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Semana #12: os melhores piores momentos

75% da temporada da NFL já foi jogada. Já estreamos novos segmentos, consagramos jogadores e vimos muita desgraça até aqui. Porém, a coluna só trouxe uma certeza até hoje: se ela for continuar em 2018, certamente não serei eu que a farei. Eu não aguento mais. O leitor não liga para os meus desabafos, então vamos lá:

1 – Fuck It I’m Going Deep Fan Club

Quando o Quarterback (semana passada vimos que nem sempre só o quarterback) resolve jogar a bola longe sem medo de ser feliz.

1.1 – Matt Moore 

Quando o DB disputa com outro DB quem vai agarrar a bola, certamente não foi uma boa decisão.

1.2 – Marcus Mariota

Baseado na jurisprudência do caso anterior, além de que o drop do Darius Butler e o receiver escorregando mereceram ser destacados.

1.3 – Tyrod Taylor (part. especial: Marcus Peters)

Nada como ter o defensor do seu lado.

1.4 – Joe Flacco

Claramente procurando Rahim Moore na secundária.

2 – O Fumble Bowl 

2.1 – Malcom Jenkins

Sempre muito triste sofrer um fumble depois de interceptar um passe.

2.2 – Mitch Trubisky

Quando draftado, sabia-se que Trubisky precisaria de um tempo para se adaptar. Mas, porra, no College tu não segurava snap também não?

2.3 – Jay Ajayi

Quando a vontade de se consagrar é maior que a vontade de segurar a bola.

3 – Imagens que trazem PAZ

3.1 – Brock Osweiler

3.2 – Broncos @ Raiders 

3.3 – Robbie Anderson (assista com áudio)

3.4 – A defesa do Oakland Raiders, Paxton Lynch e… isto.

A primeira interceptação do Raiders na temporada veio em grande estilo.

3.5 – Este idiota dos Redskins

Repare como ele desconhece a regra do touchback. Seu companheiro de equipe conhecia, e ficou pistola.

3.6 – O center de New England

Tentou dar uma chance aos Dolphins. Não adiantou.

3.7 – Tyreek Hill e outro guerreiro de Kansas City 

A imagem que simboliza como o ataque dos Chiefs derreteu de algumas rodadas pra cá.

4 – Troféu Dez Bryant da Semana

Sabe quando seu time tem um jogo complicado e precisa que o jogador de nome apareça? O torcedor dos Cowboys sabe. O torcedor dos Cowboys também sabe que Dez Bryant não é o nome ideal para esses momentos.

Por tudo isso, o vencedor do troféu Dez Bryant da Semana é Leonard Fournette. Parabéns!

 

O melhor time que você insiste não respeitar

Se você precisasse fazer uma lista sobre piores times da NFL, ela certamente começaria com o New York Jets. 49ers está em um processo de tranquila reformulação e os Bills, com certo atraso, estão seguindo pelo mesmo caminho. Por último, você citaria Cleveland (“que apesar de parecer melhorar, é um lixo todo ano”) e Chicago. E é com os Bears que você, leitor, começaria a estar enganado.

Tiremos isso do caminho: estamos traumatizados e ainda não temos certeza de que está superada a escolha de Mitch (Mitch, sim) Trubisky na segunda posição do draft. A pick foi feita após uma troca que envolveu dar aos 49ers duas escolhas de terceiro e uma de quarto round para subir apenas uma escolha – em um exemplo das capacidades do novo GM John Lynch de realizar um bom leilão (ou ao menos fazer os gênios de Chicago acreditarem que havia um). Mais: Trubisky foi draftado por um time que tinha assinado com o veterano Mike Glennon, ainda que por efetivamente apenas um ano, garantindo-lhe 18,5 milhões de dólares.

Parecia que Glennon teria a oportunidade de suceder a montanha russa que foi Jay Cutler (que mesmo que seja o inútil que odiamos, detém os principais recordes de um QB em Chicago, incluindo até mesmo número de sacks sofridos e número de viradas no último quarto) ao longo dos últimos 8 anos, antes de ele se aposentar.

Entretanto, dentro de algumas semanas (não dissemos quantas), o show em Chicago será comandado pelo jovem Trubisky – mas não é o novo QB da equipe o verdadeiro ponto de interesse para a Cidade dos Ventos.

O príncipe encantado.

Obs: sempre divertido falar sobre Mark Sanchez e ele está em Chicago. Não que ele vá jogar ou ser útil de qualquer maneira, mesmo que atualmente seja considerado o QB2 no depth chart oficial, mas só para causar aquele desgosto leve lembrando desse gênio incompreendido.

Por que eu draftei Jordan Howard 

O leitor certamente não sabe, mas boa parte dos fundadores do site se conheceram por causa de uma liga de fantasy football. Devido a traumas do ano passado que não cabem ser relembrados, esse que vos escreve tinha apenas uma certeza para o primeiro round do draft desse ano: a primeira escolha seria um running back. Seria necessária muita sorte para ficar com um dos dois principais, David Johnson ou Le’Veon Bell. Assim, a busca, com a sexta escolha, e considerando que os outros jogadores escolheriam WRs, seria pelo terceiro running back mais produtivo da liga.

Ainda que jogadores como Todd Gurley, LeSean McCoy e Melvin Gordon sejam opções mais óbvias, cada um tem seu próprio problema pelo qual Howard não passará. Gurley talvez não seja tudo aquilo que vimos em seu começo e, mais do que isso, os Rams deverão sofrer muitos pontos sem o seu principal defensor (mais a frente, por que acreditar na defesa dos Bears), o que faz o time abandonar o jogo corrido; LeSean McCoy está em uma equipe que tem como principal objetivo perder e recomeçar tudo, enquanto Melvin Gordon está em um ataque que tem muitas outras boas opções além dele.

Somado a isso, é válido lembrar que Jordan Howard correu 1313 jardas (segundo melhor número da NFL) mesmo sendo titular em apenas 13 jogos e com o menor número de tentativas entre os RBs no top 5 de jardas. O interior da linha ofensiva de Chicago deve ser um dos melhores da liga com Josh Sitton (ex-Packers), Kyle Long voltando depois de um 2016 cheio de lesões e o center Cody Whitehair, agora um veterano – o que também deve abrir muitos espaços para Howard e permitir que ele repita a média de 5 jardas por corrida e 27.8% de corridas para first down (também segunda melhor marca da NFL, atrás de Zeke Elliott).

Queria te abraçar na neve também, Jordan, seu lindo.

A falta de alvos (ou uma coleção de eternas promessas)

Além das dúvidas e possíveis mudanças que ocorrerão na posição de quarterback, o titular que for escolhido não deve ter alvos seguros para quem lançar. O mais estável entre os recebedores da equipe, Cameron Meredith, foi mais um dos que deixaram a perna na pré-temporada e volta só ano que vem. Seu espaço deverá ser preenchido por um trio de novatos em Chicago que acumulou, juntos (!), 52 catches, 654 jardas e 4 touchdowns em 2016, menos do que o próprio Meredith conseguiu sozinho.

É válido, entretanto, lembrar que Kevin White foi apenas um novato azarado que sofreu com lesões na pré-temporada de 2016 (jogou apenas 4 jogos ano passado e com limitações) e finalmente está de volta com força total – tendo efetivamente sua primeira temporada.

Já Kendall Wright recebeu mais de 1000 jardas em 2013 (ele já vai para sua sexta temporada!), mas a exemplo de Markus Wheaton (749 jardas e 5 TDs em 2015, sua melhor temporada), nunca conseguiu se estabelecer como uma opção segura para seu time – e agora tentará um renascimento pelos Bears. O time ainda contará com o pequeno novato Tarik Cohen (de 1,68m!) como opção no backfield para o jogo aéreo ao melhor estilo Darren Sproles.

É também preciso lembrar da predileção do head coach John Fox pelo jogo corrido – mesmo com Peyton Manning em Denver, o time nunca deixou de correr com a bola para abrir espaços e conseguir first downs importantes. Além disso, o time tem um novo coordenador ofensivo, Curtis Modkins, que fez a sua carreira como treinador de running backs na NFL e, como OC em San Francisco em 2016, fez parte do quarto time que mais correu com a bola (mesmo estando atrás no placar na maior parte do tempo).

Por isso, atenção a Jordan Howard, o principal jogador desse ataque e que deverá carregar esse lado do time nas costas. Vocês foram avisados aqui primeiro.

A (segunda) melhor defesa da NFC North

E já que lembramos de Kevin White, é válido lembrar que os Bears perderam ano passado mais um jogador por lesão na pré-temporada: o CB Kyle Fuller, que teve duas boas primeiras temporadas para iniciar sua carreira e tentará dar prosseguimento a elas agora em 2017. O time também reforçou a sua secundária, ponto fraco da defesa, trazendo o CB Prince Amukamara, escolha de primeiro round em 2011 (comparado, inclusive, com Patrick Peterson na época), mas que sofreu com lesões, e o S Quintin Demps, titular na boa defesa de Houston.

Seguindo com os problemas de lesões, para não citar um a um, tenha em mente: todos do bom front-seven sofreram com lesões ano passado, mas agora estão finalmente saudáveis. O grupo de LBs em Chicago é de altíssimo nível: tanto Freeman quanto Trevathan estão entre os melhores insides linebackers da liga, enquanto Leonard Floyd e cia devem criar pânico entre os QBs adversários.

Jerrell Freeman. Danny Trevathan. Essa dupla é foda, bicho.

Para finalizar, lembremos da volta de mais um último jogador que – claro – perdeu boa parte da temporada passada: o NT Eddie Gouldman, âncora dessa linha defensiva. Acompanhado do também potente Akiem Hicks, devem ser os principais responsáveis por fazer o trabalho sujo nas trincheiras e abrir espaço para os habilidosos linebackers que vem logo atrás – ou simplesmente não deixar o ataque passar.

Palpite: Se a defesa é a segunda melhor da divisão (sério, Packers e Lions têm toda a esperança da temporada nas mãos de seus QBs) e o ataque pode ser meio efetivo (VAMOS LÁ, JORDAN HOWARD!), 2017 poderá ser interessante para Chicago. Ninguém espera muito do time e algumas equipes podem acabar sendo pegas de surpresa depois de um início previsivelmente horroroso (ATL, TB, PIT, GB, MIN) de 0-5, mas que pode ser seguido de umas 7 ou 8 respeitáveis vitórias, supondo que quase todos se mantenham saudáveis. Então restará esperar o início da era Trubisky para um 2018 de sonhos mais concretos.