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Power Ranking Offseason #3 – Abril e Maio

Maio e junho são os meses mais parados da NFL (junto com julho). E, se você está consumindo muito futebol americano nesse período, recomendamos o uso de drogas mais leves, como campeonato brasileiro – infelizmente temos falado sobre Série B mais do que seria saudável.

Alguém pode argumentar que abril não se encaixa nessa categoria por causa do draft: concordamos. Mas não fingimos entender o que aconteceu no draft e nem vamos tentar. E outra: o responsável pela coluna, este que vos fala, estava muito entretido assistindo Avengers: Infinity McGuffins três vezes para soltar o Power Ranking perto do draft (paga nois, Marvel!)

(sério, paga nois, pode ser com chaveiros do Pantera Negra)

Vamos ao que interessa (ou nem tanto né, é junho):

1 – Los Angeles Rams (2)

O time finalmente encerra sua empreitada rumo ao topo do nosso Power Ranking, conquistando, assim, o título simbólico de porcaria nenhuma. Essa equipe rodeada por estrelas, claro, tem tudo pra dar errado.

2 – Philadelphia Eagles (1)

O time é ótimo e terá nossa eterna gratidão por ter nos poupado de ver New England vencendo mais um Super Bowl. Mas será que Carson Wentz estará saudável em setembro? Você finge que está tranquilo, mas é só porque tenta não pensar nisso.

3 – New England Patriots (4)

O Patriots funciona como o Brasil na Copa: só consegue vencer quando parece que dessa vez não vai, portanto, pelo nosso próprio bem, devemos elevar o hype em torno de Brady & amigos sempre que for possível.

4 – New Orleans Saints (5)

Por motivos de Drew Brees finalmente ter um time (e, principalmente, uma defesa) ao seu lado depois de muito tempo. E também por motivos Drew Brees.

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5 – Minnesota Vikings (3)

A franquia conseguiu a vitória mais emocionante da história dos playoffs para depois se transformar em um bando de crianças brincando de jogar cocô uma na outra na semana seguinte. Mesmo com um bom time, não podemos confiar em Minnesota.

6 – Atlanta Falcons (6)

Nos esquecemos como esse time é bom, mas isso não aconteceria se não tivessem peidado no Super Bowl LI. A culpa, exclusivamente nesse caso, é da vítima.

7 – Pittsburgh Steelers (8)

Nada como alguns meses sem jogos para nos fazer esquecer que esse SUPER BOWL CONTENDER foi destroçado por Blake Bortles e seus receivers reservas em casa.

8 – Green Bay Packers (10)

Segue anexo:

Anexo 1.

9 – Los Angeles Chargers (11)

Como já dissemos, nada como alguns meses sem jogos. Todo ano caímos na armadilha de acreditar nos Chargers e, agora, no meio da offseason, estamos na época ideal para fazê-lo.

10 – San Francisco 49ers (12)

Segue anexo 2.

Anexo 2.

11 – Jacksonville Jaguars (7)

Times que têm Blake Bortles, por melhor que sejam, não merecem estar entre os 10 melhores nem da liga de casados x solteiros do bairro.

12 – Kansas City Chiefs (9)

Se pararmos para pensar, por mais que o ataque vá ser bem legal, a defesa é meio bostinha.

13 – Carolina Panthers (13)

Os talentos do time dependem de uma variável apenas para chegar longe: se Cam vai conseguir correr e/ou lançar a bola.

14 – Baltimore Ravens (15)

A essa altura o corpo de WRs já tem mais reboots que o Batman e o Homem-Aranha juntos, mas precisávamos dar pontos ao time por finalmente ter se preparado para chutar a bunda de Joe Flacco.

15 – Tampa Bay Buccaneers (21)

A raiva passou e nos permitimos nos empolgar de novo com o time que está preparado para COMER VITÓRIAS em 2018.

16 – Chicago Bears (19)

O hype em torno cresce a cada momento que percebemos que eles podem ser divertidos esse ano. A tendência é, claro, que tudo dê errado.

17 – Houston Texans (14)

Tirando os bons jogadores (são alguns), você não conhece 70% desse roster. Se conhece, vá fazer algo melhor com a sua vida, porque em junho já deveria ter esquecido quem joga ao lado dos craques.

18 – Dallas Cowboys (16)

Bom o suficiente para estar em todos jogos de horário nobre do ano, ruim o suficiente pra encher o saco por isso.

19 – Denver Broncos (21)

Se Case Keenum der certo (aprox. 32% de chance), pode até ser uma jornada divertida. Se não der, John Elway terá o status de “gênio”, adquirido três anos atrás, removido em definitivo.

20 – Tennessee Titans (18)

A gente não gosta deles e pode até que ser que o time jogue bem esse ano. Por isso essa posição meio sem graça.

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21 – Detroit Lions (17)

Vamos supôr que supere todas as expectativas em 2018. Resultado: não passa do Wildcard.

22 – New York Giants (30)

Porque um pouco do ceticismo foi embora. E aqui parece a posição ideal para uma equipe que pode ter ou uma temporada mágica ou uma temporada bosta.

23 – Seattle Seahawks (20)

A offseason bastante suspeita aliada a decadência já sentida nos últimos anos coloca os Seahawks em uma posição que só não é de anonimato porque o time enchia o saco recentemente e vai ser divertido ver seu colapso. Russell Wilson é capaz de salvar tudo?

24 – Washington Redskins (26)

Você não quer ler sobre os Redskins e eu não quero falar sobre eles. Todo mundo sai ganhando.

25 – Cleveland Browns (23)

CARALHO COLOQUEI O BROWNS NA 23 NO ÚLTIMO POWER RANKING só que agora com um pouco mais de parcimônia.

26 – Oakland Raiders (24)

Em breve serão abertas mais vagas para aqueles que quiserem assistir esse experimento de Jon Gruden falhar junto conosco.

27 – New York Jets (27)

Porque não faria sentido mudá-los de posição quando o time não mudou nada, mas conseguiu seu quarterback que não vamos fingir saber se dará certo ou não.

28 – Buffalo Bills (25)

Sei lá cara, mas Josh Allen tem cheirinho de bust. O problema é que tem tanta gente falando isso que estamos quase começando a torcer pelo cara.

29 – Cincinnati Bengals (28)

Ver: REDSKINS, Washington

30 – Arizona Cardinals (31)

Torcendo por Josh Rosen e MEU Larry Fitz, mas o time não inspira confiança em ninguém.

31 – Miami Dolphins (29)

O draft não corrigiu a offseason que, quanto mais olhamos, mais cara de culpada parece ter.

32 – Indianapolis Colts (32)

Se Andrew Luck não voltar jogar, pelo menos o time parece que vai ter uma linha ofensiva agora. E, se você for olhar, além de TY Hilton, não tem nenhum WR que passe mais confiança que o goleiro Karius. Estamos em 2018 e não cabe mais falar sobre a defesa da franquia.

Power Ranking Offseason #2 – Março

Não escondemos de ninguém que é muito mágico projetar a força de equipes sem vê-las jogando. Ano após ano  caímos nessa, mesmo sendo criados no país que gerou a inesquecível seleção de 2006, o melhor time do mundo quando o assunto é papel.

Por isso, já com muitas mudanças em relação a temporada 2017/18, tudo que está escrito abaixo tem uma enorme chance de se provar uma enorme asneira em setembro. Enfim, do jeito que a gente gosta.

1 – Philadelphia Eagles (1)

O melhor time da NFL teve reforços pontuais nas posições em que sofreu perdas. O maior “desfalque” em 2018 será Torrey Smith, mas não podemos sequer chamá-lo de desfalque.

2 – Los Angeles Rams (5)

Aqib Talib e Marcus Peters em uma secundária comandada por Wade Phillips é assustador. Já amávamos os Rams e eles conseguiram nos dar ainda mais motivos para continuarmos essa relação. Que sejo eterno enquanto dure.

3 – Minnesota Vikings (8)

Será mesmo que Kirk Cousins um upgrade em relação ao Case Keenum de 2017? Talvez não muito, mas o time é o mesmo e poderia ter vencido o Super Bowl não fosse uma noite de histeria coletiva na Philadelphia.

4 – New England Patriots (2)

O time sofreu diversas perdas no mercado e, pelo menos na última offseason, as movimentações de Bill Belichick não se mostraram tão acertadas. Mas duvidar dos Patriots é o caminho mais fácil pra ter a boca calada em janeiro/fevereiro.

Acabou?

5 – New Orleans Saints (3)

O Saints sempre se reforça de forma estranha, mas, reforços à parte, o time que vem de 2017 é extremamente competitivo. Com a volta de Drew Brees e um ano mais experiente, a equipe pode fazer barulho. Pena que só descobriremos em seis meses.

6 – Atlanta Falcons (4)

Os nomes que deixaram a franquia, assim como os que chegaram, não mudam o fato de que é um time forte e jovem. Porém a franquia não fez nada demais até aqui na offseason, assim fica difícil falar bem em um mundo em que o que importa é o que está bombando agora no Twitter.

7 – Jacksonville Jaguars (6)

O time manteve Blake Bortles, mas contratou Andrew Norwell para tentar correr ainda mais com a bola. No entanto, contratar Donte Moncrief e renovar com Marqise Lee foi pior do que renovar com Allen Robinson. Apostar na defesa novamente talvez seja arriscado.

8 – Pittsburgh Steelers (7)

Poucas mudanças, como era de se esperar. A dúvida fica por conta de LeVeon Bell, que quer um contrato novo (e de preferência que não seja de apenas um ano).

9 – Kansas City Chiefs (9)

O ataque promete ser no melhor estilo dedo no cu, gritaria e bola longa. Pode dar certo, pode dar errado, mas será divertido. Não sabemos o que esperar da defesa, mas Eric Berry de volta aquece o coração de toda e qualquer pessoa de bem.

10 – Green Bay Packers (11)

Os reforços da Free Agency foram bons, mas seriam excelentes se estivéssemos em 2014. De qualquer forma você já sabe que só um nome importa em Green Bay: DeShone Kizer Aaron Rodgers.

R-E-L-A-X.

11 – Los Angeles Chargers (15)

Estamos há tempos removidos daquele mês de setembro em que os kickers de San Diego chutaram até tiro de meta para fora. O time é bom, mas sempre encontra maneiras revolucionárias de perder, mas não na offseason.

12 – San Francisco 49ers (12)

Richard Sherman pode se mostrar um baita reforço, e o ataque só deve evoluir. Jimmy continua e continuará lindo.

13 – Carolina Panthers (10)

Um time que perde um Guard All Pro e troca um bom CB jovem por um WR decadente só merece cair na nossa lista.

14 – Houston Texans (13)

Os reforços até que foram interessantes, mas o que importa mesmo é saber se JJ Watt e Deshaun Watson voltarão com tudo.

15 – Baltimore Ravens (17)

Melhorar na posição de receiver só não era mais difícil que piorar, e os Ravens melhoraram (um pouco). O time, assim como Joe Flacco, ainda não inspira confiança.

16 – Dallas Cowboys (16)

Quase nada mudou. No time e no nosso Power Ranking. Ainda não sabemos se Dak Prescott é bom (2016) ou ruim (2017).

17 – Detroit Lions (19)

O time parece empenhado em fazer o jogo corrido voltar a funcionar, pena que com as escolhas erradas. Porém, os jogos mais divertidos do primeiro horário você só vê aqui.

18 – Tennessee Titans (20)

Qualquer movimentação interessante fica desinteressante quando sabemos que foi feita pelo Tennessee Titans. Pelo menos se livraram dos pesos mortos (Murray, Mularkey, Decker).

19 – Chicago Bears (26)

Candidato fortíssimo ao “Los Angeles Rams de 2017”, esse time está a um Sean McVay e um salto do naipe Goff-16>17 de ser interessante.

20 – Seattle Seahawks (14)

A franquia tenta, a cada ano, diminuir o número de jogadores de verdade que jogam ao lado de Russell Wilson. O último que sair apague a luz.

Rindo, mas de nervoso.

21 – Tampa Bay Buccaneers (23)

Talvez agora, no segundo ano do “agora vai”, o time, enfim, vá.

22 – Denver Broncos (21)

Case Keenum é um upgrade na posição mais importante do jogo, mas não é como se estivéssemos falando de Peyton Manning. E será que a defesa ainda é tão forte? Talvez não.

23 – Cleveland Browns (32)

Isso mesmo, nenê! Na offseason você não perde todos os jogos que disputa e, no caso dos Browns, você pode fazer movimentos interessantes. Tyrod Taylor não é a solução, mas pode tomar conta das crianças enquanto vocês ajeitam os horários de trabalho.

24 – Oakland Raiders (22)

A defesa ainda conta com vários “ninguém” esperando Khalil Mack fazer algo. O ataque não inspira confiança, e Jordy Nelson está mais próximo da aposentadoria do que das 1000 jardas.

25 – Buffalo Bills (18)

O time está em claro rebuild, mas por enquanto as escolhas do draft ainda não formam um time. E é melhor que o QB escolhido comece jogando no dia 1, por motivos de Nathan Peterman.

26 – Washington Redskins (27)

Porque pela primeira vez em anos a franquia finalmente tem o QB que quer. Uma pena que o time não seja tão bom.

27 – New York Jets (29)

A franquia vai atrás de um QB no draft, isso está bem claro. O resto do time talvez já seja melhor que o que estava disponível em 2017.

28 – Cincinnati Bengals (31)

Um Left Tackle já ajuda muito em uma OL que contava com praticamente nada. Quem sabe Andy Dalton não volta a jogar como o décimo sétimo melhor QB que ele de fato é?

29 – Miami Dolphins (24)

Coloque uma criança de seis anos que não sabe ler para jogar o modo franquia no Madden (paga nois, EA Sports). Talvez os moves façam mais sentido do que os que a diretoria de Miami fez nessa offseason.

30 – New York Giants (28)

Por mais que eles tentem acreditar, esse time não vai longe em 2018. Além disso, menos dois jogadores bons na linha ofensiva mais um jogador bom na linha ofensiva dá menos um jogador bom na linha ofensiva como resultado. A matemática é básica.

Do tempo que o torcedor dos Giants podia sorrir.

31 – Arizona Cardinals (25)

Que tal se livrar de um dos pilares da sua defesa pra contratar um QB sem joelho por 20 milhões por ano e Mike Glennon? Será um último ano difícil para Larry Fitz.

32 – Indianapolis Colts (30)

Por incrível que pareça, o time só conseguiu piorar até aqui. Ainda bem que existe o draft e a possibilidade do renascimento de Andrew Luck.

Por mais um último milagre de Minneapolis

Assisti ao jogo na casa da minha namorada, pelo celular, porque afinal de contas ainda não tenho direito de pegar o controle e mandar na TV lá (palavra chave: ainda). O primeiro tempo foi assustadoramente tranquilo, a defesa tão dominante quanto se poderia sonhar (Andrew Sendejo era facilmente o melhor WR de Drew Brees com aquela catch incrível) e o ataque era tão letal quanto pode ser – logo falaremos mais sobre ambos. 17-0. Algo historicamente não usual para um time como os Vikings de Minnesota.

Como passei o tempo inteiro pulando e vibrando, aproveitei o intervalo para dar um pouco de atenção para ela e respirar um pouco (coloquei o despertador para soar ao fim dos 15 minutos de intervalo). Quando o despertador tocou, peguei o celular e liguei no jogo de novo; ao mesmo tempo, minha namorada me avisa:

“Ok, eu vou tomar um banho pra dormir, tá tarde e eu trabalho amanhã.”

Sobre o time do primeiro tempo

A verdade é que, ainda que espetacular, o primeiro tempo foi tudo o que se podia esperar (e, portanto, ainda se espera pelos próximos dois jogos,). A linha defensiva, mesmo com Everson Griffen baleado, e produzindo apenas 2 sacks o jogo todo, perturbou tanto Drew Brees que o fez lançar duas interceptações: a que já citamos, em que Andrew Sendejo mais pareceu um WR que um S; e a outra, num desvio sem querer de Griffen, com a parte de trás da mão, que caiu no colo de Anthony Barr.

Créditos também para o gigantesco Linval Joseph e o do-it-all Eric Kendricks que, como sempre, taparam todos os espaços possíveis, limitando todas as corridas da dupla Kamara e Ingram assim como conseguiram os Panthers.

Diferente dos Panthers, entretanto, a secundária de Minnesota também foi gigante: Xavier Rhodes também manteve Michael Thomas no bolso, assim como Trae Waynes e Mackensie Alexander controlaram Ted Ginn Jr (afinal, apesar de 8 bolas recebidas, o maior ganho do velocista foi de 15 jardas). Harrison Smith, candidato a melhor jogador defensivo do ano mesmo estando fora do Pro Bowl, estava sempre na cobertura quando qualquer outro jogador (de qualquer outra posição: CB, LB  DL ) bobeava.

Do outro lado, no ataque, o time de Minnesota não é espetacular (válido lembrar, também, que a defesa de New Orleans não é de se jogar fora; mas não sobrou em nenhum momento nesses playoffs), mas conseguiu ser eficiente. Diggs e Thielen formam uma das melhores duplas de WRs da NFL hoje e agarram simplesmente qualquer coisa que Keenum joga na direção deles. Eles produzem first downs numa eficiência surpreendente junto com Rudolph e Wright (que se solidifica como WR3 porque sempre consegue converter terceiras descidas) – todos os recebedores de Case parecem estar sempre no lugar certo, na hora certa, sempre se esticando ao máximo e chegando a bolas que Dez Bryant com certeza não chegaria.

O jogo corrido de Latavius Murray e Jerick McKinnon não deixa a torcida sentir saudades de Adrian Peterson: dificilmente eles correrão para 80 jardas de uma vez só, mas igualmente difícil é vê-los correndo para -2 três vezes seguidas como nosso lendário RB fazia. Com uma linha ofensiva que consegue abrir espaços no jogo corrido especialmente no interior com Elflein, Beger e agora Remmers (movido de RT para LG com a ascensão de Rashod Hill), mesmo contra uma boa defesa, de first down em first down, os Vikings vão sempre chegando. Não à toa, tinham uma boa vantagem quando acabou o segundo quarto de partida.

Como a gente estava indo pro vestiário?

O banho

Quando ela falou em parar de ver o jogo, gelei. E se fosse ela quem estava dando sorte? O que eu fiz em seguida foi pior ainda.

“Mas e se for você quem está dando sorte? E se você for tomar banho e a gente tomar a virada?” – Ziquei. Forte. Tentei bater na madeira, tentei todo tipo de reza para tirar toda a desgraça que atraí para mim e para o meu time, tentei IMPEDI-LA de ir. Mas ela foi do mesmo jeito. Pois cheirosa.

E como vocês ainda devem lembrar, era realmente ela quem estava dando sorte. Afinal, o terceiro quarto foi um dos piores da temporada dos Vikings: um drive de sete minutos que acabou em punt, um TD fácil em que Xavier Rhodes perdeu na corrida para Michael Thomas, uma interceptação bizarra de Case Keenum e mais um TD bizarro em que, com Rhodes sentindo, o experiente Terrence Newman caiu no balanço do excelente Michael Thomas.

Nota da edição: Lembrem-se sempre de respeitar o meu Michael Thomas. 

Além disso, provavelmente o jogador mais surpreendente dessa equipe, Andrew Sendejo, foi apagado por uma trombada desnecessária (vindo logo da cidade do Bountygate, também podemos chamar de “trombada bem estranha”) do mesmo Michael Thomas e caiu travado no chão.

Nota da edição.2: Meu Michael Thomas não é desleal. 

O time que não jogou o segundo tempo

Assim como o primeiro tempo foi tudo aquilo que se espera da equipe de Minneapolis, o segundo foi exatamente o que o pior pessimista poderia esperar: a defesa regrediu a 2016 e o ataque mostrou aquela mediocridade latente. Obviamente, como é esperado desde a semana 2 da temporada, os que puxaram o ataque para trás foram a linha ofensiva e Keenum. Um, por ceder à crescente pressão que a defesa adversária trouxe, o que acabou também dificultando o jogo corrido e fazendo com que Keenum não conseguisse trabalhar em paz dentro do pocket e encontrar aquele micro-espaço que precisam os recebedores (o que acabaram tornando-se passes bizarros que passam longe).

Não à toa, Keenum lançou uma interceptação bizarra enquanto era atingido, o que preparou o segundo TD dos Saints no jogo, e Minnesota só pontuou em FGs muito longos (de 49 e 53 jardas), de um Kai Forbath que… Esquece. Não vai ter elogio para kicker até ganhar o Super Bowl.

A defesa, que dominou por dois quartos inteiros, desmontou-se quando perdeu a segurança de Andrew Sendejo. Foi aparente a falta de um “último homem” ali atrás e, mesmo que razoável, Anthony Harris não é metade do homem que é Sendejo – e, considerando que Andrew sofreu uma concussão, a pior lesão possível para se curar, sua recuperação é algo pela qual vale a pena acender uma vela. Ainda na secundária, Xavier Rhodes precisa recuperar o foco de quem parou Antonio Brown e Julio Jones na temporada regular para ajudar o time a ter sucesso nesses playoffs; além disso, é necessário perceber que talvez Terrence Newman já não seja assim uma grande opção que foi nos últimos anos – pelo que Waynes e Alexander tem evoluido a cada snap.

The Minneapolis Miracle

Em algum momento entre a interceptação e o segundo TD a minha namorada estava de volta (o suficiente para ajudar Kai Forbath a acertar os dois FGs que só ela, insensível ao histórico do meu time com kickers, teve coragem de olhar), mas Alvin Kamara enfrentando um simples linebacker, mesmo que Eric Kendricks, é apenas crueldade. 23-21.

Com um minuto e meio de jogo, Drew Brees lançava a bola e conquistava first downs com velocidade. Minha respiração trancava a cada passe completo e vibrava com cada stop. Obviamente, sabemos que Nova Orleans chegou à linha de 25 jardas e, com Zimmer podendo pedir apenas mais dois tempos, esteve a uma jarda (3-and-1) de garantir a vitória. Defensive stop. Ainda assim, era um chute fácil. Não quis olhar, sabendo que um erro bizarro seria basicamente a última esperança, minha namorada também se manteve em silêncio.

“Acertou?”, perguntei um minuto depois. “Aham.”, respondeu ela, já segurando o celular porque eu tremia de raiva. 24-23, 25 segundos restantes. “Acabou.”, simplesmente anunciei e, se estivesse sozinho, com certeza teria largado o celular e ido xingar os pipoqueiros no twitter do site. “Mas, assim, acabou mesmo? Não tem nenhuma chance de eles fazerem pontos?”, perguntou minha namorada, como disse, inocente às dores do futebol americano. Não resisti à esperança: “Tem, até, acho, 0,1% de chance, mas do jeito que estamos jogando, só um milagre”.

Sentei. Primeira jogada, false start de Mike Remmers – agora sim estava tudo perdido. Logo em seguida, Keenum acerta um passe de 19 jardas para Stefon Diggs, no meio do campo, gastando o último pedido de tempo roxo-e-dourado. 18 segundos para o fim.

“Ok, precisamos de mais umas 25 jardas e sair de campo.”, expliquei mais para mim mesmo que para ela. Me frustrei no primeiro passe errado para Jarius Wright e, com 14 segundos, sabia que Keenum sequer tinha braço para vencer a secundária dos Saints já marcando as laterais e assistia apenas porque, afinal, já estava ali mesmo e VAI QUE. Mais um passe errado para McKinnon. 10 segundos.

“Bom, último lance. É agora ou nunca.” – minha cabeça já estava trabalhando nos palavrões dos quais eu xingaria Forbath mesmo que o time entrasse em posição de chutar. Como se diz: o resto é história. Minha namorada tinha razão.

Nota da edição.3: o autor do texto tem uma namorada, caso vocês não tenham percebido até aqui.

Griffen (1,91m, 124kg) depois do milagre e de ter sido girado no ar por Linval Joseph. Gente como a gente.

O que esperamos de Case Keenum?

Estamos vivendo um playoff de defesas: Jaguars, Eagles e um amontoado qualquer controlado malignamente por Belichick – as três igualmente assustadoras. Entretanto, basta olhar o que a defesa dos Vikings foi capaz de produzir durante toda a temporada regular e no primeiro tempo contra Drew Brees para saber que ela é melhor do que as outras – e será a grande responsável por controlar os jogos e permitir que o time ganhe com poucos pontos. Simples assim. Obviamente, será necessário aprender com a falta de concentração que aconteceu no segundo tempo e especialmente torcer pela volta de Andrew Sendejo – ou ajustar o time para jogar sem ele, como fez em 3 jogos na temporada, com destaque para a semana 8, contra os até então imparáveis Los Angeles Rams.

Do outro lado, jogando contra grandes defesas, será necessário contar com um ataque que produza pontos suficientes. Está claro que os recebedores são excelentes, no mínimo no mesmo nível de qualquer um dos outros 3 restantes (mas provavelmente melhores). Considerando que a linha manterá o seu nível médio, o jogo cai na mão de Case Keenum.

Se a vida real fosse igual Madden, certamente Sam Bradford seria uma opção muito superior. Entretanto, e especialmente depois do que aconteceu no domingo 14 à noite, esse time morre ou vive nos braços de Keenum – contando com a sua habilidade ou com sua sorte. Sua habilidade de controlar bem o pocket será colocada a prova contra Philadelphia e seus pés imparáveis (perceba como ele simplesmente não fica fincado enquanto passa pelas suas opções, mas sim sempre se movimentando e evitando a pressão) serão essenciais para isso.

Além disso, colocar os seus recebedores em boa posição evitando, pelo menos alguma vezes, mandar um passe alto demais (vamos ser sinceros, deu certo, mas o passe derradeiro para Diggs, assim como algumas outras catches espetaculares de Thielen, simplesmente não estavam no lugar certo) poderá ser a diferença entre a vida e a morte. Explorar a secundária de um time que basicamente não permite corridas, mas é apenas razoável contra o passe será o caminho da vitória de Minnesota.

Por último e certamente crucial para os Vikings: para alguém que nunca tinha visto um jogo completo, também, a Lu aceitará a sua condição de talismã. E sem banhos no meio do jogo dessa vez.

Tá na agenda!

Podcast #6 – uma coleção de asneiras VI

Trazemos as análises mais acertadas do mundo sobre o último dia de trocas na NFL. E, de brinde, apresentamos algumas trocas que não aconteceram, mas gostaríamos de ter visto.

Em seguida, voltamos com o #spoiler: dessa vez, quais jogadores vencerão os prêmios de MVP, Defensive Player of the Year Offensive Rookie of the Year. Já pode fazer suas apostas que o dinheiro é garantido.

Depois abrimos espaço para cada um destacar uma pauta que chamou a atenção nessa temporada – inclusive uma tentativa medonha de defender o Cleveland Browns (!!!). Por fim, damos as tradicionais dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas semanas. Só jogão.

Podcast #5 – uma coleção de asneiras V

Voltamos com o tradicional #spoiler: equipes relevantes (e o Tennessee Titans) que não vão para os playoffs em 2017.

Depois discutimos qual equipe assistiríamos se só pudéssemos acompanhar um time até o final da temporada – graças a Deus não acontecerá.

Em seguida, trazemos algumas proposições que sequer acreditamos, mas nos obrigamos a explicar porque é verdade – não sabemos porque fizemos isso.

E, no final, como já é comum, damos dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas duas semanas!

 

Ano novo, novas esperanças e novas decepções

2016 foi uma montanha-russa para o calmo povo de Minnesota. Da derrota para Seattle no chute mais fácil da carreira de Blair Walsh (curiosamente, hoje jogador dos Seahawks), à esperança de repetir e chegar mais longe em 2017 com um Teddy Bridgewater cada vez jogo mais maduro e um novíssimo estádio. Passamos também pela brutal lesão do quarterback, o desembarque de Sam Bradford e o início como melhor time da NFL até chegarmos a decadência (um dos poucos times da história a iniciar a temporada com 5-0 e mesmo assim não ir aos playoffs.

Mas ano passado, claro, já é passado, de mesma forma que 2017 traz seus próprios desafios. Teddy ainda está em processo de recuperação (válido lembrar que as previsões originais para sua recuperação eram de dois anos), mas as expectativas e os vídeos que ele adora colocar no Instagram indicam que o menino prodígio voltará ainda esse ano (também para poder ser um free agent na próxima temporada).

Se tudo correr dentro da normalidade, voltará para ser banco de Sam Bradford, outro que ficará desempregado no final da temporada e precisa mostrar serviço para garantir um grande contrato – com os Vikings ou qualquer outro time.

Volta.

O pior grupo da história

Comecemos com as notícias ruins, daquelas que desgraçam a cabeça do torcedor dos Vikings. Esqueçamos o desempenho do ano passado, já que toda a linha ofensiva foi reformulada (apenas Joe Berger seguirá como titular, mas saindo da posição de center para se tornar right guard), com demissões até surpreendentes como a de Alex Boone, provavelmente o segundo melhor daquela que foi apontada como pior linha de todos os tempos pela avaliação do PFF.

Os tackles serão jogadores experientes: Riley Reiff, ex-Detroit Lions que sempre foi razoável protegendo Stafford por lá durante 5 anos, protegerá o lado cego após receber um contrato de quase 60 milhões, mesmo com as lesões que lhe limitaram durante toda a pré-temporada; do outro lado, Mike Remmers vem de Carolina também com um grande contrato (5 anos, 30 milhões).

No interior, além do já citado veteraníssimo Joe Berger, o time adiciona juventude: Pat Elflein, escolha de terceira rodada, já assumiu a posição de center e terá ao seu lado esquerdo Nick Easton, jovem que chegou à equipe após uma troca com San Francisco e jogou algumas partidas como C em 2016 devido às inúmeras lesões que acometeram a unidade.

Perceba: nenhum desses caras é excepcional ou sequer pode ser considerado bom. Entretanto, tudo que o time precisa é de um desempenho abaixo da média – e não o pior da história -, para que cada um dos cinco seja considerado herói.

A defesa mais rica do mundo

Não surpreendentemente, nas últimas semanas de pré-temporada, três dos principais jogadores da equipe receberam gordas ampliações contratuais – todos da defesa; afinal de contas, ela é a que será responsável por carregar o time novamente onde quer que ele chegue. O grande destaque fica para Xavier Rhodes e seus 70 milhões ao longo de cinco anos, afinal, uma performance anulando Odell Beckham (e qualquer outro que tenha caído na ilha do jovem cornerback) não poderia ser melhor recompensada.

A secundária é completada por outro craque, Harrison Smith, além de Andrew Sendejo, que a cada ano que passa parece ser um safety bem mais seguro que aquele que a torcida dos Vikings tinha como principal candidato “a ser substituído” a cada intertemporada. Na secundária também está a grande interrogação: Terrence Newman parece estar sentindo o peso da idade, enquanto Trae Waynes pode não ser o CB2 dos sonhos e um alvo a ser explorado; no slot, o substituto de Captain Munnerlyn deveria ser Mackensie Alexander, escolha de segunda rodada em 2016, mas Mike Zimmer visivelmente não estava satisfeito com ele, já que o time foi atrás de um veterano, Tramaine Brock, para a posição.

O front-seven tem como principal dúvida a capacidade de Anthony Barr voltar à forma que lhe rendeu comparações com Von Miller em 2015 – e dessa forma, ter bons argumentos para garantir um novo contrato gordo. Os outros dois jogadores que ficaram mais ricos durante a pré-temporada são da linha defensiva: Linval Joseph, pago como um dos melhores NT da liga e esperança para ocupar todos os espaços possíveis, e Everson Griffen, agora assumindo a condição de “defensive end veterano secundário”. Veterano porque o grande pass-rusher da equipe deverá ser Danielle Hunter, que produziu 12.5 sacks na temporada passada sem iniciar nenhum jogo e com snaps limitados; agora, como titular, seu objetivo é causar ainda mais terror nos QBs adversários.

Sorriso maroto de quem vai te agarrar.

As armas de Pat Shurmur

Uma das ideias mais repetidas durante o training camp foi que “agora, com tempo para treinar e entender bem as ideias do novo coordenador ofensivo, o ataque vai ser mais potente” – coordenador ofensivo que é melhor conhecido por o OC que treinava e chamava as jogadas com Chip Kelly na Philadelphia.

Além disso, Sam Bradford também teve finalmente tempo para trabalhar com seus colegas e ganhar confiança neles – recordes à parte, o principal stat a definir o estilo de jogo do QB deve ser a “quantidade de passes lançados antes da marca do first down” com 80%, 22º na NFL. Ousar um pouco mais deve ser o principal ponto para Sammy mudar e levar esse ataque em frente.

Stefon Diggs e Adam Thielen voltam para sua segunda temporada como titulares, o que também deve proporcionar uma melhora – válido lembrar que ambos quase chegaram às 1000 jardas recebidas em 2016 (ainda que, para os dois, quase metade das jardas foi conquistada em apenas 3 ou 4 jogos excepcionais), fato que não acontece para um WR dos Vikings desde Sidney Rice com Brett Favre em 2009. Laquon Treadwell, depois de receber apenas um passe ano passado, e Malcolm Floyd, quando voltar de suspensão, deverão ser as opções secundárias que podem crescer ao longo da temporada.

O alvo mais veterano de Bradford será Kyle Rudolph, TE que teve sua melhor temporada da carreira em 2016 e deverá voltar a ser uma opção de segurança enfatizada no estilo de jogo de Pat Shurmur (pelo menos é o prometido).

Para finalizar, a grande mudança entre os skill players será a partida de Adrian Peterson, mesmo que ele não tenha praticamente jogado já no ano passado. Para a sorte do time, que não tinha uma escolha de primeiro round (investida em Sam Bradford), um jogador que poderia ter sido draftado bem antes caiu tanto que Minnesota não teve alternativa a não ser subir umas escolhas e selecioná-lo: Dalvin Cook.

E se a sua posição de escolha nos drafts de fantasy football é indicação de produção que virá por aí, Cook fará uma dupla muito potente no backfield seja lá o quarterback que a equipe escolha manter.

Estádio do Super Bowl

É válido lembrar, antes de ousar na previsão, que nenhum time jamais disputou o Super Bowl no seu próprio estádio; caso você não soubesse, a sede da grande final de número 52 é o U.S. Bank Stadium, em Minnesota. Para repetir o final pessimista da prévia escrita no ano passado, é fácil concluir que não devem ser os Vikings a quebrar esse tabu.

Palpite: Com a proximidade do jogo de estreia já no domingo, fica um palpite mais específico: na vingança de Adrian Peterson, quem deverá fazer o seu nome em rede nacional será a linha defensiva dos Vikings. A campanha final será de entre 10 e 11 vitórias, com os jogos das semanas 5 e 16, em Chicago e Green Bay, responsáveis por decidir se esse time vai recuperar o título da NFC North ou se contentar com um wild card.

Top Pick Six #8: os 15 melhores S da NFL

A temporada se aproxima: restam apenas dois meses e meio para o início da pré-temporada, onde já poderemos ver alguns jogos e extrair as primeiras impressões dos times.

Hoje, nossa lista contempla os 15 melhores S (safeties) da NFL. Eles são os responsáveis por cobrir o fim do campo, no setor defensivo, ou seja, normalmente defendem passes longos. Algumas formações, com a intenção de surpreender o ataque adversário, mandam os safeties em blitz, para que eles façam o sack no QB adversário. Alguns dos principais nomes da posição na história da NFL são Ronnie Lott, Ken Houston, Paul Krause, Troy Polamalu e Ed Reed.

Nos mesmos moldes das listas que já fizemos, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores S entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano – excluindo o draft, claro.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí – pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Diego. Vamos ao que interessa! 

15° Johnathan Cyprien

10 14 12 7

Time: Tennessee Titans

Idade: 26 anos

Draft: 2013 / Round: 2 / Pick: 33

College: Florida International

Career Stats:

Total tackles: 453

Sacks: 2.0

Forced fumbles: 4

Fumble recoveries: 2

Interceptions: 2

Pass deflections: 16

Cyprien, draftado pelos Jaguars em 2013, sempre foi um jogador muito consistente, com números parecidos em todos os anos que jogou na NFL. Este ano, mudou de casa, mas continua na mesma divisão: jogará pelos Titans, reforçando uma defesa historicamente com problemas.

14° Darian Stewart

15 6 10 10

Time: Denver Broncos

Idade: 28 anos

Draft: 2010, Undrafted

College: South Carolina

Career Stats:

Tackles: 331

Quarterback sacks: 4.0

Pass deflections: 38

Interceptions: 6

Forced fumbles: 6

Touchdowns: 1

Stewart iniciou na NFL em 2010, atuando pelos Rams, mesmo sem ser draftado. Depois de três anos em St. Louis, passou por uma temporada também sólida pelos Ravens, mas no ano seguinte já se mudou para Denver, onde viveu uma fase excelente, inclusive vencendo o SB 50. No final do ano passado, os Broncos estenderam seu contrato até 2020, em um negócio no valor de 30 milhões de dólares.

13° Keanu Neal

14 13 13 10 15 15 9

Time: Atlanta Falcons

Idade: 21 anos

Draft: 2016 / Round: 1 / Pick: 17

College: Florida

Career Stats:

Total tackles: 106

Sacks: 0.0

Forced fumbles: 5

Pass deflections: 8

Interceptions: 0

Mal começou na NFL e este garoto já aparece em nosso ranking. Neal foi uma escolha de primeiro round em 2016 e entregou o que se esperava dele. Mesmo perdendo as duas primeiras semanas da temporada devido à uma lesão no joelho, foi fundamental na boa campanha dos Falcons. Espera-se ainda mais dele para 2017.

“Os meninos são intensos”, também chamado “se não rolar aquela multinha anual tá pouco”.

12° Reshad Jones

9 14 3 10

Time: Miami Dolphins

Idade: 29 anos

Draft: 2010 / Round: 5 / Pick: 163

College: Georgia

Career Stats:

Tackles: 555

Quarterback sacks: 9.0

Pass deflections: 40

Interceptions: 16

Forced fumbles: 3

Touchdowns: 3

Desde 2010 atuando na secundária dos Dolphins, Jones teve seu melhor ano em 2015, quando foi ao Pro Bowl. No ano passado, sofreu uma séria lesão no joelho que o tirou da temporada, mas deve voltar ainda melhor neste ano, no fortalecido elenco de Miami. Caso não volte bem, os Dolphins rasgaram dinheiro: em março, assinaram uma extensão contratual de 60 milhões de dólares.

11° Malcolm Jenkins

9 12 15 11 14 11 8

Time: Philadelphia Eagles

Idade: 29 anos

Draft: 2009 / Round: 1 / Pick: 14

College: Ohio State

Career Stats:

Total tackles: 619

Sacks: 5.5

Passes defended: 72

Interceptions: 14

Forced fumbles: 10

Touchdowns: 7

Campeão do Super Bowl XLIV com os Saints e Pro Bowler em 2015, Jenkins tem uma carreira muito sólida. Pelos Eagles, onde atua desde 2014, participou de todos os jogos. Jenkins é também um filantropo fora de campo: é fundador da The Malcolm Jenkins Foundation, especializada em mentoria, desenvolvimento de caráter, liderança, educação e saúde. 

10° Ha Ha Clinton-Dix

12 9 11 11 13 11 5

Time: Green Bay Packers

Idade: 24 anos

Draft: 2014 / Round: 1 / Pick: 21

College: Alabama

Career Stats:

Total tackles: 272

Sacks: 4.5

Pass deflections: 16

Interceptions: 8

Forced fumbles: 2

Tendo sido um recruta cinco estrelas pela grande maioria da mídia especializada, foi selecionado na primeira rodada do draft de 2014 pelos Packers. Ele, que atuou em Alabama na faculdade, foi ao Pro Bowl no ano passado e ao que tudo indica tem tudo pra ser um dos melhores safeties da NFL no futuro.

09° T.J. Ward

11 15 8 7 7 12 8 11

Time: Denver Broncos

Idade: 30 anos

Draft: 2010 / Round: 2 / Pick: 38

College: Oregon

Career Stats:

Tackles: 564

Quarterback sacks: 8.5

Passes defended: 41

Interceptions: 8

Forced fumbles: 10

Touchdowns: 2

Ward, que teve sua breakout season em 2013, quando ainda atuava pelos Browns, só foi ganhar um Super Bowl fora de Cleveland (meio óbvio): venceu o SB 50 com a magnífica defesa dos Broncos, onde joga até hoje. Já foi a três Pro Bowls e ainda não dá sinais de fraqueza, sempre mostrando que ainda tem gás no tanque pra continuar jogando em alto nível.

08° Devin McCourty

7 7 7 3 6 5 7

Time: New England Patriots

Idade: 29 anos

Draft: 2010 / Round: 1 / Pick: 27

College: Rutgers

Career Stats:

Total tackles: 535

Sacks: 2.0

Forced fumbles: 8

Interceptions: 19

Pass deflections: 71

Return yards: 846

Mais uma das grandes escolhas de Belichik nos drafts, McCourty é um safety excepcional e consistente. Com 19 interceptações na carreira, é um dos grandes nomes da posição. Curiosamente, McCourty tem um irmão gêmeo na NFL, o atual free agent Jason McCourty (cornerback cujo último time foi o Titans).

Barba lendária pra combinar com a bola que joga.

07° Eric Weddle

6 10 6 6 5 9 2 12

Time: Baltimore Ravens

Idade: 32 anos

Draft: 2007 / Round: 2 / Pick: 37

College: Utah

Career Stats:

Tackles: 939

Quarterback sacks: 7.5

Pass deflections: 84

Interceptions: 23

Forced fumbles: 6

Touchdowns: 4

Weddle, na NFL desde 2007, construiu uma carreira muito sólida. Foi o líder de interceptações na temporada de 2011, participou de quatro Pro Bowls e foi escolhido duas vezes para a seleção titular All-Pro da liga. Atuou no Chargers de 2007 a 2015, e ano passado fez boa temporada pelos Ravens, participando todos os jogos e anotando quatro interceptações.

06° Kam Chancellor

8 8 10 5 4 2 14 4

Time: Seattle Seahawks

Idade: 29 anos

Draft: 2010 / Round: 5 / Pick: 133

College: Virginia Tech

Career Stats:

Tackles: 557

Quarterback sacks: 2.0

Interceptions: 12

Passes defended: 42

Forced fumbles: 8

Outro grande atleta que vem tendo uma carreira muito consistente é Kam Chancellor. Pertencente à grande secundária dos Hawks, ele já foi a quatro Pro Bowls e venceu o Super Bowl XLVIII com o time de Seattle. Draftado apenas no quinto round, é considerado uma steal, pois atuando na universidade Virginia Tech era considerado um recruta de apenas duas a três estrelas pela mídia especializada.

05° Harrison Smith

2 2 4 8 8 6 3

Time: Minnesota Vikings

Idade: 28 anos

Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 29

College: Notre Dame

Career Stats:

Total tackles: 411

Sacks: 7.5

Interceptions: 12

Pass deflections: 28

Touchdowns: 4

Forced fumbles: 3

Free Safety dos Vikings draftado em 2012, Smith vem marcando seu nome na liga. Tendo atuado em dois Pro Bowls, o jogador é sempre evitado pelos QBs adversários, devido a seu grande atleticismo e talento defendendo a secundária – Harrison Smith só não tem número ainda melhores porque sofreu muito com lesões em sua carreira.

Nada como brincar de WR com Eli Manning.

04° Landon Collins

5 5 5 9 9 8 6 1

Time: New York Giants

Idade: 23 anos

Draft: 2015 / Round: 2 / Pick: 33

College: Alabama

Career Stats:

Total tackles: 237

Sacks: 4.0

Pass deflections: 22

Interceptions: 6

Forced fumbles: 1

Defensive touchdowns: 1

Draftado em 2015 pelos Giants, Collins tem desenvolvido muito o seu jogo desde sua entrada na liga, tornando-se uma dos principais atletas na posição. Ano passado já foi ao Pro Bowl e foi considerado o jogador de defesa do ano na NFC. Em 2016, inclusive, anotou cinco interceptações, uma delas retornada 44 jardas para TD. É claramente, hoje, peça fundamental no setor defensivo dos Giants.

03° Tyrann Mathieu

3 4 3 4 2 7 4 3

Time: Arizona Cardinals

Idade: 24 anos

Draft: 2013 / Round: 3 / Pick: 69

College: LSU

Career Stats:

Total tackles: 230

Sacks: 3.0

Forced fumbles: 3

Pass deflections: 34

Interceptions: 9

Touchdowns: 1

Honey Badger ou Texugo do Mel, como é conhecido, este jogador de apenas 1,75m de altura parece não ter medo de nada. Mathieu, por problemas extra-campo, só foi draftado no terceiro round em 2013, mesmo tendo talento para ser selecionado primeiro. Atuando nos Cardinals ao lado de seu companheiro de faculdade Patrick Peterson (ambos jogaram juntos em LSU), Honey Badger é o exemplo safety agressivo que muitos times buscam, e está muito bem colocado em nosso top 3. Outro jogador que, não fossem as lesões, teria números ainda mais impressionantes.

02° Eric Berry

4 3 2 1 3 1 5 6

Time: Kansas City Chiefs

Idade: 28 anos

Draft: 2010 / Round: 1 / Pick: 5

College: Tennessee

Career Stats:

Total tackles: 427

Sacks: 5.5

Interceptions: 14

Forced fumbles: 3

Pass deflections: 50

Defensive touchdowns: 5

Além dos cinco Pro Bowls e três seleções First Team All-Pro que leva nas costas, Berry venceu o prêmio de Comeback Player of the Year em 2015. Isso porque, em 8 de Dezembro de 2014, foi diagnosticado com o linfoma de Hodgkin. Na offseason, após sessões de quimioterapia, foi considerado livre do câncer e voltou a jogar. O mais impressionante sobre essa história é que Berry manteve os treinos físicos da NFL durante o seu período de tratamento, o que só mostra sua vontade de vencer e continuar jogando.

01° Earl Thomas

1 1 1 2 1 4 1 2

Time: Seattle Seahawks

Idade: 28 anos

Draft: 2010 / Round: 1 / Pick: 14

College: Texas

Career Stats:

Total tackles: 554

Pass deflections: 56

Interceptions: 23

Forced fumbles: 9

Touchdowns: 2

O líder da Legion of Boom, Thomas foi quase uma unanimidade como melhor safety da NFL. Ele, que foi a cinco Pro Bowls seguidos de 2011 a 2015, é um dos atletas mais atléticos da liga, com excelentes números durante toda sua carreira. No ano passado, em um jogo contra os Panthers na semana 13, quebrou a tíbia e foi colocado no IR. Mas, se tudo der certo, voltará e continuará a ser a estrela dessa defesa!

Algumas curiosidades do ranking:

  • Neste ranking, não há nenhuma unanimidade no Top 3;
  • No Top 5, apenas Earl Thomas é unanimidade;
  • Harrison Smith é o jogador com maior diferença entre dois rankings: é o segundo nos do Xermi e Digo, e não foi citado pelo Diego;
  • Um total de 24 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.
  • O top 15 contempla 8 jogadores da NFC e 7 da AFC.
  • 7 jogadores são comuns a todos os rankings: Thomas, Berry, Mathieu, Collins, Chancellor, Weddle, Ward;
  • 7 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Thomas, Berry, Smith, McCourty, Clinton-Dix, Jenkins e Neal;
  • 6 jogadores são campeões do Super Bowl: Thomas, Chancellor, McCourty, Ward, Jenkins e Stewart;
  • Ficaram fora do top 15, em ordem: Glover Quinn (DET), Tony Jefferson (BAL), Reggie Nelson (OAK), Karl Joseph (OAK), Kenny Vaccaro (NO), George Iloka (CIN), Morgan Burnett (GB), Clayton Geathers (IND), Adrian Amos (CHI).
  • Todos os atletas citados são milionários!

O que foi, o que poderia ter sido e o que certamente não será

I feel, after what I’ve done in my career, I deserve to be paid $18M next year

Ah, isso é um site sobre NFL em português, traduz

Melhor ainda: vamos à história. Do porquê Peterson é um hall of famer e, ao mesmo tempo, uma das figuras que você não desejaria ter no seu time no próximo ano. Em 2004, como calouro em Oklahoma, ele já se tornou, na época, o novato melhor posicionado em um Heisman Trophy (perdeu para o saudoso QB Matt Leinart, de USC). Em 2006, ele resolveu se jogar de cabeça na endzone e quebrou uma clavícula (história que já contamos aqui), sendo que nos anos anteriores a “saúde do seu ombro” já tinha levantado dúvidas.

Mesmo sendo considerado um dos melhores jogadores daquele draft (ali, ao lado de Joe Thomas e Calvin Johnson), tendo participado do Combine um dia após ter o meio-irmão assassinado, seis times decidiram que Adrian não valia o risco. Até que o Minnesota Vikings, mesmo contando com o útil Chester Taylor (1504 jardas em 2006), se apaixonou por ele e não deixou a oportunidade passar. Lembrancinha para o draft, também, crianças: só é necessário que um time se apaixone por você.

Como rookie, All-Day fez chover, inclusive batendo o recorde de maior número de jardas corridas em um só jogo contra os pobres Chargers, com 296 jardas em 30 tentativas (SIM ISSO É UMA MÉDIA DE 10 POR CORRIDA). Em 2008, ele já chegava à temporada prometendo que, mais cedo ou mais tarde, correria para 2000 jardas e seria MVP da NFL; conseguiu 1760 em seu primeiro ano como titular absoluto do time, liderando a liga, carregando o time de Tarvaris Jackson aos playoffs (e morrendo na praia rapidinho em duas ou três big plays de Donovan McNabb).

Após dois anos carregando o time nas costas e tendo que receber bolas do medíocre Tarvaris (que futuramente seria campeão do Super Bowl 48 com os Seahawks, rs), em 2009, os Vikings finalmente trouxeram um QB de verdade para liderar o ataque: a lenda do maior rival, Brett Favre. E talvez nada pudesse ser mais mágico.

Mas, obviamente, morrer na praia é, ironicamente, a cara dos Vikings.Contra o New Orleans Bountygaters, todos nos lembramos daquela jogada crucial em que Brett Favre não quis (ou não pôde?) correr: alerta a qualquer pessoa que tem coração: dói.

O sorriso de 18 milhões de dólares.

A criação da lenda

2010 foi um ano merda porque os Vikings não souberam aceitar a aposentadoria de Favre. 2011 foi ainda pior com toda a greve da liga, seguida da mediocridade de McNabb e logo a do rookie Christian Ponder. Se já parecia ruim, 2011 acabou pior ainda: contra Washington, em um tackle normal, daqueles baixos nas pernas (única maneira de derrubar Adrian), ele sentiu o joelho. Rompeu os ligamentos, o tipo de lesão que, se já é difícil para um jogador normal voltar, para um que vive de encarar pancadas parecia praticamente impossível.

Mas 2012 não era um ano qualquer para a história. Lembro tão claramente quanto lembro dos dias seguintes à lesão no joelho, em que ainda tínhamos esperança de que não fosse tão grave quanto um rompimento. O gênio do começo daquele ano se chamava Percy Harvin, não Adrian. Toda vez em que ele recebia a bola do eficiente Ponder, bonitas coisas aconteciam. All-Day, para fechar o trio, era trazido de volta ao seu jogo com um snap count bem administrado.

Entretanto, na metade da temporada, Harvin voltou ao seu antigo problema com lesões (agora com uma lesão no tornozelo e, conta a história, sem a vontade necessária para retornar ao time, o que o fez ser trocado no ano seguinte para o fim da sua carreira). Foi aí SAIU DA JAULA O MONSTRO™. Com uma média superior a 6 jardas por corrida e mesmo sendo o ponto focal do ataque, Adrian carregou Ponder e o time inteiro, novamente, nas costas à última rodada. All-Day tinha 1897 jardas corridas em 15 jogos.

Ali, precisando de uma vitória contra o time de Aaron Rodgers, claramente superior, a mágica que é esperada daquele que foi conhecido como MVP e jogador ofensivo do ano de 2012, aconteceu: 199 jardas, 2 TDs e o recorde de Eric Dickerson mantido por apenas 8 jardas; a vitória que levou o time aos playoffs veio e com ela toda a consagração necessária. Desnecessário lembrar que, no final das contas, o então sólido Ponder machucou o braço e Joe Webb acabou insuficiente para aprontar alguma coisa em Green Bay. E que Peterson só perdeu o “comeback player of the year” porque, bom, Peyton Manning tinha que ganhar algo.

A culpa é sempre dos Vikings?

Não vamos negar: o time roxo do centro-norte dos Estados Unidos tem uma forte tendência ao fracasso. Não tenho nem 10 anos como torcedor deles e já tive decepções para uma vida. E Adrian faz parte delas.

Que ele é um monstro com a bola nas mãos, tem uma visão de jogo invejável e uma combinação de velocidade-força inigualável, ninguém poderá negar. Mas isso não o torna um jogador capaz de ser útil em todas as fases do jogo. Mesmo após prometer ano após ano, em cada training camp, que aprendeu a bloquear e receber passes, são necessárias apenas duas ou três rodadas para saber que, mais um ano, ele falhará nisso. Provavelmente com um fumble crucial aqui e ali.

Além disso, ele não será feliz sendo apenas um auxiliar em algum ataque – hey, pode parecer que já não dá mais, mas Adrian provavelmente ainda acredita que alcançará o recorde de Emmitt Smith (18355 jardas na carreira, em comparação às atuais 11747 de Peterson) e vai querer receber as oportunidades para isso. Mais do que isso, como diz a primeira frase desse texto, ele vai querer ser pago como tal.

E ele pode falar o quanto quiser de Super Bowl, mas não acredito que seja essa a sua grande prioridade. Futuros empregadores: cuidem com os detalhes.

O polêmico Adrian Peterson

O Deus estava criado, mas as conquistas coletivas não haviam chegado. 2013 veio e se foi e, em meio ao fracasso de Christian Ponder, Josh Freeman, Leslie Frazier, Bill Musgrave (sim, o atual mago dos Raiders) e alguns demitidos mais, a temporada passou rápido. Também em 2013, um filho que Peterson não conhecia, aproximadamente da mesma idade de Adrian Peterson Jr (o filho que ele tem com sua esposa), foi assassinado pelo padrasto.

A exemplo de 2011, lembro bem do drama de 2014. Os Vikings tinham novamente um QB novato, muita esperança e vontade de contar com seu HOFer para facilitar as coisas para Teddy Bridgewater. Depois de uma bela estreia do time de Mike Zimmer, surrando os então St Louis Rams, Peterson não apareceu no treino na semana seguinte; poucas horas depois, foi anunciado que Adrian estava sendo indiciado por maltrato de menor e não jogaria a segunda semana. No fim das contas, ele não voltaria mais em 2014.

Em uma comunidade já revoltada com as atitudes de Ray Rice e o seu vídeo no elevador, o mesmo TMZ conseguiu e postou fotos do que Adrian, conhecido por ter o aperto de mãos mais forte da NFL e fazer coisas como isso, fez com um de seus filhos quando este foi visitá-lo por alguns dias em Minnesota. Para tentar ser o mais breve possível, uma surra com vara por todo o corpo do garoto – de acordo com ele, o mesmo que ele sofria quando não se comportava de criança.

Como essa história acabou? Com um aumento. Depois de ficar um ano inteiro sem jogar, suspenso ao lado de figuras como Rice e Greg Hardy (na “lista de exceção do Comissário da NFL”), tudo o que Peterson tinha a dizer era que se sentiu traído porque os Vikings não ficaram ao seu lado naquele momento complicado.

Após declarações do nível “a NFL na verdade é um modo de escravidão moderno” em referência ao poder que os times têm em relação a contratos garantidos/não garantidos, como pedido de desculpas, Rick Spielman e Mike Zimmer foram buscar Adrian Peterson em sua casa, no Texas, pedir para que ele voltasse e “corrigindo” seu contrato, adicionando dois anos mais de salários garantidos (um total de 27.4 milhões de dólares), com os quais All-Day voltou feliz a ser um Viking – talvez sempre tivesse sido sempre sobre dinheiro?

Just another day.

Voltando ao “normal”?

2015 foi novamente um ano típico para Adrian (liderando o ataque de Minnesota e a liga em jardas e TDs), voltando aos playoffs ao lado de Bridgewater – e, não fosse por Blair Walsh (e, ADIVINHA, um fumble crucial de Peterson), talvez o Vikings tivesse ido mais longe.

Já 2016, não foi típico de uma maneira boa. Após o time perder Teddy para a temporada em uma lesão bizarra nos treinamentos, novamente se contava com todo o poder do running back para que o ataque pudesse ajudar um pouco a poderosa defesa, foco do time.

Contra Tennessee, na primeira rodada, algo não encaixou e Adrian correu para uma média de 1.6 jardas por corrida. Contra os Packers, na inauguração do seu novo estádio, essa média se repetiu até que ele machucasse o joelho. Tudo bem que talvez a de 2016 tenha sido a pior linha ofensiva da história de Minnesota, mas já lhe vi fazendo coisas incríveis com Ryan Cook, Anthony Herrera e Vlad Ducasse “abrindo” espaços. Mesmo sem o craque do time, os Vikings tiveram o incrível começo que vimos; em seguida a ainda mais surpreendente decadência.

Então, sem que o time tivesse chances de playoffs, Adrian mostrou toda a sua competitividade e comprometimento com os companheiros e deu o tradicional “migué”, mesmo recuperado da lesão: voltou contra os Colts, na rodada 16, correu para 22 jardas em 6 corridas e voltou a sentir o joelho. Naquele que provavelmente foi seu último jogo vestindo roxo.

É preciso especular

Com tudo isso resumido, como vai o desejo em ter Adrian no seu time? Ainda que a idade possa bater a qualquer momento (ou talvez já tenha batido, não temos certeza), o seu corpo biônico também pode simplesmente voltar e produzir mais algumas temporadas de 1000 e poucas jardas. Ele já não é mais o MVP ou o melhor RB da liga como foi outrora (especialmente em meio a jogadores completos como LeVeon Bell e David Johnson).

Seu desejo original seria voltar ao Texas, como repetiu e flertou tantas vezes com Jerry Jones. Entretanto, com Lamar Miller e Zeke Elliot com opções por ali, lhe faltaria o espaço necessário. Giants e Raiders são opções faladas, mas estas têm um problema grave: Peterson não sabe correr da formação shotgun (3 WRs; QB posicionado ao lado do RB), muito utilizada por estes dois times em que o passe é prioridade.

Entre os times em que a formação seria mais adequada a ele, estariam Patriots e Packers, acostumados aos trombadores Lacy e Blount. Entretanto, estes são times que certamente não abrirão os cofres da maneira que ele gostaria, o que dificulta as negociações.

É inegável que, mesmo que decadente, Peterson ainda seria um upgrade para metade da NFL; entretanto, o draft também tem uma quantidade absurda de opções muito mais baratas. E, apesar de que a sua prioridade seja inflar números e solidificar-se como a lenda que é, é difícil imaginá-lo jogando em Cleveland ou San Francisco.

Então talvez, no final da história, Adrian volte e encerre a carreira nos Vikings, por duas razões: no final das contas, Minnesota será o time que aceitará pagar uns 8,5 milhões de dólares anuais para ele e, como uma velha ex-namorada, o único a aguentar toda sua chatice. Com sorte, ele também volte grato e disposto a dividir oportunidades com McKinnon e algum outro jovem – obviamente há de se duvidar, mas um torcedor pode ter esperanças, certo?

Resta acreditar em Sam Bradford (e sabemos como isso acaba em Minnesota)

A história já é conhecida em todo o mundo. Começo lembrando aos leitores do preview dos Vikings: cremos que eles tem todas as peças que um time pode conseguir juntar para ir em busca de um Super Bowl, o único elemento que faltava era o quarterback: Teddy faria o suficiente para ser carregado pela defesa e Adrian Peterson ou, melhor ainda, Teddy finalmente começaria a produzir como um QB de alto escalão?

Obviamente o desastre foi anunciado: Bridgewater se machucou sozinho em um treinamento, com sua exclusão da temporada se tornando clara momentos depois com ambulâncias chegando no CT e tudo mais (em outras palavras: O JOELHO DO CARA EX-PLO-DIU!). Tudo leva a crer que ficar um ano fora dos gramados foi uma previsão otimista – houveram notícias até de que ele poderia ter morrido de hemorragia se os treinadores não tivessem agido rapidamente.

Com isso, Minnesota ficou com um dilema nas mãos: Shaun Hill é um QB razoável para entrar e jogar 10 snaps em um jogo e não atrapalhar muito, mas com certeza não o suficiente para levar um time ao grande título, tendo um decrépito Peyton Manning conseguido isso ou não. A outra opção seria Taylor Heinicke, undrafted que fez uma boa pré-temporada em 2015, mas perdeu a de 2016 (deve voltar lá pela terceira ou quarta semana) porque machucou a perna metendo o pé na porta de vidro de um colega. Sério. Estamos a esse ponto de sorte.

DENVER, CO - OCTOBER 4: Running back Adrian Peterson #28 of the Minnesota Vikings walks the field during player warm ups before a game against the Denver Broncos at Sports Authority Field at Mile High on October 4, 2015 in Denver, Colorado. (Photo by Dustin Bradford/Getty Images)

Novos super amigos a caminho!

Um pouco de história: The Herschel Walker trade

Que os Cowboys foram uma grande potência da NFL nos anos 90 você já deve ter ouvido falar. O que pode ter passado despercebido é uma das grandes razões pela qual o treinador Jimmy Johnson e companhia chegaram a isso: estuprando os Vikings (uma daquelas trocas que seu comissário proibiria até mesmo em sua liga de fantasy), que estavam em busca (como agora) da última peça necessária para chegar e ganhar finalmente o Lombardi – na época, essa última peça respondia por Herschel Walker, um running back que fora monstruoso na universidade, inclusive ganhando um Heisman e vinha de uma temporada em que conseguira produzir mais de 2000 jardas.

Para resumir, a trade acabou rendendo 3 escolhas de primeira rodada e mais 3 de segunda (além de outras mais tardias e 4 jogadores) para Dallas, enquanto Minnesota recebeu duas temporadas e meia de um jogador mediano, que não conseguiu chegar às 3000 jardas totais nesse tempo – como se pode calcular, uma enorme decepção.

Por que não acreditar em Sam Bradford?

Já que já temos uma base de trocas assustadoras, vamos aos termos da realizada entre Minnesota Vikings e Philadelphia Eagles: em troca de Sam Bradford, os Eagles receberão a escolha de primeira rodada dos Vikings em 2017 e, de acordo com o desempenho do time, uma de quarta (desde que Bradford jogue 80% dos snaps) ou de terceira (80% + chegar à final da NFC) ou de segunda (80% + Super Bowl) em 2018. Não deve acabar com o time dos Vikings tanto quanto deve ajudar os Eagles – o que não a prova menos absurda.

Eu, até a chegada de Sam (obviamente mudei de opinião agora como um bom clubista), era um grande desacreditador do primeiro quarterback com descendência indígena da NFL, como prova meu próprio comentário (confesso, bem mais ameno do que meu pensamento habitual) no ranking que elaboramos:

“E fechamos o ranking falando de Sam Bradford. Ele tem pedigree de primeira escolha do draft e algumas boas atuações para dar esperança aos que querem acreditar nele – mesmo APESAR das lesões. De qualquer forma, se nem sequer o seu próprio time, os Eagles, acredita nele, como prova a troca para escolher Carson Wentz com a segunda escolha do draft de 2016, não será nesse ano nem ali na Filadélfia em que ele finalmente mostrará toda sua (teórica) capacidade. ”

Realmente, muita coisa joga contra Bradford. A primeira delas é a aparente incapacidade de se manter saudável ao longo de uma temporada inteira – feito conseguido apenas na sua temporada de novato e na terceira, em um total de 6 temporadas. Mesmo que não sejam lesões recorrentes, o que não indica um problema crônico, a susceptibilidade do jogador é sempre preocupante, especialmente com tanto investido.

Outro fator preocupante é que os Eagles simplesmente não acreditavam nele, mesmo depois de ter visto sua produção razoável ano passado e tendo investido uma escolha de segunda rodada em uma troca pelo jogador, como prova a contratação de Chase Daniel com o maior contrato de um backup da liga e a troca gigantesca que o time realizou para draftar Carson Wentz esse ano – deixando claro não acreditarem em um futuro com Sam.

Bradford também chega ao time tendo realizado a pré-temporada na Filadélfia, ou seja, ele estava desenvolvendo “química” com outros jogadores e estudando outras jogadas – sendo assim, oito dias dificilmente serão suficientes para que ele tenha conhecimento suficiente para entrar e ganhar jogos já na primeira semana (e os Vikings sabem como é isso, basta lembrar da experiência com Josh Freeman e seus 20 passes completos em 53 contra os Giants em 2013), especialmente considerando que já passou por vários tipos de ataques diferentes.

Por último e mais óbvio, Sam Bradford ainda não produziu tanto quanto seria esperado. O máximo de TDs que ele já conseguiu em uma temporada foi 22, o mínimo de turnovers foi 13 (considerando a temporada em que ele jogou apenas 10 jogos), também sem nunca conseguir mais de 7 vitórias, números abaixo da média para quarterbacks sérios.

Existem infinitos argumentos sobre os times em que Bradford jogou e o apoio que recebeu (mais sobre a seguir), além do óbvio retardo em seu desenvolvimento que tantas lesões lhe causaram, mas olhando por cima e sendo bastante objetivo, o prognóstico não é bom para os grandes sonhos dos Vikings.

In Rick we trust

Agora um pouco de história para gerar otimismo, sobre as loucuras do (atualmente) general manager dos Vikings, desde a sua chegada em 2006 – e, percebemos, encontramos mais erros que acertos. E mesmo depois de suas declarações de que os times estavam “pedindo muito por trocas em quarterbacks” nos últimos dias, o fato de ele ter optado por Sam Bradford merece crédito.

Obviamente Randy Moss, Christian Ponder e Cordarrelle Patterson servem para dar um pouco de equilíbrio, mas vamos lembrar dos acertos, desde escolher um running back voltando de lesão em 2007 (Adrian Peterson) mesmo tendo o razoável Chester Taylor; apostar no maloqueiro Percy Harvin em 2009; realizar uma de suas grandes trocas de volta a primeira rodada do draft para escolher Harrison Smith; ou até mesmo ser paciente e esperar o próprio Teddy Bridgewater até a escolha 32.

Mais efetivas ainda são suas manobras com jogadores veteranos. Ele fez parte da troca pelo (na época) problemático Jared Allen também por uma escolha de primeira rodada, que ganhou status de hall of famer no time; ele apostou em Brett Favre, grande ídolo do maior rival dos Vikings, que produziu a melhor temporada de sua carreira em Minnesota; e também trocou Percy Harvin por uma escolha de primeira rodada quando ele começou a dar trabalho demais – para vê-lo falhar em todos os próximos times em que jogou.

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E vocês ainda vão ter que me aplaudir.

Por que acreditar em Sam Bradford?

Sendo assim, por que alguém duvidaria de alguma decisão de um meio GM meio mago? Essa é uma boa primeira razão para sentar e ver o que vai acontecer, ao menos Spielman recebeu o direito à dúvida.

O primeiro motivo real para se acreditar em Bradford é bem simples: gostando ou não, ele traz chances reais de os Vikings ter um bom QB, coisa que Shaun Hill jamais poderia fazer – especialmente porque seu braço não lhe permite realizar nem metade dos passes que Norv Turner necessita em seu ataque de passes longos e 7-step-drop.

E esse é um ponto importante sobre Sam: ele tem mais braço, inclusive, que Teddy Bridgewater (o que, provavelmente, o torna até mais adequado ao ataque hoje instalado nos Vikings). Sua precisão em passes longos é top10 na NFL, lançando corretamente 25 de 48 passes que voaram mais de 20 jardas (de acordo com Cian Fahey do PreSnapReads) – números bastante significativos. Entretanto, esses números não aparecem tanto, o que o torna o queridinho somente dos analistas (como ProFootballFocus) e não tanto daqueles que simplesmente julgam pelo que veem uma vez e só.

Em 2015, por exemplo, Bradford teve, de acordo com o já citado PFF, o pior grupo de recebedores e ainda assim acabou a temporada como 12º melhor QB da liga, inclusive a frente de Bridgewater. Mais do que isso, vale sempre lembrar que em seus quatro anos de Rams e seu ano de Eagles seu melhores recebedor foram Jordan Matthews e Danny Amendola – pode não parecer, mas se a produção em 2014 e 2015, respectivamente, é indicação, Charles Johnson e Stefon Diggs são grandes upgrades a esses dois (para não mencionar Laquon Treadwell e Cordarrelle Patterson, que deverão ter oportunidades de entrosar com o novo QB também).

Além disso, o melhor running back que ele teve no backfield até hoje foi Steven Jackson (Chip Kelly trocou LeSean McCoy quando Bradford chegou), que apesar de ser considerado sólido, nunca intimidou defesas como Adrian Peterson. Peterson que, inclusive, Bradford foi contemporâneo em Oklahoma – apesar de nunca terem jogado uma partida juntos.

Sam também nunca teve uma grande defesa para apoiá-lo do outro lado da bola, ou seja, esteve sempre jogando correndo atrás do placar, não podendo ser tão conservador – coisa que ele poderá agora, já que a defesa deve ser o carro forte de Minnesota esse ano.

E assim como seria com Bridgewater, muito da temporada dos Vikings ainda está dependente da atuação da repaginada linha ofensiva – se ela der tempo suficiente para o quarterback trabalhar, Bradford conseguirá causar problemas para as defesas adversárias (luxo que ele também não teve ainda em sua carreira na liga).

E ainda sobre a linha ofensiva, ela será a grande responsável por evitar que Sam apanhe tanto que lhe cause lesões. Obviamente ele tem a marca de “é inevitável que ele irá se machucar em algum ponto da temporada”, mas não há explicação científica para isso – como dito, ele não tem nenhum problema crônico. Com sorte, todos os problemas que ele teve antes (joelho, concussão, clavícula, etc) não passaram de má sorte que pode não se repetir.

O que isso significa para o Philadelphia Eagles

Provavelmente nada. Não que eu realmente me importe, mas não é como se esse time já não estivesse se reconstruindo – se algo, essa troca deve ajudá-los nessa reconstrução. Para essa temporada, obviamente, o fracasso é eminente a menos que algo bizarro aconteça. Mas desde que Carson Wentz se desenvolva, o futuro parece no mínimo interessante.

SammyVikes

O menino já tem camisa nova e tudo.

Palpite: Por mais que eu não goste da ideia, Shaun Hill inicia a temporada contra os Titans e vence graças a um grande jogo da defesa e Peterson, dando caminho para que Sam Bradford inaugure o US Bank Stadium contra os Packers na semana 2. No final da temporada, Sam jogará 14 partidas, lançará para 3600 jardas e o dobro de TDs que interceptações – levando os Vikings aos playoffs pelo segundo ano seguido, os quais prefiro não tentar prever porque nunca se sabe o que Blair Walsh ou alguém aleatório fará.