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Semana #7: os melhores piores momentos

A NFL segue se mostrando cada vez mais estranha. Os jogos de quinta-feira estão sendo os mais divertidos, Joe “Iron Man” Thomas (conversou conosco, nunca esqueceremos) se machucou e o Piores Momentos da Semana voltou a sair na terça-feira. Agora que já cumprimos o requisito do editor de sempre introduzir os textos com algo, vamos ao que interessa:

1 – Defesas passando vergonha

Miami Dolphins e Indianapolis Colts. Quem diria.

1.1 – Miami Dolphins

A cabeça até doeu contando quantos defensores perderam o tackle. Paramos em 73.

1.2 – Indianapolis Colts

“O time está mal por que Andrew Luck não joga”, disse o iludido torcedor.

2 – O pior onside kick da história

Alguém avise o rapaz que a bola só precisa viajar 10 jardas. E é ideal também que ela suba.

3 – Kelvin Benjamin 

Você sabe o que é awareness? Entenda o significado da palavra ao ver um exemplo de um rapaz que não o tem. Aparentemente Kelvin Benjamin ficou paralisado por ter feito uma boa jogada (não mostramos ela de propósito – ele não merece). Ainda bem que o juiz estava lá para ajudá-lo.

Preste atenção no relógio e no momento do jogo.

4 – Jeff Heath, verdadeiro herói americano

Quando Dan Bailey se machucou, o Safety Jeff Heath assumiu os kickoffs Extra Points dos Cowboys, e o resultado vai te surpreender. Infelizmente ele não teve a oportunidade de chutar um Field Goal de 47 jardas para se consagrar ainda mais.

5 – Imagens que trazem PAZ

Até hoje não sabemos pAra quem.

5.1 – Trabalhe pra NFL, eles disseram. Vai ser divertido, eles disseram.

A sensibilidade de Mike Evans é comovente. Ele se preocupa apenas em mostrar que pegou a bola.

Strike

5.2 – Khalil Mack

Especialista em fazer os outros passarem vergonha.

5.3 – Ainda sobre verdadeiros heróis nacionais

Repare como o nosso ídolo sequer derruba o copo.

5.4 – Le’Veon Bell 

Nosso amigo @oQuarterback disse tudo.

6 – Jimmy Graham 

Não gostamos dele e não escondemos de ninguém (ver: http://picksix.com.br/podcast-4-uma-colecao-de-asneiras-iv/). Deixaremos as imagens falarem por si só.

6.1 

6.2 

7 – A saga de um torcedor dos Colts

Estragar um carregador. Atropelar o seu celular. Lançar o seu celular no campo. E essa nem é a pior parte. Acompanhe esse emocionante relato de um sofredor.

8 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O prêmio que premia o jogador de nome que, quando você mais precisa dele, desaparece. Lembre-se disso quando pensar em criticar a escolha da semana.

TY Hilton. Sempre evito colocar WRs aqui sem que eles recebam muitos targets – é o caso de TY. Mas depois de duas semanas com jogos medíocres (menos de 50 jardas no total), ele se tornou um forte candidato. Então ele resolveu botar a culpa de sua ineficiência na linha ofensiva. Assim levou o Troféu Dez Bryant para casa. Parabéns!

Foda certas situs.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Em busca da redenção

Os Raiders terminaram a temporada passada com mais vitórias do que derrotas e retornaram a pós-temporada pela primeira vez desde 2002. Apesar disso, ela terminou de forma nada agradável, com um anunciado segundo divórcio com Oakland e um casamento com Las Vegas com data marcada – em um roteiro de traição digno das melhores (piores) novelas mexicanas.

Mas tudo começou a ruir quando Derek Carr fraturou sua perna direita em um lance sem nenhum sentido lógico, durante uma vitória por 33 a 25 contra o Colts na tarde anterior ao Natal. Depois, já sem Carr, Oakland foi destroçada por Denver (24-6), terminando a temporada regular 12-4, para depois ser derrotado por Houston por 27 a 14 no wild card em uma partida em que assistimos Connor Cook (cuzão) desfilar toda sua incompetência e ensinar ao HC Jack Del Rio uma importante lição: “Não perca seu quarterback”, declarou durante o último NFL Scouting Combine.

De qualquer forma, ao longo da temporada passada, abordamos a situação de Oakland diversas vezes no Pick Six; por um período extenso, a franquia foi uma grande confusão. Desde a perda do Super Bowl, passaram pelo Raiders nove treinadores e 18 QBs, até tudo mudar com a chegada de Del Rio e a consolidação de Carr. E, após o fim trágico para uma temporada mágica, houve ainda a chega de Marshawn Lynch, quase como uma resposta aos fãs após a confirmação da mudança para Las Vegas.

Incertezas

Obviamente, se espera que Derek Carr se recupere de sua lesão, mas mesmo assim o Raiders enfrentará muita incerteza naquela que será sua primeira temporada no Oakland Coliseum (aliás, nunca o nome de um estádio fez tanto sentido) enquanto a nova casa em Las Vegas é construída.

Em 2016, Oakland teve um dos melhores desempenhos em casa da NFL, mas agora sabemos como os torcedores irão responder após a “traição” (ou ao business, como você preferir): “Invariavelmente há o fato de que um determinado número de torcedores está desapontado até que chegará um ponto em que não apoiarão mais”, disse Jack.

Parabéns, é exatamente esse o tipo de pessoa que você quer irritar.

As boas notícias

Oakland teve um dos melhores sistemas ofensivos da NFL em 2016 e é bem provável que ele retorne ainda melhor. Com Carr saudável e o retorno de Lynch após um ano de férias (ou aposentadoria, como você preferir), não há motivos para duvidar disso: Lynch correu para mais de 9 mil jardas e 74 TDs em nove temporadas e tirou férias (ou se aposentou, como você preferir), após lutar contra lesões em 2015.

Porém é inegável que, saudável, é uma adição e tanto para um jogo que corrido que até então tinha Latavius Murray como seu principal nome; agora a combinação de Lynch com Jalen Richard e DeAndre Washington dá a Oakland três boas armas – consideremos ainda que o Raiders tem também o FB Jamize Olawale, com (algumas) boas corridas na temporada passada.

Este, claro, é o cenário ideal, mas é preciso ressaltar o que citamos anteriormente: a última vez que Lynch entrou em campo foi em 2015, quando correu para 417 jardas e três touchdowns em sete partidas (média inferior a quatro jardas por tentativa). O que Oakland precisa é uma versão 70% próxima do running back do Seattle Seahawks que teve quatro temporadas consecutivas com mais de 1000 jardas entre 2011 e 2014. Se isso acontecer, Derek Carr terá o campo ainda mais aberto, para encontrar seus alvos.

O preço que se paga

Antes da lesão, talvez por um delírio coletivo, Derek Carr era cogitado para o MVP – seus números eram dignos: 3937 jardas, 28 TDs e apenas seis interceptações. Seu rating anual, aliás, prova sua evolução: 76.6 em sua temporada como rookie, 91.1 no segundo ano e 96.7 no ano passado.

Tudo isto resultou em uma extensão contratual de cinco anos, o tornando o quarterback mais bem pago da NFL (ao menos por ora): US$ 125 milhões, 70 deles garantidos.

“RICO!!!”

Para justificar o valor pago, Carr terá como alvos Amari Cooper, quarta escolha geral do draft de 2015, um talento raro, embora não tenha dado o salto esperado em 2016. Michael Crabtree é a outra opção e se espera que continue sendo acionado na redzone: na temporada passada foram 8 TDs, boa parte deles no final das partidas.

Há, ainda, o TE Jared Cook; Cook sempre foi uma grande promessa, mas nunca entregou realmente aquilo que dele se esperava como profissional – o que pesa a seu favor é que, ao menos em Green Bay, ele teve alguns lampejos (méritos de Aaron Rodgers?), então ao menos há um resquício de esperança.

O quão longe se pode ir

Oakland tem um ataque intenso que certamente o levará aos playoffs, mas na verdade é seu sistema defensivo que nos mostrará o quão longe eles podem chegar em janeiro, por isso o Raiders focou em posições defensivas durante a free agency.

O LB Jelani Jenkins veio do Dolphins – em 2016 ele lutou contra uma lesão no joelho, mas tem apenas 25 anos e sua presença pode reforçar uma unidade historicamente pobre; em contrapartida, os Raiders perderam o LB Perry Riley. A linha defensiva também perdeu Dan Williams e Stacy McGee, mas trouxe o DT Eddie Vanderdoes, selecionado na terceira rodada do draft, mas visto como uma escolha de primeira até lesões invadirem sua carreira no college.

Por outro lado, há alguns pontos fortes no sistema defensivo de Oakland: Khalil Mack é um dos melhores defensores da NFL. Mack começou em 2016 em marcha lenta, com apenas um sack em seus cinco primeiros cinco jogos, mas mesmo assim terminou o ano com 11. Se você precisasse apostar em alguém para ter um 2017 excelente, poderia escolher Khalil sem medo – que deve ter grande ajuda de Bruce Irvin (7 sacks em seu primeiro ano em Oakland).

A secundária pode evoluir com a adição de Gareon Conley, escolha 24 do último draft – ele, porém, enfrenta sérias acusações de estar envolvido em um caso de estupro. Mas como sabemos que nossa querida NFL aparentemente não se importa com esta situações, é bem provável que ele esteja em um campo de football em setembro.

Palpite: Esse ataque é capaz de levar Oakland aos playoffs, assumindo que Carr permaneça saudável. Mas inegavelmente eles precisam evoluir defensivamente para chegar ao Super Bowl. De qualquer forma, cedo saberemos o destino do Raiders: eles têm uma das tabelas mais difíceis da NFL e serão testados logo de cara, com três jogos fora de casa (?) nas quatro primeiras semanas. Mais de 10 vitórias e o título da AFC West, de qualquer forma, é uma realidade palpável – tal qual uma decepção em janeiro.

Marshawn Lynch, Oakland e uma mudança para Las Vegas

Sobre o que realmente estamos falando quando dizemos que o Oakland Raiders, tradicional franquia californiana, está se mudando para a cidade de Las Vegas para aproveitar um “melhor mercado para a NFL”? A resposta é simples: falamos da realidade impiedosa dos números. E não nos referimos a números de vitórias, pontos por jogo e outras estatísticas caras ao football. Na maior parte das decisões da liga, números significam dinheiro, balanço de contas, venda de ingressos e merchandising.

De qualquer forma, o primeiro número que podemos considerar nessas contas da NFL é a população das cidades de Oakland, com aproximadamente 400 mil habitantes, e Las Vegas, já na casa dos 620 mil. A liga se baseia nesse argumento para dizer que a franquia se sustenta melhor em um mercado mais amplo de mídia (direitos de transmissão televisiva) e venda de ingressos, incluindo nesse caso a presença massiva de turistas na “capital do pecado”. Bem, esse argumento cai com um sopro quando pensamos que várias cidades de população menor que Oakland, como New Orleans, Minneapolis, Cleveland, Tampa, Pittsburgh, Cincinnati e Buffalo, possuem franquias da NFL e não circulam boatos relativos à mudança de endereço dessas equipes.

Talvez o número mais importante a ser considerado é 17.0%. Essa é a porcentagem de habitantes de Oakland abaixo da linha da pobreza, enquanto a mesma estatística em Las Vegas traz um índice inferior a 7%. Em resumo, Oakland não teve o dinheiro para manter seu popular time de football. Mas porque isso é um grande problema?

Senso de comunidade

A única pessoa a votar contra a mudança dos Raiders de cidade foi o proprietário do Miami Dolphins, Stephen Ross: “Minha posição hoje foi que nós, como donos e como uma liga, devemos aos fãs nossos esforços para fazermos tudo que pudermos para ficar nas comunidades que nos apoiaram, até todas nossas opções forem esgotadas“.

Como Ross disse, é uma questão de comunidade. A Raider Nation, torcida oficial do time, é uma tradição completamente embrenhada nas raízes das comunidades em Oakland – e foi a cidade e seu povo que emprestou ao time uma identidade imediatamente reconhecida em todo o planeta. Adotado como time oficial de uma cena de hip-hop de Compton, um dia centrada na N.W.A., cujo membro Ice Cube usava o boné com o escudo dos piratas do futebol americano com orgulho em todas as suas aparições, hoje centrada em Kendrick Lamar, os Raiders se tornaram parte da identidade das comunidades afro-americanas de baixa renda na Califórnia e além. E a recusa do time, motivado por dinheiro, a permanecer com seu público, é brutal.

Outro motivo apontado por muita boataria para a mudança de endereço dos Raiders é uma possível renovação nas políticas da NFL em relação às apostas e jogos de azar. Atualmente, jogadores da liga não podem nem mesmo visitar a cidade de Nevada por causa desses regulamentos estritos, e a cidade é vista como uma enorme distração para jovens com milhões de dólares no bolso e, claro, potenciais problemas com a lei. Mas se Roger Goodell está mirando o modelo britânico da Premier League, com apostas legalizadas, talvez esse seja o caminho que a liga esteja trilhando.

Terremotos em Oakland.

O bom filho a casa torna

A parte mais peculiar de toda essa história? Bem, os Raiders terão que permanecer dois anos, mesmo após o anúncio oficial da mudança, em sua cidade de origem. E para reverter esse caos de relações públicas, eles conseguiram uma peça importante para a narrativa do time: tiraram da aposentadoria um dos filhos mais célebres da cidade de Oakland, o running back Marshawn Lynch, ex-estudante do mesmo Colégio em Oakland que gerou Huey Newton, ícone do movimento negro pelos direitos civis nos EUA.

Já sobre Marshawn, uma de suas muitas histórias conhecidas, aconteceu na offseason de 2015. Durante um Youth Camp, Lynch correu ao lado de um jovem. “Essa interação de dois minutos pode mudar a vida dele”, disse Yossef Azim, oficial do departamento de Polícia de San Francisco, que levara ao camp três jovens, casos considerados graves de delinquência juvenil. Ali, na Oakland Tech High School, eles foram orientados por uma estrela da NFL.

“Marshawn está fazendo com que vejam a vida de uma nova perspectiva. Ele está realmente atingindo um grupo e os influenciando de uma maneira que ninguém mais poderia“, completou Yossef. Mais do que touchdowns ou nomeações ao Pro Bowl, Lynch estava construindo seu legado através de ações diárias na região de Oakland.

Há pouco mais de um ano, Lynch inaugurou sua loja na 811 Broadway, coração de Oakland. As sete pessoas que ali trabalham, estão ligadas a sua infância. As confecções são quase em sua exclusividade locais; Marshawn faz alguns projetos por conta própria, outros em parceria com o designer local Hingeto. Por todos estes fatores, o apelo populista dessa contratação é inegável, mas será suficiente para encobrir a traição inicial?

Vai dar boa.

Dentro de campo

Inegavelmente há certa melancolia ao redor de um retorno que, talvez, esteja acontecendo apenas para atenuar uma perda. Mas vamos levantar também outra questão: Lynch no Raiders pode ser muito, muito divertido.

Marshawn já é uma lenda nos arredores; há camisas penduradas por toda a costa. E, como já dissemos, ele sempre permaneceu ligado à comunidade. Agora, dentro das quatro linhas, o Raiders de 2017 contará com um ataque comandado por Derek Carr, um jovem e talentoso quarteback; Khalil Mack, um dos defensores mais dominantes da liga e, bem, a última temporada já nos prova que, sob o comando de Jack Del Rio, eles estão preparados para a grandeza.

Agora adicione Marshawn Lynch que, mesmo com 30 anos de idade e após um ano aposentado, ainda é um RB que impõe respeito: é uma aposta muito mais seguro que as que Saints e Broncos fizeram com Adrian Peterson e Jamaal Charles, por exemplo.

Mesmo assim, o Oakland Coliseum nunca teve um nome tão simbólico como em 2017. O que o fã verá lá é a luta de uma cidade contra sua desvalorização, de um fã contra o impulso de abandonar sua paixão, de um time que finalmente tem chances de trazer para seus torcedores um título, mas resolveu buscar novos ares. Verá o passado e o futuro da liga, dois gladiadores em campo em um embate que, invariavelmente, só acabará com a morte de um símbolo americano.

*Ana Clara torce para os Patriots, morreu no intervalo do último SB, mas passa bem.

Top Pick Six #4: os 15 melhores LBs da NFL

Quinta-feira, dia de rankings! Após uma semana com uma breve pausa, voltamos com tudo classificando os melhores LBs da NFL! Nos mesmos moldes da lista que fizemos com os WRs, TEs e CBs, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores LBs (incluindo suas ramificações: OLB, MLB e ILB) entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times já na próxima temporada – desconsiderando o draft, claro.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. O jogador com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Os LBs são jogadores fundamentais, atuando no meio da defesa, entra a linha e os defensive backs. Muitos deles são jogadores monstruosos, de extrema força física e alguns até com boa velocidade. Alguns dos melhores nomes da historia do esporte são Lawrence Taylor, Ray Lewis, Dick Butkus, Derrick Thomas e Junior Seau.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, colocamos a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Ruan. Vamos ao que interessa! 

15° Bruce Irvin
15 | – | – | – | – | 6 | – | 14
Time: Oakland Raiders
Idade: 29 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 15
College: West Virginia
Career Stats
Total tackles: 188
Sacks: 29.0
Forced Fumbles: 10
Interceptions: 3
Touchdowns: 2

Maloqueiro, abandonou a escola durante o ensino médio (ou tentou, porque afinal de contas ainda acabou na faculdade), mas craque é craque. Surpreendeu muita gente ao ter sido escolhido no primeiro round de 2012, mas correspondeu às expectativas graças principalmente ao seu talento físico. Foi contratado pelos Raiders para complementar a dupla Aldon Smith e Mack, mas com os problemas do primeiro, acabou tendo que assumir a responsabilidade. Os stats não são os mais impressionantes, mas sua presença em campo sim. Também é o único jogador a ser expulso em um Super Bowl, por dar um soco em Rob Gronkowski, o que por si só deveria garantir um lugarzinho na lista.

TOP PICK SIX 1: OS 15 MELHORES WRS DA NFL

14° Lavonte David
– | 9 | 10 | – | – | 14 | 10 | –
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 2 / Pick: 58
College: Nebraska
Career Stats
Tackles: 664
Sacks: 18.0
Forced fumbles: 12
Interceptions: 10

Ao contrário de Irvin, David foi selecionado muito mais tarde do que deveria. Uma máquina de tackles e um dos líderes da defesa dos Bucs, além de ser queridinho dos técnicos que passaram por Tampa, ele também é uma dessas raças raras de linebacker que tem capacidade de defender o passe, essencial na NFL atual.

13° Thomas Davis
– | – | – | 15 | 7 | 8 | 12 | –
Time: Carolina Panthers
Idade: 34 anos
Draft: 2005 / Round: 1 / Pick: 14
College: Georgia
Career Stats
Total tackles: 939
Sacks: 25.5
Interceptions: 13
Forced fumbles: 18

Thomas Davis é um mito simplesmente por conseguir correr: entre 2009 e 2011, ele conseguiu o feito de acabar as 3 temporadas na injury reserve por ter rompido os ligamentos do joelho. Ainda assim, como (insira aqui algo que depois de quebrado, melhora), Davis voltou melhor do que era anteriormente, realizando mais de 100 tackles em todas as temporadas desde seu retorno em 2012. Assim como Lavonte David, é outro que domina a arte de brincar de cornerback e é o complemento ideal do outro monstro (mais a frente) Luke Kuechly.

12° Jamie Collins
11 | 12 | – | 10 | 15 | 10 | 15 | –
Time: Cleveland Browns
Idade: 27 anos
Draft: 2013 / Round: 2 / Pick: 52
Career Stats
Total tackles: 360
Sacks: 12.5
Forced fumbles: 11
Pass deflections: 16
Interceptions: 5

É bom pra caralho, mas joga nos Browns.

“Oh meu deus, Bill Belichik trocou um de seus melhores defensores, qual o problema dele? ” – e pior ainda, Collins foi mandado para Cleveland. Apesar da sacanagem, até o momento não percebemos qual o seu problema, afinal, ele continua sendo o mesmo belo LB de sempre e se espera que ele seja um dos principais pilares da reconstrução dos Browns. Talvez, o problema seja que ele simplesmente é pior que o seu antigo companheiro de defesa (spoiler: sétimo colocado do ranking, mas 6.5 milhões mais pobre).

11° Jerrell Freeman
12 | – | – | 8 | 11 | – | 8 | –
Time: Chicago Bears
Idade: 30 anos
Draft: 2008, Undrafted
College: Mary Hardin-Baylor
Career Stats
Total tackles: 587
Sacks: 12.0
Interceptions: 4
Forced fumbles: 8
Fumble recoveries: 3
Touchdowns: 2

“Ninguém se importa com esse cara, quem votou nele? Não vamos escrever nada sobre ele!”, MORAES, Rodrigo, 2017.

10° Melvin Ingram
13 | – | – | – | 10 | 5 | 7 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 18
College: South Carolina
Career Stats
Total tackles: 203
Sacks: 24.5
Forced fumbles: 11
Pass deflections: 18

Melvin Ingram demorou para engrenar, mas desde que começou a jogar temporadas completas, é o terror dos quarterbacks, prova disso é que Los Angeles usou a franchise tag nele. Além disso, ele foi por muitos anos o lobo solitário da defesa de San Diego, mas com a chegada de Joey Bosa as oportunidades devem aumentar, junto com o seu valor, o número de sacks e o contratinho que deve aparecer em algum momento de 2017.

TOP PICK SIX #2: OS 15 MELHORES CBS DA NFL

09° Sean Lee
9 | 13 | 11 | 4 | 12 | 7 | 6 | 15
Time: Dallas Cowboys
Idade: 30 anos
Draft: 2010 / Round: 2 / Pick: 55
College: Penn State
Career Stats
Tackles: 567
Sacks: 2.5
Interceptions: 12
Forced fumbles: 2
Touchdowns: 2

O representante da “linebacker university” nesse ranking, Sean Lee é um dos grandes azarados da liga: o seu potencial sempre foi muito claro (11 INTs nos seus primeiros 4 anos, por exemplo), mas lesões variadas atrasaram o seu desenvolvimento. Finalmente, nos dois últimos anos, ele tem se mantido razoavelmente saudável e os resultados são os esperados: quase 300 tackles acumulados ente as duas temporadas e sendo um dos principais jogadores de uma defesa que todos esperavam ser medíocre ou menos. Enquanto seu corpo aguentar, ele é um dos principais na posição da NFL.

“Amo Sean Lee e vou protegê-lo”, BASSO, Murilo, 2017.

08° Chandler Jones
6 | 8 | 7 | – | 9 | 4 | – | 3
Time: Arizona Cardinals
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 21
College: Syracuse
Career Stats
Total tackles: 260
Sacks: 47.0
Interceptions: 1
Forced fumbles: 14
Fumble recoveries: 3
Touchdowns: 2

Chega a ser absurdo pensar que o 7º, 8º e 12º dessa lista jogaram juntos para Bill Belichik; para a sorte dos adversários, ele mesmo achou melhor trocá-los por escolhas do draft para que eles fossem ser ricos em algum outro canto. Ao contrário de seus dois ex-companheiros, Chandler Jones (irmão DAQUELE Jon Jones, sempre legal lembrar) é um especialista em perseguir quarterbacks: e demonstrou tranquilamente seu valor para Arizona, conquistando 11 sacks, além de toda a pressão que botava neles.

07° Dont’a Hightower
7 | 10 | 6 | 13 | 8 | 9 | 9 | 4
Time: New England Patriots
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 25
College: Alabama
Career Stats
Tackles: 372
Sacks: 17.0
Interceptions: 0
Forced fumbles: 2

Hightower foi um dos heróis improváveis do último Super Bowl, ao forçar um fumble de Matt Ryan em um dos momentos cruciais para a virada do Patriots, afinal, nem só de estrelas ofensivas vive a NFL: é preciso ter jogadores capazes de decidir partidas dos dois lados do campo. Nesta offseason, o LB chegou flertar com os Steelers, mas acabou retornando para Boston (4 anos, US$43,5 milhões) e tem tudo para ser um dos pilares da defesa de New England na próxima temporada.

06° Bobby Wagner
8 | 6 | 4 | 11 | 4 | 11 | 5 | 11
Time: Seattle Seahawks
Idade: 26 anos
Draft: 2012 / Round: 2 / Pick: 47
College: Utah State
Career Stats
Total tackles: 645
Sacks: 12.0
Pass deflections: 24
Interceptions: 6
Forced fumbles: 2
Touchdowns: 2

Em 2015, Bobby Wagner recebeu um voto para MVP –  e isso por si só já é muito insano. 2016, sem nenhuma surpresa, também apenas evidenciou seu talento: foram 165 tackles (liderando a NFL e atingindo o recorde de sua franquia), 4.5 sacks e outra meia dúzia de estatísticas surpreendentes. E nada indica que ele não manterá o nível na próxima temporada.

O sorriso de quem acaba de ficar milionário.

05° Vic Beasley
5 | 4 | 5 | 7 | 6 | – | 11 | 5
Time: Atlanta Falcons
Idade: 24 anos
Draft: 2015 / Round: 1 / Pick: 8
College: Clemson
Career Stats
Total tackles: 65
Sacks: 19.5
Forced fumbles: 8
Pass deflections: 5
Interceptions: 1

Beasley é a diferença em um sistema defensivo mediano – e ele só tem 24 anos! E embora poucos realmente prestassem atenção no que ele estava fazendo enquanto liderava a NFL em sacks na última temporada e forçava meia dúzia de fumbles, as características intangíveis (como sua capacidade de exercer pressão no QB ou seu poder de adaptação após o snap) conferem ainda mais qualidade ao OLB do Falcons, que só tende a evoluir em 2017.

TOP PICK SIX #3: OS 15 MELHORES TES DA NFL

04° Justin Houston
4 | 7 | 8 | 3 | 5 | 12 | 4 | 7
Time: Kansas City Chiefs
Idade: 28 anos
Draft: 2011 / Round: 3 / Pick: 70
College: Georgia
Career Stats
Total tackles: 286
Sacks: 60
Interceptions: 3
Forced fumbles: 9
Fumble recoveries: 4
Touchdowns: 1

Quarterbacks são indiscutivelmente as grandes estrelas da NFL e, no atual momento do esporte, um bom pass rusher talvez seja tão fundamental quanto as grandes estrelas que distribuem passes para a construção de grandes equipes. E, saudável, Justin Houston é um desses caras. Se em 2016 lesões atrapalharam seu desempenho, em 2017, sem contratempos, Houston tem tudo para ser um dos pilares do Kansas City Chiefs.

03° Luke Kuechly
3 | 2 | 2 | 6 | 3 | 3 | 3 | 9
Time: Carolina Panthers
Idade: 25 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 9
College: Boston College
Career Stats
Tackles: 693
Sacks: 9.0
Interceptions: 12
Passes defended: 43
Forced fumbles: 4
Touchdowns: 1

Luke é um dos melhores LBs na cobertura de passe e, incrivelmente, ele melhora ano após ano! Outro ponto a seu favor é sua capacidade de mesclar instintos com senso de posicionamento de forma quase única – o que ele já explicou ser fruto de sua dedicação em estudar adversários aliado a, claro, uma confiança extrema em suas habilidades. Lesões também o prejudicaram em 2016, mas saudável, nada indica que ele não continuará evoluindo na próxima temporada.

02° Khalil Mack

2 | 3 | 3 | 1 | 1 | 2 | 1 | 2
Time: Oakland Raiders
Idade: 26 anos
Draft: 2014 / Round: 1 / Pick: 5
College: Buffalo
Career Stats
Tackles: 226
Sacks: 30.0
Forced fumbles: 8
Interceptions: 1
Touchdowns: 1

Khalil vai para seu quarto ano na NFL. Em dois anos, ele foi escolhido para o Pro Bowl como LB e como DE. Acho que não precisamos falar mais nada além disso!

01° Von Miller
1 | 1 | 1 | 2 | 2 | 1 | 2 | 1
Time: Denver Broncos
Idade: 28 anos
Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 2
College: Texas A&M
Career Stats 
Tackles: 338
Sacks: 73.5
Forced fumbles: 19
Fumble recoveries: 5
Interceptions: 1
Touchdowns: 2

Aqui deixaremos as imagens falarem por nós!

Algumas curiosidades do ranking:

– Apenas Von Miller e Khalil Mack foram unanimidades no top 3 e top 5.
– 7 jogadores são comuns aos 8 rankings: Miller, Mack, Kuechly, Houston, Wagner, Hightower e Lee.
– Um total de 33 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.
– O top 15 contempla 8 jogadores da NFC e 7 da AFC.
– 9 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Miller, Mack, Kuechly, Beasley, Hightower, Jones, Ingram, Davis e Irvin.
– Somente um jogador não foi draftado: Jerrell Freeman.
– 6 são campeões do Super Bowl: Miller, Wagner, Hightower, Jones, Collins e Irvin.
– Vic Beasley é o jogador que aparece com maior diferença de posição entre dois rankings: é o 4° no ranking do Digo e não está no ranking do Felipe.
– Apenas dois times, Raiders e Panthers, tiveram 2 jogadores entre o top 15: Mack/Irvin (OAK) e Kuechly/Davis (CAR).
– Ficaram fora do top 15, em ordem: Lorenzo Alexander (BUF), Clay Matthews (GB), Anthony Barr (MIN), Tamba Hali (KC), C.J. Mosley (BAL), Ryan Shazier (PIT), Kiko Alonso (MIA), Brandon Marshall (DEN), Terrell Suggs (BAL), Malcolm Smith (SF), Vontaze Burfict (CIN), Julius Peppers (CAR), Nick Perry (GB), Whitney Mercilus (HOU), Kwon Alexander (TB), Telvin Smith (JAX), Zach Brown (BUF), Eric Kendricks (MIN).
– Este é o ranking que fizemos até o momento com o maior número diferente de atletas citados: 33.
– Todos os atletas citados são milionários!

Entre um dono querendo fugir e vizinhos quase-campeões

A offseason dos Raiders começou agitada já em fevereiro. Bom, janeiro, na verdade, ou até antes, considerando que eles não tinham chances de playoffs na temporada passada. Começou agitada porque os Raiders eram um dos times envolvidos, junto com Chargers e Rams, em um possível retorno à Los Angeles (já foram Los Angeles Raiders entre 1982-94), com um projeto solitário. No final das contas, o tal do projeto não foi aprovado pelos donos da NFL e coube ao owner, Mark Davis (e seu corte de cabelo maravilhoso), voltar a buscar opções para conseguir um novo estádio: Las Vegas, San Antonio ou mesmo um acordo com a própria prefeitura de Oakland – afinal, não é como se faltasse paixão na torcida alvinegra na cidade.

Também durante a offseason, os torcedores da cidade viram seus vizinhos, o Golden State Warriors (a Oracle Arena é anexa ao Oakland Coliseum), realizarem a melhor campanha da história da temporada regular da NBA, só para terem sua alegria destruída por LeBron James e o Cleveland Cavaliers na final. Um time de Cleveland campeão? Claro que não seria na NFL! Bom, quem sabe os Raiders não usam isto como motivação e se vingam dos Browns nos playoffs da NFL? Não, não se vingarão porque os Browns não vão aos playoffs nem a pau.

Mas entre várias historinhas, há um bom time de football. Mais do que isso, um time jovem cheio de potencial, com um ataque interessante liderado por Derek Carr em sua terceira temporada (aquela temporada que já se convencionou nomear de “AGORA VAI”) e uma defesa feroz liderada pelo candidato a DPOY Khalil Mack que, se chegar próximo às expectativas, vai ser uma presença constante nos playoffs pelos próximos anos, quebrando uma seca de 13 temporadas sem chegar lá (desde que perderam o Super Bowl para o Bucs em 2003. Sim, para o Bucs).

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Markinho, filho do lendário Al Davis, cansou do playground em Oakland.

Ou vai ou racha

Historicamente, o terceiro ano é um período muito importante no desenvolvimento dos QBs, o que separa homens dos meninos, já que é ali que acabam desculpas clássicas como “ele ainda não teve tempo suficiente para se adaptar” ou “é a primeira temporada que ele é o titular indiscutível desde o training camp”. Não, a hora é agora, especialmente para a classe de quarterbacks de 2014 (que inclui ainda nomes como Bridgewater, Bortles, Garoppolo), que além do próprio desempenho, também terão o desempenho dos “colegas” para ser comparado.

E quem olha os números de Derek Carr por cima verá um futuro Tom Brady, com seus 32 TDs e apenas 13 interceptações. Ok, nos empolgamos: sabemos que valores como 7 jardas por passe tentado e pouco mais de 60% de passes completos não colocam nenhum QB no hall da fama; Carr ainda precisa e pode evoluir significativamente.

E mais do que capacidade para evoluir, Carr terá ajuda para provar que é realmente o franchise QB que Oakland busca desde Rich Gannon (MVP em 2002 que jogou seus últimos cinco anos na Califórnia): o Raiders provavelmente teve melhor linha ofensiva da NFL junto com os Cowboys na temporada passada e ainda fizeram um investimento de 58 milhões de dólares em 5 anos para trazer Kelechi Osemele (LG, mas que jogou bem sendo improvisado como LT pelos Ravens ano passado), o que só poderá torná-la ainda melhor e garantir que o time terá tempo para desenvolver o jogo aéreo, além de espaços para o jogo corrido, qualidades importantes para quem enfrenta Kansas City e Denver duas vezes por ano.

Por fim, mas certamente não menos importante, Carr conta com alvos de respeito. Além do running back Latavius Murray que serve como escape para momentos de pressão (41 passes recebidos ano passado), o time tem uma dupla de wide receivers de alto nível: Amari Cooper, que tende a melhorar após uma primeira temporada rara entre rookies (1070 jardas, 6 TDs), na qual ainda enfrentou diversos problemas com lesões, e Michael Crabtree, com 9 TDs recebidos ano passado – Crabtree, aliás, parece estar reencontrando aquele potencial que demonstrou em seus primeiros anos em San Francisco: como as defesas focam em Amari Cooper, sobram espaços, que devem ser aproveitados.

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Marca o touchdown e ainda mostra a língua.

Khalil Mack e amigos vão pegar você

O que Khalil Mack, Bruce Irvin e Mario Edwards têm em comum além de atropelarem linhas ofensivas, serem muito rápidos e, se possível fosse, comerem QBs no café da manhã? Todos eles compõem o front seven do Raiders (que é ancorado pelo gigante – literalmente – Dan Williams) e vão trabalhar em um dos pass-rush mais ferozes da liga. Mais do que isso, Khalil Mack é um dos melhores (melhor?) jogadores defensivos da liga e o primeiro jogador escolhido para All-Pro Team em duas posições (LB e DE).

É incrível pensar que poderiam ser ainda melhores se Aldon Smith, suspenso por um ano e que virou hit no twitter após postar um vídeo fumando maconha falando “ninguém sabe que sou eu, não tá escrito Aldon Smith em lugar nenhum”, fosse menos idiota e pudesse colaborar na perseguição aos atacantes adversários também.

Além disso, a secundária também foi reforçada, mesmo com a aposentadoria de Charles Woodson depois de 18 grandes anos na NFL. A chegada de Sean Smith (40 milhões em 4 anos) como CB e de dois novos safeties, o veterano Reggie Nelson e o rookie Karl Joseph, deve ser benéfica para o setor, responsável por ter cedido quase 25 pontos por jogo na temporada anterior.

O time é inteiro bom, mas…

No meio do caminho há uma pedra. No caso, algumas pedras. O caminho para os playoffs será muito difícil, a começar pela briga dentro da própria divisão: a defesa dos Broncos segue nada menos que incrível (mesmo que Mark Sanchez seja o QB. Aceitem: estamos em 2016 e Mark Sanchez ainda é o quarterback de algum time), os Chargers talvez esteja finalmente saudáveis e os Chiefs são candidatos aos playoffs com um time tão equilibrado quanto e mais experiente que o Raiders. Além disso, os piores QBs no caminho de Oakland serão Brock Osweiller e Tyrod Taylor, ambos teoricamente com capacidade próxima a do próprio Derek Carr – excluindo, obviamente, o Broncos: sabemos que eles não dependem de um QB para ganhar nada.

Provavelmente, os primeiros cinco jogos (@NO, ATL, @TEN, @BAL, SD), aparentemente mais fáceis que o restante da tabela, serão cruciais para definir o destino do Raiders esta temporada – se ganhar menos de quatro partidas das cinco iniciais, mais um ano longe dos playoffs. E a razão é bem simples: ganhar mais da metade dos outros 11 jogos será uma grande superação.

Palpite: 8-8, terceiro lugar na AFC West, jogando bem e perdendo vários jogos no detalhe (dois por erros de kicker) e, novamente, muita esperança para sair da fila na temporada 2017-2018. Além disso, Mark Davis vai visitar mais três cidades interessadas em ser a nova casa dos Raiders e Derek Carr verá mais dinheiro do que você em toda sua vida antes da metade do ano que vem.