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Top Pick Six #4: os 15 melhores LBs da NFL

Quinta-feira, dia de rankings! Após uma semana com uma breve pausa, voltamos com tudo classificando os melhores LBs da NFL! Nos mesmos moldes da lista que fizemos com os WRs, TEs e CBs, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores LBs (incluindo suas ramificações: OLB, MLB e ILB) entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times já na próxima temporada – desconsiderando o draft, claro.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. O jogador com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Os LBs são jogadores fundamentais, atuando no meio da defesa, entra a linha e os defensive backs. Muitos deles são jogadores monstruosos, de extrema força física e alguns até com boa velocidade. Alguns dos melhores nomes da historia do esporte são Lawrence Taylor, Ray Lewis, Dick Butkus, Derrick Thomas e Junior Seau.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, colocamos a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Ruan. Vamos ao que interessa! 

15° Bruce Irvin
15 | – | – | – | – | 6 | – | 14
Time: Oakland Raiders
Idade: 29 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 15
College: West Virginia
Career Stats
Total tackles: 188
Sacks: 29.0
Forced Fumbles: 10
Interceptions: 3
Touchdowns: 2

Maloqueiro, abandonou a escola durante o ensino médio (ou tentou, porque afinal de contas ainda acabou na faculdade), mas craque é craque. Surpreendeu muita gente ao ter sido escolhido no primeiro round de 2012, mas correspondeu às expectativas graças principalmente ao seu talento físico. Foi contratado pelos Raiders para complementar a dupla Aldon Smith e Mack, mas com os problemas do primeiro, acabou tendo que assumir a responsabilidade. Os stats não são os mais impressionantes, mas sua presença em campo sim. Também é o único jogador a ser expulso em um Super Bowl, por dar um soco em Rob Gronkowski, o que por si só deveria garantir um lugarzinho na lista.

TOP PICK SIX 1: OS 15 MELHORES WRS DA NFL

14° Lavonte David
– | 9 | 10 | – | – | 14 | 10 | –
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 2 / Pick: 58
College: Nebraska
Career Stats
Tackles: 664
Sacks: 18.0
Forced fumbles: 12
Interceptions: 10

Ao contrário de Irvin, David foi selecionado muito mais tarde do que deveria. Uma máquina de tackles e um dos líderes da defesa dos Bucs, além de ser queridinho dos técnicos que passaram por Tampa, ele também é uma dessas raças raras de linebacker que tem capacidade de defender o passe, essencial na NFL atual.

13° Thomas Davis
– | – | – | 15 | 7 | 8 | 12 | –
Time: Carolina Panthers
Idade: 34 anos
Draft: 2005 / Round: 1 / Pick: 14
College: Georgia
Career Stats
Total tackles: 939
Sacks: 25.5
Interceptions: 13
Forced fumbles: 18

Thomas Davis é um mito simplesmente por conseguir correr: entre 2009 e 2011, ele conseguiu o feito de acabar as 3 temporadas na injury reserve por ter rompido os ligamentos do joelho. Ainda assim, como (insira aqui algo que depois de quebrado, melhora), Davis voltou melhor do que era anteriormente, realizando mais de 100 tackles em todas as temporadas desde seu retorno em 2012. Assim como Lavonte David, é outro que domina a arte de brincar de cornerback e é o complemento ideal do outro monstro (mais a frente) Luke Kuechly.

12° Jamie Collins
11 | 12 | – | 10 | 15 | 10 | 15 | –
Time: Cleveland Browns
Idade: 27 anos
Draft: 2013 / Round: 2 / Pick: 52
Career Stats
Total tackles: 360
Sacks: 12.5
Forced fumbles: 11
Pass deflections: 16
Interceptions: 5

É bom pra caralho, mas joga nos Browns.

“Oh meu deus, Bill Belichik trocou um de seus melhores defensores, qual o problema dele? ” – e pior ainda, Collins foi mandado para Cleveland. Apesar da sacanagem, até o momento não percebemos qual o seu problema, afinal, ele continua sendo o mesmo belo LB de sempre e se espera que ele seja um dos principais pilares da reconstrução dos Browns. Talvez, o problema seja que ele simplesmente é pior que o seu antigo companheiro de defesa (spoiler: sétimo colocado do ranking, mas 6.5 milhões mais pobre).

11° Jerrell Freeman
12 | – | – | 8 | 11 | – | 8 | –
Time: Chicago Bears
Idade: 30 anos
Draft: 2008, Undrafted
College: Mary Hardin-Baylor
Career Stats
Total tackles: 587
Sacks: 12.0
Interceptions: 4
Forced fumbles: 8
Fumble recoveries: 3
Touchdowns: 2

“Ninguém se importa com esse cara, quem votou nele? Não vamos escrever nada sobre ele!”, MORAES, Rodrigo, 2017.

10° Melvin Ingram
13 | – | – | – | 10 | 5 | 7 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 18
College: South Carolina
Career Stats
Total tackles: 203
Sacks: 24.5
Forced fumbles: 11
Pass deflections: 18

Melvin Ingram demorou para engrenar, mas desde que começou a jogar temporadas completas, é o terror dos quarterbacks, prova disso é que Los Angeles usou a franchise tag nele. Além disso, ele foi por muitos anos o lobo solitário da defesa de San Diego, mas com a chegada de Joey Bosa as oportunidades devem aumentar, junto com o seu valor, o número de sacks e o contratinho que deve aparecer em algum momento de 2017.

TOP PICK SIX #2: OS 15 MELHORES CBS DA NFL

09° Sean Lee
9 | 13 | 11 | 4 | 12 | 7 | 6 | 15
Time: Dallas Cowboys
Idade: 30 anos
Draft: 2010 / Round: 2 / Pick: 55
College: Penn State
Career Stats
Tackles: 567
Sacks: 2.5
Interceptions: 12
Forced fumbles: 2
Touchdowns: 2

O representante da “linebacker university” nesse ranking, Sean Lee é um dos grandes azarados da liga: o seu potencial sempre foi muito claro (11 INTs nos seus primeiros 4 anos, por exemplo), mas lesões variadas atrasaram o seu desenvolvimento. Finalmente, nos dois últimos anos, ele tem se mantido razoavelmente saudável e os resultados são os esperados: quase 300 tackles acumulados ente as duas temporadas e sendo um dos principais jogadores de uma defesa que todos esperavam ser medíocre ou menos. Enquanto seu corpo aguentar, ele é um dos principais na posição da NFL.

“Amo Sean Lee e vou protegê-lo”, BASSO, Murilo, 2017.

08° Chandler Jones
6 | 8 | 7 | – | 9 | 4 | – | 3
Time: Arizona Cardinals
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 21
College: Syracuse
Career Stats
Total tackles: 260
Sacks: 47.0
Interceptions: 1
Forced fumbles: 14
Fumble recoveries: 3
Touchdowns: 2

Chega a ser absurdo pensar que o 7º, 8º e 12º dessa lista jogaram juntos para Bill Belichik; para a sorte dos adversários, ele mesmo achou melhor trocá-los por escolhas do draft para que eles fossem ser ricos em algum outro canto. Ao contrário de seus dois ex-companheiros, Chandler Jones (irmão DAQUELE Jon Jones, sempre legal lembrar) é um especialista em perseguir quarterbacks: e demonstrou tranquilamente seu valor para Arizona, conquistando 11 sacks, além de toda a pressão que botava neles.

07° Dont’a Hightower
7 | 10 | 6 | 13 | 8 | 9 | 9 | 4
Time: New England Patriots
Idade: 27 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 25
College: Alabama
Career Stats
Tackles: 372
Sacks: 17.0
Interceptions: 0
Forced fumbles: 2

Hightower foi um dos heróis improváveis do último Super Bowl, ao forçar um fumble de Matt Ryan em um dos momentos cruciais para a virada do Patriots, afinal, nem só de estrelas ofensivas vive a NFL: é preciso ter jogadores capazes de decidir partidas dos dois lados do campo. Nesta offseason, o LB chegou flertar com os Steelers, mas acabou retornando para Boston (4 anos, US$43,5 milhões) e tem tudo para ser um dos pilares da defesa de New England na próxima temporada.

06° Bobby Wagner
8 | 6 | 4 | 11 | 4 | 11 | 5 | 11
Time: Seattle Seahawks
Idade: 26 anos
Draft: 2012 / Round: 2 / Pick: 47
College: Utah State
Career Stats
Total tackles: 645
Sacks: 12.0
Pass deflections: 24
Interceptions: 6
Forced fumbles: 2
Touchdowns: 2

Em 2015, Bobby Wagner recebeu um voto para MVP –  e isso por si só já é muito insano. 2016, sem nenhuma surpresa, também apenas evidenciou seu talento: foram 165 tackles (liderando a NFL e atingindo o recorde de sua franquia), 4.5 sacks e outra meia dúzia de estatísticas surpreendentes. E nada indica que ele não manterá o nível na próxima temporada.

O sorriso de quem acaba de ficar milionário.

05° Vic Beasley
5 | 4 | 5 | 7 | 6 | – | 11 | 5
Time: Atlanta Falcons
Idade: 24 anos
Draft: 2015 / Round: 1 / Pick: 8
College: Clemson
Career Stats
Total tackles: 65
Sacks: 19.5
Forced fumbles: 8
Pass deflections: 5
Interceptions: 1

Beasley é a diferença em um sistema defensivo mediano – e ele só tem 24 anos! E embora poucos realmente prestassem atenção no que ele estava fazendo enquanto liderava a NFL em sacks na última temporada e forçava meia dúzia de fumbles, as características intangíveis (como sua capacidade de exercer pressão no QB ou seu poder de adaptação após o snap) conferem ainda mais qualidade ao OLB do Falcons, que só tende a evoluir em 2017.

TOP PICK SIX #3: OS 15 MELHORES TES DA NFL

04° Justin Houston
4 | 7 | 8 | 3 | 5 | 12 | 4 | 7
Time: Kansas City Chiefs
Idade: 28 anos
Draft: 2011 / Round: 3 / Pick: 70
College: Georgia
Career Stats
Total tackles: 286
Sacks: 60
Interceptions: 3
Forced fumbles: 9
Fumble recoveries: 4
Touchdowns: 1

Quarterbacks são indiscutivelmente as grandes estrelas da NFL e, no atual momento do esporte, um bom pass rusher talvez seja tão fundamental quanto as grandes estrelas que distribuem passes para a construção de grandes equipes. E, saudável, Justin Houston é um desses caras. Se em 2016 lesões atrapalharam seu desempenho, em 2017, sem contratempos, Houston tem tudo para ser um dos pilares do Kansas City Chiefs.

03° Luke Kuechly
3 | 2 | 2 | 6 | 3 | 3 | 3 | 9
Time: Carolina Panthers
Idade: 25 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 9
College: Boston College
Career Stats
Tackles: 693
Sacks: 9.0
Interceptions: 12
Passes defended: 43
Forced fumbles: 4
Touchdowns: 1

Luke é um dos melhores LBs na cobertura de passe e, incrivelmente, ele melhora ano após ano! Outro ponto a seu favor é sua capacidade de mesclar instintos com senso de posicionamento de forma quase única – o que ele já explicou ser fruto de sua dedicação em estudar adversários aliado a, claro, uma confiança extrema em suas habilidades. Lesões também o prejudicaram em 2016, mas saudável, nada indica que ele não continuará evoluindo na próxima temporada.

02° Khalil Mack

2 | 3 | 3 | 1 | 1 | 2 | 1 | 2
Time: Oakland Raiders
Idade: 26 anos
Draft: 2014 / Round: 1 / Pick: 5
College: Buffalo
Career Stats
Tackles: 226
Sacks: 30.0
Forced fumbles: 8
Interceptions: 1
Touchdowns: 1

Khalil vai para seu quarto ano na NFL. Em dois anos, ele foi escolhido para o Pro Bowl como LB e como DE. Acho que não precisamos falar mais nada além disso!

01° Von Miller
1 | 1 | 1 | 2 | 2 | 1 | 2 | 1
Time: Denver Broncos
Idade: 28 anos
Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 2
College: Texas A&M
Career Stats 
Tackles: 338
Sacks: 73.5
Forced fumbles: 19
Fumble recoveries: 5
Interceptions: 1
Touchdowns: 2

Aqui deixaremos as imagens falarem por nós!

Algumas curiosidades do ranking:

– Apenas Von Miller e Khalil Mack foram unanimidades no top 3 e top 5.
– 7 jogadores são comuns aos 8 rankings: Miller, Mack, Kuechly, Houston, Wagner, Hightower e Lee.
– Um total de 33 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.
– O top 15 contempla 8 jogadores da NFC e 7 da AFC.
– 9 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Miller, Mack, Kuechly, Beasley, Hightower, Jones, Ingram, Davis e Irvin.
– Somente um jogador não foi draftado: Jerrell Freeman.
– 6 são campeões do Super Bowl: Miller, Wagner, Hightower, Jones, Collins e Irvin.
– Vic Beasley é o jogador que aparece com maior diferença de posição entre dois rankings: é o 4° no ranking do Digo e não está no ranking do Felipe.
– Apenas dois times, Raiders e Panthers, tiveram 2 jogadores entre o top 15: Mack/Irvin (OAK) e Kuechly/Davis (CAR).
– Ficaram fora do top 15, em ordem: Lorenzo Alexander (BUF), Clay Matthews (GB), Anthony Barr (MIN), Tamba Hali (KC), C.J. Mosley (BAL), Ryan Shazier (PIT), Kiko Alonso (MIA), Brandon Marshall (DEN), Terrell Suggs (BAL), Malcolm Smith (SF), Vontaze Burfict (CIN), Julius Peppers (CAR), Nick Perry (GB), Whitney Mercilus (HOU), Kwon Alexander (TB), Telvin Smith (JAX), Zach Brown (BUF), Eric Kendricks (MIN).
– Este é o ranking que fizemos até o momento com o maior número diferente de atletas citados: 33.
– Todos os atletas citados são milionários!

Ryan Grigson estrelando “Como vencer na vida mesmo sendo um imbecil”

Que Ryan Grigson é um imbecil não é novidade alguma. A única forma de não saber que ele é um completo imbecil, é se você não o conhece – mas como estamos em um site sobre NFL, provavelmente você sabe que nos referimos ao homem responsável por comandar as operações do Indianapolis Colts entre 2012 e o início de 2017.

De qualquer forma, por algum motivo obscuro que vai além da compreensão humana, seu contrato foi renovado. Mas como já dizia o famoso ditado, “Deus marca touchdowns com passes de merda”, Ryan recentemente foi demitido, naquele que também ficou conhecido como “o primeiro dia do resto de nossas vidas”.

Você pode pensar que estamos exagerando, mas antes de afirmar que fomos tomados pelo clubismo doentio, procure a reação de atletas que trabalharam com Grigson ao logo da carreira. O punter Pat McAfee, aliás, foi um show à parte nas redes sociais.

É difícil encontrar casos tão explícitos de difamação pública de um ex-colega de equipe como os que ocorreram envolvendo Ryan. Além disso, antes mesmo de ser chutado de Indianapolis, já se questionava como diabos Grigson era um General Manager na NFL.

Então para lhe convencer que Ryan Grigson é o que é afirmamos (um completo idiota), elaboramos uma lista com seus “feitos” em Indianapolis. Cuide para não vomitar:

O Draft de 2013

Naquele já distante ano, Grigson escolheu: Bjorn Werner no primeiro round (24ª escolha); Hugh Thornton no terceiro round (86ª escolha); Khaled Holmes no quarto round (121ª escolha); Montori Hughes no quinto round (139ª escolha); John Boyett no sexto round (192ª escolha) e Kerwynn Williams (230ª escolha) e Justice Cunningham no sétimo round (254ª escolha). A escolha de segunda rodada, ele havia trocado por Vontae Davis. O engraçado, porém, é que dois anos após a absurda seleção de Khaled, Grigson deu uma explicação complexa sobre os motivos da escolha, que poderia ser resumida em “fizemos nosso dever de casa”.

Em um pequeno exercício mental, lembraremos que pouco após a seleção de Werner, o Vikings selecionou Xavier Rhodes, CB que já frequentou o Pro Bowl. E Bjorn? Não fazemos ideia de onde está, só sabemos que não é na NFL.

O mais triste é que três anos se passaram desde daquela “aula” sobre construção de elenco ministrada por Grigson e das oito escolhas daquele mesmo draft, nenhum jogador, exceto Thornton que frequentou mais o IR do que um campo de football e não deve voltar para o time em 2017, está hoje no elenco do Colts.

Construindo uma peneira defensiva

Entre 2012 e 2015, Ryan Grigson, o mago do gerenciamento, escolheu um total de 12 jogadores de defesa. Vamos listá-los:

– Josh Chapman no quinto round de 2012 (136ª escolha);

– Tim Fugger no sétimo round de 2012 (214ª escolha;

– Bjorn Werner no primeiro round de 2013 (24ª escolha);

– Montori Hughes no quinto round de 2013 (139ª escolha);

– John Boyett no sexto round de 2013 (192ª escolha);

– Jonathan Newsome no quinto round de 2014 (155ª escolha);

– Andrew Jackson no sexto round de 2014 (203ª escolha);

– D’Joun Smith no terceiro round de 2015 (65ª escolha);

– Henry Anderson no terceiro round de 2015 (93ª escolha);

– Clayton Geathers no quarto round de 2015 (109ª escolha);

– David Parry no quinto round de 2015 (151ª escolha);

– Amarlo Herrera no sexto round de 2015 (207ª escolha);

Para facilitar a visualização destacamos os jogadores que ainda continuam no roster em vermelho sangue – uma clara alusão ao nosso sofrimento diário. Enfim, Grigson conseguiu jogar no lixo todas as escolhas de draft defensivas entre 2012 e 2014 e ainda teve a pachorra de colocar a culpa do fraco desempenho do setor no contrato de Andrew Luck. “Quando você paga a Andrew Luck o que pagamos, vai levar tempo para construir algo no outro lado da bola (defesa)”, disse este jumento ao Indianapolis Star.

Se um torcedor começa a espumar de raiva quando ouve falar em Ryan Grigson, tenha certeza: ele está certo.

Ryan Grigson negociando em busca de mais um WR.

Contratando os caras “certos”

A temporada de 2014 foi um bom ano para os torcedores do Colts. Foi tão boa que provavelmente a alegria invadiu o cérebro de Grigson, afetando ainda mais sua (falta de) inteligência. Então em 2015 ele decidiu utilizar o bom espaço disponível no Salary Cap para investir em veteranos, trazendo nomes como o WR Andre Johnson (três anos / US$ 21 milhões), que passou apenas uma temporada em Indianapolis e hoje curte sua aposentadoria; o OLB Trent Cole (dois anos / US$ 14 milhões), que jogou tão mal em sua primeira temporada que logo em seguida precisou aceitar reduzir seu salário para não estar hoje na fila do INSS; além dos restos mortais do RB Frank Gore e do DE Kendall Langford que, bem, ao menos não têm nos envergonhado.

Após todos estes investimentos certeiros, o Colts terminou 8-8 e não foi aos playoffs. No mesmo ano, Andrew Luck conseguiu machucar o ombro, as costelas e dilacerar um rim. Como prêmio, Ryan Grigson teve seu contrato renovado.

Uma dupla da pesada: LaRon Landry & Greg Toler (ou Greg Toler & LaRon Landry)

Três anos de contrato e 15 milhões de dólares para Greg Toler; quatro anos de contrato e 24 milhões de dólares para LaRon Landry. Se você não sabe quem são esses caras, saiba que os Colts deram 39 milhões de dólares para eles. Se você sabe quem são esses caras, saiba que os Colts deram 39 milhões de dólares para eles.

Hoje Greg Toler é reserva nos Redskins, enquanto LaRon Landry não fazemos questão nenhuma de saber onde diabos está.

Este idiota está milionário enquanto reclamamos dele estar milionário.

Saudades, Jerrel Freeman!

O contrato do LB Jerrell Freeman terminou em 2015. A ideia do jogador era continuar em Indianapolis e, quando ele disse para a diretoria que tinha uma proposta de três anos e 12 milhões de dólares dos Bears, disseram pra ele aceitá-la. Freeman teve a melhor nota de LBs de acordo com o Pro Football Focus, enquanto os Colts tiveram cinco LBs titulares diferentes durante a última temporada.

A inexplicável escolha de Philip Dorsett

Esta talvez nem o próprio Grigson consiga explicar. No mesmo ano em que contratou o já citado ex-WR em atividade Andre Johnson por US$21 milhões, Ryan gastou sua escolha de primeira rodada com sim, isso mesmo, outro WR. Naqueles dias, Indianapolis estava desesperado por um Safety, mas por algum motivo desconhecido para qualquer pessoa que tenha no mínimo três neurônios, o Colts deixou Landon Collins para trás e selecionou Phillip Dorsett.

O fim desta história só seria possível em Indianapolis: Dorsset, uma máquina de drops, têm 51 recepções para 753 jardas e incríveis dois TDs desde aquele dia. Já Landon Collins flerta com o Defensive Player of the Year, foi para o Pro Bowl e também selecionado como 1st Team All Pro.

O curioso caso de Trent Richardson

Richardson tem uma média de 3,3 jardas por carregada. Mas isso até seria razoável, não é mesmo? Seria, se você desconsiderar o fato de que Trent não é um jogador de football, então vamos deixar as imagens falarem por si: digite “Trent Richardson Holes” no Google e se divirta com a desgraça alheia.

Sendo gentil, podemos dizer que a carreira de Trent na NFL se resume em corridas de três jardas seguidas por um tombo com a cara no chão. Além de um especialista na arte dos bloqueios, já que sendo o próprio bloqueio, ele é poupado do trabalho de bloquear.

Não bastasse tudo isso, sua primeira corrida nos playoffs foi um fumble! E pouco mais de um ano após ser contratado, Richardson nem viajou com o time para a final da AFC em 2014. Sim, Ryan Grigson deu uma escolha de primeira rodada por esta desgraça.

O futuro é logo ali

Considerando aqueles jogos sem graça, a demissão de Ryan Grigson foi o que de melhor aconteceu no fim de semana das finais de conferência. Apesar de Chuck Pagano ainda estar entre nós, o futuro para os torcedores de Indianapolis já não é tão nebuloso. Já é hora de seguirmos em frente, mas sem nunca esquecer o glorioso legado do maior imbecil que já pisou na face da terra: Ryan Grigson.

*Rafael é administrador do @ColtsNationBr e acredita que Ryan Grigson é o culpado de todos os seus problemas.

E se não déssemos tanto valor ao QB? (É o que querem que você pense)

Comecemos com as boas notícias, torcedores do Bears. Parece que finalmente a difícil mudança iniciada pelo coordenador defensivo Vic Fangio, de um 4-3 que já foi dominante na liga para um 3-4, para o qual o time não tinha o elenco adequado, será completada. Perceba, a seguir, que mais da metade dos jogadores do front seven chegaram no ano passado ou mudaram de posição, ou ainda como os inside linebackers Jerrell Freeman e Danny Trevathan, peças importantes no ano passado para as defesas de Colts e Denver (primeira em jardas totais), respectivamente.

A pior notícia da offseason também envolve um coordenador. A saída de Adam Gase, o coordenador ofensivo, um dos grandes quarterbacks gurus da liga (era o treinador de QBs em Denver de Tim Tebow) para ser treinador em Miami é má notícia para os que ainda acreditam que Jay Cutler pode ser um jogador de elite. Ele era considerado o principal responsável pela grande temporada de 2015, em que o eternamente desanimado conseguiu o melhor rating e o menor número de interceptações de sua carreira.

Além disso, à primeira vista, o time hoje pareceria bem adequado para pelo menos lutar para chegar aos playoffs – desde que não estivesse em uma das divisões mais complicadas da NFL. A NFC North é uma das poucas em que não há apontado um claro saco de pancadas (Bears e Lions seriam os candidatos, mas não estão ao nível de Titans ou 49ers por exemplo) e a briga pelo wildcard parece ficar cada ano mais complicada. Se estivessem na NFC East ou na AFC North, por exemplo, os Bears seriam sérios candidatos. Na atual, as esperanças são bem menores.

Freeman e Trevathan, prontos para resolverem seus problemas.

A necessidade de uma defesa dominante

Falando em divisão, considerando os potentes ataques nela, especialmente quando se tem o propenso a interceptações Jay Cutler no comando do ataque, uma boa defesa é essencial para mantê-lo em uma situação confortável em que possa desenvolver seu jogo. Os Bears têm como tradição uma defesa forte (a melhor da história é dos Bears campeões do Super Bowl em 85) e há razões para acreditar na volta de tempos melhores depois de um 2015 difícil, cedendo quase 25 pontos por jogo.

Na linha defensiva, o único que retornará à titularidade é o rookie NT em 2015 Eddie Goldman. Ao seu lado, ele provavelmente terá dois novos reforços: Akiem Hicks, vindo da defesa de Bill Belichik, e o novato Jonathan Bullard, que chegou a ser cotado para a primeira rodada do draft depois de acabar escolhido na terceira.

O grupo de linebackers deve ser o melhor e mais cobrado da defesa. Além de Freeman e Trevathan, que principalmente servirão para melhorar o número de 121 jardas corridas cedidas por jogo, os ursos deverão ter uma equipe de OLBs interessantes responsáveis pelo pass-rush: Pernell McPhee (18 hits no QB), Lamarr Houston (8 sacks) e o rookie selecionado na primeira rodada Leonard Floyd, que serão os grandes responsáveis para tentar dificultar a vida dos ataques aéreos adversários.

Isso porque a secundária não está cheia de grandes jogadores. O melhor CB é Kyle Fuller, mas ele não foi além de mediano durante a temporada passada (apesar de ainda haver esperanças de que, em seu terceiro ano, finalmente encontre todo seu potencial), enquanto Tracy Porter, famoso pela interceptação contra Brett Favre em 2010, começou bem, mas caiu em 2015. A saída de Antrel Rolle deverá fazer falta ao lado do safety Adrian Amos (que também deverá melhorar em seu segundo ano), já que o resto da secundária deverá acabar completada por dois rookies de quarta rodada – o reforço CB Brandon Boykin se machucou durante a pré-temporada.

O caso Jay Cutler (e onde os Bears não chegará por isso)

Por mais que a defesa esteja evoluindo e prometa fazer uma campanha melhor que em 2015, ela não será nenhuma defesa de Denver e necessitará de bastante apoio do ataque, mantendo longos drives e dando boas posições de campo para facilitar o trabalho e assim levar o time aos playoffs, onde não chegam desde a final da NFC em 2011. E o líder desse ataque, gostem ou não, é o inconstante e dado às interceptações, que pipocou contra Green Bay nessa mesma final de 2011, Jay Cutler (e seu contrato vai até 2020).

Pouco se pode fazer em relação ao seu jeito desinteressado e possíveis pipocadas futuras, mas Adam Gase parecia ter encontrado o caminho para a consistência e melhor proteção da bola por parte do QB, como mostram suas apenas 11 interceptações – entretanto, como já dito, caberá agora ao treinador de QBs em 2015 Dowell Loggains seguir com esse bom trabalho.

Um dos grandes motivos para ser cético quanto a isso é a perda do RB Matt Forte para os Jets, por mais que sua idade estivesse começando a pesar. Seu substituto, Jeremy Langford, por mais que tenha potencial como corredor, não chegará nem perto das 220 recepções que Forte teve com Cutler nos últimos três anos (seu alvo favorito).

A situação da linha ofensiva também é deplorável. Depois do fracasso de Jermon Bushrod ano passado, não sendo um especialista fanático pelos Bears, é difícil acreditar que Charles Leno deverá ser o protetor do lado cego do quarterback. Pelo menos, por dentro a situação é melhor: com a chegada de Bobby Massie para jogar como RT, Kyle Long poderá voltar a ser guard e fará trio com dois jogadores inexperientes: Cody Whitehair, da segunda rodada de 2016, e Hroniss Grassu, da terceira de 2015.

Pelo menos, a promessa é de que, quando tiver tempo suficiente para as jogadas acontecerem, Jay Cutler terá dois alvos monstruosos (grandes e rápidos) para lançar, finalmente saudáveis: os WRs Alshon Jeffery (1133 jardas, 10 TDs em 2014) e Kevin White, que não jogou na sua temporada como rookie. Além disso, deve contar com Eddie Royal como slot receiver e os TEs Zach Miller e Tony Moeaki como alvos para os passes curtos e rápidos, como tentativa de desafogar a antiga responsabilidade de Matt Forte.

Que a linha ofensiva siga ruim, porque gostamos de ver Cutler sofrer.

Que a linha ofensiva siga ruim, porque gostamos de ver Cutler sofrer.

Palpite: No fundo, talvez exista alguma chance dos Bears surpreenderem. Muito disso estará num papel improvável que desempenhariam suas linhas, tanto ofensiva como defensiva, além de obviamente um Jay Cutler que siga com os ensinamentos de Adam Gase. Também nisso, um possível caminho aos playoffs passaria obrigatoriamente por uma queda de produção inesperada de Green Bay e Minnesota. O resultado mais provável é o tradicional 8-8 e, como mais alguns ajustes, pensar em fazer barulho em 2017.