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Análise Tática #27: Semana 1, 2018 – Fitzmagic™

Finalmente a temporada da NFL voltou para que possamos malhar as franquias ruins e reclamar daquele jogo de primetime que foi agendado em março, quando todos os times eram bons, além de cornetas totalmente gratuitas e sem aspecto lógico contra QBs e times que odiamos (no caso todos).

A semana 1 nos proporcionou jogos com tempo-recorde, alguns com “(insira seu time aqui) é isso aí mesmo, errado é quem espera diferente” e até mesmo algumas surpresas, que inclusive será o assunto da primeira análise tática do novo ano desse esporte maravilhoso (às vezes nem tanto).

Ryan Joseph Fitzpatrick, ou Fitzmagic™ (quando joga bem), ou Fitztragic™ (quando vai mal), de acordo com a preferência do leitor, é conhecido, além de por ter estudado em Harvard (marque sua cartela), por ter uma série de eventos coincidentes envolvendo os times que jogou e os QBs que eram titulares na ocasião de sua contratação. O genial @DrawPlayDave categorizou tais coincidências em um fenômeno conhecido como o “O Ciclo de Ryan Fitzpatrick”.

Fonte: @DrawPlayDave (Twitter).

Os Buccaneers entraram no momento do Ciclo Fitzpatrick em que o titular (Jameis Winston) sai de cena e ele assume e joga bem. Tampa Bay foi a maior surpresa da primeira rodada, conseguindo o upset contra os Saints no Superdome.

Análise Estatística

As estatísticas de Fitzpatrick na partida são sensacionais. 21/28, 417 jardas, 4 TDs, 97.1 de rating. Ryan, além disso correu 12 tentativas para 36 jardas e 1 TD. Em termos de estatísticas avançadas, Fitzpatrick teve incríveis 17.75 ANY/A, bem como foi o QB da semana em DVOA pelo Football Outsiders. Uma atuação de gala em um tiroteio contra a defesa dos Saints, que se acreditava que havia melhorado e apresentou os mesmos problemas do início de 2017.

Análise do Tape

Temos conceitos interessantes a se observar nas cinco jogadas de pontuação ofensiva de Fitzpatrick, seu TD corrido e seus passes lançados para touchdown.

Q1 9:41 TB 7-7 NO. 1st & 10 em TB 42.

Tampa Bay alinha-se em singleback 1×2 com Fitzpatrick undercenter. Os Saints demonstram uma formação com um safety single-high um pouco offset na jogada (Marcus Williams, aquele do tackle errado nos playoffs) tentando disfarçar um possível recuo para cover 2.

Apenas três recebedores atacarão o fundo do campo, sendo DeSean Jackson o destino do passe. O X corre uma rota dig, o Z corre uma comeback, ambas de 10 jardas, enquanto Jackson, partindo do slot, corre o que parece ser uma option-route.

Option-routes, similarmente ao jogo corrido em zone blocking, possuem mesh points. Esse conceito tirado da Run N’ Shoot de Glen “Tiger” Ellison, permite que recebedores aproveitem o espaço vazio no campo com base na leitura de comportamento sobre um defensor específico. No caso da jogada, DeSean Jackson, o recebedor que ataca mais fundo no campo, lê o comportamento do Safety. Observemos na imagem a seguir esse exato momento.

Jackson observa que o S dá um passe para a direção da rota do recebedor X (Mike Evans, quebrando uma dig 10 jardas adiante da linha de scrimmage), tendo essa ajuda, Jackson quebra a rota em direção ao pylon. A proteção é boa o suficiente para que Ryan Fitzpatrick espere essa rota se desenvolver e conecte um passe para TD de 52 jardas. O desenvolvimento completo da jogada.

Q1 1:58 TB 14-10 NO. 1st & Goal em NO 3

O leitor mais veterano de NFL provavelmente não esquece que em 2012 a zone read em formação pistol tomou de assalto a liga (quem pegou, pegou). Essa filosofia de ataque foi como uma tomada espremida até a última gota, o que gerou respostas defensivas nas temporadas seguintes. Apesar disso, esse tipo de jogada não foi completamente descartado, e aparece exatamente no TD corrido de Fitzpatrick na partida.

A zone-read é uma jogada de option com uma leitura (!!!!) simples. O QB lê o movimento de um edge rusher e decide se entrega a bola para o RB ou corre ele mesmo. Se o defensor atacar o meio da linha, o QB corre por fora, se o defensor ficar na posição, o QB faz o handoff.

Nessa jogada específica, o defensor que será vítima da leitura é o EDGE #94 Cameron Jordan. Em situação de linha de gol, Jordan ataca a corrida de Peyton Barber, enquanto Fitzpatrick corre para a endzone. No desenvolvimento, Ryan ainda quebra um tackle na linha de gol para completar o TD.

Q2 4:42 TB 24-17 NO. 3rd & 6 em NO 9

O leitor que viu os últimos playoffs e o jogo de abertura da temporada assistiu o coirmão de ambos os times da NFC South morrer em jogadas de fade na endzone. Essa rota de baixa probabilidade de conversão depende de fatores com um passe preciso como uma linha na agulha pelo QB e que o recebedor consiga vencer o duelo físico contra a press coverage.

O leitor também deve estar pensando que uma jogada dos Bucs nessa situação provavelmente seria para um recebedor como Mike Evans, mas aqui é Chris Godwin quem recebe o TD em uma fade em direção ao pylon. Tampa está com um conceito mirrors com duas fades nas extremidades de campo, enquanto rotas no seam tendem a prender os linebackers e os safeties no miolo. Teoricamente, a jogada está armada para funcionar, resta a execução por meio de Fitzpatrick e Godwin.

Chris Godwin consegue vencer o bump-and-run e ganha a vantage física na jogada, resta a Ryan executar o famigerado backshoulder fade. Fazendo um nitpicking, o passe sai um pouco baixo, mas como Godwin teve a vantagem física na jogada, o recebedor não consegue defender, nem fazer a falta. Touchdown com requintes de crueldade que colocou os Saints em uma desvantagem de 14 pontos próximo ao intervalo.

Q3 2:58 TB 41-24 NO. 3rd & 6 em 50

Agora Fitzpatrick inaugura a sessão incendiária da análise, em que ele torna o dia muito difícil para o single-high Safety de New Orleans. Enfrentando formações com zona no fundo do campo, o QB deve manipular tais marcadores com os olhos, fazendo com que eles ataquem espaços errados, abrindo as janelas de passe.

Nessa jogada, os Saints mostram blitz e um Safety em profundidade, enquanto os Bucs irão atacar o fundo do campo novamente com três rotas longas. O RB terá funções de bloqueio para que as rotas tenham tempo de se desenvolver. O alvo da jogada é Mike Evans, no canto superior da imagem, marcado individualmente por Marshon Lattimore.

Experiente, Fitzpatrick tem a paciência suficiente de olhar para o X receiver no início da jogada, levando o Safety para aquele lado do campo. Evans vence o duelo individual e tem uma grande janela de recepção. Bomba no fundo do campo e touchdown. Acompanhe o desenvolvimento do lance.

 Q4 12:19 TB 48-24 NO. 1st & 10 em NO 36

No último drive em que Tampa Bay pontuou na partida, mais uma vez Fitzpatrick aproveitou-se da indecisão causada no Safety. Mesmo em um espaço mais curto em relação à jogada anterior e os Saints estarem mostrando um formato de dois Safeties em profundidade (afinal, a coisa estava feia), Tampa inunda o weakside e explora a rota mais profunda partindo do strongside.

Formação singleback com set de 1×2 em 11 personnel. DeSean Jackson é o alvo principal da jogada. Como falamos anteriormente, todas as demais rotas quebram para o lado esquerdo do campo, portanto é natural que a defesa reaja dessa forma. Por causa disso, Jackson fica mano-a-mano com o CB do seu lado do campo que estava em posicionamento de marcação em zona. A ajuda do Safety marcado em vermelho não existe e Jackson tem a vantagem do espaço ao ganhar o meio do campo.

  • Diego Vieira está bolando soluções para não deixar a análise tática monótona como um jogo de quinta à noite.

Power Ranking Offseason #3 – Abril e Maio

Maio e junho são os meses mais parados da NFL (junto com julho). E, se você está consumindo muito futebol americano nesse período, recomendamos o uso de drogas mais leves, como campeonato brasileiro – infelizmente temos falado sobre Série B mais do que seria saudável.

Alguém pode argumentar que abril não se encaixa nessa categoria por causa do draft: concordamos. Mas não fingimos entender o que aconteceu no draft e nem vamos tentar. E outra: o responsável pela coluna, este que vos fala, estava muito entretido assistindo Avengers: Infinity McGuffins três vezes para soltar o Power Ranking perto do draft (paga nois, Marvel!)

(sério, paga nois, pode ser com chaveiros do Pantera Negra)

Vamos ao que interessa (ou nem tanto né, é junho):

1 – Los Angeles Rams (2)

O time finalmente encerra sua empreitada rumo ao topo do nosso Power Ranking, conquistando, assim, o título simbólico de porcaria nenhuma. Essa equipe rodeada por estrelas, claro, tem tudo pra dar errado.

2 – Philadelphia Eagles (1)

O time é ótimo e terá nossa eterna gratidão por ter nos poupado de ver New England vencendo mais um Super Bowl. Mas será que Carson Wentz estará saudável em setembro? Você finge que está tranquilo, mas é só porque tenta não pensar nisso.

3 – New England Patriots (4)

O Patriots funciona como o Brasil na Copa: só consegue vencer quando parece que dessa vez não vai, portanto, pelo nosso próprio bem, devemos elevar o hype em torno de Brady & amigos sempre que for possível.

4 – New Orleans Saints (5)

Por motivos de Drew Brees finalmente ter um time (e, principalmente, uma defesa) ao seu lado depois de muito tempo. E também por motivos Drew Brees.

LEIA TAMBÉM: REFAZENDO O DRAFT 2017

5 – Minnesota Vikings (3)

A franquia conseguiu a vitória mais emocionante da história dos playoffs para depois se transformar em um bando de crianças brincando de jogar cocô uma na outra na semana seguinte. Mesmo com um bom time, não podemos confiar em Minnesota.

6 – Atlanta Falcons (6)

Nos esquecemos como esse time é bom, mas isso não aconteceria se não tivessem peidado no Super Bowl LI. A culpa, exclusivamente nesse caso, é da vítima.

7 – Pittsburgh Steelers (8)

Nada como alguns meses sem jogos para nos fazer esquecer que esse SUPER BOWL CONTENDER foi destroçado por Blake Bortles e seus receivers reservas em casa.

8 – Green Bay Packers (10)

Segue anexo:

Anexo 1.

9 – Los Angeles Chargers (11)

Como já dissemos, nada como alguns meses sem jogos. Todo ano caímos na armadilha de acreditar nos Chargers e, agora, no meio da offseason, estamos na época ideal para fazê-lo.

10 – San Francisco 49ers (12)

Segue anexo 2.

Anexo 2.

11 – Jacksonville Jaguars (7)

Times que têm Blake Bortles, por melhor que sejam, não merecem estar entre os 10 melhores nem da liga de casados x solteiros do bairro.

12 – Kansas City Chiefs (9)

Se pararmos para pensar, por mais que o ataque vá ser bem legal, a defesa é meio bostinha.

13 – Carolina Panthers (13)

Os talentos do time dependem de uma variável apenas para chegar longe: se Cam vai conseguir correr e/ou lançar a bola.

14 – Baltimore Ravens (15)

A essa altura o corpo de WRs já tem mais reboots que o Batman e o Homem-Aranha juntos, mas precisávamos dar pontos ao time por finalmente ter se preparado para chutar a bunda de Joe Flacco.

15 – Tampa Bay Buccaneers (21)

A raiva passou e nos permitimos nos empolgar de novo com o time que está preparado para COMER VITÓRIAS em 2018.

16 – Chicago Bears (19)

O hype em torno cresce a cada momento que percebemos que eles podem ser divertidos esse ano. A tendência é, claro, que tudo dê errado.

17 – Houston Texans (14)

Tirando os bons jogadores (são alguns), você não conhece 70% desse roster. Se conhece, vá fazer algo melhor com a sua vida, porque em junho já deveria ter esquecido quem joga ao lado dos craques.

18 – Dallas Cowboys (16)

Bom o suficiente para estar em todos jogos de horário nobre do ano, ruim o suficiente pra encher o saco por isso.

19 – Denver Broncos (21)

Se Case Keenum der certo (aprox. 32% de chance), pode até ser uma jornada divertida. Se não der, John Elway terá o status de “gênio”, adquirido três anos atrás, removido em definitivo.

20 – Tennessee Titans (18)

A gente não gosta deles e pode até que ser que o time jogue bem esse ano. Por isso essa posição meio sem graça.

LEIA TAMBÉM: JARED GOFF ESTRELANDO “O VERDADEIRO BUST ERA JEFF FISHER”

21 – Detroit Lions (17)

Vamos supôr que supere todas as expectativas em 2018. Resultado: não passa do Wildcard.

22 – New York Giants (30)

Porque um pouco do ceticismo foi embora. E aqui parece a posição ideal para uma equipe que pode ter ou uma temporada mágica ou uma temporada bosta.

23 – Seattle Seahawks (20)

A offseason bastante suspeita aliada a decadência já sentida nos últimos anos coloca os Seahawks em uma posição que só não é de anonimato porque o time enchia o saco recentemente e vai ser divertido ver seu colapso. Russell Wilson é capaz de salvar tudo?

24 – Washington Redskins (26)

Você não quer ler sobre os Redskins e eu não quero falar sobre eles. Todo mundo sai ganhando.

25 – Cleveland Browns (23)

CARALHO COLOQUEI O BROWNS NA 23 NO ÚLTIMO POWER RANKING só que agora com um pouco mais de parcimônia.

26 – Oakland Raiders (24)

Em breve serão abertas mais vagas para aqueles que quiserem assistir esse experimento de Jon Gruden falhar junto conosco.

27 – New York Jets (27)

Porque não faria sentido mudá-los de posição quando o time não mudou nada, mas conseguiu seu quarterback que não vamos fingir saber se dará certo ou não.

28 – Buffalo Bills (25)

Sei lá cara, mas Josh Allen tem cheirinho de bust. O problema é que tem tanta gente falando isso que estamos quase começando a torcer pelo cara.

29 – Cincinnati Bengals (28)

Ver: REDSKINS, Washington

30 – Arizona Cardinals (31)

Torcendo por Josh Rosen e MEU Larry Fitz, mas o time não inspira confiança em ninguém.

31 – Miami Dolphins (29)

O draft não corrigiu a offseason que, quanto mais olhamos, mais cara de culpada parece ter.

32 – Indianapolis Colts (32)

Se Andrew Luck não voltar jogar, pelo menos o time parece que vai ter uma linha ofensiva agora. E, se você for olhar, além de TY Hilton, não tem nenhum WR que passe mais confiança que o goleiro Karius. Estamos em 2018 e não cabe mais falar sobre a defesa da franquia.

O New Orleans Saints está voltando

Esses dias, twettamos:

O caso da franquia de Nova Orleans não é diferente. O time sempre foi carregado pelo lendário desempenho de Drew Brees (é assim desde 2006), quando chegou junto com Sean Payton para mudar uma história fracassada dos Saints: o time não ganhou nenhum jogo de playoff durante o século XX e apenas um até a chegada deles; desde então, são seis vitórias em cinco aparições nos playoffs (também igualando a marca da franquia pré-Brees), incluindo o Super Bowl XLIV – e, válido lembrar, jogos eletrizantes perdidos para Marshawn Lynch em 2011 e Alex Smith em 2012; invariavelmente o Saints nos playoffs tem nos trazido coisa boa.

Entretanto, durante a inter-temporada de 2012, o famoso Bountygate foi descoberto e líderes importantes da equipe, como o LB Jonathan Vilma e o DE Will Smith foram envolvidos, obviamente não colaborando com a estabilidade da equipe – que já não contava com o DC Gregg Williams (hoje, surpreendentemente, ainda na NFL, trabalhando nos Browns). Foi o primeiro 7-9 de quatro que viriam em cinco anos.

Apesar da melhora em 2013 (11-5), os anos que seguiram foram de dar orgulho para Jeff Fisher: se Drew Brees seguia quebrando recordes (liderando a liga em jardas passadas em 2014-16), elevando o nível dos jogadores a seu redor e comandando um ataque top 10 como já era habitual, obviamente o problema estava do outro lado, com uma defesa eternamente entre as cinco piores da liga, tanto em jardas como em pontos.

A liderança de um rookie (ou vários)

Cameron Tyler (“Cam” para os mais chegados) Jordan é o principal nome da defesa dos Saints desde que foi draftado, em 2011. Desde 2012, quando assumiu a titularidade, ele acumula uma média de de 9.1 sacks por temporada em um esquema em que ele é responsável por fazer muito do serviço sujo nas trincheiras, como proteger contra o jogo corrido e abrir espaço para os LBs; até 2015, ele era DE em um 3-4. Com um pouco mais de liberdade que ganhou em 2017, Jordan recebeu pela primeira vez a honraria de First Team All-Pro da NFL: afinal, provavelmente nenhum outro jogador conseguiu acumular 13 sacks enquanto também adicionava 12 passes desviados (bons números para mostrar o terror que Jordan causa nos QBs adversários).

Apesar de ser um craque que merece receber as glórias agora que finalmente a defesa parece estar encaixada (já que Cam é o único ponto positivo há anos em um sistema medíocre), a jovem secundária é quem ganhou, merecidamente, maior destaque. Em uma posição em que tradicionalmente se toma tempo para se desenvolver (Xavier Rhodes e Aqib Talib, por exemplo, sequer iniciaram todos os seus jogos quando novatos), Marshon Lattimore não só se mostrou pronto para ser titular poucos meses depois de ter sido escolhido na 11ª posição do draft, como para ser um dos melhores cornerbacks da liga em 2017 (7º melhor, de acordo com a PFF), somando cinco interceptações, uma visita ao Pro Bowl e dois prêmios de Defensive Rookie of the Month, o primeiro jogador na história a consegui-lo.

Mais interessante é que Lattimore não fez parte de um grupo sólido de veteranos. Excetuando Kenny Vaccaro (na IR, portanto indisponível para ajudar a equipe durante os playoffs), que já não é mais o pesadelo como matchup que era quando chegou a liga, o resto da secundária era composta por mais novatos ou segundoanistas: Vonn Bell, que chegou à liga da segunda rodada de 2016; Marcus Williams, da segunda rodada desta temporada, que também já chegou metendo quatro interceptações; e Ken Crawley, undrafted em 2016. Um conjunto interessante que, mesmo tendo executado um trabalho apenas suficiente, mostra um potencial altíssimo – supondo que continue desenvolvendo-se para o futuro.

Turminha do barulho.

Drew Brees precisava de ajuda

Podemos dizer negar e torcer pelo contrário, mas a idade chega para todos. Por mais incrível que seja, até mesmo para Brees ela começaria a pesar – obviamente ele ainda é um Hall of Famer, mas seus números já não são os mesmos do MVP absoluto que carregava a equipe independentemente do que tivesse ao redor: basta olhar os “míseros” 23 TDs lançados, menor valor desde seu segundo ano na liga, e os 386 passes completos, menor valor desde 2009 (!), mesmo que ainda maior número na liga – nada que o tenha impedido de bater o recorde de % de passes completos marcado por Sam Bradford ano passado.

A solução lógica? Adicionar boas peças a seu redor. Obviamente a troca de Bradin Cooks parecia bizarra, mas a melhora na linha ofensiva (foram cedidos apenas 20 sacks em 2017) trazida pelo RT Ryan Ramczyk, trazido com a escolha da trade por Cooks, e o RG Larry Warford, com o dinheiro que seria destinado a Cooks, foi parte importante.

Os skill players foram ainda mais impressionantes; Michael Thomas continua tão assustador quanto possível e é um dos WRs mais confiáveis da liga, enquanto Ted Ginn volta e meia descola uma grande jogada para ajudar o jogo. Mais assustadores ainda são os “reservas de Adrian Peterson”.

Assim que Adrian foi trocado, na bye da equipe na semana 5, a dupla Ingram e Kamara (que, admitimos, criticamos a sua seleção por um time que não precisava de RB. Hoje, porém, compreendemos que foi mais do que justificada) simplesmente explodiu. Ambos acumularam 3094 jardas e 25 TDs combinados, com 288 e 201 toques na bola, respectivamente – Kamara, inclusive, se tornou o segundo com mais recepções na equipe, com 81.

E um time com RBs, sempre válido lembrar, dá sempre uma opção segura para o QB (não à toa, Brees também lançou seu menor número de INT/passe da carreira, mesmo com um braço que já não é tudo aquilo), além de colaborar com o controle do relógio.

Dupla da pesada.

Falta apenas responder: o que é uma defesa suficiente?

Nos 12 anos de Payton-Brees, a defesa dos Saints foi top 10 na liga em número de jardas e pontos cedidos em duas oportunidades: 2010 (em que o time foi animal contra o passe, ainda na tona do desempenho de 2009) e em 2013 – a mais recente, contando com uma grande temporada de estreia do híbrido Kenny Vaccaro, além de jogadores como Keenan Lewis, Malcolm Jenkins e Junior Galette (nenhum segue em New Orleans). Nas demais, teve uma forte tendência a ficar na metade de baixo da lista.

Ainda assim, o time esteve presente nos playoffs algumas mais vezes. A tendência forte desses anos foi a de ceder um pouco menos de pontos que o costumeiro: sempre que cedeu menos de 350 pontos totais (uma média nada absurda de quase 22 por jogo – os Vikings cederam menos de 16 por jogo em 2017, a título de comparação), o time chegou à pós-temporada. Produzindo tipicamente mais de 400 (só em 2007 e 2010 o time não chegou à essa marca), as vitórias inevitavelmente se acumulam.

Repetindo a receita dos bons anos da defesa, 2017 conseguiu ser outra vez suficiente, cedendo apenas 326 pontos (top 10 da liga). Auxiliado pelo jogo corrido e pela pontaria de Drew Brees, produzindo bem mais first downs que os adversários, o cronômetro raramente para e a equipe fica muito mais com a bola que os rivais, com drives mais longos também para a defesa descansar.

Olhando também para a defesa de 2009, que ajudou muito a vencer o Super Bowl, a atual tem a mesma mentalidade de buscar sempre o turnover (basta lembrar as interceptações de Tracy Porter contra Brett Favre e Peyton Manning, nos dois jogos finais): 13,6% (quase 1 em cada 7) dos drives adversários acabaram com um roubo de posse da defesa, especialmente com interceptações (20, número 3 na liga).

Se a história se repete, ela pode ser uma boa lembrança para se apegar.

#SuperBowlChallenge: nossos palpites

O Pick Six é composto por pessoas que não entendem porcaria nenhuma e gostam de cagar regra. Mas mesmo assim vocês pediram, e aqui estamos expondo nossos palpites para o #SuperBowlChallenge.

Obviamente, passaremos vergonha e seremos humilhado por algum leitor mentalmente mais capaz que nós (convenhamos, está longe de ser algo difícil).

Aliás, se você ainda não se inscreveu na disputa pelo já tradicional MIMO SURPRESA, pare o que está fazendo e distribua pitacos abalizados e coerentes – isso, claro, antes de ler nossos palpites logo abaixo; não se deixe influenciar por nosso retardo mental.

Cadu

É difícil imaginar um cenário em que New England Patriots e Pittsburgh Steelers não estejam na final da AFC. Mas se tem um time que pode surpreender é o Kansas City Chiefs. O provável confronto com o Patriots no Divisional Round é o que teremos de mais emocionante na Conferência. De qualquer forma, o vencedor será derrotado na final pelo Steelers, que seguirá para o Super Bowl e ganhará seu sétimo título.

Na NFC, fazer previsões é um desafio enorme. Com exceções de Carolina Panthers e Philadelphia Eagles, que parecem estar um pouco abaixo dos demais, o equilíbrio toma conta da Conferência. O confronto Los Angeles Rams x Atlanta Falcons tem o potencial de criar um monstro, já que o vencedor deve sair muito embalado.

O grande desafio estará nas mãos do time que passar por Minnesota. Se o Rams bater Falcons e Vikings em sequência, não terá dificuldade para vencer o Saints, que é um time bom, mas não com a força necessária para vencer qualquer outro na final da NFC.

Diego

A rodada de wild card, principalmente na AFC é um grande “é o que sobrou”; Chiefs e Jaguars devem passar já que são times mais organizados que os adversários, enquanto em Falcons @ Rams e Panthers @ Saints aposto no homefield advantage. Para a rodada divisional, o Eagles é o grande candidato a one and done pelo simples fator Nick Foles, enquanto o Vikings deve sobreviver.

Já na AFC, todo mundo sabe que só há três formas de derrotar o New England Patriots nos playoffs: ser Mark Sanchez, ser Joe Flacco ou não deixar o time de Foxborough terminar com a seed #1. Como nenhum dessas três coisas aconteceu, o Patriots deve ser o representante da AFC no Super Bowl, enquanto a maldição da sede não deixará os Vikings passarem do NFC Championship Game. Duelo de QBs no Super Bowl LII com vitória dos Patriots, pois Belichick é um melhor técnico que Sean Payton e, aceitemos, isso fará a diferença.

Digo

O palpite mais clubista do PickSix está aqui mesmo. Será dolorido quando der errado, mas tem sua lógica além da própria torcida. Porém, pelo começo: Kansas City é o único certeiro (queira José Aldo ou não); Jaguars e Saints são apostas seguras porque, bem, Bills e Panthers parecem já ter feito demais só por chegar até aqui.

Por último, Rams e Falcons são o jogo mais difícil para apostas – combinando a “tentativa de escolher enfrentar os Eagles na segunda parte dos playoffs ao escalar o time reserva contra Garoppolo” e o peso da inexperiência de Goff e cia, o Falcons é quem passa de fase.

Nas semifinais de conferência, Falcons e Steelers passam por ser simplesmente melhores e mais completos que seus adversários (Philadelphia provavelmente é o time com menos chance de Super Bowl entre os 12). O Vikings passa por já ter demonstrado ser capaz de parar qualquer grande ataque, enquanto a defesa dos Saints parece destinada a uma pipocada quando menos se espera; Kansas City de Alex Smith, sim, é uma escolha do coração. Esse time já mostrou ser capaz de parar Belichick e Brady uma vez, por que não uma segunda?

Seguindo a mesma lógica, um Pittsburgh Steelers mais descansado é simplesmente melhor que os Chiefs, como já mostraram na semana 6. E se os Vikings são capazes de parar um ataque da NFC South, por que não dois? E apostar contra o próprio time em um Super Bowl em casa simplesmente seria inumano (nota do editor: ou burro. O que é o caso).

Murilo

O Titans sequer existe e não gastarei meu tempo com ele – assim como o Chiefs não deverá gastar. A história do Bills foi linda (obrigado, Joe Flacco), mas infelizmente ela acabará no próximo domingo. É triste aceitar que o já citado Chiefs será triturado por Tom Brady, que posteriormente também acabará com Big Ben & companhia – se você acha que o Jaguars terá alguma chance, por favor, procure um médico: você está delirando.

Do outro lado, a defesa do Rams triturá Matty Ice e depois comerá Case Keenum com farinha – tudo isso enquanto você, enfim, se convence que está assistindo o início da jornada de Jared Thomas Goff rumo ao Hall of Fame (quanto antes você aceitar, melhor).

O Saints sofrerá um pouco, apenas por esporte, mas no fim do dia vencerá o Panthers e depois passará sem problemas pelo Eagles – que nestes playoffs, graças ao óbito de Carson Wentz (descanse em paz!), só é mais relevante que o Titans – que como já citamos, nem existe. Sério, parem de inventar times.

Voltando o que interessa, uma final entre Saints e Patriots será algo mágico, mesmo que todos saibamos que, bem, essa desgraça comandada por Tom Brady vencerá novamente.

Mas é indigno vencer algo apostando no Patriots; seria como faturar uma grande BOLADA, mas lá no fundo saber que se trata de DINHEIRO SUJO. E, bem, eu não conseguiria conviver com minha consciência comemorando uma vitória do Patriots.

Então pela minha família, pelos meus filhos (que nem nasceram), pelo Brasil e pelo povo brasileiro, o Saints vencerá essa merd*.

Rafael

Panthers, Titans e Bills são times que já chegam na rodada do Wild Card mortos. Queremos acreditar que o Falcons ainda está vivo, mas a verdade é que o time sensacional que vemos no papel não existe, e a equipe será eliminada pelo Rams.

Chiefs e Jaguars não têm forças pra vencer Patriots e Steelers, respectivamente. Não se engane com o duelo da temporada regular: Pittsburgh vai dar uma sova em #Sacksonville (foram vocês que financiaram essa merd*) e não sobrará um defensor para contar história. Aceitemos: os playoffs da AFC só serão interessantes daqui a duas semanas.

O Eagles também chega morto & enterrado na pós-temporada, por motivos de Nick Foles. O Saints só precisa não se boicotar pra chegar na final da NFC, onde enfrentará o Vikings que, assim como na temporada regular, vencerá o Rams (<\3).

Na final da AFC, é bem impossível que Belichick perca para os Steelers novamente (o jogo da temporada regular ele perdeu no campo e sabe disso), ainda mais jogando em Foxborough. Acontece que não quero estar certo se isso significar ver o lado negro da força no Super Bowl novamente.

Na NFC, muita coisa mudou desde que Vikings e Saints se encontraram lá na semana 1. Mas Minnesota, com uma ótima defesa e com um ataque capaz de vencer a defesa de New Orleans, vencerá o jogo. Será a vingança daquele jogo em que Brett Favre teve uma de suas múltiplas cãibras mentais.

Enfim, valerá a máxima: ataques vencem jogos, defesas vencem campeonatos. A ofensiva dos Steelers será anulada pela defesa dos Vikings no primeiro Super Bowl jogado pelo time da casa. Se preparem para viver em um mundo em que Minnesota (!), e Case Keenum (!!!!) possuem um anel. Talvez assim finalmente consigamos acabar com a NFL.

(nota da edição: outro idiota)

Semanas #8 e #9: os melhores piores momentos

Depois de uma semana de férias, estamos de volta! O motivo das férias é simples: se os GIFs demoram a carregar para você (recomendamos acessar a coluna de um computador – ainda mais o da firma, consuma os dados, ninguém pode te impedir), imagine para quem tem que caçar nos arquivos do Gamepass. Por 10 reais mensais de cada leitor dessa página, prometemos que a coluna sai logo depois do Monday Night Football.

*Os lances que aconteceram na Semana 8 estão sinalizados.

Vamos ao que interessa:

1 – Fuck It, I’m Going Deep Fan Club 

Durante muitos anos, sexy Rexy Grosmann conquistou a liga com seus passes longos, daqueles que você olha e pensa “que caralhos está acontecendo?”. Em sua homenagem, foi criado o “Fuck It, I’m Going Deep Fan Club“, algo que poderia ser traduzido como “Fã Clube do Foda-se, Vou Tentar o Lançamento Longo”.

1.1 – Semana 8: 

1.1.1 – Phillip Rivers

Apresentando o famoso conceito de punt com braço.

1.1.2 – Trevor Siemian

Prometemos nunca mais cair no conto de Trevor Siemian.

1.2 – Semana 9: 

1.2.1 – Brock Osweiler 

HAHAHAHAHAHA

Agora, com o auxílio da SUPER-CÂMERA™, veja que Brock Osweiler lançou o passe de olhos fechados.

1.2.2 – Joe Flacco 

Nem a deep ball é elite mais.

1.2.3 – Brock Osweiler (sim, de novo)

A cobertura era tripla. Afinal, o que poderia dar errado?

O segredo para evitar passes como esses é mirar no buraco do peru, tal qual recomenda Jon Gruden, técnico campeão de Super Bowl.

2 – O hat trick da desgraça, estrelando Blair Walsh: 

Blair Walsh (aquele). O homem havia errado um chute de 28 jardas contra os Seahawks nos playoffs. Como parte do acordo (única explicação possível), ele recebeu um contrato em Seattle algum tempo depois. E recompensou o time como sabe: errando três Field Goals na derrota apertada contra os Redskins. Foram erros de 44, 39 e 49 jardas. Separamos a reação dele em cada um.

3 – Homens que queriam voar:

3.1 – Semana 8: Antonio Brown

3.2 – Marshall Newhouse

4 – Jameis Winston 

Jameis é um cara muito energético, e seu espírito de liderança é invejável. Porém, como tudo nessa vida, em excesso faz mal. E Jameis se excedeu. Muito. Em seu discurso antes da pelada contra o Saints, Jameis disse algo como “comer o W” (eat the W, que seria algo como comer a vitória – nem em inglês faz sentido mesmo). A reação dos seus colegas de equipe diz tudo. 

5 – Tentativas de truques engraçados que deram errado

Apenas parem.

5.1 – Semana 8: Tyreek Hill

Isso que dá ser exposto a Trevor Siemian.

 

5.2 – O “retorno” de kickoff dos Saints

Temos certeza que no papel estava lindo.

Por esse ângulo fica ainda mais bizarro.

6 – Defesas fazendo o impossível

Já vimos drills em que cones apresentaram mais resistência. Vamos deixar as imagens falarem por si só.

6.1 – New York Giants

6.2 – Dallas Cowboys

7 – Tretas.

As famosas CENAS LAMENTÁVEIS. O retorno da NFL raiz.

7.1 – AJ Green vs Jalen Ramsey 

7.2 – Mike Evans vs Marshon Lattimore

8 – Imagens que trazem PAZ

8.1 – Semana 8: Ainda na NFL raiz, quando o gato invadiu o campo

8.2 – O Special Teams dos Chiefs

Por isso não gostamos de trabalhos em grupo.

8.3 – Semana 8: Lances raros

Entenda porque o jogo entre Ravens e Dolphins não foi tão encantador quanto se imaginava.

9 – Troféu Dez Bryant da Semana 

O Prêmio que premia o jogador de nome que desaponta quando precisamos dele. Só vamos dar um prêmio para semana 9 (já mostramos como você pode ajudar a coluna a crescer – e, por mais 20$ mensais, teremos dois Troféus Dez Bryants por semana).

Foram 6 recepções para 118 jardas (em 12 alvos), mas Julio Jones, ao dropar a bola sendo marcado por ninguém mais ninguém menos que GASPARZINHO, o CB camarada, levou pra casa o Troféu Dez Bryant da Semana. O jogo terminou 20-17 para Carolina, e os torcedores de Atlanta não podem deixar de imaginar o que aconteceria se Jones tivesse feito o que até aquele seu tio velho e racista teria feito: agarrar a bola.

10 – Nossos lances preferidos da semana

10.1 – Semana 8: Travis Benjamin

Você que joga Madden (paga nóis, EA Sports) com certeza já correu pra trás e acabou se fodendo por isso. Travis Benjamin achou razoável correr para trás (“agora eu se consagro!”, pensou ele), e acabou sofrendo um Safety. Gênio.

10.2 – Kirk Cousins

O homem que sacrificou o seu running back para os deuses do futebol americano. Descanse em paz, Rob Kelley.

 

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Semana #3: os melhores piores momentos

A semana 3 já virou história. Entenda como quiser.

Porém, ao contrário dos milhões de veículos que falaram sobre a rodada da NFL (abraço para os amigos do Jornal Nacional, em especial William Bonner, leitor frequente do site), você sabe que aqui não teremos os melhores momentos ou uma análise política do que vem acontecendo nos EUA.

Sem mais enrolações, vamos para o que de pior aconteceu na rodada!

1 – Começando com o pé direito – Los Angeles Rams @ San Francisco 49ers

Antes do jogo todos nós, especialistas, acreditávamos que seria uma pelada. Talvez a partida não tenha sido a mais técnico da história do futebol americano, mas certamente foi a mais divertido da temporada (pelo menos até então).

Mesmo vencendo o jogo, os Rams protagonizaram um show de horrores. Especificamente os Special Teams dos Rams protagonizaram um show de horrores. Foram três turnovers gerados por algo que acreditamos ser ruindade aliada a burrice extrema. Confira conosco no replay:

Tavon Austin (sempre divertido lembrar do seu salário) não conseguiu segurar um punt e a bola ficou com San Francisco. Clique aqui para ver a merda sendo feita.

O guerreiro #10 dos Rams não percebeu que era só não fazer merda que a vitória estaria encaminhada e retornou o kickoff. A bola acabou com os 49ers. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte II.

São necessários muitos idiotas juntos para que um Onside Kick não seja recuperado. Verifique por conta própria os responsáveis pela pataquada. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte III.

Devolvam o Special Teams dos Rams que aprendemos a amar e respeitar.

2 – Richard Sherman: vai chorar na cama que é lugar quente.

Sherman conseguiu algo que poucos jogadores podem se orgulhar de ter no currículo. Ele cometeu três faltas em uma mesma jogada. Sua inteligência anulou uma interceptação do próprio time e ainda catapultou o ataque dos Titans da própria linha de 44 para a linha adversária de 30 jardas. Gênio.

Durante a jogada, ele cometeu uma pass interference e, após a INT, um holding.

Não satisfeito com as marcações dos juízes, ele reclamou e foi advertido por conduta antidesportiva.

3 – O mundo está repleto de imbecis.

O título é autoexplicativo.

3.1 – Por que alguns defensores são tão idiotas?

Uma coisa que nos incomoda – e deveria incomodar você também -, é quando algum defensor é batido, mas, por algum motivo que não a ação dele próprio na jogada, o passe é incompleto. A câmera então corta para esse defensor e ele celebra como se tivesse feito algo extraordinário. Não fez.

Na jogada que separamos vemos que o CB (desconhecido para nós) está um ou dois passos atrás do recebedor, mas o passe é muito longo e o avanço é zero. Isso não impede o jovem guerreiro #20 de achar que ele fez um ótimo trabalho.

3.2 – Ainda sobre comemorações idiotas de gente imbecil.

Quanto mais palavras dedicarmos a esse jovem, mais perderemos. Basicamente, o imbecil não viu o pedido de fair catch e fez um tackle nervoso. Saiu comemorando, até o momento que percebeu a bandeirinha amarela. Tem que malhar mais o cérebro e menos o braço, colega.

Como eu sou burro!

3.3 – Soltando a bola na beira da endzone 2: o inimigo agora é outro.

O lance mais sensacional da semana 3 ficou por conta do imbecil que esqueceu que você só marca touchdown quando entra na endzone. A jogada é inexplicável e só dá para entender vendo.

4 – Andy Dalton: ele é quem pensamos que ele era.

Pela terceira vez seguida, o famoso hat-trick, Andy Dalton está nos piores momentos da semana.

Dessa vez foi por não ver um recebedor livre logo a sua frente. Talvez a jogada não estivesse aqui se não fosse o ótimo trabalho de Tony Romo, que mostrou como Andy Dalton é burro – ou cego.

5 – Imagens que trazem PAZ.

5.1 –  Porque ver Pacman Jones passando vergonha é muito divertido.

5.2 – Todo mundo já ficou para trás quando andando em grupo porque parou pra amarrar o cadarço. Na NFL esse problema também existe.

5.3 – Se você vai ser um Linebacker ruim, pelo menos seja discreto. Além disso, o site não gosta de LBs que escolhem camisas na casa dos 40. Por tudo isso, sempre que possível traremos Alex Anzalone passando vergonha.

5.4 – Não é um momento horrível, mas ver Larry Fitzgerald em campo é muito divertido. Nesta jogada, ficou feio para o CB. Amamos você, Fitz.

6 – Virou passeio.

Porque nenhum fake punt com uma vantagem de 37 pontos deve passar batido. Parabéns ao Jacksonville Jaguars pela iniciativa. Tem é que pisar no pescoço mesmo.

7 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O único prêmio que premia uma atuação desastrosa de um jogador de renome.

Cam Newton lançou três interceptações – uma delas de forma muito especial – contra o que os Saints alegam ser uma defesa. Isso colaborou para que Carolina marcasse apenas 13 pontos contra New Orleans. Talvez os tempos de MVP nunca voltem mais. Parabéns, Cam!

Chateado.

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Semana #2: os melhores piores momentos

Mais uma semana se passou. Infelizmente Blake Bortles ainda não lançou nenhuma Pick Six, mas mesmo assim temos muita coisa ruim para comentar. Afinal, a rodada foi um show de horrores e já estamos nos questionando se futebol americano é tão legal assim.

1 – Começando com o pé esquerdo – Houston Texans @ Cincinnati Bengals*

Já sabemos que os jogos de quinta-feira a noite são horríveis, e não seria esse em específico que mudaria isso. A expectativa já não era alta e, mesmo assim, podemos dizer que a partida ficou abaixo das expectativas. Falando em bom português: foi uma merda.

Andy Dalton continuou inerte, enquanto seu ataque batia um recorde histórico: os Bengals são o primeiro time desde 1939 a começar o ano com dois jogos em casa e conseguir não marcar nenhum TD.

Esperamos que o jogo sirva de lição para que a NFL nunca mais permita que essas duas equipes se enfrentem e, se for pra deixar acontecer, que pelo menos não seja em um jogo de horário nobre.

*Em respeito ao amigo leitor, não vamos colocar o link dos melhores momentos.

2 – Calvários eternos: porque times ruins não podem ter coisas legais.

2.1 – New Orleans Saints

Todos sabíamos que o bando de jogadores que o time tem e que não jogam no ataque não podia ser chamado de defesa. Aparentemente, eles não sabiam. Ao invés de investir no grupo no draft e na free agency, a equipe foi atrás de alguns acessórios de luxo, como Adrian Peterson.

Resultado: a defesa de New Orleans fez Sam Bradford parecer Tom Brady, e Tom Brady parecer Peyton Manning na temporada regular. Enquanto os defensores passavam vergonha (veja aqui e aqui), Peterson estava se adaptando muito bem a nova função de esquentador-de-banco.

Tenhamos piedade de Drew Brees.

2.2 – San Diego Los Angeles Chargers

Tal qual os Saints, a desgraça dos Chargers vem de outros tempos. Se alguns torcedores (os que sobraram) imaginavam que o azar no final das partidas ficaria em San Diego, já sabemos que não é o caso.

Depois de perder em Denver com um Field Goal bloqueado, a equipe se viu novamente em posição de anotar um FG, dessa vez não para empatar, mas para vencer o jogo. Você já sabe o que aconteceu e, quando Younghoe Koo errou o chute, o estádio explodiu de alegria. Nunca mais acreditaremos que esse time pode vencer algo.

2.3 – New York Jets

Era bem provável que os Jets tomariam uma tamancada dos Raiders – e realmente aconteceu. Mas, em determinado ponto do jogo, a equipe de Nova Iorque havia feito dez pontos, cortado a vantagem de Oakland pra 14-10 e forçado um punt.

A esperança durou pouco: o guerreiro #84 não conseguiu segurar a bola, que foi recuperada pelos Raiders. Dali, Marshawn Lynch anotou o TD e a coisa degringolou de vez.

“A bola tá vindo, o que eu faço?”

A briga pela primeira escolha do draft continua.

3 – Imagens que trazem PAZ.

3.1 – Talvez Jared Goff não seja mesmo um bust, mas ele não precisa acertar o árbitro da sideline para provar isso. Talvez seja apenas uma estratégia ousada que vai muito além da nossa compreensão.

3.2 – Adoramos os fake punts do Los Angeles Rams, mas é inconcebível que, em 2017, ainda tenha gente que caia nisso.

3.3 – Uma discussão frequente que temos aqui no site é se “Deus lança touchdowns com passes merda“? Em mais uma edição de ‘Só joga na defesa porque não consegue segurar a bola’, vemos que é quase isso.

3.4 – Porque, nesse caso, a imagem vale mais que mil palavras. Esperamos que esteja tudo bem.

4 – O retorno de Garbage Time Bortles

Blake Bortles foi o vencedor do primeiro troféu Blake Bortles, o único prêmio que premia a melhor atuação durante o Garbage Time (aqueles minutos finais em que o resultado já está definido, e você nem sabe mais porque está assistindo o jogo).

Não precisamos esperar muito para que Bortles voltasse a mostrar porque é o principal gênio dessa arte. Blake entrou no último período, quando a partida já estava decidida, com 11 de 25 passes completos, 89 jardas e duas interceptações. Nesse último quarto, Bortles completou seus 9 passes, para 134 jardas e um touchdown. Aguardamos ansiosamente os novos capítulos dessa saga.

5 – Prêmio Dez Bryant da Semana

Sabemos que ele não existiu na semana 1, afinal, só pensamos na ideia agora. O Prêmio Dez Bryant será semanalmente dado àquele jogador de muito nome e muita mídia, mas que não jogou nada na rodada. A inspiração? O jogador que empresta seu nome ao prêmio: quando você mais precisa dele, Dez Bryant não estará lá.

O primeiro vencedor do Prêmio Dez Bryant da semana é Ezekiel Elliott, seu companheiro de equipe. Zeke terminou o jogo contra os Broncos com memoráveis 9 carregadas para um total de 8 jardas. Parabéns!

Magoou.

A semana que vem prometeVocê pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Semana #1: os melhores piores momentos

Depois de muito tempo, finalmente a NFL voltou! Foram alguns meses de espera para que voltássemos a ver o Cleveland Browns perdendo, o Indianapolis Colts fazendo mer*a e o Detroit Lions iludindo sua torcida. Mas para sair do senso comum, vamos apresentar o que de PIOR aconteceu na semana 1 da liga. Os highlights da NFL.com e do SportsCenter não nos interessam: apenas se alguém passou vergonha no processo.

1 – QB Play

Precisamos reconhecer: o talento entre os quarterbacks é o melhor da história do futebol americano. Até mesmo por isso, jogadores como Colin Kaepernick não tem espaço em uma liga que está recheada com titulares e reservas de altíssima qualidade na posição.

Para ilustrar o alto nível de jogo dos signal callers da NFL, separamos algumas atuações de destaque. Você pode nos ajudar a decidir quem foi pior.

1.1 – Scott Tolzien: 9/18; 128 jardas; 2 INTs

Tolzien lançou duas pick six, sendo a primeira na sua tentativa de passe número 1 no jogo. Já a segunda foi quase um replay da primeira. Seu rating seria melhor se ele fosse um jogador de Los Angeles. É sério. Ele não durou muito tempo na partida, dando lugar para Jacoby Brissett no início do último quarto. Compartilhe o vídeo para estragar o dia de algum torcedor dos Colts.

1.2 – Andy Dalton: 16/31; 170 jardas; 4 INTs; um Fumble perdido

Um jogo ruim de Andy Dalton ainda surpreende alguém? Contra a boa defesa dos Ravens, ele não conseguiu fazer nada produtivo. Sinceramente, não sabemos mais o que dizer sobre Dalton, apenas sentir. A desgraça alheia pode ser vista aqui.

‘Não pode se’

1.3 – Carson Palmer: 27/48; 269 jardas; 1 TD; 3 INTs

O INSS possui uma fila preferencial para aqueles que não conseguem jogar bem contra a defesa de Detroit. Levando o tape do jogo, Palmer tem uma oportunidade única de vazar logo da liga e parar de passar vergonha.

2 – OL Play

Dizem que jogos são ganhos – ou perdidos – nas trincheiras. Algumas equipes ignoram o plural da palavra, achando que uma linha defensiva de qualidade basta para vencer partidas – lógica curiosa; você tenta fazer o QB adversário passar dificuldades, mas esquece que o seu sofre do mesmo mal. É o caso das três franquias que citaremos abaixo.
Você pode nos ajudar a decidir quem foi pior.

2.1 – New York Giants: 3 sacks

Foram apenas 3 sacks permitidos, mas os Giants sofreram com a incompetência de sua linha ofensiva principalmente por medo (justificado). Sabendo que o grupo não conseguiria proteger Eli por muito tempo, o plano de jogo consistiu em passes curtos. Não deu certo e o ataque conseguiu apenas 3 pontos. Além disso, os jogadores conseguiram a proeza de permitir um sack enquanto se apresentavam na transmissão. Veja a letargia do ataque nos melhores momentos.

2.2 – Seattle Seahawks: 3 sacks

Uma imagem vale mais que mil palavras. Russell Wilson, se conseguir se manter vivo, dificilmente conseguirá levar esse ataque longe. Assista os melhores momentos, quem sabe você não descobre se pode ser contratado para ser um jogador dos Seahawks na posição?

Existiu ou não existiu?

2.3 – Houston Texans: 10 sacks

Tom Savage não sabemos nem se existe ou não, e Deshaun Watson não está preparado pra ser um QB titular na NFL. Não ajuda a nenhum deles jogar com uma peneira a sua frente. É melhor o time pagar o LT Duane Brown. Você pode ver a OL de Houston consagrando a defesa de Jacksonville aqui.

3 – O começo avassalador do Detroit Lions

A sequência de jogadas que iniciou o jogo em Detroit (infelizmente vimos muito da peleja) foi medonha: Matthew Stafford lançou um Pick Six e, no drive seguinte, o ataque sofreu um three and out. Na hora de fazer o punt, algo deu absolutamente errado: o punter tentou resolver com as pernas, e acabou morrendo no processo – o time teve que contratar outro cara pra posição.

Felizmente a defesa conseguiu evitar um TD dos Cardinals para então cometer uma falta no chute e dar mais uma chance de Arizona chegar a endzone. Felizmente (?) não aconteceu – Carson Palmer não estava jogando nada.

4 – Imagens que trazem PAZ

Preferimos as jogadas horríveis – aquelas que nos fazem rir – àquele highlight que até aquele seu amigo chato que acha futebol americano é “demorado demais” vai curtir.

4.1 – Jets e Bills: Só de ler o nome das duas equipes você já sabe que vem bos*a. Acompanhe conosco: Tyrod Taylor lançou uma interceptação, que parecia que ia ser retornada para touchdown. Até o jogador dos Jets – que não sabemos quem é – tropeçar em seu companheiro de equipe, que também não sabemos quem é. Para piorar, ele quase sofreu um fumble no processo. Clique aqui se você ainda não entendeu.

4.2 – A defesa dos Saints: Eles já são ruins e precisam de turnovers para conseguir ser pelo menos razoáveis. Não foi o caso na segunda-feira. Veja!

4.3 – Blake Bortles: Allen Robinson se machucou (seriamente, está fora da temporada) e Blake foi lhe consolar DANDO TAPINHAS NO JOELHO MACHUCADO. É sério.

Bônus: o Monday Night Football

A ESPN americana montou uma equipe diferente para a transmissão do jogo entre Chargers e Broncos. Beth Mowins foi a primeira mulher a narrar um jogo da NFL, e achamos que ela foi muito bem – melhor que Joe Buck, por exemplo.

Mas, ao seu lado, colocaram Rex Ryan, que não tem cacoete nenhum para comentar uma partida (apesar de ter alguns insights interessantes). E, na sideline, o repórter foi Sergio Dipp*. Os 30 segundos que ele teve durante a transmissão foram um desastre: claramente nervoso, ele misturou informação nenhuma com desespero total. Para piorar, nem o câmera estava preparado: acharam que um cara aleatório era Vance Joseph, head coach de Denver.

Um ídolo.

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*Estamos torcendo para que ele se recomponha depois do vexame. Sergio reagiu super bem as brincadeiras e temos que reconhecer que não é nada fácil estar em uma transmissão ao vivo no horário mais nobre da TV americana – ainda mais quando inglês não é sequer a sua língua nativa. Força, Sergio!

JJ Watt e Houston: football é maior fora de campo

Houston vem passando por uma série de catástrofes naturais: as chuvas e os eventos decorrentes do furacão Harvey deixaram a cidade destruída e debaixo d’água. Para colocar em perspectiva, na última semana, as chuvas no local foram o equivalente aos últimos 13 meses de precipitação em Manhattan.

Como você pode imaginar, muitas pessoas perderam tudo que tinham e, alguns lugares – casas, inclusive -, acabaram destruídos. O Astrodome, um dos estádios da cidade, tem servido de abrigo para muitos desabrigados.

É uma situação tensa, que tampouco conseguimos mensurar em palavras – a maioria de nós tem a sorte de nunca perder nada em situações como estas, e não conseguimos imaginar o tamanho da dor e dificuldades que quem sofre as consequências está passando. Mas, em momentos como esse, vemos alguns motivos para, com o perdão do clichê, não perder a fé na humanidade.

Robert Kraft, dono dos Patriots; Amy Adams, dona dos Titans; Christopher Johnson, dono dos Jets e Bob McNair, dono dos Texans doaram, cada um, um milhão de dólares para ajudar na reconstrução de Houston e da vida de seus habitantes.  

Mas quem tem mesmo se destacado é JJ Watt. O DE do Texans começou uma campanha no Twitter para arrecadar 250 mil dólares em doações. A visibilidade de Watt permitiu que a meta fosse, cada vez mais, aumentando. 500 mil dólares foram arrecadados em um um dia. Ao tempo da publicação desse texto, o número já era de 6 milhões e a meta de 10 – esperamos que continue crescendo.

Jogadores como Ezekiel Elliott, Dez Bryant e Chris Paul, da NBA, ajudaram na campanha que começou com uma doação de 100 mil dólares do próprio JJ. O DE tem atualizado seu perfil no Twitter a medida que as metas são batidas, incentivando as pessoas a doar.

O exemplo que ele vem dando mostra a importância dos atletas profissionais para a sua comunidade. Além de proporcionar alegrias dentro de campo, muitos jogadores se comprometem a ajudar os habitantes de suas cidades de outras maneiras. O esporte é uma forma de escapar dos problemas e o impacto no cotidiano das pessoas é ainda maior que aquele causado por uma jogada importante.

Home Sweet Dome

Talvez a história que melhor exemplifica a importância do esporte para uma cidade seja o punt bloqueado pelos Saints contra os Falcons. Em decorrência do furacão Katrina, que devastou New Orleans, os Saints não jogaram sequer um jogo da temporada de 2005 em seu estádio, que serviu de abrigo para os moradores da cidade. Assim, a equipe mandou suas partidas em diferentes locais: no Giants Stadium (em um jogo contra os Giants, teoricamente em casa); no Alamodome, em San Antonio, Texas; e no Tiger Stadium, em Baton Rouge, Louisiana.

No retorno do time ao Superdome, a jogada, logo no ínicio do jogo, mostrou uma torcida em êxtase por ter seu time de volta após tempos difíceis, tanto para a equipe, quanto para a cidade. O fato de o jogo ter sido no horário nobre (Monday Night Football) apenas elevou a emoção do momento.

Renascimento.

Esses são exemplos do legado mais importante que um atleta – ou uma equipe – profissional pode deixar. Dentro de campo, times e jogadores podem fazer a alegria (ou a tristeza) de milhões de pessoas e servir de inspiração para muitas delas.

Por isso, inspirados em momentos como esses, separamos alguns casos em que jogadores mostram que o esporte é ainda maior fora de campo. Afinal, a NFL está repleta de exemplos como o de JJ Watt. Jogadores que, por afinidade com uma causa, um ideal a seguir, ou até mesmo pura bondade no coração, fazem muito fora de campo. Mais do que a sua diversão nas tardes de domingo, eles proporcionam a outras pessoas oportunidades de construir uma vida melhor.

Andrew Luck: um clube do livro.

Você já conhece o Andrew Luck dos passes para touchdown e das grandes jogadas. O que você talvez não conhece sobre o quarterback dos Colts é a sua paixão pela leitura. E que ele tem um clube do livro.

A ideia surgiu a partir de brincadeiras de membros da imprensa que, ao descobrirem a paixão de Luck, sugeriram a criação de um clube do livro; em abril de 2016, Andrew lançou o Andrew Luck Book Club. É um espaço onde ele, quatro vezes por ano, durante a offseason, dá sugestões de livros. Um para crianças, incluindo aqueles que ele lia quando era mais novo, e um para adultos, que ele leu recentemente ou está lendo no momento.

Desde que me entendo por gente, eu amo ler. Devo isso aos meus pais, que liam para mim todas as noites até eu conseguir fazê-lo sozinho. Eles sempre encorajaram a mim e a meus irmãos a ler“, explicou Luck sobre o seu fascínio pelos livros. “Sempre senti algo relaxante e agradável em relação à leitura, em parte porque sempre via meus pais lendo. Lembro das viagens de carro de 18 horas que fazíamos todo verão, indo de Houston ao Colorado nas férias da família. Sempre tinha a minha cara enfiada em um livro e ficava em silêncio por pelo menos 10 horas. Isso fazia o tempo passar muito mais rápido e eu sentia que podia “escapar” mais em um livro do que em um filme ou qualquer outra coisa. E ainda sinto isso hoje: ler é a melhor forma de esvaziar a cabeça e dar uma desacelerada“, completa.

Luck também trouxe a paixão pela leitura para dentro do vestiário: desde o início de sua carreira em Stanford, ele trocava livros e sugestões com seus colegas de equipe e técnicos. E essa tradição se manteve na NFL, onde  encontrou mais jogadores que compartilhavam o hábito, como Vick Ballard, Matt Hasselbeck e Joe Reitz.

Na verdade, nunca fiz parte de um clube do livro antes. Queria ter certeza de que, de qualquer forma, fosse simples e divertido e que incentivasse as pessoas a pegar um livro, sentar e ler.” O clube do livro também encoraja os leitores a interagir nas redes sociais e, em algumas oportunidades, o próprio Luck participa, seja por meio de perguntas e respostas ou por vídeos, até mesmo ao vivo.

Andrew conta que a organização já recebeu retorno de bibliotecas, livrarias, autores, professores, pais e até mesmo de editoras pedindo para promover a iniciativa. Algumas escolas também começaram programas de leitura baseados na ideia. Durante essa inter-temporada, enquanto se recupera de cirurgia no ombro, Luck tem cultivado também o hábito de ler para crianças, em escolas ou hospitais infantis.

Lendo livros e defesas.

É fato que a leitura desempenha um papel importante na formação do ser humano, seja na infância ou na fase adulta. Ler quando pequeno é ainda mais importante, porque assim a pessoa desenvolve esse hábito para a vida toda. Ter um ídolo como Luck, que estimula crianças a ler e vai até elas para isso, cria uma nova geração de leitores. 

Tom Brady: sabendo ser ídolo.

Brady sabe do seu tamanho como jogador; e quando o assunto é ajudar a comunidade, ele fica ainda maior. Logan Schoenhardt, um jovem de 10 anos com um grave câncer no cérebro, ao realizar uma cirurgia, pediu para o médico gravar o número 12 em seu crânio. Quando ficou sabendo da notícia, Tom gravou uma mensagem de apoio ao seu fã.

Infelizmente o câncer retornou, dessa vez com pouca chance de cura. Logan fez uma lista de desejos, e um deles era conhecer seu ídolo. Brady se prontificou a conhecer o menino que, infelizmente, não conseguiu vencer sua doença. Apesar de ser uma história triste, que não teve um final feliz, o quarterback dos Patriots se mostrou muito solidário, realizando o último desejo de um dos seus maiores fãs.

Outra história que envolve o quarterback, é a Calvin Riley – um jovem de 20 anos e tinha um futuro promissor no baseball quando foi baleado enquanto brincava de Pokemon Go. Calvin, que havia estudado na mesma escola que Tom, infelizmente não sobreviveu. Não havia nada que Brady pudesse fazer nessa situação, mas ele enviou uma carta de duas páginas, escrita à mão, para a família. A família se recusou a revelar o conteúdo do texto, mas disse que foi uma forma de conforto em meio a uma situação tão triste.

Larry Fitzgerald e Anquan Boldin: saindo da zona de conforto.

Em 2012 os WRs Anquan Boldin e Larry Fitzgerald fizeram uma visita a Etiopia. Boldin, quando conheceu um pouco mais sobre a realidade do país, resolveu ir pra lá ajudar e, para isso, chamou o amigo e ex-companheiro de time nos Cardinals. Larry e Anquan trabalharam carregando pedras, sob a restrição de não dar dinheiro para os habitantes locais: um simples “presente” de 30 dólares para alguém poderia desequilibrar toda a ordem social ali existente. Ao final da viagem, inconformados com a pouca ajuda que puderam oferecer, os jogadores compraram, cada um, uma vaca para a região.

Um ano depois, eles estavam de novo no continente africano, dessa vez no Senegal e com mais um companheiro: o WR Roddy White. Os três visitaram um vilarejo que mal tinha água, e participaram do dia a dia da comunidade, procurando encontrar diferentes formas de ajudar. Boldin destacou a importância de levar a história desses lugares para cada vez mais pessoas.

Dois caras fodas.

Os jogadores ainda desenvolvem trabalhos na África. Fitzgerald, inclusive, participa de organizações que ajudam pessoas com AIDS no continente. Boldin ganhou, em 2015, o Walter Payton Man of the Year Award, prêmio que a NFL dá aos jogadores que mais se envolvem em trabalhos voluntários e de caridade.

Brandon Marshall: defendendo a conscientização.

A bipolaridade é uma doença real, mas que tem como principal adversária a forma como é vista na sociedade: muitas vezes romantizada, muita gente não sabe que existem pessoas que sofrem com a doença. O WR Brandon Marshall é uma delas. Desde que foi diagnosticado com o transtorno, Brandon luta pela causa, criando uma fundação com seu nome para alertar sobre os problemas da doença. O jogador já foi até mesmo multado pela NFL por usar chuteiras verdes – a cor escolhida para a conscientização sobre o assunto.

Pierre Garçon e Ricky Jean François: ajuda humanitária.

Quando o furacão Matthew passou pelo Haiti, Pierre Garçon e Ricky Jean François, então companheiros de equipe em Washington, de descendência haitiana, viajaram em um avião do dono da franquia para levar mantimentos ao país. Pierre e Ricky se mobilizaram também nas redes sociais, para ajudar a conseguir recursos. No país, eles ajudaram a entregar as doações.

Chris Long: o “cara da água”.

O DE Chris Long viajou para a Tanzânia pela primeira vez em 2013, para escalar o monte Kilimanjaro. O jogador se apaixonou pelo lugar, mas, em outras visitas, ficou assustado com a qualidade da água que as pessoas bebiam: a água é marrom com algumas coisas verdes nela. Para ajudar na situação, Chris criou a ONG Waterboys, que tem por objetivo melhorar a qualidade do recurso em países africanos. A iniciativa tem apoio de muitos jogadores da liga, e da própria NFL Network.

Você diria não a esse homem?

Andre Johnson, Steve Smith e Pat McAfee: presentes de Natal.

Todo natal o WR Andre Johnson leva crianças em lojas de brinquedo e gasta mais de 15 mil dólares em presentes. Mesmo depois de se aposentar, ele manteve o costume. O WR Steve Smith também tomou parte na ação, que é uma tradição no Baltimore Ravens. No último natal, o P Pat McAfee pagou a conta de luz de 115 famílias em Indianapolis, evitando inclusive que pessoas tivessem a sua eletricidade cortada.

JJ Watt, te amamos

Já falamos de JJ Watt no caso das enchentes de Houston, mas não é de agora que ele mostra seu talento fora de campo. JJ é o criador da JJ Watt Foundation, ONG que procura levar recursos a escolas para que elas possam desenvolver seus programas esportivos. Watt também é um apoiador dos militares, fazendo até mesmo campanhas em parceria com seu patrocinador, a Rebook, para auxiliar veteranos.

O jogador dos Texans também reconhece seus fãs: recentemente, um jovem foi atropelado em Houston e teve sua jersey, do próprio JJ, destruída. Quando ficou sabendo, Watt respondeu que iria ao hospital entregar pessoalmente uma nova camisa. E ele não só cumpriu a promessa, como deu uma de cada modelo para o menino.

Colin Kaepernick: um ativista.

É impossível fazer uma lista como essa sem citar Colin Kaepernick. Deixando toda polêmica de lado, o antigo quarterback dos 49ers já mostrou que não tem medo de manifestar suas ideologias. Ajoelhar durante o hino incomoda muita gente e, devido ao patriotismo de muitos americanos, dá pra entender (com um baita esforço) a rejeição ao jogador.

Acontece que seu gesto, conseguiu o que ele queria: chamar a atenção para a causa do racismo. Não só politicamente, Colin também é engajado na caridade. Recentemente, ele conseguiu um avião para levar água e suprimentos para os necessitados na Somália, doando cerca de 100 mil dólares. Goste ou não de Kaepernick, ele certamente tem um impacto fora de campo, maior até do que aquele que produziria dentro de um estádio.

Cam Newton: amigo da garotada.

Cam Newton é um exemplo um pouco diferente: o jogador, à sua maneira, age dentro e fora de campo. Cam tem o hábito de entregar as bolas dos touchdowns que marca para crianças e, apesar de ser um gesto simples, pode melhorar o dia de quem recebe o souvenir. Newton também tem uma fundação, que tem como missão “garantir que as necessidades sócio-econômicas, educacionais, físicas e emocionais das crianças sejam atendidas.

Já é tradição.

Ndamukong Suh: gigante fora de campo.

A revista Forbes é conhecida por suas listas e, dentre elas, está a de celebridades que mais fazem doações. Na lista de 2012, Ndamukong Suh foi o jogador da NFL que apareceu mais alto: Suh doou 2.6 milhões de dólares para a Universidade de Nebraska, sendo 2 milhões para o departamento atlético e 600 mil para a faculdade de Engenharia poder dar bolsas de estudo. Era, ali, a maior doação única de um jogador de futebol americano.

Esses são alguns exemplos de jogadores que tomam um pouco do seu tempo e dinheiro para ajudar outras pessoas. Ciente que essa é uma prática comum na liga, a NFL (que é extremamente rigorosa com os códigos de uniforme) estabeleceu, desde a última temporada, que os jogadores teriam uma semana para usar chuteiras personalizadas com as causas que quiserem divulgar.

A ação foi amplamente divulgada, e, durante as transmissões, alguns jogadores inclusive falavam da sua chuteira e o que ela estava representando. O resultado foi muito interessante. Você também pode fazer sua parte. Pesquise sobre seu jogador preferido, provavelmente ele tem algum projeto que você pode ajudar de alguma forma!

E se colocássemos a culpa de tudo em Drew Brees?

Bom dia, torcedor dos Saints. Se eu te dissesse que vocês têm um jogador que pode simplesmente largar o time ano que vem e, ainda assim, custar 10 milhões, quanto vocês amariam esse cara? E se esse ser fosse a mesma única fonte de esperança da equipe, com uma média de quase 5000 jardas e garantidos mais de 35 TDs, qual cabeça deveria rolar? A dele ou de Mickey Loomis, o GM que produziu esse contrato?

Histórias de descontrole do salary cap não são raras na NFL, mas talvez o New Orleans Saints seja o melhor exemplo disso; não que Brees não merecesse muito mais, mas em um contexto de dinheiro limitado, seu salário é extremamente proibitivo para a equipe – prejudicando, especialmente, a defesa.

E, por isso, vemos que o grande problema da equipe reside exatamente nesse lado do time (que não tem uma boa campanha desde aquele 2009 incrível em que produziu 39 turnovers), e o próprio Sean Payton já está cansado dessa palhaçada: “Eu só sei que já tivemos jogos que acabam 48-40 suficientes e isso é algo que precisa mudar”.

Considerando que Drew Brees chega aos 39 anos no dia 15 de janeiro, provavelmente assistindo aos playoffs tranquilamente de sua casa, a janela de oportunidade para a equipe vai tornando-se cada vez menor. Especialmente quando o jogador já afirmou que está levando as coisas “ano a ano” – sem falar, entretanto, em aposentadoria. Quem sabe ele só esteja cansado da Louisiana.

Vovô e sua netinha.

Precisamos proteger o nosso dinheiro

Para tirar a pressão do lançador, sabemos que é essencial protegê-lo; não à toa, o time investiu pesado na sua linha ofensiva, substituindo o envelhecido Jahri Evans pelo bom G Larry Warford, vindo de Detroit, e escolhendo o tackle Ryan Ramczyk no final do primeiro round do draft.

Não obstante, nada disso será suficiente se os dois melhores e mais importantes jogadores da linha ofensiva, o LT Armstead e o C Unger (para ajudar ainda mais o time, só entre esses dois há 15M do salary cap parado), não voltarem de suas lesões logo. Por exemplo, Ramczyk, que foi escolhido para ser RT, agora parece ser o substituto do grande Terron Armstead, e sabemos bem como esse tipo de improvisação, ainda mais com rookies, acaba.

Adeus, Cooks; olá, Peterson

A chegada de Ryan Ramczyk, inclusive, é fruto de uma outra movimentação ousada da offseason dos Saints. Brandin Cooks (que é carinhosamente conhecido na melhor liga de fantasy do Brasil, a nossa, como “enganação”) foi repassado ao New England Patriots por duas escolhas desse último draft (Ramczyk, 32º escolhido, e o pass rusher Trey Hendrickson, o 103º escolhido).

A troca aconteceu pelo excesso de talento dos Saints na posição de WR (ou, como já dito, pela capacidade de Brees de transformar medianos em excepcionas), já que Michael Thomas (92 recepções, 1137 jardas, 9 TDs mesmo sendo apenas o quinto WR escolhido no draft de 2016), Willie Snead e os recém-chegados Ted Ginn Jr, que brilhou como opção secundária para Cam Newton, e Coby Fleener – que, esperamos, finalmente alcançará seu potencial em New Orleans se conseguir manter-se saudável – devem sobrar como opções para Brees.

“Cês me odeiam muito pra trazer tanto substituto, né?”

E se as movimentações no grupo de recebedores foram concisas, no grupo de corredores ocorreu exatamente o oposto. Mark Ingram vem da melhor temporada de sua carreira, finalmente ultrapassando as mil jardas e a média de 5 por tentavia, e parecia finalmente pronto para se tornar mais uma opção segura; Sean Payton e cia, obviamente, pensaram exatamente o oposto, investindo recursos que poderiam ser melhor aproveitados em outras áreas (mais sobre a seguir) na posição.

O lendário Adrian Peterson foi contratado (2 anos, 7 milhões, barato para 90% dos times da liga, mas não para alguém com um cap tão apertado), mas sua capacidade de repetir suas históricas atuações já é questionada – e, bem, ele provavelmente só assinou com os Saints porque o primeiro jogo da equipe é justamente em Minnesota.

Mais questionável ainda foi a seleção de Alvin Kamara no terceiro round do draft; apesar de bom jogador, supõe-se que a defesa precisa receber o talento possível, e um jovem RB atrás de dois veteranos no banco não deverá colaborar com isso.

A defesa (supondo que ela existe)

Está claro que a defesa precisa de ajuda (454 pontos cedidos foram o 2º maior da NFL); não há como culpar diretamente esse ataque liderado por Drew, e tudo indica que esse ano tampouco será possível; mas comecemos com uma boa notícia (prometo, deverá ser a única): Cameron Jordan, DE caso você não conheça esse mito, é um dos melhores pass rusher da NFL mesmo tendo conseguido apenas 7.5 sacks em 2016. Sua média de pressão colocada no QB só é inferior a Von Miller e JJ Watt, de acordo com dados do site PFF, ou seja, podemos estabelecer ao menos um não-culpado.

Mas Cam não deverá ter muita ajuda: o time trouxe Alex Okafor de Arizona porque ele é amigo de Kenny Vaccaro – mas em seus quatro anos pelos Cardinals ele não conseguiu 15 sacks totais. O LB Hau’oli Kikaha vem de uma lesão no joelho, sempre complicada para os grandalhões e o já comentado Trey Hendrickson deverá precisar de um tempo para adaptar-se à velocidade da NFL.

Para piorar os problemas no front-seven, o DT Nick Fairley, titular em todas as partidas de 2016, teve um problema de coração detectado e dificilmente jogará essa temporada. Ao menos outro rookie, o LB Alex Anzalone, tem aproveitado bem as oportunidades que recebeu na pré-temporada e já é considerado titular no depth chart.

“Palmas pra vocês… Vocês merecem o título de pior defesa do mundo.”

Para finalizar o assunto de rookies, o CB Marshon Lattimore, primeira escolha do draft do time, não deverá encontrar seu antigo companheiro de secundária de Ohio State Vonn Bell para tentar ao menos não ser a pior defesa contra o passe da liga; outra grande razão para isso foram as lesões do bom safety Kenny Vaccaro e do melhor jogador defensivo do time em 2015, o CB Delvin Breaux. Se os quatro conseguirem estar juntos em campo, as coisas ao menos não serão tão deprimentes – mas talvez estejamos sendo muito otimistas, especialmente considerando que os dois cornerbacks já não têm sido presença constante nem mesmo no training camp.

Palpite: 7-9. Normalmente olhamos jogo a jogo e tentamos fazer uma previsão de quais partidas a equipe pode vencer para dar um palpite mais aproximado da realidade, mas o New Orleans Saints é especial pelo simples fato de que essa é a campanha desde 2014 e não parece que as coisas tenham mudado o suficiente, especialmente com a quantidade de lesões que perturbam o training camp da franquia, sejam elas mais ou menos graves. Com sorte, ano que vem Drew Brees larga essa zona e a campanha poderá mudar (para pior).