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De favorito a underdog: a história do Philadelphia Eagles

O Philadelphia Eagles de 2017 é o time dos extremos: depois de conquistar a primeira posição na NFC durante a temporada regular e ser um dos favoritos a chegar ao Super Bowl, o time passou a ser um verdadeiro azarão. A contusão de Carson Wentz, que vinha sendo o melhor QB da liga e principal candidato ao prêmio de MVP, teve um impacto muito grande para o Eagles, e não apenas dentro de campo.

O melhor time da Conferência, pelo menos na tabela de classificação, chegou ao Divisional Round dos playoffs como posição número um mais menosprezada dos últimos tempos. Foi a primeira vez na história em que as casas de apostas americanas consideraram que o time com a sexta melhor campanha, o Atlanta Falcons, jogando fora de casa, era o favorito no confronto contra a seed #1 e mandante da partida.

Apesar do descrédito, o primeiro round foi bem sucedido. A vitória contra o Falcons não foi bonita, é claro. O placar de 15×10 não acaba com as dúvidas dos que não acreditam no Eagles sem Carson Wentz. Em um jogo apertado, de pouca inspiração ofensiva, o time mais eficiente venceu, mas não empolgou. Se Atlanta tivesse tido um pouco mais de inspiração nas chamadas ofensivas em seus últimos quatro downs (isso é sim um ataque direto a Steve Sarkisian), quando esteve a duas jardas de vencer o jogo, esse texto não estaria nem sendo escrito.

Saudades Carsinho.

Mas o Eagles contrariou os prognósticos desfavoráveis e venceu, provando que o título de underdog era um pouco exagerado. Agora, na final da Conferência, o adversário é o forte Minnesota Vikings, que vem carregado de energias positivas após uma das jogadas mais épicas de todos os tempos. Assim como no jogo contra o Falcons, o Eagles é novamente considerado zebra: Las Vegas considera que o Vikings tem vantagem de 3,5 pontos no confronto.

O menosprezo externo parece não afetar o time, que usa a narrativa de ser um underdog como motivação. “Prefiro que as pessoas duvidem de nós, ao invés de nos dar tapinhas nas costas”, disse o Right Tackle Lane Johnson, que após o jogo contra o Falcons não hesitou em colocar uma máscara de cachorro e esfregar a vitória na cara dos que consideravam o Eagles como “dogs”.

Apesar de novamente ser subestimado, o Eagles tem todas as condições de bater o Vikings e avançar ao Super Bowl pela primeira vez desde 2005, quando perdeu para o New England Patriots. Como isso acontecerá? As razões são várias.

Torcida e clima

A atmosfera na Philadelphia será extremamente favorável ao Eagles. Na arquibancada, serão 69 mil torcedores sedentos por um Super Bowl. Famosos pelo fanatismo e pelo descontrole (e pelas vaias), são capazes de ser presos por socar o cavalo da polícia, vaiar o Papai Noel e promover brigas épicas no metrô. São esses mesmos torcedores alucinados que tornarão a vida do Minnesota Vikings um inferno durante todo o jogo.

A vantagem de jogar em casa não pode ser menosprezada, especialmente no frio de Philly em Janeiro e contra um time que já se acostumou a jogar no calor de seu novo e confortável estádio coberto.

Essa turminha vai arrumar altas confusões em janeiro!

Eliminar erros

Em um jogo que promete ser disputado até o fim, como foi contra o Falcons, quem errar menos, obviamente, vence. Por isso, é fundamental eliminar alguns deslizes inaceitáveis como os que poderiam ter custado a vitória no Divisional Round. Turnovers, como o fumble de Jay  Ajayi logo no início da partida, e falhas em jogadas de special teams, como o ponto extra perdido por Jake Elliot e o muffed punt que deu a bola para o Falcons já na redzone, simplesmente não podem acontecer. O Minnesota Vikings é um time mais forte que o Atlanta Falcons e certamente conseguirá tirar mais proveito desse tipo de falha em um jogo cujo placar deve ser baixo.

Ter sucesso no jogo corrido

De acordo com o site Number Fire, desde que Jay Ajayi chegou a Philadelphia, na semana 9 da temporada regular, apenas Alvin Kamara tem média de jardas por tentativa superior a do RB do Eagles. Porém, a missão de Ajayi contra o Vikings não será nada fácil. Minnesota tem uma das melhores defesas da NFL contra o jogo terrestre. Além de uma linha defensiva dominante, os linebackers são muito rápidos e versáteis. Correr contra o Vikings é, sim, difícil. Mas mais difícil ainda é travar um duelo aéreo contra a secundária de Minnesota, especialmente quando Nick Foles é seu QB.

Claramente, o ponto forte do ataque do Eagles sem Carson Wentz é pelo chão. Para ter chances reais de vitória, é fundamental estabelecer o jogo terrestre desde o início do jogo, controlar o relógio e manter o placar sob controle.

Esconder Nick Foles

No duelo dos backup QBs, o time que conseguir mascarar as falhas do comandante do seu ataque terá mais chances de sucesso. Isso parece ser mais importante para o Philadelphia Eagles do que para o Minnesota Vikings, que tem Case Keenum jogando bem desde o início da temporada e sendo um QB claramente melhor que Nick Foles.

Contra uma defesa rápida e agressiva, o Eagles precisa tornar o trabalho de Foles o mais simples possível. Leituras rápidas, passes curtos, screens e run-pass options (o novo termo da moda pra quem quer fingir que entende de tática) são maneiras efetivas de minimizar os riscos de turnovers e ganhar jardas, mesmo que poucas, de forma contínua. A experiência que Foles teve no ataque de Chip Kelly, em 2013, quando lançou 27 TDs e apenas 2 INTs, mesmo tendo sido um desvio de percurso, pode e deve ser aproveitada nessa situação.

Pressionar Case Keenum

Brandon Graham, Fletcher Cox, Tim Jernigan e Vinny Curry formam uma das melhores linhas defensivas da NFL, tanto contra o jogo terrestre quanto contra o jogo aéreo. De acordo com o site Pro Football Focus, o Eagles conseguiu pressionar o QB adversário em 41,5% dos dropbacks, enquanto a média da liga é 34,7%. O que mais impressiona é que a linha defensiva consegue colocar pressão no QB em 38,3% dos snaps em que manda apenas quatro pass rushers. Ou seja, em grande parte dos snaps, o Eagles consegue chegar ao cenário ideal para uma defesa: conseguir chegar ao QB sem mandar Blitzes.

Ao mesmo tempo em que a defesa tem um pass rush eficiente, Case Keenum é um dos QBs mais pressionados da NFL: 39,3% das jogadas, de acordo com o PFF. Naturalmente, como a maioria dos QBs, Keenum tem percentual de passes completos e rating consideravelmente inferiores quando está sob pressão. Contra o Saints, ele completou apenas 3 de 11 passes quando estava sob pressão e, inclusive, lançou uma interceptação de sangrar os olhos. A matemática, nesse caso, está ao lado de Philly e pode ser decisiva, afinal títulos já foram decididos por defesas com pass rush eficiente (alô, Denver Broncos!).

Spoiler.

Acreditar no destino

Por último, é preciso acreditar que, mesmo sem seu melhor e mais importante jogador, o Eagles não chegou até a final de Conferência por acaso. Com uma pequena força dos deuses do football, que têm vontades bastante peculiares, o time pode emular um New York Giants de 2007 ou um Baltimore Ravens de 2012, chegar ao Super Bowl e, inclusive, vencê-lo. Basta uma ajudinha do destino, por que não?

Em busca da direção certa

O desempenho do QB Carson Wentz em sua temporada de rookie está longe de ser um primor. Foram 3782 jardas aéreas conquistadas, apenas 16 TDs e 14 INTs, números que são suficientes para colocá-lo, no máximo, próximo da linha da mediocridade. A NFL, felizmente, não é feita apenas de estatísticas. Assistir um QB em ação muitas vezes nos diz muito mais do que analisar friamente os números que ele produziu.

Desde que pisou no gramado para enfrentar o Cleveland Browns, na primeira semana da temporada de 2016, Wentz aparenta ser o que uma franquia espera de um QB. Os erros, é claro, estão lá, como estão para todos os rookie QBs, mas aparentam ter origem mais na inexperiência do que em uma eventual deficiência o que, claro, seria mais difícil de ser corrigido.

Wentz errou bastante em 2016, mas também acertou. O controle e a liderança que ele tinha no ataque do Philadelphia Eagles são raros para um calouro. Sua capacidade de leitura das defesas, antes mesmo do snap, também chama a atenção. O que mostrou em campo comprova o que muitos especialistas diziam antes mesmo do draft: Wentz é um grande amante e estudioso do football, algo semelhante a Peyton Manning, guardadas as devidas proporções.

Matou no peito.wentz

As armas

Não é à toa que o Eagles decidiu que Carson Wentz é o franchise QB que o time aguardava desde a saída de Donavan McNabb e decidiu construir o futuro ao redor dele. O primeiro passo foi reformular o grupo de recebedores, que em 2016 foi um grande problema para o ataque. O time mandou o inconstante Jordan Matthews para o Buffalo Bills em uma troca e contratou os veteranos Alshon Jeffery e Torrey Smith.

Jeffery tem o talento necessário para ser um dos melhores WRs da liga, sem dúvidas, mas precisa permanecer saudável, o que não era rotina em seus tempos de Chicago Bears. Em cinco anos em Chicago, foram apenas duas temporadas sem perder jogos por contusão. Nos dois anos em que ficou saudável, Jeffery recebeu mais de 1000 jardas aéreas e, em 2013, anotou 10 TDs. Seu talento nunca foi questionado e, se conseguir ficar longe das contusões, Alshon deve ser o principal jogador do ataque do Eagles em 2017.

Torrey Smith, outro contratado na free agency, ficou escondido por dois anos no horroroso San Francisco 49ers, mas em seus três anos de Baltimore Ravens mostrou que pode ser um jogador bastante útil e que adiciona o elemento do passe em profundidade ao ataque. Jeffery e Smith são uma versão um pouco mais pobre do que o Tampa Bay Buccaneers tem em Mike Evans e DeSean Jackson, por exemplo, mas têm a capacidade de complementar um ao outro e oferecer opções que Carson Wentz simplesmente não tinha em 2016.

Além de Jeffery e Simith, Wentz terá à disposição o bom TE Zack Ertz, que merece ser mais acionado, e o WR Nelson Agholor que, segundo os repórteres que acompanham o time, é um dos jogadores que mais evoluiu nessa offseason depois de um turbulento 2016.

Com esse grupo de recebedores e com uma linha ofensiva que tem Jason Peters, Jason Kelce e Lane Johnson, considerada a melhor da NFL pelo site Pro Football Focus, o Philadelphia Eagles pode ter um ataque bem interessante em 2017.

O ponto de interrogação

A dúvida fica para o grupo de RBs: Ryan Mathews, principal corredor do time em 2016, foi dispensado. Para o seu lugar, o Eagles contratou LeGarrette Blount, que deve ser responsável pelo trabalho sujo entre os tackles. As informações sobre Blount, porém, não têm sido boas durante o training camp e chegou, inclusive, a surgir a especulação de que ele poderia ser dispensado.

Além de Blount, o Eagles tem o segundo anista Wendell Smallwood, que teve oportunidades no ano passado e não mostrou muito serviço, e o especialista em receber passes e já idoso Darren Sproles. Em teoria, é um grupo que traz habilidades diversas e que pode se complementar bem, mas algo parece que vai dar errado.

As contratações ofensivas feitas pelo Eagles criaram um ataque com mais talento e mais alternativas, portanto é justo esperar uma performance melhor de Wentz e seus alvos em 2017.

O dono da bola.

O copo meio cheio

A defesa do Philadelphia Eagles em 2016 não teve uma performance horrível. A unidade terminou a temporada em 12º em pontos cedidos e 13º em jardas permitidas, por exemplo. Mas as deficiências de defesa são óbvias e talvez a principal delas seja na posição de cornerback.

Na temporada passada, os defensores do Eagles permitiram que os QBs adversários completassem 60% dos passes. Nolan Carroll e Leodis McKelvin deixaram o time, para a felicidade dos torcedores de Philly. O problema é que quem ficou não inspira confiança e talvez isso tenha motivado a troca com o Buffalo Bills, em que o Eagles enviou Jordan Matthews e recebeu o CB Ronald Darby, que chega e automaticamente entra no time titular. O grupo de linebackers também é uma preocupação. Além do dinâmico Jordan Hicks, não há muita certeza.

A força da defesa talvez esteja na linha defensiva. Fletcher Cox é um dos melhores DTs da NFL e vence constantemente as coberturas duplas que recebe. Além de Cox, o Eagles conta com jogadores de pedigree que ainda não conseguiram atingir todo o potencial que têm, como Brandon Graham, escolha de primeiro round do draft de 2010, e Vinny Curry, que assinou uma extensão contratual de 47,5 milhões de dólares que alguns classificam como o pior contrato de um DL da NFL.  Chris Long e Timmy Jernigan chegam via free agency com a expectativa de adicionar elementos a mais no pass rush, que será fundamental para o sucesso da defesa.

Palpite: A evolução, principalmente ofensiva, acontecerá, mas é difícil enxergar esse time ganhando mais do que oito jogos. Um recorde de 8-8 não seria surpreendente. Um 9-7 seria um sucesso absoluto. Mas, como mencionado no início do texto, a NFL não é feita apenas de números. O que o Philadelphia Eagles precisa em 2017 é ter a certeza que encontrou seu QB e que a franquia está no caminho certo.

Top Pick Six #6: os 15 melhores DLs da NFL

Dia de mais um ranking no Pick Six! Agora listamos os 15 melhores DL (defensive linemen) da NFL, com DTs (defensive tackle) e DEs (defensive end). Nos mesmos moldes das listas que já fizemos, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores DLs entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí – pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Rovere.

Vamos ao que interessa!

15° Fletcher Cox
13 | 8 | – | 14 | – | 11 | 7 | 15
Time: Philadelphia Eagles
Idade: 26 anos
Draft: 2012 / Round: 1 / Pick: 12
College: Mississippi State
Career Stats:
Total tackles: 255
Sacks: 28.5
Pass deflections: 9
Forced fumbles: 6
Defensive touchdowns: 1

Abrindo nosso ranking de DLs, Fletcher Cox. Para se ter ideia do quanto bom ele é, em 2012, seu ano de calouro, Cox trocou socos com jogadores dos Lions e foi multado em 21 mil dólares! Após isso, melhorou sua personalidade e seu jogo: com excelentes números durante toda sua carreira assinou, em 2016, uma extensão de contrato de 6 anos, valendo 103 milhões de dólares, com 63 milhões garantidos.

TOP PICK SIX 1: OS 15 MELHORES WRs DA NFL

14° Carlos Dunlap
– | – | – | 8 | 13 | 7 | – | 6
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 28 anos
Draft: 2010 / Round: 2 / Pick: 54
College: Florida
Career Stats:
Tackles: 315
Quarterback sacks: 57.0
Pass deflections: 35
Forced fumbles: 15

Dunlap começou seu ano de calouro no banco, mas acabou jogando 12 partidas após substituir atletas lesionados. Carlos terminou aquele ano com 9,5 sacks, o número mais alto anotado por um calouro na história dos Bengals. Em 2013, assinou um contrato de 40 milhões de dólares com o time de Cincinnati, onde já provou seu valor com boas temporadas – dois anos depois, teve a melhor temporada da carreira, com 13,5 sacks e uma vaga no Pro Bowl.

13° Olivier Vernon
8 | 15 | 10 | – | 12 | – | – | 4
Time: New York Giants
Idade: 26 anos
Draft: 2012 / Round: 3 / Pick: 72
College: Miami (FL)
Career Stats:
Total tackles: 259
Sacks: 37.5
Forced fumbles: 4

Vernon iniciou sua carreira dos Dolphins e até teve certo sucesso. Pedindo um salário alto, o time de Miami resolveu negociá-lo e, em 2016, Vernon assinou com os Giants um contrato de 5 anos: 85 milhões de dólares, 52,5 garantidos.

Ao menos sabe comemorar o 4 de julho.

12° Cameron Wake
– | – | 4 | 15 | – | – | 6 | 7
Time: Miami Dolphins
Idade: 35 anos
Draft: 2005, Undrafted
Career Stats:
Total tackles: 288
Sacks: 81.5
Forced fumbles: 21
Fumble recoveries: 2
Interceptions: 1

Cameron só não está ranqueado mais alto porque já tem 35 anos, provavelmente em final de carreira. Draftado em 2005 pelos Giants, mas nem chegou a atuar pela equipe de Nova York e foi dispensado em junho. Sem contrato foi atuar na CFL pelo BC Lions, onde jogou por dois anos. Em 2008, voltou aos EUA e assinou com os Dolphins, onde está até hoje. O time de Miami fez um negócio da China: deu a Wake um contrato de “apenas” 4,9 milhões de dólares, por 4 anos. Este ano, logo após o SB, ele assinou uma extensão até 2018, onde deve atuar suas duas últimas temporadas.

11° Gerald McCoy
7 | 3 | 9 | – | 1 | 1 | – | – | –
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 29 anos
Draft: 2010 / Round: 1 / Pick: 3
College: Oklahoma
Career Stats:
Tackles: 222
Quarterback sacks: 42.5
Passes deflections: 19
Forced fumbles: 6

McCoy foi um atleta universitário completo, sendo um dos mais dominantes de sua posição. Não à toa, foi draftado na pick 3 overall. Sua carreira na NFL começou promissora: em sua estréia forçou um fumble na vitória sobre os Browns, em 2010. McCoy já disputou 5 Pro Bowls, o que lhe garantiu, em 2014, um extensão de contrato de 7 anos, valendo 98 milhões de dólares, com 51,5 garantidos. Ele também é um grande filantropo, tendo ajudado diversas pessoas e instituições de Tampa: em 2012, doou US$ 100,000.00 para construção do Tampa Bay Buccaneers Field, onde junto a alguns colegas de time dão aulas de futebol americano para crianças carentes da região.

TOP PICK SIX #2: OS 15 MELHORES CBs DA NFL

10° Ndamukong Suh
11 | 7 | 8 | – | 10 | – | 5 | –
Time: Miami Dolphins
Idade: 30 anos
Draft: 2010 / Round: 1 / Pick: 2
College: Nebraska
Career Stats:
Total tackles: 372
Sacks: 47.0
Forced fumbles: 2
Interceptions: 1
Pass deflections: 26

Um “4-star recruit” ao sair da universidade, Suh foi a pick 2 do draft de 2010, escolhido pelos Lions, após o Rams selecionar Sam Bradford (haha). Suh foi um dos últimos atletas universitários que logo em seu ano de calouro recebeu um contrato muito alto: 5 anos, 68 milhões de dólares, 40 garantidos (hoje essa farra acabou). Suh sempre foi um atleta dominante e, às vezes, se envolvia em confusões – muitos o consideram um jogador sujo. Mesmo assim, jogou em 5 Pro Bowls e, em 2015, assinou com os Dolphins um contrato elevadíssimo de 6 anos, 114 milhões. Esses valores fizeram de Ndamukong o atleta de defesa mais bem pago da história da NFL, ultrapassando J.J. Watt.

Curiosidade: durante sua carreira, Suh já pagou US$ 216,875.00 em multas.

09° Ezekiel Ansah
6 | 10 | – | 6 | 8 | 6 | – | –
Time: Detroit Lions
Idade: 27 anos
Draft: 2013 / Round: 1 / Pick: 5
College: Brigham Young
Career Stats:
Tackles: 163
Sacks: 32.0
Forced fumbles: 9

“Ziggy” Ansah, como é conhecido, tem se mostrado um jogador melhor a cada ano. Ele não era cotado para ser escolhido no draft de 2013 mas, na metade da temporada do college, acabou subindo e chegou a ser colocado no final do primeiro round em alguns mocks. Depois de uma performance absurda no Senior Bowl, Ansah foi considerado o sleeper do draft. Bom, acabou saindo como 5° overall, não tão sleeper. De qualquer forma, sua melhor temporada com os Lions foi em 2015, quando anotou 14,5 sacks, caindo muito de produção em 2016 – sofreu com lesões e teve apenas 2 sacks. Mesmo, assim os Lions usaram a opção do quinto ano de contrato dele e apostam no defensor.

TOP PICK SIX #3: OS 15 MELHORES TEs DA NFL

08° Everson Griffen
12 | 6 | – | 7 | 9 | 8 | 15 | 10
Time: Minnesota Vikings
Idade: 29 anos
Draft: 2010 / Round: 4 / Pick: 100
College: USC
Career Stats:
Total tackles: 234
Sacks: 48.0
Forced fumbles: 7
Fumble recoveries: 4
Interceptions: 1
Defensive touchdowns: 2

Os Vikings conseguiram uma steal no draft ao selecionar Griffen no round 4. Um atleta de força física e habilidades raras, tinha como ídolo Terrell Suggs. Os últimos três anos foram os melhores de sua carreira, e 2017 parece promissor para ele e pra defesa dos Vikings.

Pena que joga no Vikings.

07° Robert Quinn
4 | – | – | 5 | 5 | – | – | 2
Time: Los Angeles Rams
Idade: 26 anos
Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 14
College: North Carolina
Career Stats:
Total tackles: 186
Sacks: 54.0
Forced fumbles: 18
Fumble recoveries: 2
Defensive touchdowns: 1

Quinn é um dos principais jogadores dos Rams (convenhamos, não há muitos). Já tendo atuado em dois Pro Bowls, teve como seu melhor ano 2013, quando anotou incríveis 19 sacks, forçou 7 fumbles e recuperou outros dois. Ano passado ele foi colocado no IR com uma concussão e pode sim, por conta da lesão, sofrer um declínio em 2017. Independente disso, seu talento é grande e há potencial para mais alguns anos jogando em alto nível.

06° Geno Atkins
10 | 12 | 7 | – | 7 | 3 | 8 | –
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 29 anos
Draft: 2010 / Round: 4 / Pick: 120
College: Georgia
Career Stats:
Total tackles: 244
Sacks: 52.0
Pass deflections: 6
Forced fumbles: 8
Fumble recoveries: 2
Defensive touchdowns: 1

Outra steal de um draft, Atkins foi selecionado no 4° round de 2010, pelos Bengals. Em 2012, anotou 12,5 sacks, mas no ano seguinte sofreu uma grave lesão nos ligamentos que poderia ter afetado sua carreira. Efeito reverso, desde 2014, Atkins jogou os 16 jogos da temporada regular e foi para três Pro Bowls seguidos.

TOP PICK SIX #4: OS MELHORES LBs DA NFL

05° Joey Bosa
5 | 9 | 3 | 12 | 6 | 15 | 12 | 14
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 21 anos
Draft: 2016 / Round: 1 / Pick: 3
College: Ohio State
Career Stats:
Tackles: 41
Sacks: 10.5
Forced fumbles: 1
Fumble recoveries: 0

O que falar deste garoto que mal entrou na NFL e já é top 5 em um de nossos rankings? Bosa é dominante. Apesar de ter perdido alguns jogos ano passado devido à lesões, ele anotou 10,5 sacks e foi considerado o Defensive Rookie of the Year. Sua carreira no college, em Ohio State, também foi excepcional. Bosa iniciou na NFL já de forma controversa: em uma disputa com os Chargers por questões salarias envolvendo seu contrato de calouro, sua mãe chegou a dizer que “deveríamos ter dado uma de Eli Manning”, referindo-se à rejeição de Eli em atuar pelos Chargers, após o draft de 2004.

“Peço desculpas ao jovem Joey Bosa e todos os torcedores do Chargers por um dia ter duvidado de Joey”, Moraes, Rodrigo, 2017.

“Te fode, Rodrigo!”

04° Calais Campbell
9 | – | 6 | 4 | 3 | 5 | 4 | 12
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 30 anos
Draft: 2008 / Round: 2 / Pick: 50
College: Miami (FL)
Career Stats:
Total tackles: 501
Sacks: 56.5
Passes Defended: 42
Forced fumbles: 8
Interceptions: 3
Defensive touchdowns: 1

Campbell jogou até 2016 pelos Cardinals, time que o draftou. Inclusive foi um dos principais atletas do time de Arizona na campanha que os levou à disputa do Super Bowl XLIII. Em 2017, assinou um contrato de 4 anos, 60 milhões, com os Jaguars e deve manter o alto nível de suas atuações por mais alguns anos.

03° Michael Bennett
3 | 4 | – | 3 | 4 | 9 | 3 | 11
Time: Seattle Seahawks
Idade: 31 anos
Draft: 2009, Undrafted
College: Texas A&M
Career Stats:
Tackles: 253
Quarterback sacks: 45.5
Forced fumbles: 8
Pass deflections: 3

Um dos principais jogadores da defesa dos Seahawks, o mais impressionante é que Michael não foi draftado. Seu começo de carreira não foi tão brilhante: logo foi dispensado pelo Seahawks e puxado dos waivers pelos Bucs, onde jogou por quatro temporadas. De volta a Seattle, os melhores anos: venceu o SB XLVIII e teve uma temporada fantástica em 2015, quando anotou 10 sacks, 52 tackles e forçou 2 fumbles.

TOP PICK SIX #5: OS MELHORES Ks DA NFL

02° Aaron Donald
2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 3
Time: Los Angeles Rams
Idade: 25 anos
Draft: 2014 / Round: 1 / Pick: 13
College: Pittsburgh
Career Stats:
Tackles: 164
Sacks: 28.0
Forced fumbles: 4

Quase uma unanimidade como número 2, Aaron Donald é um dos melhores atletas da NFL, independente da posição. Foi ao Pro Bowl em todas as temporadas que jogou e justificou a escolha de primeiro round em 2014, quando também foi o Defensive Rookie of the Year. Ano passado foi o melhor de sua carreira, com 59 tackles, 28,5 tackles for loss, 11 sacks e 4 fumbles forçados. Em 2017, os Rams optaram pela cláusula de quinto ano de contrato, o que indica que ano que vem, ele assinará se tornará multimilionário.

01° J.J. Watt
1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1
Time: Houston Texans
Idade: 28 anos
Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 11
College: Wisconsin
Career Stats:
Tackles: 379
Quarterback sacks: 76.0
Passes defended: 45
Forced fumbles: 15
Interceptions: 1
Touchdowns: 5

Não tinha como ser diferente: Watt foi unanimidade como número 1. Um dos atletas mais dominantes da NFL – se não o mais – só não tem números ainda mais assustadores por conta de lesões. O 3x Defensive Player of the Year já jogou 4 Pro Bowls e é uma máquina de sacks e atropelos nos QBs adversários. Em 2012 e 2014, anotou incríveis 20,5 sacks. Já anotou também TDs ofensivos, em formações bizarras. Em 2014, tornou-se um dos atletas mais bem pagos da NFL, quando assinou um contrato de 6 anos, valendo 100 milhões de dólares.

Algumas curiosidades do ranking:

– J.J. Watt é o segundo atleta de todos os rankings que fizemos até agora que recebeu todos os votos para número 1. O outro foi o kicker Justin Tucker.
– Watt e Donald são os únicos unânimes no top 3.
– Este é o ranking que teve o menor número de atletas comuns aos 8 rankings: 3 (Watt, Donald e Bosa).
– Um total de 31 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.
– O top 15 contempla 8 jogadores da NFC e 7 da AFC.
– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Watt, Donald, Bosa, Quinn, Ansah, Suh, McCoy, Cox.
– Apenas Michal Bennett é campeão do Super Bowl, dos jogadores da lista.
– Robert Quinn é o jogador com maior diferença entre dois rankings: é o segundo na lista do Rovere, e não aparece em três rankings.
– Ficaram fora do top 15, em ordem: Mike Daniels (GB), Cliff Avril (SEA), Cameron Jordan (NO), Jadeveon Clowney (HOU), Jason Pierre-Paul (NYG), Kawann Short (CAR), Jurrell Casey (TEN), Muhammad Wilkerson (NYJ), Brandon Graham (PHI), Charles Johnson (CAR), Danielle Hunter (MIN), Damon Harrison (NYG), Sheldon Richardson (NYJ), Chris Long (PHI), Malik Jackson (JAX), Frank Clark (SEA).
– Todos os atletas citados são milionários!

Não há luz no fim no túnel (tampouco uma equipe confiável)

O quarto quarterback a iniciar a temporada em quatro anos, sexto a iniciar uma partida nesse mesmo período de tempo (o último a conseguir começar duas temporadas foi o grande Michael Vick em 2012-13): essa é a condição em que estreará Carson Wentz na principal liga de futebol americano, depois de apenas dois anos como titular na “segunda divisão” do football universitário, sob uma pressão que ele jamais teve na vida.

Pressão essa que vai muito além do valor investido em escolhas do draft para subir à segunda posição para levá-lo à Filadélfia. A torcida dos Eagles é conhecida por ser uma das mais impacientes dos Estados Unidos (e já estamos todos ansiosos por essa revolta constante quando o draft aterrissar na cidade ano que vem) – eles vaiam até o Papai Noel. E também há salários em jogo: só esse ano, o time vai pagar mais de 15 milhões de dólares a Chase Daniel e Sam Bradford para não jogarem; um absurdo, considerando-se que esses contratos foram feitos meses antes do draft e Doug Pederson e companhia poderiam ter se adiantado e economizado alguns trocado (e espaço no cap).

Sam Bradford, inclusive, cuja saída abriu as portas para Wentz atropelar Chase Daniel (que, inclusive, com certeza foi enganado com a oportunidade de tomar a posição assim que Bradford se machucasse). A proposta de troca do Minnesota Vikings, dando a oportunidade ao time de recuperar a escolha de primeira rodada investida na troca por Wentz, foi boa demais para ser recusada.

O sorriso de quem não sabe onde está se metendo.

O sorriso de quem não sabe onde está se metendo.

Desistindo da temporada

É valido lembrar já no começo do texto ao mais otimista dos torcedores que a temporada de 2016 será de muito aprendizado e surras para os Eagles. Por mais brilhante que seja o futuro de Carson Wentz, a velocidade do jogo na FCS (a já mencionada segunda divisão em que ele jogava) é muito reduzida em relação a da NFL – e abrir mão de Bradford, assim como voltou a dar esperança a Minnesota, levou o último QB suficientemente adaptado a liga de Philadelphia.

Além disso, Wentz perdeu treinamentos e oportunidades da pré-temporada (mais um motivo pelo qual Chase Daniel deve estar felizão com o comando da equipe) por conta de uma lesão nas costelas, além de disputas contratuais, e não há talento ou físico que possa superar isso, especialmente no caso de um jogador tão cru.

Mas pelo menos o rookie entra em uma condição boa, né?

Não. Na verdade, muito pelo contrário, a começar pela companhia no backfield. Ryan Mathews já realizou boas partidas na NFL, mas nunca conseguiu ser constante quando titular (sua média de 5.1 jardas por corrida veio sendo o RB2 atrás de DeMarco Murray), especialmente por ser mais sensível a lesões que o já citado Bradford (jogou as 16 partidas somente em 2013, em seus 6 anos de liga); a outra opção é Darren Sproles, que aos 33 anos parece eminente a sua decadência.

Falando em opções, Wentz também não terá grandes recebedores (talvez o mais seguro seja o próprio Sproles): o grupo foi apontado pela PFF como o pior da NFL e o único reforço trazido foi Dorial Green-Beckham (em uma troca por um OL sem nome), que fracassou nos Titans, outro time que tampouco é conhecido pelos seus WRs.

Suas melhores opções deverão ser Jordan Matthews, que apesar de suas quase 1000 jardas e 8 TDs atrapalhou muito a vida de Bradford com drops, Nelson Agholor, que teve apenas 23 recepções como novato, e Zach Ertz, que assinou um novo contrato com o valor de 42 milhões de dólares (5 anos) mesmo sem nunca ter recebido mais de 4 touchdowns em uma temporada (mas 853 jardas ano passado).

Por último, a proteção também vai mal das pernas. Os melhores jogadores da linha, os tackles, têm problemas: Jason Peters, left tackle, está sentindo o peso da idade e seu nível já vem caindo desde o ano passado, enquanto Lane Johnson, o homem da direita, está suspenso por 10 jogos pelo uso de esteroides e será substituído por um jogador que deveria ser guard ou por um rookie. Por dentro, Wentz ao menos receberá os snaps do confiável Jason Kelce e Brandon Brooks foi trazido de Houston para reforçar a linha – quem começará como left guard ainda é uma incógnita, pois Allen Barbre pode acabar como RT.

Ao menos temos Fletcher Cox

A situação do outro lado da bola é um pouco mais otimista, especialmente com a chegada de Jim Schwartz (medíocre como head coach, um grande coordenador defensivo). O DT Fletcher Cox (9.5 sacks em 2015) assinou em junho um merecido novo contrato com 63 milhões garantidos e deverá trazer terror por dentro da linha defensiva dos Eagles, que volta a jogar na formação 4-3. No pass rush, ele terá a companhia de Brandon Graham, Connor Barwin (7 sacks ano passado) e Vinny Curry, que também recebeu um novo contrato e parece destinado a despontar nessa nova formação, mesmo após um 2015 decepcionante.

Atrás deles, Philadelphia sofreu reformas importantes no seu back seven. O LB Kiko Alonso e o CB Byron Maxwell foram enviados para o Miami Dolphins para que os times trocassem as escolhas de primeira rodada (manobra que depois permitiu a troca pela segunda escolha, Carson Wentz), mas não é como estejam prestes a fazer muita falta, especialmente o segundo.

O dono da bola.

O dono da bola.

Alonso será substituído por Nigel Bradham, também vindo do Buffalo Bills, mas tendo uma passagem bem menos impressionante por ali. Ele será acompanhado de Jordan Hicks, voltando de uma lesão no peitoral que interrompeu um bom início que teve como novato, e Mychal Kendricks, que protege bem contra a corrida e… só.

A secundária estará bem servida dos safeties Malcolm Jenkins e Rodney McLeod, vindo dos Rams por 37 milhões de dólares. Além disso, Leodis McKelvin e Ron Brooks deverão ser substitutos mais do que suficientes à mediocridade de Byron Maxwell, jogando do lado oposto a Nolan Carroll – mesmo que isso não signifique que qualquer um desses CBs será grande coisa.

Palpite: A defesa pode até tentar nos enganar e gerar um pouco de otimismo com bons jogadores, mas a situação do ataque é de reforma total e não ilude: esse é o pior time da NFC East. De qualquer forma, com a troca de Bradford o próprio time admite estar mais interessado em seguir trabalhando e construindo uma nova equipe ao redor de Wentz nos próximos anos – a disputa pela primeira escolha de 2017 será intensa. Seria uma pena se ela já tivesse sido trocada para os Browns.