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Fantasy Football: cinco erros mais comuns

A popularização da NFL trouxe um novo vício aos fãs brasileiros: Fantasy Football. O joguinho proporciona bastante diversão e ajuda a conhecer jogadores e times diversos, mas é desejável também vencer. Nada melhor do que derrotar aquele coleguinha de liga arrogante ou ganhar o churrasco apostado – mesmo que, em alguns casos, demorem a pagá-lo. Mesmo assim, recomendamos quitar as dívidas antes do início da próxima temporada. Fica a dica, amigos.

Enfim, para alcançar a glória no Fantasy, é obrigatório tomar decisões racionais que minimizam riscos de desastre. Entretanto, fatores como ansiedade, desconhecimento, falta de preparo e excesso de clubismo podem frustrar os planos de uma temporada bem sucedida. Para ajudar quem ainda não conhece os caminhos do sucesso, selecionamos os cinco erros mais comuns, que você certamente quer evitar.

Não conhecer o sistema de pontuação da liga

Por serem totalmente customizáveis, as ligas de Fantasy podem ter diversos sistemas de pontuação. Saber exatamente como seus jogadores vão pontuar e quais são as posições mais valorizadas é o primeiro passo para um draft e uma temporada bem sucedidos. Analisar o sistema de pontuação da sua liga é fundamental para determinar quais posições ou quais tipos de jogadores são mais valorizados. Em ligas em que é adicionado um ponto extra por cada recepção (PPR), por exemplo, os WRs tendem a ser mais relevantes que RBs, que não recebem tantos passes. Com esse tipo de pontuação, RBs que tendem a estar mais envolvidos no jogo aéreo também ganham relevância. Jogadores como Danny Woodhead e Giovani Bernard são mais importantes nesse tipo de pontuação do que em ligas em que não há bonificação por recepções. Observe também a oferta/demanda: há ligas que exigem que dois QBs estejam em seu lineup titular. Em uma liga de 12 times, seriam 24 QBs sendo utilizados todas as semanas. Como há apenas 32 times na NFL, existe uma demanda por QBs muito maior que a oferta. Nesse caso, é prudente priorizar QBs no draft para evitar ter que escalar os Geno Smiths e Blaine Gabberts que há por aí. Cada liga tem sua peculiaridade. Descubra o que proporcionará vantagem competitiva ao seu time.

Considerar as semanas de bye no draft

Vai chegar aquele momento do draft em que você já draftou cerca de quatro ou cinco jogadores e começa a olhar para a coluna das semanas de bye. Você perceberá que dois de seus WRs já draftados têm exatamente as mesmas semanas de folga. Desesperado por pensar no cenário aterrorizante de não ter jogadores para escalar, você deixará de draftar o melhor WR disponível apenas porque ele também estará em bye na mesma semana que seus dois titulares. Não faça isso. Não deixe de escolher o melhor jogador disponível no momento de sua escolha somente porque ele tem a mesma semana de folga que os jogadores que já foram draftados. Acredite: lá na semana 11 seu time será completamente diferente do que você selecionou. Pelo menos, deveria ser, ou você está fazendo algo muito errado. Contusões, baixo rendimento em campo e, até mesmo, trocas no Fantasy transformarão o seu time e a preocupação que você tinha com os byes se tornará irrelevante. Então esqueça a coluna dos byes.

Draftar Kickers e Defesas/Special teams antes dos últimos rounds

Um dos erros mais comuns e bizarros no Fantasy Football é draftar kickers e defesas antes dos últimos três rounds do draft. Na ânsia de preencher o time titular, que precisa de um K e de uma D/ST, os managers acabam deixando de draftar WRs e RBs valiosos simplesmente para que seu time esteja devidamente preenchido. Acredite: a defesa do Seattle Seahawks é maravilhosa na vida real, porém no Fantasy ela é perfeitamente substituível. Defesas dependem muito mais do adversário do que de sua própria qualidade. Você prefere escalar a espetacular defesa do Denver Broncos contra o maravilhoso ataque do Arizona Cardinals, que teve média de mais de 30 pontos por jogo em 2015, ou prefere escalar uma defesa mediana, como a do New England Patriots, contra um ataque horroroso como o do Los Angeles Rams? Pode acreditar que é possível conseguir uma defesa como a do Patriots nos free agents. E ainda você terá o bônus de não ter passado algum jogador ofensivo relevante em rounds do meio do draft. Kickers não merecem nenhum tipo de argumento para que não sejam draftados cedo, porque kickers não são gente. Pergunte para um torcedor do Minnesota Vikings.

Também vale torcer para seu RB não engordar.

Também vale torcer para seu RB não engordar.

Desconsiderar propostas de troca

Há ligas em que é quase impossível que aconteça uma troca. Com medo de estar fazendo péssimos negócios ou com apego excessivo a seus jogadores, os managers não chegam nem a negociar trocas, o que elimina um dos aspectos mais divertidos de uma liga de Fantasy. Trocas são saudáveis e podem ajudar a consertar um draft equivocado ou melhorar um time que já é bom. Todos querem levar vantagem nas trocas, e é por isso que elas acontecem, mas tente enviar propostas justas que possam ao menos iniciar uma negociação. Oferecer Matt Ryan e Torrey Smith por Cam Newton e Allen Robinson é absurdo e faz com que você possa ser ridicularizado perante seus colegas de liga. Não deixe de ridicularizar o amigo que oferecer uma troca semelhante. Faça trocas, ou pelo menos negocie.

Ser clubista

Esquecer o seu time de coração talvez seja uma das tarefas mais difíceis quando se trata de Fantasy Football. Como um bom apaixonado, você vai querer ter a maior quantidade possível de jogadores do seu time. Isso não é uma boa ideia. Imagine o seguinte time: QB Aaron Rodgers, WR Jordy Nelson, WR Randall Cobb, RB Eddy Lacy, RB James Starks, TE Jared Cook, K Mason Crosby, D/ST Packers. Um torcedor do Green Bay Packers acharia lindo, mas não é. Além de ser praticamente impossível de ser colocada em prática, essa não é a forma mais inteligente de se construir um time. Imagine um dia em que o Green Bay Packers não esteja inspirado e anote apenas 10 pontos em um jogo: você provavelmente perderá. Imagine agora um dia em que Aaron Rodgers e Jordy Nelson estão on fire e, juntos, combinaram para três TDs: provavelmente seus outros Packers não terão pontuação alta e você terá sempre o seu teto de pontuação limitado. O clubismo se manifesta no Fantasy também a partir do ódio. Um torcedor do NY Giants odeia, com toda a razão, o Dallas Cowboys. O desprezo por tudo aquilo que lembra vagamente aquela estrela maldita poderá fazer com que ele perca a chance de draftar jogadores como Dez Bryant ou Tony Romo no momento certo. Controle seu ódio, amigo! Ou pelo menos tente.

Fantasy Football: um guia

Fantasy Football: tá aí um negócio que vicia! E se você clicou neste texto, das duas uma: ou você já é um viciado, ou vai ser. Não há escapatória. Estamos falando de um jogo datado dos anos 60, criado nos EUA e que hoje move não somente milhares de pessoas, como milhares de dólares; anualmente a indústria do fantasy football movimenta aproximadamente US$ 5 bilhões.

Mas o que é esse jogo afinal? Se você é brasileiro, provavelmente já ouviu falar no Cartola FC, um jogo em que você escala um time com os jogadores de futebol e os pontos que você faz no jogo são baseados no que os atletas produzem no jogo real. É bacaninha. O fantasy football segue o mesmo raciocínio, até porque o Cartola FC foi lançado muito depois e com certeza baseado no fantasy de futebol americano.

Mas fantasy é muito melhor, acreditem. Por que achamos isso? Porque no Cartola FC todo mundo pode ter, por exemplo, o Gabigol, o Ganso, o Gabriel Jesus, etc. No fantasy, somente uma pessoa da liga pode ter o Antonio Brown, o Larry Fitzgerald, o Cam Newton. Além disso, os confrontos são sempre diretos. O objetivo não é fazer mais pontos que todo mundo e sim mais pontos que o seu adversário da semana, classificar-se aos playoffs, e levantar o caneco no jogo final. Isso torna a disputa bem mais interessante.

Agora vamos direto ao ponto: isto é um guia para os iniciantes deste jogo e um complemento para os que já jogam. Quando comecei a jogar fantasy, em 2009, não tinha a menor ideia de como funcionava e a maioria dos textos que encontrei sobre o assunto na internet eram em inglês. Então vamos lá!

A TEMPORADA DE FANTASY

O fantasy começa antes da temporada regular da NFL. Isso porque a primeira parte é a criação de uma liga e o cadastro dos times que vão disputá-la. Existem diversos sites que proporcionam ligas de fantasy de forma gratuita. Recomendamos os seguintes: Yahoo, NFL, ESPN e CBS. Você pode criar uma liga e convidar seus próprios amigos (mais legal e recomendado) ou você pode entrar em uma liga pública. As ligas variam de 6 a 20 pessoas, mas a grande maioria é composta por 10 a 12 membros, o que não deixa os times nem muito fortes, nem muito fracos. São consideradas ligas Standard (padrão).

Depois, é necessário marcar o dia e hora do Draft, que é feito online através uma plataforma do site que você escolheu para criar sua liga. O Draft é realizado sempre antes da temporada regular começar, normalmente após a 3ª semana da pré-temporada. É possível realizar o Draft depois do início dos jogos oficiais da NFL, porém as pontuações e confrontos entre os times só contarão a partir dali. O draft-day é o dia mais importante do fantasy, pois é nele que você vai escolher seu time para o ano todo, tanto titulares quanto reservas.

Com seu time montado, a liga gera um calendário e a cada semana você joga um confronto contra outro time. Normalmente a temporada regular do fantasy tem 13 ou 14 semanas. Isso porque as ligas de FF devem terminar antes dos playoffs da NFL, visto que apenas 12 times o disputam. As semanas 14, 15 e 16 normalmente são jogados os playoffs do fantasy (com quatro ou seis times classificados, normalmente), sendo que na semana 16 ocorre o Fantasy Super Bowl. Ele também pode ser jogado na semana 17, mas as ligas evitam isso, pois alguns times da vida real começam a poupar alguns atletas para os playoffs da NFL.

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Durante a temporada, os times podem trocar atletas entre si. Também é possível contratar jogadores que não foram escolhidos, mantendo sempre o número máximo de atletas por time (geralmente 15 ou 16). E claro, como bom general manager, você vai mandar alguns atletas embora, perder outros por lesão, suspensão, aposentadoria, etc.

No final, o que importa é tirar sarro dos perdedores ou pagar o churrasco que você apostou com os amigos.

AS LIGAS, PONTUAÇÕES E POSIÇÕES DE FANTASY FOOTBALL

Basicamente existem três tipos de ligas que você pode montar. Abaixo vou explicar cada uma delas:

Head-to-head: Essa é a liga mais comum, na qual os times se enfrentam em temporada regular (13 a 14 semanas) e depois nos playoffs (duas ou três semanas). A liga dura um ano e, no ano seguinte, você faz o draft do seu time todo de novo, sem manter jogadores do ano anterior.

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Keepers: Neste tipo de liga, você poderá manter no próximo ano um número pré-programado de jogadores do seu time desse ano.

Dynasty: Nas ligas Dynasty, você mantém o seu time de ano a ano, trocando apenas jogadores que você quiser, e selecionando novos através do rookie draft (draft dos calouros).

Para rodar uma liga de fantasy, você precisará escolher um sistema de pontuação e posição dos atletas. Abaixo estão as mais comuns:

Standard: Essa é a liga básica de fantasy, sem nenhuma alteração na pontuação. As posições dos times normalmente são compostas por 1 QB, 2 WR (ou 3 WR), 2 RB, 1 FLEX (WR ou RB), 1 TE, 1 K, 1 DEF, 6 reservas.

PPR: As ligas PPR (points per reception), como o próprio nome já diz, dão pontos extras por recepção. Em todas as ligas, os atletas recebem pontos pelas jardas que recebem/correm, mas somente nas ligas PPR eles recebem pontos apenas pela recepção (mesmo que ela seja negativa ou para 0 jardas). As posições são as mesmas da liga standard.

IDP: As ligas standard e PPR não contemplam jogadores de defesa individuais. Você seleciona uma defesa/special teams completo, ou seja, não pode ter o JJ Watt ou o Richard Sherman. As ligas IDP (individual defensive player) são mais completas, pois você escolhe não somente os jogadores de ataque, mas também o de defesa. As posições dessa liga são, via de regra, as seguintes: 1 QB, 2 WR (ou 3 WR), 2 RB, 1 FLEX (WR ou RB), 1 TE, 1 K, 2 LB, 2 DB, 2 DL, 10 reservas.

Abaixo está o sistema de pontuação mais tradicional:

Jogadores de ataque

1 ponto a cada 25 jardas passadas;

1 ponto a cada 10 jardas corridas;

1 ponto a cada 10 jardas recebidas;

6 pontos a cada touchdown recebido;

6 pontos a cada touchdown corrido;

4 pontos a cada touchdown passado;

-2 pontos a cada interceptação;

-2 pontos a cada fumble perdido;

Kickers

1 ponto a cada extra point feito;

3 pontos a cada FG feito de 0-39 jardas;

4 pontos a cada FG feito de 40-49 jardas;

5 pontos a cada FG feito de 50 ou mais jardas;

DEF/ST

2 pontos por cada interceptação feita;

2 pontos por cada fumble recuperado;

1 pontos por sack;

2 pontos por safety;

2 pontos por FG bloqueado;

6 pontos por touchdown feito pela defesa ou special teams;

2 pontos por extra point retornado;

10 pontos por não ceder nenhum ponto ao adversário;

7 pontos por ceder de 1-6 pontos ao adversário;

4 pontos por ceder de 7-13 pontos ao adversário;

1 ponto por ceder de 14-20 pontos ao adversário;

0 pontos por ceder de 21-27 pontos ao adversário;

-1 ponto por ceder de 28-34 pontos ao adversário;

-4 pontos por ceder 35 ou mais pontos ao adversário;

DRAFT DAY, O DIA MAIS IMPORTANTE DO ANO!

Para todo jogador de fantasy, o draft é o dia mais importante do calendário. Isso porque ele é a base para a montagem do seu time. Muitas vezes após o draft já sabemos quais times irão brigar pelo título.

O draft client normalmente abre 30 minutos antes do dia e hora marcada pelo comissário de sua liga. A ordem de escolha é randomizada e o draft é feito no sistema snake, ou seja, o primeiro time a escolher na rodada 1, é o último na rodada 2, e assim por diante. Isso deixa os times equilibrados e a escolha justa. Também é possível fazer um auction draft, que funciona como um leilão, onde os jogadores tem um valor em moeda virtual pré-definido para gastar nos jogadores, sendo que as grandes estrelas custam mais caro e os jogadores menos requisitados, mais barato.

Algumas verdades sobre o draft:

  • A posição de escolha não importa muito, é possível fazer times bons draftando de qualquer posição;
  • Antes do draft, verifique jogadores que tem potencial para estourar no ano em questão, ou que foram muito mal no ano passado, mas que estão agora em situações melhores. Normalmente eles sobram para as rodadas finais do draft e acabam sendo de grande valor para o seu time;
  • Os rankings de jogadores pré-definidos dos sites de fantasy fazem sentido. Ou seja, se você é novo no negócio, vá se baseando nele;
  • NUNCA, JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA escolha um kicker ou uma defesa nos primeiros rounds. Isso é uma tolice sem tamanho. Use sempre os dois últimos rounds pra escolher essas posições. Mas não é nenhum absurdo selecionar essas posições a partir do round 10, porém não recomendamos.
  • As cinco primeiras escolhas são as mais importantes e devem equilibrar as principais posições de um time de fantasy (WR e RB). Existem algumas exceções na posição de TE (Rob Gronkowski, Jordan Reed e Greg Olsen, por exemplo) e QB (Cam Newton, Aaron Rodgers, entre outros), mas o principal é reforçar o corpo de recebedores e corredores.
  • Fantasy é questão de valor: em 2014 joguei uma liga em que um manager draftou o QB Aaron Rodgers com a 4ª escolha do 3º round. Essa foi uma escolha de valor e oportunidade, visto que naquele ano o Rodgers vinha saindo em vários mocks que fiz, no round 2 e até mesmo no round 1.
  • Faça vários mock drafts antes do draft real: mock draft é uma simulação de um draft real, com pessoas reais. Quando chega o mês de julho faça alguns, mas em agosto faça um intensivo. Faça teste em posições de começo, meio e fim de draft. Isso ajuda a “prever” o draft, dando uma vantagem competitiva em relação aos outros managers despreparados. Um site recomendado é o Fantasy Football Calculator.

Abaixo um pedaço de um mock draft que fiz. São os primeiros cinco rounds, estou na posição 6.

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  • Fique atento às notícias: é uma vantagem competitiva saber que jogadores estão vindo de lesão, quais estão se recuperando bem, quais trocaram pra times com situação ideal, etc. Para quem não se lembra, em 2011 o astro RB Adrian Peterson sofreu uma séria lesão. Em 2012, muitos diziam que ele não estava bem, mas algumas reportagens sinalizavam uma recuperação boa. Um dos meus colegas de fantasy o escolheu na 11ª rodada do round 2 e o RB acabou tendo a melhor temporada de sua carreira naquele ano. É bom lembrar que AP era considerado top 3 de escolhas em todos os outros anos (anteriores e posteriores à lesão).
  • O inverso também é verdadeiro: uma pessoa não muito atenta às notícias de que Peyton Manning já não parecia mais o velho xerife em 2015, acabou drantando-o no round 5 de seu draft (5º QB draftado). Manning finalizou a temporada como a pior de sua carreira em números e não entrou nem no top 12 de QBs.
  • Não seja clubista: sou fã e torcedor dos Cardinals. Nem por isso escolhi Kevin Kolb como meu QB quando ele foi contratado pelo meu time. Isso pode destruir sua temporada. Escolha jogadores do seu time, se eles caírem pra você na posição ideal.
  • Escolha jogadores em situação favorável: Em 2012 o QB Peyton Manning assinou um contrato para jogar pelo Denver Broncos. Essa movimentação deixou o WR Demaryius Thomas em situação favorável, visto que ganhou no seu time um grande passador. Ele teve uma temporada fantástica, com 94 recepções, 1.434 jardas e 10 touchdowns.
  • O time ideal completo, com titulares e reservas, geralmente tem 2 QBs, 5 WRs, 5 RBs, 1 TE, 1 K, 1 DEF. Nas 10 primeiras rodadas o ideal é ter 1 QB, 4 WR, 4 RB e 1 TE. As outras rodadas são de ajuste.

Essas dicas são já um bom começo pra quem vai estrear no fantasy. Certa vez, um amigo nosso, hoje integrante DESTE SITE, draftou dois QBs nos três primeiros rounds da liga. Se ele tivesse lido essas dicas, isso não teria acontecido!

TROCAS, FREE AGENCY E WAIVERS

O draft é muito importante, mas é óbvio que é possível salvar uma temporada com trocas, waiver e free agency. Mas como funcionam essas movimentações?

TROCAS: As trocas são simples e intuitivas e devem ser baseadas nas necessidades dos times. No ano passado escolhi Peyton Manning no draft. Na semana 4, insatisfeito com minha escolha, propus uma troca a um outro time: eu enviei Peyton Manning (QB), Charles Clay (TE) e Alfred Morris (RB) e recebi Cam Newton (QB), Gary Barnidge (TE) e Nelson Agholor (WR), ou seja, enfraqueci minha posição de TE e RB para obter um ganho em QB. Esse ganho acabou se tornando excelente, pois Cam Newton teve uma temporada histórica e os outros envolvidos na troca não fizeram diferença no campeonato.

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Lembrando que, se a troca for propositadamente injusta (Ex: trocar um kicker pelo melhor QB ou RB do jogo), ela pode ser vetada pelo comissário ou pelos membros da liga. Por esse motivo, toda troca passa por um período de aprovação.

FREE AGENCY: Todos os jogadores que não são escolhidos no draft ficam em um local chamado free agency. Eles podem ser contratados por qualquer equipe após o período de waivers (que será explicado abaixo). Essa contratação é momentânea: você dispensa um jogador do seu time, e contrata outro da free agency. Lembrando que o jogador que você dispensa vira um waiver, e pode ser contratado por outra equipe. Usamos a free agency por diversos motivos, como lesões, reposição de semanas de folga (bye week – cada time tem 1 por ano e seu jogador não joga), selecionar um jogador que está indo bem, etc. Em 2014, nosso colega de site Ivo puxou o Odell Beckham Jr direto da free agency. OBJ estava lá, pois iniciou a temporada lesionando, estreando apenas na semana 5. Ele terminou o ano com 91 recepções, 1.305 jardas e 12 touchdowns.

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WAIVERS: O waiver é uma ferramenta do fantasy que trava o jogador na free agency, deixando-o ser escolhido através de uma ordem de prioridade. Quando o jogo de um jogador começa, ele automaticamente vira um waiver até o fim da rodada. Isso porque ele pode se destacar muito, fazendo que todos os managers o queiram em seu time. Caso você queira aquele jogador, você coloca uma waiver claim nele, que roda basicamente na quarta-feira pela manhã e, se você tiver a prioridade, vai tê-lo em seu time. Existem dois tipos de waivers:

  • Standard: Após o draft, o jogador com a escolha 12 é o número 1 na prioridade do waiver e assim por diante. Assim que esse jogador utilizar sua prioridade a primeira vez, ele vai para o fim da fila. Nesse caso, é necessário usar o waiver com cautela, e apenas se extremamente necessário, afim de guardar a prioridade pra uma “escolha certa”.
  • Inverse Order of Standings: Após o fim da primeira semana, a prioridade do waiver passa a ser do último time na tábua de classificação. Se, na segunda semana, esse time continuar em último, a prioridade continua dele, mesmo que ele já tenha usado na semana 1.

Em 2015, o RB Marshawn Lynch, dos Seahawks, sofreu uma lesão que o afastou da temporada. Essa era a situação perfeita para que o RB reserva Thomas Rawls virasse uma máquina de fantasy points. Pensando nisso, o Ivo usou a prioridade que tinha nos waivers para contratá-lo:

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ESPECIALISTAS E RANKINGS

Existem alguns especialistas em fantasy, que dão dicas durante a temporada e fazem rankings pré-draft e semanais. Você pode seguir alguns deles no Twitter ou até mesmo procurar essas listas de quem escalar durante a temporada em sites especializados (NFL, Yahoo, Rotoworld). Aqui você encontra algumas listas de TOP 200 para a temporada:

@JameyEisenberg (CBS);

@MatthewBerryTMR (ESPN);

@Michael_Fabiano (NFL);

Ao longo da temporada, seguiremos com palpites furados, seja sobre fantasy ou NFL. Caso queiram mandar perguntas, dicas, tirar dúvidas de escalação e draft, fiquem à vontade e entrem em contato pelo Twitter!