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O último a sair apague a luz

A temporada de 2017 do Seattle Seahawks foi a primeira da franquia do noroeste dos Estados Unidos fora dos playoffs desde que Russell Wilson fora draftado na terceira rodada do draft de 2012.

Coincidência ou não, a offseason foi uma oportunidade para mudanças, algumas ocorridas obrigatoriamente. As saídas de Richard Sherman, Jeremy Lane, Michael Bennett, Cliff Avril e Kam Chancellor, todos que formaram uma defesa que marcou época na NFL, indica um claro rebuild. Adiciona-se o fato de que Earl Thomas III por vezes demonstra sua insatisfação com e até deu indicativas de querer ir para o Dallas Cowboys.

As saídas

Como dito anteriormente, na última offseason, o torcedor do Seahawks foi obrigado a se despedir de jogadores considerados como fundamentais à conquista do Super Bowl XLVIII e ao sucesso recente da franquia. Não suficientemente, Richard Sherman, reconhecidamente familiar ao microfone, foi para San Francisco, rival de divisão, bem como não fez questão de esconder sua frustração com seus últimos anos na franquia de Washington (o estado, seu burro). 

Além dessa saída mais conturbada, os DEs Cliff Avril e Michael Bennett assinaram respectivamente com Sistema Nacional de Empregos (o popular SINE) e o Philadelphia Eagles. Bem como Kam Chancellor, que recentemente anunciou sua aposentadoria por medo de complicações devido a sua lesão no pescoço.

Assim como relatado no preview do ano passado, a diferença entre defesa e ataque provocou um racha no elenco do Seahawks, que, de uma maneira semelhante à outras franquias, cresceu tanto que o talento dos jogadores não era mais suficiente para manter o nível de jogo do time. Pela primeira vez desde 2011, o Seahawks ficou fora dos playoffs.

A questão Earl Thomas

Além de se adaptar a saídas complicadas no núcleo defensivo, o Seahawks tem que lidar com a vontade de Earl Thomas de ser mandado embora. Aparentemente, o jogador foi ao vestiário do Dallas Cowboys no último jogo da temporada de 2017 em Arlington, pedindo para ser trocado para a franquia do Texas. “If you get a chance, go get me”. Verdade ou não, Thomas recentemente anunciou que não se apresentará ao training camp da equipe, gerando uma situação extracampo que o front office de Seattle terá que administrar. O jogador alega situações contratuais; aos 29 anos de idade, Earl está no último ano de contrato assinado em 2014, valendo 40 milhões de dólares, 8,5 milhões destes a serem recebidos na temporada de 2018.

Puto.

Segundo o Seattle Times, o Seahawks tentou negociar com representantes de Thomas, e o jogador teria exigido valores acima de 10 milhões de dólares por temporada, com longa duração de contrato. Caso a franquia decida cortá-lo, economizaria os 8,5 milhões de dólares no impacto ao salary cap, mas esportivamente é uma decisão complicada de se tomar, considerando os desfalques que a defesa já sofreu. Um corte do jogador poderia até gerar uma reação de Russell Wilson: “Qual é, vocês tão de sacanagem?”.

Pelo último ano de contrato, é improvável que Seattle consiga trocar Thomas por uma compensação justa (algo como dois salgados de presunto e queijo e uma coca do tipo “ks”), então permanece incerta a situação do jogador, que ao ficar ausente dos training camps poderá ser multado.

Como não estamos aqui no Pick Six para esclarecer nada, apenas para causar a dúvida, não vamos arriscar o desfecho da situação de Earl Thomas, até por que quando esse texto ir ao ar poderá ter ocorrido milhões de possibilidades, inclusive nada.

Nota do editor: o texto foi enviado com quase uma semana de antecedência. Não aconteceu nada. Vamos aguardar.

As chegadas

As movimentações ativas da Free Agency focaram na defesa, concluímos que como forma de balancear as perdas. Nomes como Barkevious Mingo, Marcus Smith e Maurice Alexander chegaram, e se não inspiram confiança em você, não espere que inspirem na gente. No ataque, destaque para Ed Dickson e Jaron Brown. No draft, Seattle trouxe o RB Rashaad Penny, de SD State, o DE Rasheem Green de USC, e destaque também para Shaquem Griffin, LB de UCF, conhecido pelo destaque que teve em sua última temporada universitária e também por ter uma das mãos amputadas.

Panorama tático

Se na defesa o técnico Pete Carroll terá dificuldades de encontrar 11 jogadores com a coordenação motora boa suficiente para jogar futebol, no ataque a solução a ser encontrada é evitar para Russell Wilson um cenário parecido com as batalhas do filme Gladiador – embora possa parecer divertido para nós telespectadores.

Durante a temporada de 2017, o quarterback emulou o espírito Bear Grylls e esteve à prova de tudo, inclusive da sua linha ofensiva, incapaz de bloquear qualquer coisa que se movesse. Falamos sobre a capacidade de improvisação de Wilson nessa análise tática de novembro de 2017.

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Apesar de toda a magia em campo, as demais deficiências da equipe evitaram que Russell levasse os Seahawks aos playoffs pela primeira vez na carreira (viu o que nós fizemos aqui?). O time sofreu com a rotatividade alta de running backs na última temporada, seis jogadores tiveram repetições (Eddie Lacy, Mike Davis, Thomas Rawls, Chris Carson, J.D. McKissic e C.J. Prosise). Apesar disso, foi Wilson quem obteve a maior quantidade de jardas corridas do time, e por uma grande diferença em relação ao segundo colocado, segundo dados do Pro Football Reference.

A chave para o ataque do Seahawks nessa temporada é integrar melhor os novos jogadores do ataque, os novos wide receivers e running backs – apesar de não haverem grandes mudanças na linha ofensiva, a principal deficiência do time. Trabalho para Brian Schottenheimer, vindo de Indianapolis. A defesa será coordenada também por um novo técnico, Ken Norton Jr, vindo dos Oakland Raiders (não muito animador, hein torcedor?).

A tabela

Além dos seis jogos divisionais, que serão os fiéis da balança para sabermos se Seattle terá chances de playoffs novamente, a franquia do noroeste dos Estados Unidos enfrentará times da AFC West e a NFC North. Dallas Cowboys (semana 3) e Carolina Panthers (semana 12) completam os 16 jogos da temporada.

A bye-week está posicionada na semana 7, logo após o jogo em Londres contra o Oakland Raiders, bem ao meio da temporada, janela ideal para a maioria dos times. A primeira sequência da temporada será DEN, CHI, DAL, AZ, LAR, OAK, e a segunda DET, LAC, LAR, GB, CAR, SF, MIN, SF, KC, AZ. Observamos que a primeira perna tem jogos mais simples, podendo ser fundamental para os ajustes visando uma possível ida para a pós-temporada. Apesar disso, a sequência entre as semanas 9 e 15 pode encerrar o ano de forma um pouco complicada. 

Palpite

A situação de Earl Thomas provavelmente será o centro das atenções quando os jogadores se apresentarem ao training camp. A defesa sofrerá com a ausência de vários jogadores geracionais (traduções literais, a gente vê por aqui) e continuará sua regressão. No ataque, Schottenheimer terá que trabalhar com basicamente as mesmas peças que estavam na temporada anterior buscando melhorar drasticamente a linha ofensiva, além de integrar o jogo corrido. Em um aspecto geral, Seattle contará com a regressão à média do Los Angeles Rams, enquanto o Arizona Cardinals passa por uma reconstrução, com problemas inclusive na posição de quarterback. Entretanto, a segunda perna da temporada será determinante para que o time não vença a divisão por mais um ano e todos já estejam de férias em dezembro.

A distância entre céu e inferno é de uma jarda

Discursos motivacionais são comuns nos esportes e, claro, no futebol americano isso não é exceção. Nas peças que retratam o jogo – sejam as reais, como documentários, ou as fictícias, como filmes -, isso fica bem claro, já que o discurso motivacional é sempre mostrado como uma parte emocionante que pode decidir o futuro de um time.

Se você assistiu a série Last Chance U, você sabe do que estou falando. A forma como o técnico fala com o elenco após (SPOILERS) a briga ao final da primeira temporada fez com que seus jogadores (e boa parte dos telespectadores) perdessem o respeito por ele. Em contrapartida, no filme Any Given Sunday, Al Pacino fez um discurso motivacional memorável: ele diz que o football é um jogo de centímetros, e esses centímetros fazem a diferença entre a derrota e a vitória. Ao final, a constatação, em tradução livre: “Ou nós nos recuperamos, como um time; ou morremos, como indivíduos.”

E por que estamos falando disso? Bem, você já sabe que trata-se de um preview para a temporada dos Seahawks. E, se você leu a matéria da ESPN, sabe que, em Seattle, o que vem pela frente, está baseado em uma jogada. A interceptação de Malcom Butler, que selou a vitória dos Patriots no Super Bowl, ainda não foi digerida. A incapacidade de alcançar a única jarda que faltava para a consagração acabou por ruir a união e a estabilidade de um elenco que parecia destinado a ainda mais glórias. Hoje os Seahawks já não são mais uma equipe 100% unida. A comissão técnica, que é uma das melhores da NFL, já não tem mais o mesmo respeito de seus jogadores. Tudo isso por conta de uma jogada que, apesar das tentativas dos técnicos e da franquia de dizer o contrário, ainda afeta a equipe de Seattle.

O torcedor dos Seahawks, claro, pode discordar da existência dessa “racha” no elenco, e ele tem o direito de fazê-lo. Mas acreditamos que é um problema real, e temos alguns sinais disso. O ponto central da discussão em Seattle é a insatisfação da defesa – em especial Richard Sherman – com o ataque. Podemos elencar diversos momentos que mostram como os Seahawks vencem o jogo por causa da defesa, mas, quando ela falha, o resultado é negativo.

E, em algumas oportunidades, mesmo com brilhantes atuações da defesa, o ataque não consegue chegar a vitória (todos lembramos do memorável duelo contra os Cardinals no ano passado: 6×6). Russell Wilson é um ótimo quarterback, mas a visão que seus colegas de time na defesa têm sobre ele é essa. E, por causa de uma jogada que deu errado e que levantou questionamentos, os Seahawks entram em 2017 com um grande desafio pela frente: se consagrar, como um time. Se não fossem por aqueles 91 centímetros, a narrativa para esse ano seria outra.

Tentando consertar as coisas.

Amigos do Wilson

No ataque de Seattle, há um grande problema: a linha ofensiva. Durante a carreira de Russell Wilson a unidade foi se desmontando aos poucos, sem reposições à altura. Quando perceberam que a situação estava insustentável, já era tarde demais e o setor já havia se tornado uma porcaria.

Para ajudar a resolver o problema, Germain Ifedi foi escolhido na primeira rodada do draft no ano passado, mas não ajudou muito, embora pelo menos seja alguém com potencial – e não um jogador não-draftado que ninguém nunca ouviu falar. O time também foi atrás de Luke Joeckel, que em Jacksonville foi um bust, mas agora há a expectativa de jogar pelo menos um pouco melhor com Tom Cable como seu técnico.

Já no draft desse ano foi escolhido Ethan Pocic, de origem, mas que pode jogar em diversas posições da linha. Center, aliás, que é a posição mais sólida do conjunto, já que Justin Britt, agora de contrato novo, foi o melhor jogador da OL no último ano. O resto dos jogadores ninguém sabe quem são, tirando a comissão técnica, que vive os trocando de posição esperando que produzam algo que não sacks.

No jogo corrido, Thomas Rawls, que quando esteve em campo – seu maior desafio – foi produtivo, disputa posição com Eddie Lacy, que quando esteve no peso ideal – seu maior desafio – foi produtivo. A dúvida fica por conta de qual dos dois jogadores conseguirá superar seus problemas para produzir no sistema, que depende muito das corridas para funcionar. O grupo conta ainda com o versátil CJ Prosise, que mostrou potencial ano passado até, adivinhem, se machucar.

Russell Wilson não verá nenhuma novidade no corpo de recebedores, sendo os três principais o veterano Doug Baldwin, melhor amigo de Russell desde sua entrada na liga; Paul Richardson, que após começo difícil na carreira parece finalmente ter acordado pra vida; e Tyler Lockett, extremamente veloz mas que perdeu parte da última temporada por lesão. Amara Darboh, escolhido na terceira rodada deste Draft, fecha o grupo. Se quisermos também podemos falar de Jimmy Graham por aqui, tendo em vista que TIGHT END QUE NÃO BLOQUEIA É SÓ UM WIDE RECEIVER QUE COMEU ESPINAFRE.

Amigos do Sherman

A defesa de Seattle dispensa apresentações. Já fazem quatro anos que o grupo é o primeiro da liga em pontos permitidos por jogo, algo que não é alcançado desde os anos 50. O feito é ainda maior se considerarmos que Earl Thomas se machucou na semana 13 da última temporada. Mesmo não sendo evidente nas estatísticas finais, a lesão de Earl foi um golpe duro para o time, que sentiu multa falta do seu melhor jogador nos playoffs, quando Matt Ryan e cia. não tomaram conhecimento da defesa que enfrentaram.

Em nenhum dos três níveis vemos uma grande deficiência e, mesmo assim, os Seahawks ainda reforçaram a defesa com algumas peças no draft. Malik McDowell e Nazair Jones para a linha defensiva; e ainda toda uma nova secundária, com dois Cornerbacks, Mike Tyson e Shaquill Griffin; e dois Safeties, Delano Hill e Tedric Thompson. Esses jogadores devem ver uma quantidade limitada de snaps, já que, com exceção da posição de CB 2, os titulares já estão bem definidos.

Lendo ataques e o Código de Defesa do Consumidor.

Na primeira linha, Ahtyba Rubin e Jarran Reed atuam pelo meio, enquanto Cliff Avril e Michael Benett formam talvez a dupla de pass rushers mais underrated da NFL (não que para eles não haja reconhecimento, mas a verdade é que ambos não são muito lembrados quando discutimos os melhores pass rushers).

Pelo meio, jogam KJ Writght e Bobby Wagner, uma dupla extremamente veloz. Quando um deles não está em campo, a defesa perde consideravelmente. O recém-chegado Michael Wilhoite fecha o corpo de LBs.

Por fim, temos a secundária. A Legion of Boom tem em Richard Sherman, Kam Chancellor e Earl Thomas uma força absurda. É um grupo que rivaliza com unidades como a OL do Dallas Cowboys como o melhor da liga. Aqui, Jeremy Lane deve ser o CB 2, mas não seria surpresa se ele perdesse a posição ao longo do ano.

Palpite: Não sabemos até que ponto os problemas dos Seahawks continuarão, mas, eles certamente não impedirão o time de vencer a fraca divisão. Resta saber se nos playoffs a equipe conseguirá chegar longe, já que nos dois últimos anos Seattle não passou do Divisional. Força para competir com o resto da NFC o elenco com certeza tem e já mostrou isso.

Top Pick Six #6: os 15 melhores DLs da NFL

Dia de mais um ranking no Pick Six! Agora listamos os 15 melhores DL (defensive linemen) da NFL, com DTs (defensive tackle) e DEs (defensive end). Nos mesmos moldes das listas que já fizemos, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores DLs entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí – pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Rovere.

Vamos ao que interessa!

15° Fletcher Cox
13 | 8 | – | 14 | – | 11 | 7 | 15
Time: Philadelphia Eagles
Idade: 26 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 12
College: Mississippi State
Career Stats:
Total tackles: 255
Sacks: 28.5
Pass deflections: 9
Forced fumbles: 6
Defensive touchdowns: 1

Abrindo nosso ranking de DLs, Fletcher Cox. Para se ter ideia do quanto bom ele é, em 2012, seu ano de calouro, Cox trocou socos com jogadores dos Lions e foi multado em 21 mil dólares! Após isso, melhorou sua personalidade e seu jogo: com excelentes números durante toda sua carreira assinou, em 2016, uma extensão de contrato de 6 anos, valendo 103 milhões de dólares, com 63 milhões garantidos.

TOP PICK SIX 1: OS 15 MELHORES WRs DA NFL

14° Carlos Dunlap
– | – | – | 8 | 13 | 7 | – | 6
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 28 anos
Draft: 2010 / Round: 2 / Pick: 54
College: Florida
Career Stats:
Tackles: 315
Quarterback sacks: 57.0
Pass deflections: 35
Forced fumbles: 15

Dunlap começou seu ano de calouro no banco, mas acabou jogando 12 partidas após substituir atletas lesionados. Carlos terminou aquele ano com 9,5 sacks, o número mais alto anotado por um calouro na história dos Bengals. Em 2013, assinou um contrato de 40 milhões de dólares com o time de Cincinnati, onde já provou seu valor com boas temporadas – dois anos depois, teve a melhor temporada da carreira, com 13,5 sacks e uma vaga no Pro Bowl.

13° Olivier Vernon
8 | 15 | 10 | – | 12 | – | – | 4
Time: New York Giants
Idade: 26 anos
Draft: 2012 / Round: 3 / Pick: 72
College: Miami (FL)
Career Stats:
Total tackles: 259
Sacks: 37.5
Forced fumbles: 4

Vernon iniciou sua carreira dos Dolphins e até teve certo sucesso. Pedindo um salário alto, o time de Miami resolveu negociá-lo e, em 2016, Vernon assinou com os Giants um contrato de 5 anos: 85 milhões de dólares, 52,5 garantidos.

Ao menos sabe comemorar o 4 de julho.

12° Cameron Wake
– | – | 4 | 15 | – | – | 6 | 7
Time: Miami Dolphins
Idade: 35 anos
Draft: 2005, Undrafted
Career Stats:
Total tackles: 288
Sacks: 81.5
Forced fumbles: 21
Fumble recoveries: 2
Interceptions: 1

Cameron só não está ranqueado mais alto porque já tem 35 anos, provavelmente em final de carreira. Draftado em 2005 pelos Giants, mas nem chegou a atuar pela equipe de Nova York e foi dispensado em junho. Sem contrato foi atuar na CFL pelo BC Lions, onde jogou por dois anos. Em 2008, voltou aos EUA e assinou com os Dolphins, onde está até hoje. O time de Miami fez um negócio da China: deu a Wake um contrato de “apenas” 4,9 milhões de dólares, por 4 anos. Este ano, logo após o SB, ele assinou uma extensão até 2018, onde deve atuar suas duas últimas temporadas.

11° Gerald McCoy
7 | 3 | 9 | – | 1 | 1 | – | – | –
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 29 anos
Draft: 2010 / Round: 1 / Pick: 3
College: Oklahoma
Career Stats:
Tackles: 222
Quarterback sacks: 42.5
Passes deflections: 19
Forced fumbles: 6

McCoy foi um atleta universitário completo, sendo um dos mais dominantes de sua posição. Não à toa, foi draftado na pick 3 overall. Sua carreira na NFL começou promissora: em sua estréia forçou um fumble na vitória sobre os Browns, em 2010. McCoy já disputou 5 Pro Bowls, o que lhe garantiu, em 2014, um extensão de contrato de 7 anos, valendo 98 milhões de dólares, com 51,5 garantidos. Ele também é um grande filantropo, tendo ajudado diversas pessoas e instituições de Tampa: em 2012, doou US$ 100,000.00 para construção do Tampa Bay Buccaneers Field, onde junto a alguns colegas de time dão aulas de futebol americano para crianças carentes da região.

TOP PICK SIX #2: OS 15 MELHORES CBs DA NFL

10° Ndamukong Suh
11 | 7 | 8 | – | 10 | – | 5 | –
Time: Miami Dolphins
Idade: 30 anos
Draft: 2010 / Round: 1 / Pick: 2
College: Nebraska
Career Stats:
Total tackles: 372
Sacks: 47.0
Forced fumbles: 2
Interceptions: 1
Pass deflections: 26

Um “4-star recruit” ao sair da universidade, Suh foi a pick 2 do draft de 2010, escolhido pelos Lions, após o Rams selecionar Sam Bradford (haha). Suh foi um dos últimos atletas universitários que logo em seu ano de calouro recebeu um contrato muito alto: 5 anos, 68 milhões de dólares, 40 garantidos (hoje essa farra acabou). Suh sempre foi um atleta dominante e, às vezes, se envolvia em confusões – muitos o consideram um jogador sujo. Mesmo assim, jogou em 5 Pro Bowls e, em 2015, assinou com os Dolphins um contrato elevadíssimo de 6 anos, 114 milhões. Esses valores fizeram de Ndamukong o atleta de defesa mais bem pago da história da NFL, ultrapassando J.J. Watt.

Curiosidade: durante sua carreira, Suh já pagou US$ 216,875.00 em multas.

09° Ezekiel Ansah
6 | 10 | – | 6 | 8 | 6 | – | –
Time: Detroit Lions
Idade: 27 anos
Draft: 2013 / Round: 1 / Pick: 5
College: Brigham Young
Career Stats:
Tackles: 163
Sacks: 32.0
Forced fumbles: 9

“Ziggy” Ansah, como é conhecido, tem se mostrado um jogador melhor a cada ano. Ele não era cotado para ser escolhido no draft de 2013 mas, na metade da temporada do college, acabou subindo e chegou a ser colocado no final do primeiro round em alguns mocks. Depois de uma performance absurda no Senior Bowl, Ansah foi considerado o sleeper do draft. Bom, acabou saindo como 5° overall, não tão sleeper. De qualquer forma, sua melhor temporada com os Lions foi em 2015, quando anotou 14,5 sacks, caindo muito de produção em 2016 – sofreu com lesões e teve apenas 2 sacks. Mesmo, assim os Lions usaram a opção do quinto ano de contrato dele e apostam no defensor.

TOP PICK SIX #3: OS 15 MELHORES TEs DA NFL

08° Everson Griffen
12 | 6 | – | 7 | 9 | 8 | 15 | 10
Time: Minnesota Vikings
Idade: 29 anos
Draft: 2010 / Round: 4 / Pick: 100
College: USC
Career Stats:
Total tackles: 234
Sacks: 48.0
Forced fumbles: 7
Fumble recoveries: 4
Interceptions: 1
Defensive touchdowns: 2

Os Vikings conseguiram uma steal no draft ao selecionar Griffen no round 4. Um atleta de força física e habilidades raras, tinha como ídolo Terrell Suggs. Os últimos três anos foram os melhores de sua carreira, e 2017 parece promissor para ele e pra defesa dos Vikings.

Pena que joga no Vikings.

07° Robert Quinn
4 | – | – | 5 | 5 | – | – | 2
Time: Los Angeles Rams
Idade: 26 anos
Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 14
College: North Carolina
Career Stats:
Total tackles: 186
Sacks: 54.0
Forced fumbles: 18
Fumble recoveries: 2
Defensive touchdowns: 1

Quinn é um dos principais jogadores dos Rams (convenhamos, não há muitos). Já tendo atuado em dois Pro Bowls, teve como seu melhor ano 2013, quando anotou incríveis 19 sacks, forçou 7 fumbles e recuperou outros dois. Ano passado ele foi colocado no IR com uma concussão e pode sim, por conta da lesão, sofrer um declínio em 2017. Independente disso, seu talento é grande e há potencial para mais alguns anos jogando em alto nível.

06° Geno Atkins
10 | 12 | 7 | – | 7 | 3 | 8 | –
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 29 anos
Draft: 2010 / Round: 4 / Pick: 120
College: Georgia
Career Stats:
Total tackles: 244
Sacks: 52.0
Pass deflections: 6
Forced fumbles: 8
Fumble recoveries: 2
Defensive touchdowns: 1

Outra steal de um draft, Atkins foi selecionado no 4° round de 2010, pelos Bengals. Em 2012, anotou 12,5 sacks, mas no ano seguinte sofreu uma grave lesão nos ligamentos que poderia ter afetado sua carreira. Efeito reverso, desde 2014, Atkins jogou os 16 jogos da temporada regular e foi para três Pro Bowls seguidos.

TOP PICK SIX #4: OS MELHORES LBs DA NFL

05° Joey Bosa
5 | 9 | 3 | 12 | 6 | 15 | 12 | 14
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 21 anos
Draft: 2016 / Round: 1 / Pick: 3
College: Ohio State
Career Stats:
Tackles: 41
Sacks: 10.5
Forced fumbles: 1
Fumble recoveries: 0

O que falar deste garoto que mal entrou na NFL e já é top 5 em um de nossos rankings? Bosa é dominante. Apesar de ter perdido alguns jogos ano passado devido à lesões, ele anotou 10,5 sacks e foi considerado o Defensive Rookie of the Year. Sua carreira no college, em Ohio State, também foi excepcional. Bosa iniciou na NFL já de forma controversa: em uma disputa com os Chargers por questões salarias envolvendo seu contrato de calouro, sua mãe chegou a dizer que “deveríamos ter dado uma de Eli Manning”, referindo-se à rejeição de Eli em atuar pelos Chargers, após o draft de 2004.

“Peço desculpas ao jovem Joey Bosa e todos os torcedores do Chargers por um dia ter duvidado de Joey”, Moraes, Rodrigo, 2017.

“Te fode, Rodrigo!”

04° Calais Campbell
9 | – | 6 | 4 | 3 | 5 | 4 | 12
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 30 anos
Draft: 2008 / Round: 2 / Pick: 50
College: Miami (FL)
Career Stats:
Total tackles: 501
Sacks: 56.5
Passes Defended: 42
Forced fumbles: 8
Interceptions: 3
Defensive touchdowns: 1

Campbell jogou até 2016 pelos Cardinals, time que o draftou. Inclusive foi um dos principais atletas do time de Arizona na campanha que os levou à disputa do Super Bowl XLIII. Em 2017, assinou um contrato de 4 anos, 60 milhões, com os Jaguars e deve manter o alto nível de suas atuações por mais alguns anos.

03° Michael Bennett
3 | 4 | – | 3 | 4 | 9 | 3 | 11
Time: Seattle Seahawks
Idade: 31 anos
Draft: 2009, Undrafted
College: Texas A&M
Career Stats:
Tackles: 253
Quarterback sacks: 45.5
Forced fumbles: 8
Pass deflections: 3

Um dos principais jogadores da defesa dos Seahawks, o mais impressionante é que Michael não foi draftado. Seu começo de carreira não foi tão brilhante: logo foi dispensado pelo Seahawks e puxado dos waivers pelos Bucs, onde jogou por quatro temporadas. De volta a Seattle, os melhores anos: venceu o SB XLVIII e teve uma temporada fantástica em 2015, quando anotou 10 sacks, 52 tackles e forçou 2 fumbles.

TOP PICK SIX #5: OS MELHORES Ks DA NFL

02° Aaron Donald
2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 3
Time: Los Angeles Rams
Idade: 25 anos
Draft: 2014 / Round: 1 / Pick: 13
College: Pittsburgh
Career Stats:
Tackles: 164
Sacks: 28.0
Forced fumbles: 4

Quase uma unanimidade como número 2, Aaron Donald é um dos melhores atletas da NFL, independente da posição. Foi ao Pro Bowl em todas as temporadas que jogou e justificou a escolha de primeiro round em 2014, quando também foi o Defensive Rookie of the Year. Ano passado foi o melhor de sua carreira, com 59 tackles, 28,5 tackles for loss, 11 sacks e 4 fumbles forçados. Em 2017, os Rams optaram pela cláusula de quinto ano de contrato, o que indica que ano que vem, ele assinará se tornará multimilionário.

01° J.J. Watt
1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1
Time: Houston Texans
Idade: 28 anos
Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 11
College: Wisconsin
Career Stats:
Tackles: 379
Quarterback sacks: 76.0
Passes defended: 45
Forced fumbles: 15
Interceptions: 1
Touchdowns: 5

Não tinha como ser diferente: Watt foi unanimidade como número 1. Um dos atletas mais dominantes da NFL – se não o mais – só não tem números ainda mais assustadores por conta de lesões. O 3x Defensive Player of the Year já jogou 4 Pro Bowls e é uma máquina de sacks e atropelos nos QBs adversários. Em 2012 e 2014, anotou incríveis 20,5 sacks. Já anotou também TDs ofensivos, em formações bizarras. Em 2014, tornou-se um dos atletas mais bem pagos da NFL, quando assinou um contrato de 6 anos, valendo 100 milhões de dólares.

Algumas curiosidades do ranking:

– J.J. Watt é o segundo atleta de todos os rankings que fizemos até agora que recebeu todos os votos para número 1. O outro foi o kicker Justin Tucker.
– Watt e Donald são os únicos unânimes no top 3.
– Este é o ranking que teve o menor número de atletas comuns aos 8 rankings: 3 (Watt, Donald e Bosa).
– Um total de 31 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.
– O top 15 contempla 8 jogadores da NFC e 7 da AFC.
– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Watt, Donald, Bosa, Quinn, Ansah, Suh, McCoy, Cox.
– Apenas Michal Bennett é campeão do Super Bowl, dos jogadores da lista.
– Robert Quinn é o jogador com maior diferença entre dois rankings: é o segundo na lista do Rovere, e não aparece em três rankings.
– Ficaram fora do top 15, em ordem: Mike Daniels (GB), Cliff Avril (SEA), Cameron Jordan (NO), Jadeveon Clowney (HOU), Jason Pierre-Paul (NYG), Kawann Short (CAR), Jurrell Casey (TEN), Muhammad Wilkerson (NYJ), Brandon Graham (PHI), Charles Johnson (CAR), Danielle Hunter (MIN), Damon Harrison (NYG), Sheldon Richardson (NYJ), Chris Long (PHI), Malik Jackson (JAX), Frank Clark (SEA).
– Todos os atletas citados são milionários!