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Eu escolhi esperar

No mundo dos esportes, existe uma velha citação sobre como você nunca quer ser o cara que substitui “O cara”. Você quer ser o cara que substitui o cara que substitui “O cara”.

Para o 49ers, “O cara” era Jim Harbaugh, o grande treinador que chegou em 2011 de Stanford para salvar a equipe da mediocridade. Antes da chegada de Harbaugh, San Francisco vinha de uma humilhante sequência de oitos anos sem chegar na pós-temporada, tempo esse no qual a franquia teve campanha média de 5-11 e não teve UM ano com mais vitórias do que derrotas; Harbaugh trouxe mudanças, e uma nova cara para a franquia: em seus três primeiros anos, San Francisco foi a três finais de NFC consecutivas e um Super Bowl, ficando a cinco jardas (nota da edição: ou um holding não marcado) de conquistar o sexto anel da franquia. Foram três anos gloriosos, e graças àquele que logo se tornou um dos melhores técnicos da liga.

Saudades.

Mas vocês sabem como a história acaba. Uma diretoria egocêntrica quis os créditos pelo sucesso do time, o que levou a uma queda de braço e à saída de Harbaugh de San Francisco, enquanto Balkee e York buscavam provar que o time não dependia do técnico para continuar ganhando jogos, e que a dupla era a verdadeira origem do sucesso da franquia.

De certa forma, tanto Jim Tomsula (2014) como Chip Kelly (2015) – os dois técnicos seguintes – foram “o cara que substituiu O cara”: sim, eram pessoas diferentes, mas ambos foram um subproduto da mesma mentalidade distorcida, do desejo da diretoria de ganhar no curto prazo para comprovar sua crença no próprio sucesso. Por mais problemas que tivessem, Tomsula e Kelly estavam fadados ao fracasso mesmo antes de começarem seu trabalho.

Felizmente isso agora ficou no passado, e agora o time tem seu cara para substituir os caras que substituíram “O cara”. Kyle Shanahan chega não para tentar arrumar um time já existe em uma tentativa desesperada de conseguir vitórias, e sim como uma peça para iniciar um processo de reconstrução com foco no longo prazo. E isso é uma ótima notícia para um time que voltou a ser uma piada nos últimos dois anos da sua gloriosa existência.

Para o 49ers voltar a ser bom, primeiro precisava admitir que não era mais. E foi o que o time fez. Shanahan e o novo GM John Lynch assinaram contratos muito longos (seis anos) justamente para terem a segurança e estabilidade no cargo que precisam para poder pensar no amanhã, sem se preocupar em ganhar no hoje. É um processo, e o time parece ter enfim construído sua base para se lançar nessa empreitada.

A realidade

Embora isso seja uma boa notícia para o torcedor de SF, uma guinada na direção certa, isso também significa que pelo menos por enquanto o time está conformado em ser um time ruim, que não vencerá muitos jogos. Tudo fica claro na montagem no elenco: jogadores mais talentosos saíram da equipe, e o time não investiu para estancar o sangramento. Ao invés disso, apostou no draft, trocou para acumular escolhas extras, e encheu o time de jovens promessa. Ainda assim, o mais provável é que ainda demore anos para termos uma noção clara de como e para onde está indo essa reconstrução. E, depois das últimas duas temporadas, isso não será um problema. Ser ruim o time já era, pelo menos agora ele pode oferecer ao torcedor uma coisa pela primeira vez em três anos: a perspectiva de um futuro melhor.

E onde esse futuro parece estar mais próximo é do lado defensivo da bola. Em parte pelos legados de drafts anteriores, em parte pela ótima atuação de San Francisco no seu primeiro draft sob o comando de John Lynch, a defesa do 49ers já possui um número maior de grandes prospectos para servirem de pilar para essa nova etapa.

Onde mora o futuro

Em particular, o que impressiona é o talento que o time acumulou na linha defensiva. Nos últimos três drafts o time usou sua primeira escolha em um jogador da posição: Arik Armstead (#17 em 2015), DeForest Buckner (#7 em 2016) e Solomon Thomas (#3 em 2017).

Armstead teve altos e baixos, mas em geral se destacou na curta carreira indo atrás dos QBs adversários, e Buckner teve um ótimo ano de calouro. Apesar da pouca idade, experiência e rodagem pela NFL, é um trio de enorme talento, altas expectativas e que devem constituir a espinha dorsal da identidade do Niners daqui para frente.

Solomon Thomas, que em português quer dizer “esperança”.

O sistema defensivo de San Francisco mudou para um alinhamento 4-3 nessa temporada, o que também deve ajudar a maximizar o impacto desse grupo, em especial a versatilidade de jogadores como Thomas e Armstead, capaz de se moverem ao longo da linha e jogarem em múltiplas funções e posições. Junte a esse trio o subestimado Aaron Lynch, que vem de um 2016 ruim, mas que já teve destaque no passado com seus sacks e pressão, e a profundidade de nomes como Earl Mitchell, Quinton Dial e Tank Carradine: essa linha de frente pode ser bastante assustadora muito em breve.

O resto da defesa não está com tantas promessas e tantos talentos de ponta, mas ainda tem alguns nomes interessantes. NaVorro Bowman, aos 29 anos e vindo de múltiplas lesões sérias, provavelmente não é uma peça que estará no próximo time vencedor do 49ers, mas é um líder querido e respeitado no vestiário que pode por pra jogar junto do jogador que deve ser o futuro do 49ers no miolo da defesa, o LB Reuben Foster, um talento Top 5 do último draft que caiu até o fim da primeira rodada por problemas no ombro. Se ficar saudável, será um grande achado e mais uma boa peça para essa defesa.

A secundária não tem esse tipo de talento ou de certezas, mas ainda tem jogadores jovens que podem contribuir, como os “herdados” Jaquiski Tartt e Eric Reid, dupla de safeties; o promissor Rashard Robinson (escolha de quarta rodada de 2016); os cornerbacks Jimmy Ward e Dontae Johnson e o calouro Ankhello Witherspoon.  É uma unidade com muito mais jogadores decentes e apostas – o tipo de situação onde você tenta descobrir exatamente o que tem, e ver se alguma das suas apostas se torna um acerto para carregar.

Ainda assim, a secundária deve depender muito mais de boas atuações da linha defensiva – e da pressão colocada nos QBs adversários – do que da sua própria qualidade durante a temporada. Idealmente, Robinson e Witherspoon atingiriam seu potencial e se tornariam uma boa dupla titular, e pelo menos um dos veteranos se mostraria um sólido complemento. É o que o coordenador defensivo Robert Saleh vai esperar encontrar para a temporada, enquanto tenta recuperar a identidade defensiva e física que marcou os anos de ouro do 49ers nessa década.

O lado oposto

O ataque, por sua vez, foi montado com uma abordagem muito diferente – tão diferente que dá para dizer que é quase oposta. Se a defesa está mais avançada na reconstrução, com vários talentos intrigantes de alto nível e altíssimo potencial, o ataque está praticamente sem nenhum talento jovem de alto potencial. Seu QB titular e seu WR #1 em 2017 terão 31 anos, seu melhor jogador de linha tem 32, e o time gastou apenas UMA escolha de draft nas três primeiras rodadas dos últimos três anos com o ataque – o G Joshua Garnett que, aliás, foi muito mal em 2016.

Então, com essa escassez de talento jovem, a diretoria de San Francisco inteligentemente decidiu seguir na direção contrária: ao invés de montar o ataque através de seus jogadores, o time decidiu começar a construí-lo montando e estabelecendo nele um sistema e um plano claro de jogo – o mesmo que Kyle Shanahan implementou com tanto sucesso em Atlanta. Com um esquema definido já implementado, fica muito mais fácil para saber que tipo de jogador buscar, incorporar novas peças, e achar talentos subvalorizados que têm muito mais valor dentro de um estilo de jogo específico – como o New England Patriots tem nos mostrado há 16 anos.

Então o Niners se preocupou em ir atrás dos jogadores que fizessem sentido para o plano de jogo de Shanahan, e trouxe as peças que poderiam ajudar nesse momento. Para jogar como QB veio o veterano Brian Hoyer, um jogador bastante subestimado que jogou com Shanahan no Browns em 2014 e que portanto já conhece seu playbook. Hoyer não é bom o bastante e nem tem a idade para ser o QB do futuro do time, mas como esse jogador não está hoje no elenco, até lá Hoyer é um ótimo nome para fazer a função que o time espera dele.

San Francisco também foi atrás e pagou bem caro por complementos a Hoyer, notavelmente Pierre Garçon, Marquise Goodwin e Kyle Juszczyk (eu olhei no Google). Os valores pagos levantaram questionamentos merecidos, pois foram bastante acima da média de mercado. Isso pode se dar por conta de um GM novo no cargo, e ser atribuído a John Lynch ainda não sabendo lidar bem com o mercado. Pode ser também o fato de que o Niners é um time ruim, com uma imagem pior ainda ao redor da NFL, e que sabia que não conseguiria os jogadores que queria se não pagasse mais por eles.

Mas todas essas caras aquisições foram feitas por um motivo. Pierre Garçon é um sólido WR que também conhece bem o playbook que o time quer implementar, tendo jogado dois anos com Kyle Shanahan em Washington, quando inclusive liderou a NFL inteira em recepções (2013, com 113). Já Marquise Goodwin nunca jogou com Shanahan, mas é um jogador que trás uma habilidade importante: é um WR de grande velocidade e muito dinâmico com a bola nas mãos, um papel importante para o esquema de Shanahan e que deve fazer a função que foi de Taylor Gabriel em Atlanta em 2016. E por fim Juszczky é um fullback bastante versátil, e Shanahan é um dos técnicos mais criativos usando FBs na NFL de hoje e que gosta de ter um em sua formação.

Eu quero acreditar.

Desnecessário dizer que trazer esses jogadores não é nem de longe para igualar o que Matt Ryan, Julio Jones e companhia fizeram em 2016 por Atlanta. Os jogadores que levarão esse ataque – espera-se – ao próximo nível ainda não estão na equipe, e devem ser um dos focos para os próximos anos.

A arte da paciência

Somando tudo isso, é difícil para o torcedor do 49ers realmente esperar um grande ano da sua equipe em termos de vitórias e performances. É o primeiro passo de um projeto de longo prazo, e paciência será parte importante dele. Mas isso não quer dizer que não possa ser um ano divertido. Do fundo do poço só se pode ir para cima, e o Niners TEM pontos de interesse para se acompanhar. Em particular, a linha defensiva tem chance de ser especial, e o ataque é um sistema de sucesso que já produziu momentos muito divertidos.

Com um pouco de sorte, San Francisco talvez tenha mais talento do que parece à primeira vista. Hoyer é um QB competente, e tem algumas armas de valor ao seu redor. Ninguém vai confundir esse ataque com o do Steelers, claro, mas tanto Hoyer como Garçon já produziram temporadas muito boas sob o comando de Shanahan.

Carlos Hyde é secretamente um dos RBs mais subvalorizados da NFL (quando saudável), e se a linha defensiva conseguir pressão suficiente para encobrir a secundária, esse time pode pelo menos almejar ser respeitável . E esse é um aspecto mais importante do que parece: a percepção do 49ers ao redor da NFL hoje, depois de chutar um dos melhores técnicos da NFL em uma batalha de egos e afundar por dois anos, é péssima. Técnicos, coordenadores e executivos recusaram entrevistas para assumir cargos na franquia, e jogadores não queriam jogar lá. Reconstruir esse tipo de coisa leva tempo, mas um bom ano, com performances respeitáveis, poucas brigas e algumas vitórias empolgantes pode fazer muito por reparar a reputação de um time.

A nova era do San Francisco 49ers começa agora. Onde ela vai dar, nós não sabemos. Mas aproveite a jornada, porque essa é uma franquia que sabe muito bem o que é estar sem direção, nadando no fundo do poço e achando que está acima de todos os demais.

Palpite: 6-10. San Francisco não deve ser tão ruim quanto o esperado em 2017 se alguns fatores funcionarem. A linha defensiva tem totais condições de estar em boa forma, e Brian Hoyer é um veterano que pode trazer estabilidade para o ataque – ambas as unidades devem caminhar mais para a média da NFL esse ano. O calendário não é dos melhores, com quatro jogos contra os sempre fortes Cardinals e Seahawks, e mais quatro jogos contra a forte NFC East, mas também tem dois jogos contra Rams, um contra Chicago e quatro contra a AFC South para buscar algumas vitórias. Com a possibilidade de alguns jovens talentos explodirem esse ano, San Francisco conseguirá uma mais que respeitável campanha de 6 ou 7 vitórias, a melhor desde a saída de Jim Harbaugh (saudades).

De Baalke a Kelly, a melhor escolha seria começar tudo de novo

Novas caras chegando, como Chip Kelly em busca da redenção, velhas caras voltando, como Anthony Davis abandonando a aposentadoria, velhas caras que já poderiam ter ido embora, mas insistem em continuar por aí, como Colin Kaepernick ou Trent Baalke ou, inacreditavelmente, Christian Ponder (que não é uma velha cara em San Francisco, ok, mas já está fazendo hora na NFL).

Chip Kelly chega para substituir o grande pizzaiolo (ou qualquer profissão do tipo que lembre ao olhar para ele) Jim Tomsula, que durou apenas uma temporada como substituto de Jim Harbaugh após um 5-11 em 2015, uma temporada que começou marcada pelas inesperadas aposentadorias de dois dos principais jogadores do time (Patrick Willis e o já citado Davis) e pela rápida decadência de Colin Kaerpernick.

Obviamente, a chegada de Kelly não parece que dará muito certo desde o começo, dado o seu fracasso na Philadelphia – parece uma última manobra do general manager Trent Baalke de tentar salvar a carreira de Kaepernick, que já está fracassando, considerando que Chip, por alguma razão, prefere Blaine Gabbert.

Provavelmente acabará como mais uma das atitudes inexplicáveis do GM estilo trocar uma escolha de quarta rodada (quando o seu time precisa de todo o novo talento possível) para ficar com um guard reserva, Joshua Garnett, que acabaria caindo no seu colo se tivesse sido paciente na segunda rodada (ou até terceira).

Nunca esquecer que Blaine já teve cabeleira e potencial de muso.

Nunca esquecer que Blaine já teve cabeleira e potencial de muso.

A maldição do draft de 2011

O draft de 2011 foi um grande draft – para quem soube escolher. Das 16 primeiras escolhas, 12 jogadores já foram ao menos uma vez ao Pro Bowl. Quem não foi? Além de Nick Fairley (que teve problemas com lesões e sempre acaba ofuscado por seus parceiros de linha), os três quarterbacks da lista que não se chamam Cam Newton: um que já se aposentou, Jake Locker, e outros dois que estão em busca de uma última chance (mais provavelmente, da última pá de cal) nos 49ers, Ponder e Gabbert.

Além disso, também é possível lembrar que esse draft teve 6 QBs entre os 36 primeiros nomes chamados, entre eles, Colin Kaepernick, o último dessa grande lista. Ou seja, de uma classe em que de 6 QBs, somente Cam Newton conseguiu realmente fazer um nome para ele, Trent Baalke conseguiu reunir 3 em seu time.

Talvez ele acredite que colecionando quarterbacks suficientes ele consiga um MVP para o seu time. Talvez ele esteja apenas esperando Jake Locker e Andy Dalton pousarem inadvertidamente na Califórnia, desenhar um pentagrama no chão, trabalhar nos sacrifícios e trazer Tebow (do draft de 2010) de volta.

O ataque do menino Gabbert

Assustadoramente, como sabemos, o quarterback titular a começar a temporada por San Francisco será Blaine Gabbert, que foi uma grande decepção em Jacksonville – que nem sequer sabe o que é ter um QB bom na equipe em sua história. Por alguma razão, Kelly vem com aquele papo de “ele está evoluído, ele pode executar bem o nosso plano de jogo”, mas parece bem mais provável que seu plano seja deixar Kaepernick (ou Ponder?) com raiva o suficiente para executar o seu ataque rápido e de muitos pontos quando finalmente assumir a titularidade – o que não deverá demorar muito para acontecer.

De qualquer forma, também, a história de muitos pontos é coisa de um passado distante e “feliz” no time verde e branco do outro lado do país. Se por causa de Gabbert já seria difícil, pare e pense no que conseguirão os seguintes alvos: Torrey Smith (663 jardas em 2015), Quinton Patton (394 jardas) e os dois que deverão ser as melhores opções de Gabbert, Jeremy Kerley (que criou 827 jardas em 2012) e Vance McDonald (475 jardas em 3 anos como profissional). Pode parar para rir, sim, ou chorar, se você ainda torce para San Francisco.

O melhor jogador desse ataque deverá ser Carlos Hyde, pelo menos em questão de produção, e isso deveria servir como um bom resumo. Ele teve uma grande partida destruindo a defesa dos Vikings na semana 1 ano passado, e parece que foi tudo o que ele conseguiu. Obviamente, inocentemente em nossas ligas de fantasy voltamos a apostar nele por estar num mítico “ataque de Chip Kelly” – não se iluda, Hyde não seria titular em metade dos times da NFL e talvez nem acabe sendo em San Francisco.

Os melhores jogadores verdadeiramente são o veterano LT Joe Staley e o agora RG Anthony Davis, que controlaram por muitos anos e muito bem os extremos da linha ofensiva da equipe. Os demais jogadores são medíocres e a partida do LG Alex Boone deveria fazer falta, mas os skill players (ou seja, os que efetivamente tocam na bola) são tão medíocres que a OL não conseguirá ser culpada.

Lembra tempos mais felizes?

Lembra tempos mais felizes?

Sobre Bosa e Buckner

Eu, Digo, já questionei muito a decisão de San Diego ter escolhido Joey Bosa ao invés de DeForest Buckner e não me alongarei por uma simples razão: infelizmente, Buckner também não jogou muito essa pré-temporada por causa de uma lesão. De qualquer forma, mais a frente voltaremos a essa questão para lembrar a todos que eu estava certo e os Chargers totalmente errados.

De qualquer forma, o lado defensivo da bola parece um pouco (pouco) melhor para os 49ers. Buckner ainda não deverá ser titular nos primeiros jogos ao lado de seu antigo companheiro de linha em Oregon (Chip Kelly pira) Arik Armstead, mas este deverá continuar usando todo seu tamanho (2.01m, 132kg) para destruir linhas ofensivas adversárias.

Pouco melhor porque o melhor linebacker pass rusher, Aaron Lynch, estará suspenso pelos primeiros quatro jogos da temporada. Ahmad Brooks (6.5 sacks em 2015) e Eli Harold, que teve poucas oportunidades como rookie, deverão cobrir seu lugar, mas não oferecem grandes esperanças. Pelo meio, a lesão que Navorro Bowman sofreu em 2014 diminuiu muito seu nível de jogo e, ao lado de RayRay Armstrong, deverá fazer os torcedores rezarem por mais sacríficios de Trent Baalke para trazer os aposentados Willis e Chris Borland de volta.

Os melhores jogadores da secundária são o safety Eric Reid e o cornerback Jimmy Ward, que a exemplo de Carlos Hyde, tampouco é grande coisa e isso diz muito sobre ela – e o fato de que suas companhias foram disputadas em busca do “menos pior” também.

Palpite: A previsão mais otimista seria acabar a temporada com a pior campanha da NFL e ter a opção de draftar um bom quarterback logo na primeira rodada e começar a produzir uma nova franquia a partir daí. Mais provável é que Chip consiga alguns jogos divertidos de algum dos seus muitos quarterbacks medíocres, acabando 6-10, e ele e Trent Baalke vivam por mais algumas temporadas até Jed York ver o que todos estamos vendo e recomeçar tudo do zero.