogada. A interceptação de Malcom Butler, que selou a vitória dos Patriots no Super Bowl, ainda não foi digerida. A incapacidade de alcançar a única jarda que faltava para a consagração acabou por ruir a união e a estabilidade de um elenco que parecia destinado a ainda mais glórias. Hoje os Seahawks já não são mais uma equipe 100% unida. A comissão técnica, que é uma das melhores da NFL, já não tem mais o mesmo respeito de seus jogadores. Tudo isso por conta de uma jogada que, apesar das tentativas dos técnicos e da franquia de dizer o contrário, ainda afeta a equipe de Seattle.

O torcedor dos Seahawks, claro, pode discordar da existência dessa “racha” no elenco, e ele tem o direito de fazê-lo. Mas acreditamos que é um problema real, e temos alguns sinais disso. O ponto central da discussão em Seattle é a insatisfação da defesa – em especial Richard Sherman – com o ataque. Podemos elencar diversos momentos que mostram como os Seahawks vencem o jogo por causa da defesa, mas, quando ela falha, o resultado é negativo.

E, em algumas oportunidades, mesmo com brilhantes atuações da defesa, o ataque não consegue chegar a vitória (todos lembramos do memorável duelo contra os Cardinals no ano passado: 6×6). Russell Wilson é um ótimo quarterback, mas a visão que seus colegas de time na defesa têm sobre ele é essa. E, por causa de uma jogada que deu errado e que levantou questionamentos, os Seahawks entram em 2017 com um grande desafio pela frente: se consagrar, como um time. Se não fossem por aqueles 91 centímetros, a narrativa para esse ano seria outra.

Tentando consertar as coisas.

Amigos do Wilson

No ataque de Seattle, há um grande problema: a linha ofensiva. Durante a carreira de Russell Wilson a unidade foi se desmontando aos poucos, sem reposições à altura. Quando perceberam que a situação estava insustentável, já era tarde demais e o setor já havia se tornado uma porcaria.

Para ajudar a resolver o problema, Germain Ifedi foi escolhido na primeira rodada do draft no ano passado, mas não ajudou muito, embora pelo menos seja alguém com potencial – e não um jogador não-draftado que ninguém nunca ouviu falar. O time também foi atrás de Luke Joeckel, que em Jacksonville foi um bust, mas agora há a expectativa de jogar pelo menos um pouco melhor com Tom Cable como seu técnico.

Já no draft desse ano foi escolhido Ethan Pocic, de origem, mas que pode jogar em diversas posições da linha. Center, aliás, que é a posição mais sólida do conjunto, já que Justin Britt, agora de contrato novo, foi o melhor jogador da OL no último ano. O resto dos jogadores ninguém sabe quem são, tirando a comissão técnica, que vive os trocando de posição esperando que produzam algo que não sacks.

No jogo corrido, Thomas Rawls, que quando esteve em campo – seu maior desafio – foi produtivo, disputa posição com Eddie Lacy, que quando esteve no peso ideal – seu maior desafio – foi produtivo. A dúvida fica por conta de qual dos dois jogadores conseguirá superar seus problemas para produzir no sistema, que depende muito das corridas para funcionar. O grupo conta ainda com o versátil CJ Prosise, que mostrou potencial ano passado até, adivinhem, se machucar.

Russell Wilson não verá nenhuma novidade no corpo de recebedores, sendo os três principais o veterano Doug Baldwin, melhor amigo de Russell desde sua entrada na liga; Paul Richardson, que após começo difícil na carreira parece finalmente ter acordado pra vida; e Tyler Lockett, extremamente veloz mas que perdeu parte da última temporada por lesão. Amara Darboh, escolhido na terceira rodada deste Draft, fecha o grupo. Se quisermos também podemos falar de Jimmy Graham por aqui, tendo em vista que TIGHT END QUE NÃO BLOQUEIA É SÓ UM WIDE RECEIVER QUE COMEU ESPINAFRE.

Amigos do Sherman

A defesa de Seattle dispensa apresentações. Já fazem quatro anos que o grupo é o primeiro da liga em pontos permitidos por jogo, algo que não é alcançado desde os anos 50. O feito é ainda maior se considerarmos que Earl Thomas se machucou na semana 13 da última temporada. Mesmo não sendo evidente nas estatísticas finais, a lesão de Earl foi um golpe duro para o time, que sentiu multa falta do seu melhor jogador nos playoffs, quando Matt Ryan e cia. não tomaram conhecimento da defesa que enfrentaram.

Em nenhum dos três níveis vemos uma grande deficiência e, mesmo assim, os Seahawks ainda reforçaram a defesa com algumas peças no draft. Malik McDowell e Nazair Jones para a linha defensiva; e ainda toda uma nova secundária, com dois Cornerbacks, Mike Tyson e Shaquill Griffin; e dois Safeties, Delano Hill e Tedric Thompson. Esses jogadores devem ver uma quantidade limitada de snaps, já que, com exceção da posição de CB 2, os titulares já estão bem definidos.

Lendo ataques e o Código de Defesa do Consumidor.

Na primeira linha, Ahtyba Rubin e Jarran Reed atuam pelo meio, enquanto Cliff Avril e Michael Benett formam talvez a dupla de pass rushers mais underrated da NFL (não que para eles não haja reconhecimento, mas a verdade é que ambos não são muito lembrados quando discutimos os melhores pass rushers).

Pelo meio, jogam KJ Writght e Bobby Wagner, uma dupla extremamente veloz. Quando um deles não está em campo, a defesa perde consideravelmente. O recém-chegado Michael Wilhoite fecha o corpo de LBs.

Por fim, temos a secundária. A Legion of Boom tem em Richard Sherman, Kam Chancellor e Earl Thomas uma força absurda. É um grupo que rivaliza com unidades como a OL do Dallas Cowboys como o melhor da liga. Aqui, Jeremy Lane deve ser o CB 2, mas não seria surpresa se ele perdesse a posição ao longo do ano.

Palpite: Não sabemos até que ponto os problemas dos Seahawks continuarão, mas, eles certamente não impedirão o time de vencer a fraca divisão. Resta saber se nos playoffs a equipe conseguirá chegar longe, já que nos dois últimos anos Seattle não passou do Divisional. Força para competir com o resto da NFC o elenco com certeza tem e já mostrou isso.

Divagações de offseason: uma eterna luta contra o tédio

Ao traçar estas linhas, adianto: como é visível o grande interesse que a NBA parece ter tomado no Twitter (NBA!!! Estive até me preocupando com a saída de Ricky Rubio ou a chegada de Jimmy Butler em Minnesota), esse é provavelmente o mês mais tedioso de nossa amada liga.

Para nossa sorte, porém, dentro de poucas semanas devem começar os training camps e, com eles, o contrato de 7 bilhões ao longo de 18 anos de algum suposto astro do basquetebol (sério, os contratos da bola laranja são ridículos) será substituído na escala de relevância do noticiário esportivo pela lesão no dedão do pé do WR4 dos Jets – se Deus (Tebow) permitir.

E como tal, tentemos colocar nossas cabeças para trabalhar e comecemos com suposições. Nem que seja para aparecer logo no início da retrospectiva do ano que vem sobre “percebam como começamos o ano já falando merda”. Pensando nisso, apresentamos nove situações que deveriam acontecer em julho, mas provavelmente não passarão de mera ilusão até meados de setembro:

1 – Kyle Shanahan descolando uma troca por Kirk Cousins

Quem sabe se ele mandasse um 1st round top-10 protected para os Redskins, além de dois core players, Washington desistisse de tanta briga por um novo contrato que nunca acontecerá e aceitasse liberá-lo para o lugar em que Cousins finalmente será feliz. E, inevitavelmente, decepcionará devido à mediocridade que lhe cercará em San Francisco.

Na verdade, adoraríamos sugerir a troca de Philip Rivers ou Eli Manning – vem Davis Webb! – ou algum veteraníssimo, mas como esse é uma época de esperanças, não encontramos nenhuma situação em que poderíamos ser criativos o suficiente – mas imagina que doido Rivers no Broncos, hein?

2 – Alex Smith, Mike Glennon pro banco

Pensamos em adicionar Tom Savage à lista, mas até para essa dupla de medianos, comparar com Savage é muita humilhação – e talvez os Texans sejam sábios o suficiente para colocar o Tom ruim no banco em julho mesmo. Mas, sério: alguém tem alguma dúvida que, mais cedo ou mais tarde, Mahomes e Mitch serão os titulares de Chiefs e Bears?

Alex Smith teria que se transformar no Tom Brady do Oeste para evitar que o novo Brett Favre (a cada passe fué de Smith, Reid olhará para o banco e lembrará que Pat está ali, completamente cru, mas com o canhão que todos amam na liga) tome a sua posição mesmo com uma campanha vitoriosa.

“Alex Smith sentiu um desconforto na alma, precisa meditar e, portanto, vai ficar fora tempo suficiente para Mahomes assumir”, será a manchete que encontraremos.

O veterano tem ainda menos esperança no duelo Mike x Mitch. Entretanto, é válido lembrar: o último time que apostou pesado duplamente em QBs (os Redskins, em 2012, draftando Cousins no quarto round ao invés de apostar em alguma outra posição em que poderia encontrar um titular) acabou se dando bem justo com a opção “secundária”.

Passa credibilidade?

3 – Algum RB admitindo que não correrá para mais de mil jardas na temporada

“É, sabe como é, na verdade estaremos em um grande comitê, vou dividir carregadas com outros dois jogadores medianos como eu e, no final das contas, não vou produzir o suficiente para ser draftado com qualquer das suas três primeiras escolha no fantasy.”

Era só o que queríamos ouvir: um pouco de realidade para variar e poder, assim, evitar as dicas do Michael Fabiano. É claro que em uma época do ano em que todos os times esperam vencer todas as  partidas (menos os Jets, na AFC, e os Rams, na NFC), talvez esperar ouvir verdades de jogadores do grupo de Adrian Peterson e Marshawn Lynch seja excesso de esperança.

4 – Pete Carroll admitindo que tentará matar Russel Wilson

A ideia era começar o tópico listando os titulares possíveis. A verdade: é impossível adivinhar quem serão. Luke Joeckel (daquele maravilhoso draft de 2013) e Ethan Pocic (rookie) são nomes reconhecíveis, mas tampouco passam segurança.

Senhoras e senhores, a OL dos Seahawks. Além disso, Carroll se diz “animado com a evolução da linha”, que cedeu 42 sacks em um jogador liso como Russell Wilson, que também acabou sofrendo com lesões em 2016. Também, com o novo contrato do QB, a janela para a incrível Legion of Boom está se fechando: Kam Chancellor, por exemplo, tem seu contrato acabando esse ano e Michael Bennett e Cliff Avril não estão ficando mais novos.

Se o responsável por manter os bons resultados em Seattle será o marido da Ciara (e seus US$ 20 milhões anuais), é bom que seu head coach e o grande “especialista em linha ofensiva” Tom Cable parem de tentar assassiná-lo.

“Vou te matar”

5 – Jogador reconhecendo que não está totalmente saudável ou em plena forma física

Acontece todo ano. Todo mundo chega das férias voando, melhor forma da carreira e blablabla independente de raça, posição ou idade. Chega o final de setembro, o mesmo craque sente o quadril, o tornozelo, o joelho e admite que “não era bem assim”.

Um belo exemplo, como torcedor dos Vikings, será observar o retorno de Teddy Bridgewater. Por mais emocionante que seja, uma lesão que levaria dois anos para uma boa recuperação está se tornando uma lesão que permitirá que ele volte para competir diretamente pela titularidade com Bradford. Atenção às mentiras: não é bem assim.

6 – Os Chargers encontrarem um estádio de verdade

Ataque gratuito: mas, sério, com um esporte que tem de média 60-70 mil espectadores tanto a nível profissional como a nível universitário, jogar em um estádio que não poderia receber uma final de Libertadores, é uma piada.

7 – Josh Gordon liberado

Maconha: essa droga que destrói famílias na liga e faz as pessoas sofrerem ao redor do mundo. De qualquer forma, especialmente com o aumento de estados americanos que permitem o uso da erva, é uma questão de tempo até que a NFL inevitavelmente supere suas regras de Arábia Saudita e permita que, ao menos, se teste os benefícios que ela pode ter para seus funcionários.

Enquanto isso, já passou da hora de perdermos talentos do nível de Gordon (87 catches, 1646 jardas em 2013 com Brian Hoyer ou algo equivalente) simplesmente por serem maconheiros. Legaliza, Goodell.

8 – Parar de ler esse tipo de texto quando bate a saudades e damos aquela passadinha no site da NFL

Sério? Calma, caras! E, pior, até faria sentido trabalhar com nomes do nível de Odell Beckham, que tem destruído a liga já há algumas temporadas. Mas colocar Carson Wentz como HOFer em potencial é apostar muito, mas muito alto; inclusive, apostamos que Schein não botou nem 10zão em Vegas esperando que Wentz chegue em Canton lá por 2040.

E para não dizer que batemos só em casos fáceis, Jameis Winston e Amari Cooper? Eles têm potencial, lógico, mas tanto quanto, sei lá, Jarvis Landry. Sério, uma média de 1 INT/jogo e ser o WR1a do WR1b Michael Crabtree não são exatamente o que esperamos ver como Hall of Famer em 20 anos.

Mal dá para esperar que cheguem finalmente aqueles reports maravilhosos de Training Camp sobre lesões irrelevantes ou pequenas cenas lamentáveis rapidamente solucionadas.

9 – Um QB machucado sendo substituído por ELE: Colin Kaepernick

Vocês sabiam, quando começaram a ler esse texto, que chegaríamos inevitavelmente aqui. Os mais desiludidos já dizem que Kaep jamais voltará a liga; a regra geral diz que é questão de tempo. Por exemplo, sabemos que, no caso de lesão de Flacco ou Wilson, John Harbaugh e Pete Carroll sabem onde encontrar um quarterback titular.

No resto da liga, será ao menos curioso ver o que acontece quando o inevitável fantasma das lesões atacar e deixar algum time pronto refém de Case Keenum ou Matt Cassel para chegar aos playoffs.

Como dissemos lá no início: talvez não aconteça em julho, mas setembro. E com ele nossa liga favorita, (ansiosos esperamos) sempre chega.

Top Pick Six #9: os 15 melhores HCs da NFL

Último ranking no ar. E para finalizarmos, listamos os 15 melhores HC (head coaches) da NFL. São os cérebros das equipes, responsáveis pelo playbook – alguns inclusive fazem as chamadas das jogadas. Entre os principais técnicos na história da NFL estão nomes como Vince Lombardi, Don Shula, Bill Walsh, Paul Brown, John Madden e George Halas.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí – pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Rafael. Vamos ao que interessa! 

15° Adam Gase

12 14 11 14 11 10

Time: Miami Dolphins

Idade: 39 anos

Career highlights and awards

AFC champion (2013) / NFL Post-Season Appearances (2011, 2012, 2013, 2014, 2016)

Regular season: 10–6 (.625)

Postseason: 0–1 (.000)

Career: 10–7 (.588)

Um treinador de mentalidade ofensiva, Gase teve muito sucesso como coordenador ofensivo dos Broncos, em 2013, quando ganhou a AFC em um dos ataques mais potentes da história, comandado por um Peyton Manning em seus melhores dias. Após isso, tentou resolver a situação do ataque em Chicago (não deu certo), mas logo em 2016 já foi contratado para o cargo de HC em Miami, onde fez uma boa temporada de início, levando seu time aos playoffs.

14° Sean Payton

5 13 11 10 12 14

Time: New Orleans Saints

Idade: 53 anos

Career highlights and awards

Saints Career Wins Record (94) / Super Bowl (XLIV) / 2x NFC champion (2000, 2009) / 3x NFC South champion (2006, 2009, 2011) / AP Coach of the Year (2006)

Head coaching record

Regular season: 94–66 (.588)

Postseason: 6–4 (.600)

Career: 100–70 (.588)

Payton, que foi um QB nada brilhante em seus tempos de atleta – na NFL jogou apenas nos Bears – é um dos treinadores com mais relação ao seu atual time. Ele treina os Saints desde 2006 e, nesse período, formou uma excelente parceria com o QB Drew Brees, um dos melhores da liga, levando seu time ao título do SB XLIV. Payton é o recordista de vitórias como HC dos Saints: 94.

13° Mike McCarthy

7 10 8 13 8

Time: Green Bay Packers

Idade: 53 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XLV) / 6× Division champion (2007, 2011–2014, 2016)

Head coaching record

Regular season: 114–61–1 (.651)

Postseason: 10–8 (.556)

Career: 124–69–1 (.642)

McCarthy, assim como Payton, é o comandante dos Packers desde 2006. Com ele, seu time venceu o Super Bowl XLV em cima dos Steelers. Ele também é seis vezes campeão da divisão norte da NFC, tendo ganhado em 2007, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016. Nos últimos anos, foi alvo de críticas de torcedores e jornalistas, que afirmavam que ele era o responsável por uma queda de rendimento do QB Aaron Rodgers, tido por muitos como o melhor da NFL.

12° Mike Zimmer

14 10 7 15 15 11 6 13

Time: Minnesota Vikings

Idade: 60 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XXX) / NFC champion (1995) /3x NFC East champion (1995, 1996, 1998) / 2x AFC North champion (2009, 2013) / NFC North champion (2015)

Head coaching record

Regular season: 26–21 (.553)

Postseason: 0–1 (.000)

Career: 26–22 (.542)

Com estilo focado na defesa e no jogo físico, Mike Zimmer, que foi coordenador defensivo dos Cowboys, Falcons e Bengals, foi contratado em 2014 para ser o homem a frente da equipe dos Vikings. Tido por muitos torcedores como um técnico ruim, Zimmer tem se mostrado consistente e, mesmo com equipes teoricamente fracas e sem um QB excelente, tem feito boas campanhas baseadas em suas defesas sólidas. Ano passado, chegou a abrir a temporada 5-0, mas o carro desandou e o time acabou ficando fora dos playoffs.

11° Jason Garrett

11 8 8 12 12 13 11

Time: Dallas Cowboys

Idade: 51 anos

Career highlights and awards

NFC Offensive player of the week (1994) / 2× Super Bowl champion (XXVIII, XXX) / PFWA Assistant Coach of the Year (2007) / NFL Coach of the Year (2016)

Head coaching record

Regular season: 58–46 (.558)

Postseason: 1–2 (.333)

Career: 59–48 (.551)

Jason Garrett, que foi QB nos seus tempos de NFL (jogou muito pouco), é head coach dos Cowboys desde 2010. Em seis anos à frente do time teve, no ano passado, a melhor campanha de sua carreira. Puxado pelos calouros Dak Prescott e Ezekiel Elliott, o time de Dallas chegou à semifinal de conferência, onde acabaram derrotados pelos Packers, em um FG no final da partida.

10° Dan Quinn

13 9 12 10 13 8 14 9

Time: Atlanta Falcons

Idade: 46 anos

Career highlights and awards

Super Bowl Champion (XLVIII) / 3x NFC Champion (2013, 2014, 2016)

Head coaching record

Regular season: 19–13 (.594)

Postseason: 2–1 (.667)

Career: 21–14 (.600)

Outro head coach de mentalidade defensiva, Quinn teve sua carreira impulsionada quando atuava como coordenador defensivo dos Seahawks em 2013 e 2014, naquele grande time cuja defesa ficou conhecida como Legion of Boom – time que, inclusive, foi campeão do SB XLVIII dando uma surra nos Broncos de Manning. Em 2015, foi anunciado HC dos Falcons que, por incrível que pareça, vem se destacando por sua força ofensiva. Perderam o último SB na prorrogação para os Patriots, após sofererem uma virada improvável, no que ficou conhecido como um dos melhores Super Bowls já vistos na história do esporte.

09° Ron Rivera

12 5 9 14 10 9 5 15

Time: Carolina Panthers

Idade: 55 anos

Career highlights and awards

2× NFC champion (2006, 2015) / 2x AP NFL Coach of the Year (2013, 2015) / 2× PFWA NFL Coach of the Year (2013, 2015) /PFWA NFL Assistant Coach of the Year (2005)

Head coaching record

Regular season: 50–37–1 (.574)

Postseason: 3–3 (.500)

Career: 53–40–1 (.569)

Ron Rivera teve uma carreira boa como jogador na NFL. Atuou pelos Bears como linebacker de 1984 a 1992, inclusive vencendo o SB XX. Como membro da comissão técnica, principalmente na parte defensiva, passou por Bears, Eagles e Chargers, até ser contratado, em 2011, como HC dos Panthers. Junto com Cam Newton, chegou a disputar o Super Bowl em 2016, mas perdeu para os Broncos. Em 2013 e 2015, foi nomeado o Coach of the Year pela imprensa especializada.

Pouco tiozão.

08° Jack Del Rio

9 7 11 6 9 7 12

Time: Oakland Raiders

Idade: 54 anos

Career highlights and awards

2× All-PAC-10 (1982, 1983) / Third-team All-American (1983) / Consensus All-American (1984) / Second-team All-PAC-10 (1984) / Pop Warner Trophy (1984) / Rose Bowl Co-MVP (1985) / NFL All-Rookie Team (1985) / Saints Rookie of the Year Award (1985) / Pro Bowl (1994) / Super Bowl champion (XXXV) / USC Athletic Hall of Fame (2015) / Earle “Greasy” Neale Award

Head coaching record

Regular season: 87–84 (.509)

Postseason: 1–3 (.250)

Career: 88–87 (.503)

Jack Del Rio foi, assim como Rivera, um grande atleta na NFL. Iniciou sua carreira como jogador atuando como linebacker dos Saints. Passou também por Chiefs, Cowboys, Vikings e Dolphins, durante seus 11 anos como profissional. Em 1997, assumiu um cargo na comissão dos Saints, e de lá pra cá só foi crescendo. Foi HC dos Jaguars de 2003 a 2011 e, em 2015, assumiu os Raiders, já levando o time aos playoffs na última temporada. Venceu o SB XXXV como treinador de LBs dos Ravens.

07° Bill O’Brien

10 14 8 9 7 4 6

Time: Houston Texans

Idade: 47 anos

Career highlights and awards

Paul “Bear” Bryant Award (2012) / Big Ten Coach of the Year (2012) / Maxwell Coach of the Year (2012) / AT&T-ESPN Coach of the Year (2012) / 2× AFC champion (2007, 2011)

Head coaching record

Regular season: 27–21 (.563)

Postseason: 1–2 (.333)

Career: 28–23 (.549)

HC de Penn State, um dos principais times de futebol americano universitário, em 2012 e 2013, Bill O’Brien foi contratado pelos Texans em 2014 para buscar um título inédito para a franquia. Desde que chegou, foi aos playoffs todos os anos, mas a falta de um QB de qualidade tem atrapalhado seus planos. Com a chegada da sensação DeShaun Watson para 2017, a esperança que ronda a cidade de Houston por vôos maiores é alta.

 06° Andy Reid

8 6 3 7 6 6 7 3

Time: Kansas City Chiefs

Idade: 59 anos

Career highlights and awards

Eagles career wins’ record (130) / 6× NFC East Division Champion (2001, 2002, 2003, 2004, 2006, 2010) / NFC Champion (2004) / AP Coach of the Year (2002) / Sporting News Coach of Year (2000, 2002) / Pro Football Weekly Coach of Year (2002) / Maxwell Club NFL Coach of Year (2000, 2002) / Philadelphia Eagles 75th Anniversary Team

Head coaching record

Regular season: 173–114–1 (.602)

Postseason: 11–12 (.478)

Career: 184–125–1 (.595)

Um dos grandes treinadores da história da NFL, Reid comandou os Eagles de 1999 a 2012, sendo o recordista de vitórias por essa franquia (130). Foi seis vezes campeão de divisão na Filadélfia, em 2001, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2010. Em 2004, levou a NFC e foi vice-campeão do Super Bowl. Em 2009, perdeu a final da NFC para os Cardinals. Em 2013, foi contratado como HC dos Chiefs, onde está até hoje. Pelo time de Kansas City, vem fazendo ótimas campanhas, mesmo com um QB mediano como Alex Smith à frente do time.

05° Bruce Arians

4 13 6 4 2 4 3 7

Time: Arizona Cardinals

Idade: 64 anos

Career highlights and awards

2× Super Bowl champion (XL, XLIII) / 3× AFC champion (2005, 2008, 2010) / 2× NFL Coach of the Year (2012, 2014)

Head coaching record

Regular season: 45–21–1 (.679)

Postseason: 1–2 (.333)

Career: 46–23–1 (.664)

Arians tentou ser QB, mas melhor pularmos essa parte. Seu sucesso veio mesmo como treinador. Com uma grande mentalidade ofensiva, teve excelentes trabalhos nos Steelers e nos Colts, como coordenador ofensivo. Em 2013, substituiu Ken Wisenhunt nos Cardinals e fez excelentes campanhas, chegando inclusive à final da NFC na temporada de 2015. Em 2012 e 2014, venceu o prêmio de HC do Ano. Como head coach dos Cardinals, vem fazendo um excelente trabalho, e dá esperanças à torcida do time para os próximos anos.

 04° Mike Tomlin

2 3 5 5 3 3 9 4

Time: Pittsburgh Steelers

Idade: 45 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XLIII) / 2× AFC champion (2008, 2010) / 5× AFC North champion (2007, 2008, 2010, 2014, 2016) / Motorola NFL Coach of the Year (2008) / Super Bowl champion (XXXVII)* / NFC champion (2002)*

*assistant coach

Head coaching record

Regular season: 103–57 (.644)

Postseason: 8–5 (.615)

Career: 111–62 (.642)

Tomlin, que iniciou sua carreira na NFL como técnico de DBs nos Bucs, ganhou muito respeito após assumir como HC dos Steelers, em 2007. Venceu o Super Bowl XLIII em uma partida memorável contra os Cardinals e, em 2008 foi considerado o técnico do ano. Além disso, detém um coaching record invejável de .644, um dos maiores da liga. Na pós temporada, seu coaching record também é excelente, com .615. Em uma equipe altamente qualificada, puxada pelo triplete Big Ben, Antonio Brown e Le’Veon Bell, Tomlin tem tudo para aumentar o número de vitórias .

03° John Harbaugh

6 4 4 2 4 5 2 5

Time: Baltimore Ravens

Idade: 54 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XLVII)

Head coaching record

Regular season: 85–59 (.590)

Postseason: 10–5 (.667)

Career: 95–64 (.597)

John Harbaugh é técnico dos Ravens desde 2008. Sua formação vem de Special Teams: foi coordenador dos Eagles de 1998 a 2007. Ele, inclusive, usa jogadas mirabolantes em seu time de especialistas até hoje. No Super Bowl XLVII, em que foi campeão, no último lance da partida ele proporcionou um lance bizarro de safety, selando a vitória. Com um coaching record de .590 na temporada regular e de .667 nos playoffs, Harbaugh merece a posição no top 3. Como curiosidade, no SB XLVII ele enfrentou o 49ers, que tinha como HC seu irmão Jim Harbaugh, hoje técnico de Michigan no futebol americano universitário – e que certamente estaria entre os melhores deste ranking se ainda estivesse na NFL (aceitem, haters!).

Cadê o chicletes?

02° Pete Carroll

3 2 2 3 5 2 8 2

Time: Seattle Seahawks

Idade: 65 anos

Career highlights and awards

Super Bowl championship (XLVIII) / 2× NFC champion (2013, 2014) / AP national champion (2003, 2004) / 4× Rose Bowl champion (2003, 2006–2008) / 2× Orange Bowl champion (2002, 2004)

Head coaching record

Regular season: 101–69–1 (.594)

Postseason: 10–7 (.588)

Career: 110–76–1 (.591)

Um dos grandes treinadores da história do futebol americano, Pete Carroll é treinador dos Seahawks desde 2010. De 2001 a 2009, comandou o time de USC no futebol americano universitário. Ele é um de apenas três técnicos que foram campeões no College e na NFL (os outros são Jimmy Jonhson e Barry Switzer). Carroll tem uma carreira invejável, especialmente na NCAA, onde teve um recorde de .814. Na NFL, é o líder do time de Seattle, onde não é somente HC, mas também VP. É atualmente o HC mais velho da NFL, com 65 anos.

01° Bill Belichick

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Time: New England Patriots

Idade: 65 anos

Career highlights and awards

5× Super Bowl champion (XXXVI, XXXVIII, XXXIX, XLIX, LI) / 3× AP NFL Coach of the Year (2003, 2007, 2010) / NFL 2000s All-Decade Team / 2x Super Bowl champion (XXI, XXV)*

*As a defensive coordinator

Head coaching record

Regular season: 237–115 (.673)

Postseason: 26–10 (.722)

Career: 263–125 (.678)

Número 1 unânime e de longe o melhor HC da liga. Muitos já o consideram o melhor HC da história da NFL. Como coordenador defensivo, levou os SBs XXI e XXV, pelos Giants. Como HC, venceu outras cinco vezes, todas com o New England Patriots. Melhor treinador da NFL em 2003, 2007 e 2010, Bill Belichick ainda pode vencer mais, e isso é o que impressiona. Seus times são sempre muito dominantes e, para 2017, o Patriots parece continuar invencível. Ele assumiu os Patriots em 2000 e terminou a temporada 5-11; sua única temporada com mais derrotas do que vitórias. Desde 2001, Belichick e os Patriots só não venceram a AFC East em duas das 16 temporadas, uma supremacia absurda. Desde que comanda o time de New England, Belichick chegou a sete Super Bowls.

Algumas curiosidades do ranking:

  • Bill Belichick é a única unanimidade no Top 3 e Top 5. Inclusive, todos os votantes o selecionaram como o melhor HC da NFL;
  • Bruce Arians é o HC com maior diferença entre dois rankings: é o segundo no do Ivo, e décimo terceiro no do Digo;
  • Um total de 21 técnicos diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;
  • O top 15 contempla 8 técnicos da NFC e 7 da AFC;
  • 9 HCs são comuns a todos os rankings: Belichik, Carroll, Harbaugh, Tomlin, Arians, Reid, Rivera, Quinn e Zimmer;
  • 11 deles já foram campeões do Super Bowl, seja como HC ou apenas como participante da comissão técnica: Belichick, Carroll, Harbaugh, Tomlin, Arians, Del Rio, Rivera, Quinn, Garrett, Zimmer, McCarthy e Payton.
  • Ficaram fora do top 15, em ordem: Jay Gruden (WAS), John Fox (CHI), Kyle Shanahan (SF), Hue Jackson (CLE), Marvin Lewis (CIN) e Jim Caldwell (DET);
  • Todos os treinadores citados são milionários!