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Análise Tática #29: As cinco melhores jogadas de Andrew Luck

Véspera do Thursday Night Football da semana 5 entre Colts e Patriots, partida com a narrativa interessante provocada pelas peripécias de Josh McDaniels na intertemporada. Apesar de Chris Ballard, GM dos Colts, ter jogado para a torcida com seu “The rivalry is back on”, a verdade é que os Patriots são totalmente favoritos à partida, esperando-se até uma goleada. Apesar disso, o site Pick Six, que em seus 40% é Indianapolis Colts, e esta é uma casa em que o clubismo não é só permitido como também incentivado, trouxemos uma análise tática exclusiva sobre as cinco melhores jogadas de Andrew Luck, escolhidas após uma larga análise de nossa equipe (à moda caralha).

Após a notícia de que Andrew Luck, não a pessoa original, apenas a sua mente transferida para um novo corpo de anfitrião (quem viu a segunda temporada de Westworld sabe do que estou falando), finalmente retornou aos treinos sem limitações (traduzindo, finalmente conseguiram ensinar o corpo robótico a jogar futebol americano), cabe a este redator exercer o seu direito INALIENÁVEL de CLUBISMO e defender o atleta em questão, apesar de atuações inconsistentes contra Redskins e Eagles e fios de esperança contra Bengals. A atuação COMO NAS ANTIGAS contra os Texans dá novamente ao torcedor de Indianapolis O DIREITO DE SONHAR.

Sem estar saudável desde a temporada de 2014, graças ao trabalho da dupla dinâmica Ryan Grigson e Chuck Pagano (parte 1, parte 2), e pelo fato de o time dos Colts ser ruim, as pessoas esqueceram como Andrew Luck é bom. Não as culpo, por que uma temporada com Scott Tolzien e Jacoby Brissett faz até o mais apaixonado dos torcedores repensar as suas opções na vida.

#05 – Passe de 42 jardas para TD vs Detroit. Semana 13, 2012

A primeira jogada do nosso ranking é uma da temporada de calouro, em 2012. Jogo fora de casa contra o Detroit Lions, em mais uma das viradas que marcaram a carreira do camisa 12.

Na situação, Luck era treinado por Bruce Arians e Clyde Christensen, em meio às turbulências da leucemia que acometeu Chuck Pagano em 2012, que rendeu a campanha #ChuckStrong, servindo até como motivação extra-campo. Como viu-se ao longo da carreira de Andrew Luck, o Colts tinha dificuldade em começar os jogos, obrigando o quarterback a resgatar o time nos momentos finais quase que semanalmente. Assim foi no Ford Field na semana 13 de 2012, com os Colts virando um 23 a 14 em determinado momento do terceiro quarto.

A jogada que veremos aqui ocorreu quando a partida estava 21 a 33 aos 2:45 restantes do último quarto, em uma 1ª para 10.

Indianapolis parte de uma formação shotgun singleback com um set de recebedores em 3×1. Partindo de um conceito derivado do Levels, a combinação de rotas causa um estresse entre o safety e o corner back da parte inferior da jogada. Lavon Brazill (sdds) consegue a separação. Enquanto isso, Andrew Luck enfrenta pressão pelo lado direito, escapa para o lado oposto e encontra a janela para uma bomba precisa até a redzone.

Essa jogada mostra a capacidade de Andrew Luck em arriscar em profundidade sob pressão, algo que foi necessidade por boa parte de sua carreira. Vários drives do Indianapolis Colts sobreviviam aos erros mentais da linha ofensiva graças às jogadas de grande ganho.

#04 – Passe de 8 jardas para TD vs Denver. Semana 09, 2015

O cenário: Colts capengando em uma temporada que deveria ser Super Bowl contender, tendo Luck perdido dois jogos por lesão nas costelas, enfrentam um Denver Broncos (que viria a ser campeão do Super Bowl), invictos com sete vitórias, em um jogo vespertino no Lucas Oil Stadium. Empate por 17 a 17 no início do último quarto.

Na jogada anterior, Luck tinha sofrido um tackle de Danny Trevathan que no dia seguinte saberíamos que renderia uma laceração nos rins. Luck enfrenta uma blitz de três homens vindos pelo weakside, com os demais homens da linha aplicando stunts. Essa jogada é um exemplo do que faltou para ajudar Andrew Luck na sua carreira: rotas rápidas para queimar a blitz.

Ahmad Bradshaw adota uma posição de bloqueio, mas no ponto do snap, parte explorando o ponto vazio deixado por T.J. Ward (blitzer). Em uma jogada bem desenhada, Luck dá apenas um passo de dropback e planta os pés para o passe, enquanto Bradshaw se projeta à endzone por inércia.

Escolhi essa jogada pois demonstra o que Luck é capaz de fazer. O cara lançou um TD contra a melhor defesa da NFL à época, encarando um matchup desfavorável com uma HEMORRAGIA NOS RINS.

#03 – Passe de 32 jardas vs Denver. AFC Divisional, 2014

No que talvez foi o maior upset promovido pelo Indianapolis Colts de Chuck Pagano, Luck teve uma de suas melhores partidas de sua carreira, principalmente por ter convertido as jogadas em momentos decisivos. Essa é uma delas, passe numa 3rd & 16 no terceiro quarto, contra uma secundária, se ainda não era tudo o que foi capaz de fazer, já era notável na liga.

Essa jogada mostra bem o que Luck é capaz de fazer tendo um pocket minimamente limpo. A linha ofensiva conteve muito bem um four-men-rush com Von Miller, Derek Wolfe, Malik Jackson e DeMarcus Ware, dando tempo para Luck encontrar uma janela estreita para Coby Fleener na rota seam em meio ao tráfego de defensores.

Conversão fundamental para Indianapolis ter construído a vantagem que gerou a vitória. Destaque para o trabalho de pernas de Luck no 3-step-dropback, enquanto ele movimenta o pescoço em relação às duas laterais antes do passe.

#02 – Passe de 36 jardas para TD vs Cincinnati. AFC Wild Card, 2014

Voltamos à semana anterior em relação à outra posição de nosso ranking. Jogo de wild card contra o Cincinnati Bengals, que de certa forma o Colts controlou com facilidade, raridade durante o regime de Chuck Pagano, em que o time se esforçava para dificultar jogos exatamente fáceis.

Nessa jogada em questão, vemos o atleticismo espetacular de Andrew Luck, capaz de zipar um passe de 36 jardas sem o apoio dos pés no chão, ao se projetar em velocidade escalando o pocket, enquanto Carlos Dunlap tentava o sack.

O passe em questão parte em uma jogada de play action e é pura obra-prima. Biomecanicamente falando, Luck usa sua quantidade de movimento para projetar a bola, juntamente com a força do braço. Pela falta dos pés plantados, a espiral não sai perfeita, mas com uma potência suficiente para encontrar Donte Moncrief na lateral da endzone. Outro destaque vai pela capacidade do quarterback em enxergar o espaço para escalar o pocket sem tirar os olhos do fundo de campo.

#01 – Passe de 64 jardas para TD vs. Kansas City. AFC Wild Card, 2013

Talvez o jogo mais espetacular da carreira de Andrew Luck até aqui. Protegendo a bola, não foi uma atuação segura, já que as 3 interceptações nos primeiros 40 minutos de jogo ajudaram a cavar o buraco de 38 a 10 que o time se meteu em determinado momento da partida.

No momento em que a partida estava 44 a 38 para Kansas City, Luck tinha um drive de 80 jardas para percorrer e tomar a liderança pela primeira (e que seria a única) vez na partida.

No que parecia se desenvolver um drill de média duração para sobretudo queimar o relógio, Luck e TY Hilton aproveitaram para atacar em profundidade com uma rota post. Cover 2 beater clássico, com a bola viajando 45 jardas pelo ar e atingindo Hilton no exato ponto em que as duas zonas dos safeties se encontravam. Observe que os mesmos se chocam, facilitando o caminho para Eugene carregar a bola até a endzone.

  • Diego Vieira já está preparado para a traulitada de quinta à noite, pois Colts é isso aí mesmo, errado é quem espera diferente.

Podcast #9 – Uma coleção de asneiras IX

Estamos de volta!

Repercutimos, claro, o Super Bowl: como foi a vitória dos Eagles, os personagens envolvidos e mais algumas bobagens.

Discutimos os assuntos do momento, como a renovação de Jimmy Garoppolo e o pé na bunda que Josh McDaniels deu nos Colts.

Por fim, falamos da offseason e o que podemos esperar desse período maravilhoso.

Participação especial: João Paulo, do @EaglesBR.

 

Análise Tática #22 – Os seis anos de Chuck Pagano – Parte 2

A estadia de Chuck Pagano em Indianapolis foi tão absurda que precisamos dividir essa análise em duas partes. Segue a primeira.

A temporada de 2014

Andrew Luck e o Indianapolis Colts como um todo tiveram seus melhores desempenhos em 2014. Atingindo 40 TDs e mais de 4000 jardas, Luck jogou como MVP em seu terceiro ano, e sequer entrou na conversa por causa de um Aaron Rodgers espetacular, principalmente no baixo número de turnovers.

A partir de então tornou-se mais claro que o Colts era um time atrapalhado por sua comissão técnica. Pep Hamilton era criticado pelo baixo desempenho do time na redzone e Greg Manusky principalmente nas derrotas produzidas em shootouts: 42-20 contra os Patriots em Indianapolis, 34-51 contra os Steelers em Pittsburgh, 07-42 contra os Cowboys em Dallas. Além disso, o Colts perdeu as duas primeiras partidas da temporada contra os Broncos (24-31 após sair perdendo por 24-0) e Eagles (30-27 após sair vencendo por 6-20), o que viria a ser cotidiano desde então.

Apesar da grande temporada no geral, os pontos negativos foram bem agravantes: várias partidas com inícios lentos (3-and-out nos primeiros drives), defesa mal preparada contra bons QBs, péssima execução na redzone, além da recorrente instabilidade da linha ofensiva. O placar não mostra, mas o time sofreu em algumas vitórias que deveriam ser fáceis, como os Browns e o segundo jogo contra os Texans.

Em nenhum dos 16 jogos da temporada regular de 2014 o Colts teve seu drive inicial da partida terminando em touchdown. Em cinco partidas foram field goals, e no restante muitos punts e turnovers. Basicamente, o time precisou correr atrás do placar na maioria dos jogos, o que diminui o balanço de snaps com jogo corrido, e restringe as possibilidades do plano de jogo.

Como Pep Hamilton é da escola West Coast, provavelmente as jogadas de Indianapolis no início da partida eram previamente designadas, desconsiderando o que o adversário colocava em campo. Outro ponto que prejudicou o desenvolvimento dos drives iniciais foram os erros mentais: muitas faltas de false start holding prejudicavam o andamento.

O problema de ritmo no ataque

Para exemplificar, observe o three-and-out dos Colts contra os Patriots na semana 11 de 2014:

O Colts utiliza um set de 3 WRs, um TE (Coby Fleener) e RB (Trent Richardson), todos alinhados em um conjunto que seria 5 WR. O objetivo é atacar o fundo do campo. Com o lado direito mais carregado, o Colts tenta induzir a defesa dos Patriots àquele lado. O erro aqui é que nenhuma rota ataca o lado esquerdo, abrindo a defesa. O Patriots responde em um conjunto de zonas e anula todas as rotas.

Enquanto isso, o defensive tackle vence seu duelo contra o center e desmonta o pocket, obrigando Luck a ir para o scramble, ganho de 4 jardas.

Na jogada seguinte, uma formação big com twin-TEs, terminando em ganho de 1 jarda de Trent Richardson.

Na terceira jogada, Pep Hamilton mais uma vez tentou atacar a defesa dos Patriots com um conceito de rotas verticais, que responde anulando TY Hilton com a combinação de press coverage e uma marcação em zona no fundo do campo.

Luck realiza sua progressão em leitura hi-lo e termina fazendo o checkdown.

Pep Hamilton tinha problemas para estabelecer um ritmo no ataque dos Colts com suas chamadas, o time era muito dependente de big plays para progredir em campo, e, quando chegava à redzone, estancava exatamente pelo curto espaço de campo. A falta de um jogo terrestre mínimo tornava as coisas ainda mais unidimensionais.

Essas situações criaram um cenário de risco para o jogo de Andrew Luck: sendo obrigado a atacar o campo, o QB conseguiu sua melhor temporada em jardas e TDs, ao mesmo tempo que voltou a crescer em número de turnovers.

Os problemas contra o jogo terrestre

Como mostramos com exemplos de 2012, a defesa dos Colts ainda era muito soft contra a corrida, e Bill Belichick aproveitou-se disso nas duas situações que enfrentou Indianapolis. Na temporada regular, o desconhecido Jonas Gray anotou 4 TDs corridos em pleno Lucas Oil Stadium.

No AFC Championship Game em Foxborough, LeGarrette Blount teve 30 carregadas para 148 jardas e 3 TDs. Comecemos a observar os problemas defensivos do Colts analisando a corrida mais longa de Blount no jogo, para 22 jardas.

O Patriots executa uma outside zone partindo do 22 personnel, indicando uma formação clara de corrida, que mesmo assim o Colts não conseguiu parar. Há pelo menos dois momentos em que a jogada poderia ser encerrada antes de se tornar uma big play. Mesmo preenchendo os gaps de forma correta, nenhum dos jogadores consegue fechar o tackle.

Retira-se essa jogada das estatísticas e ainda temos 29 carregadas para 126 jardas, resultando em 4,34 jardas por tentativa. Mais de um first down a cada 3 jogadas.

A temporada de 2015

O quarto ano do regime Pagano começou com a ilusão de que o Colts seria Super Bowl contender, mesmo o vídeo do jogo contra os Patriots na final de conferência mostrando o contrário.

O pior é que Jim Irsay acreditou e contratou vários veteranos para legitimar esse processo: WR Andre Johnson, RB Frank Gore, G Todd Herremans e OLB Trent Cole chegaram por contratos elevados, embalados pelo win-now. No Draft, Ryan Grigson pensou que nomes como Malcom Brown, Landon Collins, Erick Kendricks não eram bons o suficiente e escolheu Phillip Dorsett, WR de Miami.

Um time com problemas de trincheiras resolveu que a melhor solução era lotar o elenco de skill players, e a realidade de setembro provou que isso foi uma estratégia equivocada. Nos dois primeiros jogos da temporada, Rex Ryan (Bills) e Todd Bowles (Jets) não se intimidaram em atacar Luck com blitzes e capitalizar com erros.

Foram cinco interceptações e três touchdowns em dois jogos. Para exemplificar, vamos observar como as blitzes de Todd Bowles fizeram Luck cometer erros de leitura e como Pep Hamilton não ajustava o esquema para se aproveitar disso.

Hamilton mais uma vez desenha um conceito de rotas longas para iniciar o jogo, enquanto o RB não percebe a blitz chegando pelo lado esquerdo, deixando Luck em apuros.

Andre Johnson não consegue se livrar do press coverage e o timing com Luck é prejudicado. Ele toca a bola e a deixa no ar, interceptada por Buster Skrine.

Problemas de constante pressão contra blitz e rotas longas resultaram na lesão de Luck na semana 3 contra os Titans, que o tirou dos jogos contra Jacksonville e Houston. Luck voltou contra Patriots (o clássico jogo do fake punt), Saints, Panthers e Broncos, quando sofreu a lasceração de rim que o tirou do restante da temporada.

A temporada de 2015 foi atípica, record de 2-5 com Luck em campo e 5-3 com Matt Hasselbeck. Ao todo 10 QBs estiveram no roster de Indianapolis, sendo que além dos dois, Charlie Whitehurst, Josh Freeman e Ryan Lindley também tiveram snaps.

A ineficiência ofensiva dos Colts resultou na demissão de Pep Hamilton após a semana 6 contra os Panthers, e o cargo de coordenador ofensivo dos Colts foi assumido por Rob Chudzinski.

A temporada de 2016

Finalmente chegamos ao ponto em que a habilidade de Andrew Luck não foi mais suficiente para esconder a deficiência técnica dentro de campo e de planejamento dos Colts.

Apesar do segundo melhor ano estatisticamente do quarterback, foram oito derrotas, algumas delas com o que o time podia fazer de pior, como ceder 54 jardas em 35 segundo contra os Lions, ceder 14 pontos seguidos contra Brock Osweiler após estar vencendo por 23-9.

Além disso, o Colts perdeu jogos importantes contra Houston em Indianapolis e Oakland, quando possuía chances de tomar a liderança da AFC South, mesmo com campanha medíocre. Por toda a temporada, Luck teve sessões de treino limitadas devido ao que depois descobrimos ser sua lesão no ombro que o segura até hoje, além de perder o jogo de Thanksgiving na semana 12 por concussão.

Mesmo draftando Ryan Kelly na primeira rodada e ter contratado Joe Philbin para técnico de OL, Luck sofreu 15 sacks nos quatro primeiros jogos, 5 contra Denver e 6 contra Jacksonville. Em contrapartida, a OL melhorou bastante nos bloqueios de jogo terrestre e Frank Gore conquistou 100 jardas em um jogo algumas vezes, fato que não ocorria desde 2012 com Vick Ballard na semana 17.

Após Irsay renovar os contratos de Pagano e Ryan Grigson por 4 anos em janeiro de 2016, a temporada acabou com a demissão do GM. Chris Ballard foi contratado e mesmo assim obrigado a manter Chuck Pagano em 2017.

A temporada de 2017

A offseason de 2017 foi preenchida pela dúvida quanto à saúde de Andrew Luck. Irsay por vezes garantiu que o jogador estaria pronto para a semana 1, enquanto Chris Ballard não prometia nada. A verdade é que o quarterback foi colocado no IR após voltar a sentir dores no mês de outubro, e seguiu para tratamentos alternativos na Holanda.

Com isso, os Colts tiveram que se virar com Scott Tolzien e Jacoby Brissett, obtido por troca com o New England Patriots. O principal fator problemático em 2017 foi a quantidade de viradas que o time sofreu pela falta de ajustes no intervalo, destacando-se jogos contra Seattle, Tennessee, Houston, Pittsburgh, Denver e Baltimore.

A defesa adquiriu boas peças pela estratégia de Ballard em contratar jogadores que brigam por posição. Nomes como Jabaal Sheard, John Simon, Henry Anderson, Quincy Wilson, Malik Hooker, Nate Hairston, Rashaan Melvin e Johnathan Hankins desempenharam bons papéis enquanto estiveram em campo.

No ataque, Chudzinski tentou montar um ataque simplificado em run-pass-option, para facilitar a vida de Brissett, mesmo não sendo sua escola. O QB desempenhou um bom trabalho em algumas partidas, mas erros de leitura e falta de senso de urgência em algumas progressões se tornaram comuns. O ataque não conseguia se manter em campo e ajudar a defesa a descansar, além de não existirem ajustes da comissão técnica como um todo.

O Colts de 2017 é um time com bons valores individuais e sem o plano de jogo ideal, o que recai nos técnicos. Brissett sofreu 51 sacks em 2017, segunda maior marca da história da franquia, somando sua baixa capacidade técnica de se livrar da bola nos momentos certos e a regressão da linha ofensiva após pequena melhora no final de 2016.

Após a demissão de Pagano, o cenário para o Colts em 2018 é de uma reconstrução que na verdade nunca houve. Seis anos de um bom quarterback foram desperdiçados por decisões ruins dentro e fora de campo em todos os escalões do front office, e agora não sabemos em que condições Luck retornará a campo (ou se voltará).

Há diversas opções de jogadores que podem mudar de patamar tanto a defesa quanto o ataque no Draft de 2018. Jim Irsay não pode mais ignorar o fato de que a carreira de seu franchise QB está passando e precisa considerar bons nomes para sua nova comissão técnica para ajudá-lo, e não torcer para que o mesmo resolva tudo, como é padrão em Indianapolis desde os tempos de Jeff George.

  • Diego torce para os Colts e já está pedindo a demissão do próximo técnico.

Análise Tática #19 – Semana #13: Coberturas Falhas

A análise tática volta essa semana trazendo aquele olhar diferenciado sobre o que de melhor aconteceu na rodada. E como nosso dever é SEMPRE trazer algo diferente para o público, essa semana vamos falar sobre secundárias, mais precisamente quando estas unidades não fazem corretamente seus trabalhos.

Existem dois tipos básicos de cobertura utilizados no futebol americano: a cobertura individual e em zona. Você provavelmente já sabe o papel dos jogadores, mas o que talvez não saiba é que em cada uma delas, a comunicação entre os quatro ou cinco defensive backs tem aspectos diferentes. A marcação individual requer que o jogador acompanhe o adversário e tente reconhecer o momento em que chega a bola ao observar a posição de seu corpo em relação à origem da jogada. A comunicação entre os atletas da defesa é basicamente identificar seus assignments no início da jogada e tentar manter a marcação com base no atleticismo.

A cobertura em zona é mais complexa. Partes do campo são divididas entre os jogadores, que observam o lance voltados ao quarterback, com o objetivo básico de evitar que a recepção aconteça através do contato físico no momento em que o recebedor tenta guardar a bola. Cover 0, Cover 1, Cover 2, Cover 2 Man, Cover 3, Cover 4, Quarters. Você leitor, já deve ter lido essesv nomes ou aqui na coluna ou em seus playbooks do Madden (paga nóis, EA).

A grande dificuldade da marcação em zona é a necessidade dos defensive backs serem capazes de reconhecer o padrão de rotas do adversário e terem a reação necessária de atacar o ponto do passe. Essa exigência de inteligência tática mais avançada, geralmente tende a problemas de comunicação entre os atletas. O principal problema em uma marcação em zona é que não é possível cobrir todos os pontos do campo e as janelas de passe geralmente se abrem no momento em que a rota do recebedor transita entre as responsabilidades dos defensores. Bons quarterbacks geralmente se aproveitam dessa fragilidade para conectar os passes (Tom Brady no segundo tempo Super Bowl LI abusou disso).

Leva-se algum tempo para construir a sintonia necessária para que secundárias tenham um entrosamento completo de forma a executar um sistema em zona com perfeição. A Legion of Boom em seus tempos áureos era uma unidade respeitável principalmente pelo fato de possuir bons atletas que se completavam. Defesas montadas por Bill Belichick também tiveram como característica a capacidade de execução das jogadas através de comunicação entre defensores. Como na NFL há mais times ruins (ou mal treinados) que bons, geralmente observamos atletas que não conseguem reconhecer suas responsabilidades em sistemas em zona e permitem separações suficientes para recebedores.

Como facilitar nunca é a solução para nada, é mais comum hoje em dia vermos defesas armadas em nickel combinando zona e marcação individual na mesma jogada. O defensive back a mais em campo geralmente aumenta a complexidade, e por consequência, a taxa de probabilidade de sucesso. Apesar disso, como o futebol americano a nível de NFL é um jogo de passes, tornar a formação nickel como defesa-base é uma necessidade para as franquias, mesmo desafiando os fundamentos de Processamento e Estatística.

Aproveitando o esquema de Cover 2 do Inside the Pylon, vamos desenhar em cima dele como exemplo uma combinação de rotas que explore o espaço entre os dois safeties. Se você costuma ler a coluna tática, viu que exploramos jogadas em semanas anteriores contra essa cobertura. Utilizando uma variação do conceito smash, aproveitamos para fazer com que o recebedor Y esteja livre no meio do campo, um clássico Cover 2 beater.

Como esse é um conceito voltado para vencer a Cover 2, repare que ele explorar os flats com o running back e o recebedor X, enquanto o H e o Z executam rotas corner, afastando os safeties. Se o TE for capaz de vencer o Middle Linebacker na velocidade, receberá a bola no meio do campo. Isso geralmente ocorrerá por que as zonas desenhadas em azul não têm responsabilidades com o fundo do campo, e ao ultrapassar essa faixa, a tarefa é dos safeties. Observe agora, o cover 2 dos Packers sendo destruído exatamente por um TE no meio do campo.

A zone blitz deveria confundir os adversários, não os jogadores do próprio time.

Se você leu o texto sobre a defesa de Don Capers, viu que a secundária rotaciona de forma a compensar a blitz. Aqui, provavelmente Jameis Winston estudou o tape (o mínimo que se espera de um QB de NFL), além da sua absurda confiança em Cameron Brate. A defesa dos Packers no lance rotaciona de cover 2 para cover 1 e retornando ao ponto inicial antes do snap, de forma a confundir o QB.

Fixando no momento em que o passe acontece, podemos visualizar o Cover 2 perfeitamente desenhado, bem como a janela de recepção de Cameron Brate sendo construída. A jogada terminou em Touchdown, para desespero da torcida cabeça-de-queijo. Zone blitz é um sistema complexo, e o que podemos observar aqui é o guerreiro #35 completamente perdido quanto a sua tarefa no lance, e de repente apareceu um jogador melhor atleticamente para ele dar conta.

Em um texto que de certa forma traz um aparato geral da rodada, eu não poderia deixar passar o fato de que a defesa dos Colts cedeu 309 jardas e 2 TDs a Blake Bortles em 26 passes completos de 35 tentativas, o que forma um rating de 119,8. Aliás, fazer QBs medíocres jogarem que nem Joe Montana é uma especialidade da unidade treinada por Chuck Pagano e Ted Monachino. Caso leitor não saiba, a defesa de Indianapolis é a 28ª da temporada segundo a ESPN, totalizando 4560 jardas cedidas ao adversário em 2017. Evidentemente, esse número fora de contexto não é o suficiente para descrever a RUINDADE desse bando de incapazes comandado por Chuck Pagano, o incapaz-maior, então observemos um dos lances da partida do último domingo em Jacksonville.

Uma jogada que mistura os conceitos smash e levels, entretanto, a leitura de Bortles será Dede Westbrook alinhado como Split End no lado superior da tela. O WR do Jaguars (franquia GIGANTE E ENORME, por sinal) executa uma rota que combina o post e corner, aproveitando o espaço entre corner e safety visto na imagem do início desse texto. Os Colts mostram um Cover 2 Man, utilizando de Press Coverage com os corners, para tentar tirar o tempo das rotas. Como o Colts é o Colts, plano de jogo mal treinado, montado e executado, isso não dá certo, permitindo a recepção de Westbrook. Para aumentar os requintes de crueldade da jogada, Bortles ainda demonstra toda a sua PRESENÇA DE POCKET para andar para frente, plantar os pés e executar um passe gracioso.

Agora indo ao OUTRO LADO DA MOEDA, observemos a defesa dos Jaguars permitir um grande espaço para TY Hilton no único TD dos Colts na mesma partida. 4th & 2 e os Jaguars cedem um passe de 40 jardas para touchdown. Acompanhe no gif o desenvolvimento da rota de TY Hilton.

“Deixa que eu deixo.”

Observe que em um determinado ponto, dois jogadores dos Jaguars entram em indecisão sobre quem é o responsável de continuar com o camisa 13 dos Colts no lance. Como Eugene é um dos WRs mais ágeis da liga, esse intervalo é o suficiente para que ele se desprenda e faça a recepção. Como apenas esse erro não é o suficiente para os Jaguars a cereja do bolo no lance é a pior reação de safety no lance, que tinha um excelente ângulo para o tackle e simplesmente decidiu NÃO IR na jogada.

Semana #12: os melhores piores momentos

75% da temporada da NFL já foi jogada. Já estreamos novos segmentos, consagramos jogadores e vimos muita desgraça até aqui. Porém, a coluna só trouxe uma certeza até hoje: se ela for continuar em 2018, certamente não serei eu que a farei. Eu não aguento mais. O leitor não liga para os meus desabafos, então vamos lá:

1 – Fuck It I’m Going Deep Fan Club

Quando o Quarterback (semana passada vimos que nem sempre só o quarterback) resolve jogar a bola longe sem medo de ser feliz.

1.1 – Matt Moore 

Quando o DB disputa com outro DB quem vai agarrar a bola, certamente não foi uma boa decisão.

1.2 – Marcus Mariota

Baseado na jurisprudência do caso anterior, além de que o drop do Darius Butler e o receiver escorregando mereceram ser destacados.

1.3 – Tyrod Taylor (part. especial: Marcus Peters)

Nada como ter o defensor do seu lado.

1.4 – Joe Flacco

Claramente procurando Rahim Moore na secundária.

2 – O Fumble Bowl 

2.1 – Malcom Jenkins

Sempre muito triste sofrer um fumble depois de interceptar um passe.

2.2 – Mitch Trubisky

Quando draftado, sabia-se que Trubisky precisaria de um tempo para se adaptar. Mas, porra, no College tu não segurava snap também não?

2.3 – Jay Ajayi

Quando a vontade de se consagrar é maior que a vontade de segurar a bola.

3 – Imagens que trazem PAZ

3.1 – Brock Osweiler

3.2 – Broncos @ Raiders 

3.3 – Robbie Anderson (assista com áudio)

3.4 – A defesa do Oakland Raiders, Paxton Lynch e… isto.

A primeira interceptação do Raiders na temporada veio em grande estilo.

3.5 – Este idiota dos Redskins

Repare como ele desconhece a regra do touchback. Seu companheiro de equipe conhecia, e ficou pistola.

3.6 – O center de New England

Tentou dar uma chance aos Dolphins. Não adiantou.

3.7 – Tyreek Hill e outro guerreiro de Kansas City 

A imagem que simboliza como o ataque dos Chiefs derreteu de algumas rodadas pra cá.

4 – Troféu Dez Bryant da Semana

Sabe quando seu time tem um jogo complicado e precisa que o jogador de nome apareça? O torcedor dos Cowboys sabe. O torcedor dos Cowboys também sabe que Dez Bryant não é o nome ideal para esses momentos.

Por tudo isso, o vencedor do troféu Dez Bryant da Semana é Leonard Fournette. Parabéns!

 

Podcast #6 – uma coleção de asneiras VI

Trazemos as análises mais acertadas do mundo sobre o último dia de trocas na NFL. E, de brinde, apresentamos algumas trocas que não aconteceram, mas gostaríamos de ter visto.

Em seguida, voltamos com o #spoiler: dessa vez, quais jogadores vencerão os prêmios de MVP, Defensive Player of the Year Offensive Rookie of the Year. Já pode fazer suas apostas que o dinheiro é garantido.

Depois abrimos espaço para cada um destacar uma pauta que chamou a atenção nessa temporada – inclusive uma tentativa medonha de defender o Cleveland Browns (!!!). Por fim, damos as tradicionais dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas semanas. Só jogão.

Semana #7: os melhores piores momentos

A NFL segue se mostrando cada vez mais estranha. Os jogos de quinta-feira estão sendo os mais divertidos, Joe “Iron Man” Thomas (conversou conosco, nunca esqueceremos) se machucou e o Piores Momentos da Semana voltou a sair na terça-feira. Agora que já cumprimos o requisito do editor de sempre introduzir os textos com algo, vamos ao que interessa:

1 – Defesas passando vergonha

Miami Dolphins e Indianapolis Colts. Quem diria.

1.1 – Miami Dolphins

A cabeça até doeu contando quantos defensores perderam o tackle. Paramos em 73.

1.2 – Indianapolis Colts

“O time está mal por que Andrew Luck não joga”, disse o iludido torcedor.

2 – O pior onside kick da história

Alguém avise o rapaz que a bola só precisa viajar 10 jardas. E é ideal também que ela suba.

3 – Kelvin Benjamin 

Você sabe o que é awareness? Entenda o significado da palavra ao ver um exemplo de um rapaz que não o tem. Aparentemente Kelvin Benjamin ficou paralisado por ter feito uma boa jogada (não mostramos ela de propósito – ele não merece). Ainda bem que o juiz estava lá para ajudá-lo.

Preste atenção no relógio e no momento do jogo.

4 – Jeff Heath, verdadeiro herói americano

Quando Dan Bailey se machucou, o Safety Jeff Heath assumiu os kickoffs Extra Points dos Cowboys, e o resultado vai te surpreender. Infelizmente ele não teve a oportunidade de chutar um Field Goal de 47 jardas para se consagrar ainda mais.

5 – Imagens que trazem PAZ

Até hoje não sabemos pAra quem.

5.1 – Trabalhe pra NFL, eles disseram. Vai ser divertido, eles disseram.

A sensibilidade de Mike Evans é comovente. Ele se preocupa apenas em mostrar que pegou a bola.

Strike

5.2 – Khalil Mack

Especialista em fazer os outros passarem vergonha.

5.3 – Ainda sobre verdadeiros heróis nacionais

Repare como o nosso ídolo sequer derruba o copo.

5.4 – Le’Veon Bell 

Nosso amigo @oQuarterback disse tudo.

6 – Jimmy Graham 

Não gostamos dele e não escondemos de ninguém (ver: http://picksix.com.br/podcast-4-uma-colecao-de-asneiras-iv/). Deixaremos as imagens falarem por si só.

6.1 

6.2 

7 – A saga de um torcedor dos Colts

Estragar um carregador. Atropelar o seu celular. Lançar o seu celular no campo. E essa nem é a pior parte. Acompanhe esse emocionante relato de um sofredor.

8 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O prêmio que premia o jogador de nome que, quando você mais precisa dele, desaparece. Lembre-se disso quando pensar em criticar a escolha da semana.

TY Hilton. Sempre evito colocar WRs aqui sem que eles recebam muitos targets – é o caso de TY. Mas depois de duas semanas com jogos medíocres (menos de 50 jardas no total), ele se tornou um forte candidato. Então ele resolveu botar a culpa de sua ineficiência na linha ofensiva. Assim levou o Troféu Dez Bryant para casa. Parabéns!

Foda certas situs.

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Semana #5: os melhores piores momentos

O protocolo pede para que sempre haja um textinho de introdução antes de ir direto ao que interessa. Como sabemos que você vai pular essa parte da coluna, vamos direto ao que interessa.

1 – Começando com o pé torto: o Thursday Night Football

O Tampa Bay Buccaneers sofre com uma maldição que não acomete times grandes, apenas Buffalo Bills e Minnesota Vikings da vida: a franquia não consegue achar um kicker. Roberto Aguayo foi escolhido na segunda rodada do draft em 2016 para, um ano depois, ser chutado pelos restos de perna que habitavam o corpo de Nick Folk.

Aguayo está sem time e Nick Folk perdeu gloriosos três (!!!) Field Goals na derrota dos Bucs para os Patriots. Mas, vamos dar um desconto para o rapaz. O último chute era de trinta e uma jardas.

Errou.

2 – Prêmio Dez Bryant da Semana. 

Gostamos de deixar para dar o Troféu Dez Bryant – o único que premia o jogador de nome que você não pôde confiar durante a rodada – no final da coluna, mas abrimos uma exceção para Ben “Big Ben” Roethlisberger. Afinal, todos já sabiam. Cinco interceptações, duas pick sixes. Não temos mais o que dizer. Parabéns!

Procurando o fundo do poço.

3 – Interceptações medonhas: quem tem QB, tem medo.

Os que não tem choram.

3.1 – Jay Cutler

Estamos negociando os últimos detalhes para que Cutler se torne o patrocinador da coluna no lugar deixado por Andy Dalton.

3.2 – Jared Goff 

Até ontem ele era chamado de bust. Entenda aqui o porque.

3.3 – Jared Goff 2: O Inimigo Agora é Outro

Interceptado em um screen, bicho.

4 – Drops medonhos: na dúvida, vire jogador de soccer.

4.1 – Cooper Kupp

Porque ninguém atrapalha o comeback do nosso Jared Goff e sai impune.

4.2 – O guerreiro #34 de Minnesota

Todos sabemos que receivers que não sabem agarrar a bola viram defensive backs. Nem sempre isso é bom.

5 – Apenas mais uma cagada dos Special Teams do Indianapolis Colts

A unidade que já nos brindou com momentos inesquecíveis ataca novamente. Vamos deixar algo bem claro: se uma jogada nunca foi feita anteriormente na NFL, é bem provável que isso se dê porque ela é uma merda. E não é Chuck Pagano que vai descobrir algum conceito revolucionário. Apenas pare com isso, Colts.

6 – Imagens que trazem PAZ.

6.1 – Os 49ers ainda são péssimos

Porque você não vê muitos sacks em 2 men rush. Aliás, você não vê nem muitos 2 men rush. 

6.2 – Matt Cassel

A culpa não é dele, a culpa é de quem o coloca para jogar. Aqui vemos ele parindo uma futebola em um fumble deveras bizarro.

6.3 – “A bola tá vindo, o que é que eu faço?” ou “O não-retorno de Tavon Austin”

Era um fair catch. O único obstáculo dele era ele mesmo. Não foi suficiente.

7 – A segunda melhor coisa que o Chicago Bears fez no ano.

A primeira, claro, foi selecionar Mitch Trubisky. Um fake punt, um touchdown, defensores passando vergonha. São momentos como esse que alimentam o servidor do Pick Six Brasil.

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Podcast #4 – uma coleção de asneiras IV

Discutimos as principais surpresas da NFL e, depois, com o objetivo de fazer ainda mais inimigos, apresentamos jogadores supervalorizados ao redor da liga.

Também apontamos nosso Super Bowl dos sonhos – sem essa de Patriots x Seahawks, ninguém aguenta mais. Por fim, como já é comum, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar de olho!

Participação especial: Vitor, do @tmwarning.

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Podcast #3 – uma coleção de asneiras III

Trazemos as lesões mais recentes da NFL e discutimos jogadores injury prone. Realidade? Mentira? O que comem? Onde habitam? Em seguida, apresentamos a realidade de alguns times, se são bons ou ruins. Por fim, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar atento nas próxima semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.