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Podcast #2 – uma coleção de asneiras II

Olá amigos do Pick Six! Um dia histórico: o nosso podcast volta ao ar!

Trazemos as principais notícias das últimas semanas (sobre incríveis jogadores, como Jacoby Brissett, TJ Clemmings e Andy Lee) e, como é habitual no começo da temporada, mandamos aquele tradicional SPOILER. Se você quer evitá-los, não ouça; mas lembre-se: só quem ouvir poderá rir da nossa cara e apontar que erramos ao final da temporada.

Edit 1: precisamos de menos de 10 horas para apontarem nossos erros

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos amadores e estamos em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor. E, dessa vez, estamos mais confiantes que existirá!

 

Revisando e resumindo o melhor (e pior) do primeiro quarto

Assim como fazem empresas, apresentando resultados a cada trimestre para que a bolsa e os acionistas entendam o que está acontecendo, resolvemos fazer o mesmo com a NFL. Mais do que isso, traremos agora um resumão de cada uma das divisões da liga, para quem esqueceu que a liga começava em setembro ou acha que perdeu algum detalhe (todos perdemos), assim podendo começar a partir daqui.

Como já era esperado, a maioria dos resultados foge do esperado. Afinal de contas, se detendo a analisar os playoffs, desde que temos 32 times na liga, nunca conseguimos menos de 4 times novos chegando lá, sonhando com Super Bowl, com uma média de 5,8, ou seja, quase metade do mata-mata final se renova em relação ao ano anterior.

Além disso, times bizarros começaram com o número mágico de 3 vitórias em 3 jogos, que leva times aos playoffs em quase 90% dos casos, como Baltimore e New England sem Brady (que deveria aparecer como salvador, e não apenas para fazer a manutenção do bom desempenho).

Pese ainda o fato de que a liga parece ainda mais equilibrada do que normalmente é, o que dá destaque para times medianos com sorte: por exemplo, os Rams, que foram surrados por Blaine Gabbert (que acabará no banco), deram aula de bola para os garantidos nos playoffs Cardinals e Seahawks.

Previsões infalíveis

Como um quarto da temporada já passou para quase todos os times (Eagles e Packers são os que faltam), nada mais justo do que um quarto da liga, pelo menos no quesito quem vai ou não aos playoffs, já estar definido. E é isso que adiantarei por aqui: mais comentários sobre o porquê de cada time logo abaixo.

Times garantidos: Patriots, Broncos (AFC) e Vikings (NFC).

Times fora: Browns, Colts (AFC), 49ers, Bears e Lions (NFC).

“Meu salário é o que está acabando com esse time.”

AFC South

Sei que serei xingado por já ter tirado os Colts da briga dos playoffs – ou por, pelo menos, ter adiantado que de uma maneira ou de outra eles vão acabar morrendo na praia. Mas é que não consigo mais acreditar em Andrew Luck (8 TDs para 5 turnovers não são números de elite, são números de Eli Manning); pelo menos não enquanto ele estiver em um time que é inevitavelmente freguês dos Jaguars. Jacksonville que, apesar de grande favorito desse site, TOMA PAU de todo mundo (menos dos Colts) porque não consegue estabelecer domínio em nenhum elemento do seu jogo: seja o aéreo, seja a defesa, ou muito menos o jogo corrido (MESMO ASSIM O CHRIS IVORY TÁ RICO).

Para completar a desgraça que é essa divisão, temos Mariota sendo inapelavelmente atrapalhado pelo seu próprio head coach com suas chamadas bizarras e o Houston Texans, que mesmo sem JJ Watt, conseguem ter até o momento a melhor defesa contra o passe da NFL (praticamente apenas 150 jardas por partida), mas não conseguem produzir muito no ataque devido às limitações de Brock Osweiller, mesmo com Will Fuller (rookie WR) brilhando.

AFC North

A grande divisão que tem apenas três times (que, talvez por isso, são quase sempre muito competitivos) – já que se os Browns não eram considerados para algo antes da temporada, menos ainda com a perda de RG3 e descobrindo que essa defesa é pior do que horrível (lembre-se: é o ataque da dupla Kessler e Pryor que tem mantido o time com chances nos jogos – antes, claro, da inevitável decepção). E falando em mediocridade, o 2-2 até agora parece dizer que os Bengals (6 TDs marcados contra 10 sofridos) deixarão de enganar esse ano; infelizmente para a torcida, isso significa nem ir aos playoffs.

Por outro lado, temos dois times aparentemente bons. Os Steelers deixaram todos com um pé atrás após não conseguirem marcar um TD sequer no clássico da Pensilvânia, mas pareceram ter voltado ao bom ritmo com um 43-14 nos pobres Chiefs – e com Le’Veon Bell chegando inspirado (meu time no fantasy que o diga). Além disso, temos o surpreendente Ravens (só o Murilo já sabia, porque avisou no podcast #1), que tem Mike Wallace e Terrance West como jogadores importantes para a campanha, além de uma defesa que é primeiro lugar na NFL em jardas cedidas – posição que ainda tem que provar merecer, já que começaram a temporada contra ataques medíocres (e quando enfrentaram o razoável Raiders, perderam).

AFC East

Essa divisão também dá a impressão de ser disputada por três times, mas de maneira inversa à AFC North. Por aqui, já sabemos que vai dar Patriots – e assim será enquanto Belichik estiver no comando, como eu mesmo escrevi há uns dias (ignore a derrota para os Bills, foi tudo planejado para manter os pés da garotada no chão). Além disso, temos dois times 1-3 na divisão: o primeiro deles, os Dolphins, cuja vitória (!) no tempo extra contra os Browns deverá ser a desculpa perfeita para a falta de respeito que seguiremos tendo por eles pelos próximos anos (e também a razão para a demissão de Adam Gase logo logo, porque Stephen Ross é doente).

O outro já dois jogos atrás dos Patriots é o New York Jets, de Ryan Fitzpatrick e suas 10 INTs, além de um decadente Darrelle Revis, que já não vale toda a grana que recebe – e ainda assim, a defesa é muito sólida, especialmente o front seven, que trava o jogo corrido adversário e produz muitos sacks. Por último, temos o Buffalo Bills de Rex Ryan, tão imprevisíveis quanto seu treinador. Os Bills que surraram Arizona e diminuíram New England, estão no top 4 em número de sacks, mas tem menos de 28 minutos de posse por jogo (mesmo com LeSean McCoy), pelo que ainda vão ter que fazer mais para convencer alguém que brigarão pelos playoffs.

Seja sincero: há três semanas atrás, você pediria o autógrafo desse cara na rua?

Seja sincero: há três semanas atrás, você pediria o autógrafo desse cara na rua?

AFC West

Adivinhem que defesa continua maravilhosa? Isso mesmo, a liderada pelo MVP do Super Bowl Von Miller, que já tem 5.5 sacks e ajuda os Broncos a estarem 4-0 mesmo sem QB – já sabemos, pode ser Peyton Manning, Trevor Siemian ou Paxton Lynch (afinal, o ano é dos rookies!), essa defesa irá carregá-lo longe. Enquanto isso, em uma direção exatamente oposta  está o San Diego Chargers, que demonstrou potencial na primeira metade do primeiro jogo, especialmente por parte de Philip Rivers e Melvin Gordon, mas vai sendo a cada dia mais dizimado pelas lesões, fazendo o time já pensar em 2017.

Os outros dois times da divisão deverão estar nas disputas de wild card até o final, porque produzem bem em algumas partes do jogo – mas são horríveis em outras. Derek Carr (9 TDs, 1 INT) e Michael Crabtree (308 jardas, 4 TDs) começaram a temporada on fire, mas o fraquíssimo desempenho da defesa dá a impressão de que esse 3-1 pode acabar em um 11-5 tão facilmente quanto num 6-10. Pobre Raiders.

E tal qual uma montanha-russa, vem os Chiefs, que deveriam ser um dos times mais constantes da liga – o bye da semana 5 virá em boa hora, para que Jammal Charles volte de verdade (até se machucar de novo) e para quem sabe o Sr. Leôncio (ou Andy Reid para os íntimos) bote ordem na casa – e que o time que enfrentou os Jets (e interceptou Fitzmagic 6 vezes) volte para os 12 jogos seguintes e não o massacrado pelos Steelers.

NFC North

A NFC North está bem claramente dividida, tanto por número de vitórias quanto por simples qualidade das equipes. De um lado temos os Vikings de Minnesota, que veem somente a defesa dos Broncos (talvez) a sua frente no quesito dominar adversários, sentindo que falta apenas estabelecer o ataque (mesmo dizimado por lesões dos principais jogadores) para tornar-se unanimidade na liga. Além disso, temos os Empacotadores que, além de simplesmente terem Aaron Rodgers, que é capaz de ganhar qualquer jogo sempre, estão mandando bem na defesa – inclusive sendo os melhores contra o jogo corrido até o momento.

Do outro lado, temos os Bears e os Lions: Chicago que até tentou enganar com boas jogadas da defesa (mas que já voltou ao normal) e Detroit que não consegue defender contra o passe (12 TDs aéreos já sofridos), além de sentir falta de Abdullah para equilibrar o ataque com um jogo corrido decente. Mas ainda assim não são os piores times da NFL, então por que já estão eliminados? Por estarem em uma divisão que faz com que faltem 4 e 3 jogos, respectivamente, contra dois dos melhores times da liga, o que quase garante mais 4 e 3 derrotas cada, que exigiriam um aproveitamento perfeito nos demais jogos.

Então chora, Eminem: não vai ser dessa vez que vai dar para os Lions.

NFC South

Se tivesse que prever um líder para divisão sul da NFC com quatro jogos, provavelmente Atlanta seria minha última escolha. De qualquer forma, até agora o ataque parece ter sido suficiente (mais do que suficiente, na verdade, já que é o melhor da história em jardas até o momento) para cobrir o grande vazio que é essa defesa (metade dos sacks é do eterno gira-gira Dwight Freeney) – resta saber por quanto tempo. Os outros três times simplesmente não conseguem vencer. Por exemplo, Jameis Winston, a exemplo de Blake Bortles, não está conseguindo o salto de produção que esperávamos para levar os Bucs a outro nível; pelo contrário, suas 8 interceptações são grande parte do problema.

A defesa dos Saints, ao contrário da dos Falcons, não está conseguindo ser coberta por Drew Brees & amiguinhos (que tem feito a sua parte, como sempre) – inclusive perdendo um confronto direto. Ou talvez ela seja simplesmente pior do que a de Atlanta, o que é sim uma grande ofensa. Por último, os atuais vice-campeões estão realmente naquela ressaca de vice: só ganharam de San Francisco até agora, sendo completamente obliterados por Minnesota e essa semana com certeza rolou aquela ligação no meio da noite de Dave Gettleman pedindo para Josh Norman voltar quando ele acordou suando frio depois de um pesadelo que envolvia Julio Jones e 300 jardas.

NFC East

Assim como não apostaria nos Falcons, muito menos alguém apostaria nos Eagles para serem líderes dessa divisão – em qualquer momento da temporada. Incrivelmente, o general manager da equipe trabalhou bem e se livrou de Sam Bradford antes de que a polêmica de sua disputa com Carson Wentz atrapalhasse a equipe, dando a chance ao rookie desde o começo da temporada – o que, até agora, em meio a big plays, tem sido um sucesso. Logo em seguida temos outro rookie, Dak Prescott, que vem a cada semana tentando se provar melhor opção para Dallas do que Tony Romo – e visivelmente evoluindo nesse processo, mesmo sem ter todas as grandes jogadas de Wentz, ele e Zeke Elliott (outro rookie), são donos do segundo melhor ataque da liga.

Outros times traídos pelas defesas e por lesões é o New York Giants que, ao que parece, ainda terá que dar mais um ano para o treinador novato conseguir tudo o que esse time aparentemente pode produzir (não sabemos se Eli Manning aguentará até lá), porque com um ratio de turnovers de -8, ninguém consegue ir longe. Os Redskins, por outro lado, estão simplesmente voltando ao normal: Cousins não era mesmo tudo aquilo, nem Matt Jones, nem mesmo a defesa e Josh Norman.

“Toca pro pai que ele resolve.”

NFC West

Por último, uma divisão que tem o Browns da NFC, que se chama San Francisco 49ers, que teve como grandes contribuições nessa temporada as polêmicas de Colin Kaepernick (e ele ainda vai acabar sendo titular do time e trazendo as polêmicas ainda mais à luz) e ter ganhado de Jeff Fisher, impedindo que ele estivesse invicto a essa altura da temporada. Los Angeles Rams que, depois da lavada incrível sofrida nas mãos e pernas de Blaine Gabbert, parece ter acordado para a vida e no momento lidera a divisão mesmo com Case Keenum como QB.

Os Cardinals vão seguindo por um caminho deprimente junto com a decadência de Carson Palmer e a defesa não sendo a mesma de antigamente – e só ganharam com Drew Stanton (e seu acerto de menos de 50% dos passes) porque enfrentaram os 49ers.

Já a defesa dos Seahawks, por outro lado, não está decepcionando e carrega uma OL que parece ter como grande objetivo ver Russel Wilson machucado – e, ainda assim, o 3-1 indica que o time tinha muito a piorar para chegar ao nível dos times normais da NFL.