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Super Bowl ou bust

O Los Angeles Rams foi o responsável pela maior reviravolta na NFL em 2017. Depois de ter o pior ataque da liga em termos de pontos em 2016, o time passou direto para a liderança no ano seguinte. Em sua triste primeira temporada de volta a Los Angeles, foram 224 pontos, uma média ridícula de 14 pontos por jogo. Não foi apenas o pior ataque da temporada 2016: o Rams de Jeff Fisher foi o pior ataque dos cinco anos anteriores. Em 2017, o contraste foi impressionante: o time produziu 478 pontos, média de 29,9 pontos por jogo, a melhor da liga e mais do que o dobro do que a franquia tinha produzido na temporada anterior.

Em um esporte tão coletivo quanto o futebol americano, é difícil creditar os sucessos a apenas um dos personagens, mas é impossível não citar, em primeiro lugar, Sean McVay. Head Coach mais jovem a assumir o cargo na história da NFL, McVay era uma incógnita tanto pela sua idade quanto pela sua inexperiência. Apesar das dúvidas, transformou um dos ataques mais modorrentos da história em uma máquina de anotar pontos. Além do renascimento ofensivo, McVay foi o responsável por levar o time aos playoffs após mais de uma década.

Com times muito parecidos, Jeff Fisher e Sean McVay produziram resultados bastante diferentes. Jeff Fisher é um idiota? Provavelmente sim, pelo menos nos últimos anos de sua carreira como HC. Sean McVay é um gênio? É um pouco cedo para dizer, mas com certeza foi um excelente início.

De óculos escuros porque o futuro é brilhante.

Construindo muito a partir do que parecia pouco

O principal mérito de Sean McVay no ressurgimento do Los Angeles Rams como uma das principais forças da NFL foi ter conseguido montar um sistema ofensivo eficiente que obteve o máximo do que os seus jogadores poderiam dar. O principal beneficiado pela chegada de McVay foi o RB Todd Gurley. Com Jeff Fisher, em 2016, Gurley produziu 1212 jardas de scrimmage, seis TDs e já estava começando a ser pintado como um potencial bust, após as expectativas geradas sobre ele.

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Com McVay, porém, o RB totalizou 2093 jardas, 19 TDs e foi o segundo colocado na votação para MVP da temporada. Se o prêmio não fosse tão direcionado a QBs e levasse em conta a importância individual do jogador para o seu time, Gurley teria desbancado Tom Brady.

Em uma era de intensa desvalorização da posição de RB, os Rams não resistiram: a temporada maravilhosa de Gurley rendeu uma extensão contratual de quatro anos, valendo US$ 57,5 milhões, com US$ 45 milhões garantidos e um bônus de assinatura de contrato de US$ 21 milhões. Para efeito de comparação, o maior contrato de um RB até então era o de Devonta Freeman, do Atlanta Falcons, que tinha um valor total de US$ 41,25 milhões, com US$ 18,3 milhões garantidos, menos da metade do que recebeu Gurley.

Os números inflados não são apenas uma vitória pessoal do RB do Rams, mas representam também um alívio para toda a classe de RBs que está em busca de novos contratos e que agora finalmente tem um parâmetro favorável para negociações (alô, LeVeon Bell).

O sorriso inocente de um milionário.

O alto salário de Gurley demonstra exatamente o que o Rams espera dele para 2018 e por, pelo menos, outros 4 anos: um jogador forte, versátil, que é uma arma tanto no jogo terrestre quanto no jogo aéreo. E é exatamente isso que Gurley deve continuar sendo. Esperar que ele supere as duas mil jardas novamente em 2018 talvez seja uma expectativa exagerada, mas 1600 jardas totais, 14 TDs e um lugar cativo entre os três principais RBs da NFL são números razoáveis para se esperar de um jogador tão talentoso em um sistema tão eficiente.

Outro atleta que foi profundamente beneficiado pela chegada de Sean McVay foi o QB Jared Goff. Não se sabe exatamente o que McVay sussurra nos ouvidos de Goff antes de cada jogada, mas a transformação é visível. Novamente, não há como não usar uma enxurrada de números para comparar a Era Fisher com a Era McVay. Com Fisher, quando parecia um idiota em campo, Goff jogou sete partidas, teve sete derrotas, lançou sete INTs e apenas cinco TDs: um desastre para uma primeira escolha de draft. McVay chegou, tirou o adesivo de bust que já estava colado nas costas de Goff e moldou um novo jogador: Goff não chegou a ser espetacular em 2017, mas seus 28 TDs e apenas sete INTs o colocaram novamente entre os QBs jovens mais promissores.

Todd Gurley continuará sendo o foco ofensivo do Rams em 2018, mas o coringa desse ataque é Jared Goff. Se conseguir dar o próximo passo – ou pelo menos manter o que fez em 2017 – o Rams não terá problemas na posição de QB. Talvez nunca apareça entre os melhores QBs da liga, mas Jared Goff provou que é competente o suficiente para ser uma engrenagem importante para o sistema funcionar.

À sua disposição, Goff terá o WR Brandin Cooks, que chega como um claro upgrade em relação a Sammy Watkins, dispensado pelo Rams na offseason. Cooks é o típico jogador que pode se beneficiar de um esquema bem montado, exatamente como o que o Rams tem. Se não tem uma grande capacidade de quebrar tackles ou de ganhar bolas disputadas, Cooks pode causar estragos em profundidade ou quando recebe a bola com espaço. É provável que o sistema de McVay seja favorável as suas habilidades e que ele consiga em 2018 sua quarta temporada seguida com 1000+ jardas e 7+ TDs.

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Cooper Kupp, que fez uma ótima temporada de calouro, e Robert Woods, que foi a grande surpresa do time na temporada passada, são ótimos complementos a Cooks e devem dar a Goff a segurança necessária para que o ataque aéreo continue eficiente.

O ataque do Rams deve sofrer com um leve declínio na performance ofensiva em 2018: tudo que fica muito fora da curva, como a temporada 2017, tende a voltar ao chão (ver Atlanta Falcons, 2016). Mas o time deve, pelo menos, fazer o suficiente para manter a qualidade acima da média e figurar entre os cinco melhores ataques da NFL.

Defesa: a criação do Dream Team

Se o ataque permaneceu praticamente o mesmo em relação a 2017, o que realmente mudou no Los Angeles Rams para 2018 é a defesa. As adições de Marcus Peters, Aqib Talib e Ndamukong Suh transformam uma unidade que andava em cima da linha da mediocridade na temporada passada no primeiro dream team da NFL desde o Philadelphia Eagles de 2011 (desculpem).

É tudo bom demais para ser verdade: Peters e Talib formam uma das melhores duplas de CBs da liga, talvez apenas atrás dos grupo de Jacksonville; Lamarcus Joyner é um dos melhores Safeties da liga; e Suh aumenta ainda mais a pressão pelo interior da linha defensiva, que já era grande apenas com Aaron Donald. O potencial da defesa é imenso e pode ser o grande diferencial na competitiva NFC.

Porém, há uma questão que precisa ser resolvida para que o sucesso defensivo do Rams em 2018 se concretize: o holdout de Aaron Donald, talvez o melhor jogador defensivo da NFL atualmente. Donald está em busca de um novo contrato e ainda não se apresentou para o training camp do Rams.

A distribuição de vastas quantidades de dinheiro nos contratos de Gurley, Suh, Peters e Talib deve estar povoando a mente do jogador, que pode inclusive não jogar a temporada regular. A chave da temporada defensiva do Rams está aí: se a renovação contratual acontecer e não houver um holdout que se estenda até a bola rolar, a defesa do Rams pode, tranquilamente, ser a melhor da liga.

A NFL talvez nunca tenha visto uma dupla de interior rushers como Donald e Suh, que podem compensar qualquer defeito nas posições de edge rushers e linebackers, já que o time perdeu os veteranos e eficientes Robert Quinn e Alec Ogletree e não fez grandes esforços para substituí-los.

Insistimos: paguem o homem!

Há quem acredite que personalidades explosivas e controversas como as de Suh, Peters e Talib, que não deixaram muitos amigos por onde passaram, podem acabar criando um ambiente explosivo, mas a experiência do coordenador defensivo Wade Philips deve ser suficiente para controlar eventuais rebeldias. Além disso, enquanto o time estiver ganhando, não há motivo para briga. E isso deve acontecer com bastante frequência, já que, ao contrário do Eagles de 2011, o Rams não deve cair na armadilha do dream team e se transformar em piada.

Palpite

O cheirinho de Super Bowl está tomando conta das ruas de Los Angeles. Se o Rams estivesse na AFC, poderíamos cravar pelo menos a chegada à final de conferência, quando inevitavelmente (e infelizmente) perderia para o New England Patriots. Mas a NFC apresenta desafios maiores e há vários times que podem ser um empecilho na caminhada para o título de conferência. Mesmo que não jogue tudo o que se espera dele, o Rams deve vencer com tranquilidade a NFC West e talvez até conseguir um bye na primeira semana de playoffs. Uma campanha 12-4 é um cenário bastante provável. Porém, se o potencial de dream team for plenamente atingido, pelo menos a posição de favorito na final da NFC é quase certa. A partir daí, seja o que Sean McVay quiser.

JJ Watt e Houston: football é maior fora de campo

Houston vem passando por uma série de catástrofes naturais: as chuvas e os eventos decorrentes do furacão Harvey deixaram a cidade destruída e debaixo d’água. Para colocar em perspectiva, na última semana, as chuvas no local foram o equivalente aos últimos 13 meses de precipitação em Manhattan.

Como você pode imaginar, muitas pessoas perderam tudo que tinham e, alguns lugares – casas, inclusive -, acabaram destruídos. O Astrodome, um dos estádios da cidade, tem servido de casa para muitos desabrigados.

É uma situação tensa, que tampouco conseguimos mensurar em palavras – a maioria de nós tem a sorte de nunca perder nada em situações como estas, e não conseguimos imaginar o tamanho da dor e dificuldades que quem sofre as consequências está passando. Mas, em momentos como esse, vemos alguns motivos para, com o perdão do clichê, não perder a fé na humanidade.

Robert Kraft, dono dos Patriots; Amy Adams, dona dos Titans; Christopher Johnson, dono dos Jets e Bob McNair, dono dos Texans doaram, cada um, um milhão de dólares para ajudar na reconstrução de Houston e da vida de seus habitantes.  

Mas quem tem mesmo se destacado é JJ Watt. O DE do Texans começou uma campanha no Twitter para arrecadar 250 mil dólares em doações. A visibilidade de Watt permitiu que a meta fosse, cada vez mais, aumentando. 500 mil dólares foram arrecadados em um um dia. Ao tempo da publicação desse texto, o número já era de 6 milhões e a meta de 10 – esperamos que continue crescendo.

Jogadores como Ezekiel Elliott, Dez Bryant e Chris Paul, da NBA, ajudaram na campanha que começou com uma doação de 100 mil dólares do próprio JJ. O DE tem atualizado seu perfil no Twitter a medida que as metas são batidas, incentivando as pessoas a doar.

O exemplo que ele vem dando mostra a importância dos atletas profissionais para a sua comunidade. Além de proporcionar alegrias dentro de campo, muitos jogadores se comprometem a ajudar os habitantes de suas cidades de outras maneiras. O esporte é uma forma de escapar dos problemas e o impacto no cotidiano das pessoas é ainda maior que aquele causado por uma jogada importante.

Home Sweet Dome

Talvez a história que melhor exemplifica a importância do esporte para uma cidade seja o punt bloqueado pelos Saints contra os Falcons. Em decorrência do furacão Katrina, que devastou New Orleans, os Saints não jogaram sequer um jogo da temporada de 2005 em seu estádio, que serviu de abrigo para os moradores da cidade. Assim, a equipe mandou suas partidas em diferentes locais: no Giants Stadium (em um jogo contra os Giants, teoricamente em casa); no Alamodome, em San Antonio, Texas; e no Tiger Stadium, em Baton Rouge, Louisiana.

No retorno do time ao Superdome, a jogada, logo no início do jogo, mostrou uma torcida em êxtase por ter seu time de volta após tempos difíceis, tanto para a equipe, quanto para a cidade. O fato de o jogo ter sido no horário nobre (Monday Night Football) apenas elevou a emoção do momento.

Renascimento.

Esses são exemplos do legado mais importante que um atleta – ou uma equipe – profissional pode deixar. Dentro de campo, times e jogadores podem fazer a alegria (ou a tristeza) de milhões de pessoas e servir de inspiração para muitas delas.

Por isso, inspirados em momentos como esses, separamos alguns casos em que jogadores mostram que o esporte é ainda maior fora de campo. Afinal, a NFL está repleta de exemplos como o de JJ Watt. Jogadores que, por afinidade com uma causa, um ideal a seguir, fazem muito fora de campo. Mais do que a sua diversão nas tardes de domingo, eles proporcionam a outras pessoas oportunidades de construir uma vida melhor.

Andrew Luck: um clube do livro.

Você já conhece o Andrew Luck dos passes para touchdown e das grandes jogadas. O que você talvez não conheça sobre o quarterback dos Colts é a sua paixão pela leitura. E que ele tem um clube do livro.

A ideia surgiu a partir de brincadeiras de membros da imprensa que, ao descobrirem a paixão de Luck, sugeriram a criação de um clube; em abril de 2016, Andrew lançou o Andrew Luck Book Club. É um espaço onde ele, quatro vezes por ano, durante a offseason, dá sugestões de livros. Um para crianças, incluindo aqueles que ele lia quando era mais novo, e um para adultos, que ele leu recentemente ou está lendo no momento.

Desde que me entendo por gente, amo ler. Devo isso aos meus pais, que liam para mim todas as noites até eu conseguir fazê-lo sozinho. Eles sempre encorajaram a mim e a meus irmãos a ler“, explicou Luck sobre o seu fascínio pelos livros.

“Sempre senti algo relaxante e agradável em relação à leitura, em parte porque sempre via meus pais lendo. Lembro das viagens de carro de 18 horas que fazíamos todo verão, indo de Houston ao Colorado nas férias da família. Sempre tinha a minha cara enfiada em um livro e ficava em silêncio por pelo menos 10 horas. Isso fazia o tempo passar muito mais rápido e eu sentia que podia “escapar” mais em um livro do que em um filme ou qualquer outra coisa. E ainda sinto isso hoje: ler é a melhor forma de esvaziar a cabeça e dar uma desacelerada”, completa.

Luck também trouxe a paixão pela leitura para dentro do vestiário: desde o início de sua carreira em Stanford, ele trocava livros e sugestões com seus colegas de equipe e técnicos. E essa tradição se manteve na NFL, onde encontrou mais jogadores que compartilhavam o hábito, como Vick Ballard, Matt Hasselbeck e Joe Reitz.

“Na verdade, nunca fiz parte de um clube do livro antes. Queria ter certeza de que, de qualquer forma, fosse simples e divertido e que incentivasse as pessoas a pegar um livro, sentar e ler.”

O clube do livro também encoraja os leitores a interagir nas redes sociais e, em algumas oportunidades, o próprio Luck participa, seja por meio de perguntas e respostas ou por vídeos, até mesmo ao vivo.

Andrew conta que a organização já recebeu retorno de bibliotecas, livrarias, autores, professores, pais e até mesmo de editoras pedindo para promover a iniciativa. Algumas escolas também começaram programas de leitura baseados na ideia. Durante essa inter-temporada, enquanto se recupera de cirurgia no ombro, Luck tem cultivado também o hábito de ler para crianças, em escolas ou hospitais infantis.

Lendo livros e defesas.

É fato que a leitura desempenha um papel importante na formação do ser humano, seja na infância ou na fase adulta. Ler quando pequeno é ainda mais importante, porque assim a pessoa desenvolve esse hábito para a vida toda. Ter um ídolo como Luck, que estimula crianças a ler e vai até elas para isso, cria uma nova geração de leitores. 

Tom Brady: sabendo ser ídolo.

Brady sabe do seu tamanho como jogador; e quando o assunto é ajudar a comunidade, ele fica ainda maior. Logan Schoenhardt, um jovem de 10 anos com um grave câncer no cérebro, ao realizar uma cirurgia, pediu para o médico gravar o número 12 em seu crânio. Quando ficou sabendo da notícia, Tom gravou uma mensagem de apoio ao seu fã.

Infelizmente o câncer retornou, dessa vez com pouca chance de cura. Logan fez uma lista de desejos, e um deles era conhecer seu ídolo. Brady se prontificou a conhecer o menino que, infelizmente, não conseguiu vencer sua doença. Apesar de ser uma história triste, que não teve um final feliz, o quarterback dos Patriots se mostrou muito solidário, realizando o último desejo de um dos seus maiores fãs.

Outra história que envolve o quarterback, é a de Calvin Riley – um jovem de 20 anos que tinha um futuro promissor no baseball quando foi baleado enquanto brincava de Pokemon Go. Calvin, que havia estudado na mesma escola que Tom, infelizmente não sobreviveu. Não havia nada que Brady pudesse fazer nessa situação, mas ele enviou uma carta de duas páginas, escrita à mão, para a família. A família se recusou a revelar o conteúdo do texto, mas disse que foi uma forma de conforto em meio a uma situação tão triste.

Larry Fitzgerald e Anquan Boldin: saindo da zona de conforto.

Em 2012 os WRs Anquan Boldin e Larry Fitzgerald fizeram uma visita a Etiopia. Boldin, quando conheceu um pouco mais sobre a realidade do país, resolveu ir pra lá ajudar e, para isso, chamou o amigo e ex-companheiro de time nos Cardinals.

Larry e Anquan trabalharam carregando pedras, sob a restrição de não dar dinheiro para os habitantes locais: um simples “presente” de 30 dólares para alguém poderia desequilibrar toda a ordem social ali existente. Ao final da viagem, inconformados com a pouca ajuda que puderam oferecer, os jogadores compraram, cada um, uma vaca para a região.

Um ano depois, eles estavam de novo no continente africano, dessa vez no Senegal e com mais um companheiro: o WR Roddy White. Os três visitaram um vilarejo que mal tinha água, e participaram do dia a dia da comunidade, procurando encontrar diferentes formas de ajudar. Boldin destacou a importância de levar a história desses lugares para cada vez mais pessoas.

Dois caras fodas.

Os jogadores ainda desenvolvem trabalhos na África. Fitzgerald, inclusive, participa de organizações que ajudam pessoas com AIDS no continente. Boldin ganhou, em 2015, o Walter Payton Man of the Year Award, prêmio que a NFL dá aos jogadores que mais se envolvem em trabalhos voluntários e de caridade.

Brandon Marshall: defendendo a conscientização.

A bipolaridade é uma doença real, mas que tem como principal adversária a forma como é vista na sociedade: muitas vezes romantizada, muita gente não sabe que existem pessoas que sofrem com ele. O WR Brandon Marshall é uma delas.

Desde que foi diagnosticado com o transtorno, Brandon luta pela causa, criando uma fundação com seu nome para alertar sobre os problemas da doença. O jogador já foi até mesmo multado pela NFL por usar chuteiras verdes – a cor escolhida para a conscientização sobre o assunto.

Pierre Garçon e Ricky Jean François: ajuda humanitária.

Quando o furacão Matthew passou pelo Haiti, Pierre Garçon e Ricky Jean François, então companheiros de equipe em Washington, de descendência haitiana, viajaram em um avião do dono da franquia para levar mantimentos ao país. Pierre e Ricky se mobilizaram também nas redes sociais, para ajudar a conseguir recursos. No país, eles ajudaram a entregar as doações.

Chris Long: o “cara da água”.

O DE Chris Long viajou para a Tanzânia pela primeira vez em 2013, para escalar o monte Kilimanjaro. O jogador se apaixonou pelo lugar, mas, em outras visitas, ficou assustado com a qualidade da água que as pessoas bebiam: a água é marrom com algumas coisas verdes nela“.

Para ajudar na situação, Chris criou a ONG Waterboys, que tem por objetivo melhorar a qualidade do recurso em países africanos. A iniciativa tem apoio de muitos jogadores da liga, e da própria NFL Network.

Você diria não a esse homem?

Andre Johnson, Steve Smith e Pat McAfee: presentes de Natal.

Todo natal o WR Andre Johnson leva crianças em lojas de brinquedo e gasta mais de 15 mil dólares em presentes. Mesmo depois de se aposentar, ele manteve o costume. O WR Steve Smith também tomou parte na ação, que é uma tradição no Baltimore Ravens. No último natal, o P Pat McAfee pagou a conta de luz de 115 famílias em Indianapolis, evitando inclusive que pessoas tivessem a sua eletricidade cortada.

JJ Watt, te amamos

Já falamos de JJ Watt no caso das enchentes de Houston, mas não é de agora que ele mostra seu talento fora de campo. JJ é o criador da JJ Watt Foundation, ONG que procura levar recursos a escolas para que elas possam desenvolver seus programas esportivos. Watt também é um apoiador dos militares, fazendo até mesmo campanhas em parceria com seu patrocinador, a Rebook, para auxiliar veteranos.

O jogador dos Texans também reconhece seus fãs: recentemente, um jovem foi atropelado em Houston e teve sua jersey, do próprio JJ, destruída. Quando ficou sabendo, Watt respondeu que iria ao hospital entregar pessoalmente uma nova camisa. E ele não só cumpriu a promessa, como deu uma de cada modelo para o menino.

Colin Kaepernick: um ativista.

É impossível fazer uma lista como essa sem citar Colin Kaepernick. Deixando toda polêmica de lado, o antigo quarterback dos 49ers já mostrou que não tem medo de manifestar suas ideologias. Ajoelhar durante o hino incomoda muita gente e, devido ao patriotismo de muitos americanos, dá pra entender (com um baita esforço) a rejeição ao jogador.

Acontece que seu gesto, conseguiu o que ele queria: chamar a atenção para a causa do racismo. Não só politicamente, Colin também é engajado na caridade. Recentemente, ele conseguiu um avião para levar água e suprimentos para os necessitados na Somália, doando cerca de 100 mil dólares. Goste ou não de Kaepernick, ele certamente tem um impacto fora de campo, maior até do que aquele que produziria dentro de um estádio.

Cam Newton: amigo da garotada.

Cam Newton é um exemplo um pouco diferente: o jogador, à sua maneira, age dentro e fora de campo. Cam tem o hábito de entregar as bolas dos touchdowns que marca para crianças e, apesar de ser um gesto simples, pode melhorar o dia de quem recebe o souvenir. Newton também tem uma fundação, que tem como missão “garantir que as necessidades sócio-econômicas, educacionais, físicas e emocionais das crianças sejam atendidas.

Já é tradição.

Ndamukong Suh: gigante fora de campo.

A revista Forbes é conhecida por suas listas e, dentre elas, está a de celebridades que mais fazem doações. Na lista de 2012, Ndamukong Suh foi o jogador da NFL que apareceu mais alto: Suh doou 2.6 milhões de dólares para a Universidade de Nebraska, sendo 2 milhões para o departamento atlético e 600 mil para a faculdade de Engenharia poder dar bolsas de estudo. Era, ali, a maior doação única de um jogador de futebol americano.

Esses são alguns exemplos de jogadores que tomam um pouco do seu tempo e dinheiro para ajudar outras pessoas. Ciente que essa é uma prática comum na liga, a NFL (que é extremamente rigorosa com os códigos de uniforme) estabeleceu, desde a última temporada, que os jogadores teriam uma semana para usar chuteiras personalizadas com as causas que quiserem divulgar.

A ação foi amplamente divulgada, e, durante as transmissões, alguns jogadores inclusive falavam da sua chuteira e o que ela estava representando. O resultado foi muito interessante. Você também pode fazer sua parte. Pesquise sobre seu jogador preferido, provavelmente ele tem algum projeto que você pode ajudar de alguma forma!

No meio do caminho tinha uma pedra

Durante boa parte do século o Miami Dolphins foi um dos principais representantes da palavra mediocridade na NFL. Após chegar aos playoffs em 2000 e 2001 a equipe ficou seis temporadas longe da pós-temporada, voltando para lá só em 2008. Depois disso foram mais sete longas temporadas sem jogar em janeiro, passando por anos sombrios de Joe Philbin como Head Coach.

2016 começou como um ano normal para o torcedor dos Dolphins. O ínicio de temporada 1-4, e o iminente duelo contra os Steelers praticamente sepultaram qualquer sonho do time de ser pelo menos razoável. Mas, naquele jogo, a realidade começou a mudar em Miami. Jay Ajayi correu para mais de 200 jardas – naquela que seria a primeira de três vezes que isso aconteceria no ano – e os torcedores puderam comemorar a primeira vitória sobre um time de verdade (claro, o Cleveland Browns não conta) na temporada.

Nas 5 rodadas subsequentes, as boas atuações da equipe – e de Ajayi – continuaram vindo, e os Dolphins se viram de volta na briga pelos playoffs. Nem a derrota contra os Ravens desanimou os ânimos de um time embalado, que voltaria a vencer logo na semana seguinte, contra os Cardinals.

Nesse jogo, porém, a sorte foi embora. Apesar da vitória, Miami viu seu QB sair de campo com uma lesão grave. Ryan Tannehill havia parcialmente rompido o ligamento cruzado anterior, e não jogaria mais naquele ano. Tal fato não impediu a classificação para a pós-temporada, já que o backup Matt Moore foi capaz de derrotar os poderosíssimos Jets e Bills. Se vencer um jogo de playoff em Pittsburgh com Tannehill já seria difícil, sem ele se mostrou uma missão impossível. Moore fez o que pode, mas o time foi facilmente derrotado: 30-12.

Apesar da eliminação em janeiro, os Dolphins chegaram em 2017 de cabeça erguida. No primeiro ano de Adam Gase a equipe finalmente mostrou estar em um caminho promissor, tanto por parte da comissão técnica quanto dos jogadores dentro de campo. O bom draft ajudou a alavancar as expectativas ainda mais, e Miami chegou ao seu Training Camp mais otimista do século cheio de confiança.

Porém, como dizem os torcedores de qualquer equipe, inclusive parem com isso, se não é sofrido, não é Dolphins. Logo no início dos treinos Ryan Tannehill voltou a sentir o mesmo joelho que havia lesionado anteriormente, e foi constatado que ele não jogaria a temporada. Poderíamos criticar o amadorismo da equipe diante da situação, já que a escolha de não realizar uma cirurgia no franchise QB foi bastante questionável, mas vamos deixar essa passar, afinal Miami nos deu uma grande alegria: o retorno de Jay Cutler. Contratado para salvar o ano, Jay voltou a NFL da mesma forma que saiu: nem aí.

“Cutler não sabia onde estava quando acordou no hotel”, foi a sua primeira manchete como QB dos Dolphins.

E é assim que os Dolphins chegam na temporada: se por um lado a expectativa é alta, por outro alguns problemas surgem no meio do caminho – e dessa vez eles não atendem pelo nome de Tom Brady e Bill Belichick.

Jay Cutler presents: o ataque dos Dolphins

Já citamos Jay Ajayi como uma das principais peças do ataque, e agora em seu segundo ano como titular, segundo ano saudável, e segundo ano no ataque de Adam Gase, ele tem tudo para jogar ainda mais bola. Além dele, Kenyan Drake, que teve bons momentos em 2016, retorna para ajudar no backfield.

Os recebedores também são os mesmos do ano passado: o excelente slot receiver Jarvis Landry; DeVante Parker, que (dizem) está preparado para ter um ano monstruoso depois de duas primeiras temporadas medianas; Kenny Stills, que agradou o suficiente para receber um contrato novo; e os segundo-anistas Leonte Carroo e Jakeem Grant, que esperam ter uma contribuição maior que na última temporada. O time ainda conta com a chegada do TE Julius Thomas, que teve seus melhores anos sob a batuta de Adam Gase, mas esteve de férias em Jacksonville nos últimos anos.

A linha ofensiva tem tudo para continuar progredindo, mesmo com a saída de Branden Albert. Laremy Tunsil agora jogará como Left Tackle; Mike Pouncey, se conseguir se manter saudável – um baita desafio para ele -, retorna como Center. O grupo ainda tem Ja’Wuan James, antiga escolha de primeira rodada, como Right Tackle; e o calouro Isaac Asiata podendo assumir a titularidade como Guard ao longo do ano. Como você já sabe, esse site preza por não encher linguiça citando nomes de jogadores que o fã-médio não conhece, logo não estranhe se a matemática da OL não fechou: não nos importamos.

E, claro, deixamos o melhor para o final. Jay Cutler. O homem que levou o editor desse site a passar uma madrugada destilando todo seu ódio contra ele – mesmo sendo um torcedor dos Packers. Cutler saiu da aposentadoria porque Adam Gase ligou desesperado procurando ajuda após a re-lesão de Tannehill.

Como eles já haviam trabalhado juntos em Chicago, Jay achou interessante a ideia de uma reunião. Se olharmos os stats, veremos que Cutler e Tannehill tiveram números parecidos no esquema de Gase. Podemos, assim, confiar que ele comandará o ataque sem maiores problemas.

Aqui a bruxa também come solta: a defesa dos Dolphins

Miami se reforçou na defesa durante a offseason. Os reforços eram necessários, mas a linha defensiva é tão boa que, pelo menos inicialmente, não terá nenhum novo titular. Cameron Wake e Ndamukong Suh continuarão fazendo o que fazem de melhor – embora em alguns estados isso não seja permitido.

Jordan Phillips e Andre Branch compõe o resto do grupo. Participarão da rotação Charlie Harris, escolha de primeira rodada, e William Hayes – que não poderíamos deixar de citar, afinal ele não acredita em dinossauros, mas acredita em sereias.

Suh e Cameron caçando QBs.jpg

O corpo de LBs estava fechado: Kiko Alonso, que foi muito bem, obrigado, no ano passado; Lawrence Timmons, recém-chegado de Pittsburgh; e Raekwon McMillan, escolha de segunda rodada. Infelizmente Raekwon também sofreu uma lesão e não jogará a temporada, então os Dolphins ainda estão por definir quem será o titular na sua posição. Não se assuste se um free agent for contratado, mas é bem provável que o titular acabe sendo alguém que você não conhece.

Na secundária Miami também já teve outra grande perda: o CB Tony Lippett, que não seria titular, mas provavelmente o reserva imediato de Byron Maxwell e Xavien Howard. Maxwell e Howard foram bem em 2016, e esse ano a expectativa em torno deles é alta. Reshad Jones, um dos melhores Safeties da NFL volta de lesão e jogará ao lado de Nate Allen, que substituirá Isa Abdul-Quddus, outro fora por de conta lesão.

Palpite: A corrida por Wild Card na AFC esse ano está complicada, mas, jogando em uma divisão em que apenas dois times podem vencer, os Dolphins tem boas chances de retornar aos playoffs. Resta saber se dessa vez eles terão forças para chegar mais longe esse ano – acreditamos que seja possível, mas o time não deve conseguir passar de Steelers ou Patriots quando enfrentar um deles.

Não acredite em Ryan Tannehill e Arian Foster; aproveite seu dia na praia!

Adoramos números e estatísticas. Na verdade, eles são um grande escudo para qualquer fã de esportes americanos. Mas, ao mesmo tempo em que podem embasar teses e ajudar a provar que estamos falando de grandes jogadores ou equipes, muitas vezes também podem esconder atletas abaixo da linha da mediocridade. Como este é um texto sobre o Miami Dolphins, está claro que estamos falando de Ryan Tannehill, não é?

A verdade é que mesmo superando as quatro mil jardas pelo segundo ano consecutivo, Ryan foi uma grande decepção na maior parte da última temporada; seu percentual de passes completos não chegou a 65%, isto aliado a uma média menor que 8 jardas por passe. Com estes números não surpreende constatar que o Dolphins terminou com média inferior a 20 pontos por partida.

A última chance de Tannehill

Por mais estranho que possa parecer, há alguns motivos para (tentar) acreditar que o destino do Dolphins em 2016-2017 será diferente e um deles é o head coach Adam Gase. Todos concordamos que Joe Philbin foi demitido com um ano de atraso – na verdade um ano e quatro jogos, já que Stephen Ross, proprietário da equipe, é tão teimoso quanto uma mula empacada. E, apesar do significativo apoio do elenco para manter Dan Campbell, Ross fez a escolha correta ao contratar Gase.

Um dos trunfos de Adam na NFL é obter o máximo de quarterbacks em diferentes estágios de sua carreira. Foi assim ao, digamos, “recuperar” Peyton Manning no Denver Broncos; ao potencializar bons momentos do também medíocre Jay Cutler ano passado quando ocupou o cargo de coordenador ofensivo em Chicago e, bem, vocês lembram de Tim Tebow no início de sua carreira, não é mesmo?

De todo modo, o currículo de Gase já elimina qualquer desculpa para, daqui em diante, Ryan Tannehill estar abaixo da mediocridade. Pesa ainda fato de que o QB tem a sua disposição um sólido corpo de recebedores: Jarvis Landry vem se consolidado como um dos melhores WRs da NFL (110 recepções para 1157 jardas e 4 touchdowns – além de um TD corrido – em 2015) e DeVante Parker, mesmo não tendo um primeiro ano de encher os olhos, demonstrou talento (quatro jogos com mais de 80 jardas nas últimas seis partidas da temporada; ao todo foram 26 recepções, para pouco menos de 500 jardas e 3 touchdowns).

Há, ainda, a chance de Jordan Cameron responder após um ano tenebroso – Gase, sobretudo, acredita que ele não foi utilizado corretamente na temporada que passou.

QBs medíocres também precisam de proteção

É evidente que questionamos o talento e não somos grandes fãs de Ryan Tannehill, mas qualquer QB precisa do mínimo de proteção para mostrar algo e, por muito tempo, a linha ofensiva do Dolphins simplesmente fedeu. Apenas para ficar com Tannehill: desde 2012, ele sofreu 184 sacks.

Agora a pressão está ali: Ryan sabe que se não mostrar alguma evolução em seu quinto ano na liga, provavelmente não haverá para ele uma sexta temporada. Mas para isso ele precisa de ajuda. A temporada que passou beirou o caos; quando o OT Ja’Wuan James e o C Mike Pouncey se lesionaram, simplesmente não havia profundidade no elenco para manter um nível sequer próximo ao proporcionado pelos titulares.

Com ambos saudáveis, espera-se que a história seja diferente. Some-se a eles as adições dos OTs Jermon Bushrod, que veio de Chicago, e do rookie Laremy Tunsil. Tunsil, aliás, tem uma das histórias mais curiosas do último draft. E é preciso parabenizar o Dolphins por escolhê-lo (e este é o Pick Six elogiando o Dolphins; definitivamente não temos nenhuma credibilidade).

Bem, Laremy era cotado para ser uma das primeiras escolhas da última seleção, mas no dia do draft, um vídeo do atleta inocentemente curtindo seu bong de maconha acabou viralizando nas redes sociais.

O OT caiu no colo de Miami e a verdade é que se trata de um atleta pronto para a NFL, com capacidade atlética e velocidade proporcionalmente assustadoras. É um protetor sólido contra o pass rush e deve resolver problemas históricos e constantes na OL de Miami, que pode ser construída ao seu redor: Ja’Wuan James e Mike Pouncey podem se focar no centro da defesa adversária e Branden Albert, se saudável, pode render como RT – Albert tem talento, mas perdeu 16 jogos nas últimas quatro temporadas.

De qualquer forma a empolgação com o novato é tanta que o G Billy Turner declarou que a equipe tem “potencial para ser a melhor linha ofensiva da NFL”. Calma, Turner: não feder e estar acima da 15ª colocação já será surpreendente e deixará os torcedores felizes.

Defender é para os fracos

É fácil prever que o sistema defensivo do Dolphins irá implodir, afinal, eles contrataram o defensive end Mario Williams. Será um fracasso: Mario está com 31 anos e há muito tempo não é o jogador que chegou a impressionar no Houston Texans. Na última temporada, com os Bills, ele mal conseguiu fingir algum interesse.

Para piorar, Williams estará ao lado de Cameron Wake, um DE de 34 primaveras que não possui sequer uma fibra muscular saudável em seu corpo, o que nos leva a crer que dificilmente voltará a ser o atleta que um dia foi. Cenário este que torna pouco provável que o Dolphins pressione o quarterback adversário.

Resta confiar em Ndamukong Suh. E para confiar em Suh é preciso olhar além de sua temporada passada dos Dolphins. O fato é que ele não teve um primeiro ano ruim na Flórida – porém também é verdade que, pelo que Miami paga por ele, qualquer coisa diferente de “incrível” seria criticada. Mas precisamos ser justos: nada funcionava e, além do seu trabalho, Ndamukong precisava compensar as deficiências de três ou quatro colegas de equipe.

SUUUUUH

Que crime cometerá Suh em campo nessa temporada?

Fedemos, não sabemos contratar e mesmo assim fazemos trocas estúpidas

O inexplicável paira sob o Dolphins e eles foram atrás de dois jogadores que certamente gostariam de apagar 2015-2016 de seus currículos. Em uma troca até agora difícil de compreender com o Eagles, Miami adquiriu o LB Kiko Alonso, que teve um ano terrível – embora seja preciso considerar que Alonso vinha de uma lesão no joelho que o fez perder toda a temporada em 2014. Não contentes com Alonso, os Dolphins ainda trouxeram o cornerback Byron Maxwell, possivelmente uma das maiores enganações que já pisou em um campo de football.

Vamos reconhecer que nos Eagles, pela primeira vez na carreira, Byron foi responsável por marcar o WR1 dos adversários. E falhou miseravelmente. Agora Maxwell deve ter o mesmo papel em Miami, que conta com uma das piores secundárias da NFL: no ano passado, a defesa contra o passe do Dolphins cedeu um percentual de conclusão superior a 65% e um passer rating de 97,4. Além disso, terminou na 28ª colocação em terceiras descidas (43,4% de conversão). Está longe de ser animador.

Só para completar os “bons” números, vamos a mais dois: Miami também ocupou a 28ª colocação em jardas corridas cedidas (126,2) por partida e a 21ª em jardas por jogada (5,6).

Você sentirá saudades de Lamar Miller

Acreditem: Lamar Miller será uma perda difícil de superar. Sem dúvida ele terá ótimos jogos em Houston e o torcedor do Dolphins sofrerá ao ver os touchdowns anotados por ele em alguma tarde quente de domingo.

Para Miami, restou Jay Ajayi, mas é provável que nem os pais de Ajayi confiem em seu talento como RB. Já do draft veio Kenyan Drake, que demonstrou potencial em Alabama, mas devido a sua fragilidade está longe de ser uma aposta confiável: no college football sofreu com diversas lesões, sobretudo no tornozelo.

Da free agency vem a maior (ou única) esperança e ela está em Arian Foster, que em 2010 liderou a NFL com 1616 jardas quando jogava em Houston – e por mais três vezes (2011, 2012 e 2014) Foster superou a marca das 1000 jardas. Mas as lesões o perseguem e aos 29 anos é pouco provável que um RB sem um tendão confiável recupere a velha forma: é uma lesão muitas vezes definitiva para atletas da posição, potencializada naqueles que beiram os 30 anos e terrível para quem perdeu praticamente metade das últimas três temporadas combinando diferentes lesões.

De qualquer forma, não podemos negar que Foster está no melhor lugar que poderia imaginar para recuperar seu prestígio: um time com um quarterback que nunca se mostrou efetivamente confiável e que precisará desesperadamente correr. É um caminho longo a ser percorrido e, no meio do percurso, Foster precisará convencer uma franquia que está saudável o suficiente para, aos poucos, se tornar protagonista. Spoiler: não vai acontecer.

Em um mundo perfeito ele teria auxílio de Jay Ajayi. Mas, como já foi dito, ninguém em sã consciência confiaria em Ajayi. Resta ao Dolphins confiar nos tendões de Arian Foster. Não é o melhor dos cenários, mas talvez fosse ainda pior se a franquia tivesse um QB horrível.

Palpite: Garoppolo é melhor que Tanehill e anotará 6 TDs contra Miami. Na semana 5, Foster desistirá da carreira, Suh será suspenso por tentar matar Mariota e Adam Gase lembrará de seus dias treinando Tebow. Na oitava semana tudo já estará perdido e o Dolphins estará em algum lugar entre o limbo, o nada e a última posição da divisão. O objetivo deve ser alcançar cinco vitórias, mas com três já será possível comemorar.