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Análise Tática #17 – A “defesa” de Dom Capers

O conceito de novidade é definido, pelo dicionário, como algo novo. Também pode significar inovação. Em termos técnicos, de direitos autorais, novidade é requisito para a existência de um invento e, como consequência, direito de propriedade.

Mesmo as melhores invenções sucumbem ao Pai Tempo, e as pessoas precisam se atualizar para continuarem desempenhando de forma excelente seus trabalhos (eu mesmo leio semanalmente uma porção de textos do Inside The Pylon para produzir essas análises). Isso não é diferente para os técnicos da NFL, ainda mais em um ambiente que trata o esporte como ciência e produz horas de vídeos para descobrir as tendências dos adversários.

Ernest Dominic “Dom” Capers é um técnico da NFL desde 1984, e com uma carreira toda voltada para defesas, assumiu a função de coordenador defensivo do Green Bay Packers em 2009. Vindo da coaching tree de Marty Schottenheimer, também passou pelo staff de Bill Cowher e Dick Lebeau nos Steelers. Esse último, o leitor provavelmente deve conhecer como o criador do conceito defensivo de zone blitz. Ao assumir a posição de DC, Capers passou a implantar o que aprendeu desse esquema. Tal sistema foi desenvolvido para ser eficiente contra ataques de rotas curtas e que dependiam muito do timing entre recebedor e QB, como a West Coast Offense.

Segundo o Pro Football Reference, a defesa dos Packers sob o comando de Capers foi ranqueada no top-10 em jardas ou em pontos cedidos em apenas 2009 e 2010, nos primeiros dois anos de sua gestão, o que culminou com a conquista do Super Bowl XLV. Em 2011, temporada que os Packers tiveram a melhor campanha da NFL, a defesa foi a pior ranqueada em jardas cedidas. Em 2016, a unidade esteve em 21º em pontos e 22º em jardas. Evidentemente, existem estatísticas avançadas e métricas melhores para avaliar do que os parâmetros supracitados.

Utilizando a fonte do Football Outsiders, um dos melhores sites que cobrem a NFL em termos de estatísticas avançadas, o desempenho da defesa dos Packers teve uma clara queda. O sistema DVOA resumidamente analisa o desempenho de uma unidade em relação à média dos adversários da NFL. Para defesas, a porcentagem negativa é melhor pois significa menor pontuação cedida. A variância representa a consistência da defesa ao longo da temporada. Evidentemente, lesões de jogadores podem influir nessas estatísticas.

Temporada DVOA Variância Ranking
2009 -18% 11% 2
2010 -13,90% 3,70% 2
2011 8,60% 3% 25
2012 -7% 2,90% 8
2013 14,40% 4,00% 31
2014 -1% 7,40% 16
2015 -7,30% 5% 9
2016 3% 6,10% 20
Fonte: Football Outsiders

Após essa breve divagação sobre estatística do esporte, voltando aos aspectos táticos, a defesa dos Packers se baseia em um front de 3-4 com conceitos de zone blitz. Evidentemente, com a maior tendência dos ataques em prol do passe, a mesma começa a jogar em um 3-3-5 em formação nickel. O conceito de zone blitz tem por objetivo confundir a capacidade de detecção do quarterback em relação à pressão extra do pass-rush. Isso ocorre, por que nesse tipo de front, há rushers que jogam em posição de 3 apoios (mão na grama) ou dois apoios (em pé).

A blitz consiste em mandar mais que quatro homens em direção ao QB, entretanto, o esquema de Dom Capers realiza isso sem ficar totalmente desprotegido contra o passe (ou pelo menos no campo das ideias), tanto que esse sistema derivado do original de Dick LeBeau é costumeiramente chamado de Fire Zone Blitz na literatura especializada. Geralmente, um dos rushers que mostram a blitz recua em zona para cobrir o passe, o que combinado com o uso de stunts (jogadores de linha defensiva se cruzando para confundir os bloqueios), dificulta o diagnóstico de pressão pelo quarterback.

Com jogadores alinhados em posturas direrentes, uma fire zone blitz de 3-4 pode combinar os mais diversos tipos de pressão, desde o comum ataque dos OLBs, até o uso de CBs e safeties em situações de pressão com delay. Os jogadores do front precisam ser dedicados ao gap da jogada, e o jogador que recua precisa executar essa função no tempo correto. Normalmente, a divisão de tarefas da defesa é de 5 jogadores dedicados à pressão, 3 cobrindo as primeiras 10 jardas após a linha de scrimmage e 3 cobrindo o fundo do campo, esses últimos em zona.

A grande desvantagem desse esquema, é o constante uso de pick plays pelos ataques. Esse tipo de jogada é o uso legal de bloqueios dentro do limite de 5 jardas, evitando que jogadores de cobertura de passe se posicionem corretamente, geralmente aplicado em situações de poucas jardas, como na red zone, por exemplo. Como a zone blitz tem por objetivo mostrar uma hot-read para o quarterback inicialmente e rotacionar a defesa em torno dessa leitura, tirando o passe curto. Com isso, o QB pode induzir os adversários a cobrir uma rota de armadilha, carregando a defesa para um lado do campo com os olhos (lembre-se, a secundária está em zona), e então atacar outro ponto do campo livre com o passe rápido.

Na imagem acima, observa-se dois esquemas de pressão baseados em fire zone blitz. No esquema à esquerda, a zona rotaciona no sentido do strongside, enquanto o LOLB recua. Para a jogada à direita, a rotação é no sentido anti-horário, enquanto a blitz vem do FS. Agora, vamos observar isso no vídeo da jogada, o espaço amostral utilizado será o jogo da semana contra o Chicago Bears. Aqui, há dois agravantes: o ângulo lateral de All-22 do Soldier Field é uma piada de mal gosto. John Fox também é uma piada de mau gosto como técnico.

Isso aqui é uma SACANAGEM, caro leitor.

Observando as estatísticas do jogo, a defesa dos Packers cedeu 21 passes completos de 35 tentados, sendo 5 sacks para perda de 29 jardas. Foram 268 jardas aéreas, sendo 6.7 por tentativa de passe. No jogo corrido, foram 55 jardas de 17 corridas, explicado pelo fato de que os Bears sempre estiveram atrás do placar na partida, o que força situações de passe. Além disso a defesa dos Packers não cedeu nenhuma possibilidade de ataque dentro da redzone, e o único touchdown cedido na partida pelos Packers foi já no último quarto (passe de 46 jardas para Josh Bellamy – o famoso QUEM).

Nessa jogada, observa-se que o Packers apresenta um esquema de blitz a partir da formação nickel em que o guerreiro #27 ataca o right guard. Dentro do esquema de fire zone blitz, esse é o design mais simples pois não há o disfarce. Clay Matthews é o mais próximo de conseguir o sack pois vence seu bloqueio através de um stunt em direção ao B-gap (espaço entre o LT e o LG). Em contrapartida, um 3-step dropback de Mitchell Trubisky e um passe no flat para Tarik Cohen dá um ganho de 10 jardas para os Bears.

Observe nesta jogada de sack em terceira descida, que a secundária dos Packers mostra uma forma de cobertura single-high pré-snap. Observe que a secundária desliza no sentido-horário, formando uma cover-2-zone, já que os cornerbacks estão em zona (repare nos quadris voltados ao QB).

O ataque dos Bears tenta atacar essa cobertura com um conceito z-spot. Porém, em uma blitz de 6 homens, a linha ofensiva não é capaz de dar o tempo necessário a Mitch Trubisky executar o passe.

Um gif para analisar o desenvolvimento das rotas:

Agora analisando o front dos Packers, observe que de todos os sete jogadores que mostram a blitz, apenas Clay Matthews e Blake Martinez recuam em zona. Para aumentar o grau de confusão do QB e da OL em detectar os homens que irão para a pressão, Martinez sai em motion do edge para o box, enquanto Matthews se posiciona em frente ao right guard.

O nickel corner também vai para a blitz, executando stunts em conjunto com o ROLB. A linha ofensiva dos Bears não sabe quem bloquear, resultando em um sack na terceira descida.

 

  • Diego Vieira torce para o Vasco e para o Indianapolis Colts. É.

31 times que não irão ganhar o Super Bowl (e o Indianapolis Colts)

Finalmente acabamos de produzir todos os previews da temporada de 2017! Talvez você, leitor, nessa vida atribulada, não tenha tido tempo ou sequer vontade de ler todos, mas para facilitar sua vida, trazemos agora, um compilado de todos os textos.

E para dar um pouco mais de graça e não ser apenas um índice, adicionamos aquela razão pela qual seu time inevitavelmente morrerá na praia mais uma vez: com vocês, o guia final de previews – basta clicar no nome da equipe que desejar ler uma análise aprofundada e isenta de clubismo!

Enfim, reeditando o texto do ano passado: 31 times que não vencerão o Super Bowl (e os Colts) versão 2.0.

OBS: Na versão 1.0 acertamos 31 de 32 comentários. Esperamos repetir o aproveitamento!

AFC South

Houston Texans: Uma defesa que simplesmente não consegue ter todos os melhores jogadores juntos (por exemplo, AJ Bouye se destacou e já vazou – agora que JJ Watt volta. E também um head coach especialista em QBs que não consegue escolher um; não é exatamente um receita para o sucesso.

Jacksonville Jaguars: Blake Bortles, caras! Blake Bortles – aliás, não percam nossa promoção no Twitter!

Tennessee Titans: Dissemos que EVENTUALMENTE Mariota pode chegar lá – não que a grande (?) torcida dos Titans já deveria estar preparando os fogos para o Super Bowl LII.

Pensa em um dia massa.

NFC South

Atlanta Falcons: Provavelmente o preview que menos vale a pena ler: não importa se Matt Ryan e Julio Jones são os melhores do mundo; ressaca pós-perda de Super Bowl é uma realidade. E a regressão ao perder o verdadeiro gênio desse ataque (Kyle Shanahan) também.

Carolina Panthers: Lenta e dolorosamente começaremos a aceitar que, no final das contas, talvez Cam Newton não seja tudo aquilo.

New Orleans Saints: Drew Brees e Adrian Peterson seria a dupla dos sonhos para se ter no Madden NFL 2012. E, bem, essa defesa é de gelatina.

Tampa Bay Buccaneers: Jameis Winston pode muitas vezes parecer promissor ou mesmo uma realidade, mas ele ainda tem que lançar menos (bem menos) interceptações para poder sonhar com Super Bowl.

AFC West

Denver Broncos: Não é apenas uma questão de que somente com um bom QB é possível ganhar o grande título, mas é que a defesa já não é mais aquilo que um dia foi.

Kansas City Chiefs: Seria a franquia mais indicada para ganhar o Super Bowl depois do jogo de estreia, mas qual foi o último time que ganhou a grande final do futebol americano com o QB do futuro no banco?

Los Angeles Chargers: Lesões. Amamos a franquia secundária de Los Angeles muito mais do que o povo da cidade, mas é difícil acreditar que esse time possa estar saudável em novembro – quanto mais em fevereiro.

Oakland Raiders: Tudo bem que, no final das contas, tudo acaba em dinheiro. Mas um time cujo dono se vendeu para Las Vegas não merece ganhar nem rifa de escola.

NFC West

Arizona Cardinals: Vamos combinar que Drew Stanton não tem bola para ganhar nada na pós-temporada, não é? O que? Você realmente acredita que Carson Palmer aguenta vivo 19 jogos?

Los Angeles Rams: O espírito de Jeff Fisher ainda ronda os corredores, o que deverá garantir mais uns três anos de campanhas com 8 vitórias em ritmo de “reconstrução”.

San Francisco 49ers: Sabe qual o título do nosso preview? “Eu escolhi esperar”. Então esperem.

Seattle Seahawks: Porque, eventualmente, algum jogador da linha defensiva que tem tantas opções vai ter que passar para o outro lado e jogar pela linha ofensiva, que tem como melhor jogador os dibres de Russel Wilson.

AFC East

Buffalo Bills: Se eles não tentarão ganhar, nós também não perderemos tempo tentando justificar porque eles não ganharão.

Miami Dolphins: Se Jay Cutler ganhar um Super Bowl, é melhor mudarmos o nome do site para, sei lá, fly out ou double play e começar a cobrir baseballque pelo menos tem Tim Tebow, uma pessoa bem mais legal do que o Cutler.

New England Patriots: Todo mundo viu o jogo de quinta-feira. Parece bem claro que Tom Brady e a sua dinastia está acabada. É hora de começar a dar ritmo de jogo para o Garoppolo pensando em um 2018 melhor.

New York Jets: Se eles não tentarão ganhar, nós também não perderemos tempo tentando justificar porque eles não ganharão, parte 2.

NFC East

Dallas Cowboys: Qual foi o último time que gerou muitas expectativas na imprensa e não decepcionou? Com Dallas não será diferente.

New York Giants: Não vai ganhar o Super Bowl porque se perde muito tempo elogiando um ataque mediano, sendo que o time terá que ser carregado pela defesa.

Philadelphia Eagles: Porque só de imaginar pessoas comemorando a noite inteira pelas ruas da Filadélfia cantando “fly Eagles fly” incessantemente, o próprio universo atua e bloqueia qualquer alegria que esse povo poderia receber.

Washington Redskins: Kirk Cousins já está pensando e estudando em que cidade da Califórnia ele poderá ser mais rico e feliz.

AFC North

Baltimore Ravens: Cite três jogadores dos Ravens que podem ser considerados Top 15 na liga.

Cincinnati Bengals: Vencer o Super Bowl para os Bengals seria ter mais uma temporada bosta com cinco vitórias e que o dono decidisse fazer uma limpa neste roster desgraçado.

Cleveland Browns: Pequenos passos, pequenos passos. Ao menos já evoluiu o suficiente para ser considerado entre os 31 times sérios da NFL. Nesse ritmo, quem sabe lá por 2031.

Pittsburgh Steelers: Defense wins championships. E esse time é puro ataque – o que fará ser muito divertido, mas não ganhar títulos.

NFC North

Chicago Bears: Até elogiamos bastante, mas não nos EMPOLGUEMOS tanto.

Detroit Lions: Matthew Stafford vai levar Detroit pelo caminho que Drew Brees e Flacco levaram seus times: ganhando muito mais dinheiro do que o time poderia pagar e sacrificando a qualidade do elenco. A diferença é que os outros dois ganharam um Super Bowl antes.

Green Bay Packers: Seria uma pena se football fosse um esporte coletivo e você dependesse da ajuda de outros 52 animais para ganhar algo, não é mesmo, Aaron Rodgers?

Minnesota Vikings: Quem tem dois quarterbacks, na verdade, não tem nenhum. O retorno de Bridgewater vai bagunçar o time e, para ajudar, o Super Bowl é em Minnesota.

*Indianapolis Colts: Eles só perderam os dois melhores jogadores do ataque e o melhor da defesa. E não fazem ideia de quando qualquer um deles voltará. Por ora, não dá mais para chamar os restos mortais de Indy sequer de time.

Ano novo, novas esperanças e novas decepções

2016 foi uma montanha-russa para o calmo povo de Minnesota. Da derrota para Seattle no chute mais fácil da carreira de Blair Walsh (curiosamente, hoje jogador dos Seahawks), à esperança de repetir e chegar mais longe em 2017 com um Teddy Bridgewater cada vez jogo mais maduro e um novíssimo estádio. Passamos também pela brutal lesão do quarterback, o desembarque de Sam Bradford e o início como melhor time da NFL até chegarmos a decadência (um dos poucos times da história a iniciar a temporada com 5-0 e mesmo assim não ir aos playoffs.

Mas ano passado, claro, já é passado, de mesma forma que 2017 traz seus próprios desafios. Teddy ainda está em processo de recuperação (válido lembrar que as previsões originais para sua recuperação eram de dois anos), mas as expectativas e os vídeos que ele adora colocar no Instagram indicam que o menino prodígio voltará ainda esse ano (também para poder ser um free agent na próxima temporada).

Se tudo correr dentro da normalidade, voltará para ser banco de Sam Bradford, outro que ficará desempregado no final da temporada e precisa mostrar serviço para garantir um grande contrato – com os Vikings ou qualquer outro time.

Volta.

O pior grupo da história

Comecemos com as notícias ruins, daquelas que desgraçam a cabeça do torcedor dos Vikings. Esqueçamos o desempenho do ano passado, já que toda a linha ofensiva foi reformulada (apenas Joe Berger seguirá como titular, mas saindo da posição de center para se tornar right guard), com demissões até surpreendentes como a de Alex Boone, provavelmente o segundo melhor daquela que foi apontada como pior linha de todos os tempos pela avaliação do PFF.

Os tackles serão jogadores experientes: Riley Reiff, ex-Detroit Lions que sempre foi razoável protegendo Stafford por lá durante 5 anos, protegerá o lado cego após receber um contrato de quase 60 milhões, mesmo com as lesões que lhe limitaram durante toda a pré-temporada; do outro lado, Mike Remmers vem de Carolina também com um grande contrato (5 anos, 30 milhões).

No interior, além do já citado veteraníssimo Joe Berger, o time adiciona juventude: Pat Elflein, escolha de terceira rodada, já assumiu a posição de center e terá ao seu lado esquerdo Nick Easton, jovem que chegou à equipe após uma troca com San Francisco e jogou algumas partidas como C em 2016 devido às inúmeras lesões que acometeram a unidade.

Perceba: nenhum desses caras é excepcional ou sequer pode ser considerado bom. Entretanto, tudo que o time precisa é de um desempenho abaixo da média – e não o pior da história -, para que cada um dos cinco seja considerado herói.

A defesa mais rica do mundo

Não surpreendentemente, nas últimas semanas de pré-temporada, três dos principais jogadores da equipe receberam gordas ampliações contratuais – todos da defesa; afinal de contas, ela é a que será responsável por carregar o time novamente onde quer que ele chegue. O grande destaque fica para Xavier Rhodes e seus 70 milhões ao longo de cinco anos, afinal, uma performance anulando Odell Beckham (e qualquer outro que tenha caído na ilha do jovem cornerback) não poderia ser melhor recompensada.

A secundária é completada por outro craque, Harrison Smith, além de Andrew Sendejo, que a cada ano que passa parece ser um safety bem mais seguro que aquele que a torcida dos Vikings tinha como principal candidato “a ser substituído” a cada intertemporada. Na secundária também está a grande interrogação: Terrence Newman parece estar sentindo o peso da idade, enquanto Trae Waynes pode não ser o CB2 dos sonhos e um alvo a ser explorado; no slot, o substituto de Captain Munnerlyn deveria ser Mackensie Alexander, escolha de segunda rodada em 2016, mas Mike Zimmer visivelmente não estava satisfeito com ele, já que o time foi atrás de um veterano, Tramaine Brock, para a posição.

O front-seven tem como principal dúvida a capacidade de Anthony Barr voltar à forma que lhe rendeu comparações com Von Miller em 2015 – e dessa forma, ter bons argumentos para garantir um novo contrato gordo. Os outros dois jogadores que ficaram mais ricos durante a pré-temporada são da linha defensiva: Linval Joseph, pago como um dos melhores NT da liga e esperança para ocupar todos os espaços possíveis, e Everson Griffen, agora assumindo a condição de “defensive end veterano secundário”. Veterano porque o grande pass-rusher da equipe deverá ser Danielle Hunter, que produziu 12.5 sacks na temporada passada sem iniciar nenhum jogo e com snaps limitados; agora, como titular, seu objetivo é causar ainda mais terror nos QBs adversários.

Sorriso maroto de quem vai te agarrar.

As armas de Pat Shurmur

Uma das ideias mais repetidas durante o training camp foi que “agora, com tempo para treinar e entender bem as ideias do novo coordenador ofensivo, o ataque vai ser mais potente” – coordenador ofensivo que é melhor conhecido por o OC que treinava e chamava as jogadas com Chip Kelly na Philadelphia.

Além disso, Sam Bradford também teve finalmente tempo para trabalhar com seus colegas e ganhar confiança neles – recordes à parte, o principal stat a definir o estilo de jogo do QB deve ser a “quantidade de passes lançados antes da marca do first down” com 80%, 22º na NFL. Ousar um pouco mais deve ser o principal ponto para Sammy mudar e levar esse ataque em frente.

Stefon Diggs e Adam Thielen voltam para sua segunda temporada como titulares, o que também deve proporcionar uma melhora – válido lembrar que ambos quase chegaram às 1000 jardas recebidas em 2016 (ainda que, para os dois, quase metade das jardas foi conquistada em apenas 3 ou 4 jogos excepcionais), fato que não acontece para um WR dos Vikings desde Sidney Rice com Brett Favre em 2009. Laquon Treadwell, depois de receber apenas um passe ano passado, e Malcolm Floyd, quando voltar de suspensão, deverão ser as opções secundárias que podem crescer ao longo da temporada.

O alvo mais veterano de Bradford será Kyle Rudolph, TE que teve sua melhor temporada da carreira em 2016 e deverá voltar a ser uma opção de segurança enfatizada no estilo de jogo de Pat Shurmur (pelo menos é o prometido).

Para finalizar, a grande mudança entre os skill players será a partida de Adrian Peterson, mesmo que ele não tenha praticamente jogado já no ano passado. Para a sorte do time, que não tinha uma escolha de primeiro round (investida em Sam Bradford), um jogador que poderia ter sido draftado bem antes caiu tanto que Minnesota não teve alternativa a não ser subir umas escolhas e selecioná-lo: Dalvin Cook.

E se a sua posição de escolha nos drafts de fantasy football é indicação de produção que virá por aí, Cook fará uma dupla muito potente no backfield seja lá o quarterback que a equipe escolha manter.

Estádio do Super Bowl

É válido lembrar, antes de ousar na previsão, que nenhum time jamais disputou o Super Bowl no seu próprio estádio; caso você não soubesse, a sede da grande final de número 52 é o U.S. Bank Stadium, em Minnesota. Para repetir o final pessimista da prévia escrita no ano passado, é fácil concluir que não devem ser os Vikings a quebrar esse tabu.

Palpite: Com a proximidade do jogo de estreia já no domingo, fica um palpite mais específico: na vingança de Adrian Peterson, quem deverá fazer o seu nome em rede nacional será a linha defensiva dos Vikings. A campanha final será de entre 10 e 11 vitórias, com os jogos das semanas 5 e 16, em Chicago e Green Bay, responsáveis por decidir se esse time vai recuperar o título da NFC North ou se contentar com um wild card.

Enfrentando os mesmos velhos problemas

Após uma nova implosão e a perda do NFC Championship Game para o Atlanta Falcons por 44 a 21 – aliás, a segunda vez que Green Bay bateu na porta do Super Bowl em três anos –, Aaron Rodgers foi a público, com ar não tão sutil como o habitual.

Não creio que precisamos nos reconstruir. Precisamos, na verdade, nos recarregar”, disse naquela noite após a derrota. “Temos apenas que ter certeza que temos todo o necessário para vencer a cada ano”, completou.

O fato é que as expectativas sempre estarão altas quando nos referirmos a um ataque comandado por Aaron Rodgers; as esperanças dos cheeseheads de retornar ao Super Bowl estão seguras enquanto Rodgers liderá-los. O outro lado da linha, porém, é onde está o caminho para o sucesso: mais uma vez, os sonhos de Green Bay, passam pela defesa.

Reconstruindo sem implodir

Green Bay viu nesta offseason um Ted Thompson mais arrojado (para os padrões de Ted Thompson, claro), com alguns movimentos na free agency e uma dúzia de escolhas no draft focadas em preencher buracos específicos no roster: a cobertura contra o passe, por exemplo, beirou a tragédia na última temporada, então o GM trouxe Davon House de volta para Wisconsin e selecionou o CB Kevin King no topo da segunda rodada também para reforçar o setor.

Já para o corpo de linebackers, Thompson trouxe o veterano Ahmad Brooks, cortado pelo 49ers – você pode não se empolgar com esta contratação, e será compreensível, mas lembre-se do novo gás que o Packers proporcionou para a carreira do também veterano Julius Peppers quando o contratou. Já para o ataque, a adição do TE Martellus Bennett fez com que a equipe nada se importasse com a perda de Jared Cook.

Pelo chão

Um sucesso ofensivo de Green Bay ainda maior que o esperado passa por seu jogo corrido: Ty Montgomery agora é o motor de arranque inquestionável deste sistema ofensivo – e uma ameaça constante; obviamente, seu passado recente como WR mostra que ele pode alternar posições e se tornar um recebedor confiável, tornando-se uma possibilidade a mais que defesas adversárias terão que encontrar forma de neutralizar.

Mas apesar do sucesso na metade final do ano passado, Ty ainda precisará provar que pode lidar com a carga de uma temporada completa – e, para isso, ele contará com a ajuda de três rookies: Jammal Wiliams, Aaron Jones e Devante Mays, selecionados na quarta, quinta e sétima rodadas do último draft.

Durante a pré-temporada, William se mostrou um ótimo bloequador, enquanto Aaron Jones teve algumas boas jogadas explosivas – já Mays tende a alternar entre o nada e o Practice Squad. De qualquer forma, já é um cenário melhor para o jogo terrestre do que aquele que o Packers viveu nos últimos anos – Lacy nos deixou pela gastronomia de Seattle e James Starks (obrigado por tudo) já deve estar curtindo a aposentadoria.

Pode confiar.

Uma incógnita em forma de linha

Green Bay teve uma das melhores OLs da NFL na temporada passada – mas perdeu TJ Lang e JC Tretter nesta offseason. O adeus de Tretter não seria tão sentido se Corey Linsley não estivesse retornando de (mais uma) cirurgia no tornozelo; Corey é um ótimo C, mas perdeu 10 partidas nas duas últimas temporadas, então sua saúde se torna uma questão central, já que não há um substituto viável para ele.

Já a deserção de Lang para Detroit (Deus encarregou de puni-lo o despachando para aquela desgraça de time), é muito mais preocupante: apesar da tristeza por vê-lo vestindo azul, é inegável que TJ se consolidou com um dos melhores G da NFL em Green Bay – além de um dos melhores atores que Hollywood já viu.

TJ será substituído por Jahri Evans e só de pensar nisso meus olhos já sangram. Como se isso não bastasse, há ainda Lane Taylor, outra desgraça em forma de guard. O lado bom é que os tackles David Bakhtiari e Bryan Bulaga retornam e, considerando o estado atual do interior da OL de Green Bay, isso já deve bastar para deixar Aaron Rodgers minimamente feliz.

Pelo ar

O arsenal ofensivo de Rodgers permanece praticamente o mesmo, exceto pela partida de Jared Cook – Cook sempre foi um alvo cobiçado por qualquer franquia, especialmente devido ao seu potencial atlético, mas também é verdade que ele nunca respondeu a altura das expectativas.

Para seu lugar foi contratado Martellus Bennett, e nenhum torcedor do Packers em sã consciência sentirá saudades de Cook. Martellus, aliás, vem de uma temporada em que recebeu 55 passes para 701 jardas e 7 TDs com os Patriots; ele será um alvo intermediário para Aaron muito mais confiável do que foram Cook e Richard Rodgers nos últimos anos.

Como WRs, as três principais opções se mantém: Jordy Nelson, um dos melhores WRs da NFL (aceitem logo e parem de negar a verdade), recém completou 32 anos, então um pequeno declínio pode ser sentido, mas com Nelson se mantendo saudável, nada que possa preocupar. Randall Cobb, porém, precisa se recuperar após duas temporadas medianas e com algumas lesões, enquanto para Davante Adams basta repetir 70% do que fez em 2016 e o torcedor do Packers já estará feliz.

A grande interrogação

A principal razão para Green Bay ter iniciado a última temporada com 4 vitórias e 6 derrotas foi a desgraça que se tornou sua secundária: nenhum CB foi minimamente confiável. Então utilizar sua primeira escolha no draft em um atleta da posição foi natural.

Kevin King veio de Washington para preencher esta lacuna, mas apesar de talentoso e com ótimo potencial físico, trata-se de um jogador ainda cru, que talvez precise de algumas semanas para assumir a titularidade. Enquanto isso não ocorre, também para o setor, há o retorno de Davon House, que lutou contra um Jaguars horrível no último ano, mas mesmo assim teve bons jogos individuais.

Já com os S não há tanto com o que se preocupar: Morgan Burnett e HaHa Clinton-Dix são ótimos talentos, e não existe razão para acreditar que eles irão regredir, já que estão com 28 e 24 anos respectivamente – aliás, Burnett entra em seu ano final de contrato com os Packers, que também podem significar seus últimos dias em Green Bay antes de garantir a aposentadoria dos seus bisnetos.

Já Julius Peppers retornou a Carolina, deixando com o recém chegado Ahmad Brooks a função de preencher os espaços deixados por Clay Matthews, já que há muito tempo, lutando contra lesões, Clay não é mais o mesmo. O ponto positivo é que Nick Perry (11 sacks em 2016) retorna cada vez melhor e tanto Kyler Fackrell e Vince Biegel (este quando conseguir estrear), podem trazer um pouco mais de profundidade ao setor.

Para a DL, Green Bay trouxe Ricky Jean-Francois na FA e Montravius Adams na terceira rodada do draft; ambos devem alternar com Kenny Clark, que deve retornar melhor após uma temporada de estreia apenas razoável. O melhor jogador, porém, seguirá sendo Mike Daniels – subestimado, afinal, os números não refletem seu real valor.

Palpite: enquanto existir Aaron Rodgers e uma defesa minimamente capaz de permanecer em pé, Green Bay levará a NFC North. Para trazer o Lombardi Trophy de volta para o Wisconsin, porém, é preciso de muito mais que um sistema defensivo com coordenação motora e hoje Green Bay não possui uma grande defesa. É preciso então que essa infinidade de rookies se encaixem sem maiores problemas, quase que com uma sinergia cósmica. A boa notícia é que estamos em um ano em que os planetas estarão perfeitamente alinhados, então resta apenas esperar, gelar a cerveja e se decepcionar novamente em janeiro.

Porque, eventualmente, as coisas têm que dar certo

A maldição de Bobby Layne

Bobby Layne comandou Detroit em três títulos da NFL, até ser trocado em 1958. Ele havia se machucado na última temporada, e os Lions decidiram mandá-lo para Pittsburgh. Ao deixar a cidade, Layne praguejou: seu ex-time não venceria mais nada por 50 anos.

Dito e feito. No intervalo da “maldição”, Detroit só venceria um jogo de playoff – em 1991, o suficiente apenas para não ser a franquia há mais tempo sem vencer na pós temporada. Desde aquela partida, são oito viagens aos playoffs. E oito derrotas.

A maldição deveria terminar em 2008. Naquele ano, a torcida até acreditou que o azar havia acabado, com um grand finale digno de cinema: a temporada marcou os Lions para sempre na história, como o único time a perder todos os dezesseis jogos. Dali pra frente, não dava para cavar mais fundo. A franquia só podia ir para cima. Porém, como não estamos em Hollywood, Detroit até melhorou nos anos subsequentes, mas nada que fizesse o torcedor bater no peito com o orgulho e bradar: “Aqui é Lions, PORRA!!!

Força, amigo.

A desgraça, ela é eterna

Todo time é feito de ídolos. Sem eles, você acaba sendo um New England Patriots: a menos que o melhor técnico de todos os tempos e um menino de ouro salvem a franquia do anonimato, ninguém conhecerá sua história.

Antes que você, torcedor dos Patriots, destile seu ódio nesse texto sobre o Lions, pare para pensar em quantos ídolos você conhece antes de Brady – não vale citar Drew Bledsoe.

Nota da edição: Procuramos por Patriots Idols no Google Imagens e só vimos fotos de jogadores recentes ou da década passada. Então deixamos essa menção aleatória ao time de New England passar.

Mas, e se os ídolos do seu time resolverem parar de jogar por ele, porque simplesmente não aguentam mais? É o caso dos Lions.

Barry Sanders, o maior ídolo da franquia, resolveu se aposentar porque estava insatisfeito com a incapacidade dos Lions de montar um time competitivo. “Era difícil me manter focado em motivado“, Sanders contou em seu livro, que revelou para o mundo o verdadeiro motivo de sua aposentadoria.

Com Calvin Johnson Jr. não foi diferente. O jogador, que abandonou a NFL quando ainda poderia produzir muito, também demorou, mas revelou os motivos de sua aposentadoria: “Não via a chance de eles ganharem um Super Bowl na época. Pelo trabalho que eu fazia, não valia meu tempo continuar batendo a cabeça na parede, e não chegar a lugar nenhum.”

Não os culpamos.

O messias e seus amigos

Finada a maldição de Bobby Layne, os Lions esperam que um homem leve a franquia de volta para o caminho das vitórias: Matthew “is he worth it?” Stafford. Stafford é o quarterback de Detroit desde 2009, quando foi escolhido na primeira escolha geral do draft. Hoje ele é o jogador mais bem pago da liga – amanhã será outro QB de outro time desesperado.

Matthew é um bom jogador, mas possui números bastante questionáveis quando joga contra times com um winning record. Ao menos é a maior certeza que o time tem na posição de quarterback desde que as cores existem.

A banda agora é de um homem só.

Jogando na posição de running back, os Lions contam com Ameer Abdullah e Theo Riddick. O primeiro é mais eficiente correndo com a bola, enquanto o segundo é melhor recebendo passes. Se eles conseguirem se manter saudáveis (não foi o caso em 2016), o backfield pode ser bastante produtivo. Ao menos Zach Zenner, atualmente o segundo melhor RB branco da liga, se mostrou um backup razoável.

O corpo de WRs será comandado por Golden Tate, um dos jogadores mais divertidos da NFL. Marvin Jones Jr, porém, irritou muito a torcida no ano passado, mas já teve seus momentos de destaque. Fecha o grupo Kenny Golladay, que, após jogadas brilhantes na preseason, entrou no radar de muita gente como futuro membro do Hall da Fama – o futuro sem Calvin Johnson realmente não parece muito empolgante. 

Não espere, neste site, mais uma take do tipo “esse é o breakout year do Eric Ebron!“. Nós não diremos isso, porque não será. E é bem possível que Michael Roberts, escolha de quarta rodada esse ano, se destaque mais que ele.

A linha ofensiva foi reforçada durante a offseason, mas perdeu o OT Taylor Decker, que só deve voltar de lesão no meio da temporada. Para o seu lugar, o time trocou dois bonés por Greg Robinson, que é péssimo. Será a missão de Graham Glasgow, Travis Swanson, TJ Lang e Rick Wagner consertar suas eventuais cagadas. Eles são bons jogadores, se pelo menos isso serve de alento.

Tentando ser boa pela primeira vez na história

Começando pela linha defensiva, a defesa de Detroit está repleta de incertezas. A’Shawn Robinson, escolha de segunda rodada em 2016, e Haloti Ngata, já em final de carreira, jogam pelo meio. Com a perda de Kerry Hyder, Ziggy Ansah deve ser o único pass rusher de destaque da equipe.

O corpo de linebackers não era bom, e os reforços que vieram também não são certezas absolutas, o que preocupa. Jarrad Davis não foi a escolha mais empolgante da primeira rodada desse ano, e Paul Worrilow também é recém-chegado, mas vem de uma temporada decepcionante em Atlanta – onde perdeu a titularidade. Tahir Whitehead teve um bom ano em 2016, e talvez seja o jogador mais confiável do grupo.

A secundária é comandada por Darius Slay, um dos melhores cornerbacks da liga. Opostos a ele, Nevin Lawson e Teez Tabor, escolha de segunda rodada, devem revezar a titularidade. O safety Glover Quin tem sido um bom jogador em Detroit, e agora jogará ao lado do pouco-inspirador Tavon Wilson.

Palpite: O time dos Lions não empolga. A ida aos playoffs no ano passado foi algo aleatório, e esse ano a briga será para não ser o pior time da divisão. A equipe conseguirá vencer no máximo meia dúzia de jogos em 2017. A ideia de ser grande vai continuar para o futuro. Essa também será a última temporada (graças a Deus) de Jim Caldwell como um head coach da NFL. 

Podcast #2 – uma coleção de asneiras II

Olá amigos do Pick Six! Um dia histórico: o nosso podcast volta ao ar!

Trazemos as principais notícias das últimas semanas (sobre incríveis jogadores, como Jacoby Brissett, TJ Clemmings e Andy Lee) e, como é habitual no começo da temporada, mandamos aquele tradicional SPOILER. Se você quer evitá-los, não ouça; mas lembre-se: só quem ouvir poderá rir da nossa cara e apontar que erramos ao final da temporada.

Edit 1: precisamos de menos de 10 horas para apontarem nossos erros

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos amadores e estamos em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor. E, dessa vez, estamos mais confiantes que existirá!

 

O melhor time que você insiste não respeitar

Se você precisasse fazer uma lista sobre piores times da NFL, ela certamente começaria com o New York Jets. 49ers está em um processo de tranquila reformulação e os Bills, com certo atraso, estão seguindo pelo mesmo caminho. Por último, você citaria Cleveland (“que apesar de parecer melhorar, é um lixo todo ano”) e Chicago. E é com os Bears que você, leitor, começaria a estar enganado.

Tiremos isso do caminho: estamos traumatizados e ainda não temos certeza de que está superada a escolha de Mitch (Mitch, sim) Trubisky na segunda posição do draft. A pick foi feita após uma troca que envolveu dar aos 49ers duas escolhas de terceiro e uma de quarto round para subir apenas uma escolha – em um exemplo das capacidades do novo GM John Lynch de realizar um bom leilão (ou ao menos fazer os gênios de Chicago acreditarem que havia um). Mais: Trubisky foi draftado por um time que tinha assinado com o veterano Mike Glennon, ainda que por efetivamente apenas um ano, garantindo-lhe 18,5 milhões de dólares.

Parecia que Glennon teria a oportunidade de suceder a montanha russa que foi Jay Cutler (que mesmo que seja o inútil que odiamos, detém os principais recordes de um QB em Chicago, incluindo até mesmo número de sacks sofridos e número de viradas no último quarto) ao longo dos últimos 8 anos, antes de ele se aposentar.

Entretanto, dentro de algumas semanas (não dissemos quantas), o show em Chicago será comandado pelo jovem Trubisky – mas não é o novo QB da equipe o verdadeiro ponto de interesse para a Cidade dos Ventos.

O príncipe encantado.

Obs: sempre divertido falar sobre Mark Sanchez e ele está em Chicago. Não que ele vá jogar ou ser útil de qualquer maneira, mesmo que atualmente seja considerado o QB2 no depth chart oficial, mas só para causar aquele desgosto leve lembrando desse gênio incompreendido.

Por que eu draftei Jordan Howard 

O leitor certamente não sabe, mas boa parte dos fundadores do site se conheceram por causa de uma liga de fantasy football. Devido a traumas do ano passado que não cabem ser relembrados, esse que vos escreve tinha apenas uma certeza para o primeiro round do draft desse ano: a primeira escolha seria um running back. Seria necessária muita sorte para ficar com um dos dois principais, David Johnson ou Le’Veon Bell. Assim, a busca, com a sexta escolha, e considerando que os outros jogadores escolheriam WRs, seria pelo terceiro running back mais produtivo da liga.

Ainda que jogadores como Todd Gurley, LeSean McCoy e Melvin Gordon sejam opções mais óbvias, cada um tem seu próprio problema pelo qual Howard não passará. Gurley talvez não seja tudo aquilo que vimos em seu começo e, mais do que isso, os Rams deverão sofrer muitos pontos sem o seu principal defensor (mais a frente, por que acreditar na defesa dos Bears), o que faz o time abandonar o jogo corrido; LeSean McCoy está em uma equipe que tem como principal objetivo perder e recomeçar tudo, enquanto Melvin Gordon está em um ataque que tem muitas outras boas opções além dele.

Somado a isso, é válido lembrar que Jordan Howard correu 1313 jardas (segundo melhor número da NFL) mesmo sendo titular em apenas 13 jogos e com o menor número de tentativas entre os RBs no top 5 de jardas. O interior da linha ofensiva de Chicago deve ser um dos melhores da liga com Josh Sitton (ex-Packers), Kyle Long voltando depois de um 2016 cheio de lesões e o center Cody Whitehair, agora um veterano – o que também deve abrir muitos espaços para Howard e permitir que ele repita a média de 5 jardas por corrida e 27.8% de corridas para first down (também segunda melhor marca da NFL, atrás de Zeke Elliott).

Queria te abraçar na neve também, Jordan, seu lindo.

A falta de alvos (ou uma coleção de eternas promessas)

Além das dúvidas e possíveis mudanças que ocorrerão na posição de quarterback, o titular que for escolhido não deve ter alvos seguros para quem lançar. O mais estável entre os recebedores da equipe, Cameron Meredith, foi mais um dos que deixaram a perna na pré-temporada e volta só ano que vem. Seu espaço deverá ser preenchido por um trio de novatos em Chicago que acumulou, juntos (!), 52 catches, 654 jardas e 4 touchdowns em 2016, menos do que o próprio Meredith conseguiu sozinho.

É válido, entretanto, lembrar que Kevin White foi apenas um novato azarado que sofreu com lesões na pré-temporada de 2016 (jogou apenas 4 jogos ano passado e com limitações) e finalmente está de volta com força total – tendo efetivamente sua primeira temporada.

Já Kendall Wright recebeu mais de 1000 jardas em 2013 (ele já vai para sua sexta temporada!), mas a exemplo de Markus Wheaton (749 jardas e 5 TDs em 2015, sua melhor temporada), nunca conseguiu se estabelecer como uma opção segura para seu time – e agora tentará um renascimento pelos Bears. O time ainda contará com o pequeno novato Tarik Cohen (de 1,68m!) como opção no backfield para o jogo aéreo ao melhor estilo Darren Sproles.

É também preciso lembrar da predileção do head coach John Fox pelo jogo corrido – mesmo com Peyton Manning em Denver, o time nunca deixou de correr com a bola para abrir espaços e conseguir first downs importantes. Além disso, o time tem um novo coordenador ofensivo, Curtis Modkins, que fez a sua carreira como treinador de running backs na NFL e, como OC em San Francisco em 2016, fez parte do quarto time que mais correu com a bola (mesmo estando atrás no placar na maior parte do tempo).

Por isso, atenção a Jordan Howard, o principal jogador desse ataque e que deverá carregar esse lado do time nas costas. Vocês foram avisados aqui primeiro.

A (segunda) melhor defesa da NFC North

E já que lembramos de Kevin White, é válido lembrar que os Bears perderam ano passado mais um jogador por lesão na pré-temporada: o CB Kyle Fuller, que teve duas boas primeiras temporadas para iniciar sua carreira e tentará dar prosseguimento a elas agora em 2017. O time também reforçou a sua secundária, ponto fraco da defesa, trazendo o CB Prince Amukamara, escolha de primeiro round em 2011 (comparado, inclusive, com Patrick Peterson na época), mas que sofreu com lesões, e o S Quintin Demps, titular na boa defesa de Houston.

Seguindo com os problemas de lesões, para não citar um a um, tenha em mente: todos do bom front-seven sofreram com lesões ano passado, mas agora estão finalmente saudáveis. O grupo de LBs em Chicago é de altíssimo nível: tanto Freeman quanto Trevathan estão entre os melhores insides linebackers da liga, enquanto Leonard Floyd e cia devem criar pânico entre os QBs adversários.

Jerrell Freeman. Danny Trevathan. Essa dupla é foda, bicho.

Para finalizar, lembremos da volta de mais um último jogador que – claro – perdeu boa parte da temporada passada: o NT Eddie Gouldman, âncora dessa linha defensiva. Acompanhado do também potente Akiem Hicks, devem ser os principais responsáveis por fazer o trabalho sujo nas trincheiras e abrir espaço para os habilidosos linebackers que vem logo atrás – ou simplesmente não deixar o ataque passar.

Palpite: Se a defesa é a segunda melhor da divisão (sério, Packers e Lions têm toda a esperança da temporada nas mãos de seus QBs) e o ataque pode ser meio efetivo (VAMOS LÁ, JORDAN HOWARD!), 2017 poderá ser interessante para Chicago. Ninguém espera muito do time e algumas equipes podem acabar sendo pegas de surpresa depois de um início previsivelmente horroroso (ATL, TB, PIT, GB, MIN) de 0-5, mas que pode ser seguido de umas 7 ou 8 respeitáveis vitórias, supondo que quase todos se mantenham saudáveis. Então restará esperar o início da era Trubisky para um 2018 de sonhos mais concretos.

Peter Mortell era eu, você e todos nós: agora nem Rodgers nos salvará

[Quando criamos o Pick Six combinamos que aqueles que quisessem poderiam escrever o preview de seu respectivo time. Começamos com o Packers e, bem, sempre soubemos que isso não daria certo]

Se a pré-temporada da NFL é aquele evento classicamente dispensável, ao menos para os torcedores do Packers ela trouxe uma boa história. Não apenas uma boa história, mas a verdadeira história de todo e qualquer torcedor de Green Bay: por um instante, uma fração de tempo tão efêmera quanto o final de um filme meia boca do Woody Allen (faça sua escolha: qualquer um lançado nos últimos, sei lá, 10 anos), eu, você e todos nós, ao mesmo tempo, pisávamos no Lambeau Field.

Talvez você ainda não tenha conseguido compreender a magnitude desta história, mas tentaremos explicar: imagine que seu avô, por 30 longos anos, algo como 10950 dias, ou 262800 horas, em torno de 15768000 minutos, controlou o relógio do estádio mais sagrado de toda a NFL. Tic-tac, também imagine que seu avô só se tornou responsável por tal função após ter sido convidado por um cidadão chamado Vince Lombardi – aquele que dá nome ao troféu de campeão da NFL. Tic-tac, agora acrescente a esta história o fato de que em 2000 seu pai assumiu a função de seu avô.

Peter Mortell conhece a história acima e, bem, é torcedor fanático do Packers desde que pisou neste mundo. Na verdade, provavelmente já torcia para o Packers antes de nascer.

Mesmo assim, Mortell só assistiu seu primeiro jogo no Lambeau aos três anos de idade e, aos quatro, recebeu como presente uma ação do time. Reza a lenda, afinal, esta história já deixou ser apenas história para integrar toda e qualquer narrativa que importe, que Mortell esteve presente em mais 100 jogos de Green Bay em sua vida, incluindo o Super Bowl XLV. E que, quando criança, se fantasiou de Brett Favre por seis halloweens consecutivos.

Tudo isto parece não ter sido suficiente. E mesmo sendo superior a Tim Masthay, o que, assumimos, não é digno de grandes elogios (para isso basta ter coordenação motora para parar em pé), Mortell foi cortado do roster de Green Bay.

O Packers escolheu o pragmatismo em vez de escolher eu, você e todos nós. O Green Bay Packers expulsou eu, você e todos nós do santo gramado do Lambeau Field. O Packers não merece vencer o Super Bowl enquanto não se desculpar comigo, com você, com todos nós. Não merece vencer nada enquanto não se desculpar com Peter Mortell.

Hoje, o Green Bay Packers só merece comemorar a vitória de Jordan Rodgers no The Bachelor.

“Tanta história me deixou com fome.”

Em paz com o passado

É difícil não pensar no que deu errado em 2015 para o Packers. No fundo era o mesmo time de 2014, sem Jordy. Mesmo assim, esperava-se que o ataque mantivesse suas médias, o que, sabemos, esteve longe de acontecer: foram 23,5 pontos contra 29,7 no ano anterior.

Se a ausência de seu principal alvo era sentida, também é fato que Rodgers não foi o mesmo: por diversas vezes, ele pareceu relapso, por vezes impaciente. Rumores indicavam alguma lesão, o que explicaria os piores números de sua carreira como titular: menos de 61% de passes completos e míseras 6,7 jardas por passe completado.

O fator Randall Cobb também pesou e a ausência de Nelson talvez tenha sido tão sentida para o WR quanto foi para Rodgers. Cobb até teve um início explosivo, com 20 recepções para 245 jardas e 4 TDs em apenas três jogos, mas logo na quarta partida, contra o Chiefs, sofreu uma lesão no ombro e nunca mais foi o mesmo.

O cenário, no entanto, agora é outro: as notícias apontam que Nelson retorna saudável, o que aliviará a carga de trabalho de Randall. Jeff Janis e Jared Cook também tendem a se tornar alvos constantes; Janis, selecionado no sétimo round em 2014, apareceu apenas no fatídico jogo contra o Cardinals, já nos playoffs, mas mesmo assim o HC Mike McCarthy tem declarado que ele está pronto para ser mais acionado. Já o TE Jared Cook sempre prometeu, mas a verdade é que também foi uma eterna decepção em St Louis – ainda que também precisemos assumir que o Rams é uma eterna decepção, e talvez ele não seja o único culpado por basicamente feder nos últimos anos de sua carreira.

Mas se Cook pode ser o TE que procuramos desde que a carreira de Jermichael Finley foi interrompida e ele decidiu ser comentarista de Twitter, precisamos desistir de Davante Adams. Nenhum time que se leve a sério pode ter Davante Adams em seu elenco. Por favor, tirem logo esta desgraça do meu time.

Não sigo este palhaço.

Não sigo este palhaço.

O sucesso começa pela OL, amigos

Se Rodgers teve seus piores números – mas também vale ressaltar que os piores números de Aaron Rodgers possivelmente são melhores que de 90% dos QBs de nossa querida NFL – muito se deve a OL, tão consistente quanto manteiga fora da geladeira.

As lesões foram a justificativa para este caos, mas lesões sempre são muletas em Green Bay. O fato é que ao menos Josh Sitton e TJ Lang, saudáveis, são confiáveis. Além disso, Corey Linsley, apesar de tudo, teve um bom ano em 2015. Há ainda Jason Springs, escolha de segunda rodada, que deve acrescentar alguma profundidade a linha, mas é mais provável que seja um grande bust. Já David Bakhtiari perdeu qualquer respeito após ser o pior ator de Pitch Perfect 2.

De qualquer forma, a OL é fundamental também para outro retorno: não há como negar que Eddie Lacy esteve mais próximo de um boi resignado com o abate do que de um running back na temporada passada. A boa notícia é que não há razão alguma para duvidar que ele volte a seu melhor nível em 2016; após duas temporadas iniciais com mais de 1000 jardas, sua versão obesa correu para apenas 758 jardas e 3 TDs. Agora ele precisa correr para garantir, além de seu almoço, um novo contrato.

Não estamos acostumados, mas temos uma defesa

Mike Daniels é um dos melhores jogadores da NFL, Clay Matthews deve retornar como OLB e não mais como ILB, Julius Peppers aparentemente inspirou a história de Benajmin Button, já que não envelhece. Não estamos acostumados com isso, amigos!

De todo modo, BJ Raji nos deixou, seremos eternamente gratos a ele, mas a verdade é que seus últimos momentos foram decepcionantes e ele pode ser substituído pelo DT Kenny Clark: Clark tem estatura e habilidade, e não será surpresa se logo estiver entre os melhores da NFL. Aliás, o fato de nomes como os já citados Clay e Peppers atraírem a atenção para si pode tornar a adaptação da escolha de primeira rodada vinda de UCLA ainda mais tranquila.

A secundária também inspira confiança: Sam Shields e Damarious Randall estão em sinergia, e Micah Hyde cumpre bem seu papel. Já Ha Ha Clinton-Dix entra em seu terceiro ano de liga com todas as condições de se tornar um dos principais safeties da NFL.

O muso voltará a ser muso na sua posição boa.

O muso voltará a ser muso na sua posição boa.

Palpite: não merecemos depois do que fizemos com Mortell, mas impossível não vencer a NFC North contra um Teddy Bridgewater incapaz de lançar passes de mais de 15 jardas e um kicker que não sabe chutar uma bola; um time que tem Jay Cutler (haha) como QB e um Lions incapaz de ser levado a sério. É injusto, mas o Super Bowl já é realidade. Tudo bem, a verdade é que quero acreditar, mas lá no fundo já estou pensando em qual lesão usarei como desculpa para o fracasso iminente.

31 times que não irão ganhar o Super Bowl (*e o Cleveland Browns)

Na pré-temporada, sempre parece claro que todo time na NFL terá 100% dos jogadores saudáveis e que todos são top 5 em suas posições e os que não são, fizeram o melhor para chegar a essa condição durante o período longe dos treinadores. Pensando assim, parece óbvio que todos os times, menos o Browns, terminarão 19-0 na temporada, atropelando todos os adversários com vitórias por 30-0 – porque o head coach, em um ato de humildade, pede para o time tirar o pé:

Classificação

Para a sorte de nossos leitores, nós do PickSix não nos deixamos enganar. Sabemos perfeitamente que, se no final das contas, um time ganha o Super Bowl, é mais por culpa dos outros 31 do que por méritos próprios.

Obviamente, para um melhor entendimento, escreveremos elaborados previews sobre cada uma das equipes (não se deixe enganar pelas otimistas), mas a lista seguir deve servir como resumo suficiente como a principal razão do por que seu time não vai ganhar o Super Bowl LI:

AFC North: provavelmente a divisão mais furada da NFL e a com maiores possibilidades de que um dos times só chegue aos playoffs porque conseguiu uma campanha perfeita nos confrontos internos.

Baltimore Ravens – O contrato de Joe Flacco está matando um time que chegou e ganhou duas vezes o Super Bowl em belos esforços coletivos.

Cincinatti Bengals – Depois de 2015, acho que está mais do que claro que Andy Dalton nunca vai ganhar um jogo de playoff, seja por culpa própria ou não.

Pittsburgh Steelers – O ataque mais incrível e a defesa mais bosta da NFL. Talvez não cheguem nem nos playoffs.

NFC North: a divisão das desculpas esfarrapadas. Todos os times parecem prontos para ganhar o Super Bowl, mas sempre no ano seguinte quando tudo magicamente irá dar certo.

Chicago Bears – Jay Cutler é o QB mais deprimente em uma divisão ganha por um Teddy Bridgewater que não consegue lançar para mais de 15 jardas.

Detroit Lions – Um time que recém terminou uma temporada com um 7-9 após uma campanha de recuperação e perde o melhor jogador do seu ataque. Não é exatamente a receita para chegar ao título.

Green Bay Packers – O time sempre tem alguma lesão para botar a culpa dos seus fracassos, seja de Aaron Rodgers ou de um linebacker reserva. Esse ano não será diferente.

Minnesota Vikings – E quando tudo parecer que vai dar certo para os Vikings, algo completamente inexplicável acontecerá. Pode ser uma lesão ou um FG de menos de 30 jardas errado a 10 segundos do fim.

Tem coisas que só acontecem com o Lions...

Tem coisas que só acontecem com o Lions…

AFC South: a divisão mais disputada da Conferência Americana. Infelizmente, qualquer um deles que chegue aos playoffs já terá gastado todo o fôlego e morrerá sem nem chegar na praia.

Houston Texans – Nunca um time da NFL jogou o Super Bowl em casa e não vai ser Brock Osweiller o responsável por conseguir tal façanha.

Indianapolis ColtsQuarterbacks são tudo na NFL. Mas não quando o único bom jogador do seu time é o quarterback.

Jacksonville JaguarsDream team da temporada de 2016. Não precisa entender muito de futebol americano para saber como isso vai acabar.

Tennessee Titans – Talvez o time mais triste da NFL, já que os Browns pelo menos não iludem o torcedor. Vão acabar com a carreira do Mariota.

NFC South: o QB que jogue bem ganhará essa divisão. Infelizmente nenhum dos times parece ter muito além disso.

Atlanta Falcons – Matty Ice fez o James Hunt e nunca mais voltou aos playoffs desde que ganhou uma partida lá.

Carolina Panthers – Kelvin Benjamin terá a desculpa de que está voltando de lesão e a defesa terá a desculpa de que perdeu Josh Norman.

New Orleans Saints – Drew Brees é muito melhor jogador do que Joe Flacco, mas seu contrato acabou igualmente com o time (e com o meu fantasy nessa necessidade de não ter um WR principal).

Tampa Bay Buccaneers – Como todo bom QB que não se chame Russell Wilson, Jameis Winston “precisará de mais um ano para se desenvolver”.

Agora assista aí de camarote.

Agora assista aí de camarote.

AFC West: se tem uma divisão da qual não sairá um campeão do Super Bowl é essa. A defesa dos Broncos operou um milagre em 2015, mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

Denver Broncos – Mark Sanchez no time (e ele ainda acabará sendo titular) elimina automaticamente a chance de qualquer time chegar ao Super Bowl.

Kansas City Chiefs – Na AFC, Alex Smith só é mais QB que Mark Sanchez, o que no fundo não quer dizer porra nenhuma.

Oakland Raiders – O dono do time está mais interessado na mudança de cidade do que na temporada. Certo ele.

San Diego Chargers – Philip Rivers terá mais filhos do que TDs e Joey Bosa começará jogos como QB, já que foi draftado para jogar fora de posição mesmo.

NFC West: já foi indiscutivelmente a melhor divisão da liga. Hoje é apenas fonte de expectativas e decepções.

Arizona Cardinals – Quando não se machuca, Palmer pipoca na hora da verdade. Seriam meus favoritos ao Super Bowl se tivessem Tim Tebow.

Los Angeles Rams – Pode demorar algumas rodadas, mas logo o owner Stan Kroenke vai perceber que os estádios vazios em St Louis não eram mais culpa de Case Keenum que da cidade (Jared Goff é um bust).

San Francisco 49ers – Por mais que falemos de Titans ou Browns, a equipe de Chip Kelly é a mais bosta da NFL. Um RT ex-aposentado deve ser o melhor jogador do time (Anthony Davis).

Seattle Seahawks – Muito amados para um time que não tem linha ofensiva (e uma linha defensiva cheia de jogadores insatisfeitos).

AFC East: aquela eterna disputa pelas vagas de wild card atrás dos Patriots.

Buffalo Bills – Rex Ryan conseguiu estragar uma defesa que parecia pronta para carregar o time. Além disso, o melhor alvo do time, Sammy Watkins podia tentar parar de se estourar.

Miami Dolphins – Adam Gase vai ajudar Ryan Tannehill a melhorar, mas Suh recebeu 80 milhões para liderar essa defesa e não irá.

New England Patriots – Vão ganhar a divisão, mas Belichik e Brady não vão mais conseguir roubar para chegar à grande decisão. Talvez Garoppolo tenha novas ideias.

New York Jets – Geno Smith foi considerado como substituto de Ryan Fitzpatrick. O time poderia começar respeitando o próprio QB titular.

NFC East: divisão com mais hype da NFL. A imprensa americana ama todos eles, mas nós não nos deixamos enganar tão facilmente.

Dallas Cowboys – Tony Romo está do tamanho dos jogadores da melhor linha ofensiva da NFL. Além disso, todos nessa defesa são idiotas.

New York Giants – Pagarão mais de 25 milhões de dólares por ano para um gordo de linha defensiva e um DE com apenas 29 sacks na carreira.

Philadelphia Eagles – Um time que conseguirá ser pior sem Chip Kelly. E porque odiamos Sam Bradford.

Washington Redskins – Por mais que todos queiramos crer no contrário, Kirk Cousins vai acabar se provando pior do que Robert Griffin III.

*Cleveland Browns – excluído da lista original pelo simples fato de, bem, não podemos considerá-los um time de football.