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Semana #2: os melhores piores momentos

Mais uma semana se passou. Infelizmente Blake Bortles ainda não lançou nenhuma Pick Six, mas mesmo assim temos muita coisa ruim para comentar. Afinal, a rodada foi um show de horrores e já estamos nos questionando se futebol americano é tão legal assim.

1 – Começando com o pé esquerdo – Houston Texans @ Cincinnati Bengals*

Já sabemos que os jogos de quinta-feira a noite são horríveis, e não seria esse em específico que mudaria isso. A expectativa já não era alta e, mesmo assim, podemos dizer que a partida ficou abaixo das expectativas. Falando em bom português: foi uma merda.

Andy Dalton continuou inerte, enquanto seu ataque batia um recorde histórico: os Bengals são o primeiro time desde 1939 a começar o ano com dois jogos em casa e conseguir não marcar nenhum TD.

Esperamos que o jogo sirva de lição para que a NFL nunca mais permita que essas duas equipes se enfrentem e, se for pra deixar acontecer, que pelo menos não seja em um jogo de horário nobre.

*Em respeito ao amigo leitor, não vamos colocar o link dos melhores momentos.

2 – Calvários eternos: porque times ruins não podem ter coisas legais.

2.1 – New Orleans Saints

Todos sabíamos que o bando de jogadores que o time tem e que não jogam no ataque não podia ser chamado de defesa. Aparentemente, eles não sabiam. Ao invés de investir no grupo no draft e na free agency, a equipe foi atrás de alguns acessórios de luxo, como Adrian Peterson.

Resultado: a defesa de New Orleans fez Sam Bradford parecer Tom Brady, e Tom Brady parecer Peyton Manning na temporada regular. Enquanto os defensores passavam vergonha (veja aqui e aqui), Peterson estava se adaptando muito bem a nova função de esquentador-de-banco. 
Tenhamos piedade de Drew Brees.

2.2 – San Diego Los Angeles Chargers

Tal qual os Saints, a desgraça dos Chargers vem de outros tempos. Se alguns torcedores (os que sobraram) imaginavam que o azar no final das partidas ficaria em San Diego, já sabemos que não é o caso.

Depois de perder em Denver com um Field Goal bloqueado, a equipe se viu novamente em posição de anotar um FG, dessa vez não para empatar, mas para vencer o jogo. Você já sabe o que aconteceu e, quando Younghoe Koo errou o chute, o estádio explodiu de alegria. Nunca mais acreditaremos que esse time pode vencer algo.

2.3 – New York Jets

Era bem provável que os Jets tomariam uma tamancada dos Raiders – e realmente aconteceu. Mas, em determinado ponto do jogo, a equipe de Nova Iorque havia feito dez pontos, cortado a vantagem de Oakland pra 14-10 e forçado um punt.

A esperança durou pouco: o guerreiro #84 não conseguiu segurar a bola, que foi recuperada pelos Raiders. Dali, Marshawn Lynch anotou o TD e a coisa degringolou de vez.

“A bola tá vindo, o que eu faço?”

A briga pela primeira escolha do draft continua.

3 – Imagens que trazem PAZ.

3.1 – Talvez Jared Goff não seja mesmo um bust, mas ele não precisa acertar o árbitro da sideline para provar isso. Talvez seja apenas uma estratégia ousada que vai muito além da nossa compreensão.

3.2 – Adoramos os fake punts do Los Angeles Rams, mas é inconcebível que, em 2017, ainda tenha gente que caia nisso.

3.3 – Uma discussão frequente que temos aqui no site é se “Deus lança touchdowns com passes merda“? Em mais uma edição de ‘Só joga na defesa porque não consegue segurar a bola’, vemos que é quase isso.

3.4 – Porque, nesse caso, a imagem vale mais que mil palavras. Esperamos que esteja tudo bem.

4 – O retorno de Garbage Time Bortles

Blake Bortles foi o vencedor do primeiro troféu Blake Bortles, o único prêmio que premia a melhor atuação durante o Garbage Time (aqueles minutos finais em que o resultado já está definido, e você nem sabe mais porque está assistindo o jogo).

Não precisamos esperar muito para que Bortles voltasse a mostrar porque é o principal gênio dessa arte. Blake entrou no último período, quando a partida já estava decidida, com 11 de 25 passes completos, 89 jardas e duas interceptações. Nesse último quarto, Bortles completou seus 9 passes, para 134 jardas e um touchdown. Aguardamos ansiosamente os novos capítulos dessa saga.

5 – Prêmio Dez Bryant da Semana

Sabemos que ele não existiu na semana 1, afinal, só pensamos na ideia agora. O Prêmio Dez Bryant será semanalmente dado àquele jogador de muito nome e muita mídia, mas que não jogou nada na rodada. A inspiração? O jogador que empresta seu nome ao prêmio: quando você mais precisa dele, Dez Bryant não estará lá.

O primeiro vencedor do Prêmio Dez Bryant da semana é Ezekiel Elliott, seu companheiro de equipe. Zeke terminou o jogo contra os Broncos com memoráveis 9 carregadas para um total de 8 jardas. Parabéns!

Magoou.

A semana que vem prometeVocê pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

O nascimento da lenda de Dak Prescott (ou 8 jogos com saudade de Romo)

O potencial para ser o melhor ataque da NFL está ali, dormente. A melhor proteção, um dos melhores recebedores, um dos QBs com melhor rating da história também. O problema é que todos esses elementos já estavam disponíveis no ano passado e o time de Jerry Jones parecia destinado a ir longe nos playoffs, mas parece que Tony Romo não suportou tanta pressão sobre seus ombros (mais exatamente sobre sua clavícula esquerda, que ele já havia quebrado em 2010) e o sonho acabou já na terceira semana da temporada. Bem, ainda houveram alguns dias de esperança em Brandon Weeden e Matt Cassel, mas quando se nota que ambos não estão no time para essa temporada, nem precisamos relembrar como isso acabou. Na verdade, somos sádicos, então precisamos: de 2-0 para 2-7.

Em 2016, novamente, a maior torcida da NFL tinha grandes razões para ser otimista, pelo menos quando falamos de seu ataque. Apesar dos 36 anos, Tony Romo realizou uma cirurgia para tentar reforçar e evitar novas lesões na clavícula, a única que pareceu capaz de tirá-lo de mais de um jogo em uma temporada (ele esteve presente em pelo menos 15 em 7 das últimas 10) – até o momento em que, em uma jogada duvidosa da preseason (Romo precisava mesmo correr? O tackle foi exagerado?), uma vértebra quebrada e tudo caiu nas mãos do rookie Dak Prescott.

Por outro lado, quando falamos sobre o setor defensivo… bem, a estupidez de alguns jogadores e sua constante dificuldade em largar as drogas deve dificultar bastante os primeiros jogos da temporada.

O que Jerry Jones tem na cabeça? Explicamos.

O que Jerry Jones tem na cabeça? Explicamos.

Um draft interessante

Qualquer coisa em que Jerry Jones, dono e general manager dos Cowboys desde 1989, coloque a mão tende a se tornar mais divertida, ainda que discutível; vide o maior telão do mundo colocado no AT&T Stadium, que vai de redzone a redzone e é frequentemente atingida por punts e kickoffs. E apesar dos rumores de que seu filho está tomando as rédeas da equipe e tentando controlar suas excentricidades, o draft desse ano provou que ele não tem tanto poder assim – ou está aprendendo a seguir o mesmo caminho do veterano GM, produzindo escolhas que, no geral, tem potencial para serem as melhores do ano ou uma grande oportunidade perdida. Com o Cowboys não há meio termo.

Depois de grandes movimentações nas primeiras picks pela escolha dos dois principais QBs da classe (os medianos e inexperientes Jared Goff e Carson Wentz) e da estranha seleção de Joey Bosa por parte dos Chargers, Dallas teve em seu colo Jalen Ramsey, CB e S de Florida St, provavelmente o melhor jogador do draft de 2016, e Ezekiel Elliot, RB de Ohio St.

A decisão sábia seria escolher Ramsey sem olhar para trás; Jones, porém, preferiu ver Elliot correndo atrás de sua monstruosa linha ofensiva, na expectativa de ter ali o Offensive Rookie Of the Year e um Adrian Peterson (com quem sempre sonhou) pelos próximos anos – mas também seria prudente rezar desde já para que ele não acabe sendo mais um Trent Richardson.

Porém as decisões duvidosas não pararam por aí. Com a terceira escolha da segunda rodada, Jones escolheu o LB Jaylon Smith, de Notre Dame, que a exemplo de Jalen Ramsey poderia ser considerado uma escolha segura não fosse pela lesão gravíssima que sofreu em seu último jogo universitário.

Além de romper todos os ligamentos possíveis de seu joelho (ou praticamente), Smith também sofreu danos no nervo, o que pode significar várias coisas além do longo período de recuperação (não é esperado que ele jogue em 2016): uma carreira mais curta do que se espera de um jogador de elite na NFL ou ainda que ele nunca mais alcance o mesmo nível que alcançou no college.

A lenda de Dak Prescott

O último destaque fica para Dak Prescott, selecionado no fim do quarto round. Era considerado um sério candidato a terceiro ou quarto quarterback escolhido (especialmente pelos Broncos) antes de ser preso por dirigir alcoolizado poucas semanas antes do draft, o que lhe fez ser apenas o oitavo. De qualquer forma, seu nome foi chamado bem antes do esperado.

Romo inesperadamente se estourou em plena pré-temporada e, já que Dak estava se destacando na pré-temporada (78% de passes acertados, 5 TDs e nenhum turnover até o momento, com ratings quase perfeitos nos dois primeiros jogos), a imprensa e os treinadores lhe promoveram rapidamente à titularidade.

E quais são os prognósticos, para além dos jogos amistosos? Ele foi titular por três anos em Miss St, onde bateu todos os recordes possíveis, inclusive cometendo somente 22 interceptações em 37 jogos. Seu estilo de jogo foi comparado ao de Tim Tebow na universidade, mas com um passe muito mais profissional. Obviamente é difícil de esperar que um novato não cometa erros graves que acabem atrapalhando a equipe em um jogo ou dois, mas Prescott parece capaz de criar vitórias em um jogo (ou dois).

“Sim, tenho contatos com o Tebow e todas as cagadas do draft foram pensadas. Vim para complementar a trindade.”

Todos nessa defesa são idiotas

Outra grande razão pela qual Jalen Ramsey seria a melhor opção no draft é a quantidade de vacilões e consequente falta de talento no lado defensivo desse time. A linha defensiva, por exemplo, não contará com nenhum pass rusher conhecido pelo menos até a semana 5, quando Demarcus Lawrence (8 sacks em seu segundo ano na NFL) volta de suspensão por uso de substâncias proibidas. Ou seja, nas quatro primeiras rodadas, os Cowboys dependerão dos poucos conhecidos DE Jack Crawford e DT Tyrone Crawford (nenhuma relação de parentesco apurada) para tentar exercer alguma pressão no QB.

Randy Gregory, que seria outra opção interessante para jogar do lado oposto de Lawrence após mostrar potencial como rookie, voltou a usar drogas mesmo após estar suspenso pelos quatro primeiros jogos de 2016, o que o deverá levar a uma punição por tempo indefinido. Mais do que isso, o jogador se internou em uma clínica de reabilitação e não deve participar da pré-temporada com o time, apenas confirmando as dúvidas sobre seu caráter que lhe levaram a ser draftado somente no segundo round em 2015, mesmo sendo apontado como um dos melhores pass rushers da classe.

A situação no grupo de linebackers é ainda mais dramática. Teoricamente, os Cowboys contariam com uma dupla de respeito em Rolando McClain e Sean Lee. Teoricamente. O primeiro segue sendo pouco inteligente e punido pelo uso de substâncias ilícitas (ficará 10 jogos fora em 2016) e Sean Lee infelizmente não consegue se manter saudável – e sinceramente não sabemos quem irá substituí-los; uma competição interessante entre vários jogadores medíocres deve rolar durante a pré-temporada.

Pelo menos a secundária parece estar em razoável (para baixo) estado. Byron Jones foi bem como rookie na posição de safety no ano passado, e o CB Orlando Scandrick volta após uma lesão no joelho. Morris Claiborne (famoso por ter acertado 4/50 no teste de inteligência pré-draft) e Brandon Carr foram mal em 2015, mas pelo menos têm habilidade para mostrar mais e tentar tapar alguns buracos nessa temporada.

O ataque dos sonhos

Não há qualquer razão para imaginar que a linha ofensiva deixe de ser a monstruosidade que tem dominado a NFL nos últimos anos, especialmente com uma temporada de experiência de La’El Collins e a máquina repetindo a formação de sucesso do ano passado; sabemos que continuidade e entrosamento são essenciais para uma linha ofensiva.

Atrás dela, Prescott e o coordenador ofensivo Scott Linehan terão muitas opções de corredores. Além do rookie Ezekiel Elliot, que deve ser o ponto focal do jogo corrido e uma opção importante no jogo aéreo, os Cowboys também roubaram Alfred Morris dos rivais Washington para complementar o talentoso, mas sempre machucado, Darren McFadden – que talvez se mantenha saudável sendo apenas um jogador complementar.

A única área em que os Cowboys podem parecer um pouco limitados é nas opções de alvos que Prescott terá. O TE Jason Witten ainda é uma opção segura, mas já dá sinais da idade; os WRs Cole Beasley e Terrance Williams (840 jardas e 3TDs em 2015, sendo o que parece demonstrar mais potencial nesse grupo) também serão importantes, mas não se espera muito de ambos. Pelo menos Dak contará com o gigante WR Dez Bryant, que recuperado da lesão do pé que lhe atrapalhou muito em 2015 e com o jogo corrido ganhando atenção, aliado a um QB de verdade lhe lançando bolas, é sério candidato a bater seu recorde pessoal de 1382 jardas conseguidas e igualar seus 16 TDs recebidos em 2014.

Palpite: esse ataque irá eletrizar a NFL e a imprensa americana irá pirar com as 11 vitórias na temporada regular, comemorando o ano novo de 2017 como principal favorito ao Super Bowl. Da maneira mais cruel, nos playoffs, os Cowboys serão lembrados que defense wins championships e tomarão um massacre do Vikings ou do Seahawks (ou de seja lá quem os enfrente). Quem sabe para a temporada que vem Jerry Jones aprenda a lição.