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Homens causando (e passando) medo

Nunca é fácil escrever (e por escrever aqui queremos normalmente dizer “falar mal”) sobre o que time que se gosta, mesmo que tal tarefa não possa ser delegada a algum dos outros marginais que também fazem parte desta “mídia” (só os mais antigos entenderão).

Além disso, é ainda mais difícil escrever sobre um time que perdeu o que parecia ser sua grande chance na hora da verdade para ninguém menos que Nick Foles, enquanto se acredita que agora se pode chegar mais longe do que da última vez.

A razão disso, além da defesa sobre a qual dedicaremos mais linhas do que são devidas para contar suas fortalezas, é o novo quarterback que, quando Mike Zimmer chegou em Minnesota, era uma possibilidade inimaginável: Kirk Cousins, que assinou um contrato de três anos e 84 milhões de dólares com o único objetivo de ganhar o primeiro título da história dos Vikings. Qualquer coisa diferente disso será considerado um fracasso.

E não faltam razões para falarmos em fracassos e decepções na história recente de Minnesota: desde Christian Ponder (que, hoje, vemos que não tinha como dar certo), até as insistentes lesões de Teddy Bridgewater – que agora parece destinado a ser feliz em um lugar mais quente e Sam Bradford.

A efeito de potencial, podemos muito bem olhar para a carreira do próprio Nick Foles: QBs branquelos com cara de nerdões podem ganhar um Super Bowl dada a oportunidade correta. Cousins, inclusive, teve muito mais estabilidade do que Foles (isso depois, assim como um dia fizeram com Aaron Rodgers – alerta de comparação esdrúxula gratuita – passar três anos esquentando banco e aprendendo sobre a liga) e tem números para fortalecer seu posicionamento como um dos bons QBs da NFL: como titular, sempre passou para mais de 4.000 jardas e mais de 25 TDs, coisa que os Vikings não vêm desde Brett Favre – outra temporada feliz, mas deprimente.

Como última curiosidade, quando se enfrentaram em 2017, Cousins conseguiu marcar 2 TDs corridos. Quem sabe o homem seja até mesmo uma ameaça dupla (não é, ele correu para 5 jardas).

Diggs, Thielen & Cook

Se no momento em que falávamos sobre QBs importantes da história recente de Minnesota você sentiu falta do último, Case Keenum, saiba que foi intencional para usá-lo como exemplo de quão bom são esses jogadores de suporte: o eternamente medíocre Keenum teve um rating de 98.3, 22 TDs e 3547 jardas lançadas (das quais 2125 acumularam Diggs – hoje 72 milhões mais rico – e Thielen – o primeiro WR de 1000 jardas desde Sidney Rice), além de ter surpreendentemente vencido 11 jogos (mais do que no resto da carreira). Se Kirk Cousins teve um bom desempenho com Josh Doctson e Jamison Crowder, é válido sonhar com números absurdos com o novo trio.

É preciso mencionar também os complementos Kyle Rudolph e Laquon Treadwell. Rudolph foi um alvo importante na redzone para Keenum e produziu 8 TDs, mas segue sendo apenas um TE sólido, que colabora muito com o ataque sem trazer o brilho que outros têm na liga (como, por exemplo, tem Jordan Reed); Laquon Treadwell, por outro lado, teve uma segunda temporada tão decepcionante quanto a primeira, mas o fato de ter se solidificado como WR3 na equipe durante a pré-temporada lhe coloca como o principal coringa de Cousins (que curte distribuir a bola) e pode surpreender na temporada.

Um terror chamado linha (ofensiva)

É importante marcar que essa linha é o ponto de sustentação mais importante desse ataque com potencial absurdo que já falamos até aqui. E é facilmente o maior medo da torcida – vide o trabalho dos Eagles naquela final de conferência inesquecível (por mais que se tente).

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Ainda é impossível apontar exatamente a escalação completa dos Vikings (claro, tal qual os outros times em que erramos bastante também), mas aqui o problema especial é a própria OL. Mesmo após ter melhorado seu desempenho em relação aos tempos de Sam Bradford e Teddy (e talvez parte disso seja a “lendária” presença no pocket de Case Keenum), somente Riley Reiff estará presente na mesma posição de 2017.

Mike Remmers foi movido para o interior e será o RG, enquanto Rashod Hill (que jogou algumas partidas já no ano passado, mas, de acordo com ele mesmo, sentiu a falta de fôlego naquele jogo dramático contra os Eagles) provavelmente lhe substituirá como RT.

Pat Elflein, o C e melhor jogador da linha está machucado, enquanto o time trocou por Brett Jones, que não seria titular nos Giants nesse ano (apesar de ter sido o C titular em 2017), e contratou Tom Compton – desses três, deverão sair dois titulares (e se você não tem um titular definido a essa altura do campeonato, já sabemos que algum problema está aí).

Outro terror também chamado linha (defensiva) – e mais alguns amigos ricos

Se por um lado a estabilidade do ataque passa pela linha ofensiva, o caminho para a terra prometida passa pela defesa. Uma das histórias mais interessantes da offseason eram os Vikings tentando achar dinheiro para pagar Kirk Cousins, a melhor opção de QB no mercado, sem ter que abrir mão de importantes peças defensivas – e, ao que tudo indica, conseguiram até mais do que isso, pelo menos para 2018.

Principalmente porque a grande contratação de 2018 pode acabar sendo Sheldon Richardson ao invés de Cousins: no ano passado, a equipe não contava com um verdadeiro 3T como um dia teve Kevin Williams para destruir defesas pelo meio e agora tem, logo ao lado do monstruoso e imparável Linval Joseph.

Para piorar, do lado de cada um deles, estarão Everson Griffen, que dispensa comentários além dos seus 13 sacks (maior marca da carreira, ou seja, ainda está melhorando), e Danielle Hunter que, se não produziu números em 2017 (7 sacks em sua primeira temporada como titular absoluto), sua capacidade de cheirar cangotes de QB e empurrar gordinhos da OL está posta no papel na forma dos mesmos 72 milhões que recebeu Stefon Diggs.

Na rotatividade dessa linha, inclusive, deverá ser incluído o já mencionado Anthony Barr, única estrela de 2017 que ainda não recebeu um novo contrato, que com a saída de Brian Robison (dispensado), deverá ter a oportunidade de caçar QBs da linha como fazia na época da universidade. O seu companheiro, Erick Kendricks, também ganhou contrato novo, mas mais modesto: só 50 milhões.

A secundária, que disputou em 2017 e deverá disputar em 2018 com a dos Jaguars pelo posto de qual cede menos aos adversários, também tem reforços novos, tanto em campo como nas sidelines: ao invés de escolher um jogador de linha ofensiva como todos esperavam, na primeira rodada do draft os Vikings pegaram Mike Hughes, CB maloqueiro e aparentemente já tem dado resultados na difícil posição do slot, tirando a relevância de Mackesie Alexander. Como novo treinador, o time contou com a aposentadoria de Terrance Newman, que chegou ao fim de sua carreira interminável e seguirá como apoio.

Treinados por Newman (“técnico de defesa nickel”, no título oficial), deverá se repetir o grupo que jogou com ele em 2017: as estrelas Xavier Rhodes e Harrison Smith, que frequentemente são colocados como os melhores ou entre os melhores das suas posições, opostos por Trae Waynes e Andrew Sendejo, que um dia foram considerados medíocres, mas a temporada de 2017 apenas consolidou a evolução deles e o esperado é que isso siga para 2018 (sob pena de serem ameaçados por jogadores como o próprio Alexander e George Iloka, velho conhecido de Zimmer que veio por um salário mínimo para brigar pelo seu lugar ao sol).

Palpite:

13-3, sem medo de ser feliz. Uma das derrotas, a mais previsível de todas, será contra os Bears no Soldier Field – porque os Vikings nunca ganham lá e temos medo de Khalil Mack. Outra, será contra os Eagles para enterrar qualquer esperança de que a equipe possa chegar ao título da NFC – e motivará o time para a grande final da conferência. É importante, e devo falar aqui como torcedor, acreditar que a vingança virá. E aí o drama de enfrentar um Super Bowl fica para outro texto.

Ano novo, novas esperanças e novas decepções

2016 foi uma montanha-russa para o calmo povo de Minnesota. Da derrota para Seattle no chute mais fácil da carreira de Blair Walsh (curiosamente, hoje jogador dos Seahawks), à esperança de repetir e chegar mais longe em 2017 com um Teddy Bridgewater cada vez jogo mais maduro e um novíssimo estádio. Passamos também pela brutal lesão do quarterback, o desembarque de Sam Bradford e o início como melhor time da NFL até chegarmos a decadência (um dos poucos times da história a iniciar a temporada com 5-0 e mesmo assim não ir aos playoffs.

Mas ano passado, claro, já é passado, de mesma forma que 2017 traz seus próprios desafios. Teddy ainda está em processo de recuperação (válido lembrar que as previsões originais para sua recuperação eram de dois anos), mas as expectativas e os vídeos que ele adora colocar no Instagram indicam que o menino prodígio voltará ainda esse ano (também para poder ser um free agent na próxima temporada).

Se tudo correr dentro da normalidade, voltará para ser banco de Sam Bradford, outro que ficará desempregado no final da temporada e precisa mostrar serviço para garantir um grande contrato – com os Vikings ou qualquer outro time.

Volta.

O pior grupo da história

Comecemos com as notícias ruins, daquelas que desgraçam a cabeça do torcedor dos Vikings. Esqueçamos o desempenho do ano passado, já que toda a linha ofensiva foi reformulada (apenas Joe Berger seguirá como titular, mas saindo da posição de center para se tornar right guard), com demissões até surpreendentes como a de Alex Boone, provavelmente o segundo melhor daquela que foi apontada como pior linha de todos os tempos pela avaliação do PFF.

Os tackles serão jogadores experientes: Riley Reiff, ex-Detroit Lions que sempre foi razoável protegendo Stafford por lá durante 5 anos, protegerá o lado cego após receber um contrato de quase 60 milhões, mesmo com as lesões que lhe limitaram durante toda a pré-temporada; do outro lado, Mike Remmers vem de Carolina também com um grande contrato (5 anos, 30 milhões).

No interior, além do já citado veteraníssimo Joe Berger, o time adiciona juventude: Pat Elflein, escolha de terceira rodada, já assumiu a posição de center e terá ao seu lado esquerdo Nick Easton, jovem que chegou à equipe após uma troca com San Francisco e jogou algumas partidas como C em 2016 devido às inúmeras lesões que acometeram a unidade.

Perceba: nenhum desses caras é excepcional ou sequer pode ser considerado bom. Entretanto, tudo que o time precisa é de um desempenho abaixo da média – e não o pior da história -, para que cada um dos cinco seja considerado herói.

A defesa mais rica do mundo

Não surpreendentemente, nas últimas semanas de pré-temporada, três dos principais jogadores da equipe receberam gordas ampliações contratuais – todos da defesa; afinal de contas, ela é a que será responsável por carregar o time novamente onde quer que ele chegue. O grande destaque fica para Xavier Rhodes e seus 70 milhões ao longo de cinco anos, afinal, uma performance anulando Odell Beckham (e qualquer outro que tenha caído na ilha do jovem cornerback) não poderia ser melhor recompensada.

A secundária é completada por outro craque, Harrison Smith, além de Andrew Sendejo, que a cada ano que passa parece ser um safety bem mais seguro que aquele que a torcida dos Vikings tinha como principal candidato “a ser substituído” a cada intertemporada. Na secundária também está a grande interrogação: Terrence Newman parece estar sentindo o peso da idade, enquanto Trae Waynes pode não ser o CB2 dos sonhos e um alvo a ser explorado; no slot, o substituto de Captain Munnerlyn deveria ser Mackensie Alexander, escolha de segunda rodada em 2016, mas Mike Zimmer visivelmente não estava satisfeito com ele, já que o time foi atrás de um veterano, Tramaine Brock, para a posição.

O front-seven tem como principal dúvida a capacidade de Anthony Barr voltar à forma que lhe rendeu comparações com Von Miller em 2015 – e dessa forma, ter bons argumentos para garantir um novo contrato gordo. Os outros dois jogadores que ficaram mais ricos durante a pré-temporada são da linha defensiva: Linval Joseph, pago como um dos melhores NT da liga e esperança para ocupar todos os espaços possíveis, e Everson Griffen, agora assumindo a condição de “defensive end veterano secundário”. Veterano porque o grande pass-rusher da equipe deverá ser Danielle Hunter, que produziu 12.5 sacks na temporada passada sem iniciar nenhum jogo e com snaps limitados; agora, como titular, seu objetivo é causar ainda mais terror nos QBs adversários.

Sorriso maroto de quem vai te agarrar.

As armas de Pat Shurmur

Uma das ideias mais repetidas durante o training camp foi que “agora, com tempo para treinar e entender bem as ideias do novo coordenador ofensivo, o ataque vai ser mais potente” – coordenador ofensivo que é melhor conhecido por o OC que treinava e chamava as jogadas com Chip Kelly na Philadelphia.

Além disso, Sam Bradford também teve finalmente tempo para trabalhar com seus colegas e ganhar confiança neles – recordes à parte, o principal stat a definir o estilo de jogo do QB deve ser a “quantidade de passes lançados antes da marca do first down” com 80%, 22º na NFL. Ousar um pouco mais deve ser o principal ponto para Sammy mudar e levar esse ataque em frente.

Stefon Diggs e Adam Thielen voltam para sua segunda temporada como titulares, o que também deve proporcionar uma melhora – válido lembrar que ambos quase chegaram às 1000 jardas recebidas em 2016 (ainda que, para os dois, quase metade das jardas foi conquistada em apenas 3 ou 4 jogos excepcionais), fato que não acontece para um WR dos Vikings desde Sidney Rice com Brett Favre em 2009. Laquon Treadwell, depois de receber apenas um passe ano passado, e Malcolm Floyd, quando voltar de suspensão, deverão ser as opções secundárias que podem crescer ao longo da temporada.

O alvo mais veterano de Bradford será Kyle Rudolph, TE que teve sua melhor temporada da carreira em 2016 e deverá voltar a ser uma opção de segurança enfatizada no estilo de jogo de Pat Shurmur (pelo menos é o prometido).

Para finalizar, a grande mudança entre os skill players será a partida de Adrian Peterson, mesmo que ele não tenha praticamente jogado já no ano passado. Para a sorte do time, que não tinha uma escolha de primeiro round (investida em Sam Bradford), um jogador que poderia ter sido draftado bem antes caiu tanto que Minnesota não teve alternativa a não ser subir umas escolhas e selecioná-lo: Dalvin Cook.

E se a sua posição de escolha nos drafts de fantasy football é indicação de produção que virá por aí, Cook fará uma dupla muito potente no backfield seja lá o quarterback que a equipe escolha manter.

Estádio do Super Bowl

É válido lembrar, antes de ousar na previsão, que nenhum time jamais disputou o Super Bowl no seu próprio estádio; caso você não soubesse, a sede da grande final de número 52 é o U.S. Bank Stadium, em Minnesota. Para repetir o final pessimista da prévia escrita no ano passado, é fácil concluir que não devem ser os Vikings a quebrar esse tabu.

Palpite: Com a proximidade do jogo de estreia já no domingo, fica um palpite mais específico: na vingança de Adrian Peterson, quem deverá fazer o seu nome em rede nacional será a linha defensiva dos Vikings. A campanha final será de entre 10 e 11 vitórias, com os jogos das semanas 5 e 16, em Chicago e Green Bay, responsáveis por decidir se esse time vai recuperar o título da NFC North ou se contentar com um wild card.

Top Pick Six #9: os 15 melhores HCs da NFL

Último ranking no ar. E para finalizarmos, listamos os 15 melhores HC (head coaches) da NFL. São os cérebros das equipes, responsáveis pelo playbook – alguns inclusive fazem as chamadas das jogadas. Entre os principais técnicos na história da NFL estão nomes como Vince Lombardi, Don Shula, Bill Walsh, Paul Brown, John Madden e George Halas.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí – pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Rafael. Vamos ao que interessa! 

15° Adam Gase

12 14 11 14 11 10

Time: Miami Dolphins

Idade: 39 anos

Career highlights and awards

AFC champion (2013) / NFL Post-Season Appearances (2011, 2012, 2013, 2014, 2016)

Regular season: 10–6 (.625)

Postseason: 0–1 (.000)

Career: 10–7 (.588)

Um treinador de mentalidade ofensiva, Gase teve muito sucesso como coordenador ofensivo dos Broncos, em 2013, quando ganhou a AFC em um dos ataques mais potentes da história, comandado por um Peyton Manning em seus melhores dias. Após isso, tentou resolver a situação do ataque em Chicago (não deu certo), mas logo em 2016 já foi contratado para o cargo de HC em Miami, onde fez uma boa temporada de início, levando seu time aos playoffs.

14° Sean Payton

5 13 11 10 12 14

Time: New Orleans Saints

Idade: 53 anos

Career highlights and awards

Saints Career Wins Record (94) / Super Bowl (XLIV) / 2x NFC champion (2000, 2009) / 3x NFC South champion (2006, 2009, 2011) / AP Coach of the Year (2006)

Head coaching record

Regular season: 94–66 (.588)

Postseason: 6–4 (.600)

Career: 100–70 (.588)

Payton, que foi um QB nada brilhante em seus tempos de atleta – na NFL jogou apenas nos Bears – é um dos treinadores com mais relação ao seu atual time. Ele treina os Saints desde 2006 e, nesse período, formou uma excelente parceria com o QB Drew Brees, um dos melhores da liga, levando seu time ao título do SB XLIV. Payton é o recordista de vitórias como HC dos Saints: 94.

13° Mike McCarthy

7 10 8 13 8

Time: Green Bay Packers

Idade: 53 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XLV) / 6× Division champion (2007, 2011–2014, 2016)

Head coaching record

Regular season: 114–61–1 (.651)

Postseason: 10–8 (.556)

Career: 124–69–1 (.642)

McCarthy, assim como Payton, é o comandante dos Packers desde 2006. Com ele, seu time venceu o Super Bowl XLV em cima dos Steelers. Ele também é seis vezes campeão da divisão norte da NFC, tendo ganhado em 2007, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016. Nos últimos anos, foi alvo de críticas de torcedores e jornalistas, que afirmavam que ele era o responsável por uma queda de rendimento do QB Aaron Rodgers, tido por muitos como o melhor da NFL.

12° Mike Zimmer

14 10 7 15 15 11 6 13

Time: Minnesota Vikings

Idade: 60 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XXX) / NFC champion (1995) /3x NFC East champion (1995, 1996, 1998) / 2x AFC North champion (2009, 2013) / NFC North champion (2015)

Head coaching record

Regular season: 26–21 (.553)

Postseason: 0–1 (.000)

Career: 26–22 (.542)

Com estilo focado na defesa e no jogo físico, Mike Zimmer, que foi coordenador defensivo dos Cowboys, Falcons e Bengals, foi contratado em 2014 para ser o homem a frente da equipe dos Vikings. Tido por muitos torcedores como um técnico ruim, Zimmer tem se mostrado consistente e, mesmo com equipes teoricamente fracas e sem um QB excelente, tem feito boas campanhas baseadas em suas defesas sólidas. Ano passado, chegou a abrir a temporada 5-0, mas o carro desandou e o time acabou ficando fora dos playoffs.

11° Jason Garrett

11 8 8 12 12 13 11

Time: Dallas Cowboys

Idade: 51 anos

Career highlights and awards

NFC Offensive player of the week (1994) / 2× Super Bowl champion (XXVIII, XXX) / PFWA Assistant Coach of the Year (2007) / NFL Coach of the Year (2016)

Head coaching record

Regular season: 58–46 (.558)

Postseason: 1–2 (.333)

Career: 59–48 (.551)

Jason Garrett, que foi QB nos seus tempos de NFL (jogou muito pouco), é head coach dos Cowboys desde 2010. Em seis anos à frente do time teve, no ano passado, a melhor campanha de sua carreira. Puxado pelos calouros Dak Prescott e Ezekiel Elliott, o time de Dallas chegou à semifinal de conferência, onde acabaram derrotados pelos Packers, em um FG no final da partida.

10° Dan Quinn

13 9 12 10 13 8 14 9

Time: Atlanta Falcons

Idade: 46 anos

Career highlights and awards

Super Bowl Champion (XLVIII) / 3x NFC Champion (2013, 2014, 2016)

Head coaching record

Regular season: 19–13 (.594)

Postseason: 2–1 (.667)

Career: 21–14 (.600)

Outro head coach de mentalidade defensiva, Quinn teve sua carreira impulsionada quando atuava como coordenador defensivo dos Seahawks em 2013 e 2014, naquele grande time cuja defesa ficou conhecida como Legion of Boom – time que, inclusive, foi campeão do SB XLVIII dando uma surra nos Broncos de Manning. Em 2015, foi anunciado HC dos Falcons que, por incrível que pareça, vem se destacando por sua força ofensiva. Perderam o último SB na prorrogação para os Patriots, após sofererem uma virada improvável, no que ficou conhecido como um dos melhores Super Bowls já vistos na história do esporte.

09° Ron Rivera

12 5 9 14 10 9 5 15

Time: Carolina Panthers

Idade: 55 anos

Career highlights and awards

2× NFC champion (2006, 2015) / 2x AP NFL Coach of the Year (2013, 2015) / 2× PFWA NFL Coach of the Year (2013, 2015) /PFWA NFL Assistant Coach of the Year (2005)

Head coaching record

Regular season: 50–37–1 (.574)

Postseason: 3–3 (.500)

Career: 53–40–1 (.569)

Ron Rivera teve uma carreira boa como jogador na NFL. Atuou pelos Bears como linebacker de 1984 a 1992, inclusive vencendo o SB XX. Como membro da comissão técnica, principalmente na parte defensiva, passou por Bears, Eagles e Chargers, até ser contratado, em 2011, como HC dos Panthers. Junto com Cam Newton, chegou a disputar o Super Bowl em 2016, mas perdeu para os Broncos. Em 2013 e 2015, foi nomeado o Coach of the Year pela imprensa especializada.

Pouco tiozão.

08° Jack Del Rio

9 7 11 6 9 7 12

Time: Oakland Raiders

Idade: 54 anos

Career highlights and awards

2× All-PAC-10 (1982, 1983) / Third-team All-American (1983) / Consensus All-American (1984) / Second-team All-PAC-10 (1984) / Pop Warner Trophy (1984) / Rose Bowl Co-MVP (1985) / NFL All-Rookie Team (1985) / Saints Rookie of the Year Award (1985) / Pro Bowl (1994) / Super Bowl champion (XXXV) / USC Athletic Hall of Fame (2015) / Earle “Greasy” Neale Award

Head coaching record

Regular season: 87–84 (.509)

Postseason: 1–3 (.250)

Career: 88–87 (.503)

Jack Del Rio foi, assim como Rivera, um grande atleta na NFL. Iniciou sua carreira como jogador atuando como linebacker dos Saints. Passou também por Chiefs, Cowboys, Vikings e Dolphins, durante seus 11 anos como profissional. Em 1997, assumiu um cargo na comissão dos Saints, e de lá pra cá só foi crescendo. Foi HC dos Jaguars de 2003 a 2011 e, em 2015, assumiu os Raiders, já levando o time aos playoffs na última temporada. Venceu o SB XXXV como treinador de LBs dos Ravens.

07° Bill O’Brien

10 14 8 9 7 4 6

Time: Houston Texans

Idade: 47 anos

Career highlights and awards

Paul “Bear” Bryant Award (2012) / Big Ten Coach of the Year (2012) / Maxwell Coach of the Year (2012) / AT&T-ESPN Coach of the Year (2012) / 2× AFC champion (2007, 2011)

Head coaching record

Regular season: 27–21 (.563)

Postseason: 1–2 (.333)

Career: 28–23 (.549)

HC de Penn State, um dos principais times de futebol americano universitário, em 2012 e 2013, Bill O’Brien foi contratado pelos Texans em 2014 para buscar um título inédito para a franquia. Desde que chegou, foi aos playoffs todos os anos, mas a falta de um QB de qualidade tem atrapalhado seus planos. Com a chegada da sensação DeShaun Watson para 2017, a esperança que ronda a cidade de Houston por vôos maiores é alta.

 06° Andy Reid

8 6 3 7 6 6 7 3

Time: Kansas City Chiefs

Idade: 59 anos

Career highlights and awards

Eagles career wins’ record (130) / 6× NFC East Division Champion (2001, 2002, 2003, 2004, 2006, 2010) / NFC Champion (2004) / AP Coach of the Year (2002) / Sporting News Coach of Year (2000, 2002) / Pro Football Weekly Coach of Year (2002) / Maxwell Club NFL Coach of Year (2000, 2002) / Philadelphia Eagles 75th Anniversary Team

Head coaching record

Regular season: 173–114–1 (.602)

Postseason: 11–12 (.478)

Career: 184–125–1 (.595)

Um dos grandes treinadores da história da NFL, Reid comandou os Eagles de 1999 a 2012, sendo o recordista de vitórias por essa franquia (130). Foi seis vezes campeão de divisão na Filadélfia, em 2001, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2010. Em 2004, levou a NFC e foi vice-campeão do Super Bowl. Em 2009, perdeu a final da NFC para os Cardinals. Em 2013, foi contratado como HC dos Chiefs, onde está até hoje. Pelo time de Kansas City, vem fazendo ótimas campanhas, mesmo com um QB mediano como Alex Smith à frente do time.

05° Bruce Arians

4 13 6 4 2 4 3 7

Time: Arizona Cardinals

Idade: 64 anos

Career highlights and awards

2× Super Bowl champion (XL, XLIII) / 3× AFC champion (2005, 2008, 2010) / 2× NFL Coach of the Year (2012, 2014)

Head coaching record

Regular season: 45–21–1 (.679)

Postseason: 1–2 (.333)

Career: 46–23–1 (.664)

Arians tentou ser QB, mas melhor pularmos essa parte. Seu sucesso veio mesmo como treinador. Com uma grande mentalidade ofensiva, teve excelentes trabalhos nos Steelers e nos Colts, como coordenador ofensivo. Em 2013, substituiu Ken Wisenhunt nos Cardinals e fez excelentes campanhas, chegando inclusive à final da NFC na temporada de 2015. Em 2012 e 2014, venceu o prêmio de HC do Ano. Como head coach dos Cardinals, vem fazendo um excelente trabalho, e dá esperanças à torcida do time para os próximos anos.

 04° Mike Tomlin

2 3 5 5 3 3 9 4

Time: Pittsburgh Steelers

Idade: 45 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XLIII) / 2× AFC champion (2008, 2010) / 5× AFC North champion (2007, 2008, 2010, 2014, 2016) / Motorola NFL Coach of the Year (2008) / Super Bowl champion (XXXVII)* / NFC champion (2002)*

*assistant coach

Head coaching record

Regular season: 103–57 (.644)

Postseason: 8–5 (.615)

Career: 111–62 (.642)

Tomlin, que iniciou sua carreira na NFL como técnico de DBs nos Bucs, ganhou muito respeito após assumir como HC dos Steelers, em 2007. Venceu o Super Bowl XLIII em uma partida memorável contra os Cardinals e, em 2008 foi considerado o técnico do ano. Além disso, detém um coaching record invejável de .644, um dos maiores da liga. Na pós temporada, seu coaching record também é excelente, com .615. Em uma equipe altamente qualificada, puxada pelo triplete Big Ben, Antonio Brown e Le’Veon Bell, Tomlin tem tudo para aumentar o número de vitórias .

03° John Harbaugh

6 4 4 2 4 5 2 5

Time: Baltimore Ravens

Idade: 54 anos

Career highlights and awards

Super Bowl champion (XLVII)

Head coaching record

Regular season: 85–59 (.590)

Postseason: 10–5 (.667)

Career: 95–64 (.597)

John Harbaugh é técnico dos Ravens desde 2008. Sua formação vem de Special Teams: foi coordenador dos Eagles de 1998 a 2007. Ele, inclusive, usa jogadas mirabolantes em seu time de especialistas até hoje. No Super Bowl XLVII, em que foi campeão, no último lance da partida ele proporcionou um lance bizarro de safety, selando a vitória. Com um coaching record de .590 na temporada regular e de .667 nos playoffs, Harbaugh merece a posição no top 3. Como curiosidade, no SB XLVII ele enfrentou o 49ers, que tinha como HC seu irmão Jim Harbaugh, hoje técnico de Michigan no futebol americano universitário – e que certamente estaria entre os melhores deste ranking se ainda estivesse na NFL (aceitem, haters!).

Cadê o chicletes?

02° Pete Carroll

3 2 2 3 5 2 8 2

Time: Seattle Seahawks

Idade: 65 anos

Career highlights and awards

Super Bowl championship (XLVIII) / 2× NFC champion (2013, 2014) / AP national champion (2003, 2004) / 4× Rose Bowl champion (2003, 2006–2008) / 2× Orange Bowl champion (2002, 2004)

Head coaching record

Regular season: 101–69–1 (.594)

Postseason: 10–7 (.588)

Career: 110–76–1 (.591)

Um dos grandes treinadores da história do futebol americano, Pete Carroll é treinador dos Seahawks desde 2010. De 2001 a 2009, comandou o time de USC no futebol americano universitário. Ele é um de apenas três técnicos que foram campeões no College e na NFL (os outros são Jimmy Jonhson e Barry Switzer). Carroll tem uma carreira invejável, especialmente na NCAA, onde teve um recorde de .814. Na NFL, é o líder do time de Seattle, onde não é somente HC, mas também VP. É atualmente o HC mais velho da NFL, com 65 anos.

01° Bill Belichick

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Time: New England Patriots

Idade: 65 anos

Career highlights and awards

5× Super Bowl champion (XXXVI, XXXVIII, XXXIX, XLIX, LI) / 3× AP NFL Coach of the Year (2003, 2007, 2010) / NFL 2000s All-Decade Team / 2x Super Bowl champion (XXI, XXV)*

*As a defensive coordinator

Head coaching record

Regular season: 237–115 (.673)

Postseason: 26–10 (.722)

Career: 263–125 (.678)

Número 1 unânime e de longe o melhor HC da liga. Muitos já o consideram o melhor HC da história da NFL. Como coordenador defensivo, levou os SBs XXI e XXV, pelos Giants. Como HC, venceu outras cinco vezes, todas com o New England Patriots. Melhor treinador da NFL em 2003, 2007 e 2010, Bill Belichick ainda pode vencer mais, e isso é o que impressiona. Seus times são sempre muito dominantes e, para 2017, o Patriots parece continuar invencível. Ele assumiu os Patriots em 2000 e terminou a temporada 5-11; sua única temporada com mais derrotas do que vitórias. Desde 2001, Belichick e os Patriots só não venceram a AFC East em duas das 16 temporadas, uma supremacia absurda. Desde que comanda o time de New England, Belichick chegou a sete Super Bowls.

Algumas curiosidades do ranking:

  • Bill Belichick é a única unanimidade no Top 3 e Top 5. Inclusive, todos os votantes o selecionaram como o melhor HC da NFL;
  • Bruce Arians é o HC com maior diferença entre dois rankings: é o segundo no do Ivo, e décimo terceiro no do Digo;
  • Um total de 21 técnicos diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;
  • O top 15 contempla 8 técnicos da NFC e 7 da AFC;
  • 9 HCs são comuns a todos os rankings: Belichik, Carroll, Harbaugh, Tomlin, Arians, Reid, Rivera, Quinn e Zimmer;
  • 11 deles já foram campeões do Super Bowl, seja como HC ou apenas como participante da comissão técnica: Belichick, Carroll, Harbaugh, Tomlin, Arians, Del Rio, Rivera, Quinn, Garrett, Zimmer, McCarthy e Payton.
  • Ficaram fora do top 15, em ordem: Jay Gruden (WAS), John Fox (CHI), Kyle Shanahan (SF), Hue Jackson (CLE), Marvin Lewis (CIN) e Jim Caldwell (DET);
  • Todos os treinadores citados são milionários!

A dura realidade daqueles que não são facilmente iludidos

Começo a escrever no momento do segundo TD lançado pelo rookie Carson Wentz, em um jogo horroroso dos dois ataques (ou incrível das duas defesas, como você preferir), com trezentos turnovers para cada lado. Espero que, quando estiver chegando ao fim, possa comentar sobre uma virada incrível. Enfim, parece cada vez mais difícil, então falemos um pouco mais sobre de onde esse time saiu e perceberemos que a simples existência do 5-0 atual já é algo incrível.

Lembro bem quando conheci o Minnesota Vikings: aquela derrota deprimente para o New Orleans Saints – estaria torcendo contra qualquer time que jogassem contra eles, estava cansado de todo o hype em volta do time. Mas entre Brett Favre mito (mesmo que ele tenha lançado aquela interceptação na qual DEVERIA TER CORRIDO) e um nome legal (além de eu ser um tradicionalmente trouxa em escolher times para torcer) e mesmo após ter flertado com alguns times na intertemporada de 2010 (minha campanha no Madden no PC com o Detroit Lions foi espetacular), lá no fundo foi amor a segunda ou terceira vista.

Lembro também de ter acompanhado ansioso a visita de Jared Allen, Ryan Longwell e Steve Hutchinson a Favre em alguma fazenda no Mississippi (é fácil imaginar os três chegando a cavalo em uma daquelas plantations de filme) para convencê-lo a voltar – pior, torcendo muito que ele voltasse logo. Certo mesmo estava Allen que, recentemente, junto com sua também recente aposentadoria, aproveitou para contar que, na verdade, ele foi ao Mississippi para aconselhar Brett a não voltar a jogar – o que o quarterback infelizmente não seguiu, voltando para uma última temporada fracassada, que teve como seu ponto alto uma partida de terça-feira com Joe Webb. Contra o Eagles. O mesmo Eagles que estã chegando na redzone novamente e, bem, acho que hoje não vai dar.

De qualquer forma, o período pós-Favre trouxe, como a cartilha da NFL manda, novo head coach (Leslie Frazier) e novo quarterback (Christian Ponder). Foram três anos de, como manda a cartilha dos Vikings, novas decepções. Até houve uma época que tivemos um tal running back que foi MVP da liga, antes de voltarmos a Joe Webb nos playoffs (nunca esqueçamos) e perdermos. Foi a única vez que o time chegou nas fases finais da liga entre 2010 e a chegada de Mike Zimmer.

Mestre dos magos.

Mestre dos magos.

Um pouco sobre Mike Zimmer

Zimmer é uma das grandes histórias de injustiças que a NFL produziu. Se diz que, mesmo após ter produzido grandes defesas nos Cowboys, onde se tornou discípulo de Bill Parcells, sempre pedindo conselhos ao lendário treinador, e nos Bengals (além de uma grande entrevista no seu breve tempo de Falcons, em meio a polêmicas com Michael Vick preso e Bobby Petrino, o treinador chamado de “gutless motherfucker”, abandonando o barco), ele nunca recebeu uma oportunidade como head coach porque era sincero demais nas entrevistas – sua participação no Hard Knocks é um show à parte.

Até que Rick Spielman, o GM do time, resolveu dar uma chance e tentar mudar a cultura do time, que teve uma das piores defesas do ano de 2013 e, além disso, tinha problemas disciplinares a cada semana (ou pelo menos parecia assim) – aqui incluímos todo o drama de Adrian Peterson e seu filho que atrapalhou muito o time logo no começo de 2014. E funcionou.

A defesa de Zimmer

Anthony Barr, Harrison Smith, Linval Joseph, Everson Griffen, Xavier Rhodes e muitos mais que facilmente seriam titulares em qualquer equipe da NFL. Todos são grandes nomes por si só, já mais ou menos estabelecidos, e merecem crédito por serem simplesmente craques. Mas mais do que isso, seu denominador comum é: são frutos da espetacular parceria entre Mike Zimmer e Rick Spielman na sua aquisição.

Dos hoje ‘14’ titulares (considerando nickel e rotações na linha defensiva) dessa defesa, somente Andrew Sendejo, que chegou em uma época que Spielman ainda não era o chefe-mor do time, e Chad Greenway e Brian Robinson não foram trazidos por Spielman, seja via draft (com sua tática sagrada de buscar 10 escolhas por ano), via free agency (como as aquisições de Linval Joseph, um monstro no miolo da defesa, ou Terrence Newman, que parece melhor a cada ano que passa) ou ainda via renovações duvidosas a princípio, mas que se confirmaram indiscutíveis, como Everson Griffen.

E ao que Rick Spielman traz, cabe a Mike Zimmer produzir. E o treinador, que já tinha feito isso em Cincinnati, continua tirando o máximo dos seus jogadores, como Xavier Rhodes e Trae Waynes, a quem lhes botavam dúvidas sobre serem muito dados às pass interference nos tempos de universidade e hoje têm anulado WRs como Kelvin Benjamin e Odell Beckham, ou Anthony Barr, que tinha apenas dois anos de experiência como LB, mas joga desde sua chegada como um veterano, produzindo em todas as fases do seu jogo.

Ponte para o futuro

Depois de anos difíceis com Christian Ponder, a lógica também apontava que Minnesota precisava de um franchise quarterback legítimo. Lembro bem também desse dia, já que desisti do primeiro round do draft quando Johnny Manziel foi selecionado, acreditando que os Vikings acabariam sem um QB de alto nível naquele ano. Para então, na madrugada, na última escolha, Rick Spielman fazer de suas mágicas e acabar com Teddy Bridgewater, que durante toda a temporada de 2013 era apontado como o melhor QB da classe, antes de acabar perdendo posições por não aparecer bem nos combines e afins pré-draft.

Obviamente, quando ele parecia o homem a dar o passo seguinte, superando as deficiências de rookie e se cimentando como um QB de alto nível, e assim dar uma ajudinha a essa defesa incrível montada (que apesar da derrota contra Wentz e companhia, continua se mostrando imbatível se o ataque colaborar), sofreu uma lesão bizarra, sozinho, em um lance normal de treino, para o desespero de todos.

Até que Sam Bradford entrou em seu lugar. Já falamos demais sobre Sam Bradford e, na verdade, até este domingo, ele estava indo além das melhores expectativas. Infelizmente, nenhum turnover, mesmo com a sua proteção destruída, não era algo que se manteria – e com a atuação horrível na última semana, não acho que ele esteja merecendo muitas palavras mais da minha parte. Pelo menos, considerando que os Bears ajudarão o time a voltar ao normal (curaram até Aaron Rodgers!), Bradford é a melhor opção para comandar o ataque dos Vikings e rezamos para que ele consiga seguir saudável – mesmo com essa proteção horrenda.

Lançando umas bolas enquanto aguardo um raio-x preventivo.

Lançando umas bolas enquanto aguardo um raio-x preventivo.

O que ainda podemos esperar

Já temos confirmada a primeira derrota dos Vikings. Inclusive, já temos também confirmadas as entrevistas REVOLTADAS do treinador Zimmer sobre a atuação do time – uma bosta completa, em resumo, especialmente a linha ofensiva, que ele chamou de “soft” e disse estar cansado de desculpas. Isso, lembrando, em entrevista à imprensa. Imagine que delícia deve ter sido o clima no vestiário.

Pelo menos a atitude de Zimmer dá a segurança de que o time dará a volta por cima (ano passado, depois de cada jogo complicado parecia vir um jogo de assertividade, como estava acontecendo entre o primeiro e segundo tempo esse ano). Mais do que isso, é importante atentar-se de que o grande questionamento está sobre o ataque (e algo sob os special teams, que não podem dar os vacilos que deram) – a alma do time, a defesa, continuou jogando bem contra os Eagles e cedeu somente 13 pontos (seguindo com a melhor média da NFL), mesmo estando pressionada o tempo inteiro pelos erros constantes do ataque.

O que o histórico aponta? O que podemos esperar para os próximos 10 jogos? Vamos listar, para depois sermos cobrados:

  • A defesa de Mike Zimmer seguirá dominante e ganhará pelo menos mais 6-8 jogos para Minnesota;
  • Sam Bradford ainda irá, infelizmente, se machucar (porque certamente não será Jake Long a solução para nossa odiável linha ofensiva) – nem que seja por excesso de raios-x preventivos;
  • Blair Walsh errará muito mais chutes do que deveria;

E os Vikings chegarão, apesar de todos os pesares, com moral aos playoffs, apenas para acontecer algo bizarro e, novamente, morrer na praia. Ou pior, ao Super Bowl, para que a dor e sofrimento sejam maiores ainda. Porque é isso que acontece quando se tem esperança com esse time: algo sempre dá muito errado.

Cheios de esperanças, mas sabemos como isso acaba em Minneapolis

Alerta: texto cheio de esperança clubista. O editor não pode me controlar. Esse time vai para o Super Bowl, queira Blair Walsh ou não.

Obviamente, a menos que você seja um torcedor dos Browns, nessa época da temporada qualquer um acredita que o seu próprio time irá fazer o que os Patriots de 2007 não foram capazes: ganhar todos os jogos e se consagrar campeão da NFL.

Com os Vikings, a história não seria diferente. É a terceira temporada do HC Mike Zimmer e do QB Theodore Edmond Bridgewater II no comando do time e eles vêm do primeiro título da NFC North desde o ano mágico propiciado por Brett Favre em 2009. Sim, lembro como ele acabou. Falemos de desgraças em breve.

Para somar a tudo isso, depois de dois anos jogando no frio estádio da Universidade de Minnesota, o time inaugurará sua nova e belíssima casa de vidro, sede do Super Bowl LII, no segundo Sunday Night Football da temporada já contra o maior rival e principal adversário pelo título da divisão, Green Bay. E o retorno a um estádio fechado como casa deve trazer benefício para as duas principais armas do ataque, o quarterback Bridgewater e o running back Adrian Peterson, que tem números bem melhores quando não estão expostos às intempéries.

O que realmente importa para o treinador: a defesa

Mike Zimmer foi coordenador defensivo por quase 20 anos antes de ter a sua primeira oportunidade como treinador principal de uma equipe e, até por isso, não deixou suas raízes no passado. Ele, em conjunto com bons drafts realizados pelo GM Rick Spielman, pegou uma defesa que era a última em pontos concedidos em 2013 e a transformou em uma defesa top 10 – com sérios argumentos para desafiar defesas como a dos Broncos ou dos Seahawks como melhor defesa da NFL.

E tudo começa com o domínio nas trincheiras. Everson Griffen tem valido cada centavo do contrato de 42.5 milhões de dólares assinado em 2014 e é presença constante na cara dos quarterbacks adversários, enquanto Danielle Hunter (6.5 sacks em tempo limitado como rookie) parece a alternativa do futuro para pressionar pelo outro lado. O meio da linha é ocupado por Linval Joseph e Sharrif Floyd, que estão acostumados a dominar dois bloqueadores sozinhos quando saudáveis (12 e 13 partidas jogadas ano passado respectivamente, e ainda assim figuraram entre os melhores da posição de acordo com o site PFF).

No back seven o time conta com suas duas maiores estrelas: Anthony Barr (All-Pro de acordo com o mesmo PFF) e Harrison Smith (que assinou o contrato mais caro de um safety da NFL, valendo mais de 10 milhões por ano). Também é nessa área que se encontram três importantes dúvidas: Trae Waynes (uma interceptação como rookie, no jogo dos playoffs) precisa conquistar seu espaço e tomar a posição do veteraníssimo Terrence Newman; a competição pelo posto de terceiro linebacker, para acompanhar Barr e Eric Kendricks (que pode ser quase ignorada, considerando que o time está mais da metade do tempo na formação nickel, com 3 CBs e somente dois LBs); e a aparentemente eterna busca por uma dupla minimamente decente para Smith na posição de safety (o mais provável parece ser Michael Griffin, de 31 anos, pro bowler em 2010).

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Mike Zimmer feliz (ele nunca está feliz).

O treinador que pode estragar tudo: Norv Turner

No começo de 2015, muito se falou do quão importante seria esse time depender cada vez menos das capacidades de Adrian Peterson e deixar o jogo nas mãos de Teddy Bridgewater, já que ele é (e precisa provar ser) realmente o futuro desse time. Não foi o que se viu. Mais do que isso, o coordenador ofensivo Norv Turner, talvez o grande responsável pelo ataque que ficou na 29ª posição em jardas totais em 2015, seguiu limitando as jogadas ao tradicional run, run, pass (que frequentemente traz situações claras de passe no 3rd down e assim mais pressão) e insistindo em correr da formação shotgun, que não favorece as capacidades do MVP de 2012.

Com as oportunidades limitadas, as estatísticas de Bridgewater não saltam aos olhos. 17 TDs totais para 12 turnovers são números bem medíocres, especialmente se comparado aos seus dois principais companheiros de draft, Blake Bortles e David Carr, que lançaram mais de 30 touchdowns cada. Ainda assim, outras métricas trazem esperança para os fãs do ex-QB de Louisville como, por exemplo, seus quase 80% de passes completos ajustados (um cálculo da PFF que exclui drops e passes desviados na linha de scrimmage).

Outra razão para a baixa produtividade de Bridgewater também foi a proteção recebida por parte da linha ofensiva – ruim a ponto de o técnico de linha ofensiva Jeff Davidson ter sido demitido na segunda-feira seguinte à derrota nos playoffs. Para o seu lugar, Mike Zimmer trouxe o ex-head coach dos Dolphins, Tony Sparano. Também foram trazidos dois novos jogadores, o RT Andre Smith e o LG Alex Boone (o único com a titularidade assegurada pelo treinador), que já tiveram grandes temporadas apesar de não terem jogado seu melhor em 2015.

Além deles, Minnesota também espera contar com um Matt Kalil motivado pela busca por um novo contrato e pela primeira offseason sem cirurgias desde a sua primeira temporada (na qual jogou em alto nível) protegendo o lado cego de seu QB. Nas demais posições, a promessa é de uma competição intensa durante o training camp entre diversos jogadores (C Joe Berger, RG Brandon Fusco, RT Andre Smith – como palpite de vencedores) mesmo com o anúncio de aposentadoria do gigante RT Phil Loadholt, devido a uma lesão no tendão de Aquiles.

Teddy também contará pela primeira vez em sua carreira com uma grande gama de bons alvos no ataque aéreo: o retorno de Stefon Diggs (primeiro rookie a ter pelo menos 87 jardas em seus primeiros quatro jogos na NFL) à titularidade é garantido e o recém-draftado Laquon Treadwell deve causar impacto nas suas primeiras semanas na liga especialmente em rotas intermediárias, as favoritas de Bridgewater. Também fica a esperança de temporadas saudáveis para o TE Kyle Rudolph, um alvo importante especialmente na endzone, e para o WR Charles Johnson, alvo favorito de Teddy em sua época de rookie. Ainda há Cordarrelle Patterson como última incógnita, jogando por um contrato essa temporada (os Vikings optaram por não ativar a opção automática de um quinto ano a que teriam direito), que será muito maior se ele se mostrar uma opção no jogo aéreo além de um grande retornador.

Por último, no jogo corrido, além da presença óbvia e importante de Adrian Peterson, que dispensa apresentações, fica a curiosidade pelas oportunidades que pode receber o jovem running back Jerick McKinnon, que demonstrou qualidade quando teve a titularidade em 2014 (enquanto Peterson estava suspenso) e manteve uma média de 5.2 jardas por corrida nas poucas oportunidades que teve em 2015, talvez iniciando uma lenta transição no time, já que All-Day pode parecer eterno, mas fez 31 anos em março e tem 18 milhões de dólares a receber em 2017 – que talvez Rick Spielman acredite poder ser investido melhor em outras áreas no time.

Discutindo quem vai ser o dono do time em 2016.

Discutindo quem vai ser o dono do time em 2016.

Blair Walsh

Impossível querer fazer uma análise completa do time e ignorar os special teams. Blair Walsh, VAI TOMAR NO CU! ATÉ O IDIOTA DO CORDARRELLE PATTERSON ACERTAVA AQUELE CHUTE! E já passou da hora de você tomar o rumo para o buraco do qual você saiu, Jeff Locke (30º punter da NFL em jardas netas, holder que segurou a bola de maneira incorreta para aquele chute do Walsh). Seu corno.

Palpite: Teddy lança para 21 TDs, exatamente ¼ do que lançarão Carr, Bortles e Garoppolo somados, mas ele pelo menos vai para os playoffs. 13-3 e mais um título da NFC North para decorar o novo estádio, no qual o time vencerá todas as partidas. Alguma desgraça acontecerá pelo caminho porque é assim que as coisas funcionam para os Vikings, mas sinceramente não quero me esforçar para prevê-la e antecipar o sofrimento.

O desastre aconteceu

Como já deve ser conhecimento geral, aproximadamente uma hora após esse preview ser publicado, a temporada dos Vikings sofreu um forte golpe: Teddy Bridgewater se machucou sozinho num treinamento, deslocando o joelho e rompendo ligamentos. Apesar do susto das primeiras horas, em que sua carreira parecia ameaçada, as primeiras notícias indicam que Teddy não sofreu danos em nervos e artérias e, apesar de estar fora da temporada, estará de volta em 2017.

Seu substituto, a princípio, apesar das muitas especulações que deverão surgir nos próximos dias, será o veterano Shaun Hill. Ele dificilmente chegará próximo do desempenho de Teddy, mas terá o apoio do jogo corrido e conseguirá ajudar a defesa a ganhar partidas, especialmente enquanto proteger bem a bola. Obviamente as grandes expectativas de Super Bowl que o time tinha foram pelo ralo, mas uma boa campanha ainda parece possível nas costas de Peterson (palpite: no mínimo 400 corridas) e cia – e como disse Mike Zimmer, o sol voltará a nascer amanhã.