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Podcast #5 – uma coleção de asneiras V

Voltamos com o tradicional #spoiler: equipes relevantes (e o Tennessee Titans) que não vão para os playoffs em 2017.

Depois discutimos qual equipe assistiríamos se só pudéssemos acompanhar um time até o final da temporada – graças a Deus não acontecerá.

Em seguida, trazemos algumas proposições que sequer acreditamos, mas nos obrigamos a explicar porque é verdade – não sabemos porque fizemos isso.

E, no final, como já é comum, damos dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas duas semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Correndo contra o tempo

Quando entrar em campo para enfrentar o Dallas Cowboys, no dia 10/09, Eli Manning completará 200 jogos consecutivos de temporada regular como QB titular do New York Giants. Se os playoffs forem incluídos na conta, são 212 partidas seguidas como starter. Entre QBs, a marca é a terceira melhor de todos os tempos, atrás apenas do irmão Peyton e de Brett Favre.

O número é impressionante para um esporte em que tantas contusões acontecem. A durabilidade de Eli é um dos motivos que o tornam um dos poucos verdadeiros franchise QBs da NFL. Desde a temporada de 2004, quando foi draftado na primeira escolha geral do draft e assumiu a titularidade do Giants, Eli não perdeu nenhum jogo e se tornou a cara da franquia.

A cara da franquia.

Em 2017, Eli Manning completará 14 temporadas de muitos altos e baixos na NFL. Os dois prêmios de MVP do Super Bowl contrastam com performances medíocres e muitas (muitas mesmo) interceptações. Eli parece adorar os extremos: ou é muito bom, ou é muito ruim. O tempo, porém, parece ter feito bem a ele. Suas melhores temporadas em termos de estatística vieram depois dos 30 anos completos. Em 2011, por exemplo, ficou a 77 jardas de entrar para o seleto clube de QBs que passaram para cinco mil jardas em uma temporada. Os 35 TDs que lançou em 2015, quando já tinha 34 anos, foram o recorde de sua carreira.

O tempo traz experiência, mas também traz o inevitável declínio físico. Mesmo jogando razoavelmente bem nas últimas temporadas, Eli mostrou certa queda em sua performance física. Os passes já não são tão potentes e precisos e ele depende muito da habilidade de seus recebedores para mover o ataque.

O New York Giants sabe que a janela de Eli Manning está se fechando e parece estar determinado a conquistar mais um título com seu franchise QB. O time, que nunca teve o costume de gastar na free agency, foi às compras antes da temporada 2016 para tentar melhorar principalmente a defesa, que teve uma performance ridícula em 2015. A queima de dinheiro parece ter dado certo. Em 2016, primeira temporada de Ben McAdoo como head coach, o time conseguiu 11 vitórias e 5 derrotas e voltou aos playoffs pela primeira vez desde que venceu o Super Bowl, na temporada 2011. Porém, a derrota para o Green Bay Packers, logo na rodada de Wild Card, mostrou que ainda falta bastante coisa para que o time seja levado a sério como candidato a chegar ao Super Bowl.

Um novo velho ataque

Em 2016, o ataque do Giants foi apenas o 25º melhor da NFL em jardas por partida, abaixo de ataques bem questionáveis, como o do Jacksonville Jaguars, e apenas um pouco acima de times verdadeiramente horrorosos, como o New York Jets e o Cleveland Browns. Os números mostram que o Giants chegou à pós-temporada muito mais por mérito da defesa e que algo teria que ser feito para tornar o ataque mais produtivo em 2017.

O Giants parece acreditar que para melhorar o ataque basta trazer armas novas para Eli Manning. Brandon Marshall foi contratado na free agency para ser o alvo grande que faltava, especialmente na red zone. Marshall é um ótimo jogador que há dois anos teve uma temporada de 1502 jardas e 14 TDs recebidos, mas que em 2016 não chegou a 800 jardas e recebeu apenas 3 TDs. Os números ruins na última temporada podem ser creditados à bagunça que foi o New York Jets, mas é possível considerar que Marshall já esteja no final de sua carreira. De qualquer forma, ele ainda deve contribuir de forma significativa para o ataque do Giants.

Outra arma adicionada na offseason foi o TE Evan Engram, draftado no primeiro round do draft de 2017. Engram foi uma das escolhas mais criticadas, por não ser um bom bloqueador e por não atender às reais necessidades do time; ele terá que provar o seu valor como recebedor e parece ser isso que o time espera dele. Após o draft, o General Manager Jerry Reese disse que o Giants vê Engram como uma arma. Engram terá que mostrar que sua presença acrescenta uma dimensão a mais ao ataque, já que nos últimos anos Eli Manning teve que se virar com TEs como  Will Tye e Larry Donnel.

Peguei.

Marshall e Engram devem ser bons complementos a Odell Beckham Jr., talvez o melhor WR da NFL, e Sterling Shepard, um slot receiver muito eficiente. Os quatro formam um dos melhores grupos de recebedores da liga. O problema é que não adianta ter recebedores tão bons se a linha ofensiva não protege o QB. O Giants terá em 2017 basicamente a mesma OL que jogou muito mal em 2016. A única contratação foi D.J. Fluker, veterano que não conseguiu sucesso em seus cinco anos de NFL. Se o setor não mostrar uma evolução razoável, será muito difícil para Eli Manning tirar proveito de suas armas.

Outro problema é a posição de RB. Depois de muitos anos de sofrimento com o nada inspirador Rashad Jennings como titular, o Giants decidiu que Paul Perkins e Shane Vereen são suficientes para comandar o jogo corrido. O problema é que eles não são. Perkins teve oportunidades em 2016 e mostrou ser um jogador mediano, mas que não se transformará no próximo Adrian Peterson. Shane Vereen, além de não conseguir permanecer saudável, é um mero especialista em receber passes. Com um jogo corrido que não inspira quase nenhuma confiança, o Giants novamente deve ter um ataque unidimensional, até o braço de Eli Manning cair.

Spoiler: isso não é uma coisa boa.

Uma pequena grande evolução

Assim como a linha ofensiva, a defesa do Giants retorna praticamente intacta para a temporada 2017. A diferença é que, ao contrário da OL, o retorno da mesma defesa é uma excelente notícia para os torcedores do Big Blue. A única perda entre os titulares foi a do DT Johnathan Hankins, que foi substituído por Dalvin Tomlinson, escolha de segundo round vinda de Alabama.

Tomlinson se junta a uma linha defensiva bastante respeitável, com potencial para ser excelente. O pass rush será comandado por Olivier Vernon, a grande contratação da offseason de 2016 e o grande símbolo da reconstrução da defesa. Do outro lado da linha, Jason Pierre-Paul mostrou que pode jogar mesmo sem metade da mão e renovou seu contrato. Pelo meio, Damon “Snacks” Harrison talvez seja o melhor jogador de linha da liga defendendo o jogo corrido.

E se DL é boa, a secundária é melhor ainda. Até o desastre que foi o segundo tempo do já citado jogo de Wild Card contra o Packers, o Giants tinha feito um trabalho excelente defendendo recebedores. Em 2017, é provável que a evolução continue. Janoris Jenkins, outra das contratações milionárias do ano passado, Dominique Rodgers-Cromartie e Eli Apple formam um dos melhores grupos de cornerbacks da NFL, enquanto Landon Collins talvez tenha sido o melhor safety da liga no ano passado e foi selecionado para o Pro Bowl.

As vitórias que o Giants conseguiu nos Super Bowls contra o New England Patriots foram graças a defesas dominantes, que pressionavam fortemente os QBs adversários e não permitiam grandes avanços. A fórmula parece estar se repetindo. Resta saber se a defesa conseguirá compensar as carências do ataque. E se o time terá a sorte de encontrar o eterno freguês na decisão.

Palpite: talvez o Giants não tenha evoluído o suficiente para melhorar o recorde de 11-5 conseguido em 2016, especialmente no ataque. Se é difícil enxergar uma evolução considerável, também é difícil perceber uma queda muito acentuada. Portanto, é provável que o time consiga 10 vitórias em 2017, principalmente por mérito da defesa. É provável que esse desempenho seja suficiente para uma vaga nos playoffs, mas o time não deve ir longe. A não ser que Eli Manning esteja inspirado, aí a gente já sabe até onde o Giants pode chegar.

Top Pick Six #1: os 15 melhores WRs da NFL

Rankings. Nós amamos rankings. Por mais que eles não signifiquem muita coisa (NADA), é sempre legal termos rankings para nos apegarmos. Quem é o melhor QB da história? Qual foi o melhor Super Bowl já disputado? Qual a recepção mais milagrosa? Enfim, rankings! Pensando nisso, resolvemos nos perguntar: atualmente quem são os melhores jogadores nas principais posições da NFL?

Encabeçando uma série de rankings que faremos (WR, CB, TE, DE, RB, S, K e LB), vamos abrir com os wide receivers. A NFL já teve grandes nomes da posição, como o lendário Jerry Rice, o monstro Michel Irvin, os falastrões Chad Ochocinco e Terrell Owens e outros gênios da posição, como Randy Moss, Marvin Harrison, Isaac Bruce e Torry Holt.

Ao todo oito pessoas fizeram uma lista com seus 15 melhores WRs que devem estar na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, com jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times agora.

Para confecção do ranking se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. O jogador com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido pelo total de votos) ficou em primeiro lugar e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participarão da formulação dos rankings semanais:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado por ranking!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Henrique. Vamos ao que interessa!

15° Doug Baldwin
10 | – | 15 | – | – | 8 | 15 | –
Time: Seattle Seahawks
Idade: 28 anos
Draft: 2011, Undrafted
College: Stanford
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1128 jardas, 7 TDs

Baldwin é um dos melhores valores que estão no elenco dos Hawks. Jogador que não foi draftado, mas que soma boas temporadas pelo time de Seattle, Doug tem sido fundamental nas boas campanhas de sua equipe. Mesmo o time não lhe dando muitas oportunidades – Russell Wilson não é conhecido por ser um cara que sempre passa pra muitas jardas, além do esquema ter sempre sido focado no jogo terrestre – Baldwin é peça chave no elenco de Pete Carroll e teve participação direta nas duas finais que seu time fez nos últimos anos. É, com certeza, um dos principais alvos de Russell Wilson.

14° Jarvis Landry
– | – | – | 11 | 8 | 14 | 11 | 15
Time: Miami Dolphins
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 2, pick 63
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1136 jardas, 4 TDs

Talvez eu, Digo e Cadu não tenhamos incluído Landry em nossos rankings por ele não ter conseguido fazer grandes temporadas, o que era esperado de um jogador de sua categoria. O amiguinho de Odell poderia se dar melhor em outro time, e vem sofrendo com os jogos fracos de seu QB Ryan Tannehill. De qualquer forma, ficou válida a décima quarta posição para o campeão do torneio de Best Hands do Pro Bowl. Com um pouco mais de ajuda se seus companheiros de equipe, pode chegar no top 10 em 2017.

Pena que joga com o Tannehill.

13° Alshon Jeffery
– | 8 | 10 | 14 | 11 | – | – | –
Time: Chicago Bears
Idade: 26 anos
Draft: 2012, round 2, pick 45
College: South Carolina
2016 stats: 12 jogos, 52 recepções, 821 jardas, 2 TDs

Esse é um dos que mais discordo de meus colegas votantes. Talento puro, mas não demonstra. Lesões atrás de lesões atrapalham muito a carreira de Jeffery. Sem contar os quarterbacks de seu time, que não são lá essas coisas (Jay, cof, cof, Cutler). Em todo caso, até aceito que coloquem ele no ranking, mas em oitavo não dá, Digo! Talvez eu me engane, mas acredito que Jeffery é um desses atletas que teve uma ou duas boas temporadas e não se recupera mais. Veremos agora, já que provavelmente ele irá para outro time na free agency, se eu, Felipe, Vitor e Henrique mandamos muito mal de não colocá-lo em nossos rankings, ou se estávamos certos e meus colegas de site errados.

TOP PICK SIX #2: Os 15 melhores CBs da NFL

12° Allen Robinson
9 | 6 | 11 | – | – | – | – | –
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 2, pick 61
College: Penn State
2016 stats: 16 jogos, 73 recepções, 883 jardas, 6 TDs

De mito em 2015 para bust em 2016, essa é a história de Allen Robinson por enquanto. Jogou demais pelos Jaguars há 2 anos, porém na temporada passada deixou a desejar, muito por conta da fraca performance de Blake Bortles, o que pode ter pesado para 5 dos 8 votantes não terem o incluído em seus rankings. Muitos associaram o fracasso de Bortles ao esquema de jogo, até por isso houve substituição na comissão técnica. Com um novo head coach na cidade, a esperança é de que, por fim, o Jaguars volte a ser um time competitivo. Se isso acontecer, e pelo visto poucos acreditam que seja possível, o jogador de 23 anos será um dos principais responsáveis. Atleticismo e talento ele já mostrou que tem!

11° Amari Cooper
15 | – | 9 | 12 | 13 | 10 | 13 | 10
Time: Oakland Raiders
Idade: 22 anos
Draft: 2015, round 1, pick 4
College: Alabama
2016 stats: 16 jogos, 68 recepções, 1153 jardas, 4 TDs

Cooper teve uma temporada de calouro excelente, porém ano passado caiu de produção. Isso é o mais estranho, visto que o time do Raiders melhorou muito, fez uma campanha sensacional, com um QB que jogou muito. Por isso acredito que Cooper caiu muito nos rankings, mas não me surpreenderia se ele subisse no próximo ano. Derek Carr é a nova cara da franquia e, se não fosse sua lesão no fim da temporada, o time poderia ter ido mais longe. A tendência é que Cooper melhore cada vez mais, elevando seu jogo ao nível dos grandes nomes da posição nos próximos 2/3 anos.

10° Larry Fitzgerald
11 | – | – | 15 | 10 | 12 | 9 | 7
Time: Arizona Cardinals
Idade: 33 anos
Draft: 2004, round 1, pick 3
College: Pittsburgh
2016 stats: 16 jogos, 107 recepções, 1023 jardas, 6 TDs

Uma baita injustiça por parte dos meus colegas Digo e Cadu. Larry é um dos melhores WRs da história, com certeza vai pro Hall da Fama. OK, mas o ranking é pra 2017… Mesmo assim, Larry deveria estar nele. Em 2016 ele liderou a NFL em recepções com 107, mesmo já tendo 33 anos. Em fim de carreira, Fitz pensou em se aposentar, mas resolveu retornar pra mais uma temporada com os Cardinals. Os pássaros do Arizona devem ter um ano melhor em 2017 do que o que tiveram em 2016, quando eram considerados favoritos na conferência e acabaram tendo uma temporada decepcionante.

09° DeAndre Hopkins
8 | 7 | 7 | 9 | 12 | 13 | 4 | 14
Time: Houston Texans
Idade: 24 anos
Draft: 2013, round 1, pick 27
College: Clemson
2016 stats: 16 jogos, 78 recepções, 954 jardas, 4 TDs

Coitado desse garoto. Um talento nato, que vai se perdendo por conta de um QB horrível (leia-se Brock Osweiler / Edward Cullen). De qualquer forma, Hopkins é bom demais para ser deixado de fora de qualquer ranking de WRs. As recepções sensacionais de Hopkins nos últimos dois anos fizeram os torcedores dos Texans não sentirem saudades do grande Andre Johnson. Esperamos que Bill O’Brien ache uma luz no fim do túnel e consiga um QB decente para Houston (Romo?), aí poderemos ver mais deste grande talento que é DeAndre Hopkins.

08° T.Y. Hilton
6 | 10 | 8 | 8 | 9 | 11 | 8 | 12
Time: Indianapolis Colts
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 3, pick 92
College: Florida International
2016 stats: 16 jogos, 91 recepções, 1448 jardas, 6 TDs

Difícil jogar contra os números de Hilton em 2016. Atuou em todos os jogos e, de quebra, foi o líder em jardas recebidas da temporada. Jogando em um ataque explosivo junto com Andrew Luck, Hilton só não foi melhor porque o Colts tem uma linha ofensiva de papel, o que acarreta em pressão excessiva em seu QB e, por consequência, menos recepções e jardas para ele. De qualquer forma, acredito em nova boa temporada de T.Y., que a cada ano que passa mostra que foi uma baita escolha no draft de 2012, quando os Colts usaram apenas uma escolha de terceiro round para drafta-lo. Com a saída de Ryan Grigson, espera-se um melhor draft por parte do time de Indianapolis e, com isso, melhora na linha ofensiva que tanto atrapalha esse time recheado de talentos.

“Beijos, Brad Wells”.

07° Jordy Nelson
12 | 12 | 12 | 5 | 7 | 7 | 6 | 9
Time: Green Bay Packers
Idade: 31 anos
Draft: 2008, round 2, pick 36
College: Kansas State
2016 stats: 16 jogos, 97 recepções, 1257 jardas, 14 TDs

Opiniões diferentes aqui nesse ranking, comigo, Digo, Cadu e Henrique colocando Nelson mais abaixo, e Murilo, Ivo, Felipe e Vitor mais acima. Acredito que meus outros 3 colegas que também colocaram Nelson mais abaixo acham que muito do talento dele vem de seu QB, Rodgers, que faz qualquer um estar apto a receber uma bola. Sabemos que não é assim, tão óbvio, e que Nelson tem talento. Mas para estar no top 5, o jogador tem que ser mesmo muito bom (indireta para excesso de clubismo). Agora  veremos o que acontece, a idade pode pesar e o jogador passou por lesões nas duas últimas temporadas.

06° Mike Evans
4 | 9 | 3 | 7 | 5 | 5 | 10 | 5
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 1, pick 7
College: Texas A&M
2016 stats: 16 jogos, 96 recepções, 1321 jardas, 12 TDs

Um dos principais nomes de 2016, Mike Evans jogou muito. Temos que tirar o chapéu para este garoto que é um dos melhores em sua posição. Acho que o Digo e o Vitor estão loucos de colocá-lo em nono e décimo, e arrisco dizer que o Murilo também está louco de deixá-lo em sétimo. Evans é uma máquina, ganha jogadas em double coverage, é rápido, forte e habilidoso. Com certeza vai figurar no top 5 por muito tempo. Com a evolução do jogo de Jameis Winston, seu QB, ele pode melhorar ainda mais. Não espero nada menos que uma nova temporada de mais de mil jardas e dez touchdowns para 2017.

05° Dez Bryant
7 | 4 | 6 | 6 | 4 | 6 | 7 | 6
Time: Dallas Cowboys
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 1, pick 24
College: Oklahoma State
2016 stats: 13 jogos, 50 recepções, 796 jardas, 8 TDs

Não fossem as lesões, Dez poderia até estar ranqueado mais alto. Porém há algum tempo ele já vem sofrendo com isso, perdendo jogos durante a temporada e prejudicando seus números com a camisa dos Cowboys. Mas mesmo com essas lesões, Dez tem tudo pra fazer um grande ano em 2017. Se ficar saudável, arrisco dizer que entra no top 3. Isso porque o Cowboys achou um excelente QB em Dak Prescott e, com a atenção das defesas focada em parar o jogo corrido de Ezekiell Elliott, Bryant pode sobrar. Nenhuma loucura aqui, acredito que os oito votantes deste ranking estão corretos em suas posições quanto à Dez Bryant.

TOP PICK SIX #3: Os 15 melhores TEs da NFL

04° A.J. Green
5 | 5 | 5 | 3 | 3 | 4 | 3 | 2
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 4
College: Georgia
2016 stats: 10 jogos, 66 recepções, 964 jardas, 4 TDs

A.J. Green é a primeira unanimidade no top 5 e ele merece estar aqui. Não fosse a lesão que sofreu no fim da temporada, Green teria tido sua sexta temporada seguida com mais de mil jardas recebidas. Apesar de Andy Dalton não ser nada demais, ele também não compromete. Mestre em conexões longas, Green deve se recuperar bem na offseason e voltar a ter mais um ano bom, acima de mil jardas recebidas, Pro Bowl nas costas e talvez uma volta dos Bengals aos playoffs – para, claro, passar vergonha em janeiro.

03° Odell Beckham Jr
3 | 1 | 2 | 4 | 6 | 3 | 5 | 4
Time: New York Giants
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 1, pick 12
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 101 recepções, 1367 jardas, 10 TDs

O que falar deste gênio do football? Odell, apesar de momentos “chilquentos”, é um tremendo jogador. Não à toa Digo o colocou como o WR número 1. Cadu deixou o clubismo de lado e o colocou como número 2. O fato é que as recepções incríveis de Odell, com uma mão só, acabam por vezes mascarando o quão bom esse jogador é. Rotas precisas, velocidade e atleticismo são só algumas das suas qualidades. O futuro da franquia está aqui. Eli Manning é um bom QB, mas já em fim de carreira. Isso deve fazer o Giants procurar um novo QB logo, pois seria um desperdício ter um talento como esse jogando com QBs ruins.

Peguei.

02° Julio Jones
2 | 2 | 1 | 2 | 1 | 2 | 2 | 3
Time: Atlanta Falcons
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 6
College: Alabama
2016 stats: 14 jogos, 83 recepções, 1409 jardas, 6 TDs

Julio é a única unanimidade no top 3 e isso fez com que a ele fosse agraciada a segunda posição deste ranking. Não é pra menos: as recepções milagrosas que ele fez no Super Bowl deixaram qualquer um de boca aberta. Um acerto na mosca dos Falcons no draft de 2011, Jones vem sendo, desde que entrou na liga, uma das estrelas de seu time. Com a evolução e amadurecimento de Matt Ryan, o time do Falcons se tornou uma poderosa máquina ofensiva que, pelo ar, chega a dar pena dos adversários. Pra 2017, acredito em mais uma boa temporada de Jones e dos Falcons.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

01° Antonio Brown
1 | 3 | 4 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1
Time: Pittsburgh Steelers
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 6, pick 195
College: Central Michigan
2016 stats: 15 jogos, 106 recepções, 1284 jardas, 12 TDs

O único jogador que levou cinco votos pra número 1, tem que acabar o ranking no topo. Antonio Brown é um monstro e todos sabemos. Uma verdadeira steal no draft de 2010, Brown foi selecionado apenas no sexto round, na pick 195. Um jogador versátil, com precisão invejável, ele vem ajudando os Steelers a se manterem no topo. É outro que pode sofrer caso Big Ben se aposente, mas acredito que Ben ainda volta pra essa temporada e Brown terá pelo menos mais um ano fenomenal, com Pittsburgh novamente nos playoffs.

Algumas curiosidades:

– 3 jogadores foram unanimidade no top 5 (Brown, Jones, Green);

– Apenas 1 jogador foi unanimidade no top 3 (Julio Jones);

– 9 jogadores são comuns aos 8 rankings (Brown, Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Nelson Hilton, Hopkins);

– Um total de 23 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;

– O top 15 contempla 9 jogadores da NFC e 6 da AFC;

– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts (Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Hopkins, Fitzgerald, Cooper);

– Somente dois são campões do Super Bowl (Nelson e Baldwin – já Julio Jones foi por apenas três quartos);

– DeAndre Hopkins é o jogador que aparece com maior diferença de posição (10) entre dois rankings: 14° pelo Henrique e 4° pelo Vitor;

– Antonio Brown foi o jogador mais citado como número 1, em 5 dos 8 rankings;

– Apenas dois times, Broncos e Jets, tiveram 2 jogadores citados: Thomas/Sanders e Marshall/Decker. Nenhum dos 4 está entre os 15 melhores;

– Ficaram fora do top 15, em ordem: Brandon Marshall (NYJ), Julian Edelman (NE), Demaryius Thomas (DEN), DeSean Jackson (WAS), Sammy Watkins (BUF), Emmanuel Sanders (DEN), Eric Decker (NYJ), Stefon Diggs (MIN);

– 21 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: BAL, CLE, TEN, KC, SD, PHI, DET, CAR, NO, STL, SF;

– Todos os atletas citados são milionários!

Confira todos os votos do nosso “colegiado”:

Troféu Alternativo Pick Six #1: premiando aquilo que realmente importa

O ser humano é fascinado por premiações, não importa o quão relevantes elas sejam. Do Miss Universo ao vencedor do Prêmio Puskas, da final do BBB a eleição para síndico do condomínio, invariavelmente queremos contemplar alguém com um troféu, mesmo que imaginário.

Na NFL não seria diferente e passamos horas e horas discutindo ou mesmo procurando uma hipotética justiça em premiações definidas de maneira arbitrária – e diversas vezes um tanto quanto óbvias. Pensando nisso e inspirados na já tradicional premiação que os colegas do Bola Presa fazem para as bizarrices da NBA, o Pick Six lança sua premiação alternativa, afinal, sabemos que o Framboesa de Ouro é muito mais divertido que o Oscar, não é? Então antes de coroarmos os vencedores, anunciamos nossas categorias.

TROFÉU WES WELKER: com ele premiamos o “melhor” drop da temporada e homenageamos o WR (indiretamente?) responsável por um dos melhores momentos de Gisele Bundchen na NFL. Além, claro, de estar no hall dos grandes drops que o SB já nos proporcionou.

TROFÉU SKIP BAYLESS: uma homenagem a uma das maiores metralhadoras de bosta que a imprensa norte-americana já produziu. Dá nome a este glorioso prêmio o cidadão que já afirmou que Manti Te’o seria o próximo Ray Lewis, que preferia RGIII a Andrew Luck, Josh Freeman a Cam Newton e, bem, vamos parar por aqui. Então o vencedor desta honraria é o integrante da dita “imprensa especializada” responsável por proferir mais asneiras ao longo da temporada.

Metralhadora de bosta.

TROFÉU MICHAEL FABIANO: ele é o guru do fantasy da NFL.com. Mas também já destruiu muitos sonhos dourados neste jogo com suas dicas imbecis, então nada mais justo que o atleta que foi uma decepção na temporada de Fantasy Football levar para casa uma estatueta com o nome do mito Michael Fabiano.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Rex Grossman deve ser o garoto propaganda do que é ser um quarterback medíocre: com menos de 50 partidas iniciadas, ele tem mais derrotas do que vitórias – e mais interceptações do que touchdowns. Mesmo assim, escorado por uma forte defesa, ele chegou ao Super Bowl XLI, quando silenciou os críticos com vitórias contra Seahawks e Saints nos playoffs – para logo depois voltar a realidade e ser destruído por Peyton Manning e companhia na grande decisão. Por isso o prêmio para melhor atuação de jogador irrelevante homenageia o ex-QB do Chicago Bears (e de mais uma dúzia de outros times)!

TROFÉU BLAKE BORTLES: Blake é um dos reis da irrelevância, o cara mais clutch quando nada importa, possivelmente o único capaz de fazer três touchdowns nos seis minutos finais, quando seu time precisaria de uns seis, mas isso pouco interessa. Por isso o troféu que leva seu nome premia o verdadeiro MVP: o MVP DO GARBAGE TIME.

TROFÉU JIM KELLY: Kelly levou o Buffallo Bills a quatro Super Bowls seguidos. E perdeu todos. Nada mais justo que dar nome ao prêmio que agraciará o melhor jogador de time que só perde.

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: sejamos honestos: o prêmio original, Comeback Player of The Year, é um dos mais sem sentido já criados pela NFL – não pela mensagem, claro, mas pelo simples fato de que todo ano três ou quatro jogadores merecem ganhar essa desgraça e raramente temos uma unanimidade. Então criamos o NCPOY, para premiar aquele ser que teoricamente teria um grande retorno, mas na verdade era melhor nem ter voltado dos mortos.

TROFÉU CRAQUE NETO: “Acabei de saber que o Ronaldo está trazendo o Seedorf para o Corinthians”. Mais não precisamos falar. E com esta honraria premiamos a maior besteira escrita ou falada por um integrante do Pick Six – acreditem: falamos muita besteira.

TROFÉU DAVE SHULA: Dave Shula nunca fez muita coisa para justificar um cargo como HC na NFL. Exceto, claro, ser filho de Don e irmão de Mike Shula. Tanto que quando chegou ao cargo e lá ficou por cinco longos anos obteve uma gloriosa carreira em Cincinnati,com 19 vitórias e 52 derrotas. Por isso o troféu que premia o conjunto da obra de piores e mais bizarras decisões de um HC na temporada leva seu nome!

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: JaMarcus talvez seja o maior bust da história da NFL. Primeira escolha geral do draft de 2007 pelo Oakland Raiders, em três temporadas Russell deixou a liga com um recorde de 7-18, 18 TDs e 23 INT. Ah, a escolha seguinte a ele foi um tal de Calvin Johnson, mas não vamos falar sobre isso. De qualquer forma, a honraria que leva seu nome premia a escolha de primeiro round que em sua temporada de estreia provou ter potencial para se tornar um tremendo bust.

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Trent chegou a NFL como terceira escolha de primeira rodada do draft e, sendo gentil, sua carreira se resume a corridas de três jardas seguidas por um tombo com a cara no chão. Além de um especialista na arte dos bloqueios, já que sendo o próprio bloqueio, ele era poupado do trabalho de bloquear. Para homenageá-lo, este troféu premia a decepção do ano – e, algumas vezes, da vida.

TROFÉU CHUCK PAGANO: Chuck Pagano foi um dos responsáveis por uma das jogadas mais ridículas da história da NFL (relembre este momento mágico). Por isso o troféu que premia a jogada mais imbecil da temporada leva seu nome!

Agora vamos aos vencedores:

TROFÉU WES WELKER: Odell Beckham teve uma estreia na pós-temporada, digamos, complicada. Mas a culpa poderia recair sobre Justin Bieber. A piada, claro, só se tornou possível porque o WR e seus colegas de time decidiram ir para Miami logo após a vitória contra os Redskins, que eliminou o rival de divisão – e, apesar de todos terem voltado a tempo para se preparar para o jogo contra Green Bay, preferimos polemizar.

De qualquer forma, vamos nos ater aos drops, ambos ridículos para um atleta do nível de Odell. O primeiro veio em uma 3&5 dentro da linha de 30 jardas do Packers quando o placar ainda estava zerado. E foi um drop ridículo. Já o segundo, bem, essa era um touchdown certo. Claro, a culpa da eliminação não deve recair apenas sobre Odell – Sterling Shepard também jogou fora um TD fácil, mas Odell Beckham Jr é o merecedor da primeira edição do TROFÉU WES WELKER de pior drop do ano.

Menção honrosa: Tashaun Gipson & Prince Amukamara. Eles merecem!

Esse dia foi massa.

TROFÉU SKIP BAYLESS*: terminada a temporada para algumas equipes, alguns “jornalistas” percebem uma situação difícil: a vontade de falar sobre o time é grande, mas não há muito o que ser dito. Alguns resolvem não falar nada, outros preferem falar sobre outros assuntos. Mas esses não nos interessam. Vamos destacar aqui aquele que decidiu que a melhor opção era falar merda. Muita merda. É o caso de Brad Wells ou, se você preferir, apenas mais um “Zé Mané” que habita esse mundo.

Wells “cobre” o Indianapolis Colts e já foi o editor chefe do blog da equipe no SB Nation. Hoje ele é só mais um rostinho não tão bonito no Twitter. Segundo o próprio, ele sequer tem fontes em Indianapolis, ou pelo menos foi o que disse em meados outubro.

Esse manja.

Porém, quando o ano acabou, talvez ele tenha se sentido muito à toa e resolveu que seria uma boa ideia brincar com nossa cara, cravando que os Colts iriam atrás de Jon Gruden para cargo de head coach, pois Chuck Pagano balançava no cargo. Além disso, disse também que, a menos que Peyton Manning fosse contratado, Ryan Grigson permaneceria como GM em Indy. Brad Wells ficou quase duas semanas martelando sua “tese” nas redes sociais para que, no final, tudo acontecesse exatamente ao contrário. Até ele achou estranho, o que traduziu brilhantemente como “algo aconteceu”. É claro que algo aconteceu, Brad: você bateu a cabeça em algum momento da sua vida.

Você deve imaginar que, depois disso, Brad Wells resolveu ficar calado. Mas persistente que é, ele retomou sua saga em 2017 com muita #analise. Para ele, seria razoável que os Colts cortassem o CB Vontae Davis, também conhecido como “o único defensor da defesa dos Colts”. Davis está no último ano de seu contrato em Indianapolis e, apesar de uma temporada abaixo para de seus padrões, foi selecionado para o Pro Bowl nas duas temporadas anteriores.

Mas isso não é tudo. Para Brad Wells, que só não é um GM da NFL porque (ainda) não temos cotas para idiotas, o novo GM deveria trocar o WR TY Hilton, líder da NFL em jardas na última temporada. Como argumentos, ele destacou que “ninguém liga para isso” e que o recorde dos Colts na temporada foi 8-8. Sensato, se você for um idiota.

Por fim vale ressaltar que, apesar de ser uma fonte de desinformação, Brad Wells é um cara simpático: ele só conta vantagem por seu número de seguidores de vez em quando. Por tudo isso, Brad Wells é o vencedor do TROFÉU SKIP BAYLESS de integrante da imprensa especializada que mais falou bosta ao longo do ano.

Olha meus followers, galera!

*Colaborou @ColtsNationBR

TROFÉU MICHAEL FABIANO: temos plena consciência de que a culpa não é só dele. Aliás, talvez ele nem tenha culpa, afinal de contas tudo o que pode ser medíocre nessa última temporada em Los Angeles, foi em nome de Jeff Fisher. Mas não é como se 2015 tivesse sido muito melhor; Case Keenum era o mesmo, algo como um saco de bosta, e Todd Gurley ainda assim pareceu o substituto de Adrian Peterson, mesmo voltando de uma lesão de joelho, correndo para mais de 1100 jardas em 13 jogos.

Saudável era esperado que Gurley carregaria sozinho um ataque medíocre, a aposta perfeita para ser um dos primeiros escolhidos no draft. E assim diversos incautos gastaram as primeiras escolhas com Gurley em suas equipes de Fantasy. Resultado: em 2016 ele pareceu que estava voltando de uma lesão grave, correndo para uma média de menos de um first down a cada três corridas. Sugado para o mundo de tristeza de Jeff Fisher, Gurley acabou sendo a principal decepção do ano no fantasy e por isso vence o TROFÉU MICHAEL FABIANO.

Deu ruim.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Se você não joga fantasy, a chance de já ter ouvido falar nele é muito baixa. Se você acompanha a NFL regularmente e joga fantasy, essa chance aumenta, mas você provavelmente deixou passar. A verdade é que Dwayne Allen é um dos raros casos em que um jogador já é draftado destinado a reserva, afinal ele chegou aos Colts junto com Coby Fleener, para ser, sei lá, o quarto ou quinto alvo de Andrew Luck – e, mesmo com as constantes lesões e agora saída de seu titular, sua maior produção anual foi de apenas 45 recepções, em sua temporada de rookie.

Isso já seria suficiente para caracterizá-lo como irrelevante no grande mundo da nossa liga favorita. Mas, claro, every dog has its day. O de Allen chegou em uma bonita tarde de dezembro, em um jogo (praticamente) tão irrelevante como ele mesmo. Mas, por alguns momentos, foi bonito. Fora de casa, contra o New York Jets, aproveitando-se da inspiração de Andrew Luck, o tight end recebeu nada menos do que 3 TDs somente no primeiro tempo de partida, a metade de seu total na temporada e, junto com ninguém menos que Antonio Brown, um dos dois jogadores a receber 3 passes na endzone em 2016, ganhando assim o TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN de momento estrela dentro de uma vida de irrelevância. Não surpreendentemente, Dwayne Allen recebeu somente mais um passe nesse jogo, acabando com apenas 70 e poucas jardas.

Que que tá acontecendo, caras?

TROFÉU BLAKE BORTLES: voltemos para aquele glorioso TNF entre Titans e Jaguars (saudades!), vencido pelos amigos de Mariota por 36 a 22. Se você olhar apenas para as estatísticas, dirá que Blake Bortles jogou bem. E você estará errado. Os números gerais mostram que Blake completou 33 de 54 passes, para 337 jardas e três touchdowns. Mas vamos isolar os números: no primeiro tempo, Blake completou 8 de 16 tentativas para 64 jardas e o Titans foi para o vestiário com o placar apontando 27 a 0. Já no segundo tempo, Blake completou 25 de 38 passes para 273 jardas… mas, e daí? Com quase quatro touchdowns de vantagem, a defesa de Tennessee dormia em campo enquanto assistia o quarterback de Jacksonville completar dúzias de passes curtos e o relógio implodir. Estamos sendo injustos? Então isolemos as estatísticas da carreira de Blake até a semana #8 da última temporada:

Primeiro período: 1.598 jardas, 4 touchdowns

Segundo período: 2.356 jardas, 15 touchdowns

Terceiro período: 1.912 jardas, 13 touchdowns

Quarto período: 3,364 jardas 26 touchdowns

Blake é um gênio do quarto período, quando nada mais importa. Porque se Bortles estivesse fazendo isso para liderar o Jaguars as vitórias, tudo bem, mas na verdade estamos longe, muito longe disso. Na week #2, por exemplo, os 14 pontos de Jacksonville contra o Chargers vieram no último período, quando San Diego já vencia por 35 a 0. Por tudo isso Blake Bortles leva com folga a primeira edição do TROFÉU BLAKE BORTLES – e infelizmente acreditamos que ele levará todos os anos.

“Virei punter“.

TROFÉU JIM KELLY: Não há qualquer dúvida de que Drew Brees é um dos maiores QBs da história da NFL e um dia terá seu busto exposto em Canton, no Hall of Fame da liga. Comandando o potente ataque do New Orleans Saints, Brees conseguiu se tornar o detentor de grande parte dos recordes de jardas e de passes completados da liga. Entre 2006 e 2016, por exemplo, o QB do Saints liderou a liga em jardas passadas em sete temporadas, ultrapassando a marca de 5000 jardas em cinco delas, também o recorde da NFL. Brees coleciona 54 partidas em sua carreira com 70% dos passes completados e sem interceptações. Em 2015, ainda empatou o recorde de passes para TD em um mesmo jogo, com sete. De forma resumida, se você procurar os recordes de passe da NFL encontrará diversas vezes o nome Drew Brees. O problema é que Brees está condenado a jogar em um time constantemente ruim. Desde que chegou ao New Orleans Saints, em 2006, mesmo obtendo diversos recordes e performances históricas, Brees só viu o recorde da equipe mostrar mais vitórias do que derrotas em cinco temporadas. Nas últimas três, por exemplo, o Saints deixou Jeff Fischer orgulhoso: 7-9. A mediocridade do time parece ser a regra e nem um dos melhores QBs da história consegue superá-la. Nesta última temporada a história não foi diferente e por isso Drew Brees é o vencedor do TROFÉU JIM KELLY de jogador bom condenado a um time ruim.

“Não aguento mais essa merda”

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: Em 2012, quando foi eleito Rookie of the Year e comandou o potente e surpreendente ataque do Washington Redskins, Robert Griffin III nos deixou uma excelente primeira impressão. Ameaça pelo ar e pelo chão, RGIII era o pesadelo das defesas adversárias, que pareciam não encontrar resposta para o seu dinamismo. O sonho, porém, durou pouco: contusões minaram o que tornava Griffin um QB diferente e, como resultado, seguiram três temporadas com números horríveis, com polêmicas diversas e, finalmente, com Griffin sentado no banco assistindo o sucesso de Kirk Cousins.

A dispensa pelo Washington Redskins, após o fim da temporada 2015, poderia ser a chance de recomeço para RGIII, que escolheu assinar com o sofrido Cleveland Browns. A mistura de um QB que ainda nos traz boas lembranças com um time desesperado por um salvador nos fez acreditar que uma bela história poderia estar sendo construída. Estávamos completamente enganados. Griffin novamente teve uma contusão séria e parece ter consolidado a imagem de QB de vidro. Mesmo no pouco tempo que esteve em campo, nada de bom foi mostrado: em cinco partidas, RGIII lançou dois TDs, três INTs e sofreu 22 sacks, números suficientes para vencer o não tão desejado TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR.

Fu-deu.

TROFÉU CRAQUE NETO: Os primeiros textos (sérios) do Pick Six foram focados em extensos previews da temporada de cada um dos 32 times da NFL. Ao final de cada um deles, fazíamos apostas sobre o que se podia esperar para o ano que estava começando. Não se pode acertar todos, claro, e ainda que exista muita coisa certa, os erros são mais incríveis. Sério: talvez valha a pena revermos todos só para comparar o antes e depois. E um em especial aconteceu no preview do Atlanta Falcons:

“Palpite: a grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Hum, acho que nos equivocamos levemente. Atlanta teve o ataque mais eletrizante do ano (e um dos melhores da história), junto com MVP e o título do Super Bowl… Bem, ao menos até o terceiro quarto. E nós merecemos o TROFÉU CRAQUE NETO.

TROFÉU DAVE SHULA: Quando um time vai de favorito ao Super Bowl a uma campanha de 6 vitórias sem sequer esboçar qualquer reação ao longo da temporada, especialmente contando com a volta do (ao menos pensávamos) segundo melhor jogador, a primeira pessoa a ser cobrada será o treinador. Obviamente não é culpa dele se os drops se multiplicaram de maneira absurda, a proteção falha constantemente, os LBs antes absolutos começam a perder tackles ou se o GM deixa seu melhor jogador defensivo partir, mas existe uma história que mostra que talvez a cabeça de Ron Rivera estava em outro lugar.

Cam Newton, MVP da temporada de 2015, teve problemas com as bagagens na viagem a Seattle e acabou sem uma camisa social para usar na viagem, optando assim por uma gola rolê, com a qual, em suas próprias palavras, “não faria sentido algum usar uma gravata”. Entretanto, o traje de viagens dos Panthers, estabelecido por Rivera, exige o uso de gravata. Resultado: o grande Derek Anderson iniciou o jogo como titular e lançou uma interceptação em seu primeiro passe, contando com um drop de seu RB. Com isso, Seattle marcou logo um FG fácil e saiu na frente no jogo. Então Ron Rivera recebe o primeiro TROFÉU DAVE SHULA do Pick Six.

Tá tranquilo, tá favorável.

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: Após Sam Bradford não ter se tornado o messias que salvaria a franquia e Nick Foles ter se revelado um presente de grego, Jared Goff deveria ser a solução dos problemas para o Rams, tanto que Los Angeles trocou duas escolhas de primeira rodada, outras duas picks de segundo round e mais duas escolhas de terceira rodada para consegui-lo. Mas ele passou dez semanas, 70 dias de temporada regular, sentado no banco enquanto assistia uma tragédia chamada CASE KEENUM. Ninguém é banco de Case Keenum por dez rodadas por acaso. E quando entrou em campo, Jared não tornou as coisas melhores: em sete partidas, foram 1089 jardas, para 5 touchdowns e 7 interceptações – e um rating de 63.6. E em nenhuma atuação ele teve mais de 65% dos passes completos. Seu “grande” momento aconteceu na week #11, contra os restos mortais de um San Francisco 49ers já cambaleante. Por tudo isso, Jared Goff levou com tranquilidade o TROFÉU JAMARCUS RUSSELL!

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Invariavelmente um dos prêmios mais concorridos da temporada. Há muitos candidatos: Allen Robinson teve um ano trágico, assim como Blake Bortles – mas este talvez só tenha retornado a realidade. DeAndre Hopkins era outro de quem talvez esperássemos mais, assim como Todd Gurley, nosso vencedor do TROFÉU MICHAEL FABIANO. Darrele Revis, então, foi umas das coisas mais tristes de se asssitir em um campo de football nesta temporada. Mas nenhum deles foi de MVP a, bem, uma tragédia ambulante.

Cam Newton teve um 2015 dos sonhos. Mais do que isso, haviam motivos claros para confiar que não se tratava de um mero “produto do meio”: Cam nos lembrou Peyton Manning fazendo uma linha ofensiva medíocre parecer a Muralha da China™ e emulou Drew Brees, fazendo recebedores igualmente abaixo da média, como Corey Brown ou Ted Ginn Jr, produzirem decentemente.

Com a volta de Kelvin Benjamin, seu melhor amigo de 2014, se esperavam grandes coisas em 2016. Mas sua temporada de MVP pareceu um sonho distante. Mesmo lançando o maior número de passes de sua carreira, Cam teve 300 jardas menos que em 2015 e praticamente a metade de TDs: foram apenas 19 TDs (mais 5 TDs corridos), para 14 INTs e um rating de 75.8. O maior número de interceptações desde sua temporada de rookie e o pior rating de sua carreira. Até mesmo seus números de corridas, uma de suas maiores armas, foram os piores de sua história.

Ressaca pós Super Bowl? Os pesadelos com Von Miller e um certo fumble não recuperado teriam atrapalhado o sono e suas atuações? Se ele usasse uma gravata sempre tudo melhoraria? Ou Newton nunca foi tudo aquilo e 2015 foi apenas uma temporada da qual teremos saudades, mas jamais se repetirá? Só descobriremos nos próximos meses. Enquanto isso Cam Newton leva o TROFÉU TRENT RICHARDSON de decepção do ano.

Bonita gravata.

TROFÉU CHUCK PAGANO: É difícil descrever certas situações, então deixemos as imagens falarem. Apenas assistam e tentem nos explicar o que aconteceu. Esse talvez seja o maior legado de Rex e Rob Ryan para os Bills. Talvez seja o maior legado da família Ryan para a NFL. Mesmo eles tendo sido demitidos uma semana antes. Foi lindo, mas não entendemos nada – e talvez seja melhor assim; se nem o Twitter oficial do Bills entendeu, por que nós entenderíamos? Então ficaremos com a tese de que tudo não passou de um PROTESTO por todo sofrimento passado pelo roster de Buffalo nas mãos de Ryan ao longo da temporada.

Temporada que vem tem mais!

Fantasy Week #10 – Busts & ups (ou aposte em quem se chama Jay)

Week 10. Já? Sim. E começa a dar saudades de Titans e Jaguars no TNF

A essa altura, se você seguiu nossos conselhos de cabo a rabo, já deve estar eliminado em sua liga! Mas, se por acaso deu certo e você ainda está na briga pelos playoffs, talvez valha a pena continuar lendo essa coluna, certo? Vamos lá!

Times em bye: Bills, Lions, Colts, Raiders.

QB Ups!

Carson Palmer – Cardinals vs. 49ers: Os Niners são uma máquina de pontos. Para os QBs adversários. Isso só aumenta as chances de Palmer pontuar bem nesta partida, ainda mais jogando em um ataque potente com o dos Cardinals.

Jay Cutler – Bears @ Bucs: Sim, estou apostando nele. Cutler até voltou bem na última partida. Com Jeffery e Howard puxando a fila, ele deve lançar para pelo menos 250 jardas e 2 TDs neste jogo que deve ser de pontuação alta.

Quem aposta em Aguayo também aposta em Cutler.

Quem aposta em Aguayo também aposta em Cutler.

Philip Rivers – Chargers vs. Dolphins: Rivers tem jogado muito bem e esta deve ser apenas mais uma boa partida dele no ano. Mesmo jogando sem seus principais alvos, Rivers tem sido ajudado pelo foco das defesas em parar Melvin Gordon.

QB Busts!

Andy Dalton – Bengals @ Giants: Dalton vem tendo uma temporada razoavelmente boa (vai parar nos playoffs?) mas esse matchup não é muito favorável, já que enfrenta uma defesa dos Giants que é a 5ª melhor cedendo pontos aos QBs adversários em 2017.

Drew Brees – Saints vs. Broncos: Brees é o segundo melhor QB em pontos por jogo, ficando apenas atrás de Brady. Mas esse jogo é um verdadeiro teste fogo pro futuro HOF, visto que enfrenta a forte defesa dos Broncos, a melhor defendendo o passe na NFL.

Matt Ryan – Falcons @ Eagles: Outro que vem fazendo uma temporada formidável, mas tem um matchup desfavorável nessa semana é Matt Ryan. Com média de 331 jardas por partida, ele terá um teste de fogo contra a defesa dos Eagles, jogando na Filadélfia. Contenha suas expectativas.

WR Ups!

Mike Wallace – Ravens vs. Browns: Este jogo em casa contra os Browns faz Wallace ter o matchup dos sonhos. Espere boas conexões dele com Joe Flacco e pelo menos 1 TD. Os Browns estão entre os 10 piores times contra WRs este ano.

Terrelle Pryor Sr – Browns @ Ravens: O contrário também é verdadeiro. A defesa dos Ravens tem sido uma mãe contra o jogo aéreo e deve facilitar a vida de Pryor, que está sendo uma das grandes surpresas da temporada, com média de 10,4 pontos por jogo.

Alshon Jeffery – Bears @ Bucs: Se Jay Cutler está entre os ups, Jeffery também deve estar. Eu não podia estar mais errado quando previ que esta conexão entre os dois seria um fracasso. Tampa é o segundo pior time defendendo WRs em 2017 e Jeffery deve fazer chover neste jogo!

WR Busts!

Brandin Cooks – Saints vs. Broncos: Assim como Brees, Cooks deve ser impactado por enfrentar uma das grandes defesas da NFL. A sorte é que o Saints tem um ataque que espalha bem as bolas aéreas e na semana passada o jogo terrestre voltou a funcionar. Talvez isso ajude Cooks a não sofrer tanto.

Jamison Crowder – Redskins vs. Vikings: Típico jogador underrated, Crowder possui uma média significativa em pontos por jogo: 9,86. Porém nessa semana ele enfrenta a grande defesa dos Vikings, que apesar de estar em má fase, ainda é a segunda melhor contra o jogo aéreo na liga.

Odell Beckham Jr – Giants vs. Bengals: Odell marcou 2 TDs na semana 9, mas não teve tantas jardas recebidas. Sabemos que seu desempenho é sempre melhor na segunda metade da temporada, mas a virada não deve acontecer nessa semana, já que os Benglas tendem a ser bons na marcação de WRs.

RB Ups!

Mark Ingram – Saints vs. Broncos: Ué? Manda deixar Brees e Cooks no banco, mas escalar Ingram? WTF? Sim, meus amigos, é isso mesmo. Os Broncos, apesar de serem excelentes contra o passe, não são tão bons contra o jogo corrido. Ingram se recuperou das m#$%@* que fez ao sofrer fumbles duas semanas atrás, marcando uma porrada de pontos de último jogo. Escale-o sem medo (nota do editor: já virou meme).

Jordan Howard – Bears @ Bucs: Outro jogador dos Bears que deve fazer boa partida é Jordan Howard. Ele já se mostrou extremamente talentoso e terá um bom futuro na liga. Os Bucs não ajudam na parte defensiva.

Jay Ajayi – Dolphins @ Chargers: Jay Ajayi tem tido uma temporada excelente após assumir definitivamente a titularidade, que veio com a aposentadoria de Arian Foster. Jogando contra um time do Chargers que tem sofrido para parar o jogo terrestre, Ajayi deve ter nova partida com mais de 100 jardas corridas.

Você acreditaria neste homem no início da temporada?

Você acreditaria neste homem no início da temporada?

RB Busts!

DeMarco Murray – Titans vs. Packers: Quem é o louco que vai deixar Murray no banco? Acho que ninguém, mas convenhamos que este confronto não ajuda. Além do Packers ter boas chances de deixar o placar elástico logo no início, forçando o Titans a abandonar as corridas, eles ainda tem uma das boas defesas da NFL quando o assunto é parar RBs.

Matt Forte – Jets vs. Rams: Outro que é um cara difícil de deixar no banco, mas é uma opção a ser considerada caso você tenha depth na posição ou jogue em uma liga com apenas 6 pessoas (?), já que os Rams então no top 10 contra RBs em 2017.

LeVeon Bell – Steelers vs. Cowboys: Quem em sã consciência coloca Bell no banco? Talvez o mesmo cara que coloca Murray e Forte. Mas sim, o problema, além de jogar contra uma defesa top – os Cowboys são a segunda melhor da liga contra o jogo corrido – é que Bell não tem sido o mesmo jogador desde que Big Ben se lesionou. Mesmo com a volta dele na semana passada, a produtividade foi baixa.

TE Ups!

Travis Kelce – Chiefs @ Panthers: Kelce nem de longe é o jogador que todo mundo esperava (fica um pouco difícil com Alex Smith como QB, nós sabemos). Em todo caso, essa é uma partida favorável para escalá-lo, já que os Panthers são a 3ª pior defesa contra TEs na NFL neste ano.

Dennis Pitta – Ravens vs. Browns: Na semana 2, Pitta recebeu para mais de 100 jardas contra os Browns, adversário que ele enfrenta novamente nesta quinta. Os Browns são a pior defesa contra TEs, ou seja, escale Pitta!

TE Busts!

Martellus Bennett – Patriots vs. Seahawks: Bennett é um excelente jogador, que tem um mito como QB e joga em um time vencedor. Porém desde que Gronk está saudável, ele tem sido um jogador irregular e isso preocupa. A defesa dos Hawks também não são moleza, então melhor deixá-lo no banco.

Jason Witten – Cowboys @ Steelers: Após uma partida excelente na semana passada, Witten não repetirá o feito. Isso porque semana passada ele jogou contra Cleveland e nessa semana joga contra Pittsburgh. Realidades completamente diferentes.

K Ups!

Nick Novak – Texans @ Jaguars: Novak deve pontuar bem neste duelo de divisão onde os Texans tentarão manter a liderança contra os sofríveis Jaguars.

Justin Tucker – Ravens vs. Browns: Tucker é um dos melhores e mais constantes kickers da NFL. Este ano possui a segunda melhor média na posição, 10,88. Deve subir ainda mais nesta semana, quando os Ravens recebem os Browns em Baltimore.

O único que amamos entre aqueles que não importam.

O único que amamos entre aqueles que não importam.

K Busts!

Dustin Hopkins – Redskins vs. Vikings: Kicker jogando contra uma boa defesa normalmente é garantia de pontuação baixa. Cousins deve ser muito pressionado e o jogo deve ser um punt festval. Avoid!

Cairo Santos – Chiefs @ Panthers: Jogo difícil pro nosso Cairão da Massa. A defesa dos Panthers tem sido um adversário difícil e o time só está nessa situação porque o ataque está um lixo.

DEF Ups!

Ravens vs. Browns: Defesas jogando contra os Browns normalmente pontuam bem. É o que estamos apostando nesse caso, ainda mais porque Baltimore é a sexta melhor defesa do fantasy atualmente.

Rams @ Jets: O Jets é campeão de turnovers na NFL. Isso torna os matchups contra eles sempre favoráveis. Os Rams são uma unidade defensiva consistente. Junte essas duas estatísticas, escale LA e vá tomar uma bera.

DEF Busts!

Seahawks @ Patriots: Nenhuma defesa deve ser escalada contra Brady e Belichick em New England! Nenhuma defesa deve ser escalada contra Brady e Belichick em New England! Nenhuma defesa deve ser escalada contra Brady e Belichick em New England! Nenhuma defesa deve ser escalada contra Brady e Belichick em New England! Nenhuma defesa deve ser escalada contra Brady e Belichick em New England! Nenhuma defesa deve ser escalada contra Brady e Belichick em New England! 

Eagles vs. Falcons: Os Eagles são uma ótima defesa. A segunda melhor da NFL em se tratando de fantasy points, com média de 11,13 por jogo. Porém eles enfrentam os Falcons, donos do melhor ataque da NFL. Pode dar muito certo ou muito errado. Melhor não arriscar.

Análise Tática #6 – OBJ: pelo menos nós nunca duvidamos

As cinco primeiras semanas da temporada foram turbulentas para Odell Beckham Jr, WR do New York Giants e uma das grandes estrelas da NFL. Entre ataques de histeria na sideline, demonstrações de fúria após jogadas sem sucesso e lutas perdidas contra o golzinho de treinamento do kicker, OBJ estava longe de produzir o que se esperava de um dos melhores jogadores da liga.

Na semana 6, porém, tudo voltou ao normal ─ se é que 8 recepções para 222 jardas e 2 TDs, a melhor marca de sua carreira, pode ser considerado um desempenho meramente normal. Beckham quase bateu o recorde do Giants para jardas recebidas em apenas um jogo e foi o primeiro jogador da franquia a receber dois TDs de mais de 66 jardas na mesma partida desde 1966. A grandiosidade dos números de OBJ não se resume à quebra de recordes do time. Desde que estreou na liga, OBJ tem dez jogos de 140 ou mais jardas e está empatado com Julio Jones, WR do Atlanta Falcons. Esses dez jogos são o recorde da liga para um WR em suas três primeiras temporadas ─ e é bom lembrar que o Giants ainda tem dez jogos para disputar na temporada regular de 2016.

Mas como esses números espetaculares foram construídos? Na vitória contra o Baltimore Ravens, Odell recebeu 211 jardas e 2 TDs apenas no segundo tempo. Foram duas recepções longas (75 e 66 jardas), que foram fundamentais para a vitória e aconteceram assim:

TD de 75 jardas

Passes longos normalmente acontecem por ausência/falha dos safeties. Em seu primeiro TD, Odell tinha uma rota curta, em que avançava cerca de 5 jardas e voltava para receber o passe. O Baltimore Ravens deixou um CB na marcação individual de Beckham e um safety posicionado do mesmo lado do campo.

odell1

Quando percebeu que estava bem marcado, Odell ajustou a rota e partiu para a recepção em profundidade. Não é possível determinar se a rota originalmente previa o passe em profundidade ou se foi uma boa leitura do ataque do Giants. De qualquer forma, a jogada mostrou um excelente entrosamento entre QB e WR. A paciência de Eli Manning, que teve boa proteção, e a movimentação do safety, que partiu para cobrir a rota do TE, foram fundamentais para o sucesso da jogada.

odell2

No momento do passe, não havia muita separação entre Odell e o marcador, mas Eli Manning não hesitou em confiar na velocidade de seu WR. Entre OBJ e o TD havia apenas o S que estava posicionado do lado oposto do campo.

odell3

Quando recebeu o passe, Beckham já estava a cerca de duas jardas a frente do CB e não teve dificuldades para vencer o safety e marcar o touchdown.

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TD de 66 jardas

Em uma 4th & 1, com 1:36 no relógio no último quarto, o Giants precisava de pelo menos um Field Goal para empatar a partida. Como o Giants precisava de apenas uma jarda, o Baltimore Ravens optou pela marcação mais próxima à linha de scrimmage, com apenas um safety em profundidade. Odell Beckham tinha uma rota slant, em que o recebedor dá um ou dois passos para frente e corre na diagonal em direção ao meio do campo. A movimentação do safety próximo à linha, que novamente foi para a marcação do TE, foi fundamental para o resultado da jogada, assim como no primeiro TD de Beckham.

odell5

As rotas de Beckham e do TE do Giants se cruzavam, o que fez com que os dois defensores do Ravens que estavam na marcação individual se chocassem, permitindo uma recepção fácil.

odell6

A partir daí, Beckham só precisou usar novamente sua velocidade para bater o safety e garantir a vitória do Giants.

odell7

Fantasy Week #5 – Lineup ideal, busts & ups

¼ da temporada já se passou e continuamos com nossas previsões aqui. Até quando dura?

Primeiro, o review da semana passada:

LINEUP

QB – Matthew Stafford (DET): Really? 10 pontos contra Chicago? PQP!

WR – Steffon Diggs (MIN): Erramos. 4,6 contra os Giants…

WR – Antonio Brown (PIT): Mitagem. 18,4 e 2 TDs contra os Chiefs.

RB – Melvin Gordon (SD): Acertamos. 17,9 e 2 TDs contra os Saints.

RB – Jeremy Hill (CIN): Mal. 7,1 contra os Dolphins no TNF.

TE – Hunter Henry (SD): Acertamos. 12,1 e 1 TD contra os Saints.

K – Matt Prater (DET): OK. 8 pontos contra Chicago, salvo por um FG de mais de 50 jardas.

DEF – Cardinals: Deu ruim. 5 pontos contra os Rams.

Você, com só mais 12 semanas de NFL (já que teu time não vai pros playoffs).

Você, com só mais 12 semanas de NFL (já que teu time não vai pros playoffs).

BUSTS

Amari Cooper (OAK), WR: Acertamos. Apenas 4,8 contra os Ravens.

Christine Michael (SEA), RB: Erramos. 15 pontos e TD contra os Jets.

Odell Beckham Jr (NYG), WR: Acertamos. 23 jardas contra os Vikings e uma entrevista chorando dizendo que não tem mais prazer em jogar FA.

UPS

DeMarco Murray (TEN), RB: Acertamos. 23,9 e 2 TDs contra os Texans sem JJ Watt.

Trevor Siemian (DEN), QB: Erramos. Estava indo bem com passe pra TD, mas saiu do jogo lesionado. Terminou com 6,72.

Philip Dorsett (IND), WR: Acertamos. Em apenas uma jogada, marcou quase todos os seus pontos: 12,7.

LINEUP IDEAL

QB – Philip Rivers, SD @ OAK

Rivers, que vem jogando bem mesmo sem suas armas principais, pega um time do Raiders que tem feito até boas partidas e surpreendendo. Então por que a aposta em Rivers? Porque o cara tem 7 filhos e é um mito. Além de estar jogando muito.

Manda bala: Joe Flacco vs. Redskins, Tom Brady @ Browns, Brian Hoyer @ Colts.

WR – Julian Edelman, NE @ CLE

Edelman não vem fazendo uma boa temporada. Mas isso, claro, tem explicação: seu QB não era Tom Brady. Agora que o melhor (ou não) da história da NFL volta de suspensão, Edelman deve reencontrar o caminho das 10 recepções por jogo.

WR – Sterling Shepard, NYG @ GB

Os Giants não vêm jogando tão bem, mas este calouro tem feito a diferença. Atuando junto de OBJ e Victor Cruz, Shepard, que tem alto potencial, vem dando baile nas secundárias adversárias. Aposte nele com segurança.

Acredite em mim: Brian Quick vs. Bills, Alshon Jeffery @ Colts, Jordan Matthews @ Lions.

Quando seu amigo volta do castigo e vocês podem voltar a jogar um futs sério.

Quando seu amigo volta do castigo e vocês podem voltar a jogar um futs sério.

RB – CJ Anderson, DEN vs. ATL

CJ, que não fez uma boa temporada ano passado, está de volta ao mundo do fantasy. A defesa de Atlanta proporciona um matchup ideal, visto que não tem segurado nenhum ataque e o time só está bem porque Matt Ryan resolveu encarnar o Joe Montana.

RB – Terrance West, BAL vs. WAS

West garantiu a posição de titular na semana passada, com boa atuação no backfield dos Ravens. Podem escalá-lo com segurança contra os Redskins, que tem uma defesa um tanto quanto duvidosa, especialmente contra o jogo corrido.

Xermito: DeMarco Murray @ MIA, Eddie Lacy vs. NYG, Carlos Hyde vs. ARI.

TE – Cameron Brate, TB @ CAR

Sim, você leu certo. O TE dos Bucs, que substituiu o santo Austin Seferian-Jenkins, deve ser um dos principais alvos de Winston durante a temporada. Jogando contra um time dos Panthers que vem jogando muito abaixo nessa temporada, ele deve fazer a festa. Escale e vá ler um livro.

Nunca errarei: Zach Ertz @ DET, Kyle Rudolph vs. HOU, Zach Miller @ IND.

K – Stephen Gostkowski, NE @ CLE

Kicker dos Patriots com Tom Brady, jogando contra os Browns.

Não nos importamos, mas falamos: Chandler Catanzaro @ SF, Josh Lamo @ OAK, Dan Bailey vs. CIN.

DEF – Los Angeles vs. Bills

Sim, os Rams estão na liderança da NFC West após 4 rodadas. Se você previu isso, parabéns! Muito da campanha 3-1 do time de LA vem da boa performance da defesa, que não deve ser diferente nesse jogo em casa contra os Bills.

Escale: Vikings vs. Texans, Cardinals @ 49ers, Broncos vs. Falcons (sim!).

UPS!

Kelvin Benjamin, WR, Panthers vs. Bucs: KB não foi bem nas duas últimas rodadas, mas isso porque Cam Newton estava muito pressionado. Mas independente de Cam jogar, qualquer que seja o QB dos Panthers vai conectar com Benjamin. A defesa dos Bucs é fraca. Escale-o.

Sam Bradford, QB, Vikings vs. Texans: Quem diria, hein? Sam deu certo nos Vikings. Acho que é o primeiro time que ele dá certo desde os tempos de college. Enquanto a maré está boa, vamos aproveitar. Escale-o contra os Texans desfalcados defensivamente.

Latavius Murray, RB, Raiders vs. Chargers: Murray vem fazendo apenas o básico nesse início de ano, correndo não tantas jardas, mas pelo menos entrando na endozne. Espere mais dele nessa rodada contra os Chargers.

Maré de sorte subiu, me afoguei. 3 semanas fora.

Maré de sorte subiu muito rápido, me afoguei. 3 semanas fora.

BUSTS!

Rob Gronkowski, TE, Patriots @ Browns: Gronk é um mito e todos sabemos. Mas esse ano ele é capa do Madden e a maldição o pegou. Mesmo que ele jogue, mesmo que Brady seja o QB, a tendência é que vá mal, visto que uma lesão o assombra. Se puder, deixe no banco.

Marvin Jones Jr, WR, Lions vs. Eagles: O WR dos Lions é o Segundo melhor da NFL em jardas recebidas até agora. Mas o duelo contra a boa defesa dos Eagles (que parou os Steelers em 3 pontos) deve parar o bom receiver dos leões.

Matt Jones, RB, Redskins @ Ravens: Matt tem feito um bom começo de ano, sendo o corredor principal dos Redskins. Mas nessa semana ele enfrenta uma renovada defesa dos Ravens que vem fazendo seu papel contra o jogo terrestre. Perigo para os owners de Jones.

Fantasy Week #4 – Lineup ideal, busts & ups

Semana 4 de football começando, hora para falarmos verdades absolutas em nossa coluna sobre Fantasy Football. Mas antes vamos avaliar nosso desempenho na week #3:

LINEUP

QB – Marcus Mariota (TEN): Erramos feio. 6,72 contra os Raiders e jogando em Nashville, Tennessee.

WR – Larry Fitzgerald (ARI): Erramos. 6 pontos contra o Bills, que foi estuprado na semana anterior pelos Jets.

WR – Jarvis Landry (MIA): Acertamos. 19,60 contra os Browns, mais de 100 jardas e um TD.

RB –  LeGarrette Blount (NE): Acertamos. 22,50 contra uma defesa considerada boa, como a do Texans. Correu pra dois TDs.

RB – Todd Gurley (LA): Acertamos. dois TDs contra os 49ers, voltou a boa forma e passou dos 20 pontos.

TE – Julius Thomas (JAX): 2 recepções pra 13 jardas. Melhor pular pro próximo!

K – Mike Nugent (CIN): Erramos. Fez apenas 5 pontos contra os Broncos.

DEF – Houston Texans: Erramos. Apenas 1 ponto contra o QB calouro Jacoby Brissett. Nunca mais duvidaremos de Bill Belichick, nem que o QB dos Patriots seja um cone.

BUSTS

Eric Decker, WR, NYJ: Acertamos, fez apenas 1 recepção para 27 jardas.

Cam Newton, QB, CAR: Acertamos, 1 TD e 3 INT contra os Vikings. Apenas 16 pontos. Levou 8 sacks.

Mike Evans, WR, TB: Erramos, mitou contra os Rams, fez 19,20.

UPS

Tajae Sharpe, WR, TEN: Fedeu, apenas 48 jardas recebidas.

Eli Manning, QB, NYG: Erramos. Fez 16 pontos, 350 jardas, mas teve duas INT.

Dwayne Washington, RB, DET: Erramos. Apenas 3,5 pontos, não foi muito envolvido no jogo.

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Sua cara em cada uma das interceptações de Eli.

Week 4

(BYE: Packers, Eagles)

QB Matthew Stafford – Lions @ Bears

Fazendo um bom início de temporada, o QB dos Lions enfrenta uma defesa dos Bears que fez o rookie Dak Prescott parecer Steve Young. Na semana passada, quando enfrentou os Packers, Stafford fez um jogo sólido, contando principalmente com a ajuda de seu WR Marvin Jones Jr.

Vai na fé: Ryan Tannehill (MIA @ CIN), Cam Newton (CAR @ ATL), Kirk Cousins (WAS vs. CLE).

WR Stefon Diggs – Vikings vs. Giants

Jogando em seus domínios, os Vikings têm tudo para vencer os Giants. Líderes da NFC Norte, o time de Minnesota conta com uma das melhores, senão melhor, defesa da NFL. Mas o ataque também vem conseguindo pontuar, e o WR Diggs é a arma de profundidade do QB Sam Bradford. Menos que 2 TDs de Diggs eu nem comemoro.

WR Antonio Brown – Steelers vs. Chiefs

A defesa dos Chiefs forçou seis (sim, você leu certo, seis) interceptações de Ryan Fitzpatrick no jogo contra o Jets. Isso não deve acontecer novamente, já que os Steelers jogam em casa e precisando se recuperar de uma derrota para o Eagles. Espere diversas conexões de Antonio Brown e Big Ben. O retorno de LeVeon Bell também deve favorecer os Steelers, pois é uma arma a mais pra defesa dos Chiefs ter que se preocupar.

Se eu errar sou burro: Travis Benjamin (SD @ NO), Kelvin Benjamin (CAR @ ATL), DeAndre Hopkins (HOU vs. TEN).

RB Melvin Gordon – Chargers vs. Saints

Achei que a defesa dos Saints tinha melhorado do ano passado para esse ano, mas me enganei. Nesse caso, apostar em RB contra esse time parece uma boa. Aposte em Gordon, único “bom” dos Chargers que deve ter um baita workload nessa partida, com muitas oportunidades de pontuar. É só ver o que Devonta Freeman e Tevin Coleman fizeram contra os pobres defensores de New Orleans no último Monday Night Football.

RB Jeremy Hill – Bengals vs. Dolphins

Bem-vindo de volta ao mundo do fantasy, Jeremy Hill. Após um ano sendo chamado de bust, o RB dos Bengals parece ter reencontrado a felicidade e está jogando o fino da bola oval. Após uma alta pontuação na semana passada (e contra a forte defesa dos Broncos), não posso deixar Hill de fora da minha lineup ideal, ainda mais em um confronto contra os Dolphins, que ainda não empolgam.

Aposte sem medo: Ezekiel Elliot (DAL @ SF), Jordan Howard (CHI vs. DET), David Johnson (ARI vs. LA).

Relembrar Jeremy Hill = relembrar esse fumble idiota.

Relembrar Jeremy Hill = relembrar esse fumble idiota.

TE Hunter Henry – Chargers vs. Saints

O TE titular Antonio Gates está sofrendo com lesões já no início da temporada, fruto de sua idade avançada. Na semana passada contra os Colts, Henry já fez uma boa aparição (exceto pelo fumble sofrido no final do jogo). Por falta de opções no ataque do San Diego, ele se torna uma excelente alternativa para receber muitos targets e, por consequência, muitas jardas recebidas. Atuando contra uma defesa fraca dos Saints, esse é nossa escolha na vaga de TE.

Outros que mitarão: Dwayne Allen (IND @ JAX), Jordan Reed (WAS vs. CLE), Eric Ebron (DET @ CHI).

K Matt Prater – Lions @ Bears

Seguimos não nos importando com kickers, mas este é provavelmente o melhor matchup da posição na semana 4. Prater deve passar dos 10 pontos e Detroit deve vencer os Bears.

Somos importantes: Cairo Santos (KC @ PIT), Dan Bailey (DAL @ SF), Stephen Gostkowski (NE vs. BUF).

DEF Arizona Cardinals vs. Rams

Sim, os Cardinals tomaram uma chulapada na cara contra os Bills. Maaaaaaaaaaaas foi fora de casa e acreditamos que tenha sido apenas sorte dos pupilos de Rex Ryan (provavelmente não foi). Em todo caso, vamos apostar nessa unidade defensiva jogando em casa contra os Rams, que possuem um ataque um tanto quanto duvidoso. Pelo menos 1 TD e 2 turnovers é o que esperamos.

BUSTS & UPS!

BUSTS

Amari Cooper, WR, OAK @ BAL: Sim, o garoto prodígio de Oakland deve ir mal contra os Ravens, que estão invictos na competição e parecem ter redescoberto sua defesa. C. J. Mosley é um monstro, apenas frisando.

Christine Michael, RB, SEA @ NYJ: Após a mitagem contra SF, Michael dificilmente fará uma boa partida contra a forte defesa terrestre dos Jets. Não passa dos 10 pontos.

Odell Beckham Jr, WR, NYG @ MIN: Não estou dizendo para você deixar OBJ no banco, só estou alertando que ele irá mal. Se tiver balls, acredite em mim. Essa defesa dos Vikings veio pra ficar, inclusive na semana passada eles deixaram Kelvin Benjamin sem receber nenhuma bola. Beware folks!

Será que vem aí a próxima vítima de Zimmer e suas crianças?

Será que vem aí a próxima vítima de Zimmer e suas crianças?

UPS

DeMarco Murray, RB, TEN @ HOU: Nesse duelo de divisão, um matchup contra a defesa dos Texans pode assustar um pouco. Mas não se engane, Murray é a engrenagem do time dos Titans e, com a lesão de JJ Watt, pode escalá-lo sem medo.

Trevor Siemian, QB, DEN @ TB: O QB dos Broncos fez uma excelente partida contra os Bengals na semana passada e deve repetir a dose agora, jogando fora contra os Bucs, defesa essa que sofreu mais de 30 pontos dos Rams, ou seja, lixo.

Philip Dorsett, WR, IND vs o time que amamos: Atuando oposto a TY Hilton, enquanto Moncrief está afastado por lesão, Dorsett tem tudo para explodir contra os Jaguars, que sofre para combater o jogo aéreo de outras equipes. Receber passes de Andrew Luck é um plus pra esse jogador.

A paciência está acabando; agora é hora de curar a ressaca

Talvez nenhuma outra torcida na NFL tenha tanto para comemorar na última década quanto a do New York Giants. As duas vitórias em Super Bowls em um intervalo de quatro anos contra o poderoso New England Patriots eram tão improváveis que se tornaram instantaneamente momentos clássicos do esporte.  Em uma liga em que o equilíbrio ­predomina ­– vale lembrar que nos últimos dez anos a NFL teve nove campeões diferentes, sendo o Giants o único a conquistar dois títulos ­–, vencer dois em tão pouco tempo é uma missão muito difícil. Bater Tom Brady e Bill Belichick em duas decisões é (era) praticamente impossível.

As lágrimas vêm ao rosto quando nós, torcedores desse time maravilhoso, lembramos de Plaxico Burres recebendo o passe perfeito de Eli Manning em 2008. Não conseguimos conter o choro quando nos recordamos de Ahmad Bradshaw caminhando indeciso e permitindo que sua nádega relutante tocasse a endzone do Patriots em 2011. Desde então, as lágrimas continuam a rolar, porém o motivo é outro: desgosto profundo. Depois das duas glórias máximas, uma fonte inesgotável de mediocridade predomina em East Rutherford. Desde 2012, o Giants coleciona exatamente zero aparições em playoffs e apenas um ano com recorde positivo. Depois de um razoável 9-7 em 2012, as três últimas temporadas foram um fracasso quase total: 7-9 em 2013 e 6-10 em 2014 e 2015.

Em 2015, apesar do recorde pífio, o Giants mostrou alguns lampejos de qualidade, exclusivamente no ataque. Ficou em sexto na NFL em pontos por jogo, com 26, à frente de ataques considerados superiores, como New Orleans Saints e Green Bay Packers. Foi o número oito em jardas por jogo e, apesar do número ridículo de apenas cinco TDs corridos, foi o sétimo da liga em TDs totais. Em um dos números mais relevantes, o Giants liderou a liga junto com o New England Patriots em TDs aéreos, com 36.

Os bons números ofensivos não foram suficientes para a permanência de Tom Coughlin, técnico que comandou o time por 12 anos. Erros estratégicos que, tranquilamente, podem ser classificados como bizarros levaram o time a perder seis jogos por menos de um TD, com o adversário marcando os pontos da vitória nos últimos dois minutos. Essa estatística, vista com bons olhos, mostra que o time esteve muito perto de vencer seis partidas a mais e que, talvez, não esteja tudo perdido. Porém, a demissão de Coughlin também mostra que a paciência está acabando e que o Giants na era Ben McAdoo não pode mais usar as lembranças das vitórias contra o Patriots como muleta. É preciso curar a ressaca e tudo leva a crer que qualquer evolução, por menor que seja, já será suficiente para brigar pela sempre aberta NFC East.

"Fiz merda".

“Fiz merda”.

Defesa historicamente horrorosa

O ataque acima da média não foi capaz de mascarar a podridão de uma das defesas mais vulneráveis da história da liga. Em 2015, o Giants cedeu 420 jardas por jogo aos ataques adversários, a segunda pior marca dos últimos dez anos em toda a NFL. Foi o pior contra o passe, cedendo quase 300 jardas aéreas por partida. Foram apenas 23 sacks durante todo o ano, a terceira pior marca da liga.

Sem alternativa e com bastante espaço no teto salarial, o Giants foi, disparado, o time que mais gastou contratando free agents. Os US$ 106,3 milhões em salários garantidos foram gastos quase exclusivamente com jogadores de defesa. Entre os contratados está o DE Olivier Vernon, um dos jogadores mais disputados na free agency e que assinou um contrato de US$ 85 milhões, com US$ 52 milhões garantidos. Junto com Jason Pierre-Paul, que renovou o contrato por um ano após ter grande parte da mão amputada em um acidente com fogos de artifício, Vernon chega para tentar dar um pouco mais de energia a um pass rush que, com muita boa vontade, pode ser chamado de anêmico.

Além de colocar mais pressão nos QBs adversário, o Giants precisava pelo menos tentar melhorar a secundária responsável pela pior defesa da liga contra o passe. O CB Janoris Jankins veio do Saint Louis Los Angeles Rams recebendo US$ 29 milhões garantidos e se junta ao veterano CB Dominique Rodgers-Cromartie. O DT Damon Harrison recebeu US$ 24 milhões garantidos e deve colaborar com uma das partes da defesa que não comprometeram tanto em 2015: a defesa contra o jogo corrido.

Além dos gastos astronômicos, o time também deu ênfase à defesa no draft, escolhendo três jogadores de defesa nas quatro primeiras escolhas: CB Eli Apple, S Darian Thompson e LB B.J. Goodson. Eli Apple deve ser exigido logo no início da temporada e tem a missão de provar que as escolhas de primeiro round do Giants que não se chamam Odell Beckham Jr. podem ser jogadores de sucesso na NFL.

Normalmente, gastos exorbitantes como esses não dão o resultado esperado. Times desesperados acabam pagando muito mais do que deveriam para jogadores que talvez não valham tanto (oi, Olivier Vernon!). Mas a situação da defesa do Giants é tão caótica que não há outra alternativa senão melhorar. É claro que o time não terá uma das melhores defesas da NFL da noite para o dia, mas se ao menos chegar à linha da mediocridade ­– o que deve acontecer –, a torcida já pode comemorar.

Fala aqui com a minha mão.

Fala aqui com a minha mão.

Elisha Nelson Manning

Após um ano com números terríveis em 2013, Eli Manning logo se aproveitou do sistema ofensivo de Ben McAdoo, que assumiu o cargo de coordenador ofensivo do Giants em 2014, e melhorou em todas as estatísticas que medem a eficiência de um QB. Se compararmos os números de 2013 com os de 2015, por exemplo, perceberemos que os TDs quase dobraram e as interceptações foram reduzidas pela metade.

Mesmo tendo Odell Beckham Jr. à disposição, é difícil acreditar que Eli conseguirá melhorar ainda mais os números que obteve nas duas últimas temporadas, já que parece ter atingido seu teto. O cenário mais provável é que a produtividade permaneça semelhante aos dois anos no sistema de McAdoo.

Eli terá à sua disposição uma linha ofensiva mediana, que foi colocada na posição 20 da NFL pelo site Pro Football Focus. Do lado esquerdo da linha, o guard Justin Pugh e, especialmente, o tackle Ereck Flowers ainda têm que provar que valem as escolhas de primeiro round no draft investidas neles. O lado direito da linha sofreu bastante já na pré-temporada e é o que muitos consideram o verdadeiro ponto fraco da proteção ao QB. O tackle Marshall Newhouse terá que melhorar a performance que lhe rendeu a não tão desejada avaliação de sexto pior pass blocker pelo PFF. Espera-se que, com um pouco mais de entrosamento, a linha ofensiva tenha um desempenho levemente melhor e seja ao menos regular.

OBJ e o resto

Odell Beckham Jr. talvez seja o grande responsável por uma crise gigantesca ainda não ter se instalado permanentemente em East Rutherford. Com recepções espetaculares, rotas perfeitas e velocidade assustadora, Beckham bateu o recorde de Randy Moss de jardas recebidas nas duas primeiras temporadas como jogador profissional. Foram 2744 jardas em 2014 e 2015 que ajudaram a esconder a ruindade do resto do ataque. Mas nenhuma narrativa ou estatística é capaz de traduzir em palavras ou em números o que OBJ faz dentro de campo. Se conseguir evitar episódios de descontrole emocional, como o que aconteceu no confronto contra Josh Norman no ano passado, Odell tem tudo para ser um dos grandes WRs da história da NFL. E não há nada que indique que isso possa mudar em breve.

Do lado oposto de Beckham, o principal contribuinte deve ser Sterling Shepard, rookie escolhido no segundo round do draft. Shepard tem criado bastante expectativa com sua performance no training camp, mas não mostrou muito nos jogos da pré-temporada. Além dele, Victor Cruz volta (ou pelo menos espera-se que volte) de lesão grave e, apesar da esperança da torcida, não deve chegar nem perto do jogador que levantou o troféu Vince Lombardi em 2011.

RBs: a prateleira de mediocridade

O principal ponto fraco do ataque do Giants é, sem dúvida, o jogo corrido. Rashad Jennings, Andre Willians, Orleans Darkwa e Bobby Rainey são a própria personificação da mediocridade. Sem muito mérito, Jennings deve ser o titular, mas não seria nada surpreendente se, além dele, outros dois ou mais jogadores iniciarem jogos como titulares, inclusive o rookie Paul Perkins. O grupo não anima, mas também não deve comprometer, até porque o ataque do Giants deve depender muito mais do passe do que do jogo corrido.

Palpite: o Giants iniciará a temporada com cinco vitórias em seus sete primeiros jogos, antes da folga na semana oito. No pacote de vitórias, estão incluídas as revanches de derrotas que doeram muito em 2015, contra Cowboys e Saints, logo nas primeiras duas semanas. No final, a temporada trará um redentor recorde de 11-5, que é mais do que suficiente para, depois de quatro anos, vencer a NFC East e avançar para uma frustrante derrota em casa logo no Wild Card round.