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Podcast #6 – uma coleção de asneiras VI

Trazemos as análises mais acertadas do mundo sobre o último dia de trocas na NFL. E, de brinde, apresentamos algumas trocas que não aconteceram, mas gostaríamos de ter visto.

Em seguida, voltamos com o #spoiler: dessa vez, quais jogadores vencerão os prêmios de MVP, Defensive Player of the Year Offensive Rookie of the Year. Já pode fazer suas apostas que o dinheiro é garantido.

Depois abrimos espaço para cada um destacar uma pauta que chamou a atenção nessa temporada – inclusive uma tentativa medonha de defender o Cleveland Browns (!!!). Por fim, damos as tradicionais dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas semanas. Só jogão.

Em Pittsburgh a hora é agora

O torcedor dos Steelers talvez seja o mais mimado da NFL. A franquia, ao contrário dos “grandes do momento” (vocês mesmos, Patriots e Seahawks) traz, em toda sua história, uma cultura vencedora – não é à toa que é o time com mais Super Bowls vencidos.

É bem verdade que houve uma falta de títulos desde o final da década de 1970, mas, quando Ben Roethlisberger chegou a equipe, a equipe parecia destinada a mais uma era brilhante. Roethlisberger levou Pittsburgh a dois títulos e ainda uma derrota na final, mas desde 2010 os Steelers não disputam um Super Bowl.

E se no início da carreira de Big Ben a defesa era as principal estrela do time, hoje a situação é diferente. Com Le’Veon Bell e Antonio Brown, aliados ao veterano QB, Pittsburgh vê hoje o seu ataque como um dos melhores da NFL, e o motivo de entrar em cada temporada com altas expectativas.

Mas os três têm tido dificuldades de se manter saudáveis durante os playoffs, como evidenciam as três últimas derrotas da equipe na pós temporada:

  • Em 2014, contra os Ravens, o ataque sofreu muito por não contar com Bell, que havia se machucado no último jogo da temporada regular.
  • Em 2015, contra os Broncos, nem Brown nem Bell jogaram. O ataque foi muito apático e saiu, mais uma vez, derrotado.
  • Em 2016, contra os Patriots, Bell saiu machucado no início da partida, e a estratégia de correr com a bola acabou muito afetada (nesse caso, o time perderia de todo jeito, mas talvez não fosse fácil como foi pra New England).

As sucessivas derrotas de Pittsburgh, quando imaginava-se que o time poderia chegar mais longe, deixam o torcedor preocupado: Big Ben está no final da carreira, e já tem falado em aposentadoria (acreditamos que para chamar atenção, no entanto). Isso, aliado às incertezas em relação a Le’Veon Bell, que, por questões contratuais, não sabemos até quando estará na equipe, faz com que os Steelers estejam praticamente em win now mode.

Comandando o show

Ben Roethlisberger já se estabeleceu como um dos principais QBs da NFL e isso não está em discussão para nós. O importante para ele esse ano é estar saudável em janeiro – sabemos que ele perderá alguns jogos durante a temporada regular, para desespero de quem o escolheu no Fantasy.

Le’Veon Bell é o segundo melhor running back da liga – reiteramos que só discorda quem não assiste o Arizona Cardinals. Seu backup não será mais DeAngelo Williams, mas James Conner, menino prodígio e queridinho da cidade.

Mais que amigos: friends.

O corpo de WRs é comandado por Antonio Brown, que também encabeça o topo das listas de melhores recebedores da NFL. Para tirar um pouco da carga de Brown, os Steelers contam com o retorno de Martavis Bryant, que perdeu a última temporada por suspensão. Bryant é – adivinhem – um dos melhores WRs 2 no football. De relevantes, completam o grupo Eli Rogers, que foi bem ano passado, e JuJu Smith-Schuster, escolha de segunda rodada no atual draft.

Os TEs, que costumam ser muito utilizados no ataque dirigido pelo ótimo coordenador Todd Haley, serão Jesse James e Vance McDonald. Não inspiram muita confiança, mas é possível que os vejamos com alguma frequência durante a temporada.

Por fim, precisamos falar sobre a linha ofensiva. O grupo, que pode não figurar na discussão de ser o melhor da liga, é, ao menos, um dos melhores. Toda a linha, que começa com o Center Maurkice Pouncey, passa pelos Guards Ramon Foster e David DeCastro, e termina com os Tackles Allejandro Villanueva e Marcus Gilbert, é composta apenas por jogadores bons ou excelentes. Tanto bloqueando para o passe, quanto para a corrida, esperamos que a OL seja um fator diferencial e que permita a equipe vencer jogos em 2017.

O objetivo aqui é ser pelo menos razoável

A defesa dos Steelers já foi a principal força da equipe, mas, recentemente, não tem inspirado muita confiança. Na final da AFC, além do ataque inoperante, Pittsburgh viu sua defesa permitir 36 pontos aos Patriots, o que tornou a missão de vencer em Foxborough praticamente impossível. Como o caminho para o Super Bowl muitas vezes passa pelo Gillete Stadium, a unidade precisa melhorar bastante essa temporada para permitir que o time sonhe com uma passagem para Minneapolis.

A linha defensiva aposta na volta do DE Cameron Heyward para se estabelecer como um sólido grupo, que contará ainda com o DT Javon Hargrave e o DE Stephon Tuitt como titulares. Se todos se manterem saudáveis, pode ser uma DL de respeito. O depth atrás deles, porém, preocupa.

O corpo de LBs talvez seja o grupo mais interessante da defesa, já que conta com veteranos, veteraníssimos e jovens talentos. Ryan Shazier é um excelente ILB, e, quando está saudável (infelizmente não sempre) é – está sim ficando repetitivo – um dos melhores da liga. Já do lado de fora, o ancião James Harrison é certeza de sólidas atuações. Na mesma posição, espera-se que as escolhas de primeira rodada Bud Dupree (em 2015) e TJ Watt (em 2017) contribuam pressionando os QBs adversários.

Parece que foi ontem.

Por fim, a secundária é o grande calcanhar de aquiles, não só da defesa, mas de todo time. E antes que algum torcedor clubista vá discordar, é só olhar para as movimentações recentes, que deixam isso bem claro. Insatisfeitos com seus jogadores, diretoria e comissão técnica fizeram uma boa reformulação no grupo, a poucos dias do início da temporada: o CB Ross Crockell foi enviado para os Giants por um McLanche Feliz; o CB Joe Haden foi contratado; e ainda foi feita uma troca, envolvendo dois pirulitos, para adquirir o S JJ Wilcox. Além deles, restam na unidade, com pedigree, apenas o CB Artie Burns, escolha de primeira rodada em 2016, e o S Mike Mitchell.

Palpite: Pittsburgh tem um grupo ofensivo extremamente explosivo e talentoso, mas que pode desmoronar por conta de lesões ou da maconha. Como são muitas as peças, acreditamos que o ataque carregará uma defesa mediana até o dia que encontrarem uma defesa inspirada, e que pode ou não pode ser o New England Patriots. De toda forma, não achamos que o que o time tem é o suficiente para chegar ao Super Bowl.