Posts com a Tag : Patriots

Podcast #8 – Uma coleção de asneiras VIII

É clima de playoffs na redação do PickSix e com um convidado especial… que não está lá, afinal, o Giba é torcedor do Baltimore Ravens, o time que fez a cagada do ano 2017.

Mesmo assim, tentamos fazer ele passar pela nossa tradicional tortura “Schadenfraude” e acabamos aprendendo um pouco mais sobre o amor dos corvos por Joe Flacco.

Obviamente, falamos das nossas expectativas, torcidas (VAI TITANS!), esperanças (afinal, temos um torcedor dos Vikings entre nós) e sobre o medo dos Falcons.

Fechamos com o típico “jogo que queremos ver” – para variar, com mais ilusões que, acreditamos, o leitor cobrará  em breve. Se acertarmos, seremos insuportáveis – acompanhe.

Razões para o New England Patriots vencer o Super Bowl (e não só esse ano)

O Patriots talvez tenha sido um dos grandes tópicos de toda a intertemporada de 2016, enquanto acompanhávamos ansiosos as idas e vindas dos julgamentos de Tom Brady e, quando elas acabaram, passamos a esperar o começo do fim da carreira de um dos maiores vencedores da história da NFL. Surpreendentemente, olhando hoje, Belichick era apenas mais um coadjuvante (um grande sidekick, mas um coadjuvante do marido da Gisele) que escrevia cartas para Donald Trump nas horas vagas.

Hoje, já questionamos quem realmente é o monstro, como questionávamos há muitos anos atrás, quando Brady “ganhou de presente” (MVP com 145 jardas lançadas e 1 TD?) seu primeiro Super Bowl em apenas seu segundo ano de carreira. E então calculamos se Bill não seria capaz de tais feitos mesmo se Jimmy Garoppolo fosse o homem no comando de seu ataque. Para a sorte dos representantes de Boston, eles têm os dois e muito mais.

A loucura que não faz falta

Todos conhecem Rob Gronkowski e sabem que ele é um mito em todos os sentidos. Infelizmente, o melhor amigo (dentro de campo, obviamente) de Tom Brady segue pagando o preço de sua vida desregrada, sofrendo com lesões que, dessa vez, lhe tiram da grande final. Para a sorte dos Patriots, o Lord Sith estava preparado para isso e, no começo do ano, contratou Martellus Bennett, TE titular dos Bears para complementar  Gronk – Bennett, aliás, é até mais falastrão que a grande estrela; ele consegue formular frases e contar histórias engraçadas!

Obviamente Martellus não é aquele alvo acionado 10 vezes por partida, mas trata-se de um bom complemento que descolou 700 jardas e 7 TDs na temporada regular e, ainda que não tenha sido acionado muito durante a pós-temporada, é alguém para se ter em conta contra a defesa insegura dos Falcons, ao lado de outros jogadores igualmente perigosos nas mãos de Josh McDaniels, como Julian Edelman e Chris Hogan (Chris FUCKING Hogan: reserva dos Bills).

Com essa cara de atendente de loja chique, você já desviaria dele no shopping.

Por outro lado, provavelmente os melhores skill players do time estão no backfield. Atrás de uma linha ofensiva sólida ancorada pelo left tackle Nate Solder, o nosso maconheiro trombador favorito LeGarrette Blount correu para absurdos 18 TDs (máximo na NFL), mesmo sem nunca ter mostrado grande talento; ao lado dele, o retorno de Dion Lewis dá o elemento dos sonhos para causar inferno nas defesas adversárias – Emmanuel Acho, jogador pelo qual ele foi trocado de Philadelphia para Cleveland, esses dias comentava no Twitter que alguém merecia ser demitido por achar que os dois tinham o mesmo valor.

E obviamente, para fechar, o começo e o fim de tudo, a grande estrela é Tom Brady. Se ele mantivesse as médias que teve em 12 jogos para os 16 jogos de uma temporada normal (sem punição por murchar bolas e destruir celulares), teria lançado para 4738 jardas e 37 TDs, números equivalentes ao de Matt Ryan, e os dois estariam concorrendo ao título de MVP voto a voto, certamente. Truque do destino, ou de Roger Goodell, Brady perdeu esses jogos que na verdade só devem ajudá-lo a estar um pouco menos cansado para brincar com a defesa dos Falcons.

Sobre clichês

À parte da historinha clássica de que Brady e o lorde das trevas serão favoritos todos os anos ao grande título até que decidam aposentar-se (depois do vigésimo, provavelmente), falemos de outra história muito repetida ano após ano na NFL e que, no caso desse Super Bowl, pode fazer mais sentido do que nunca: “defense wins championships”. Primeiramente, porque isso tem sido verdade na história de New England.

Você já deve ter ouvido falar no Greatest Show on Turf, de Kurt Warner – se não, saiba que só faltavam fazer chover, com as devidas proporções de monstruosidades, a exemplo do que Matt Ryan faz hoje. Eram favoritos por 14 (DOIS TOUCHDOWNS) na final… e perderam para Belichick e um QB em seu primeiro ano como titular. Donovan McNabb estava na melhor temporada de sua vida, mas perdeu para Deion Branch MVP. E Malcolm Butler. Esse eu duvido que alguém já tenha esquecido, especialmente Russell Wilson.

(Eu sei que só foram três jogos listados. Mas o outro foi contra Jake Delhomme, achei que não fortaleceria meu caso)

De qualquer forma, essa temporada tem tomado contornos parecidos. Perceberam como depois de tanto escândalo na preseason e no começo (com Garoppolo e aquele outro QB que ficará rico daqui a três anos em algum time trouxa), os Pats seguiram seu caminho para um 14-2 quase que por inércia. A razão disso? O ataque não foi a coisa mais espetacular do mundo, afinal sem Gronk as coisas se distribuíram bastante, mas a defesa foi sólida.

Quão sólida? Oitava em jardas cedidas e a que menos cedeu pontos para os oponentes. Basicamente o oposto perfeito para o ataque dos Falcons. E para aqueles que quiserem um “fator corretor” para os oponentes que o time enfrentou (sim, na temporada regular as maiores potências enfrentadas foram Seahawks, Bengals, Dolphins e Ravens, não exatamente exemplos de ataques), ele atende pelos nomes de Big Ben e Antonio Brown.

Marcando o Brown, já de olho em Julio Jones.

Adendo importante: dessa defesa foram retirados dois dos seus melhores jogadores, que mesmo depois da troca mantiveram o alto nível de atuação: os linebackers Chandler Jones (trocado por uma escolha de segundo round e um G que já foi dispensado) e Jamie Collins (trocado por uma escolha de terceiro). Isso tudo basicamente nos ensina a nunca duvidar das mágicas que pode fazer o Mestre dos Magos.

Sobre Eli

São seis Super Bowls até aqui e uma escrita é completamente verdadeira, independente da maneira que você olhe: sempre que não enfrentou Eli Manning, Brady saiu vencedor. Do outro lado, para esse domingo, só vemos um Matty Ice magrão e ansioso para derreter, torcendo para que, como o próprio Eli disse, “tenha sorte de enfrentá-los no dia certo”.

Acontecerá de novo?

Enfim, o dia em que Tom Brady quer se provar mais homem que o comissário da maior liga americana não parece propício para um dia certo. É bom ter isso em conta na hora de marcarem suas apostas.

A minha: Tom lança 2 TDs para nosso querido Bennett e outros dois para Hogan, o próximo milionário fabricado por ele. Malcolm Butler repete o gostinho de ter uma interceptação decisiva e os Patriots levam em um 37×31.

Análise Tática #8 – É impossível parar Rob Gronkowski

Robert Paxton Gronkowski talvez seja a principal arma ofensiva da NFL. Muito rápido para ser marcado por linebackers e muito grande para ser marcado por defensive backs, o tight end do New England Patriots é o grande pesadelo dos coordenadores defensivos da liga. Após perder os dois primeiros jogos com uma contusão na coxa e ter os snaps limitados nas semanas 3 e 4, Gronk já recebeu para 484 jardas. Isso resulta em uma média de 118 jardas por jogo, se forem descontadas as duas semanas em que praticamente não jogou. Para efeito de comparação, AJ Green e Julio Jones, os dois WRs mais produtivos da NFL nessa temporada, têm a média de 112 e 107 jardas por jogo, respectivamente.

Além da média absurda de jardas, os três TDs que anotou entre as semanas 6 e 8 foram suficientes para estabelecer o novo recorde do New England Patriots para um TE: desde 2010, quando foi draftado, Gronkowski já anotou 69. Nos sete anos em que está na liga, descontados os jogos perdidos por contusão, Gronk disputou 86 partidas, o que resulta em uma média de 0,8 TDs por partida. Trata-se de um monstro, de um candidato certo ao Hall of Fame da NFL e, se permanecer saudável, do melhor TE da história.

E como parar um jogador tão bom? Marcação individual não funciona. É como se estivesse completamente desmarcado. A solução para as defesas é planejar marcação dupla, ou até mesmo tripla, certo? Mais ou menos. O cobertor é curto. Além de ser um dos melhores jogadores da liga, Gronk também joga em um dos melhores (senão o melhor) ataques da liga. Se a ênfase das defesas for parar Rob Gronkowski, Tom Brady não terá dificuldades em tirar proveito do que estiver à sua disposição. É por isso que é difícil imaginar um cenário em que o New England Patriots não esteja disputando o Super Bowl em Fevereiro. Não estamos felizes com isso, mas temos que aceitar a (dura) realidade.

Para mostrar como a conexão Tom Brady-Rob Gronkowski é a melhor da liga, analisaremos os três TDs anotados pela dupla em 2016. Não há mágica ou rotas complexas: é apenas Rob Gronkowski recebendo passes perfeitos de Tom Brady e humilhando defensores. Confira:

TD 1 – Week 6:

Gronk costuma receber passes longos com frequência, mas também é a arma perfeita em passes curtos, na redzone. No jogo contra o Buffalo Bills, na semana 6, Gronk era o único recebedor posicionado na parte de cima da tela, com dois marcadores nas proximidades. O deslocamento do RB James White para o lado direito do ataque puxou um dos defensores e deixou Gronk com marcação individual.

gronk1

No momento do passe, Brady acha Gronk sem dificuldades.

gronk2

TD 2 – Week 7:

No jogo contra o Pittsburgh Steelers, na semana 7, Gronk estava posicionado no alto da tela, junto com dois outros recebedores do Patriots. Com rota em profundidade, o TE do Patriots tinha dois potenciais marcadores: o safety, na linha de 25 jardas, e o linebacker do lado esquerdo do ataque.

gronk3

No momento do passe, os dois marcadores estão próximos a Gronkowski, mas a antecipação de Brady e a rota perfeita, deslocando o safety para a parte de cima da tela, garantem o sucesso da jogada.

gronk4

Quando recebeu a bola, Gronk já tinha deixado o LB para trás, enquanto o safety fazia a leitura errada da jogada. Mais um TD tranquilo para o Patriots.

gronk5

TD 3 – Week 8:

Contra o Buffalo Bills, na semana 8, uma jogada muito parecida: Gronk com rota em profundidade junto com dois recebedores no mesmo lado do campo, mas dessa vez com marcação individual, sem o safety para ajudar. Mesmo sem RB próximo a Brady, o Bills deixou dois LBs congestionando o meio do campo.

gronk6

Um dos DBs do Bills se juntou ao LB que estava próximo à linha de scrimmage, fazendo marcação dupla na rota curta. Brady fez a fácil leitura de Gronk em marcação individual na rota em profundidade, já batendo o marcador.

gronk7

Quando recebe o passe, Gronk já abriu duas jardas para o marcador e apenas desfila para a endzone.

gronk8

Ele não anda, ele desfila.

Revisando e resumindo o melhor (e pior) do primeiro quarto

Assim como fazem empresas, apresentando resultados a cada trimestre para que a bolsa e os acionistas entendam o que está acontecendo, resolvemos fazer o mesmo com a NFL. Mais do que isso, traremos agora um resumão de cada uma das divisões da liga, para quem esqueceu que a liga começava em setembro ou acha que perdeu algum detalhe (todos perdemos), assim podendo começar a partir daqui.

Como já era esperado, a maioria dos resultados foge do esperado. Afinal de contas, se detendo a analisar os playoffs, desde que temos 32 times na liga, nunca conseguimos menos de 4 times novos chegando lá, sonhando com Super Bowl, com uma média de 5,8, ou seja, quase metade do mata-mata final se renova em relação ao ano anterior.

Além disso, times bizarros começaram com o número mágico de 3 vitórias em 3 jogos, que leva times aos playoffs em quase 90% dos casos, como Baltimore e New England sem Brady (que deveria aparecer como salvador, e não apenas para fazer a manutenção do bom desempenho).

Pese ainda o fato de que a liga parece ainda mais equilibrada do que normalmente é, o que dá destaque para times medianos com sorte: por exemplo, os Rams, que foram surrados por Blaine Gabbert (que acabará no banco), deram aula de bola para os garantidos nos playoffs Cardinals e Seahawks.

Previsões infalíveis

Como um quarto da temporada já passou para quase todos os times (Eagles e Packers são os que faltam), nada mais justo do que um quarto da liga, pelo menos no quesito quem vai ou não aos playoffs, já estar definido. E é isso que adiantarei por aqui: mais comentários sobre o porquê de cada time logo abaixo.

Times garantidos: Patriots, Broncos (AFC) e Vikings (NFC).

Times fora: Browns, Colts (AFC), 49ers, Bears e Lions (NFC).

“Meu salário é o que está acabando com esse time.”

AFC South

Sei que serei xingado por já ter tirado os Colts da briga dos playoffs – ou por, pelo menos, ter adiantado que de uma maneira ou de outra eles vão acabar morrendo na praia. Mas é que não consigo mais acreditar em Andrew Luck (8 TDs para 5 turnovers não são números de elite, são números de Eli Manning); pelo menos não enquanto ele estiver em um time que é inevitavelmente freguês dos Jaguars. Jacksonville que, apesar de grande favorito desse site, TOMA PAU de todo mundo (menos dos Colts) porque não consegue estabelecer domínio em nenhum elemento do seu jogo: seja o aéreo, seja a defesa, ou muito menos o jogo corrido (MESMO ASSIM O CHRIS IVORY TÁ RICO).

Para completar a desgraça que é essa divisão, temos Mariota sendo inapelavelmente atrapalhado pelo seu próprio head coach com suas chamadas bizarras e o Houston Texans, que mesmo sem JJ Watt, conseguem ter até o momento a melhor defesa contra o passe da NFL (praticamente apenas 150 jardas por partida), mas não conseguem produzir muito no ataque devido às limitações de Brock Osweiller, mesmo com Will Fuller (rookie WR) brilhando.

AFC North

A grande divisão que tem apenas três times (que, talvez por isso, são quase sempre muito competitivos) – já que se os Browns não eram considerados para algo antes da temporada, menos ainda com a perda de RG3 e descobrindo que essa defesa é pior do que horrível (lembre-se: é o ataque da dupla Kessler e Pryor que tem mantido o time com chances nos jogos – antes, claro, da inevitável decepção). E falando em mediocridade, o 2-2 até agora parece dizer que os Bengals (6 TDs marcados contra 10 sofridos) deixarão de enganar esse ano; infelizmente para a torcida, isso significa nem ir aos playoffs.

Por outro lado, temos dois times aparentemente bons. Os Steelers deixaram todos com um pé atrás após não conseguirem marcar um TD sequer no clássico da Pensilvânia, mas pareceram ter voltado ao bom ritmo com um 43-14 nos pobres Chiefs – e com Le’Veon Bell chegando inspirado (meu time no fantasy que o diga). Além disso, temos o surpreendente Ravens (só o Murilo já sabia, porque avisou no podcast #1), que tem Mike Wallace e Terrance West como jogadores importantes para a campanha, além de uma defesa que é primeiro lugar na NFL em jardas cedidas – posição que ainda tem que provar merecer, já que começaram a temporada contra ataques medíocres (e quando enfrentaram o razoável Raiders, perderam).

AFC East

Essa divisão também dá a impressão de ser disputada por três times, mas de maneira inversa à AFC North. Por aqui, já sabemos que vai dar Patriots – e assim será enquanto Belichik estiver no comando, como eu mesmo escrevi há uns dias (ignore a derrota para os Bills, foi tudo planejado para manter os pés da garotada no chão). Além disso, temos dois times 1-3 na divisão: o primeiro deles, os Dolphins, cuja vitória (!) no tempo extra contra os Browns deverá ser a desculpa perfeita para a falta de respeito que seguiremos tendo por eles pelos próximos anos (e também a razão para a demissão de Adam Gase logo logo, porque Stephen Ross é doente).

O outro já dois jogos atrás dos Patriots é o New York Jets, de Ryan Fitzpatrick e suas 10 INTs, além de um decadente Darrelle Revis, que já não vale toda a grana que recebe – e ainda assim, a defesa é muito sólida, especialmente o front seven, que trava o jogo corrido adversário e produz muitos sacks. Por último, temos o Buffalo Bills de Rex Ryan, tão imprevisíveis quanto seu treinador. Os Bills que surraram Arizona e diminuíram New England, estão no top 4 em número de sacks, mas tem menos de 28 minutos de posse por jogo (mesmo com LeSean McCoy), pelo que ainda vão ter que fazer mais para convencer alguém que brigarão pelos playoffs.

Seja sincero: há três semanas atrás, você pediria o autógrafo desse cara na rua?

Seja sincero: há três semanas atrás, você pediria o autógrafo desse cara na rua?

AFC West

Adivinhem que defesa continua maravilhosa? Isso mesmo, a liderada pelo MVP do Super Bowl Von Miller, que já tem 5.5 sacks e ajuda os Broncos a estarem 4-0 mesmo sem QB – já sabemos, pode ser Peyton Manning, Trevor Siemian ou Paxton Lynch (afinal, o ano é dos rookies!), essa defesa irá carregá-lo longe. Enquanto isso, em uma direção exatamente oposta  está o San Diego Chargers, que demonstrou potencial na primeira metade do primeiro jogo, especialmente por parte de Philip Rivers e Melvin Gordon, mas vai sendo a cada dia mais dizimado pelas lesões, fazendo o time já pensar em 2017.

Os outros dois times da divisão deverão estar nas disputas de wild card até o final, porque produzem bem em algumas partes do jogo – mas são horríveis em outras. Derek Carr (9 TDs, 1 INT) e Michael Crabtree (308 jardas, 4 TDs) começaram a temporada on fire, mas o fraquíssimo desempenho da defesa dá a impressão de que esse 3-1 pode acabar em um 11-5 tão facilmente quanto num 6-10. Pobre Raiders.

E tal qual uma montanha-russa, vem os Chiefs, que deveriam ser um dos times mais constantes da liga – o bye da semana 5 virá em boa hora, para que Jammal Charles volte de verdade (até se machucar de novo) e para quem sabe o Sr. Leôncio (ou Andy Reid para os íntimos) bote ordem na casa – e que o time que enfrentou os Jets (e interceptou Fitzmagic 6 vezes) volte para os 12 jogos seguintes e não o massacrado pelos Steelers.

NFC North

A NFC North está bem claramente dividida, tanto por número de vitórias quanto por simples qualidade das equipes. De um lado temos os Vikings de Minnesota, que veem somente a defesa dos Broncos (talvez) a sua frente no quesito dominar adversários, sentindo que falta apenas estabelecer o ataque (mesmo dizimado por lesões dos principais jogadores) para tornar-se unanimidade na liga. Além disso, temos os Empacotadores que, além de simplesmente terem Aaron Rodgers, que é capaz de ganhar qualquer jogo sempre, estão mandando bem na defesa – inclusive sendo os melhores contra o jogo corrido até o momento.

Do outro lado, temos os Bears e os Lions: Chicago que até tentou enganar com boas jogadas da defesa (mas que já voltou ao normal) e Detroit que não consegue defender contra o passe (12 TDs aéreos já sofridos), além de sentir falta de Abdullah para equilibrar o ataque com um jogo corrido decente. Mas ainda assim não são os piores times da NFL, então por que já estão eliminados? Por estarem em uma divisão que faz com que faltem 4 e 3 jogos, respectivamente, contra dois dos melhores times da liga, o que quase garante mais 4 e 3 derrotas cada, que exigiriam um aproveitamento perfeito nos demais jogos.

Então chora, Eminem: não vai ser dessa vez que vai dar para os Lions.

NFC South

Se tivesse que prever um líder para divisão sul da NFC com quatro jogos, provavelmente Atlanta seria minha última escolha. De qualquer forma, até agora o ataque parece ter sido suficiente (mais do que suficiente, na verdade, já que é o melhor da história em jardas até o momento) para cobrir o grande vazio que é essa defesa (metade dos sacks é do eterno gira-gira Dwight Freeney) – resta saber por quanto tempo. Os outros três times simplesmente não conseguem vencer. Por exemplo, Jameis Winston, a exemplo de Blake Bortles, não está conseguindo o salto de produção que esperávamos para levar os Bucs a outro nível; pelo contrário, suas 8 interceptações são grande parte do problema.

A defesa dos Saints, ao contrário da dos Falcons, não está conseguindo ser coberta por Drew Brees & amiguinhos (que tem feito a sua parte, como sempre) – inclusive perdendo um confronto direto. Ou talvez ela seja simplesmente pior do que a de Atlanta, o que é sim uma grande ofensa. Por último, os atuais vice-campeões estão realmente naquela ressaca de vice: só ganharam de San Francisco até agora, sendo completamente obliterados por Minnesota e essa semana com certeza rolou aquela ligação no meio da noite de Dave Gettleman pedindo para Josh Norman voltar quando ele acordou suando frio depois de um pesadelo que envolvia Julio Jones e 300 jardas.

NFC East

Assim como não apostaria nos Falcons, muito menos alguém apostaria nos Eagles para serem líderes dessa divisão – em qualquer momento da temporada. Incrivelmente, o general manager da equipe trabalhou bem e se livrou de Sam Bradford antes de que a polêmica de sua disputa com Carson Wentz atrapalhasse a equipe, dando a chance ao rookie desde o começo da temporada – o que, até agora, em meio a big plays, tem sido um sucesso. Logo em seguida temos outro rookie, Dak Prescott, que vem a cada semana tentando se provar melhor opção para Dallas do que Tony Romo – e visivelmente evoluindo nesse processo, mesmo sem ter todas as grandes jogadas de Wentz, ele e Zeke Elliott (outro rookie), são donos do segundo melhor ataque da liga.

Outros times traídos pelas defesas e por lesões é o New York Giants que, ao que parece, ainda terá que dar mais um ano para o treinador novato conseguir tudo o que esse time aparentemente pode produzir (não sabemos se Eli Manning aguentará até lá), porque com um ratio de turnovers de -8, ninguém consegue ir longe. Os Redskins, por outro lado, estão simplesmente voltando ao normal: Cousins não era mesmo tudo aquilo, nem Matt Jones, nem mesmo a defesa e Josh Norman.

“Toca pro pai que ele resolve.”

NFC West

Por último, uma divisão que tem o Browns da NFC, que se chama San Francisco 49ers, que teve como grandes contribuições nessa temporada as polêmicas de Colin Kaepernick (e ele ainda vai acabar sendo titular do time e trazendo as polêmicas ainda mais à luz) e ter ganhado de Jeff Fisher, impedindo que ele estivesse invicto a essa altura da temporada. Los Angeles Rams que, depois da lavada incrível sofrida nas mãos e pernas de Blaine Gabbert, parece ter acordado para a vida e no momento lidera a divisão mesmo com Case Keenum como QB.

Os Cardinals vão seguindo por um caminho deprimente junto com a decadência de Carson Palmer e a defesa não sendo a mesma de antigamente – e só ganharam com Drew Stanton (e seu acerto de menos de 50% dos passes) porque enfrentaram os 49ers.

Já a defesa dos Seahawks, por outro lado, não está decepcionando e carrega uma OL que parece ter como grande objetivo ver Russel Wilson machucado – e, ainda assim, o 3-1 indica que o time tinha muito a piorar para chegar ao nível dos times normais da NFL.