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Status: em um relacionamento sério com a mediocridade

Pela primeira vez desde 2002 (quando foi criado o Texans, devolvendo uma franquia da NFL a Houston), temos um “novo” nome na liga. Aspas porque, na verdade, 2016 marcará a o retorno dos Rams a Los Angeles, cidade que deixaram em 1994 e que, na época, dividiam com os Raiders.

Em St. Louis, a franquia conquistou seu primeiro Super Bowl (em um jogo contra os Titans que acabou com o famoso The Tackle), com o “The Greatest Show on Turf”, um dos ataques históricos da NFL, liderado por Kurt Warner, duas vezes MVP da liga em St. Louis. Entretanto, nos últimos 10 anos pelo menos, a franquia já não conseguia o mesmo sucesso de outrora, o que só diminuía o interesse da torcida.

Além disso, dois nomes foram muito importantes para esta mudança (ou retorno) do time: Edward Jones e Stan Kroenke. O primeiro é o estádio, de propriedade da cidade de St. Louis, que já não cumpria os requisitos para manter-se como um dos melhores da liga, o que abriu a possibilidade da quebra de contrato de aluguel. Já o segundo é o homem que se tornou dono majoritário do time em 2010, um grande empresário da área de construção e especulação imobiliária, que em 2014 comprou um terreno em Los Angeles com planos de construir um novo estádio – tendo time ou não.

O único grande problema da nova velha cidade é o batido motivo pelo qual Raiders e Rams a abandonaram em um primeiro momento: se saíram de St. Louis porque o povo já não estava tão interessado na equipe, tudo leva a crer que esse não será um problema resolvido em LA.

A cidade já está dividida entre os outros três times da Califórnia e é tão cosmopolita que tem torcedores de provavelmente todos os times do país vivendo nela – tanto é que os verdadeiros torcedores do Rams já devem estar preparados para disputar ingressos e gritos contra os adversários.

Sobre chegar causando impacto

Se nada mudar, Jared Goff será um dos maiores busts da história da NFL e não consigo escrever isso sem cogitar quebrar a tela do notebook com minha própria testa. Pese ainda o fato de que o Los Angeles Rams gastou meia dúzia de escolhas para selecioná-lo, o que só torna tudo ainda mais absurdo – você até pode tentar justificar a decisão, alegando que não é possível chegar em uma nova cidade com Nick Foles como seu quarterback, mas convenhamos: Jared Goff está longe de ser a resposta. E sabem por que? Porque ninguém consegue se desenvolver com Jeff Fisher como MENTOR.

De qualquer forma, aclamado como o QB do futuro dos Rams, estabeleceu-se que Jared iria ser o ponto do crescimento do Rams em algum momento da temporada – nunca no início. É, claro, preciso dar o benefício da dúvida, mas infelizmente já vimos Goff em campo, mesmo que durante a pré-temporada, este período tão relevante quanto o elenco de apoio da nova novela das seis.

Podemos estar sendo exigentes e até certo ponto cruéis demais, afinal, se adaptar à NFL é algo extremamente complexo – e você precisa fazer isso enquanto um projétil humano de 180kg mira seu tórax. Sim, adaptação é sempre uma questão tensa para quarterbacks rookies mas, bem, nem todos eles custam seis escolhas de draft para sua equipe.

Por que cês fizeram isso, caras?

Por que cês fizeram isso, caras?

Vamos supor que Jared Goff não feda

Até aqui é nítido que Case Keenum iniciará a temporada como QB titular dos Rams, mas assumir que Keenum é um projeto a longo prazo seria o mesmo que casar com a mediocridade. E não se investe tanto em uma escolha se não se pretende usá-la, não é? Então vamos supor que Goff consiga se adaptar com certa velocidade, apesar das dificuldades habituais: seu melhor wide receiver será… Tavon “30 milhões” Austin.

Os Rams, aliás, tiveram um dos piores núcleos de recebedores da NFL em 2015. O próprio Austin tem sido uma decepção, considerando que foi uma escolha top 10 em 2013. E, bem, se você vê algum valor em Kenny Britt ou tem um excelente coração ou está alucinado (ou ambos).

O que realmente importa neste ataque

Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley, Todd Gurley.

Só eu presto.

Só eu presto.

Jeff Fisher e a mediocridade

Jeff Fisher é medíocre. Fisher já teria sido demitido em 30 times da NFL. Talvez tivesse muletas para sobreviver nos Browns e, sabe Deus como, ainda sobrevive no Rams.

Há duas verdades inexoráveis sobre o Rams de Fisher: eles irão terminar a temporada com um 8-8 ou, na pior das hipóteses, um 7-9. Eternamente, enquanto Jeff Fisher for seu head coach. E irão vencer o Seatlle ou Arizona, em algum jogo completamente sem sentido, que lhes dará alguma falsa esperança em algum momento aleatório da temporada.

De todo modo, quando olhamos para o que foi este ataque na temporada passada, compreendemos o tamanho da desgraça. Era um time que não tinha a menor ideia do que estava fazendo ou buscando. O que torna tudo ainda mais triste é que temos certeza que, um par de anos atrás, o Rams teve a chance de se tornar relevante. Houve esta janela de tempo, onde eles tinham algum talento, uma boa defesa e inúmeras escolhas: Fisher então pautou a reformulação da equipe através da negociação de Robert Griffin III, que abasteceu o Rams com as ótimas escolhas de draft por três ou quatro anos.

Mas nada minimamente decente aconteceu e todas estas escolhas, somadas a movimentos “certeiros” na free agency, conduziram o Rams exatamente a uma média de zero vitórias a mais do que antes da clássica negociação.

O currículo de Jeff Fisher apenas corrobora nossa tese: são 20 temporadas completas como head coach e, se em apenas duas delas, equipes sob seu comando terminaram com menos de seis vitórias, também vale lembrar que em 12 delas os pupilos de Jeff acabaram com recorde entre seis e nove vitórias.

Jeff Fisher é isto, amigos: se lhe dá a certeza que raramente você será péssimo, também está no contrato que você nunca deixará de ser medíocre.

O lado não tão ruim

Se a situação do ataque é desanimadora, soa compreensível que o Rams entregue a bola para Gurley (provavelmente o melhor RB desde… Adrian Peterson?) e confie em sua defesa. O porém é que se um dia ela flertou com as melhores da liga, hoje o futuro é incerto.

O CB Janoris Jenkins rumou para os Giants com um contrato de mais de US$60 milhões, então agora será preciso encontrar alguém que preencha este espaço para atuar ao lado de Trumaine Johnson. E. J. Gaines, selecionado na sexta rodada de 2014 e que impressionou em seu primeiro ano, deve ocupar esta lacuna – ele, porém, perdeu toda a temporada de 2015 devido a uma lesão.

Outra perda na secundária será Rodney McLeod, que assinou com o Eagles. Ainda não se sabe quem atuará ao lado do S T. J. McDonald, possivelmente um dos melhores nomes da posição.

A saúde do DE Chris Long, que perdeu 14 jogos nas últimas duas temporadas, é outro ponto incerto para colaborar no pass rush ao lado do monstro Aaron Donald, o único que parece capaz de fazer frente à JJ Watt na disputa por melhor jogador defensivo da atualidade (e ele está apenas em seu terceiro ano!).

Em um cenário ideal, as peças de reposição irão se encaixar naturalmente em um sistema já consolidado, mas sabemos que isso é difícil de acontecer. Ao menos a boa notícia é que James Laurinaitis, um dos piores linebackers que já pisou em um campo de football, não está mais entre eles – que Deus o tenha.

Palpite: o importante é ser fiel aos compromissos que um dia você assumiu: ao assinar com Jeff Fisher o Rams se comprometeu a terminar 7-9 ou 8-8 e iludir seus fãs com uma atuação espetacular aleatória contra Cardinals ou Seahawks. De qualquer forma, quanto antes aceitarem que Fisher é absurdamente burro, antes poderão planejar a próxima grande besteira que farão em um futuro não tão distante.

Há times que não nasceram para vencer: cedo ou tarde algo dará errado

Maior número de vitórias na história da franquia, 7 jogadores no Pro Bowl, um quarterback que lançou para 4671 jardas e 35 TDs e muitas outras grandes marcas individuais. Ainda assim, a impressão que fica quando se lembra do time de Bruce Arians em 2015 é estranha, é de fracasso – obviamente, o 49-15 com direito a sete turnovers na final da NFC para os Panthers (a segunda derrota em dois anos seguidos para Carolina nos playoffs) não faz nenhum favor à história.

Mais do que isso, talvez a grande razão para decepção seja a impressão de que Carson Palmer gastou todas as suas últimas forças até o penúltimo jogo da temporada passada e a sua última oportunidade de chegar (sempre bom lembrar: seria a segunda vez que um idoso seria o QB dos Cardinals no grande jogo) e ganhar o título foi desperdiçada – ele se machucar e sermos obrigados a curtir alguns jogos com Drew Stanton parece uma questão de “quando” e não de “se”.

E ainda assim, Arizona parece disposto a seguir tentando com Palmer – por mais preocupante que isso seja para o futuro da franquia, já que aos 37 anos Carson pode implodir a qualquer momento (vide Manning, Peyton) e Bruce Arians terá como melhor plano “dar oportunidades a Drew f***ing Staton” ou desenvolver Zac Dysert e Aaron Murray, do practice squad, ou ainda correr atrás de alguém como Brock Osweiller ou Tyrod Taylor, com sorte.

De qualquer forma, mais importante, isso deverá manter o ídolo-mor da franquia, Larry Fitzgerald, feliz. Larry, aliás, que anunciou que se aposentará quando os Cardinals não tenham mais um QB decente; ele confirmou ainda ter pesadelos com John Skelton, Ryan Lindley e Kevin Kolb, e que seu grande sonho é ir viver em uma fazenda com Carson e um Lombardi Trophy. E, bem, ele com certeza não é a única pessoa em Phoenix que tem esse sonho.

Vou decepcioná-los.

Vou decepcioná-los.

Falando em Fitzgerald…

Já que mencionamos o ídolo do time, comecemos pelo ataque. Enquanto Palmer se mantiver saudável e jogando o que sabe, provavelmente o único ataque que pode fazer frente ao do Cardinals é o do Pittsburgh Steelers; e ainda assim, Big Ben não tem tantas armas. A começar por Larry, que parecia estar sentindo a idade entre 2012-14, mas suas 109 recepções e 1215 jardas em 2015 parecem divergir dessa impressão – mesmo que não se repita em 2016 ele ainda será um alvo muito sólido.

John Brown também superou as 1000 jardas no ano passado em apenas seu segundo ano na NFL e deverá cada vez mais ganhar status de alvo principal do time; Michael Floyd, que perdeu um pouco de espaço com o crescimento de Brown, está no último ano de seu contrato de rookie, e tipicamente a produção de qualquer jogador da liga cresce nesse tipo de situação.

Para finalizar o quarteto (!) (provavelmente são poucos os outros quarterbacks na NFL que têm mais de três bons alvos), Arizona ainda tem Jaron Brown, um jogador que entrou na liga sem ser draftado em 2013, mas que Bruce Arians, falastrão, chamou de “melhor WR dos Cardinals” em uma entrevista durante a pré-temporada.

E, na verdade, ainda há um quinto grande alvo para Carson: David Johnson, novato que surgiu no final da temporada (mais exatamente na semana 13), bom em todos os aspectos do jogo: correndo, recebendo, e até colaborando na proteção ao QB. Válido lembrar que David só surgiu após a lesão de outro Johnson, Chris, o famoso CJ2K, que vinha fazendo um grande 2015, mas deverá assumir a condição de veterano secundário enquanto o garoto em seu segundo ano, como titular, deverá ser um dos melhores running backs da liga.

Para fechar, como com qualquer QB e especialmente um de tanto valor e com risco como Palmer, a proteção é fundamental. Por isso, é sorte dos Cardinals poder contar com o LT Jared Veldheer e com os guards Mike Iupati e Evan Mathis, roubado dos Broncos, três jogadores de altíssimo nível (prova de que Jonathan Cooper, trocado, não fará falta).

As dúvidas ficarão por conta do center A. Q. Shipley, que não foi grande coisa em 2015, e no basicamente novato D. J. Humphries, draftado na primeira rodada do ano passado, mas que não jogou nenhum snap. Teremos o veredicto agora se o ano de transição foi bem utilizado.

Não aprendi dizer adeus.

Não aprendi dizer adeus.

Melhorando o que já era bom

Falando em Cooper, desconsiderando a possível mágica que Bill Belichik poderá operar para torná-lo o melhor guard da NFL, ele foi envolvido em uma troca (somado a uma escolha de segunda rodada) que, em uma primeira impressão, parece um grande ganho para os Cardinals, ao adicionar um grande pass rusher ao time em Chandler Jones (12.5 sacks em 2015). Oposto a ele, deverão aparecer Alex Okafor e principalmente Markus Golden, que fechou bem seu ano rookie com 3 sacks nos últimos seis jogos (sim, não são grandes números, mas mostram como Arizona chegou pouco ao QB).

A frente deles estará o grande DE Calais Campbell, também colaborando especialmente em exercer pressão no QB. Com ele, na linha defensiva também estarão Corey Peters, que é provavelmente o jogador com o maior *asterisco* dessa defesa por estar voltando de uma lesão no tendão de Aquiles do alto de seus 138kg, e Frostee Rucker, especialmente responsáveis por ocupar espaços e bloqueadores.

Rucker, entretanto, deverá ceder espaço ao longo da temporada para a escolha de primeira rodada, o talentoso Robert Nkemdiche, que só chegou aos Cardinals pelos tradicionais problemas fora de campo (em seu caso, um irmão mala e uma atitude muito cool para os padrões apreciados pela NFL).

Por último, o ponto forte da defesa, uma raridade na NFL moderna, a secundária. O safety Tyrann Mathieu, que recebeu um contrato de 5 anos, 62.5 milhões, mesmo voltando de uma lesão no joelho (que o tirou do fim da sua incrível temporada passada, em que conseguiu 5 INTs, fazendo muita falta nos playoffs) e o cornerback Patrick Peterson dispensam maiores comentários. Ambos estão entre os melhores de suas respectivas posições e deverão ser evitados pelos adversários.

Pelo depth chart atual, a dupla de Mathieu será Tony Jefferson, que venceu Tyvon Branch na disputa por posição da pré-temporada. O time ainda conta com Deone Buccanon compondo a (agora) famosa posição híbrida de LB/S apoiando a secundária (e fazendo dupla com Kevin Minter como LB, esse mais responsável por parar o jogo corrido).

E oposto a Patrick Peterson deverá jogar Brandon Williams, um novato de segunda rodada, que ganhou a posição por pura falta de competição (Justin Bethel teve problemas com uma lesão no pé na preseason e não conseguiu vencer o rookie).

Válido lembrar que Williams só jogou uma temporada como CB na universidade e cornerbacks, por mais brilhantes que sejam, levam tempo para se adaptarem à liga – sendo que lançar contra Peterson não é uma opção, pode ser que Williams sofra bastante já em seu primeiro ano.

Palpite: um caminhão de vitórias na temporada regular, título da divisão e a decepção inevitável nos playoffs, seja por uma lesão de Carson Palmer e a necessidade de utilizar um cone como quarterback, ou por alguma pipocada do mesmo Palmer na hora “h”. Aceitemos: há times que não nasceram para vencer.

31 times que não irão ganhar o Super Bowl (*e o Cleveland Browns)

Na pré-temporada, sempre parece claro que todo time na NFL terá 100% dos jogadores saudáveis e que todos são top 5 em suas posições. E, bem, os que não são, fizeram o melhor para chegar a essa condição durante o período longe dos treinadores. Pensando assim, parece óbvio que todos os times, menos o Browns, terminarão 19-0 na temporada, atropelando todos os adversários com vitórias por 30-0 – porque o head coach, em um ato de humildade, pedirá para o time tirar o pé:

Classificação

Para a sorte de nossos leitores, nós do PickSix não nos deixamos enganar. Sabemos perfeitamente que, se no final das contas, um time ganha o Super Bowl, é mais por culpa dos outros 31 do que por méritos próprios.

Obviamente, para um melhor entendimento, escreveremos elaborados previews sobre cada uma das equipes (não se deixe enganar pelas otimistas), mas a lista seguir deve servir como resumo suficiente como a principal razão do por que seu time não vai ganhar o Super Bowl LI:

AFC North: provavelmente a divisão mais furada da NFL e a com maiores possibilidades de que um dos times só chegue aos playoffs porque conseguiu uma campanha perfeita nos confrontos internos.

Baltimore Ravens – O contrato de Joe Flacco está matando um time que chegou e ganhou duas vezes o Super Bowl em belos esforços coletivos.

Cincinatti Bengals – Depois de 2015, acho que está mais do que claro que Andy Dalton nunca vai ganhar um jogo de playoff, seja por culpa própria ou de terceiros.

Pittsburgh Steelers – O ataque mais incrível e a defesa mais bosta da NFL. Talvez não cheguem nem aos playoffs.

NFC North: a divisão das desculpas esfarrapadas. Todos os times parecem prontos para ganhar o Super Bowl, mas sempre no ano seguinte quando tudo magicamente irá dar certo.

Chicago Bears – Jay Cutler é o QB mais deprimente em uma divisão ganha por um Teddy Bridgewater que não consegue lançar para mais de 15 jardas.

Detroit Lions – Um time que recém terminou uma temporada com um 7-9 após uma campanha de recuperação e perde o melhor jogador do seu ataque. Não é exatamente a receita para chegar ao título.

Green Bay Packers – O time sempre tem alguma lesão para botar a culpa dos seus fracassos, seja de Aaron Rodgers ou de um linebacker reserva. Esse ano não será diferente.

Minnesota Vikings – E quando tudo parecer que vai dar certo para os Vikings, algo completamente inexplicável acontecerá. Pode ser uma lesão ou um FG de menos de 30 jardas desperdiçado a 10 segundos do fim.

Tem coisas que só acontecem com o Lions...

Tem coisas que só acontecem com o Lions…

AFC South: a divisão mais disputada da Conferência Americana. Infelizmente, qualquer um que chegue aos playoffs já terá gastado todo o fôlego e morrerá sem nem chegar na praia.

Houston Texans – Nunca um time da NFL jogou o Super Bowl em casa e não vai ser Brock Osweiller o responsável por conseguir tal façanha.

Indianapolis ColtsQuarterbacks são tudo na NFL. Mas não quando o único bom jogador do seu time é o quarterback.

Jacksonville JaguarsDream team da temporada de 2016. Não precisa entender muito de futebol americano para saber como isso vai acabar.

Tennessee Titans – Talvez o time mais triste da NFL, já que os Browns pelo menos não iludem o torcedor. Vão acabar com a carreira do Mariota – ou ele acabará com o Titans.

NFC South: o QB que jogue bem ganhará essa divisão. Infelizmente nenhum dos times parece ter muito além disso.

Atlanta Falcons – Matty Ice fez o James Hunt e nunca mais voltou aos playoffs desde que ganhou uma partida lá.

Carolina Panthers – Kelvin Benjamin terá a desculpa de que está voltando de lesão e a defesa terá a desculpa de que perdeu Josh Norman.

New Orleans Saints – Drew Brees é muito melhor jogador do que Joe Flacco, mas seu contrato acabou igualmente com o time (e com o meu fantasy nessa necessidade de não ter um WR principal).

Tampa Bay Buccaneers – Como todo bom QB que não se chame Russell Wilson, Jameis Winston “precisará de mais um ano para se desenvolver”.

Agora assista aí de camarote.

Agora assista aí de camarote.

AFC West: se tem uma divisão da qual não sairá um campeão do Super Bowl é essa. A defesa dos Broncos operou um milagre em 2015, mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

Denver Broncos – Mark Sanchez no time (e ele ainda acabará sendo titular) elimina automaticamente a chance de qualquer franquia chegar ao Super Bowl.

Kansas City Chiefs – Na AFC, Alex Smith só é mais QB que Mark Sanchez, o que no fundo não quer dizer porcaria nenhuma.

Oakland Raiders – O dono do time está mais interessado na mudança de cidade do que na temporada. Certo ele.

San Diego Chargers – Philip Rivers terá mais filhos do que TDs e Joey Bosa começará jogos como QB, já que foi escolhido para jogar fora de posição mesmo.

NFC West: já foi indiscutivelmente a melhor divisão da liga. Hoje é apenas fonte de expectativas e decepções.

Arizona Cardinals – Quando não se machuca, Palmer pipoca na hora da verdade. Seriam meus favoritos ao Super Bowl se tivessem Tim Tebow.

Los Angeles Rams – Pode demorar algumas rodadas, mas logo o owner Stan Kroenke vai perceber que os estádios vazios em St Louis não eram mais culpa de Case Keenum que da cidade.

San Francisco 49ers – Por mais que falemos de Titans ou Browns, a equipe de Chip Kelly é a mais bosta da NFL. Um RT ex-aposentado deve ser o melhor jogador do time (Anthony Davis).

Seattle Seahawks – Muito amados para um time que não tem linha ofensiva (e uma linha defensiva cheia de jogadores insatisfeitos).

AFC East: aquela eterna disputa pelas vagas de wild card atrás dos Patriots.

Buffalo Bills – Rex Ryan conseguiu estragar uma defesa que parecia pronta para carregar o time. Além disso, o melhor alvo do time, Sammy Watkins podia tentar parar de se estourar.

Miami Dolphins – Adam Gase vai ajudar Ryan Tannehill a melhorar, mas Suh recebeu 80 milhões para liderar essa defesa – e não irá.

New England Patriots – Vão ganhar a divisão, mas Belichik e Brady não vão mais conseguir roubar para chegar à grande decisão. Talvez Garoppolo tenha novas ideias.

New York Jets – Geno Smith foi considerado como substituto de Ryan Fitzpatrick. O time poderia começar respeitando o próprio QB titular.

NFC East: divisão com mais hype da NFL. A imprensa americana ama todos eles, mas nós não nos deixamos enganar tão facilmente.

Dallas Cowboys – Tony Romo está do tamanho dos jogadores da melhor linha ofensiva da NFL. Além disso, todos nessa defesa são idiotas.

New York Giants – Pagarão mais de 25 milhões de dólares por ano para um gordo de linha defensiva e um DE com apenas 29 sacks na carreira.

Philadelphia Eagles – Um time que conseguirá ser pior sem Chip Kelly. E porque odiamos Sam Bradford.

Washington Redskins – Por mais que todos queiramos crer no contrário, Kirk Cousins vai acabar se provando pior do que Robert Griffin III.

*Cleveland Browns – excluído da lista original pelo simples fato de, bem, não podemos considerá-los um time de football.