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A dicotomia em forma de time

As franquias da NFL podem ser explicadas pela seguinte relação antagônica: há aqueles times que só precisam de um QB para se tornarem competitivos e outros que possuem seu signal-caller, mas pecam em todo o resto. O Green Bay Packers é um exemplo da segunda parte desse fenômeno. Após anos com Brett Favre no comando, sucedidos por anos de Aaron Rodgers, a franquia é daquelas raras situações de estabilidade longeva na posição de quarterback que só conseguimos ver se repetir com o Indianapolis Colts (nesse caso mais na cagada mesmo). 

Ao contrário do coirmão da AFC, os Packers já estão na etapa final de seu segundo first ballot hall of famer QB seguido, e Rodgers possui só um anel de campeão nos dedos para mostrar aos coleguinhas. Após o título do Super Bowl XLV, Green Bay bateu na trave do Grande Jogo duas vezes nas últimas quatro temporadas, e é urgente que o time consiga chegar lá novamente, já que dificilmente conseguirá dar sequência ao alto nível de seus quarterbacks quando chegar a hora de Aaron curtir a aposentadoria.

Brinquedos novos no ataque

É perceptível que é impossível desassociar as pretensões dos Packers à disponibilidade de Aaron Rodgers em campo. O QB mostrou por vezes e vezes que se tiver a última bola do jogo, o torcedor de Wisconsin já pode ir comemorando por que a vitória é certa (pergunte para um amigo torcedor dos Cowboys. Só por diversão mesmo). Ao mesmo tempo que, em caso de lesão, a temporada do time está acabada – o que surpreendeu a diretoria do site, que pagou para ver Rodgers e levou uma atuação de gala de Brett Hundley.

Quase como uma maldição que assombra os QBs de elite (pense em Joe Flacco, por exemplo) da NFL, Rodgers é quase que obrigado a transformar jogadores medianos em peças funcionais de seu ataque. Basicamente, tirar leite de pedra. E assim será mais uma vez na temporada de 2018. Os Packers dispensaram Jordy Nelson e estão colocando Randall Cobb no trade block (mesmo que aleguem não ser verdade). Jeff Janis e Richard Rodgers também saíram, apesar de serem nomes de final de rotação.

Como reposição, chegaram os TEs Jimmy Graham e Marcedes Lewis, sendo que essas foram as únicas adições relevantes para o ataque. Calouros de ataque, entretanto, apenas os recebedores J’Mon Moore (133ª escolha) e Equanimeous St. Brown, que pode até não vingar, mas já é um dos melhores nomes da liga. No jogo corrido, os Packers precisam lidar com o comitê composto por Jamaal Williams, Aaron Jones e Ty Montgomery, nenhum deles excepcional de fato.

A linha ofensiva tem bons nomes em David Bakhtiari e Bryan Bulaga, mas após as saídas de Josh Sitton e TJ Lang vem tendo problemas com a parte interior. O center Corey Linsley parece estar completamente recuperado, enquanto Lane Taylor e Justin McCray completam o grupo titular.

Taticamente, é inegável que o ataque é dependente da capacidade de Rodgers, mas até aí o leitor deve estar pensando “até eu” (e todos os outros 31 times seriam). O trabalho de Mike McCarthy e Joe Philbin (coordenador ofensivo) aqui visivelmente é integrar melhor o jogo corrido, e encontrar um RB principal de facto, mesmo com a possível deficiência no interior da linha ofensiva.

Em relação aos recebedores, por mais que queiramos divagar sobre a contribuição de cada peça, a verdade é que Aaron Rodgers os fará produzir mais que o normal, a menos que o jogador seja incrivelmente ruim. Nesse caso, destaque para Jimmy Graham, cuja principal característica é jogar em times que tenham bons QBs, e será fator preponderante para o ataque dentro da redzone

Defesa em reformulação

Os Packers tiveram Don Capers por anos como coordenador defensivo. Como mostramos nessa análise tática do ano passado, o trabalho do coordenador por anos funcionou, mas caiu obsoleto nas últimas temporadas. A conta chegou e Capers acabou demitido, e para seu lugar foi trazido Mike Pettine. O treinador estava sem trabalho na liga desde a passagem como HC dos Browns, terminada em 2015.

Pettine foi formado sob a árvore do lendário Brian Billick, técnico dos Ravens no início da década de 2000, e teve seus últimos dois trabalhos como coordenador defensivo muito bons, nos Jets (2009 a 2012) e nos Bills (2013). Seu esquema é baseado em um front com jogadores com biótipo de 3-4 baseado em leituras de esquemas 4-3, uma defesa versátil, como disse o próprio a ser anunciado.

A defesa de Mike Pettine é focada no pass rush, e apresenta como principais formações os fronts do tipo sink, odd e over. Teorias de defesa típicas do 4-3, mas que Pettine aplica com atletas de biótipo de 3-4. Essas formações facilitam a aplicação do pacote nickel, mantendo a responsabilidade dos jogadores aos gaps. Os atletas da linha com “mão na terra” alinham-se em techs amplas, enquanto os linebackers cobrem os espaços internos. No front over, o pass rusher vai alinhar em frente ao tight end adversário, e essa responsabilidade será dividida entre Clay Matthews e Nick Perry de acordo com a situação jarda/descida.

Como dito anteriormente, no esquema de Pettine os DEs e DT alinham-se em techs amplas. Nesse caso, o objetivo é dobrar o rush nos OTs, aproveitando-se da capacidade física de bend dos atletas da defesa. Para isso, Mike Daniels e a nova contratação Muhammad Wilkerson serão essenciais para gerar esse cenário de double team, forçando os adversários a tirar TEs e RBs de execução de rotas.

Nota do editor: Eu também pulei essa parte.

Em questão de curva de aprendizado, o leitor deve estar se perguntando se um sistema assim não é complexo o suficiente a ponto de gerar o mesmo contragolpe do fire zone blitz de Don Capers. A resposta é sim, de certa forma. Porém, com a diferença de que, à princípio, o objetivo de Pettine é gerar interceptações de pressão, enquanto Capers tentava criar confusão na leitura do QB a reconhecer a secundária pré e pós-snap. De qualquer forma, a princípio, a chegada do coordenador defensivo é excelente para facilitar a vida da secundária, que por vezes nos últimos anos esteve entre as piores da liga, mas agora terá vida mais fácil em função do novo modelo de jogo.

Palpite

Por mais que haja a promessa de melhora defensiva, a temporada dos Packers ainda inevitavelmente depende da saúde de Aaron Rodgers. Se o QB permanecer saudável, os Packers são favoritos a vencer a NFC North, pendendo o desempenho contra a defesa dos Vikings. Devido a esse confronto, a campanha do time deve variar entre as 10 e 12 vitórias. Depois disso, seja o que Deus quiser.

Análise Tática #15 – Semana #8: O tiroteio em Seattle

Mais uma semana de análise tática no Pick Six e dessa vez vamos observar o que aconteceu de mais interessante  no tiroteio de Seattle, onde (infelizmente) o Seahawks venceu o Texans por 41 a 38.

Dentre os quarterbacks o destaque da partida foi o calouro Deshaun Watson, que não se intimidou com o jogo em Seattle e distribuiu bolas para o seu ataque por toda a secundária dos Seahawks. Já Russell Wilson, bem, esse é um veterano com o qual estamos acostumados a presenciar coisas mágicas, principalmente com as cinco CATRACAS HUMANAS a sua frente.

Bill O’Brien, que depois de anos brincando com uma bola de meia, finalmente ganhou uma de couro oficial CAMPO TOTAL 90™, abusou das formações com shifts e motions, com o objetivo de criar situações de leituras favoráveis para seu quarterback. Afinal, técnicos são pagos exatamente para isso, criar situações favoráveis em seu ataque e não rezar para que elas simplesmente aconteçam (estou falando com você mesmo, Rob Chudzinski).

  • Nota da edição: Rob Chudzinski é o coordenador ofensivo dos Colts. Ele é péssimo. Já foi até head coach dos Browns. 

A primeira jogada a ser revisada nessa semana é o TD recebido por Will Fuller logo no drive inicial. Se você acompanha análises táticas de NFL há mais tempo, sabe que a defesa de Seattle é baseada em coberturas single-high, em que Earl Thomas é responsável por patrulhar a secundária, enquanto Kam Chancellor se preocupa com o box. Richard Sherman e o quarto elemento jogam em zona, o que configurará ao todo um cover-3, ou em mano-a-mano, resultando em cover-1.

E se você por acaso também joga Madden (paga nóis, EA Sports), sabe que a melhor forma de combater a cover 3/cover 1 é utilizar rotas verticais que se cruzam na direção do posicionamento do safety single-high. Isso fará com que o mesmo tenha que escolher seu marcador. É exatamente esse matchup que Bill O’Brien cria para que Deshaun Watson o explore. Em uma situação que provavelmente deveria ser uma cover 1 (observe Thomas sozinho no lado esquerdo da imagem, enquanto Richard Sherman realiza a press coverage em DeAndre Hopkins e Shaquill Griffin respeita a velocidade de Will Fuller).

Will Fuller, marcado como recebedor X e o guerreiro marcado como Y combinam rotas fly e post respectivamente, e estas se cruzam à frente de Earl Thomas. No momento em que as rotas se cruzam, Earl Thomas ataca a post ao ler os olhos do QB e deixa Will Fuller sozinho contra Griffin, que é batido facilmente na velocidade. Touchdown Houston Texans.

Cerca de 2 minutos de tempo de jogo depois, 10:21 do primeiro quarto, com o ataque dos Texans em campo, Earl Thomas empatou o jogo com uma pick six. Houston apresenta 3 recebedores do lado esquerdo enquanto o TE Ryan Griffin no lado direito também executará rota. O alvo principal da jogada é Hopkins saindo do slot na rota dig. (“Recebedor principal saindo do slot?” – você deve estar pensando. Sim, técnicos com o mínimo de noção trazem seus WR1 muito mais ágeis que os defensores para o slot em busca de matchups favoráveis, se os mesmos possuírem os atributos físicos necessários – oi de novo, Rob Chudzinski!). Seattle responde com uma cobertura cover 2 – man.

Earl Thomas lê os olhos do QB mais uma vez, pelo fato de estar em zona, pula na rota perfeitamente e conta com os bloqueios para anotar seu touchdown.

Agora vamos observar Russell Wilson e sua saga para sobreviver diante de cinco pessoas que não possuem a coordenação necessária nem para bloquear spam no e-mail, quanto mais atletas de mais de 100 kg. Devido a essa dificuldade, o QB de Seattle (Mr. Nanobubbles) costuma executar passes no tanto MENTIROSOS: bolas que flutuam por minutos e não são interceptadas, passes completos em cobertura tripla, coisas do gênero.

Primeiro quarto com 02:11 restantes, Seattle em fomação de empty backfield 2×3 – pois ajuda na proteção do passe para quê, né? – O plano inicial era executar o conceito curl-flats, mas devido à inépcia da linha ofensiva, toda jogada é perdida. O sack só não ocorreu devido ao atleticismo de Russell Wilson em escapar da pressão, e por que provavelmente os recebedores dos Seahawks treinam improvisações de rotas.

Paul Richardson percebem o espaço deixado no meio da endzone e se dirige para lá, enquanto Russell Wilson acerta passe de 30 jardas após escapar com roll-out para a esquerda. Arremesso contra o movimento do corpo (como não manda o manual) e perfeito.

Voltando a Deshaun Watson, vamos observar o que aconteceu em seu segundo touchdown para Will Fuller, mais um exemplo de como O’Brien usou shifts para dar leituras diferentes para a Legion of Boom. Manter defesas em dúvidas sobre o que vem a seguir é um dos princípios básicos do futebol americano (viu, Chuck Pagano?).

Se você leu o texto sobre a implodida dos Falcons contra os Dolphins, observou a situação do fake motion. Aqui, Deshaun Watson utiliza esse artifício para manter o edge rusher preocupado também com o flat, permitindo que as rotas em profundidade se desenvolvam. Will Fuller realiza uma rota post/corner e recebe um excelente passe fora do alcance do defensor.

Por fim, voltemos a Russell Wilson e observemos como TEs devem ser utilizados na redzone. Sobrando 26 segundos para o fim de jogo Seattle precisava do TD para virar a partida. Russell Wilson já tinha sobrevivido de maneiras inimagináveis com seus passes teleguiados e estava na linha de 18 jardas do campo de ataque em uma 1st & 10.

Quanto ao conceito, nada mais que o four verticals velho de guerra. Uma variação é apresentada já que uma rota go entre as hashmarks também é conhecida como rota seam. A magia do ataque em no-huddle faz com que a defesa de Houston não consiga colocar a cobertura adequada. Jimmy Graham, que apesar de frequentador do prêmio Dez Bryant da Semana (nota da edição: nem disso ele é digno, mas que bom que foi feito o jabá), só tem o trabalho de vencer um linebacker (menor e mais lento).

Até aquela sua tia que anda esquisito pegava esse.

Repare que em uma situação de cobertura normal, haveria tempo para que Jadeveon Clowney conseguisse o sack, já que os indivíduos da linha de Seattle são desprovidos da capacidade de bloquear dentro das regras do esporte. Ainda houve tempo para Deshaun Watson ser interceptado em uma tentativa desesperada de ganhar o jogo em 20 segundos. Seattle avança para 5-2 na temporada, para o desespero dos haters (nós).

Diego Vieira, o estagiário sob supervisão do estagiário, não gosta de esportes.

Semana #7: os melhores piores momentos

A NFL segue se mostrando cada vez mais estranha. Os jogos de quinta-feira estão sendo os mais divertidos, Joe “Iron Man” Thomas (conversou conosco, nunca esqueceremos) se machucou e o Piores Momentos da Semana voltou a sair na terça-feira. Agora que já cumprimos o requisito do editor de sempre introduzir os textos com algo, vamos ao que interessa:

1 – Defesas passando vergonha

Miami Dolphins e Indianapolis Colts. Quem diria.

1.1 – Miami Dolphins

A cabeça até doeu contando quantos defensores perderam o tackle. Paramos em 73.

1.2 – Indianapolis Colts

“O time está mal por que Andrew Luck não joga”, disse o iludido torcedor.

2 – O pior onside kick da história

Alguém avise o rapaz que a bola só precisa viajar 10 jardas. E é ideal também que ela suba.

3 – Kelvin Benjamin 

Você sabe o que é awareness? Entenda o significado da palavra ao ver um exemplo de um rapaz que não o tem. Aparentemente Kelvin Benjamin ficou paralisado por ter feito uma boa jogada (não mostramos ela de propósito – ele não merece). Ainda bem que o juiz estava lá para ajudá-lo.

Preste atenção no relógio e no momento do jogo.

4 – Jeff Heath, verdadeiro herói americano

Quando Dan Bailey se machucou, o Safety Jeff Heath assumiu os kickoffs Extra Points dos Cowboys, e o resultado vai te surpreender. Infelizmente ele não teve a oportunidade de chutar um Field Goal de 47 jardas para se consagrar ainda mais.

5 – Imagens que trazem PAZ

Até hoje não sabemos pAra quem.

5.1 – Trabalhe pra NFL, eles disseram. Vai ser divertido, eles disseram.

A sensibilidade de Mike Evans é comovente. Ele se preocupa apenas em mostrar que pegou a bola.

Strike

5.2 – Khalil Mack

Especialista em fazer os outros passarem vergonha.

5.3 – Ainda sobre verdadeiros heróis nacionais

Repare como o nosso ídolo sequer derruba o copo.

5.4 – Le’Veon Bell 

Nosso amigo @oQuarterback disse tudo.

6 – Jimmy Graham 

Não gostamos dele e não escondemos de ninguém (ver: http://picksix.com.br/podcast-4-uma-colecao-de-asneiras-iv/). Deixaremos as imagens falarem por si só.

6.1 

6.2 

7 – A saga de um torcedor dos Colts

Estragar um carregador. Atropelar o seu celular. Lançar o seu celular no campo. E essa nem é a pior parte. Acompanhe esse emocionante relato de um sofredor.

8 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O prêmio que premia o jogador de nome que, quando você mais precisa dele, desaparece. Lembre-se disso quando pensar em criticar a escolha da semana.

TY Hilton. Sempre evito colocar WRs aqui sem que eles recebam muitos targets – é o caso de TY. Mas depois de duas semanas com jogos medíocres (menos de 50 jardas no total), ele se tornou um forte candidato. Então ele resolveu botar a culpa de sua ineficiência na linha ofensiva. Assim levou o Troféu Dez Bryant para casa. Parabéns!

Foda certas situs.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Podcast #4 – uma coleção de asneiras IV

Discutimos as principais surpresas da NFL e, depois, com o objetivo de fazer ainda mais inimigos, apresentamos jogadores supervalorizados ao redor da liga.

Também apontamos nosso Super Bowl dos sonhos – sem essa de Patriots x Seahawks, ninguém aguenta mais. Por fim, como já é comum, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar de olho!

Participação especial: Vitor, do @tmwarning.

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Podcast #3 – uma coleção de asneiras III

Trazemos as lesões mais recentes da NFL e discutimos jogadores injury prone. Realidade? Mentira? O que comem? Onde habitam? Em seguida, apresentamos a realidade de alguns times, se são bons ou ruins. Por fim, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar atento nas próxima semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

O caminho até o Hall da Fama: 7 jogadores que não estarão lá

Em meio ao período de inatividade da NFL há muito pouco que se discutir. Vez ou outra surge alguma notícia bombástica, algo como “técnico X diz que jogador Y está tendo uma ótima offseason”. O resto do tempo é preenchido por training camps e gifs inúteis.

Neste cenário de vazio em nossas almas e corações, não espere nenhuma notícia ou análise profunda sobre um tópico qualquer, ainda mais neste site desprezível que você aprendeu a amar. Mas, claro, não é porque estamos lhe dizendo que esse texto não fala sobre algo importante que você precisa parar de lê-lo: por ser uma lista, você pode só passar o olho nos nomes, não ler explicação alguma e ir diretamente as redes sociais do autor ofendê-lo.

(Sério, tá aqui o link).

Não, seu jogador preferido não está no Hall da Fama, trouxa!

Um dos tópicos que pode despertar maior paixão em torcedores é o Hall da Fama. Só de falar isso você já consegue escutar de longe um apaixonado pelo San Diego Chargers (R.I.P) gritando que Phillip Rivers é melhor que Eli Manning. Pode até ser, mas quem vai ter um busto em Canton e a jaqueta dourada daqui a alguns anos será o homem que nos deu a alegria de ver Tom Brady derrotado em um Super Bowl. Duas vezes.

Então, com o intuito de iluminá-lo, após um estudo extenso e com diversas bases científicas, preparamos uma lista com alguns nomes que, além de Rivers, não estarão em Canton. Pode se desesperar.

1. Andrew Luck

O barbudo mais bonito da liga entrou na NFL com toda a carreira já programada: o melhor prospecto da história seria um dos melhores QBs da história, que venceria inúmeros Super Bowls e terminaria com um dos bustos mais belos do Hall da Fama.

Pena que esqueceram de combinar isso com o time que o draftou. O Indianapolis Colts, que outrora já contou com a tríade de pior comando (Irsay-Grigson-Pagano) em qualquer liga esportiva, não tem ajudado Luck em sua jornada. A menos que Chris Ballard consiga dar um golpe em Jim Irsay ou Chuck Pagano nasça novamente, a tendência é que a miséria de Andrew seja mantida.

Chance de estarmos errados: 12%

2. Richard Sherman

Não negamos: é um excelente jogador. Mas talvez não tão bom quanto ele imagine. Porém, fora (e às vezes até mesmo dentro de campo), é chato pra caralho. Toda essa chatice fará com que eventualmente os Seahawks fiquem cansados e o troquem por um pacote de balas com alguma franquia irrelevante, que marcam presença naquela lista intitulada “franquias-com-que-ninguém-se-importa” (oi, Tennessee Titans!), evitando com que Richard se dirija para a eternidade. Quando ele perceber que não será selecionado, certamente brigará com o comitê, que o deixará de fora para sempre.

Chances de estarmos errados: 25%

3. Dez Bryant

Dez muitas vezes figura no topo da lista de algumas pessoas como melhor WR da NFL. Mas a verdade é que ele não tem uma temporada com mais de 1000 jardas desde 2015. Você pode inventar qualquer tipo de desculpa, porém os números mostra que mesmo se jogasse os 16 jogos no último ano, pela sua média, não chegaria a famigerada marca.

TY Hilton, por exemplo, que você provavelmente acha que é um WR mais “do meio do pacote”, tem números mais consistentes. Aceitem: Bryant terminará sua carreira na NFL lembrado por um drop e não tem nada que os torcedores dos Cowboys possam fazer pra mudar isso.

Chance de estarmos errados: nenhuma (0%). Podem cobrar.

4. Le’Veon Bell

Tido por muitos como o melhor RB da liga, algo compreensível, já que ninguém assiste os Cardinals pra ver que David Johnson é melhor, Bell só teve duas temporadas com mais de 1000 jardas terrestres – e só jogou mais do que 13 jogos uma vez em sua carreira, já tendo inclusive cumprido uma suspensão por acender um cigarro diferenciado.

Por não se manter saudável e considerando a pouca vida útil dos running backs na liga, podemos tirar as pretensões do menino Le’Veon de receber uma jaqueta dourada. No entanto, seus companheiros de equipe, Ben e Antonio, terão o acessório para mostra a ele no reencontro do Super Bowl que venceram juntos. Ah, Bell também não tem Super Bowl para alavancar suas credenciais.

Sad, but true.

Chances de estarmos errados: 26%

5. Travis Kelce

Travis Kelce era a principal arma do ataque mais chato da NFL até a chegada do garoto-foguete Tyreek Hill. Não sabemos em que mundo ser a válvula de escape de Alex Smith leva alguém até Canton. Além disso, Kelce só teve uma temporada com mais de 1000 jardas na carreira.

Chance de estarmos errados: 35% (tudo depende de quando Alex Smith for chutado de Kansas City)

6. Gerald McCoy

Gerald McCoy é um excelente jogador e poderia muito bem acabar no Hall da Fama. Mas, pense bem: quando te perguntam sobre um bom jogador, mesmo um defensor, você NUNCA pensa nele. Quando por um acaso do destino, ele habita sua mente, você até poderá vislumbrar sua habilidade, mesmo não tendo visto um jogo dos Bucanneers nos últimos quatro anos.

Chance de estarmos errados: 20%

7. Jimmy Graham

O mundo está dividido entre duas pessoas: as que sabem e as que não sabem que Jimmy Graham é overrated. Além de não ter noção alguma da “arte de bloquear”, o cidadão só teve duas de suas oito temporadas na liga com mais de 1000 jardas. Isso sendo uma TORRE e jogando com dois QBs baixos. Graham é apenas um bom jogador, e qualquer oportunidade que temos de trazer essa realidade deve ser aproveitada.

Chance de estarmos errados: 0,1%

7.1 Mike McCarthy

Ele treinou Brett Favre e Aaron Rodgers. É o famoso “assim até eu”. Mesmo tendo uma jornada longa na liga e vencendo um Super Bowl (acreditamos que o playcalling MEDROSO não permitirá um novo Lombardi), McCarthy ficará de fora do Hall da Fama, onde só os verdadeiros grandes técnicos podem pisar.

Chance de estarmos errados: 5%

Descubra: o editor odeia um desses caras.

Bônus:

8. Jogador que estará no Hall da Fama, quer você queira ou não, quer você goste ou não:

Justin Tucker. Assista ele acertando um FG qualquer de 830 jardas e tente discordar.

Chance de estarmos errados: menor do que no caso do Dez Bryant.

Top Pick Six #3: os 15 melhores TEs da NFL

Quinta-feira, dia mais um ranking no ar! Nos mesmos moldes da lista que fizemos com os WRs e CBs, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores TEs entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times já na próxima temporada – desconsiderando o draft, claro.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Um bom Tight End é especialista em recepções e bloqueios. São geralmente jogadores fortes fisicamente, mas com habilidade atlética e velocidade. Exige bom uso das mãos, até por isso temos vários ex-jogadores de basquete que atuam ou atuaram como TEs, como Tony Gonzalez, Jimmy Graham e Antonio Gates. Tony Gonzalez, inclusive, é o segundo atleta com o maior número de recepções na história da NFL, com 1.325, atrás apenas de Jerry Rice (1.549).

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, colocamos a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Ana Clara. Vamos ao que interessa! 

15° Jared Cook

– | – | 13 | 8 | 15 | – | – | 11

Time: Oakland Raiders

Idade: 29 anos

Draft: 2009 / Round: 3 / Pick: 89

College: South Carolina

Career Stats: 303 recepções, 3.880 jardas recebidas, 17 TDs

Em 15° temos um jogador que tinha tudo pra fazer uma temporada espetacular ao lado de Aaron Rodgers, mas infelizmente, devido a lesões, não conseguiu aproveitar totalmente a chance. Seu lance de destaque aconteceu no round divisional dos playoffs, contra os Cowboys, quando fez uma recepção milagrosa na lateral do campo e armou o FG da vitória de seu time. Com a contratação de Bennett pelos Packers, Cook procura um novo lar.

14° Hunter Henry

11 | 11 | 14 | 9 | 13 | 14 | – | 15

Time: Los Angeles Chargers

Idade: 22 anos

Draft: 2016 / Round: 2 / Pick: 35

College: Arkansas

Career Stats: 36 recepções, 478 jardas recebidas, 8 TDs

Garoto que já mostrou muito potencial em 2016, mas que sofreu com fumbles. Talvez por esse motivo não tenha assumido a titularidade. Com certeza será um dos grandes jogadores da liga daqui pra frente, especialmente quando assumir a posição de titular, com a eminência da aposentadoria de Antonio Gates.

Talvez a artrose não permita mais cenas como essa.

13° Antonio Gates

– | 9 | 10 | – | – | – | 11 | 7

Time: Los Angeles Chargers

Idade: 36 anos

Draft: 2003, Undrafted

College: Kent State

Career Stats: 897 recepções, 11.192 jardas recebidas, 111 TDs

Se fizéssemos esse ranking há 4-5 anos, Gates figuraria no top 3. Acontece que, para 2018, a idade já pesou. Com 36 anos e uma vasta experiência, Gates vem sofrendo há tempos com lesões e logo logo deve encerrar sua carreira. Talvez ele esteja no ranking mais pelo seu nome do que pela perspectiva pra próxima temporada.

TOP PICK SIX 1: Os 15 melhores WRs da NFL

12° Cameron Brate

5 | – | – | 14 | 11 | 8 | 14 | 14

Time: Tampa Bay Buccaneers

Idade: 25 anos

Draft: 2014, Undrafted

Career Stats: 81 recepções, 965 jardas recebidas, 11 TDs

Sim, coloquei Brate em quinto lugar do meu ranking. Talvez tenha sido um pouco alto demais, se comparado aos meus colegas, mas o que vi dele ano passado foi uma consistência incrível. Atuando em um ataque potente, com Jameis Winston, Mike Evans e DeSean Jackson, Brate deve ter ainda mais sucesso em 2017, com chances inclusive de brigar no top 5 da posição, em número de jardas recebidas e, principalmente, de TDs.

11° Zach Ertz

13 | 8 | 9 | 12 | 9 | – | 10 | 13

Time: Philadelphia Eagles

Idade: 26 anos

Draft: 2013 / Round: 2 / Pick: 35

College: Stanford

Career Stats: 247 recepções, 2.840 jardas recebidas, 13 TDs

Zach Ertz divide opiniões. Está na liga desde 2013, mas não tem feito as temporadas excepcionais e explosivas que esperávamos dele. Poderia ser porque os QBs não ajudasvam, mas agora ele tem Carson Wentz, que teve flashes de brilhantismo ano passado. Se o time do Eagles realmente engrenar o ataque – o que pode acontecer com a contratação de Alshon Jeffery e Torrey Smith – provavelmente Ertz terá melhores números.

10° Jason Witten

9 | 10 | 15 | 11 | – | 11 | 7 | 10

Time: Dallas Cowboys

Idade: 34 anos

Draft: 2003 / Round: 3 / Pick: 69

College: Tennessee

Career Stats: 1.089 recepções, 11.388 jardas recebidas, 63 TDs

Outra lenda da posição, Jason Witten, acumula sucessos e insucessos jogando pelos Cowboys. Sucessos porque ele se tornou um dos melhores em sua posição. Insucessos porque, mesmo atuando com bons times em Dallas, não conseguiu o tão sonhado título. A chegada de Dak Prescott e Ezekiel Elliott deram um novo ânimo ao Cowboys, e isso pode ajudar Witten a conseguir o anel que lhe falta.

09° Kyle Rudolph

14 | 7 | 11 | 13 | 10 | 6 | 12 | 12

Time: Minnesota Vikings

Idade: 27 anos

Draft: 2011 / Round: 2 / Pick: 43

College: Notre Dame

Career Stats: 265 recepções, 2.621 jardas recebidas, 29 TDs

Achei a posição 9 um pouco demais pra Rudolph, visto que ele não conseguiu se firmar como um dos grandes TEs, desde que entrou na liga, em 2011. Isso posto, vale frisar que ano passado ele foi uma das principais peças do ataque dos Vikings. Se Sam Bradford continuar saudável (duvidamos), Rudolph pode ter em 2017 a melhor temporada de sua carreira.

Vem ser feliz em Green Bay, amigo!

08° Martellus Bennett

10 | – | 8 | 7 | 7 | 10 | 8 | 9

Time: Green Bay Packers

Idade: 30 anos

Draft: 2008 / Round: 2 / Pick: 61

College: Texas A&M

Career Stats: 403 recepções, 4.287 jardas recebidas, 30 TDs

Em oitavo lugar, Martellus Bennett, jogador que ainda não conseguiu se firmar efetivamente em uma equipe, mas que já mostrou todo seu talento. Após uma boa temporada o com os Patriots (e Tom Brady), este será um ano ainda melhor pra ele, pois jogará ao lado de Aaron Rodgers, sendo o principal TE de Green Bay.

07° Delanie Walker

7 | 13 | 7 | 6 | 5 | 7 | 5 | 8

Time: Tennessee Titans

Idade: 32 anos

Draft: 2006 / Round: 6 / Pick: 175

College: Central Missouri

Career Stats: 405 recepções, 4.814 jardas recebidas, 31 TDs

Um dos principais TEs da atualidade, Walker teve excelentes anos nos Titans. Sua boa sequência deve continuar, especialmente com a evolução de seu QB, Marcus Mariota. Acredito que pode finalizar o ano no top 5 em TDs recebidos de toda a liga e, claro, conseguir uma vaga nos playoffs jogando na AFC South.

06° Jimmy Graham

8 | 6 | 3 | 10 | 4 | 5 | 9 | 6

Time: Seattle Seahawks

Idade: 30 anos

Draft: 2010 / Round: 3 / Pick: 95

College: Miami (FL)

Career Stats: 499 recepções, 6.280 jardas recebidas, 59 TDs

Se tivesse continuado no Saints, Graham poderia ser hoje o melhor TE da liga. Se não tivesse sofrido uma séria lesão no tendão patelar, Graham poderia ser hoje o melhor TE da liga. Como o mundo não é feito de “se”, Graham está em sexto lugar. Todos sabem de seu potencial, mas jogando em um time cujo foco é o jogo corrido, e tendo sofrido uma lesão tão séria, fica justo ele estar fora do top 5. Talvez com um ano iluminado dos Seahawks, ele volte a figurar entre os principais TEs da NFL.

TOP PICK SIX #2: Os 15 melhores CBs da NFL

05° Tyler Eifert

6 | 4 | 6 | 5 | 8 | 9 | 6 | 5

Time: Cincinnati Bengals

Idade: 26 anos

Draft: 2013 / Round: 1 / Pick: 21

College: Notre Dame

Career Stats: 123 recepções, 1.491 jardas recebidas, 20 TDs

Assolado por seguidas lesões, Eifert perdeu muitos jogos durante sua carreira. De qualquer forma, é um dos principais alvos de Andy Dalton quando saudável e, entrando em 2017 com novo gás, Eifert pode entregar não somente os TDs de redzone que já está acostumado, como aumentar seu número de jardas recebidas por jogo.

04° Jordan Reed

4 | 5 | 5 | 2 | 6 | 3 | 4 | 3

Time: Washington Redskins

Idade: 26 anos

Draft: 2013 / Round: 3 / Pick: 85

College: Florida

Career Stats: 248 recepções, 2.602 jardas recebidas, 20 TDs

Outro atleta que vem sofrendo com lesões. Mesmo assim, Reed se destaca como o principal atleta do ataque dos Redskins, anotando TDs importantes e fazendo jogadas de efeito. Com Kirk Cousins ainda no comando, ele deve ser beneficiado e, além disso, a equipe ganhou um reforço na posição de WR, com a chegada de Terrelle Pryor.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

03° Greg Olsen

2 | 3 | 2 | 4 | 3 | 4 | 3 | 4

Time: Carolina Panthers

Idade: 32 anos

Draft: 2007 / Round: 1 / Pick: 31

College: Miami (FL)

Career Stats: 622 recepções, 7.365 jardas recebidas, 52 TDs

Um dos melhores jogadores de sua posição em atividade, Olsen abre o top 3. É, sem dúvidas, o alvo de segurança de Cam Newton. Falta-lhe o título de Super Bowl, e se Cam Newton jogar em 2017 o que jogou em 2015, isso é totalmente possível.

Além de tudo, é lindo.

02° Travis Kelce

3 | 2 | 4 | 3 | 2 | 1 | 2 | 2

Time: Kansas City Chiefs

Idade: 27 anos

Draft: 2013 / Round: 3 / Pick: 63

College: Cincinnati

Career Stats: 224 recepções, 2.862 jardas recebidas, 14 TDs

Com certeza Kelce merece o segundo lugar. É um atleta completo, com combinação de atleticismo, físico, rotas precisas e boas mãos. Pode ser, no futuro, o melhor da posição – Felipe, aliás, já o considera: “não há dúvida nenhuma que, em termos de talento puro, Rob Gronkowski é o melhor TE da NFL: ele combina tamanho, velocidade, bloqueios e força de uma forma que poucos da posição conseguiram. No entanto, a grande questão que dá vantagem pro Kelce (principalmente nessa última temporada) é a durabilidade. Enquanto o TE do Chiefs participou de todos os 48 jogos desde 2014, Gronk participou de 38 no mesmo período (e só oito em 2016). Nas estatísticas de jogo, os números dos dois são bem parecidos porque Gronk conta com a vantagem de ter um dos melhores QBs na história da NFL lançando passes. Mas nas estatísticas mais avançadas, a vantagem é de Kelce, que ficou pelo menos no Top 10 em DYAR/DVOA nessas últimas três temporadas enquanto Gronkowski teve desempenho um pouco pior em decorrência de contusões. E tudo isso recebendo passes de Alex Smith“, justifica.

De qualquer forma, sua temporada de 2016 foi muito boa e pode ficar ainda melhor em 2017, caso o ataque dos Chiefs melhore (o que é um pouco complicado por motivos já citados como… Alex Smith).

01° Rob Gronkowski

1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | 1 | 1

Time: New England Patriots

Idade: 27 anos

Draft: 2010 / Round: 2 / Pick: 42

College: Arizona

Career Stats: 405 recepções, 6.095 jardas recebidas, 69 TDs

Gronk era a única chance de termos uma unanimidade entre jogadores de ataque, como o primeiro da posição: não conseguimos. Gronk é um monstro em campo, ainda mais jogando com Brady. Ninguém supera. Porém, desde que iniciou sua carreira, vem sofrendo com lesões sérias e que o afastam por muito tempo dos gramados. Ano passado mesmo, ele não jogou o Super Bowl. Para a próxima temporada, o Patriots está montando um ataque versátil, que conta com Brady, Edelman, Gronk, Cooks, etc. Rob tem tudo para se tornar ainda mais letal neste sistema.

Algumas curiosidades do ranking:

– Apenas Rob Gronkowski foi unanimidade no top 3. Inclusive, ele levou 7 votos para número 1. Apenas o Felipe, do @OQuarterback, o colocou em segundo.

– No top 5, tivemos 3 unanimidades: Gronk, Kelce e Olsen.

– 8 jogadores são comuns aos 8 rankings: Gronk, Kelce, Olsen, Reed, Eifert, Graham, Walker e Rudolph.

– Um total de 23 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.

– O top 15 contempla 9 jogadores da NFC e 6 da AFC, porém no top 5 temos 3 da AFC e 2 da NFC.

– Somente 2 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Olsen e Eifert.

– 2 jogadores não foram draftados: Gates e Brate.

– Somente 2 são campões do Super Bowl: Gronk e Bennett;

– Bennett, Witten e Gates são os jogadores que aparecem com maior diferença de posição entre dois rankings: 9 posições.

– Apenas um time teve dois jogadores entre o top 15: Henry/Gates (LAC).

– Ficaram fora do top 15, em ordem: Eric Ebron (DET), Ladarius Green (PIT), Coby Fleener (NO), Jack Doyle (IND), Dennis Pitta (BAL), Gary Barnidge (CLE), Austin Hooper (ATL), Zach Miller (CHI).

– 22 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: BUF, MIA, NYJ, HOU, JAX, DEN, OAK, NYG, LAR, SF.

– Dois jogadores que tiveram muito destaque nos últimos anos não foram sequer citados: Vernon Davis, que foi importantíssimo enquanto jogou nos 49ers e teve lampejos nos Redskins, e Julius Thomas, que fez campanhas boas com o Broncos na época que Peyton Manning era o QB – mas no Jaguars, não jogou nada.

– Todos os atletas citados são milionários!