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Um conto de dois Joe Flaccos

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: “O tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?”
E o corvo disse: “Nunca mais”.

Dois escritores

Todo 19 de janeiro, durante quase 70 anos, entre meia noite e o nascer do sol, um homem com um casaco longo e uma bengala dourada deixou três rosas e meia garrafa de conhaque no túmulo do escritor Edgar Allan Poe, em Baltimore – a última vez o que o viram foi em janeiro de 2009 e, antes disso, contam que o homem cobria o rosto para não ser identificado. O ritual coincidia com o dia de nascimento de Poe – que veio ao mundo em Boston, mas o deixou em Baltimore. A única pessoa que afirmava saber a identidade do misterioso visitante morreu sem revelar o segredo.

O fato é que ninguém sabe o que diabos levou Poe a Baltimore ou o que ele fez entre 27 de setembro e 03 de outubro de 1849 – data em que foi encontrado nas ruas, vagando bêbado ou drogado, sem maiores explicações. Ele viria a falecer quatro dias depois, já no hospital, que não conseguiu justificar a morte do escritor; não existe um atestado de óbito, e as especulações transitam entre diabetes, todo tipo de tumores, raiva, alguma DST ou ainda overdose de alguma porcaria (o Ravens ainda não existia na época, então descartamos a possibilidade do desgosto).

A história, porém, tratou de tornar Allan Poe muito maior na morte do que em vida. Edgar é considerado o pai das histórias de detetive, do conto de horror, uma espécie de expoente do movimento gótico e ele provavelmente teve mais influência na cultura pop do que qualquer escritor de língua inglesa do século XIX: sem Poe, H. P. Lovecraft e Stephen King não seriam os mesmos; Thriller, de Michael Jackson, é inegavelmente influenciado por sua obra e saiba que todas as características de Sherlock Holmes existiam muito antes de Arthur Conan Doyle dar vida ao mais famoso detetive da literatura (Google: Auguste Dupin pesquisar). E, bem, não temos certeza, mas talvez até mesmo o Batman seja um corvo, e não um morcego.

Mas o que se sabe sobre sua obra mais famosa, “O Corvo”, um poema assustador que tem se mantido vivo por mais de 170 anos? Bom, desde sua publicação, em 1845, ela foi tão amada quanto desprezada – e se boa parte da crítica tripudiou as linhas traçadas por Poe, o público amou e o fez o escritor de todos os EUA.

Naquelas linhas, perda, claro, é o tema central, assim como em toda a obra de Edgar. “De todos os temas melancólicos, qual, de acordo com a compreensão universal da humanidade, é o mais melancólico?”. Poe uma vez se perguntou. “A morte”, ele mesmo respondeu, de certa forma revisitando sua vida.

Seu pai, um bêbado contumaz, o abandonou, enquanto sua mãe morreu vítima de tuberculose quando Allan ainda era uma criança – ele então foi separado de seus irmãos e criado por uma família adotiva; sua “nova” mãe, pouco tempo depois também foi vítima da tuberculose, enquanto o pai o rejeitava. A morte também bateu a sua porta mais uma vez, quando levou sua esposa, Virginia, aos 25 anos (ela se casara com o escritor aos 13). Você ganhará um prêmio se adivinhar qual doença a matou.

Hoje falar sobre Poe em Baltimore é uma experiência confusa: há sempre dois Poes. Há pessoas que o amam e que o odeiam. Há o Poe gênio, na mesma medida em que há o Poe farsante. Há o poeta melancólico, mas também há o beberrão irremediável. Há o inventor de um estilo literário, da mesma forma que há o viciado charlatão.

Mas também ainda há sua presença nas ruas da cidade onde ele foi encontrado vagando sem rumo antes de sua morte; uma cidade que se orgulha de seu legado, afinal de contas, ninguém se veste de preto melhor do que aquele que inventou um estilo sombrio por natureza – e nada combina mais com um corvo do que as ruas mal iluminadas de Baltimore.

Daqui nada se leva?

Duas cidades

Em 2015, a morte de Freddie Gray, um afro-americano que estava sob custódia da polícia desencadeou uma reação em massa – tudo isso enquanto Baltimore registrava a maior taxa de assassinatos (344 no ano) de sua história. E se em 2016 a cidade registrou 318 homicídios, o número até dezembro deste ano já chega a 319; mantida a média mensal até aqui, Baltimore quebrará um recorde do qual não se orgulha.

É uma guerra de gangues, uma batalha pelas ruas. Você tem jovens de 18 anos matando uns aos outros. Muitos são de famílias ‘quebradas”. É um problema tão intratável que estará conosco por muito tempo”, disse Michael Olesker, ex-colunista do Baltimore Sun, ao Guardian.

Esse foi o mundo retratado em The Wire, seriado da HBO exibido entre 2002 e 2008. Provavelmente uma das melhores séries da história da televisão (se não concorda, pode discordar aí na sua casa e não nos encha o saco), The Wire expôs a sociedade de Baltimore ao mostrar a guerra diária entre policiais e traficantes nas ruas da cidade – o efeito direto da batalha exibido na tela mostrava a quebra de confiança entre polícia e as comunidades mais pobres.

The Wire nunca ganhou um Emmy ou foi um sucesso estrondoso de audiência; seu mérito está em transformar a televisão em algo mais denso (e intelectualmente aceitável) do que jamais fora até ali, incomodando até mesmo autoridades da cidade; o criador do programa, David Simon, relatou diversas vezes que algumas pessoas tornaram as histórias pessoais, embora ele afirmasse que tanto questões até certo ponto mais simples como as próprias histórias narradas ali existiam nacionalmente.

Mesmo assim, a mistura de tráfico, violência, desemprego e falta de perspectivas relatados por The Wire persiste em Baltimore 15 anos depois. Em abril deste ano, o prefeito da cidade chegou a pedir ajuda ao FBI para combater o alto número de assassinatos.

Quando Freddie Gray morreu aos 25 anos em abril de 2015, seis policiais foram acusados, mas nenhum foi condenado. Na época, um relatório do departamento de justiça apontou diversos indícios de discriminação por parte da polícia – mesmo em atos cotidianos, como buscas e apreensões. O mesmo relatório apontou ainda que os moradores acreditavam existir duas Baltimores: uma rica e próspera e a outra pobre e discriminada – como a região de Greenmount West, a mesma retratada em The Wire, 15 anos atrás.

15 anos depois quase nada mudou.

Quase invisível

Você dificilmente perceberá Joe Flacco ao longo de uma temporada regular da NFL – exceto, claro, se você for um torcedor do Ravens ou ele acabou em seu time de fantasy; um sinal de que, bem, você perdeu o controle de sua vida.

Flacco nunca teve um jogo para mais de 400 jardas e só passou da marca das 4 mil em uma temporada – ele também nunca correu para mais de 200 jardas em um ano. Aliás, em toda sua carreira, ele só teve dois jogos com 4 TDs e um com 5 TDs.

Mas o que mantém Joe Flacco na NFL até hoje? Primeiro, um mercado na posição extremamente complexo e, por vezes, incompreensível. Segundo, regularidade (nada como transitar na linha da mediocridade): em suas primeiras sete temporadas, Flacco venceu 72 de 112 partidas. Terceiro, e talvez a explicação mais provável, a simples existência de Rahim Moore, que perdeu a cabeça alguns anos atrás.

Uma qualidade inegável, porém, é a força de seu braço, evidenciada em uma estatística chamada “clutch-weighted expected points based on penalties”, a qual vamos humildemente traduzir para “jogue a porra da bola longe, torça por uma falta e veja o que diabos acontece”. Bem, Flacco liderou a NFL neste “quesito” em muitas de suas temporadas, seja lá o que diabos isso signifique.

De certa forma, Flacco resiste por sua durabilidade, bolas jogadas para o alto e defesas adversárias cometendo “pass interference”. Ninguém em sã consciência gostaria de justificar o alto salário do seu quarterback apenas com esse pacote, não é? Mas ainda que pareça estranho, para o torcedor de Baltimore, parece haver um pouco de sentido nesta equação.

“O melhor quarterback da NFL”

Joe Flacco chegou ao Ravens em 2008 e logo levou a equipe a pós-temporada. As duas primeiras aventuras em janeiro, porém, não trazem boas lembranças aos torcedores do Ravens: nos cinco primeiros jogos, ele nunca passou de 200 jardas, e seu rating transitou entre incríveis 10 e 89.4 – foram seis interceptações, apenas um TD; aliás, o jogo contra o Steelers, em 2009, teve três delas.

Mas no terceiro ano, tudo começou a mudar, mesmo que timidamente: foram duas partidas longe de Baltimore, a primeira uma vitória arrasadora contra Kansas City – a partida seguinte terminaria com mais uma derrota para o grande rival; naquele ano, contra o Steelers, Joe completou 16 passes em 30 tentativas, para 125 jardas, 1 TD e 1 INT, terminando com um rating de 61.1. No inverno seguinte, mais duas partidas, uma vitória contra Houston e uma derrota apertada para New England (vai pro inferno, Billy Cundiff).

Sabemos como a temporada de 2012 terminou: a química com Torrey Smith atingiu o ápice, Flacco teve 11 TDs e nenhuma interceptação e seu menor rating foi de 106.2, o que levou John Harbaugh (amamos mesmo assim) a proferir frase a seguir: “Joe é o melhor quarterback da NFL”.

Não há muita lógica nas palavras de Harbaugh e elas não precisam ser levadas a sério; era apenas um HC defendendo seu QB. Mesmo assim lembre-se: na última semana da temporada atual, apenas cinco quarterbacks que iniciaram a rodada como titulares já venceram um Super Bowl. Flacco é um deles – esse número chegaria no máximo a sete, caso Aaron Rodgers estivesse vivo e Ben McAdoo não fosse um completo retardado.

Mas, da mesma forma que é verdade que o Ravens venceu o Super Bowl XLVII muito por méritos, digamos, extra-Flacco (Ray Rice e Bernard Pierce foram melhores que qualquer alma que pisou no M&T Bank Stadium nos últimos cinco anos, e Torrey Smith e Anquan Boldin, cada um sem um braço, hoje seriam melhor que qualquer WR que o Ravens tem em campo) os números já citados também mostram que ele foi espetacular naquela pós-temporada.

Aqueles quatro jogos, porém, em janeiro também foram a única vez que Flacco teve uma sequência de 10 TDs sem nenhuma interceptação. Durante toda sua carreira, ele esteve muito abaixo disso: seu melhor ano foi 2014, com 27 TDs, 12 INT e um rating de 91 – as mais de 4 mil jardas viriam apenas em 2016 (com 20 TDs e 15 INT). E Joe nunca esteve no top 10 em qualquer estatística durante dez temporadas na NFL.

De certa forma, o ataque do Ravens nos últimos anos se resumiu a estratégia “deixe Joe lançar a maldita bola”. O problema é que, como qualquer outra equipe, eles precisam de peças ao redor para que o plano, por mais primitivo que pareça, possa funcionar – ele funcionou quando Baltimore teve Ray Rice em grande fase, além de WRs com coordenação motora. Hoje, porém, o ataque se limita a Joe: RBs não vão brotar no gramado e não há um recebedor minimamente confiável – se você confia em Maclin, você tem sérios problemas e aconselhamos procurar um médico.

Mas quando você olha ao redor, de certa forma, você percebe que Baltimore segue sendo Baltimore: há Suggs e CJ Mosley aterrorizando QBs; há Eric Weddle ainda extremamente confiável liderando uma unidade interessante, mas que oscila um pouco. Há Justin Tucker, o melhor K da NFL, e há John Harbaugh, um dos melhores HCs da liga.

Tudo isso é suficiente para três meses de temporada regular: controlar linhas ofensivas, forçar turnovers, fazer uma ou duas grandes jogadas por partida, posicionar a bola pouco ou nada a frente do meio campo enquanto aguarda um petardo de Tucker. Então, de repente, você está na briga por playoffs e ninguém ao redor da liga compreende de fato como diabos isso aconteceu.

Será que sabe mesmo?

Uma partida, duas sensações

O Ravens venceu o Texans no MNF da semana #12, mas esteve longe de um desempenho de encher os olhos – no início do segundo tempo, vaias e gritos “Vamos, Joe”, se misturavam nas arquibancadas. A relação do torcedor com seu QB é marcado por um misto de amor e ódio; gratidão e desilusão se confundem, enquanto passes de quatro jardas não são completados.

Dentro de campo a OL de Baltimore foi péssima contra uma defesa de Houston entediada – Jadeveon Clowney, sozinho indiretamente determinou o que o Ravens devia ou não fazer. Nem mesmo a defesa manteve o nível das partidas anteriores: foram seis faltas (uma ou outra inexistente) e a secundária passou vergonha contra DeAndre Hopkins; Brandon Carr, aliás, é uma das decepções do ano. Mesmo assim, foram dois turnovers fundamentais, forçados nos momentos certos.

Terrell Suggs, porém, continua a desafiar o tempo: foram dois sacks, o último deles forçando um fumble que praticamente selou a vitória do Ravens – embora o pass rush não tenha funcionado, ele apareceu quando mais era preciso e a torcida já flertava com a impaciência.

E para compensar a ineficácia ofensiva, Harbaugh precisou ser extremamente agressivo, arriscando em um fake punt e uma 4&1 ainda no primeiro tempo. Conversões fundamentais para colocar Baltimore no controle do jogo – John sabia que era uma partida em que vencer era a única alternativa.

Amor e ódio

E Flacco? Bem, ele terminou o jogo com 20 passes completos em 32 tentativas, para 141 jardas – uma média incrível de 4.4 jardas por tentativa. Ele também não teve nenhuma grande jogada; o momento em que mais chegou perto  disso foi em uma bomba lançada para Mike Wallace, aparentemente incapaz de escapar da marcação e alcançar a bola.

Foi terrível e agressivo aos olhos na maior parte do tempo, marcado pelo ar de decepção e pelos gritos de “C’mon, Joe”. Mas, claro, com Joe há sempre aquele ponto fora de curva, aquele grande momento solitário em meio ao mar de tristeza habitual: uma corrida de 25 jardas, para encerrar a partida, que faz cada torcedor do Ravens crer que Joe tem capacidade de ser melhor do que realmente é. Que na maior parte do tempo ele pode ser aquele QB que venceu New England em Foxborough em janeiro – e vendeu caro as derrotas.

E é aqui que chegamos ao velho debate, hoje quase uma piada. Nós lutamos contra o legado de Joe Flacco e parece cada vez mais provável que as próximas gerações também lutem: por que devemos valorizar alguns jogos incríveis de Joe enquanto temos diante de nossos olhos uma quantidade esmagadora de péssimas partidas?

Em 2017, Joe tinha 1734 jardas até a semana 12, com míseros 9 TDs e 11 INT – um rating de 74.4, pouco acima do pior de sua carreira (73,1 em 2013) – em algumas estatísticas isoladas, aliás, Flacco tem um ano pior que nomes como Trevor Siemian (rating) e DeShone Kizer (jardas passadas).

Ninguém aguentava mais.

Quando os números ao seu redor expõe uma realidade que você não quer ver, é preciso se agarrar àquilo que o faz seguir em frente, seja um poema de Allan Poe, um dos melhores seriados de TV da história ou, para o torcedor do Ravens, aquilo que seu quarterback pode se tornar em janeiro. É isso que mantém viva a relação entre Baltimore e Joe: o Ravens pode chegar aos playoffs e, se chegarem, Flacco pode ser diferente.

No fundo, sabemos que é mera ilusão de ótica, e na verdade o torcedor do Ravens está amarrado a Flacco ao menos até 2020 – em 2016 Baltimore assinou uma extensão de três anos com o QB, que lhe garantiu um bônus de US$ 40 milhões, além de US$ 44 milhões em dinheiro garantido.

Mesmo assim você não pode julgar um torcedor por se agarrar em falsas esperanças. Baltimore é tradicionalmente um lugar onde é preciso se agarrar a falsas esperanças, afinal lá há dois Poes, duas cidades e, claro, na melhor das hipóteses, dois Joe Flaccos.

Fantasy Week #15 – Chegamos à semifinal, não corra mais riscos

Semana de semifinais do fantasy, e nós aqui ainda dando pitaco.

QB Ups!

Matt Ryan, ATL vs SF: Ryan é o Segundo melhor QB em fantasy points e QB rating em 2016. Nessa semana joga em casa contra o fraco 49ers, jogo em que precisa ganhar para manter o Falcons na liderança da divisão Sul da NFC.

Philip Rivers, SD vs. OAK: Após um excelente início de temporada, Rivers decaiu. Mas nesse jogo ele deve produzir bem novamente, já que enfrenta uma equipe do Raiders que é muito forte, mas que cede muitos pontos no jogo aéreo.

Kirk Cousins, WAS vs. CAR: You like that! Cousins, pra quem não sabe, está no top 5 dos QBs esse ano. Sua boa forma deve continuar nesse jogo contra os Panthers, que sem Luke Kuechly terão dificuldades em parar o ataque dos Redskins.

QB Busts!

Andrew Luck, IND @ MIN: Luck não vem fazendo uma temporada excelente, mas tem, claro, feito bons jogos em certas ocasiões. Acredito que nesse final de semana, contra os Vikings, Luck não pontuará bem. O matchup é difícil e o ataque dos Colts ainda não inspira confiança.

Marcus Mariota, TEN @ KC: Jogar em KC nunca é fácil, ainda mais quando os Chiefs estão com um time bom. Mariota vai ter trabalho se quiser sair de lá com uma vitória, que, se alcançada, colocará o Titans definitivamente na briga por uma vaga nos playoffs.

Matthew Stafford, DET @ NYG: A defesa dos Giants tem se mostrado uma das melhores da liga, parando inclusive o forte ataque dos Cowboys na semana passada. Apesar de Stafford estar bem esse ano, não me passa confiança nesse duelo.

WR Ups!

Taylor Gabriel, ATL vs. SF: Com ou sem Julio Jones em campo, vale a pena escalar Gabriel nesse duelo. O ex jogador dos Browns tem feito boas partidas nas últimas semanas, já ganhando a confiança de seu QB.

Doug Baldwin, SEA vs. LA: Jogando em casa e num jogo teoricamente fácil, acredito que os Seahawks vão vencer os Rams pelo ar. Baldwin deve ser um dos beneficiados!

DeSean Jackson, WAS vs. CAR: DJax tem tudo pra fazer uma boa partida contra os Panthers. Como disse anteriormente, os Panthers tem lesões críticas em sua defesa, oq eu deve abrir oportunidades de conexões de várias jardas entre Cousins e Jackson.

"Agarra, tem problema não, viu"

Caso você já tenha esquecido quem é Julio Jones, o de branco.

WR Busts!

TY Hilton, IND @ MIN: Assim como Luck, Hilton deve ter dificuldades em produzir contra uma das melhores defesas da liga. Não se engane, será um jogo muito complicado.

Amari Cooper, OAK @ SD: Cooper tem sido um jogador inconsistente em 2016. Nessa semana deve ter dificuldades no duelo de divisão contra os Chargers, que são uma das defesas que menos cedem pontos a WR na liga.

Emmanuel Sanders, DEN vs. NE: Sanders é o melhor WR dos Broncos, em se tratando de fantasy points em 2016. Mesmo assim ele terá um jogo muito difícil contra os Patriots no domingo. Cuidado.

RB Ups!

LeSean McCoy, BUF vs. CLE: McCoy, um dos mais consistentes RBs da NFL, deve produzir muito bem neste jogo contra os Browns, já que eles são a segunda pior defesa contra RBs.

Latavius Murray, OAK @ SD: Murray tem jogado muito bem, inclusive está posicionado no top 10 os RBs desse ano. Deve ter nova boa performance contra os Chargers, jogando em SD.

Devonta Freeman, ATL vs. SF: Freeman deve pontuar muito bem nesta partida contra os Niners, em casa. Os Falcons estão com um ataque explosivo e não devem faltar oportunidades de pontuar.

RB Busts!

Todd Gurley, LA @ SEA: Se você foi um dos que draftou Gurley esse ano, parabéns! Esse será apenas mais um jogo que ele será um bust!

Frank Gore, IND @ MIN: Gore, por incrível que pareça, é um dos melhores RBs do fantasy em 2016 (12º em fantasy points). Mesmo assim, deve ter dificuldades contra os Vikings, em Minnesota.

Mark Ingram, NO @ ARI: Os Cardinals ainda tem chance de irem aos playoffs, mas pra isso vão precisar parar o forte ataque dos Saints. Isso deve prejudicar Ingram, já que a defesa dos Cardinals é a segunda melhor contra RBs.

TE Ups!

Greg Olsen, CAR @ WAS: Olsen, que tem feito partidas muito ruins nos últimos jogos, deve reencontrar a boa forma nessa semana contra os Redskins. Eles são uma das piores defesas contra TEs da liga.

Cameron Brate, TB @ DAL: Esse jogão, que tem implicações diretas em playoffs, deve ter diversos destaques. Um deles deve ser Brate, TE dos Bucs que tem cada vez mais ganho a confiança de Winston, especialmente na redzone.

TE Busts!

Delaine Walker, TEN @ KC: Difícil deixar Walker no banco, mas saiba que ele enfrenta uma das melhores defesas da liga, ainda mais quando o assunto é parar TEs.

CJ Fiedorowicz, HOU vs. JAX: O matchup até parece tentador, pois os Jaguars são os Jaguars. Mas mesmo assim, não dá pra confiar em alguém que tem Osweiler como QB (que o diga DeAndre Hopkins).

K Ups!

Matt Prater, DET @ NYG: Parter vem fazendo uma boa temporada, e enfrenta os Giants, que são uma das piores defesas contra kickers. Isso se deve ao fato de eles pararem muitos ataques na redzone, facilitando os chutes de FG.

Nick Novak, HOU vs. JAX: Os Jaguars são a pior defesa contra kickers da liga. Nem imagino o porquê…

E aquela foto antiga de kicker bonito…

K Busts!

Justin Tucker, BAL vs. PHI: Na semana passada o mitou acabou tendo um FG bloqueado. Nessa semana enfrenta os Eagles, na Filadélfia, e com provável clima de chuva. Jogo difícil.

Caleb Sturgis, PHI @ BAL: Mesmo problema de Tucker, com o adendo de que Sturgis não é mito.

DEF Ups!

MIA @ NYJ: Miami deve ser bastante beneficiada neste jogo de sábado, já que enfrenta os Jets, um dos piores ataques da NFL e máquina de pontos para defesas adversárias.

ATL vs. SF: A defesa dos Falcons simplesmente mitou na semana passada. Nessa semana, pode repetir a dose enfrentando os Niners, em Atlanta.

DEF Busts!

DEN vs. NE: A defesa dos Broncos todos sabemos que é muito boa. Mas quando vão enfrentar Tom Brady, acaba sendo difícil de confiar. Evitem.

NYG vs. DET: A defesa dos Giants tem se portado muito bem. De qualquer forma, ainda acho arriscado escalar essa unidade contra os Lions, que tem obtido vitórias e muito sucesso ofensivo, especialmente no quarto período de seus jogos.

Fantasy Week #11 – Busts & ups (e uma homenagem póstuma para Blair Walsh)

Sejam bem-vindos novamente a nossa coluna semanal de fantasy football. Semana 11 se aproxima e vamos, como sempre, ajudá-los na busca pela classificação aos playoffs, que normalmente iniciam-se na semana 14.

Times em bye: Falcons, Jets, Chargers, Broncos.

QB Ups!

Ben Roethlisberger, Steelers @ Browns: Big Ben, um dos QBs mais durões da NFL, deve fazer uma partida memorável contra o fraco time dos Browns, um dos piores contra o passe na NFL. Ben é o quinto melhor QB do fantasy em pontos por jogo em 2016.

Blake Bortles, Jaguars @ Lions: Bortles vem decepcionando esse ano, fazendo a maioria de seus pontos no garbage time. Mas um duelo contra os Lions é apetitoso e pode favorecer tanto Bortles, quanto seus receivers, já que Detroit é uma das 3 piores defesas contra QBs.

Acorda, cara!

Acorda, cara!

Marcus Mariota, Titans @ Colts: Mariota mitou na semana 10, lançando pra 4 TDs e 0 INT. Na semana 11 ele deve ter outra atuação de gala, jogando contra uma defesa dos Colts que não é nada genial no jogo aéreo.

QB Busts!

Dak Prescott, Cowboys vs. Ravens: Dak vem jogando muito em sua temporada de calouro e é difícil deixá-lo no banco, mas nesse duelo contra os Ravens você talvez deva considerar fazer isso: Baltimore é uma das melhores defesas contra QBs.

Derek Carr, Raiders vs. Texans: Carr, assim como Dak, vem jogando de forma fenomenal em 2016, deixando os Raiders na briga pelo título de uma das divisões mais difíceis da NFL. Nessa semana, ele enfrenta o Texans, a segunda melhor defesa contra QBs, o que deve dificultar a sua vida.

Russell Wilson, Seahawks vs. Eagles: No duelo dos pássaros, tenha cuidado ao escalar Wilson. Apesar de ele ter feito uma excelente partida contra os Patriots no último SNF, enfrenta uma defesa muito melhor nesta semana. Vale lembrar que os Eagles foram um dos únicos times que conseguiram dominar o potente ataque dos Falcons.

WR Ups!

Sterling Shepard, Giants vs. Bears: O time do Bears possui a pior defesa da NFL contra WR. Por isso, escale todos os jogadores do ataque aéreo dos Giants: OBJ, Shepard e Cruz.

Jamison Crowder, Redskins vs. Packers: Crowder vem sendo uma grata surpresa nessa temporada, conquistando quase 10 pontos por jogo, em média. Nessa semana ele enfrenta um Packers que cedeu 47 pontos aos Titans na week 10. Sim, você leu isso certo!

DeAndre Hopkins, Texans @ Raiders: Hopkins nada mais é do que um completo bust nesse ano, com 7,36 pontos de média por jogo, horrível pra um cara que foi escolhido no máximo na segunda rodada dos drafts. Espera-se que ele recupere-se e faça um bom jogo contra os Raiders, que vem tendo problemas defendendo WRs em 2016.

WR Busts!

Amari Cooper, Raiders vs. Texans: Assim como Carr, Cooper também está em nossa seção de busts da semana 10. Como já dissemos, os Texans são excelentes parando o passe.

Larry Fitzgerald, Cardinals @ Vikings: Larry tornou-se, na semana passada, o 11º jogador com mais jardas recebidas na história da NFL. Mas nessa semana ele enfrenta os Vikings, o segundo melhor time contra WRs. Contenha suas expectativas.

Terrelle Pryor Sr, Browns vs. Steelers: Pryor tem se mostrado um bom jogador, um dos mais versáteis hoje em dia. Mas nessa semana os Browns pegam os Steelers, em um matchup nada bom para os recebedores de Cleveland.

RB Ups!

LeGarrette Blount, Patriots @ 49ers: Blount, mesmo com a volta de Brady, continua sendo um dos studs na posição. Semana passada anotou 3 TDs e nessa semana deve pontuar alto novamente, enfrentando a defesa de papel dos 49ers contra o jogo corrido.

O verdadeiro dono da Nova Inglaterra.

O verdadeiro dono da Nova Inglaterra.

Latavius Murray, Raiders vs. Texans: Se os Texans são excelentes contra o passe, não se pode dizer o mesmo contra o jogo corrido. Murray deve pontuar bem neste duelo interessante.

Jonathan Stewart, Panthers vs. Saints: Neste jogo que deve ter pontuação alta, Stewart deve anotar diversos pontos, visto que enfrenta um time do Saints que não é bom em nenhuma face defensiva.

RB Busts!

Ezekiell Elliot, Cowboys vs. Ravens: Não, você não vai deixar o Elliot no banco. Eu também não vou. Mas os Ravens são o melhor time contra RBs na NFL. Talvez eles consigam parar este fenômeno.

David Johnson, Cardinals @ Vikings: Não, você não vai deixar DJ no banco. Eu também não deixaria. Mas os Vikings possuem uma das melhores defesas da NFL. Não acredito que vão parar Johnson, mas acho que podem deixar a produção dele bem aquém do que vem fazendo.

Jay Ajayi, Dolphins @ Rams: Os Rams pararam Matt Forte e os Jets na semana passada e possuem uma excelente defesa, que vem carregando o time até aqui. Ajayi poderá ter problemas.

TE Ups!

Delanie Walker, Titans @ Colts: Walker tornou-se uma dos melhores e mais confiáveis TEs da liga. Escale-o com tranquilidade neste jogo contra os Colts, pois ele deve continuar produzindo.

Vernon Davis, Redskins vs. Packers: Temos um renascimento aqui? Davis parece ser o jogador dos tempos áureos de 49ers novamente. Parece até que tomou o lugar de Jordan Reed como alvo favorito de Kirk Cousins. Escale-o com firmeza contra a fraca defesa dos Packers (tomaram 47 pontos dos Titans kkkkkkkkk).

TE Busts!

Jimmy Graham, Seahawks vs. Eagles: Jimmy Graham é outro que ressurgiu esse ano, mas deve ter dificuldades nesta partida contra a formidável defesa dos Eagles.

Cameron Brate, Bucs @ Chiefs: Brate tornou-se um dos alvos favoritos de Jameis Winston, ao lado de Mike Evans. Mas nesta semana o duelo é contra os Chiefs, que possuem grandes atletas na defesa e devem dificultar o jogo aéreo dos Bucs.

K Ups!

Adam Vinatieri, Colts vs. Titans: Um mito jogando uma partida que tende a ser de muitos pontos. Escale!

Dustin Hopkins, Redskins vs. Packers: Um dos mais consistentes kickers da atualidade, jogando uma partida que deve ser full offense. Escale!

K Busts!

Justin Tucker, Ravens @ Cowboys: Tucker é um dos melhores kickers da NFL, sem sombra de dúvidas. Mas claro que, neste jogo contra o forte Cowboys, sua presença deve ser apenas no banco de reservas.

Qualquer kicker dos Vikings vs. Cardinals: Blair Walsh dispensado! HAHAHAHAHAHA! Essa posição deve ser zicada, não escale ninguém que venha a assumi-la.

Que Deus o tenha.

Que Deus o tenha.

DEF Ups!

Dolphins @ Rams: Os Rams são o segundo ataque que mais beneficia defesas adversárias. Nesse caso, escale os Dolphins, que devem pontuar bem.

Giants vs. Bears: Qualquer defesa enfrentando Jay Cutler é uma mina de ouro. É só ver a pontuação que fez a defesa dos Bucs na semana passada, quando eles jogaram contra Chicago.

DEF Busts!

Ravens @ Cowboys: Os Cowboys são o time que mais castigam defesas adversárias em se tratando de fantasy points. Você arrisca?

Jaguars @ Lions: A defesa dos Lions não é fenomenal. Mas o ataque tem sido prejudicial às defesas adversárias, então escalar a unidade dos Jaguars é um perigo na semana 11.

Confiamos em John Harbaugh (e temos Justin Tucker)

É difícil duvidar de certos times, sobretudo quando comandados por determinados treinadores; mesmo com um deprimente 5-11 na temporada que passou, foi a primeira campanha negativa de Baltimore em oito anos sob o comando de John Harbaugh: o Ravens nunca teve duas temporadas com aproveitamento inferior a 50% neste século – aliás, 2015 foi apenas a quarta vez, desde 1998, com mais derrotas do que vitórias. E a equipe sempre reagiu na temporada seguinte (10, 13 e 11 vitórias).

Vale lembrar que o 2015 do Baltimore Ravens foi marcado por lesões, tornando complexo analisar a temporada sem considerá-las determinantes: em dado momento 20 jogadores estavam no IR – eles ainda precisaram movimentar seu roster 100 vezes durante o ano, um número fora de qualquer padrão lógico.

Não é fácil perder seu QB1 (Joe Flacco), seu principal RB (Justin Forsett), seu melhor WR (Steve Smith), sua escolha de primeira rodada (o também WR Breshad Perriman) e seu melhor pass rusher (Deus, como sentimos saudade de Terrell Sugs). Perdas estas que resultaram basicamente em uma secundária que ocupou o último lugar em interceptações, um pass rush que passaria vergonha na CFL e um ataque com profundidade tão densa quanto a do Tietê.

Nada será como antes: esqueçamos 2015!

De toda a infinidade de lesões sofridas pelo Ravens na temporada passada, a de Flacco foi a mais significativa; é ele quem move o ataque e, bem, ruim com Joe Flacco, pior com Matt Schaub e Jimmy Clausen – mesmo que Flacco tenha tido números semelhantes aos de um Nick Foles com incontinência urinária.

Para 2016, proteger o lado cego (e consequentemente o joelho esquerdo recentemente reconstruído) de seu QB será fundamental. Aliás, o próprio Flacco assumiu que não sabe como reagirá a sua primeira pancada – algo natural, claro.

Agora, o responsável por protegê-lo será o OT Ronnie Stanley, vindo de Notre Dame e escolhido na primeira rodada do draft. Stanley tem potencial para se tornar um bom left tackle, contando com seu físico para manter a pressão longe do pocket. De qualquer forma, até Stanley passar pelo processo natural de adaptação à NFL, é bem provável que Flacco sofra. Aliás, se Ronnie Stanley possuir coordenação motora para parar em pé sem tropeçar em suas próprias pernas, ninguém sentirá saudades dos últimos momentos do antigo dono da posição e recém aposentado Eugene Moore.

Mas a grande perda linha ofensiva será Kelechi Osmele, que assinou com o Oakland Raiders – Ryan Jensen deve ocupar seu lugar, mas a verdade é que eficiência é uma palavra que nunca pareceu fazer parte de seu vocabulário.

Acabei de ver meu saldo.

Acabei de ver meu saldo bancário.

Busca pelo equilíbrio

O envelhecimento do setor ofensivo é outra questão chave para Baltimore: Steve Smith já está com 37 anos, o G Marshall Yanda completou 31 recentemente e Justin Forsett é um running back com 30 primaveras completas e voltando de lesão. É um time construído para vencer imediatamente: não há tempo a perder.

Porém, para ajudar os já citados Forsett e Smith, Baltimore achou uma boa ideia trazer uma dupla composta pelo WR Mike Wallace (que reprovou no teste físico pré training camp; um atleta profissional reprovar no training camp equivale a um motorista reprovar no exame psicotécnico na busca por sua CNH) e pelo RB Trent Richardson. Dois cidadãos que somados tem o valor semelhante a um saco de bosta (o que só valida nossa teoria do absurdo que é tantos não-jogadores recebendo inúmeras oportunidades enquanto Tim Tebow segue, literalmente, esperando). Richardson, porém, durou apenas dez dias e já não está mais entre nós – porém o simples fato de um time ainda cogitá-lo para qualquer função que não seja segurar Gatorade na sideline, é assustador.

Já para auxiliar o que restou do TE Dennis Pitta, o escolhido foi Benjamin Watson, que veio de New Orleans e, se for um ser humano digno, tem um acordo com Drew Brees para encaminhar metade do salário para seu antigo QB pelo restante de sua carreira.

Alguém nos ajude

É difícil prever como Steve Smith irá retornar, afinal ele já está com 37 anos e lesões no tendão de Aquiles costumam ser cruéis – mas também já aprendemos a nunca duvidar de Steve Smith. Outra incógnita é o quanto Breshad Perriman pode render. E já que Mike Wallace tem tanta credibilidade quanto uma nota de US$3 e Dennis Pitta não possui uma célula saudável em seu corpo, é provável que Kamar Aiken (75 recepções para 944 jardas em 2015) se torne a principal válvula de escape de Joe Flacco.

Restará a Baltimore torcer para um maior protagonismo ao seu jogo corrido; mas vale lembrar que Forsett não foi eficaz no ano que passou (média de 4,2 jardas por tentativa, compensadas pelas mais de 30 recepções). Dessa forma espera-se que o rookie Kenneth Dixon, que teve uma boa passagem por Louisiana Tech e surpreendeu no combine, possa preencher esta lacuna.

E se ofensivamente nada der certo, sempre será possível chegar pouco além do meio campo e confiar em Justin Tucker – possivelmente um dos únicos kickers, essa raça desnecessária, que possa ser considerado gente.

Sou kicker mas sou legal.

“Sou kicker mas sou legal”.

Retornando das cinzas

O Ravens de 2015 começou a ruir quando o tendão de Aquiles de Terrell Suggs rompeu, logo na primeira partida da temporada. Era o sinal de que, bem, não seria um bom ano. Como já citamos, a lesão de Suggs somada, claro, a outros fatores, levou todo o sistema defensivo de Baltimore a um colapso.

Aos 33 anos, Terrell pode não retornar 100% fisicamente, mas com metade de seu potencial a situação melhorará significativamente – o que só reitera a tragédia ocorrida na última temporada, quando exceto Elvis Dumervil nenhuma alma se salvou e pressionou minimamente o quarterback adversário.

A secundária é outra incógnita: o CB Jimmy Smith já demonstrou potencial, ao permitir apenas seis touchdowns em suas primeiras quatro temporadas (em 2015, porém, foram seis sob sua cobertura). Outro fator que pode ser fundamental para melhorar o setor é a presença do FS Eric Weedle, contratado na free agency após deixar San Diego. Eric tende a aliviar a carga de trabalho tanto de Smith, como de Lardarius Webb e com certeza preencherá o buraco deixado desde a partida de Ed Reed, em 2012.

Ser hater é um hobby

É legal odiar Flacco, podemos tornar isto público sem maiores ressentimentos. Mas faremos isso se o Ravens assumir que comprometeu seu futuro ao renovar o contrato do QB por valores absurdos. Ok, Flacco lhes deu um Super Bowl, o que não é pouco e gratidão é algo em falta da humanidade, mas depois disso… Aceitemos: Flacco é um bom quarterback, mas ganha como MVP. Só essa temporada irá custar US$22,5 milhões – e em 2020 ganhará quase US$30 milhões. Ele será o QB do Ravens por mais quatro ou cinco anos: até lá Flacco segue jogando e eu continuo com raiva. E assim persistimos com esse impasse.

Palpite: John Harbaugh é um grande head coah e não precisa provar nada a ninguém: algum milagre ele fará se o asilo dos Ravens se mantiver minimamente saudável – o que significa que Harbaugh precisa que basicamente eles permaneçam em pé. Jogar contra o Browns duas vezes é uma benção, a tabela parece razoável e oito vitórias não soa como nenhum absurdo. Elas virão, mas também não irão levar Baltimore aos playoffs (Tom Brady agradece). Não será agradável de assistir, mas ao menos não fará nossos olhos sangrarem.