Posts com a Tag : Le’Veon Bell

Análise Tática #18 – A perspectiva do jogo pela Sky Cam

Na noite da última quinta-feira, semana 11 da temporada, a NBC transmitiu a partida entre Tennessee Titans e Pittsburgh Steelers por um novo ângulo: a SkyCam ou na tradução mais livre e sacana possível, a câmera do Madden (paga nois, EA Sports).

Evidentemente, o ser humano é uma espécie que cultiva hábitos, e apesar de uma excelente novidade, muitos telespectadores estranharam e reclamaram bastante da nova perspectiva. Se você leitor, é daqueles que, assim como eu, é um  entusiasta do video-game ou da tática do esporte, já estava acostumado com a novidade e provavelmente gostaria que todas as transmissões do seu time fossem assim, para que você possa xingar aquele pereba específico com MAIS PROPRIEDADE e no calor do AO VIVO.

Entretanto, é perfeitamente compreensível que a maioria do público que acompanha a NFL, principalmente no Brasil, não saiba diferenciar um 4-3 under de um 4-3 over, e isso não desclassifica em nada a experiência em relação àquelas pessoas que saibam todos os check-with-me possíveis em situações de passe em uma West Coast Offense. Aliás, entendimento da tática não é fator obrigatório para você acompanhar a NFL, apenas acrescenta em sua experiência, que já é ótima caso você não queira desbravar este campo do conhecimento.

Depois dos panos quentes, vamos ao que interessa. A câmera aérea é um conceito que foi introduzido no futebol americano através da XFL (liga alternativa que teve apenas uma temporada em 2001). Hoje, todas as quatro emissoras que compartilham os direitos de imagem da NFL nos EUA utilizam em suas transmissões. Nesta temporada, a NBC a utilizou previamente no segundo tempo do Sunday Night Football entre Patriots e Falcons, quando a neblina tomou conta do Gillete Stadium e tornou impraticável o uso dos ângulos tradicionais. Na última quinta, esse recurso voltou a ser utilizado como a principal fonte de imagens da partida pelo fato de o TNF ser o ambiente de testes da liga – o que também explica o Color Rush.

Em situações específicas, a direção de TV decidiu retornar aos ângulos tradicionais, como ataques na redzone e terceiras descidas longas. Em outros pontos, o ângulo alternativo não agradou muito, como jogadas de retorno em special teams. Nas situações restantes, foi um deleite acompanhar o desenvolvimento de rotas, quarterbacks realizando a progressão de leitura, bloqueios se desenvolvendo no jogo corrido e comportamento da defesa.  Agora, vamos ELUCIDAR com o auxílio de imagens, o melhor e o pior dessa nova proposta.

O Passe Longo

Observe a seguinte situação:

Os Steelers estão em formação trips-bunch, Roethlisberger (esse nome eu escrevo sem pesquisar no Google) em shotgun e LeVeon Bell à sua esquerda. Antonio Brown, o alvo da jogada, não aparece nesse frame, já que o operador da câmera a aproximou demais do campo (ponto negativo para a utilização do recurso, que se aproveita melhor para a observação tática em tomadas mais abertas). Observe que na linha ofensiva todos os jogadores à exceção do center estão em posição de dois apoios. Juntando todas essas informações, podemos determinar que a jogada será de passe.

Quanto à defesa, os Titans apresentam um safety no fundo do campo, enquanto os corners se aproximam do box (região entre os tackles) por resposta à formação trips-bunch dos recebedores. Observando a jogada em movimento, repare que Ben Roethlisberger, atleta experiente, reconhece a marcação em zona e atrai o safety para o lado direito do campo. Eli Rogers desempenha uma rota nessa região e ajuda a fixar o adversário nessa região do campo. Big Ben conta com excelente proteção da linha ofensiva e percebe Antonio Brown no mano a mano com seu recebedor, um matchup favorável em 90% das vezes – até eu, que não consigo fazer um espiral decente com a bola oval, passaria para o 84 em marcação individual. Bola na endzone e touchdown.

A Interceptação

Nessa jogada protagonizada por Marcus Mariota, o posicionamento defesa e ataque pré-snap é semelhante ao mostrado nas imagens anteriores, com exceção que a defesa dos Steelers mostra um “casco” de cover-2. Se você leu o texto da semana passada, aprendeu sobre o esquema de zone blitz e como os jogadores da secundária rotacionam em direção a um sentido do campo de forma a cobrir o espaço deixado pelos jogadores extras que pressionam o quarterback.

Nesse caso, os Titans utilizam uma combinação de rotas comeback, go e post no lado esquerdo do campo. Devido à blitz, Mariota é obrigado a lançar antes do timing da jogada, a receita para o caos, já que ataques são como relógios e QBs precisam de ritmo.

Na jogada em movimento, pode-se ver a pressão vindo pelo strongside (lado que está posicionado o TE Delanie Walker, camisa 82), apressando o passe, apesar de um pocket razoavelmente limpo. Repare que o jogador do miolo da linha dos Steelers não engaja na pressão, respeitando a possibilidade do scramble de Mariota, postura conhecida como QB-spy. A secundária dos Steelers alterna os jogadores que cobrirão o fundo do campo e Mariota solta uma bola muito alta, que passa por cima da cabeça de Rishard Matthews e é interceptada.

1-segundo-antes-de-dar-merda.jpg

O Jogo Corrido

Podemos afirmar que o principal ganho de perspectiva que a câmera aérea proporciona é em situações de jogo corrido. No ângulo lateral, acompanhamos o desenvolvimento do lance sem vermos como os bloqueios, principais elementos da jogada, são construídos. Basicamente torcemos para que o carregador da bola atravesse a barreira de jogadores e apareça do outro lado.

A transmissão da NBC nesse momento preferiu retornar ao método tradicional, com ângulo da sideline, e foi esse o padrão ao longo da partida: toda vez que um time chegava à redzone, isso acontecia. Agora vamos utilizar o recurso da coaches film para observar o lance anterior em perspectiva semelhante a que a câmera aérea nos proporciona.

Se você leu o texto de semanas atrás sobre Dolphins-Falcons, lembrará-se da filosofia de bloqueios conhecida como zone-blocking, em que cada jogador da linha ofensiva deve bloquear o jogador à sua frente ou ao seu lado na direção em que a jogada se desenvolve. Aqui, temos exatamente essa situação. Os Steelers partem de uma corrida stretch para a direita, em que LeVeon Bell deverá acompanhar a linha e ler o local em que se abrirá o espaço que deverá atacar. O running back dos Steelers é o mais elusivo da liga, então as corridas em zone-blocking são predominantes no playbook de Todd Haley.

LeVeon Bell consegue ler o bloqueio, mas a defesa dos Titans fecha bem o segundo nível no ponto futuro e reduz a jogada que poderia resultar em TD para um ganho de cinco jogadas.

Semana #7: os melhores piores momentos

A NFL segue se mostrando cada vez mais estranha. Os jogos de quinta-feira estão sendo os mais divertidos, Joe “Iron Man” Thomas (conversou conosco, nunca esqueceremos) se machucou e o Piores Momentos da Semana voltou a sair na terça-feira. Agora que já cumprimos o requisito do editor de sempre introduzir os textos com algo, vamos ao que interessa:

1 – Defesas passando vergonha

Miami Dolphins e Indianapolis Colts. Quem diria.

1.1 – Miami Dolphins

A cabeça até doeu contando quantos defensores perderam o tackle. Paramos em 73.

1.2 – Indianapolis Colts

“O time está mal por que Andrew Luck não joga”, disse o iludido torcedor.

2 – O pior onside kick da história

Alguém avise o rapaz que a bola só precisa viajar 10 jardas. E é ideal também que ela suba.

3 – Kelvin Benjamin 

Você sabe o que é awareness? Entenda o significado da palavra ao ver um exemplo de um rapaz que não o tem. Aparentemente Kelvin Benjamin ficou paralisado por ter feito uma boa jogada (não mostramos ela de propósito – ele não merece). Ainda bem que o juiz estava lá para ajudá-lo.

Preste atenção no relógio e no momento do jogo.

4 – Jeff Heath, verdadeiro herói americano

Quando Dan Bailey se machucou, o Safety Jeff Heath assumiu os kickoffs Extra Points dos Cowboys, e o resultado vai te surpreender. Infelizmente ele não teve a oportunidade de chutar um Field Goal de 47 jardas para se consagrar ainda mais.

5 – Imagens que trazem PAZ

Até hoje não sabemos pAra quem.

5.1 – Trabalhe pra NFL, eles disseram. Vai ser divertido, eles disseram.

A sensibilidade de Mike Evans é comovente. Ele se preocupa apenas em mostrar que pegou a bola.

Strike

5.2 – Khalil Mack

Especialista em fazer os outros passarem vergonha.

5.3 – Ainda sobre verdadeiros heróis nacionais

Repare como o nosso ídolo sequer derruba o copo.

5.4 – Le’Veon Bell 

Nosso amigo @oQuarterback disse tudo.

6 – Jimmy Graham 

Não gostamos dele e não escondemos de ninguém (ver: http://picksix.com.br/podcast-4-uma-colecao-de-asneiras-iv/). Deixaremos as imagens falarem por si só.

6.1 

6.2 

7 – A saga de um torcedor dos Colts

Estragar um carregador. Atropelar o seu celular. Lançar o seu celular no campo. E essa nem é a pior parte. Acompanhe esse emocionante relato de um sofredor.

8 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O prêmio que premia o jogador de nome que, quando você mais precisa dele, desaparece. Lembre-se disso quando pensar em criticar a escolha da semana.

TY Hilton. Sempre evito colocar WRs aqui sem que eles recebam muitos targets – é o caso de TY. Mas depois de duas semanas com jogos medíocres (menos de 50 jardas no total), ele se tornou um forte candidato. Então ele resolveu botar a culpa de sua ineficiência na linha ofensiva. Assim levou o Troféu Dez Bryant para casa. Parabéns!

Foda certas situs.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Em Pittsburgh a hora é agora

O torcedor dos Steelers talvez seja o mais mimado da NFL. A franquia, ao contrário dos “grandes do momento” (vocês mesmos, Patriots e Seahawks) traz, em toda sua história, uma cultura vencedora – não é à toa que é o time com mais Super Bowls vencidos.

É bem verdade que houve uma falta de títulos desde o final da década de 1970, mas, quando Ben Roethlisberger chegou a equipe, a equipe parecia destinada a mais uma era brilhante. Roethlisberger levou Pittsburgh a dois títulos e ainda uma derrota na final, mas desde 2010 os Steelers não disputam um Super Bowl.

E se no início da carreira de Big Ben a defesa era as principal estrela do time, hoje a situação é diferente. Com Le’Veon Bell e Antonio Brown, aliados ao veterano QB, Pittsburgh vê hoje o seu ataque como um dos melhores da NFL, e o motivo de entrar em cada temporada com altas expectativas.

Mas os três têm tido dificuldades de se manter saudáveis durante os playoffs, como evidenciam as três últimas derrotas da equipe na pós temporada:

  • Em 2014, contra os Ravens, o ataque sofreu muito por não contar com Bell, que havia se machucado no último jogo da temporada regular.
  • Em 2015, contra os Broncos, nem Brown nem Bell jogaram. O ataque foi muito apático e saiu, mais uma vez, derrotado.
  • Em 2016, contra os Patriots, Bell saiu machucado no início da partida, e a estratégia de correr com a bola acabou muito afetada (nesse caso, o time perderia de todo jeito, mas talvez não fosse fácil como foi pra New England).

As sucessivas derrotas de Pittsburgh, quando imaginava-se que o time poderia chegar mais longe, deixam o torcedor preocupado: Big Ben está no final da carreira, e já tem falado em aposentadoria (acreditamos que para chamar atenção, no entanto). Isso, aliado às incertezas em relação a Le’Veon Bell, que, por questões contratuais, não sabemos até quando estará na equipe, faz com que os Steelers estejam praticamente em win now mode.

Comandando o show

Ben Roethlisberger já se estabeleceu como um dos principais QBs da NFL e isso não está em discussão para nós. O importante para ele esse ano é estar saudável em janeiro – sabemos que ele perderá alguns jogos durante a temporada regular, para desespero de quem o escolheu no Fantasy.

Le’Veon Bell é o segundo melhor running back da liga – reiteramos que só discorda quem não assiste o Arizona Cardinals. Seu backup não será mais DeAngelo Williams, mas James Conner, menino prodígio e queridinho da cidade.

Mais que amigos: friends.

O corpo de WRs é comandado por Antonio Brown, que também encabeça o topo das listas de melhores recebedores da NFL. Para tirar um pouco da carga de Brown, os Steelers contam com o retorno de Martavis Bryant, que perdeu a última temporada por suspensão. Bryant é – adivinhem – um dos melhores WRs 2 no football. De relevantes, completam o grupo Eli Rogers, que foi bem ano passado, e JuJu Smith-Schuster, escolha de segunda rodada no atual draft.

Os TEs, que costumam ser muito utilizados no ataque dirigido pelo ótimo coordenador Todd Haley, serão Jesse James e Vance McDonald. Não inspiram muita confiança, mas é possível que os vejamos com alguma frequência durante a temporada.

Por fim, precisamos falar sobre a linha ofensiva. O grupo, que pode não figurar na discussão de ser o melhor da liga, é, ao menos, um dos melhores. Toda a linha, que começa com o Center Maurkice Pouncey, passa pelos Guards Ramon Foster e David DeCastro, e termina com os Tackles Allejandro Villanueva e Marcus Gilbert, é composta apenas por jogadores bons ou excelentes. Tanto bloqueando para o passe, quanto para a corrida, esperamos que a OL seja um fator diferencial e que permita a equipe vencer jogos em 2017.

O objetivo aqui é ser pelo menos razoável

A defesa dos Steelers já foi a principal força da equipe, mas, recentemente, não tem inspirado muita confiança. Na final da AFC, além do ataque inoperante, Pittsburgh viu sua defesa permitir 36 pontos aos Patriots, o que tornou a missão de vencer em Foxborough praticamente impossível. Como o caminho para o Super Bowl muitas vezes passa pelo Gillete Stadium, a unidade precisa melhorar bastante essa temporada para permitir que o time sonhe com uma passagem para Minneapolis.

A linha defensiva aposta na volta do DE Cameron Heyward para se estabelecer como um sólido grupo, que contará ainda com o DT Javon Hargrave e o DE Stephon Tuitt como titulares. Se todos se manterem saudáveis, pode ser uma DL de respeito. O depth atrás deles, porém, preocupa.

O corpo de LBs talvez seja o grupo mais interessante da defesa, já que conta com veteranos, veteraníssimos e jovens talentos. Ryan Shazier é um excelente ILB, e, quando está saudável (infelizmente não sempre) é – está sim ficando repetitivo – um dos melhores da liga. Já do lado de fora, o ancião James Harrison é certeza de sólidas atuações. Na mesma posição, espera-se que as escolhas de primeira rodada Bud Dupree (em 2015) e TJ Watt (em 2017) contribuam pressionando os QBs adversários.

Parece que foi ontem.

Por fim, a secundária é o grande calcanhar de aquiles, não só da defesa, mas de todo time. E antes que algum torcedor clubista vá discordar, é só olhar para as movimentações recentes, que deixam isso bem claro. Insatisfeitos com seus jogadores, diretoria e comissão técnica fizeram uma boa reformulação no grupo, a poucos dias do início da temporada: o CB Ross Crockell foi enviado para os Giants por um McLanche Feliz; o CB Joe Haden foi contratado; e ainda foi feita uma troca, envolvendo dois pirulitos, para adquirir o S JJ Wilcox. Além deles, restam na unidade, com pedigree, apenas o CB Artie Burns, escolha de primeira rodada em 2016, e o S Mike Mitchell.

Palpite: Pittsburgh tem um grupo ofensivo extremamente explosivo e talentoso, mas que pode desmoronar por conta de lesões ou da maconha. Como são muitas as peças, acreditamos que o ataque carregará uma defesa mediana até o dia que encontrarem uma defesa inspirada, e que pode ou não pode ser o New England Patriots. De toda forma, não achamos que o que o time tem é o suficiente para chegar ao Super Bowl.

 

O caminho até o Hall da Fama: 7 jogadores que não estarão lá

Em meio ao período de inatividade da NFL há muito pouco que se discutir. Vez ou outra surge alguma notícia bombástica, algo como “técnico X diz que jogador Y está tendo uma ótima offseason”. O resto do tempo é preenchido por training camps e gifs inúteis.

Neste cenário de vazio em nossas almas e corações, não espere nenhuma notícia ou análise profunda sobre um tópico qualquer, ainda mais neste site desprezível que você aprendeu a amar. Mas, claro, não é porque estamos lhe dizendo que esse texto não fala sobre algo importante que você precisa parar de lê-lo: por ser uma lista, você pode só passar o olho nos nomes, não ler explicação alguma e ir diretamente as redes sociais do autor ofendê-lo.

(Sério, tá aqui o link).

Não, seu jogador preferido não está no Hall da Fama, trouxa!

Um dos tópicos que pode despertar maior paixão em torcedores é o Hall da Fama. Só de falar isso você já consegue escutar de longe um apaixonado pelo San Diego Chargers (R.I.P) gritando que Phillip Rivers é melhor que Eli Manning. Pode até ser, mas quem vai ter um busto em Canton e a jaqueta dourada daqui a alguns anos será o homem que nos deu a alegria de ver Tom Brady derrotado em um Super Bowl. Duas vezes.

Então, com o intuito de iluminá-lo, após um estudo extenso e com diversas bases científicas, preparamos uma lista com alguns nomes que, além de Rivers, não estarão em Canton. Pode se desesperar.

1. Andrew Luck

O barbudo mais bonito da liga entrou na NFL com toda a carreira já programada: o melhor prospecto da história seria um dos melhores QBs da história, que venceria inúmeros Super Bowls e terminaria com um dos bustos mais belos do Hall da Fama.

Pena que esqueceram de combinar isso com o time que o draftou. O Indianapolis Colts, que outrora já contou com a tríade de pior comando (Irsay-Grigson-Pagano) em qualquer liga esportiva, não tem ajudado Luck em sua jornada. A menos que Chris Ballard consiga dar um golpe em Jim Irsay ou Chuck Pagano nasça novamente, a tendência é que a miséria de Andrew seja mantida.

Chance de estarmos errados: 12%

2. Richard Sherman

Não negamos: é um excelente jogador. Mas talvez não tão bom quanto ele imagine. Porém, fora (e às vezes até mesmo dentro de campo), é chato pra caralho. Toda essa chatice fará com que eventualmente os Seahawks fiquem cansados e o troquem por um pacote de balas com alguma franquia irrelevante, que marcam presença naquela lista intitulada “franquias-com-que-ninguém-se-importa” (oi, Tennessee Titans!), evitando com que Richard se dirija para a eternidade. Quando ele perceber que não será selecionado, certamente brigará com o comitê, que o deixará de fora para sempre.

Chances de estarmos errados: 25%

3. Dez Bryant

Dez muitas vezes figura no topo da lista de algumas pessoas como melhor WR da NFL. Mas a verdade é que ele não tem uma temporada com mais de 1000 jardas desde 2015. Você pode inventar qualquer tipo de desculpa, porém os números mostra que mesmo se jogasse os 16 jogos no último ano, pela sua média, não chegaria a famigerada marca.

TY Hilton, por exemplo, que você provavelmente acha que é um WR mais “do meio do pacote”, tem números mais consistentes. Aceitem: Bryant terminará sua carreira na NFL lembrado por um drop e não tem nada que os torcedores dos Cowboys possam fazer pra mudar isso.

Chance de estarmos errados: nenhuma (0%). Podem cobrar.

4. Le’Veon Bell

Tido por muitos como o melhor RB da liga, algo compreensível, já que ninguém assiste os Cardinals pra ver que David Johnson é melhor, Bell só teve duas temporadas com mais de 1000 jardas terrestres – e só jogou mais do que 13 jogos uma vez em sua carreira, já tendo inclusive cumprido uma suspensão por acender um cigarro diferenciado.

Por não se manter saudável e considerando a pouca vida útil dos running backs na liga, podemos tirar as pretensões do menino Le’Veon de receber uma jaqueta dourada. No entanto, seus companheiros de equipe, Ben e Antonio, terão o acessório para mostra a ele no reencontro do Super Bowl que venceram juntos. Ah, Bell também não tem Super Bowl para alavancar suas credenciais.

Sad, but true.

Chances de estarmos errados: 26%

5. Travis Kelce

Travis Kelce era a principal arma do ataque mais chato da NFL até a chegada do garoto-foguete Tyreek Hill. Não sabemos em que mundo ser a válvula de escape de Alex Smith leva alguém até Canton. Além disso, Kelce só teve uma temporada com mais de 1000 jardas na carreira.

Chance de estarmos errados: 35% (tudo depende de quando Alex Smith for chutado de Kansas City)

6. Gerald McCoy

Gerald McCoy é um excelente jogador e poderia muito bem acabar no Hall da Fama. Mas, pense bem: quando te perguntam sobre um bom jogador, mesmo um defensor, você NUNCA pensa nele. Quando por um acaso do destino, ele habita sua mente, você até poderá vislumbrar sua habilidade, mesmo não tendo visto um jogo dos Bucanneers nos últimos quatro anos.

Chance de estarmos errados: 20%

7. Jimmy Graham

O mundo está dividido entre duas pessoas: as que sabem e as que não sabem que Jimmy Graham é overrated. Além de não ter noção alguma da “arte de bloquear”, o cidadão só teve duas de suas oito temporadas na liga com mais de 1000 jardas. Isso sendo uma TORRE e jogando com dois QBs baixos. Graham é apenas um bom jogador, e qualquer oportunidade que temos de trazer essa realidade deve ser aproveitada.

Chance de estarmos errados: 0,1%

7.1 Mike McCarthy

Ele treinou Brett Favre e Aaron Rodgers. É o famoso “assim até eu”. Mesmo tendo uma jornada longa na liga e vencendo um Super Bowl (acreditamos que o playcalling MEDROSO não permitirá um novo Lombardi), McCarthy ficará de fora do Hall da Fama, onde só os verdadeiros grandes técnicos podem pisar.

Chance de estarmos errados: 5%

Descubra: o editor odeia um desses caras.

Bônus:

8. Jogador que estará no Hall da Fama, quer você queira ou não, quer você goste ou não:

Justin Tucker. Assista ele acertando um FG qualquer de 830 jardas e tente discordar.

Chance de estarmos errados: menor do que no caso do Dez Bryant.

Uma turminha do barulho: não tente duvidar destes caras

Há uma convenção, espécie de contrato de social, entre time e torcedores, pautada pela velha máxima: não importa como você comece, desde que termine bem. E independente do que aconteça diante do New England Patriots, o Pittsburgh Steelers certamente terminará a temporada 2016-2017 bem. É o clássico caso em que a entrega já saiu melhor que encomenda, afinal, em um mês de agosto já relativamente distante, não havia consenso até onde esta equipe poderia chegar.

Hoje, contando com dois dos melhores jogadores ofensivos da NFL, um quarterback bicampeão do Super Bowl e um treinador que, concordem ou não, tem em si três toneladas de confiança, Pittsburgh é muito mais que um azarão.

Contra o tempo?

Vencer New England no Gillette Stadium é algo em que os Steelers, historicamente, não tem tido êxito. Consideremos ainda que eles estão indo a um lugar onde Bill Belichick e o New England Patriots têm uma campanha 16-3 nos playoffs, incluindo um 4-1 em finais da AFC. Pese ainda o fato de que Pittsburgh teve uma semana a menos de descanso e enquanto suava litros de sangue contra o Chiefs, New England cozinhava o Texans – ou você realmente acreditou que em algum momento Brock Osweiler fosse capaz de fazer algo?

Uma eventual derrota, porém, traria um significado simples, e não seriam necessárias análises quilométricas para compreender que, por enquanto, os Patriots são melhores que eles – qual a novidade, já que costumeiramente New England tem sido melhor que toda a liga? Não seria o fim do mundo.

E é aqui que reside o maior legado desta temporada para o Pittsburgh Steelers: não estamos diante da última chance de Tomlin e Roethlisberger vencerem o Vince Lombardi. A janela de tempo, na verdade, se abriu e para as próximas temporadas eles já entram em campo como favoritos à AFC: o ataque, já assustador, tem uma gama de possibilidade inexploradas para se tornar ainda melhor, enquanto o sistema defensivo, responsável por diversos calafrios nos torcedores nas últimas temporadas, neste ano provou que está sendo reconstruído de maneira eficiente por Kevin Colbert (GM) e Keith Butler (DC).

Claro, há questões a serem consideradas: Big Ben naturalmente não está ficando mais novo e toda vez que um QB avança pela casa dos 30 anos começam a surgir sinais de queda de produção. Mas você olha para Roethlisberger e tem certeza que lhe restam ao menos mais três ou quatro temporada em alto nível. Algo difícil de imaginar para Tom Brady, cinco anos mais velho. Sim, estamos duvidando de Brady, então provavelmente quebraremos a cara – mas esta é outra história.

Tudo isto nos mostra que tanto Tomlin como Big Ben terão outra chance de vencer, que está não é a última chance de ambos. O que não significa que eles não podem fazer isso também neste ano.

Você ainda não viu o melhor deste ataque

A OL se tornou mais sólida e já é uma das mais consistentes da NFL, algo ótimo para um QB como Roethlisberger, que ao longo de sua carreira aprendeu a não ter medo de ser triturado fisicamente pelos adversários. Atrás dela LeVeon Bell foi um dos melhores jogadores da liga e a cada jogo percebemos que sim, apesar de números já absurdos, ele pode fazer muito mais.

Além disso, ainda há janelas para Big Ben encontrar soluções que não atendam pelo nome de Antonio Brown; é claro que alguém com o talento de Brown será o principal alvo, mas também é consenso que Roethlisberger, ao longo de sua carreira, sempre fabricou ótimos alvos secundários, o que não aconteceu com a mesma proporção nesta temporada: Jesse James ainda engatinha enquanto luta contra o legado de Heath Miller; Ladarius Green recebeu 20 milhões de dólares para passar nove semanas no departamento médicos esquentando suas havaianas; Eli Rodgers e Sammie Coates por vezes ainda pecam pela inexperiência e Martavis Bryant está ocupado demais estudando o mercado de ervas medicinais.

A pós-temporada é o momento perfeito para Big Ben garantir o próximo contrato milionário de algum ser humano ainda em busca de sua real vocação. E se algum recebedor secundário aproveitar efetivamente toda a atenção que Brown atrai, Big Ben tornará o ataque aéreo dos Steelers melhor. E ainda há Le’Veon Bell que, enfim, sem nenhuma frescura de snap count por parte de Pittsburgh, sabemos que irá correr 40 vezes por jogo e o adversário que lide com esta bomba.

A oitava arte

Recentemente discutimos a relação entre esporte e arte e, bem, de qualquer forma, se poucos conseguem criar formas de expressão artística, qualquer pessoa digna de talento pode transformá-la. Existiram, claro, grandes atrizes antes de Meryl Streep, mas apesar de “Mamma Mia”, é inegável que a Meryl de “Sophie’s Choice” e “Kramer vs Kramer” trouxe sua própria revolução pessoal dentro do gênero, dando origem a um novo estilo e moldando as próximas gerações de atrizes. O que Le’Veon Bell está fazendo não é assim tão diferente; é como se ele levasse o balé a um campo de football.

Nesta temporada, Le’Veon se tornou o primeiro jogador da história da NFL com uma média superior a 100 jardas corridas e 50 jardas recebidas por partida e elevou a posição a um outro patamar! Contra Kansas City, no Divisional Round, foram incríveis 170 jardas.

Hoje, ninguém compreende como efetivamente Bell consegue encontrar espaços em todas as tentativas, encontrar o corte perfeito no instante de tempo exato em que poderá lhe proporcionar 5 ou 6 jardas extras. É um jogador que está redefinindo o que é ser um running back.

Não sei se vi algum RB como ele durante minha carreira ou mesmo voltando no tempo para estudar caras que jogaram antes de mim”, disse LaDainian Tomlinson, ex-RB de Chargers e Jets e atualmente comentarista da NFL. “Nunca vi alguém parar completamente tudo que ele pode fazer”, completou.

Durante a temporada regular, em apenas 12 partidas, Bell terminou com mais de 1800 jardas totais e nove touchdowns – em dois jogos de playoffs já foram 337 jardas, recorde para as duas primeiras partidas de um jogador na pós-temporada. Se o Steelers está atrás do Vince Lombardi, talvez Bell seja o melhor caminho: quando Le’Veon se aproxima da linha de scrimmage, ao mesmo tempo em que pode parecer que ele está esperando por uma abertura, na verdade ele pode estar tentando criar espaços. E nesse instante de hesitação, Bell influencia as decisões de todo o sistema defensivo adversário, que se torna incapaz de ler o que irá acontecer.

Bell também transpôs o que é ser um quarterback para sua posição: QBs geniais tem um relógio mental em perfeita sincronia, que lhes permite saber o instante em que a bola deve ser lançada, ou o momento em que não é mais possível permanecer no pocket e é preciso encontrar uma alternativa. Le’Veon possui o mesmo relógio, que lhe permite saber a fração de momento em que ele deve se chocar contra a parede, fazer um corte ou dar a explosão final. “Ele é único porque sua mente lhe dá a capacidade de esperar mais tempo”, diz Tomlinson. “Acredite: você não pode aprender ou desenvolver isso”.

A melhor dupla surgida desde Bruno & Marrone.

Canivete suíço

Antonio Brown é o mais próximo que um WR da NFL contemporânea esteve da perfeição: a defesa não pode recuar e ceder espaço porque ele é extremamente veloz; por outro lado, também não pode marcá-lo de perto, porque simplesmente não existe um CB capaz de acompanhá-lo pelo tempo necessário. Brown é ainda incrível em rotas curtas e após a recepção, correndo, é tão eficaz quantos os melhores RBs. Mas por incrível que pareça o grande trunfo de Antonio Brown surge quando ele é ‘humano’: se quando está em sinergia ele é imparável, quando algo dá errado, ele é capaz de encontrar soluções e ainda sim ser um dos WRs mais difíceis de ser marcado. A “culpa”, claro, também é de Big Ben

Antonio e Roethlisberger treinam semanalmente o que farão quando algo sai do planejado. Para Brown, a solução para quando algo não está no script é simples: voltar ao campo de visão de seu QB. “Você sabe onde seus olhos estão indo, então você só precisa saber como chegar a frente deles. A melhor coisa de jogar com Ben é que você sabe que ele não irá morrer facilmente, então você nunca desiste de suas rotas”, disse o WR.

Por tudo isso, Brown é um alvo constante, 150, 160 vezes por temporada. Então para os adversário, tentar marcá-lo torna-se um looping eterno: a cada snap você precisará estar de olho nele. Acrescente ainda como bônus o fato de Antonio ser canhoto, o que traz uma gama de ângulos diferentes em que ele pode agarrar passes – um terror para qualquer marcador.

É evidente que já há alguns anos a NFL está vivendo um período propício ao jogo aéreo, com talentos abundantes e esquemas que facilitam este estilo, e poucos tem aproveitado esta oportunidade no espaço-tempo da evolução do esporte como Antonio Brown.

Ele é ainda uma estrela em franca ascensão: tem seu próprio programa de entrevistas no site do Steelers, estrelou diversos comerciais para Pepsi e Madden e ainda se aventurou no Dancing With Stars. Onde Brown irá parar? Bem, em uma tarde quente de agosto, durante a preparação para temporada, um torcedor bradou para ele parar de retornar punts, afinal é um dos principais jogadores do time. “Foda-se”, respondeu o WR. “Eu posso fazer tudo”.

Hang loose.

Reconstruindo uma cortina

É claro que o sistema defensivo atual dos Steelers ainda está longe do que foi aquele que um dia foi apelidado de “Cortina de Ferro”. Mas qualquer reconstrução, começa obrigatoriamente pelos primeiros tijolos, aqueles que solidificam qualquer construção. E para Pittsburgh eles são o CB Artie Bruns, o S Sean Davis e o LB Bud Dupree.

Burns tornou esta defesa viável contra o passe e parece melhorar a cada semana; já Davis foi nomeado rookie defensivo dos Steelers na temporada e Dupree transformou o pass rush da equipe, até então próximo do deprimente. É uma unidade com talento, que está encontrando, dentro de suas limitações, um estilo de jogo próprio e eficaz.

Mas o grande nome deste sistema é James Harrison. Contra o Chiefs, Harrison foi perfeito: foram seis tackles (três deles para perda de jardas), dois QB hits e o único sack da equipe na partida. O melhor momento, porém, aconteceu quando o relógio marcava três minutos para o fim: como um caminhão sem freio ele pressionou o T Eric Fisher, induzindo-o a um holding durante a conversão de dois pontos. A nova tentativa teria então uma distância de 12 jardas e todos sabemos que Alex Smith é mentalmente incapaz de ter sucesso nestas condições.

Harrison passou pela NFL Europa em 2007, foi dispensado pelo próprio Steelers em 2013 e dos Bengals em 2014, aposentou-se para ressurgir das cinzas e ser fundamental para sua equipe. E enquanto os holofotes estão em Brown, Bell e Big Ben e em todo o dinamismo deste ataque, foi Harrison e a defesa que venceram um jogo de playoffs em que o Steelers não marcou nenhum TD: em 87 partidas de pós-temporada, só 6 times conseguiram sair vencedores sem entrar na endzone.

É o tipo de partida que vimos a “Cortina de Ferro” ganhar diversas vezes. É o tipo de disputa que vimos Harrison vencer em várias oportunidades em seu auge. Eles precisarão disso contra os próximos adversários que cruzarem seu caminho. E talvez vencer o Patriots em Boston seja humanamente impossível. Mas a verdade é que James Harrison está longe de ser humano. 

Fantasy Week #6 – Lineup ideal, Busts & Ups

Seguimos com a semana 6 e nossa série de mitadas pelo fantasy da NFL. Mas antes disso, vamos conferir nossa performance na semana 5:

Lineup

QB – Philip Rivers (SD): Acertamos com louvor. Fez 26,36 contra os Raiders.

WR – Julian Edelman (NE): Ridículo. 3,50 contra os Browns, recebendo passes do Brady, nem eu.

WR – Sterling Shepard (NYG): Horrível. Apenas 14 jardas recebidas.

RB – CJ Anderson (DEN): Bad, bad, bad. 6,4 contra a horrível defesa dos Falcons.

RB – Terrance West (BAL): Não foi ruim, mas sentimos falta do TD. Fez 8,4 contra os Redskins.

TE – Cameron Brate (TB): 38 jardas contra os Panthers. Vão continuar lendo essa coluna?

K – Stephen Gostkowski (NE): Normal. Fez 7 pontos.

DEF – Los Angeles Rams: Como sou burro, fez só 4 pontos contra os Bills.

Ups!

Kelvin Benjamin, WR, CAR: Recebeu 70 jardas, mesmo sem Cam Newton. I’ll take that.

Sam Bradford, QB, MIN: Bom!!! 271 jardas, 2 TDs e 18,64 pontos.

Latavius Murray, RB, OAK: Não jogou devido à lesão, mas tenho certeza que se tivesse jogado, tinha mitado!

Busts!

Rob Gronkowski, TE, NE: Fez 10,9, OK, mas Bennett foi o melhor TE do time no jogo.

Marvin Jones Jr, WR, DET: Considero que acertamos, visto que não chegou nem nos 10 pontos, apesar do TD.

Matt Jones, RB, WAS: Ponto para a gente, fez apenas 3,6 na semana 5.

Toda serenidade do melhor QB da liga.

Esse homem não vai decepcionar jamais (até se machucar).

Agora entrando de vez na semana 6, eis nossa LINEUP IDEAL:

QB – Colin Kaepernick, 49ers @ Bills

Me chamem de louco, mas Kaep vai assumir a posição de titular de San Francisco na semana 6. Comandando o ataque frenético de Chip Kelly, acredito que ele pode ressurgir e aposto já em uma boa estreia contra os Bills. Pelo menos 3 TDs para o cabeludo.

Outros mitos: Carson Wentz (PHI @ WAS), Ben Roethlisberger (PIT @ MIA), Andrew Luck (IND @ HOU).

WR – DeAndre Hopkins, Texans vs. Colts

Nuk vem sofrendo esse ano com a má performance de Brock Osweiler como QB dos Texans. Mesmo assim, ele é sempre um perigo pra defesas adversárias. É o que acontece nessa rodada, quando os Texans jogam em casa contra a fraca defesa dos Colts. Espere grandes coisas de Hopkins.

WR – John Brown, Cardinals vs. Jets

John Brown não vem repetindo as boas atuações que teve na temporada passada, mas deve performer bem no Monday Night Football, quando os Cardinals recebem os Jets. Por incrível que pareça, a defesa contra o passe dos Jets é uma das piores da NFL, e John Brown uma das melhores armas de passe longo.

Aposte: Sammie Coats (PIT @ MIA), Doug Baldwin (SEA vs. ATL), Brandin Cooks (NO vs. CAR).

RB – Ezekiel Elliot, Cowboys @ Packers

Após as últimas rodadas, não tem como deixar Elliot fora dessa coluna. O cara está jogando demais e nessa semana, mesmo fora de casa, no ambiente hostil de Green Bay, acredito que ele será o melhor corredor da NFL.

Eu voltei, agora pra ficar.

Eu voltei, agora pra ficar.

RB – LeVeon Bell, Steelers @ Dolphins

Se não tivesse fumado maconha e perdido os 3 primeiros jogos do ano, Bell já seria o líder em jardas de scrimmage da NFL. Ele é uma máquina de recepções e corridas. Nesta semana, jogando contra os Dolphins, não duvido que ele receba mais de 100 jardas e corra mais de 100 jardas, combinando com TDs. Escale-o com firmeza.

Great options: CJ Anderson (DEN @ SD), Carlos Hyde (SF @ BUF), DeMarco Murray (TEN vs. CLE).

TE – Jesse James, Steelers @ Dolphins

O potente ataque dos Steelers tem consagrado todo mundo e o TE Jesse James é um jogador que está sendo beneficiado pelo esquema. Nessa semana, jogando contra os Dolphins, tem grandes chances de ser uma boa opção na redzone, em um jogo que deve ser uma lavada para Pittsburgh.

Escale esses: Travis Kelce (KC @ OAK), Jimmy Graham (SEA vs. ATL), Zach Miller (CHI vs. JAX).

K – Ryan Succop, Titans vs. Browns

Qualquer ataque jogando em casa contra os Browns torna-se uma boa opção para kickers, por isso Succop é minha aposta dessa semana na posição.

Não me importo: Justin Tucker (BAL @ NYG), Chris Boswell (PIT @ MIA), Connor Barth (CHI vs. JAX).

DEF – Arizona Cardinals vs. New York Jets

O New York Jets é um dos times que mais gera turnovers na NFL e isso é ótimo para os Cardinals, que enfrentam os Jets no próximo MNF. Escale essa unidade com tranquilidade.

Defesas de ferro: Eagles @ WAS, Rams @ DET, Raiders vs. KC.

UPS!

Eddie Lacy, RB, GB: Lacy não vem fazendo uma grande temporada, mas deve fazer um bom jogo nesta semana, quando os Packers enfrentam os Cowboys no Lambeau Field. Deve ser uma partida disputada, e Mike McCarthy, técnico dos Packers, deve apostar em seu jogo terrestre também, se quiser dar brechas para Aaron Rodgers fazer as big plays.

Blake Bortles, QB, JAX: Bortles é outro que vem decepcionando em 2016, ainda mais devido à boa temporada que fez em 2015. Contra os Bears, ele deve encontrar espaços para se destacar. Caso isso não ocorra, um abraço aos Jaguars.

Receivers do 49ers: Sim, podem escalar Torrey Smith e Jeremy Kerley. Ambos serão beneficiados com a volta de Colin Kaepernick e farão boa partida contra os Bills.

BUSTS!

Melvin Gordon, RB, SD: É muito difícil se dar ao luxo de colocar Gordon no banco, mas um matchup contra a forte defesa dos Broncos é de fazer qualquer owner pensar em fazer isso. Se puder, escale outra opção na posição de RB.

Devonta Freeman, RB, Falcons: Outro que quase ninguém pode se dar ao luxo de deixar no banco é Freeman. Porém o duelo contra Seattle e a forte presença de Tevin Coleman nas últimas partidas podem diminuir a pontuação de Freeman.

Matthew Stafford, QB, Lions: Stafford tem sido um dos bons QBs nesta temporada, mas a defesa aérea dos Rams tem que ser levada a sério. Na última semana Tyrod Taylor até lançou 2 TDs, mas fez poucas jardas. Cuidado com este matchup.

Podcast #1 – uma coleção de asneiras

Olá amigos do Pick Six! Um dia histórico: está no ar nosso primeiro podcast!

Nele falamos sobre nada (Jared Goff) e coisa nenhuma (Sam Bradford). Também distribuímos pitacos, discutimos racismo e prevemos tudo que irá ocorrer nesta temporada em nossa querida NFL (se você não gosta de spoilers e não quer saber quem leva o Super Bowl, não ouça).

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos amadores e estamos em processo de aprendizagem.

Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

O Heinz Field sentirá muita saudade da sua própria cortina de ferro

“Ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos”, a mais antiga verdade da NFL (junto com “on any given Sunday…”) provavelmente será a grande responsável pelo fracasso dos Steelers essa temporada – sim, esse texto já começa com conclusões precipitadas.

O fato é que esse time dos Steelers lembra muito aquele Colts dos bons anos desperdiçados de Peyton Manning: um ataque incrível que encantará a NFL durante a temporada regular e uma defesa cujos dois únicos dois bons jogadores são os defensive ends, inevitavelmente pipocando na hora da verdade dos playoffs – vide a derrota para os Broncos na temporada passada, que fez o head coach Mike Tomlin chorar.

Tomlin que tem grande culpa na decadência da sua defesa, pela dispensa do antigo (ênfase em antigo) coordenador defensivo Dick LeBeau, que apesar de realmente já não ser mais o mesmo, bem, não precisou mais que um jogo para que se notasse sua falta: impossível esquecer o papel ridículo que fez a defesa de Pittsburgh no jogo de abertura de 2015.

Para a sorte (ou azar) de uma das maiores torcidas da NFL, o outro lado do time é mais do que capaz de iludi-la durante a temporada regular e carregar esse peso morto que chamam de defesa). Ben Roethlisberger e Antonio Brown (1834 jardas, 10 TDs somente na temporada regular) são provavelmente a melhor dupla QB-WR da NFL no momento (Eli-Beckham podem querer disputar, mas como eles não vão aos playoffs não importam muito) e dói pensar em quão melhores eles poderiam ser não fosse a dupla de idiotas formada por Martavis Bryant e Le’Veon Bell.

1BellBrown juntos

Bell, Brown e Big Ben. O ataque dos sonhos nunca jogou um jogo inteiro junto.

Primeiro a notícia boa

Começamos lembrando que Big Ben lançou para 3938 jardas em 2015, ficando na 14ª colocação na NFL, em apenas 469 tentativas e 12 jogos (11 como titular). Se igualássemos suas tentativas às 661 de Philip Rivers (2º na NFL em número de jardas lançadas), Roethlisberger lançaria para incríveis 5550 jardas, que bateriam o recorde da NFL. Sem um bom running back para os quatro primeiros jogos nem uma boa defesa para os 16, desde que se mantenha medianamente saudável (jogar machucado é bastante rotineiro para ele), talvez o recorde de jardas lançadas não seja uma proposta irreal para o quarterback.

E falando em ter pouco apoio no backfield, não cansaremos de repetir que Le’Veon Bell é um idiota determinado a atrapalhar todos no fantasy football. Após uma temporada de mais de 2000 jardas totais em 2014, Bell foi suspenso pelas duas primeiras partidas de 2015 após ser preso por posse de maconha. Em 2016, ele perderá quatro por não ter se apresentado a um teste de drogas – procedimento padrão da NFL para controlar infratores.

De qualquer forma, Bell é um sério candidato (ou talvez já seja) a melhor RB da NFL e de voltar a produzir as mesmas 2000+ jardas, já que é capaz de participar do jogo aéreo, ao contrário do principal concorrente Adrian Peterson; tudo o que tem que fazer é deixar de idiotices e prejudicar o seu time com jogos de DeAngelo Williams como titular (907 jardas e 11TDs ano passado entre suspensão e lesão de Bell, mas já com 33 anos e provavelmente perto de parar de produzir).

E entre talentosos e idiotas, também impossível deixar de observar o que faz (ou deixa de fazer por “abuso de substâncias”) o WR Martavis Bryant, 154 jardas contra Denver nos playoffs após voltar da suspensão de quatro jogos. Entretanto, como reincidente, recebeu uma punição de no mínimo uma temporada para 2016 (e a ameaça de nunca mais jogador futebol americano profissional se não andar na linha).

Pelo menos os Steelers terão opções e competição para seu lugar: Markus Wheaton e a estrela da pré-temporada Sammie Coates, depois de uma temporada inicial de mais aprendizado que jogo. E esses dois ainda disputarão a condição de “segundo alvo favorito” com o novo TE Ladarius Green, que fez grandes apresentações substituindo Antonio Gates em San Diego e foi trazido para substituir o eterno alvo de segurança de Roethlisberger, o agora aposentado Heath Miller.

Por fim, como mais da metade de times da NFL, Pittsburgh tem problemas na sua linha ofensiva. O LT Kelvin Beachum trocou o time por um clima melhor em Jacksonville e seu substituto é o pouco confiável, veterano da Guerra do Afeganistão, Alejandro Villanueva – que já demonstrou dificuldades na tarefa de proteger o lado cego de Big Ben em 2015.

Além disso, apesar de contar com uma boa proteção anterior, inclusive com o Pro Bowler David DeCastro, o time precisa rezar na esperança de que o C Maurkice Pouncey, um dos melhores da posição, consiga voltar a ter uma temporada saudável.

E agora a notícia ruim

Os DEs Cameron Heyward e Stephon Tuitt (14 sacks entre os dois) e os LBs Ryan Shazier e Bud Dupree. Aí acaba a lista de jogadores que seriam titulares absolutos em mais da metade das defesas da NFL, isso quando não estiverem desajeitados ou executando uma jogada mal planejada pelo coordenador defensivo. Para um time que já foi respeitado como uma defesa intransponível, é muito pouco.

Inclusive, parte daquela temida defesa dos anos 2000 ainda está no elenco. James Harrison (5 sacks em 2015) parece eterno do alto dos seus 38 anos, e ainda é importante para o time especialmente porque Jarvis Jones não justificou todo o hype recebido no draft de 2013 e não consegue assumir a titularidade como pass rusher oposto a Bud Dupree. Outro eterno dos “bons tempos”, que completa esse grupo de linebackers, é Lawrence Timmons (77 tackles e mais 5 sacks em 2015).

Cincinnati Bengals v Pittsburgh Steelers

38 anos e aquela vontade de garoto de agredir adversários.

A situação da defesa é complicada, mas ao contrário dos Colts de Manning (e provavelmente o de Luck também), não podemos culpar o GM Kevin Colbert por não tentar, como mostram suas três primeiras escolhas no draft de 2016 (inclusive, Colbert só escolheu jogadores ofensivos na primeira rodada em 2010 e 2012, e foram dois OLs).

Agora, Javon Hargrave (na terceira rodada) foi trazido para ocupar de imediato a posição de nose tackle entre Tuitt e Heyward, substituindo Steve McLendon, que tampouco teve um bom 2015.

Já o CB Artie Burns e o S Sean Davis foram as duas primeiras escolhas, em uma tentativa de melhorar uma secundária que cedeu 4661 jardas (30ª na NFL) no ano passado. O problema é que, enquanto Davis deve ser imediatamente titular ao lado de Mike Mitchell, Burns foi escolhido mais pelo seu potencial físico e deve passar por um período de adaptação antes de ser confiável (pense em Trae Waynes nos Vikings ano passado). Enquanto isso, o time dependerá de Ross Cockrell, que tem dificuldades nos tackles apesar de cobrir bem, e do também veterano e decadente William Gay para cobrir os WRs adversários. Enfim, estamos diante do roteiro de um pesadelo.

Palpite: Esse ataque é maravilhoso, não há dúvidas. O problema é que a NFL também está cheia de grandes ataques e muitos deles estão no caminho dos Steelers. Se ganhar TODAS as partidas dentro da medíocre divisão (Andy Dalton vai acabar ganhando ela de novo) poderá sonhar com os playoffs, mas acho um 8-8 mais provável. De qualquer forma, como título moral, este ataque ainda será uma bela fonte de opções no fantasy.