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A(s) última(s) chance(s) de Eli Manning

Em novembro de 2017, Eli Manning era o QB em atividade com o maior número de partidas consecutivas como titular de uma franquia da NFL. Sua sequência de 210 jogos ficava atrás apenas dos 297 que Brett Favre iniciou pelo Green Bay Packers. Eli era o único quarterback que a torcida do New York Giants tinha visto começar um jogo desde novembro de 2004, há exatos treze anos.

O problema é que treze foi, também, o número de derrotas da franquia em 2017. A pior temporada da história do time foi suficiente para que Eli Manning, um dos 12 QBs a vencer dois ou mais Super Bowls, fosse vítima de uma injustiça que jamais será esquecida.

Eli foi colocado no banco em uma temporada que já estava perdida e sua sequência histórica como starter foi interrompida. A justificativa, segundo o então Head Coach Ben McAdoo, era observar jogadores que não precisavam ser observados: Geno Smith, um QB horrível dentro e fora de campo, e Davis Webb, uma escolha de terceiro round do draft que não era nem de longe o futuro da franquia. Não demorou muito para que jogadores em atividade, ex-companheiros de time e até o ex-técnico Tom Coughlin manifestassem publicamente solidariedade a Eli.

Mesmo com pressão de todos os lados, inclusive da torcida, a decisão de McAdoo foi mantida. Jerry Reese, o então General Manager, apoiou o Head Coach com a justificativa de que “todas as posições precisavam ser avaliadas”. Geno Smith entrou para jogar no terrão de Oakland e ali se encerrava uma era. Injusta ou não, a substituição de Eli Manning representou o que parecia ser o início da reconstrução de um dos times mais vitoriosos da última década, começando pelo seu QB.

Reconstrução?

McAddo e Reese, é claro, não resistiram ao desastroso 2017 e já estão bem longe de New York. Para substituí-los, chegam o Head Coach Pat Shurmur, que até ano passado era coordenador ofensivo do Minnesota Vikings, e o General Manager Dave Gettleman, que trabalhou treze anos no próprio Giants antes de ir para o Carolina Panthers. Schurmur e Gettleman parecem discordar da necessidade de reconstrução do time a partir da posição mais importante do esporte. Ao invés de procurar o substituto de Eli Manning, escolheram construir ao redor dele.

A aposta é que Eli, aos 37 anos, ainda pode liderar a franquia a um terceiro Super Bowl. É algo, no mínimo, arriscada. Por mais que seja legítimo defender Eli no episódio de 2017, é necessário admitir que sua performance está muito distante do que um franchise QB deve proporcionar ao seu time; ele não tem mostrado ser capaz de elevar o talento ao seu redor. Na verdade, é extremamente dependente do que seus colegas de time podem fazer. A boa notícia é que falta de talento não será problema em 2018.

Odell Beckham Jr. está saudável e com a conta corrente recheada com o maior salário de um WR da história da NFL. Há infiéis que consideram os US$ 90 milhões em cinco anos de contrato um desperdício de dinheiro e cap space, mas Odell provou ainda mais o seu valor através da ausência. Sua contusão na semana 5 foi decisiva para o desastre que foi o desempenho ofensivo do time em 2017. Beckham parece mais maduro e motivado para assumir de vez o lugar de melhor WR da NFL. Não é exagero dizer que o renascimento da carreira de Eli Manning passa por Odell Beckham Jr.

Além de Odell, Manning conta com o que talvez seja o melhor grupo de jogadores que já teve à disposição em sua carreira. Sterling Shepard já se mostrou um recebedor confiável e eficiente. Evan Engram não vai bloquear ninguém, mas é um bom TE que precisa apenas de mais consistência e menos drops.

Mas a grande novidade e o provável diferencial do ataque para 2018 é o jogo corrido. A campanha horrorosa do ano passado rendeu a segunda escolha do draft e fez com que o New York Giants tivesse uma decisão a tomar: escolher um QB para o futuro ou o jogador mais talentoso disponível? O time ignorou Sam Darnold e escolheu o RB Saquon Barkley.

A importância da posição de QB e a desvalorização dos RBs fazem com que os críticos se encham de razão para dizer que o Giants errou. Mas a torcida, que não vê um jogo corrido minimamente eficiente desde que Ahmad Bradshaw foi embora, não consegue conter a empolgação. Barkley é um RB completo que trará uma dimensão nova ao ataque.

A linha ofensiva, que tem sido um fracasso há muito tempo, recebeu investimentos consideráveis. Nate Solder chega do New England Patriots para que nunca mais Ereck Flowers tenha que proteger o blind side de Eli Manning. O rookie LG Will Hernandez, que muitos consideram uma das melhores escolhas do draft, chega para consolidar o lado esquerdo da linha. Flowers deve continuar desapontando como RT (e talvez como ser humano), mas com consequências menos desastrosas. É provável que Solder e Hernandez não consigam fazer milagre, mas qualquer evolução, por menor que seja, é bem-vinda para um grupo que flerta com o desastre há anos.

O outro lado da bola

Depois de ter uma das melhores defesas da NFL na temporada 2016, o New York Giants entrou em colapso e foi para o fundo do poço em 2017. Além de seguidas contusões, o time ainda teve que lidar com três suspensões por razões disciplinares. No final da temporada, o caos estava instalado e o Giants tinha que colocar em campo literalmente um bando de desconhecidos.

O talento, porém, não desapareceu, só foi mascarado por um ano em que tudo deu errado. Os principais jogadores que fizeram a defesa brilhar em 2016 – Damon Harrison, Olivier Vernon, Janoris Jenkins e Landon Collins, todos jogadores de elite em suas respectivas posições – retornam para 2018. Apesar dos principais nomes serem os mesmos, a impressão é que a defesa do Giants está começando do zero.

A única perda considerável foi Jason Pierre-Paul, que foi trocado para o Tampa Bay Buccaneers. Além do alto salário e de não ser um encaixe ideal no novo esquema 3-4 do coordenador defensivo James Bettcher, Pierre-Paul parecia desinteressado e não desempenhou o papel de liderança desejado quando tudo começou a desmoronar (junto com seu dedo).

Para compensar a perda de Pierre-Paul, chega o edge rusher Kareem Martin, que trabalhou com Bettcher no Arizona Cardinals e parece ser o típico homem de confiança do treinador. O LB Alec Ogletree chega via troca com o Los Angeles Rams para reviver uma posição que tem sido sistematicamente negligenciada pelo time nos últimos anos. Junto com Damon Harrison e Olivier Vernon, Martin e Ogletree formam um front seven versátil e respeitável.

A secundária perdeu Dominique Rodgers-Cromartie, um dos jogadores suspensos por violar regras do time na temporada passada, e agora terá que depender do problemático Eli Apple, que parece ser tão detestável que foi chamado de câncer por Landon Collins no meio da confusão de 2017. Janoris Jenkins e Landon Collins são titulares acima da média, mas o grupo peca pela falta de profundidade. Caso contusões aconteçam, o resultado pode ser desastroso.

Palpite:

Em uma divisão em que a rotatividade de campeões é grande e que parece mais difícil do que realmente é, o Giants deve ser, ao menos, competitivo. Uma sequência brutal de jogos no início da temporada deve tornar a missão de chegar aos playoffs um pouco mais difícil. Um recorde de 8-8 trará a dignidade de volta à franquia e a certeza de que 2019 será a verdadeira última tentativa de Eli Manning. Mesmo que não dê certo, Eli continuará fazendo parte da história da NFL onde o merecido reconhecimento virá: Canton, Ohio – quer você goste ou não.

Semanas #13 e #14: os melhores piores momentos

Depois de merecidas férias, voltamos com a coluna que já faz parte da cultura brasileira e é um patrimônio nacional.

Vamos direto ao que interessa.

1 – Fuck It, I’m Going Deep Fan Club

À essa altura, todos já aprenderam a amar e respeitar o Fã Clube que mais cresce no Brasil e no mundo.

1.1 – Semana 14

1.1.1 – Tom Brady

Mostrando que, cedo ou tarde, todos querem estar aqui.

1.1.2 – Jay Cutler 

Figurinha carimbada, não só por aqui, mas também na coluna. Repare na situação que Jay resolveu ir deep.

1.1.3 – Russell Wilson 

Intended for Jimmy Graham. Que ainda cometeu falta no lance. Não dá pra nos deixar mais felizes.

1.2 – Semana 13 

1.2.1 – Jay Cutler 

É claro.

1.2.2 – Blaine Gabbert

É claro. intensfies 

1.2.3 – Brett Hundley

A coluna sentirá saudades.

2 – Punts 

Você tira os olhos da TV por um instante e, quando olha, deu merda.

2.1 – Miami Dolphins (Semana 14) 

Fica feio por esse ângulo, né? Então… Só piora.

2.2 – Tennessee Titans (Semana 14)

Teve gente falando em Mike Mularkey pra Coach of the Year. Gente que foi PAGA pra isso.

2.3 – Carolina Panthers (Semana 13)

Aqueles deliciosos casos em que a descrição da jogada é tão boa que merece ser colocada aqui.

3 – Imagens que trazem PAZ.

3.1DeVante Parker (Semana 14)

Dar uma carada na bola infelizmente se mostrou uma estratégia falha para conseguir a recepção.

3.2 – Estatísticas (Semana 14) 

Porque sim.

3.3 – Por que jogar no Special Teams é uma merda (Semana 14)

3.4 – Joe Flacco (Semana 13) 

Faltaram palavras.

3.5 – A defesa dos Redskins (Semana 13)

Da série: estratégias ousadas que infelizmente falharam.

4 – Nossos lances preferidos 

4.1 – Semana 13: William Jackson

Porque cãibras mentais são reais.

4.2 – Semana 14: DeShone Kizer

Porque tudo nessa jogada é lindo. E porque é o Browns.

5 – Troféu Dez Bryant da Semana

Você já sabe do que estamos falando. Aquele jogador de nome que some quando seu time precisa.

Deixa o esquema tático pra depois. Os jogadores do outro time não são tão técnicos. Joga a bola no Dez Bryant. Vai sem medo…

Foram duas interceptações. Nenhuma terceira descida convertida. Um QBR que foi metade do de Jay f*cking Cutler. Por tudo isso, e mais (mais o quê especificamente preferimos não comentar), TOM BRADY vence o Troféu Dez Bryant, o único que faltava na sua coleção. Parabéns!

Mas o que é isso?

Semana #4: os melhores piores momentos

A cada semana que passa, percebemos que não entendemos nada sobre futebol americano. A única certeza é que a NFL continua nos brindando com momentos grotescos para manter essa coluna – uma das poucas instituições que ainda funcionam no Brasil – de pé.

1 – Começando com o pé direito (mais uma vez): o Thursday Night Football

Football Starts Here é o slogan do jogo de quinta-feira a noite. Em uma adaptação livre, acreditamos que Bad Football Starts HereO último jogo, claro, não foi diferente. Mike Glennon mostrou porque sua melhor característica como QB é ser alto.

2 – Ainda sobre jogadas estranhas de gente estranha.

Admita, Travis Kelce é, sim, um cara estranho. Estranho, mas com sorte.

3 – Jimmy Graham: até quando?

Graham é overrated, mas não é ruim. Porém os Seahawks abriram mão de um dos melhores Centers da liga (que viria a calhar no meio daquele bando de retardados que eles chamam de linha ofensiva) e de uma escolha de primeira rodada para adquiri-lo junto aos Saints. Ele até já fez algumas jogadas aqui e acolá, mas, em meio a lesões, Jimmy também protagonizou momentos como os de domingo, em que as duas INTs de Russell Wilson foram em passes na sua direção. Veja uma delas aqui, e a outra, gerada por um drop de Graham, abaixo.

4 – Imagens que trazem PAZ.

4.1 – Eli Manning correndo

Uma mistura de tartaruga manca com tijolos nos pés. Por algum motivo, deu certo.

4.2 – Blake Bortles correndo

Sabemos que Blake não possui as melhores capacidades cognitivas do mundo, e ele deixa isso bem claro quando vai pra trombada ao invés de sair de campo. Em um universo paralelo, ele é um gênio. Ao menos foi uma oportunidade única (para ele) de fazer um defensor passar vergonha.

4.3 – Malik Hooker <3

Porque o mundo merece ver isto. Esse stiff arm foi lindo demais (o adversário morreu, mas passa bem).

4.4 – Josh McCown

Josh McCown é um game manager, eles disseram. Ele não vai estragar tudo, eles disseram.

4.5 – As definições de “totalmente livre” foram atualizadas

Acabem com o New York Football Giants enquanto ainda há tempo.

5 – Gente errada no lugar errado

Jay Cutler e Matt Ryan no Wildcat. Porque ninguém nunca pensou nisso antes?

5.1 – Motivo um: 

5.2 – Motivo dois:

6 – Os intocáveis

Algumas defesas têm dificuldades com conceitos simples, como a ideia de que, para parar uma jogada, você deve derrubar o coleguinha.

6.1 – Bilal Powell

Porque a defesa de Jacksonville é a força do time.

6.2 – Giovani Bernard

Em Alabama isso não seria um touchdown, pelo menos não intocado após não fazer nada além de correr em linha reta.

7 – Chegando ao fundo do poço – e lá encontrando uma pá.

Marquette King é divertido, mas é só um punter, e punters, por natureza, são destinados a fazer pouca coisa. Insatisfeito com a forma como as coisas são, Marquette resolveu ter seu minuto de fama. “O campo tem 100 jardas… Eu só preciso de 11… Eu consigo!”, ele deve ter imaginado. Então decolou, por conta própria, para conseguir o 1st Down em um Fake Punt. Você já deve saber o resultado: não deu certo. Ainda descontente com o resultado, King descontou sua frustração jogando a bola no adversário. O que era pra ser um simples punt se tornou um pesadelo.

8 – Troféu Dez Bryant

Você já sabe: o troféu Dez Bryant é o único que premia aquele jogador de nome que desaparece quando você mais precisa dele.

Nessa semana, Amari Cooper com 2 recepções para 9 jardas em 8 (!!!) targets. Essa atuação inesquecível rendeu uma alfinetada em nosso Podcast e garantiu a Cooper o Prêmio Dez Bryant da semana. Parabéns, garoto!

Cena rara ultimamente.

9 – Bônus:

9.1 – O Pick Six Brasil ganha um inimigo

Porque se Josh Doctson tivesse segurado a bola não precisaríamos sortear um prêmio.

9.2 – O Pick Six Brasil ganha um amigo

Porque Blake Bortles não quer que tenhamos que sortear mais prêmios.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

PS: Gostaríamos de saber se esse modelo de post, com as imagens ao invés dos links, é mais interessante. Quem puder dar o retorno lá no Twitter será de grande valia. Amamos (mentira) todos vocês!

Correndo contra o tempo

Quando entrar em campo para enfrentar o Dallas Cowboys, no dia 10/09, Eli Manning completará 200 jogos consecutivos de temporada regular como QB titular do New York Giants. Se os playoffs forem incluídos na conta, são 212 partidas seguidas como starter. Entre QBs, a marca é a terceira melhor de todos os tempos, atrás apenas do irmão Peyton e de Brett Favre.

O número é impressionante para um esporte em que tantas contusões acontecem. A durabilidade de Eli é um dos motivos que o tornam um dos poucos verdadeiros franchise QBs da NFL. Desde a temporada de 2004, quando foi draftado na primeira escolha geral do draft e assumiu a titularidade do Giants, Eli não perdeu nenhum jogo e se tornou a cara da franquia.

A cara da franquia.

Em 2017, Eli Manning completará 14 temporadas de muitos altos e baixos na NFL. Os dois prêmios de MVP do Super Bowl contrastam com performances medíocres e muitas (muitas mesmo) interceptações. Eli parece adorar os extremos: ou é muito bom, ou é muito ruim. O tempo, porém, parece ter feito bem a ele. Suas melhores temporadas em termos de estatística vieram depois dos 30 anos completos. Em 2011, por exemplo, ficou a 77 jardas de entrar para o seleto clube de QBs que passaram para cinco mil jardas em uma temporada. Os 35 TDs que lançou em 2015, quando já tinha 34 anos, foram o recorde de sua carreira.

O tempo traz experiência, mas também traz o inevitável declínio físico. Mesmo jogando razoavelmente bem nas últimas temporadas, Eli mostrou certa queda em sua performance física. Os passes já não são tão potentes e precisos e ele depende muito da habilidade de seus recebedores para mover o ataque.

O New York Giants sabe que a janela de Eli Manning está se fechando e parece estar determinado a conquistar mais um título com seu franchise QB. O time, que nunca teve o costume de gastar na free agency, foi às compras antes da temporada 2016 para tentar melhorar principalmente a defesa, que teve uma performance ridícula em 2015. A queima de dinheiro parece ter dado certo. Em 2016, primeira temporada de Ben McAdoo como head coach, o time conseguiu 11 vitórias e 5 derrotas e voltou aos playoffs pela primeira vez desde que venceu o Super Bowl, na temporada 2011. Porém, a derrota para o Green Bay Packers, logo na rodada de Wild Card, mostrou que ainda falta bastante coisa para que o time seja levado a sério como candidato a chegar ao Super Bowl.

Um novo velho ataque

Em 2016, o ataque do Giants foi apenas o 25º melhor da NFL em jardas por partida, abaixo de ataques bem questionáveis, como o do Jacksonville Jaguars, e apenas um pouco acima de times verdadeiramente horrorosos, como o New York Jets e o Cleveland Browns. Os números mostram que o Giants chegou à pós-temporada muito mais por mérito da defesa e que algo teria que ser feito para tornar o ataque mais produtivo em 2017.

O Giants parece acreditar que para melhorar o ataque basta trazer armas novas para Eli Manning. Brandon Marshall foi contratado na free agency para ser o alvo grande que faltava, especialmente na red zone. Marshall é um ótimo jogador que há dois anos teve uma temporada de 1502 jardas e 14 TDs recebidos, mas que em 2016 não chegou a 800 jardas e recebeu apenas 3 TDs. Os números ruins na última temporada podem ser creditados à bagunça que foi o New York Jets, mas é possível considerar que Marshall já esteja no final de sua carreira. De qualquer forma, ele ainda deve contribuir de forma significativa para o ataque do Giants.

Outra arma adicionada na offseason foi o TE Evan Engram, draftado no primeiro round do draft de 2017. Engram foi uma das escolhas mais criticadas, por não ser um bom bloqueador e por não atender às reais necessidades do time; ele terá que provar o seu valor como recebedor e parece ser isso que o time espera dele. Após o draft, o General Manager Jerry Reese disse que o Giants vê Engram como uma arma. Engram terá que mostrar que sua presença acrescenta uma dimensão a mais ao ataque, já que nos últimos anos Eli Manning teve que se virar com TEs como  Will Tye e Larry Donnel.

Peguei.

Marshall e Engram devem ser bons complementos a Odell Beckham Jr., talvez o melhor WR da NFL, e Sterling Shepard, um slot receiver muito eficiente. Os quatro formam um dos melhores grupos de recebedores da liga. O problema é que não adianta ter recebedores tão bons se a linha ofensiva não protege o QB. O Giants terá em 2017 basicamente a mesma OL que jogou muito mal em 2016. A única contratação foi D.J. Fluker, veterano que não conseguiu sucesso em seus cinco anos de NFL. Se o setor não mostrar uma evolução razoável, será muito difícil para Eli Manning tirar proveito de suas armas.

Outro problema é a posição de RB. Depois de muitos anos de sofrimento com o nada inspirador Rashad Jennings como titular, o Giants decidiu que Paul Perkins e Shane Vereen são suficientes para comandar o jogo corrido. O problema é que eles não são. Perkins teve oportunidades em 2016 e mostrou ser um jogador mediano, mas que não se transformará no próximo Adrian Peterson. Shane Vereen, além de não conseguir permanecer saudável, é um mero especialista em receber passes. Com um jogo corrido que não inspira quase nenhuma confiança, o Giants novamente deve ter um ataque unidimensional, até o braço de Eli Manning cair.

Spoiler: isso não é uma coisa boa.

Uma pequena grande evolução

Assim como a linha ofensiva, a defesa do Giants retorna praticamente intacta para a temporada 2017. A diferença é que, ao contrário da OL, o retorno da mesma defesa é uma excelente notícia para os torcedores do Big Blue. A única perda entre os titulares foi a do DT Johnathan Hankins, que foi substituído por Dalvin Tomlinson, escolha de segundo round vinda de Alabama.

Tomlinson se junta a uma linha defensiva bastante respeitável, com potencial para ser excelente. O pass rush será comandado por Olivier Vernon, a grande contratação da offseason de 2016 e o grande símbolo da reconstrução da defesa. Do outro lado da linha, Jason Pierre-Paul mostrou que pode jogar mesmo sem metade da mão e renovou seu contrato. Pelo meio, Damon “Snacks” Harrison talvez seja o melhor jogador de linha da liga defendendo o jogo corrido.

E se DL é boa, a secundária é melhor ainda. Até o desastre que foi o segundo tempo do já citado jogo de Wild Card contra o Packers, o Giants tinha feito um trabalho excelente defendendo recebedores. Em 2017, é provável que a evolução continue. Janoris Jenkins, outra das contratações milionárias do ano passado, Dominique Rodgers-Cromartie e Eli Apple formam um dos melhores grupos de cornerbacks da NFL, enquanto Landon Collins talvez tenha sido o melhor safety da liga no ano passado e foi selecionado para o Pro Bowl.

As vitórias que o Giants conseguiu nos Super Bowls contra o New England Patriots foram graças a defesas dominantes, que pressionavam fortemente os QBs adversários e não permitiam grandes avanços. A fórmula parece estar se repetindo. Resta saber se a defesa conseguirá compensar as carências do ataque. E se o time terá a sorte de encontrar o eterno freguês na decisão.

Palpite: talvez o Giants não tenha evoluído o suficiente para melhorar o recorde de 11-5 conseguido em 2016, especialmente no ataque. Se é difícil enxergar uma evolução considerável, também é difícil perceber uma queda muito acentuada. Portanto, é provável que o time consiga 10 vitórias em 2017, principalmente por mérito da defesa. É provável que esse desempenho seja suficiente para uma vaga nos playoffs, mas o time não deve ir longe. A não ser que Eli Manning esteja inspirado, aí a gente já sabe até onde o Giants pode chegar.

Análise Tática #6 – OBJ: pelo menos nós nunca duvidamos

As cinco primeiras semanas da temporada foram turbulentas para Odell Beckham Jr, WR do New York Giants e uma das grandes estrelas da NFL. Entre ataques de histeria na sideline, demonstrações de fúria após jogadas sem sucesso e lutas perdidas contra o golzinho de treinamento do kicker, OBJ estava longe de produzir o que se esperava de um dos melhores jogadores da liga.

Na semana 6, porém, tudo voltou ao normal ─ se é que 8 recepções para 222 jardas e 2 TDs, a melhor marca de sua carreira, pode ser considerado um desempenho meramente normal. Beckham quase bateu o recorde do Giants para jardas recebidas em apenas um jogo e foi o primeiro jogador da franquia a receber dois TDs de mais de 66 jardas na mesma partida desde 1966. A grandiosidade dos números de OBJ não se resume à quebra de recordes do time. Desde que estreou na liga, OBJ tem dez jogos de 140 ou mais jardas e está empatado com Julio Jones, WR do Atlanta Falcons. Esses dez jogos são o recorde da liga para um WR em suas três primeiras temporadas ─ e é bom lembrar que o Giants ainda tem dez jogos para disputar na temporada regular de 2016.

Mas como esses números espetaculares foram construídos? Na vitória contra o Baltimore Ravens, Odell recebeu 211 jardas e 2 TDs apenas no segundo tempo. Foram duas recepções longas (75 e 66 jardas), que foram fundamentais para a vitória e aconteceram assim:

TD de 75 jardas

Passes longos normalmente acontecem por ausência/falha dos safeties. Em seu primeiro TD, Odell tinha uma rota curta, em que avançava cerca de 5 jardas e voltava para receber o passe. O Baltimore Ravens deixou um CB na marcação individual de Beckham e um safety posicionado do mesmo lado do campo.

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Quando percebeu que estava bem marcado, Odell ajustou a rota e partiu para a recepção em profundidade. Não é possível determinar se a rota originalmente previa o passe em profundidade ou se foi uma boa leitura do ataque do Giants. De qualquer forma, a jogada mostrou um excelente entrosamento entre QB e WR. A paciência de Eli Manning, que teve boa proteção, e a movimentação do safety, que partiu para cobrir a rota do TE, foram fundamentais para o sucesso da jogada.

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No momento do passe, não havia muita separação entre Odell e o marcador, mas Eli Manning não hesitou em confiar na velocidade de seu WR. Entre OBJ e o TD havia apenas o S que estava posicionado do lado oposto do campo.

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Quando recebeu o passe, Beckham já estava a cerca de duas jardas a frente do CB e não teve dificuldades para vencer o safety e marcar o touchdown.

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TD de 66 jardas

Em uma 4th & 1, com 1:36 no relógio no último quarto, o Giants precisava de pelo menos um Field Goal para empatar a partida. Como o Giants precisava de apenas uma jarda, o Baltimore Ravens optou pela marcação mais próxima à linha de scrimmage, com apenas um safety em profundidade. Odell Beckham tinha uma rota slant, em que o recebedor dá um ou dois passos para frente e corre na diagonal em direção ao meio do campo. A movimentação do safety próximo à linha, que novamente foi para a marcação do TE, foi fundamental para o resultado da jogada, assim como no primeiro TD de Beckham.

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As rotas de Beckham e do TE do Giants se cruzavam, o que fez com que os dois defensores do Ravens que estavam na marcação individual se chocassem, permitindo uma recepção fácil.

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A partir daí, Beckham só precisou usar novamente sua velocidade para bater o safety e garantir a vitória do Giants.

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Análise Tática #3 – Eli Manning é o (segundo) mais idiota da rodada

Eli Manning é conhecido por ser um QB que costuma resolver nos momentos decisivos. De acordo com o site Pro Football Reference, Eli é o segundo QB em atividade com mais viradas no último quarto. Desde 2004, quando estreou na NFL, foram 28 viradas no quarto período, atrás apenas de Tom Brady, com 37. Quando o busto de Elisha Nelson Manning for colocado no Pro Football Hall of Fame, em Canton, Ohio,  o que virá à mente são duas performances espetaculares no último quarto de dois Super Bowls, quando levou o New York Giants a duas viradas espetaculares contra o New England Patriots.

O que aconteceu no último domingo, porém, não será digno de menções no futuro. Eli foi, provavelmente, o grande responsável pela derrota do Giants para o Washington Redskins. No jogo que marcava o reencontro do WR Odell Beckham Jr e do CB Josh Norman, que quase se mataram dentro de campo na temporada passada, o destaque negativo foi Eli Manning. Com leituras equivocadas, passes forçados e TDs fáceis perdidos, Manning foi decisivo para o resultado final.

Analisamos três jogadas que aconteceram no último quarto que mostram por que o New York Giants não conseguiu sua terceira vitória na temporada.

Odell Beckham COMPLETAMENTE LIVRE para o TOUCH… NÃO:

A primeira jogada do último quarto foi uma play action em que Eli Manning teria três rotas de WRs à disposição. Odell Beckham, na parte de baixo da tela, era o único recebedor com rota em profundidade. O safety do Washington Redskins posicionado na linha de 35 jardas iria para blitz, enquanto Josh Norman, marcando Odell, se deslocaria para o meio do campo.

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Com a jogada em andamento, percebemos que o safety que foi para blitz não chegou nem perto de Eli e que Josh Norman deixou Odell Beckham completamente sozinho. Eli Manning, porém, jamais olhou para o seu lado esquerdo enquanto Beckham entrava em completo desespero pedindo a bola.
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No momento do passe, é possível perceber que Odell estava completamente livre e seria um TD fácil. Eli Manning acabou completando o passe para Sterling Shepard, no meio do campo, porém perdeu o que seria um touchdown de 75 jardas e o primeiro de OBJ na temporada.

Passe forçado (e interceptado) #1:

Mesmo com a oportunidade perdida, o Giants seguiu avançando. Algumas jogadas depois, no mesmo drive, Eli já estava na redzone de Washington. No shotgun, Eli percebeu que Washington mandaria blitz e pediu a proteção do RB Shane Vereen.

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Washington mandaria blitz com sete jogadores, deixando os quatro recebedores com marcação individual. Mesmo enfrentando a tentativa de presão da defesa, Eli teve o pocket praticamente limpo. Victor Cruz e Sterling Shepard, no alto da tela, tinham rotas cruzando o campo e tinham uma certa separação dos defensores. O problema é que Eli não estava muito disposto a procurar alvos livres e focou no TE Will Tye, bem marcado, na parte de baixo da tela.

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Enquanto Vitor Cruz estava a cinco jardas do defensor mais próximo, Manning forçou o passe para Tye; ele não conseguiu brigar pela bola, que acabou interceptada.

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Por outro ângulo, é possível perceber claramente que o marcador tinha uma visão muito mais clara do que estava acontecendo e acabou levando vantagem.

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Passe forçado (e interceptado) #2:

Na última jogada da partida, precisando de um field goal para vencer, o Giants colocou em campo uma formação 11, ou seja, com 3 WRs, 1 TE e 1 RB. O WR no slot e o TE, ambos no meio do campo, tinham rotas em profundidade. Victor Cruz e Odell Beckham rotas comeback nas laterais. Washington mandou apenas um LB para blitz.

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Todos os recebedores tinham marcação individual, com um safety no fundo do campo fazendo a leitura da jogada. Assim como na primeira interceptação, Eli Manning não esperou a jogada se desenvolver e forçou um passe para o RB Shane Vereen, com rota cruzando o campo.

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O passe foi tão telegrafado que o defensor não teve dificuldades em adiantar a jogada e fazer a interceptação. TODOS (nota da edição: O CADU) nós te amamos, Elisha, mas pare com isso, por favor.eli11

BÔNUS

Read Option é uma jogada em que o QB recebe o snap, faz a leitura da defesa e decide se fica com a bola, se entrega para o RB ou mesmo se faz um passe rápido. Esse tipo de jogada, como o próprio nome já diz, é baseada em OPÇÕES. A falta delas não parece afetar Blaine Gabbert. Flagramos o QB do San Francisco 49ers fingindo que entregaria a bola para um RB que só existe em sua imaginação e ainda sair correndo surpreendido para 1 jarda. Lamentável, Blaine.

A paciência está acabando; agora é hora de curar a ressaca

Talvez nenhuma outra torcida na NFL tenha tanto para comemorar na última década quanto a do New York Giants. As duas vitórias em Super Bowls em um intervalo de quatro anos contra o poderoso New England Patriots eram tão improváveis que se tornaram instantaneamente momentos clássicos do esporte.  Em uma liga em que o equilíbrio ­predomina ­– vale lembrar que nos últimos dez anos a NFL teve nove campeões diferentes, sendo o Giants o único a conquistar dois títulos ­–, vencer dois em tão pouco tempo é uma missão muito difícil. Bater Tom Brady e Bill Belichick em duas decisões é (era) praticamente impossível.

As lágrimas vêm ao rosto quando nós, torcedores desse time maravilhoso, lembramos de Plaxico Burres recebendo o passe perfeito de Eli Manning em 2008. Não conseguimos conter o choro quando nos recordamos de Ahmad Bradshaw caminhando indeciso e permitindo que sua nádega relutante tocasse a endzone do Patriots em 2011. Desde então, as lágrimas continuam a rolar, porém o motivo é outro: desgosto profundo. Depois das duas glórias máximas, uma fonte inesgotável de mediocridade predomina em East Rutherford. Desde 2012, o Giants coleciona exatamente zero aparições em playoffs e apenas um ano com recorde positivo. Depois de um razoável 9-7 em 2012, as três últimas temporadas foram um fracasso quase total: 7-9 em 2013 e 6-10 em 2014 e 2015.

Em 2015, apesar do recorde pífio, o Giants mostrou alguns lampejos de qualidade, exclusivamente no ataque. Ficou em sexto na NFL em pontos por jogo, com 26, à frente de ataques considerados superiores, como New Orleans Saints e Green Bay Packers. Foi o número oito em jardas por jogo e, apesar do número ridículo de apenas cinco TDs corridos, foi o sétimo da liga em TDs totais. Em um dos números mais relevantes, o Giants liderou a liga junto com o New England Patriots em TDs aéreos, com 36.

Os bons números ofensivos não foram suficientes para a permanência de Tom Coughlin, técnico que comandou o time por 12 anos. Erros estratégicos que, tranquilamente, podem ser classificados como bizarros levaram o time a perder seis jogos por menos de um TD, com o adversário marcando os pontos da vitória nos últimos dois minutos. Essa estatística, vista com bons olhos, mostra que o time esteve muito perto de vencer seis partidas a mais e que, talvez, não esteja tudo perdido. Porém, a demissão de Coughlin também mostra que a paciência está acabando e que o Giants na era Ben McAdoo não pode mais usar as lembranças das vitórias contra o Patriots como muleta. É preciso curar a ressaca e tudo leva a crer que qualquer evolução, por menor que seja, já será suficiente para brigar pela sempre aberta NFC East.

"Fiz merda".

“Fiz merda”.

Defesa historicamente horrorosa

O ataque acima da média não foi capaz de mascarar a podridão de uma das defesas mais vulneráveis da história da liga. Em 2015, o Giants cedeu 420 jardas por jogo aos ataques adversários, a segunda pior marca dos últimos dez anos em toda a NFL. Foi o pior contra o passe, cedendo quase 300 jardas aéreas por partida. Foram apenas 23 sacks durante todo o ano, a terceira pior marca da liga.

Sem alternativa e com bastante espaço no teto salarial, o Giants foi, disparado, o time que mais gastou contratando free agents. Os US$ 106,3 milhões em salários garantidos foram gastos quase exclusivamente com jogadores de defesa. Entre os contratados está o DE Olivier Vernon, um dos jogadores mais disputados na free agency e que assinou um contrato de US$ 85 milhões, com US$ 52 milhões garantidos. Junto com Jason Pierre-Paul, que renovou o contrato por um ano após ter grande parte da mão amputada em um acidente com fogos de artifício, Vernon chega para tentar dar um pouco mais de energia a um pass rush que, com muita boa vontade, pode ser chamado de anêmico.

Além de colocar mais pressão nos QBs adversário, o Giants precisava pelo menos tentar melhorar a secundária responsável pela pior defesa da liga contra o passe. O CB Janoris Jankins veio do Saint Louis Los Angeles Rams recebendo US$ 29 milhões garantidos e se junta ao veterano CB Dominique Rodgers-Cromartie. O DT Damon Harrison recebeu US$ 24 milhões garantidos e deve colaborar com uma das partes da defesa que não comprometeram tanto em 2015: a defesa contra o jogo corrido.

Além dos gastos astronômicos, o time também deu ênfase à defesa no draft, escolhendo três jogadores de defesa nas quatro primeiras escolhas: CB Eli Apple, S Darian Thompson e LB B.J. Goodson. Eli Apple deve ser exigido logo no início da temporada e tem a missão de provar que as escolhas de primeiro round do Giants que não se chamam Odell Beckham Jr. podem ser jogadores de sucesso na NFL.

Normalmente, gastos exorbitantes como esses não dão o resultado esperado. Times desesperados acabam pagando muito mais do que deveriam para jogadores que talvez não valham tanto (oi, Olivier Vernon!). Mas a situação da defesa do Giants é tão caótica que não há outra alternativa senão melhorar. É claro que o time não terá uma das melhores defesas da NFL da noite para o dia, mas se ao menos chegar à linha da mediocridade ­– o que deve acontecer –, a torcida já pode comemorar.

Fala aqui com a minha mão.

Fala aqui com a minha mão.

Elisha Nelson Manning

Após um ano com números terríveis em 2013, Eli Manning logo se aproveitou do sistema ofensivo de Ben McAdoo, que assumiu o cargo de coordenador ofensivo do Giants em 2014, e melhorou em todas as estatísticas que medem a eficiência de um QB. Se compararmos os números de 2013 com os de 2015, por exemplo, perceberemos que os TDs quase dobraram e as interceptações foram reduzidas pela metade.

Mesmo tendo Odell Beckham Jr. à disposição, é difícil acreditar que Eli conseguirá melhorar ainda mais os números que obteve nas duas últimas temporadas, já que parece ter atingido seu teto. O cenário mais provável é que a produtividade permaneça semelhante aos dois anos no sistema de McAdoo.

Eli terá à sua disposição uma linha ofensiva mediana, que foi colocada na posição 20 da NFL pelo site Pro Football Focus. Do lado esquerdo da linha, o guard Justin Pugh e, especialmente, o tackle Ereck Flowers ainda têm que provar que valem as escolhas de primeiro round no draft investidas neles. O lado direito da linha sofreu bastante já na pré-temporada e é o que muitos consideram o verdadeiro ponto fraco da proteção ao QB. O tackle Marshall Newhouse terá que melhorar a performance que lhe rendeu a não tão desejada avaliação de sexto pior pass blocker pelo PFF. Espera-se que, com um pouco mais de entrosamento, a linha ofensiva tenha um desempenho levemente melhor e seja ao menos regular.

OBJ e o resto

Odell Beckham Jr. talvez seja o grande responsável por uma crise gigantesca ainda não ter se instalado permanentemente em East Rutherford. Com recepções espetaculares, rotas perfeitas e velocidade assustadora, Beckham bateu o recorde de Randy Moss de jardas recebidas nas duas primeiras temporadas como jogador profissional. Foram 2744 jardas em 2014 e 2015 que ajudaram a esconder a ruindade do resto do ataque. Mas nenhuma narrativa ou estatística é capaz de traduzir em palavras ou em números o que OBJ faz dentro de campo. Se conseguir evitar episódios de descontrole emocional, como o que aconteceu no confronto contra Josh Norman no ano passado, Odell tem tudo para ser um dos grandes WRs da história da NFL. E não há nada que indique que isso possa mudar em breve.

Do lado oposto de Beckham, o principal contribuinte deve ser Sterling Shepard, rookie escolhido no segundo round do draft. Shepard tem criado bastante expectativa com sua performance no training camp, mas não mostrou muito nos jogos da pré-temporada. Além dele, Victor Cruz volta (ou pelo menos espera-se que volte) de lesão grave e, apesar da esperança da torcida, não deve chegar nem perto do jogador que levantou o troféu Vince Lombardi em 2011.

RBs: a prateleira de mediocridade

O principal ponto fraco do ataque do Giants é, sem dúvida, o jogo corrido. Rashad Jennings, Andre Willians, Orleans Darkwa e Bobby Rainey são a própria personificação da mediocridade. Sem muito mérito, Jennings deve ser o titular, mas não seria nada surpreendente se, além dele, outros dois ou mais jogadores iniciarem jogos como titulares, inclusive o rookie Paul Perkins. O grupo não anima, mas também não deve comprometer, até porque o ataque do Giants deve depender muito mais do passe do que do jogo corrido.

Palpite: o Giants iniciará a temporada com cinco vitórias em seus sete primeiros jogos, antes da folga na semana oito. No pacote de vitórias, estão incluídas as revanches de derrotas que doeram muito em 2015, contra Cowboys e Saints, logo nas primeiras duas semanas. No final, a temporada trará um redentor recorde de 11-5, que é mais do que suficiente para, depois de quatro anos, vencer a NFC East e avançar para uma frustrante derrota em casa logo no Wild Card round.