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Procurando uma identidade

Uma nova identidade. Para a temporada de 2018, esse é o principal objetivo do Dallas Cowboys. Após Tony Romo ter nos dado mais um motivo pra ligar o SAP nas tardes de domingo e Jason Witten substituir Jon Gruden como COLOR GUY™ no Monday Night Football, cabe ao time encontrar novas lideranças.

Em uma despedida menos glamorosa, Dez Bryant foi defenestrado do Texas, por motivos que vão da queda de produção a ser um péssimo coleguinha de vestiário (fonte: nós achamos isso). Nesse caso, é necessário que Dak Prescott e Ezekiel Elliott assumam seus papéis como líderes do vestiário, tanto técnica quanto pessoalmente.

Uma offseason mais tranquila

Se em 2017 tivemos o circo armado pela punição de Ezekiel Elliott, em 2018 o Dallas Cowboys teve mais paz para trabalhar. Na medida do possível, claro. É intrínseco ao America’s Team a presença nos tabloides, então um circo menos intenso nos jornais ajuda a criar um ambiente em que a  liderança jovem tenha a tranquilidade para trabalhar. A questão Dez Bryant de certa forma é um percalço, porém é mais simples blindar um time às tuitadas de um jogador do que ter um dos seus principais nomes do ataque com problemas com a justiça.

Além dos nomes já citados, Dallas também perdeu o RB Alfred Morris, o WR Brice Butler e o CB Orlando Scandrick como os jogadores mais notáveis (aqueles que o leitor já ouviu falar o nome). Em contrapartida, o time trouxe o WR Allen Hurns, o OT Cameron Fleming e o DE Kony Ealy (o cara-que-seria-MVP-do-Super-Bowl-50-se-os-Panthers-tivessem-ganhado), todos nomes que buscam se firmar. O principal deles, Hurns, vindo de duas temporadas interrompidas por lesão, vem buscando espaço como titular na rotação de recebedores, que está em uma situação de time-que-precisa-de-mais-um-para-completar-a-pelada.

LEIA TAMBÉM: Tony Romo (ou o melhor quarterback que você não soube valorizar)

Outro ponto importante da offseason é a volta do DE Randy Gregory, escolha de segunda rodada no draft de 2015. Após problemas com o uso de maconha (o que não deveria ser problema – mas isso é outra discussão), a NFL aceitou o plano de recuperação do jogador, permitindo sua reintegração após uma suspensão por tempo indeterminado. Gregory, que teve o melhor ano de sua carreira em 2014 na Universidade de Nebraska, era cotado como talento top-5 do draft à época. Agora, o jogador busca espaço em uma liga com tendência de rotações de pass-rush bastante numerosas.

Recarregando (do inglês reloading) 

O Dallas Cowboys fez nove picks no draft de 2018, algumas delas conseguindo bons valores, em escolhas abaixo da cotação de mercado. Na primeira rodada, a escolha do LB Leighton Vander-Esch de Boise State dá a entender que o time busca peças de reposição para Sean eternamente-Lee(sionado). 

Uma substituição quase perfeita, já que o calouro já chega à liga com dúvidas sobre a saúde de seu pescoço. Vander-Esch está em uma daquelas situações de lesões que não se vê ocorrendo em campo (até por que quase ninguém assiste jogos de Boise State) mas aparecem magicamente na época do Combine. Traçando um paralelo, é um boato semelhante ao que ocorreu com Myles Jack, de Jacksonville, à época em que jogava em UCLA. Dallas arriscou a escolha dezenove em Vander-Esch, agora joga a sorte na moedinha para ver se o jogador permanece saudável.

A escolha de Michael Gallup, WR, na posição 81 pode ser o respiro para um grupo de recebedores com déficit de peças, assim como o TE Dalton Schultz, que precisa pisar em sapatos grandes (traduções literais.inc). O recrutamento de Dallas se encerrou com a escolha de Bo Scarbrough, RB do tipo tanque de guerra vindo de Alabama, que provavelmente deve ser familiar ao leitor.

Jason “The Clapper” Garrett

O Homem-Laranja (Garrett, não o outro) merece um tópico especial quando falamos de Dallas Cowboys. Após ser escolhido técnico do ano (sério, isso aconteceu mesmo, por mais absurdo que possa parecer) quando teve Dak Prescott e Ezekiel Elliott em grande fase quando calouros, o homem teve uma temporada de 2017 digna dos melhores momentos de Chuck Pagano.

O ataque comandado pela dupla Garrett e Scott Linehan teve a regressão personificada na atuação do QB Dak Prescott. Se em 2016 Prescott teve 67.8 % de passes completos, 3667 jardas aéreas, 23 TDs e o assustador número de apenas 4 INTs para um QB calouro, em 2017, a produção caiu bastante. 62.9% dos passes completos, 22 TDs e 13 INTs. Ainda, a queda do rating, de 104.9 para 86.6.

Além de números, no game tape vimos um Prescott bastante exposto, principalmente nas partidas em que não teve a ajuda de Zeke Eliott. Uma atuação do nível de 2016 gera a atenção da NFL, e com coordenadores defensivos adversários tendo longos sete meses para estudar as tendências do jogador, Dak teve um rendimento aquém do esperado  em 2017. Nesse aspecto, adivinha, Jason Garrett e Scott Linehan não foram capazes de adaptar o plano de jogo, se é que existe um (o nosso dinheiro está no “não [existe um plano de jogo]”).

No jogo corrido, a perda de Ezekiel Eliott por seis jogos trouxe um problema tanto para o time quanto para o jogador. Zeke  não conseguiu render o esperado antes da punição começar a ser cumprida e até mesmo quando voltou, destacando-se a péssima atuação na altitude de Denver (não é desculpa). Embora falar que Zeke jogou mal é quase uma súplica para gerar a revolta do torcedor de Dallas, é inquestionável a queda de produção quando vemos que as jardas por tentativa caíram de 5.1 para 4.1. Acima das 4 jardas por tentativa é ainda considerado um bom número para RBs, mas a queda de conversão de primeiras descidas para 22.7% ajuda a regular esses números.

A linha ofensiva, outrora melhor da liga, agora tem que lidar com o problema da ausência por tempo indeterminado do center Travis Frederick. Outra questão importante é trabalhar as posições do LG Connor Williams e RT La’el Collins. Linhas ofensivas estão geralmente a uma lesão de serem ruins, e Adrian Clayborn fez suco de Dak Prescott quando Tyron Smith se lesionou contra os Falcons. Para incrementar a rotação, os Cowboys trouxeram o OT Cameron Fleming, que pode acabar sendo o titular no lado direito, mais pela falta de opção que pela sua qualidade técnica.

Uma defesa com duas caras

Ainda na questão da busca de identidade, a defesa do Dallas Cowboys pode ser explicada como a imagem e semelhança de Sean Lee. Como Lee luta contra as lesões, a defesa foi deficitária pela maior parte da temporada.

No pass rush, a atuação de DeMarcus Lawrence de certa forma mascarou o jogo tímido de Taco Charlton, escolha de primeira rodada de 2017. Nesse bolo, adiciona-se a chegada de Kony Ealy como mais uma peça de linha defensiva, sendo importante nas situações de terceira descida. David Irving provém uma boa opção no meio da linha, embora seja uma peça quase única jogando em 3 e 5-tech.

A principal deficiência defensiva a ser tratada por Rod Marinelli é a secundária. Byron Jones, Jeff Heath, Xavier Woods e Chidobe Awuzie são os titulares de uma unidade que além de tudo não tem muitos atletas para profundidade de elenco. A esperança se dá que o trio de LBs com Lee, Vander-Esch e o excelente-but-yet-to-be-seen Jaylon Smith consiga cobrir o passe.

Palpite

A NFC East é mais uma daquelas divisões em que raramente o vencedor do ano anterior consegue defender o título. Se Dallas conseguiu aparições nos playoffs nos últimos anos de Tony Romo e no ano de calouro de Dak Prescott, essa não deve ser a realidade de 2018. O grupo de recebedores é muito fraco e mesmo se os novatos tiverem impacto, não será suficiente para fazer frente aos rivais. A temporada será de reconstrução em Dallas, possivelmente com a demissão de Jason Garrett ao fim do ano. A partir disso, será necessário trazer uma mente moderna para o ataque, que saiba explorar melhor com as habilidades de Prescott e Elliott, enquanto uma escolha no top 10 do draft de 2019 será essencial para tapar alguns buracos do elenco. Nessa questão, provavelmente uma campanha entre cinco e sete vitórias será o teto que esse time pode alcançar.

Podcast #4 – uma coleção de asneiras IV

Discutimos as principais surpresas da NFL e, depois, com o objetivo de fazer ainda mais inimigos, apresentamos jogadores supervalorizados ao redor da liga.

Também apontamos nosso Super Bowl dos sonhos – sem essa de Patriots x Seahawks, ninguém aguenta mais. Por fim, como já é comum, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar de olho!

Participação especial: Vitor, do @tmwarning.

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Semana #2: os melhores piores momentos

Mais uma semana se passou. Infelizmente Blake Bortles ainda não lançou nenhuma Pick Six, mas mesmo assim temos muita coisa ruim para comentar. Afinal, a rodada foi um show de horrores e já estamos nos questionando se futebol americano é tão legal assim.

1 – Começando com o pé esquerdo – Houston Texans @ Cincinnati Bengals*

Já sabemos que os jogos de quinta-feira a noite são horríveis, e não seria esse em específico que mudaria isso. A expectativa já não era alta e, mesmo assim, podemos dizer que a partida ficou abaixo das expectativas. Falando em bom português: foi uma merda.

Andy Dalton continuou inerte, enquanto seu ataque batia um recorde histórico: os Bengals são o primeiro time desde 1939 a começar o ano com dois jogos em casa e conseguir não marcar nenhum TD.

Esperamos que o jogo sirva de lição para que a NFL nunca mais permita que essas duas equipes se enfrentem e, se for pra deixar acontecer, que pelo menos não seja em um jogo de horário nobre.

*Em respeito ao amigo leitor, não vamos colocar o link dos melhores momentos.

2 – Calvários eternos: porque times ruins não podem ter coisas legais.

2.1 – New Orleans Saints

Todos sabíamos que o bando de jogadores que o time tem e que não jogam no ataque não podia ser chamado de defesa. Aparentemente, eles não sabiam. Ao invés de investir no grupo no draft e na free agency, a equipe foi atrás de alguns acessórios de luxo, como Adrian Peterson.

Resultado: a defesa de New Orleans fez Sam Bradford parecer Tom Brady, e Tom Brady parecer Peyton Manning na temporada regular. Enquanto os defensores passavam vergonha (veja aqui e aqui), Peterson estava se adaptando muito bem a nova função de esquentador-de-banco.

Tenhamos piedade de Drew Brees.

2.2 – San Diego Los Angeles Chargers

Tal qual os Saints, a desgraça dos Chargers vem de outros tempos. Se alguns torcedores (os que sobraram) imaginavam que o azar no final das partidas ficaria em San Diego, já sabemos que não é o caso.

Depois de perder em Denver com um Field Goal bloqueado, a equipe se viu novamente em posição de anotar um FG, dessa vez não para empatar, mas para vencer o jogo. Você já sabe o que aconteceu e, quando Younghoe Koo errou o chute, o estádio explodiu de alegria. Nunca mais acreditaremos que esse time pode vencer algo.

2.3 – New York Jets

Era bem provável que os Jets tomariam uma tamancada dos Raiders – e realmente aconteceu. Mas, em determinado ponto do jogo, a equipe de Nova Iorque havia feito dez pontos, cortado a vantagem de Oakland pra 14-10 e forçado um punt.

A esperança durou pouco: o guerreiro #84 não conseguiu segurar a bola, que foi recuperada pelos Raiders. Dali, Marshawn Lynch anotou o TD e a coisa degringolou de vez.

“A bola tá vindo, o que eu faço?”

A briga pela primeira escolha do draft continua.

3 – Imagens que trazem PAZ.

3.1 – Talvez Jared Goff não seja mesmo um bust, mas ele não precisa acertar o árbitro da sideline para provar isso. Talvez seja apenas uma estratégia ousada que vai muito além da nossa compreensão.

3.2 – Adoramos os fake punts do Los Angeles Rams, mas é inconcebível que, em 2017, ainda tenha gente que caia nisso.

3.3 – Uma discussão frequente que temos aqui no site é se “Deus lança touchdowns com passes merda“? Em mais uma edição de ‘Só joga na defesa porque não consegue segurar a bola’, vemos que é quase isso.

3.4 – Porque, nesse caso, a imagem vale mais que mil palavras. Esperamos que esteja tudo bem.

4 – O retorno de Garbage Time Bortles

Blake Bortles foi o vencedor do primeiro troféu Blake Bortles, o único prêmio que premia a melhor atuação durante o Garbage Time (aqueles minutos finais em que o resultado já está definido, e você nem sabe mais porque está assistindo o jogo).

Não precisamos esperar muito para que Bortles voltasse a mostrar porque é o principal gênio dessa arte. Blake entrou no último período, quando a partida já estava decidida, com 11 de 25 passes completos, 89 jardas e duas interceptações. Nesse último quarto, Bortles completou seus 9 passes, para 134 jardas e um touchdown. Aguardamos ansiosamente os novos capítulos dessa saga.

5 – Prêmio Dez Bryant da Semana

Sabemos que ele não existiu na semana 1, afinal, só pensamos na ideia agora. O Prêmio Dez Bryant será semanalmente dado àquele jogador de muito nome e muita mídia, mas que não jogou nada na rodada. A inspiração? O jogador que empresta seu nome ao prêmio: quando você mais precisa dele, Dez Bryant não estará lá.

O primeiro vencedor do Prêmio Dez Bryant da semana é Ezekiel Elliott, seu companheiro de equipe. Zeke terminou o jogo contra os Broncos com memoráveis 9 carregadas para um total de 8 jardas. Parabéns!

Magoou.

A semana que vem prometeVocê pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Um grande hype enfrentando enormes expectativas

Após o surpreendente sucesso na temporada passada, Dallas, ao que tudo indica, está agora em uma nova direção; 11 atletas deixaram a equipe na última free agency, enquanto outros dois se aposentaram. Aliás, estes 11 jogadores começaram mais de 500 jogos de suas carreiras com o Cowboys – incluindo 94 no último ano.

Mesmo assim, o dono e novo hall of famer Jerry Jones mantém o otimismo. “Perdemos um número significativo de atletas, mas fomos seletivos nestas perdas”, justificou o proprietário da franquia durante a offseason.

É importante que os novatos joguem, eles realmente precisam de oportunidades. Eu não ousaria projetar nosso número de vitórias, mas acredito que temos uma equipe melhor do que a que terminou a temporada passada; temos a chance de sermos melhores do jeito correto: mais novos”.

Jaqueta em homenagem a todo o ouro que este homem trouxe para liga.

Pequenos fantasma

Tony Romo sofreu uma lesão durante a pré-temporada de 2016 e, como em qualquer outro dia, todas as perspectivas se dissiparam em Dallas. Naquela ano, porém, tudo foi diferente: havia uma pequena esperança no Texas de que Dak Prescott poderia fazer o trabalho com dignidade até Romo estar recuperado.

Mas Prescott foi tão eficiente que não deixou brechas e assumiu a posição: foram 23 touchdowns e apenas quatro interceptações – e outros 6 TDs corridos. Com mais de 67% dos passes completos, Dak teve média aproximada de 8 jardas por tentativa. Claro, ele tem um ótimo elenco de apoio para auxiliá-lo, mas de qualquer forma é pouco provável que grande parte dos quarterbacks da NFL teriam atuado no mesmo nível que Dak – menos ainda se considerássemos que Prescott era um mero rookie.

Voltando ao elenco de apoio, o integrante de maior destaque, também foi um novato: o RB Ezekiel Elliott correu para 1631 jardas e 16 TDs – ele ainda teve 32 recepções para outros 363 jardas. O fato é que algumas equipes não tiveram respostas para Elliott em seu primeiro ano. Mas tudo pode ser diferente em 2017.

O grande hype a espera de uma grande decepção

Diante do exposto, Prescott terminou o ranking dos 100 melhores jogadores para esta temporada organizado pela NFL Network na 14ª posição. Releia com atenção: 14ª posição.

E que fique claro que aqui não há nada contra Prescott; ele talvez tenha tido a melhor temporada de um quarterback rookie da história da NFL. Mas também é fato que ele não é sequer o melhor jogador ofensivo de Dallas – o já citado Eliott, o WR Dez Bryat, o G Zack Martin e o C Travis Frederick são melhores jogadores que Dak.

Inegavelmente, Prescott é mais valioso, sobretudo por sua posição. E achamos Dak extremamente talentoso e um potencial grande QB para os próximos anos, mas a verdade é que será muito difícil para ele evoluir seus números de maneira proporcional ao hype em sua segunda temporada – entenda que os adversários, agora, tiveram uma offseason toda para estudá-lo e a tabela está longe de ser fácil.

E não é apenas as expectativas em torno de Prescott que podem fazer os sonhos de Dallas desmoronarem: há também a dúvida sobre a possível suspensão de Elliott, que ainda não sabemos como acabará – hoje, ela é de seis jogos, mas o recurso ainda será julgado. A defesa, que já era mediana, perdeu peças-chave, sobretudo na secundária e torce para que alguns novatos consigam preencher os buracos – vale lembrar que Dallas terminou com 7 vitórias e uma derrota em partidas decididas por sete pontos ou menos na última temporada.

Onde realmente mora a esperança

Se você crê que Dallas pode repetir as mais de 10 vitórias da temporada passada, saiba que a esperança para isso ainda mora na linha ofensiva, uma das melhores da NFL nos últimos anos. Zeke foi incrível e Dallas construiu seu sistema ofensivo em torno dele – ele era a base do ataque, e não Prescott. E, claro, Elliott deveria ter conquistado o ROY caso o hype não vencesse.

Pode vir.

O fato é que a linha ofensiva permite que Dallas controle o ritmo das partidas, conquistes caminhões de jardas por terra, mantenha o ataque adversário fora de campo e dê tranquilidade ao seu jovem quarterback. Essa fórmula permanece inalterada: enquanto a OL continuar dominante, os Cowboys podem chegar longe.

Já os WRs Cole Beasley, Dez Bryant e Terrance Williams somaram para 169 recepções, 2223 jardas e 17 touchdowns, uma das melhores unidades da NFL. E enquanto Bryant continua a ser a grande estrela, Beasley, que liderou a equipe em recepções (75), se mostrou uma opção de segurança para Dak. Há ainda o TE Jason Witten, que renovou seu contrato durante a offseason e terminará sua carreira em Dallas – mas apesar de ter jogados as 16 partidas pela 13ª temporada consecutiva, aos 36 anos, parece difícil que Witten siga produzindo efetivamente.

Preenchendo o vazio

Não parece surpresa que Dallas tenha investido suas três primeiras escolhas de draft para reforçar o setor defensivo: a unidade foi fraca quando comparada ao ataque, terminando na 14ª posição da NFL.

Foram 36 sacks, cinco a mais que em 2015, mas mesmo assim a temporada  foi a quinta consecutiva em que a defesa dos Cowboys terminou fora do top 10 da liga. Dallas, aliás, não tem um jogador com dígitos duplos em sacks desde que o DE Jason Hatcher conseguiu 11 em 2013.

Talvez por isso a escolha de primeira rodada tenha sido usada no DE Taco Charlton, de Michigan, trazido para reforçar a linha defensiva (adendo: nenhum jogador da equipe teve mais que seis sacks na temporada passada). Além dele, o setor também espera mais de Demarcus Lawrence, que teve oito sacks em 2015, mas viu o número despencar para apenas um na temporada passada – pese o fato de que ele esteve em campo em apenas nove partidas, devido a uma cirurgia nas costas.

Já na secundária, Dallas perdeu os CBs Brandon Carr e Morris Claiborne e os S Barry Church e JJ Wilcox. Claro, nenhum dos quatro possui números que saltam aos olhos e podem ser considerados perdas irreparáveis, mas enquanto grupo eles contribuíram com 254 tackles, 5 interceptações e 28 passes defendidos na temporada passada – a responsabilidade agora está com uma turma de novatos, que têm potencial, mas não sabemos como se sairão.

Palpite: em Dallas, tudo parece um pouco demais. É, ainda, muito cedo, para o nível de otimismo que se instalou. Prescott pode ter uma segunda temporada maravilhosa, e ainda assim não ter os mesmos números de seu ano de estreia. A defesa está longe de ser uma das melhores da NFL; e um ou dois contratempos, envolvendo Dak, Bryant, Elliott ou mesmo a OL, pode fazer tudo desmoronar – além disso, o calendário não será fácil. De qualquer forma, um número maior que 10 vitórias é factível e o Cowboys pode estar na pós-temporada. Mas também pode facilmente perder o controle da divisão.

O caminho até o Hall da Fama: 7 jogadores que não estarão lá

Em meio ao período de inatividade da NFL há muito pouco que se discutir. Vez ou outra surge alguma notícia bombástica, algo como “técnico X diz que jogador Y está tendo uma ótima offseason”. O resto do tempo é preenchido por training camps e gifs inúteis.

Neste cenário de vazio em nossas almas e corações, não espere nenhuma notícia ou análise profunda sobre um tópico qualquer, ainda mais neste site desprezível que você aprendeu a amar. Mas, claro, não é porque estamos lhe dizendo que esse texto não fala sobre algo importante que você precisa parar de lê-lo: por ser uma lista, você pode só passar o olho nos nomes, não ler explicação alguma e ir diretamente as redes sociais do autor ofendê-lo.

(Sério, tá aqui o link).

Não, seu jogador preferido não está no Hall da Fama, trouxa!

Um dos tópicos que pode despertar maior paixão em torcedores é o Hall da Fama. Só de falar isso você já consegue escutar de longe um apaixonado pelo San Diego Chargers (R.I.P) gritando que Phillip Rivers é melhor que Eli Manning. Pode até ser, mas quem vai ter um busto em Canton e a jaqueta dourada daqui a alguns anos será o homem que nos deu a alegria de ver Tom Brady derrotado em um Super Bowl. Duas vezes.

Então, com o intuito de iluminá-lo, após um estudo extenso e com diversas bases científicas, preparamos uma lista com alguns nomes que, além de Rivers, não estarão em Canton. Pode se desesperar.

1. Andrew Luck

O barbudo mais bonito da liga entrou na NFL com toda a carreira já programada: o melhor prospecto da história seria um dos melhores QBs da história, que venceria inúmeros Super Bowls e terminaria com um dos bustos mais belos do Hall da Fama.

Pena que esqueceram de combinar isso com o time que o draftou. O Indianapolis Colts, que outrora já contou com a tríade de pior comando (Irsay-Grigson-Pagano) em qualquer liga esportiva, não tem ajudado Luck em sua jornada. A menos que Chris Ballard consiga dar um golpe em Jim Irsay ou Chuck Pagano nasça novamente, a tendência é que a miséria de Andrew seja mantida.

Chance de estarmos errados: 12%

2. Richard Sherman

Não negamos: é um excelente jogador. Mas talvez não tão bom quanto ele imagine. Porém, fora (e às vezes até mesmo dentro de campo), é chato pra caralho. Toda essa chatice fará com que eventualmente os Seahawks fiquem cansados e o troquem por um pacote de balas com alguma franquia irrelevante, que marcam presença naquela lista intitulada “franquias-com-que-ninguém-se-importa” (oi, Tennessee Titans!), evitando com que Richard se dirija para a eternidade. Quando ele perceber que não será selecionado, certamente brigará com o comitê, que o deixará de fora para sempre.

Chances de estarmos errados: 25%

3. Dez Bryant

Dez muitas vezes figura no topo da lista de algumas pessoas como melhor WR da NFL. Mas a verdade é que ele não tem uma temporada com mais de 1000 jardas desde 2015. Você pode inventar qualquer tipo de desculpa, porém os números mostra que mesmo se jogasse os 16 jogos no último ano, pela sua média, não chegaria a famigerada marca.

TY Hilton, por exemplo, que você provavelmente acha que é um WR mais “do meio do pacote”, tem números mais consistentes. Aceitem: Bryant terminará sua carreira na NFL lembrado por um drop e não tem nada que os torcedores dos Cowboys possam fazer pra mudar isso.

Chance de estarmos errados: nenhuma (0%). Podem cobrar.

4. Le’Veon Bell

Tido por muitos como o melhor RB da liga, algo compreensível, já que ninguém assiste os Cardinals pra ver que David Johnson é melhor, Bell só teve duas temporadas com mais de 1000 jardas terrestres – e só jogou mais do que 13 jogos uma vez em sua carreira, já tendo inclusive cumprido uma suspensão por acender um cigarro diferenciado.

Por não se manter saudável e considerando a pouca vida útil dos running backs na liga, podemos tirar as pretensões do menino Le’Veon de receber uma jaqueta dourada. No entanto, seus companheiros de equipe, Ben e Antonio, terão o acessório para mostra a ele no reencontro do Super Bowl que venceram juntos. Ah, Bell também não tem Super Bowl para alavancar suas credenciais.

Sad, but true.

Chances de estarmos errados: 26%

5. Travis Kelce

Travis Kelce era a principal arma do ataque mais chato da NFL até a chegada do garoto-foguete Tyreek Hill. Não sabemos em que mundo ser a válvula de escape de Alex Smith leva alguém até Canton. Além disso, Kelce só teve uma temporada com mais de 1000 jardas na carreira.

Chance de estarmos errados: 35% (tudo depende de quando Alex Smith for chutado de Kansas City)

6. Gerald McCoy

Gerald McCoy é um excelente jogador e poderia muito bem acabar no Hall da Fama. Mas, pense bem: quando te perguntam sobre um bom jogador, mesmo um defensor, você NUNCA pensa nele. Quando por um acaso do destino, ele habita sua mente, você até poderá vislumbrar sua habilidade, mesmo não tendo visto um jogo dos Bucanneers nos últimos quatro anos.

Chance de estarmos errados: 20%

7. Jimmy Graham

O mundo está dividido entre duas pessoas: as que sabem e as que não sabem que Jimmy Graham é overrated. Além de não ter noção alguma da “arte de bloquear”, o cidadão só teve duas de suas oito temporadas na liga com mais de 1000 jardas. Isso sendo uma TORRE e jogando com dois QBs baixos. Graham é apenas um bom jogador, e qualquer oportunidade que temos de trazer essa realidade deve ser aproveitada.

Chance de estarmos errados: 0,1%

7.1 Mike McCarthy

Ele treinou Brett Favre e Aaron Rodgers. É o famoso “assim até eu”. Mesmo tendo uma jornada longa na liga e vencendo um Super Bowl (acreditamos que o playcalling MEDROSO não permitirá um novo Lombardi), McCarthy ficará de fora do Hall da Fama, onde só os verdadeiros grandes técnicos podem pisar.

Chance de estarmos errados: 5%

Descubra: o editor odeia um desses caras.

Bônus:

8. Jogador que estará no Hall da Fama, quer você queira ou não, quer você goste ou não:

Justin Tucker. Assista ele acertando um FG qualquer de 830 jardas e tente discordar.

Chance de estarmos errados: menor do que no caso do Dez Bryant.

Top Pick Six #1: os 15 melhores WRs da NFL

Rankings. Nós amamos rankings. Por mais que eles não signifiquem muita coisa (NADA), é sempre legal termos rankings para nos apegarmos. Quem é o melhor QB da história? Qual foi o melhor Super Bowl já disputado? Qual a recepção mais milagrosa? Enfim, rankings! Pensando nisso, resolvemos nos perguntar: atualmente quem são os melhores jogadores nas principais posições da NFL?

Encabeçando uma série de rankings que faremos (WR, CB, TE, DE, RB, S, K e LB), vamos abrir com os wide receivers. A NFL já teve grandes nomes da posição, como o lendário Jerry Rice, o monstro Michel Irvin, os falastrões Chad Ochocinco e Terrell Owens e outros gênios da posição, como Randy Moss, Marvin Harrison, Isaac Bruce e Torry Holt.

Ao todo oito pessoas fizeram uma lista com seus 15 melhores WRs que devem estar na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, com jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times agora.

Para confecção do ranking se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. O jogador com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido pelo total de votos) ficou em primeiro lugar e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participarão da formulação dos rankings semanais:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado por ranking!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Henrique. Vamos ao que interessa!

15° Doug Baldwin
10 | – | 15 | – | – | 8 | 15 | –
Time: Seattle Seahawks
Idade: 28 anos
Draft: 2011, Undrafted
College: Stanford
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1128 jardas, 7 TDs

Baldwin é um dos melhores valores que estão no elenco dos Hawks. Jogador que não foi draftado, mas que soma boas temporadas pelo time de Seattle, Doug tem sido fundamental nas boas campanhas de sua equipe. Mesmo o time não lhe dando muitas oportunidades – Russell Wilson não é conhecido por ser um cara que sempre passa pra muitas jardas, além do esquema ter sempre sido focado no jogo terrestre – Baldwin é peça chave no elenco de Pete Carroll e teve participação direta nas duas finais que seu time fez nos últimos anos. É, com certeza, um dos principais alvos de Russell Wilson.

14° Jarvis Landry
– | – | – | 11 | 8 | 14 | 11 | 15
Time: Miami Dolphins
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 2, pick 63
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1136 jardas, 4 TDs

Talvez eu, Digo e Cadu não tenhamos incluído Landry em nossos rankings por ele não ter conseguido fazer grandes temporadas, o que era esperado de um jogador de sua categoria. O amiguinho de Odell poderia se dar melhor em outro time, e vem sofrendo com os jogos fracos de seu QB Ryan Tannehill. De qualquer forma, ficou válida a décima quarta posição para o campeão do torneio de Best Hands do Pro Bowl. Com um pouco mais de ajuda se seus companheiros de equipe, pode chegar no top 10 em 2017.

Pena que joga com o Tannehill.

13° Alshon Jeffery
– | 8 | 10 | 14 | 11 | – | – | –
Time: Chicago Bears
Idade: 26 anos
Draft: 2012, round 2, pick 45
College: South Carolina
2016 stats: 12 jogos, 52 recepções, 821 jardas, 2 TDs

Esse é um dos que mais discordo de meus colegas votantes. Talento puro, mas não demonstra. Lesões atrás de lesões atrapalham muito a carreira de Jeffery. Sem contar os quarterbacks de seu time, que não são lá essas coisas (Jay, cof, cof, Cutler). Em todo caso, até aceito que coloquem ele no ranking, mas em oitavo não dá, Digo! Talvez eu me engane, mas acredito que Jeffery é um desses atletas que teve uma ou duas boas temporadas e não se recupera mais. Veremos agora, já que provavelmente ele irá para outro time na free agency, se eu, Felipe, Vitor e Henrique mandamos muito mal de não colocá-lo em nossos rankings, ou se estávamos certos e meus colegas de site errados.

TOP PICK SIX #2: Os 15 melhores CBs da NFL

12° Allen Robinson
9 | 6 | 11 | – | – | – | – | –
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 2, pick 61
College: Penn State
2016 stats: 16 jogos, 73 recepções, 883 jardas, 6 TDs

De mito em 2015 para bust em 2016, essa é a história de Allen Robinson por enquanto. Jogou demais pelos Jaguars há 2 anos, porém na temporada passada deixou a desejar, muito por conta da fraca performance de Blake Bortles, o que pode ter pesado para 5 dos 8 votantes não terem o incluído em seus rankings. Muitos associaram o fracasso de Bortles ao esquema de jogo, até por isso houve substituição na comissão técnica. Com um novo head coach na cidade, a esperança é de que, por fim, o Jaguars volte a ser um time competitivo. Se isso acontecer, e pelo visto poucos acreditam que seja possível, o jogador de 23 anos será um dos principais responsáveis. Atleticismo e talento ele já mostrou que tem!

11° Amari Cooper
15 | – | 9 | 12 | 13 | 10 | 13 | 10
Time: Oakland Raiders
Idade: 22 anos
Draft: 2015, round 1, pick 4
College: Alabama
2016 stats: 16 jogos, 68 recepções, 1153 jardas, 4 TDs

Cooper teve uma temporada de calouro excelente, porém ano passado caiu de produção. Isso é o mais estranho, visto que o time do Raiders melhorou muito, fez uma campanha sensacional, com um QB que jogou muito. Por isso acredito que Cooper caiu muito nos rankings, mas não me surpreenderia se ele subisse no próximo ano. Derek Carr é a nova cara da franquia e, se não fosse sua lesão no fim da temporada, o time poderia ter ido mais longe. A tendência é que Cooper melhore cada vez mais, elevando seu jogo ao nível dos grandes nomes da posição nos próximos 2/3 anos.

10° Larry Fitzgerald
11 | – | – | 15 | 10 | 12 | 9 | 7
Time: Arizona Cardinals
Idade: 33 anos
Draft: 2004, round 1, pick 3
College: Pittsburgh
2016 stats: 16 jogos, 107 recepções, 1023 jardas, 6 TDs

Uma baita injustiça por parte dos meus colegas Digo e Cadu. Larry é um dos melhores WRs da história, com certeza vai pro Hall da Fama. OK, mas o ranking é pra 2017… Mesmo assim, Larry deveria estar nele. Em 2016 ele liderou a NFL em recepções com 107, mesmo já tendo 33 anos. Em fim de carreira, Fitz pensou em se aposentar, mas resolveu retornar pra mais uma temporada com os Cardinals. Os pássaros do Arizona devem ter um ano melhor em 2017 do que o que tiveram em 2016, quando eram considerados favoritos na conferência e acabaram tendo uma temporada decepcionante.

09° DeAndre Hopkins
8 | 7 | 7 | 9 | 12 | 13 | 4 | 14
Time: Houston Texans
Idade: 24 anos
Draft: 2013, round 1, pick 27
College: Clemson
2016 stats: 16 jogos, 78 recepções, 954 jardas, 4 TDs

Coitado desse garoto. Um talento nato, que vai se perdendo por conta de um QB horrível (leia-se Brock Osweiler / Edward Cullen). De qualquer forma, Hopkins é bom demais para ser deixado de fora de qualquer ranking de WRs. As recepções sensacionais de Hopkins nos últimos dois anos fizeram os torcedores dos Texans não sentirem saudades do grande Andre Johnson. Esperamos que Bill O’Brien ache uma luz no fim do túnel e consiga um QB decente para Houston (Romo?), aí poderemos ver mais deste grande talento que é DeAndre Hopkins.

08° T.Y. Hilton
6 | 10 | 8 | 8 | 9 | 11 | 8 | 12
Time: Indianapolis Colts
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 3, pick 92
College: Florida International
2016 stats: 16 jogos, 91 recepções, 1448 jardas, 6 TDs

Difícil jogar contra os números de Hilton em 2016. Atuou em todos os jogos e, de quebra, foi o líder em jardas recebidas da temporada. Jogando em um ataque explosivo junto com Andrew Luck, Hilton só não foi melhor porque o Colts tem uma linha ofensiva de papel, o que acarreta em pressão excessiva em seu QB e, por consequência, menos recepções e jardas para ele. De qualquer forma, acredito em nova boa temporada de T.Y., que a cada ano que passa mostra que foi uma baita escolha no draft de 2012, quando os Colts usaram apenas uma escolha de terceiro round para drafta-lo. Com a saída de Ryan Grigson, espera-se um melhor draft por parte do time de Indianapolis e, com isso, melhora na linha ofensiva que tanto atrapalha esse time recheado de talentos.

“Beijos, Brad Wells”.

07° Jordy Nelson
12 | 12 | 12 | 5 | 7 | 7 | 6 | 9
Time: Green Bay Packers
Idade: 31 anos
Draft: 2008, round 2, pick 36
College: Kansas State
2016 stats: 16 jogos, 97 recepções, 1257 jardas, 14 TDs

Opiniões diferentes aqui nesse ranking, comigo, Digo, Cadu e Henrique colocando Nelson mais abaixo, e Murilo, Ivo, Felipe e Vitor mais acima. Acredito que meus outros 3 colegas que também colocaram Nelson mais abaixo acham que muito do talento dele vem de seu QB, Rodgers, que faz qualquer um estar apto a receber uma bola. Sabemos que não é assim, tão óbvio, e que Nelson tem talento. Mas para estar no top 5, o jogador tem que ser mesmo muito bom (indireta para excesso de clubismo). Agora  veremos o que acontece, a idade pode pesar e o jogador passou por lesões nas duas últimas temporadas.

06° Mike Evans
4 | 9 | 3 | 7 | 5 | 5 | 10 | 5
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 1, pick 7
College: Texas A&M
2016 stats: 16 jogos, 96 recepções, 1321 jardas, 12 TDs

Um dos principais nomes de 2016, Mike Evans jogou muito. Temos que tirar o chapéu para este garoto que é um dos melhores em sua posição. Acho que o Digo e o Vitor estão loucos de colocá-lo em nono e décimo, e arrisco dizer que o Murilo também está louco de deixá-lo em sétimo. Evans é uma máquina, ganha jogadas em double coverage, é rápido, forte e habilidoso. Com certeza vai figurar no top 5 por muito tempo. Com a evolução do jogo de Jameis Winston, seu QB, ele pode melhorar ainda mais. Não espero nada menos que uma nova temporada de mais de mil jardas e dez touchdowns para 2017.

05° Dez Bryant
7 | 4 | 6 | 6 | 4 | 6 | 7 | 6
Time: Dallas Cowboys
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 1, pick 24
College: Oklahoma State
2016 stats: 13 jogos, 50 recepções, 796 jardas, 8 TDs

Não fossem as lesões, Dez poderia até estar ranqueado mais alto. Porém há algum tempo ele já vem sofrendo com isso, perdendo jogos durante a temporada e prejudicando seus números com a camisa dos Cowboys. Mas mesmo com essas lesões, Dez tem tudo pra fazer um grande ano em 2017. Se ficar saudável, arrisco dizer que entra no top 3. Isso porque o Cowboys achou um excelente QB em Dak Prescott e, com a atenção das defesas focada em parar o jogo corrido de Ezekiell Elliott, Bryant pode sobrar. Nenhuma loucura aqui, acredito que os oito votantes deste ranking estão corretos em suas posições quanto à Dez Bryant.

TOP PICK SIX #3: Os 15 melhores TEs da NFL

04° A.J. Green
5 | 5 | 5 | 3 | 3 | 4 | 3 | 2
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 4
College: Georgia
2016 stats: 10 jogos, 66 recepções, 964 jardas, 4 TDs

A.J. Green é a primeira unanimidade no top 5 e ele merece estar aqui. Não fosse a lesão que sofreu no fim da temporada, Green teria tido sua sexta temporada seguida com mais de mil jardas recebidas. Apesar de Andy Dalton não ser nada demais, ele também não compromete. Mestre em conexões longas, Green deve se recuperar bem na offseason e voltar a ter mais um ano bom, acima de mil jardas recebidas, Pro Bowl nas costas e talvez uma volta dos Bengals aos playoffs – para, claro, passar vergonha em janeiro.

03° Odell Beckham Jr
3 | 1 | 2 | 4 | 6 | 3 | 5 | 4
Time: New York Giants
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 1, pick 12
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 101 recepções, 1367 jardas, 10 TDs

O que falar deste gênio do football? Odell, apesar de momentos “chilquentos”, é um tremendo jogador. Não à toa Digo o colocou como o WR número 1. Cadu deixou o clubismo de lado e o colocou como número 2. O fato é que as recepções incríveis de Odell, com uma mão só, acabam por vezes mascarando o quão bom esse jogador é. Rotas precisas, velocidade e atleticismo são só algumas das suas qualidades. O futuro da franquia está aqui. Eli Manning é um bom QB, mas já em fim de carreira. Isso deve fazer o Giants procurar um novo QB logo, pois seria um desperdício ter um talento como esse jogando com QBs ruins.

Peguei.

02° Julio Jones
2 | 2 | 1 | 2 | 1 | 2 | 2 | 3
Time: Atlanta Falcons
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 6
College: Alabama
2016 stats: 14 jogos, 83 recepções, 1409 jardas, 6 TDs

Julio é a única unanimidade no top 3 e isso fez com que a ele fosse agraciada a segunda posição deste ranking. Não é pra menos: as recepções milagrosas que ele fez no Super Bowl deixaram qualquer um de boca aberta. Um acerto na mosca dos Falcons no draft de 2011, Jones vem sendo, desde que entrou na liga, uma das estrelas de seu time. Com a evolução e amadurecimento de Matt Ryan, o time do Falcons se tornou uma poderosa máquina ofensiva que, pelo ar, chega a dar pena dos adversários. Pra 2017, acredito em mais uma boa temporada de Jones e dos Falcons.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

01° Antonio Brown
1 | 3 | 4 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1
Time: Pittsburgh Steelers
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 6, pick 195
College: Central Michigan
2016 stats: 15 jogos, 106 recepções, 1284 jardas, 12 TDs

O único jogador que levou cinco votos pra número 1, tem que acabar o ranking no topo. Antonio Brown é um monstro e todos sabemos. Uma verdadeira steal no draft de 2010, Brown foi selecionado apenas no sexto round, na pick 195. Um jogador versátil, com precisão invejável, ele vem ajudando os Steelers a se manterem no topo. É outro que pode sofrer caso Big Ben se aposente, mas acredito que Ben ainda volta pra essa temporada e Brown terá pelo menos mais um ano fenomenal, com Pittsburgh novamente nos playoffs.

Algumas curiosidades:

– 3 jogadores foram unanimidade no top 5 (Brown, Jones, Green);

– Apenas 1 jogador foi unanimidade no top 3 (Julio Jones);

– 9 jogadores são comuns aos 8 rankings (Brown, Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Nelson Hilton, Hopkins);

– Um total de 23 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;

– O top 15 contempla 9 jogadores da NFC e 6 da AFC;

– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts (Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Hopkins, Fitzgerald, Cooper);

– Somente dois são campões do Super Bowl (Nelson e Baldwin – já Julio Jones foi por apenas três quartos);

– DeAndre Hopkins é o jogador que aparece com maior diferença de posição (10) entre dois rankings: 14° pelo Henrique e 4° pelo Vitor;

– Antonio Brown foi o jogador mais citado como número 1, em 5 dos 8 rankings;

– Apenas dois times, Broncos e Jets, tiveram 2 jogadores citados: Thomas/Sanders e Marshall/Decker. Nenhum dos 4 está entre os 15 melhores;

– Ficaram fora do top 15, em ordem: Brandon Marshall (NYJ), Julian Edelman (NE), Demaryius Thomas (DEN), DeSean Jackson (WAS), Sammy Watkins (BUF), Emmanuel Sanders (DEN), Eric Decker (NYJ), Stefon Diggs (MIN);

– 21 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: BAL, CLE, TEN, KC, SD, PHI, DET, CAR, NO, STL, SF;

– Todos os atletas citados são milionários!

Confira todos os votos do nosso “colegiado”: