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Análise Tática #13 – Semana #6: Como o Atlanta Falcons foi Atlanta Falcons

A semana 6 mostra que a NFL segue desafiando analistas com suas previsões, afinal, fingimos que conhecemos algo, mas quando a bola sobe, coisas estranhas podem acontecer. Seis semanas. Esse foi o tempo necessário para a esperança desaparecer completamente e o Cleveland Browns voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído.

E foi exatamente isso o que aconteceu no Mercedes-Benz Stadium (o estádio moderno com sistema de iluminação semelhante ao do pior inferninho que você conhece na sua cidade): o Atlanta Falcons desperdiçou 17 pontos de vantagem contra o possante Miami Dolphins comandado por Jay I don’t give a damn”  Cutler.

O primeiro tempo inteiro foi dominado pelos Falcons, que abriram 0-17 antes do intervalo. O novo coordenador ofensivo, Steve Sarkisian, ainda executa conceitos do ataque de 2016 comandado por Kyle Shanahan. Afinal, apenas tolos implodem um ano de sucesso por causa de uma derrota, por pior que ela seja.

Ainda no primeiro drive da partida, os Falcons mostraram um dos conceitos ofensivos mais interessantes. 3rd & 8, ainda no campo de defesa, o time se encontra em uma situação óbvia de passe. Ao contrário de tentar explorar rotas longas, o ataque comandado por Matt Ryan aproveita-se do fato de que a defesa dos Dolphins iria marcar em zona e alinha seus recebedores em formação trips-bunch do lado esquerdo.

O recebedor principal da jogada é Taylor Gabriel, camisa 18, indicado pela rota em laranja. Os demais recebedores em bunch (triângulo do lado inferior da imagem) têm por objetivo esticar o campo, reduzindo a quantidade de jogadores protegendo a marca do first down, na linha de 35. A linha ofensiva contém os pass rushers alinhados em 9-tech e Matt Ryan tem tempo de completar um passe fácil.

No momento em que a bola sai das mãos de Matt Ryan, não há nenhum defensor dos Dolphins próximo a Taylor Gabriel. Ótima jogada executada e O first down em um drive que resultaria em Field GoalAtlanta continuou seu domínio, e restando 2:00 no primeiro quarto, viria a marcar seu primeiro touchdown no jogo. Bola na linha de 40 do campo de ataque, os Falcons se alinham em 12 personnel, enquanto Miami mostra um desenho de cover 2 na secundária.

Ao prosseguir, observamos uma situação costumeiramente utilizada pelas defesas da NFL, mas igualmente perigosa. O disfarce de cobertura acontece para esconder do ataque as tendências ou plano de jogo, ao mesmo tempo em que jogadores defensivos fora de posição aumentam as chances da jogada ser mal executada.

Reparem no jogador circulado em azul, toda a jogada vai se desenvolver em cima dele. Em determinado momento da jogada, Austin Hooper, camisa 81 dos Falcons, executa uma rota out, quebrando na altura linha de 25 jardas. Nesse momento, Xavien Howard, camisa 25 dos Dolphins, hesita no lance, sem saber se receberá ou não apoio de um dos safeties. Esse momento de indecisão é o suficiente para que Marvin Hall consiga a separação suficiente, e Matt Ryan coloque a bola perfeitamente em suas mãos. Touchdown Atlanta.

O jogador vendendo a possibilidade de um end-around (corrida em que o WR sai de uma das laterais e recebe o handoff no backfield também ajuda a segurar os linebackers, construindo o mismatch entre Howard e Hall, dois jogadores que você leitor, provavelmente nunca tinha ouvido falar antes. Nessa jogada, Atlanta utiliza uma rota atacando o espaço entre os dois safeties mostrado na leitura pré-snap, mesmo que a defesa dos Dolphins tenha executado algo totalmente diferente de um cover 2.

Já no segundo quarto, Atlanta seguia dominando, aqui aproveitamos para variar um pouco de jogadas de passe e analisar um conceito de corrida. Restando 7:52 no relógio, os Falcons se encontravam na linha de 39 do campo de defesa. Pelas características dos atletas de sua OL e de seus running backs, Atlanta gosta muito de executar jogadas de zone-blocking. Esse conceito de bloqueios funciona de forma muito simples: o jogador deve bloquear o adversário à sua frente. E se não houver ninguém, então partirá para o atleta mais próximo na direção em que a corrida se estabelece. Ao mesmo tempo, o running back deve ser capaz de antever o local em que surgirá o espaço que deverá correr.

Nesse caso, com uma formação de twin-TEs desenvolve-se uma corrida toss para o lado esquerdo do ataque. O center Alex Mack e o left tackle Jack Matthews são os únicos jogadores que possuem assignments no segundo nível da defesa, sendo o último, o lead blocker (jogador que Devonta Freeman deverá seguir).

A esse ponto, a corrida já é um sucesso de execução, mas a capacidade atlética de Devonta Freeman a transforma em uma big play. O jogador atinge o segundo nível da defesa em alta velocidade e busca um corte para a direita, resultando num ganho de 44 jardas. Snaps depois, Tevin Coleman completaria o drive com um TD que colocaria os Falcons 17 pontos em vantagem antes do intervalo.

Depois do halftime, todo esse domínio de Atlanta ruiu. Assim como em fevereiro, o time se esqueceu de que a partir daquele momento, precisava queimar cronômetro. Uma série de campanhas curtas colocou de volta o ataque de Miami no jogo. 17 pontos não era uma diferença tão absurda assim, e Adam Gase inteligentemente contou com Jay Ajayi para equilibrar a partida, em vez de tentar a sorte com Jay Cutler. Uma série de boas corridas é sempre suficiente para colocar dúvidas na defesa e fazer com que até mesmo QBs como Cutler rendam bem no play action.

Já no terceiro quarto, 6:25 no relógio e bola na linha de 11. Ataque de Miami alinhado em shotgun singleback com 3 recebedores do lado direito e o TE Julius “It’s so Easy” Thomas do lado esquerdo entre a marcação numérica de 10 jardas e as hashmarks.

Em se tratando de uma 3rd & 7, situação óbvia de passe dentro da red zone, a defesa dos Falcons recuou corretamente em zona. Enquanto isso, a jogada de Miami se desenvolveu entre os dois recebedores mais internos do lado direito da formação, sendo Kenny Stills o alvo principal da jogada.

Aqui, méritos para Jay Cutler. O QB percebe o espaço devido a pass rushers alinhados em 9-tech, escala o pocket, exatamente o tempo em que Kenny Stills precisa para conseguir separação em sua rota, e ainda coloca um passe preciso. Touchdown e os Dolphins iniciam sua reação na partida.

Restando 1:38 ainda no terceiro quarto, os Dolphins tinham a bola novamente na redzone dos Falcons, dessa vez na linha de 7 jardas, em situação de 2nd & 6.

Alinhando com stack receivers, twin TEs e singleback formation, os Dolphins realizam um screen pass em fake motion com Jarvis Landry, ao perceber a marcação individual indicada em marrom. O snap ocorre no momento em que Landry atinge a hashmark, ao mesmo tempo, em que todos os bloqueios e a rota de Kenny Stills se desenvolvem para a direita, atraindo a defesa. Com isso, Landry aproveita o mismatch e marca mais um touchdown, que naquele momento da partida, deixaria o placar em 14-17.

A vantagem construída no primeiro tempo já não existia mais e o momentum da partida era todo dos Dolphins, que com dois Field Goals no último quarto, conseguiram uma vitória fora de casa por 20-17, agora com record de 3-2. Aos Falcons, fica o aprendizado, mais uma vez, de quando se possui uma grande vantagem no segundo tempo, é necessário controlar o relógio.

Diego Vieira, como todo torcedor dos Colts (aparentemente o site precisava de mais um), também odeia o Atlanta Falcons.

45 minutos no paraíso e a próxima grande decepção

Quem gosta de esportes precisa saber conviver com derrotas. Mesmo os melhores times estão sujeitos a elas. Essa constatação é bastante óbvia e todo torcedor a conhece muito bem. Mas existem algumas derrotas especiais, que causam cicatrizes profundas e podem se tornar verdadeiras maldições. O colapso épico que o Atlanta Falcons sofreu no Super Bowl LI é uma delas.

Aceitemos: coração sofrido do torcedor do Falcons só vai parar de sangrar quando o time vencer a grande final da NFL e levar o Lombardi Trophy para casa. Qualquer coisa diferente disso será apenas um prolongamento do sofrimento iniciado quando o placar do jogo contra o New England Patriots estava 28×3 para Atlanta e tudo começou a desmoronar.

A reviravolta no placar do Super Bowl foi tão inacreditável quanto o desempenho do Atlanta Falcons em 2016. O time produziu um dos mais eletrizantes e prolíficos ataques da história da NFL, que colaborou, inclusive, para que o QB Matt Ryan, até então um jogador apenas bom, fosse eleito com sobras o MVP da temporada. Seus principais companheiros de ataque não ficaram atrás: o WR Julio Jones recebeu para 1400 jardas e o RB Devonta Freeman conquistou mais de 1500 jardas totais e anotou 13 TDs. Freeman certamente teria sido o MVP do Super Bowl, se o Falcons não tivesse jogado tudo no lixo. O ataque era tão bom que até os coadjuvantes conseguiam estatísticas melhores que os titulares de muitos times: o RB Tevin Coleman, por exemplo, se aproximou das 1000 jardas totais e conseguiu 11 TDs.

Até aqui tava tudo bem.

Máquina perfeita e os novos ajustes

O ataque do Atlanta Falcons do ano passado era uma máquina em perfeito funcionamento. A boa notícia para os ainda incrédulos torcedores de Atlanta é que todos os jogadores que faziam parte dessa engrenagem super eficiente continuam no time em 2017.  Nenhuma perda significativa aconteceu. Julio Jones continua sendo, talvez, o melhor WR da NFL. Devonta Freeman deve continuar sendo um dos melhores RBs da liga e Tevin Coleman tem tudo para melhorar e até igualar as performances de Freeman. Mohamed Sanu, Taylor Gabriel e o TE Austin Hooper também são jogadores suficientemente bons para complementar as performances das estrelas.

Até aí tudo parece nos trilhos para que as excelentes performances ofensivas continuem em 2017, mas a má notícia é que o responsável por construir esse ataque maravilhoso e coordená-lo foi embora. Kyle Shanahan, coordenador ofensivo do time em 2016, hoje é head coach do San Francisco 49ers.

Shanahan foi muito criticado pela maneira com que chamou as jogadas no segundo tempo do Super Bowl perdido para o Patriots. As críticas foram justas, já que Atlanta desperdiçou diversas oportunidades de fazer o relógio correr e deixou tempo demais para Tom Brady se transformar ainda mais em mito, mas não se pode tirar o mérito do ataque histórico que ele construiu e é preciso, desde já, admitir que Kyle fará falta.

Seu substituto será Steve Sarkisian, técnico que teve longa carreira no college e algumas passagens curtas na NFL. Sarkisian terá o desafio de manter a máquina funcionando como em 2016, mas já é possível adiantar que não conseguirá. Atlanta não repetirá a temporada ofensiva histórica do ano passado, mas continua tendo o talento necessário para ser um dos melhores ataques da NFL. A regressão é certa, mas resta saber se a ressaca da sofrida derrota no Super Bowl não causará estragos maiores às perturbadas mentes dos Falcões de Atlanta.

O outro lado da bola

As críticas às chamadas ofensivas quando o Alanta Falcons tinha a liderança no segundo tempo do Super Bowl são justas, mas é importante lembrar que a defesa parece ter entrado em estado de choque e apenas assistiu o desfile do New England Patriots para a glória.

É difícil explicar o que realmente aconteceu nos últimos 20 minutos do jogo, já que o sistema defensivo do Falcons incomodou bastante Tom Brady e dominou completamente a partida até a metade do terceiro quarto. Para 2017, a pergunta que fica é: qual defesa do Falcons vai aparecer? A que entregou o jogo para Tom Brady? Ou a que tomou apenas três pontos do poderoso Patriots em metade do Super Bowl e limitou Aaron Rodgers e Russel Wilson a jogos ruins nos playoffs da NFC?

O que sabemos é que o head coach Dan Quinn parece não ter ficado muito satisfeito com o que viu em 2016, já que demitiu o coordenador defensivo Richard Smith para promover o então técnico de defensive backs Marquand Manuel ao cargo.

O futuro a Ele pertence.

O despertar da força?

A principal força da defesa agora comandada por Manuel deve ser a linha defensiva. Vic Beasley liderou a liga em sacks em 2016, com 15,5 e é o principal jogador da defesa. A ele se juntam o lendário e amigo do Pick Six Dontari Poe e a escolha de primeiro round do draft de 2017, Takkarist (grande nome) McKinley, que formam um grupo de respeito tanto contra o jogo corrido quanto colocando pressão nos QBs adversários.

Na secundária, completamente exposta por Tom Brady no segundo tempo do Super Bowl, o principal nome é Desmond Trufant, que retorna de uma contusão no peitoral que o tirou da temporada na semana 9 de 2016, quando já havia se tornado um dos verdadeiros shutdown CBs da NFL.

Trufant fez muita falta e deve comandar uma secundária com jogadores inexperientes, mas com bastante potencial, como o safety Keanu Neal. Não é uma unidade em que se possa confiar totalmente e a força da defesa do Falcons estará na capacidade de colocar pressão nos QBs. De qualquer forma, com a inevitável regressão da performance do ataque, a defesa do Falcons precisará ser um pouco melhor para vencer uma divisão que tem ataques bastante fortes. Pode acontecer, mas talvez a evolução defensiva não seja suficiente.

Palpite: A empolgação tomará conta da torcida na primeira temporada em seu belo novo estádio e as dores do Super Bowl perdido serão temporariamente amenizadas. O Atlanta Falcons estará nos playoffs, pois ainda é o melhor e mais completo time da divisão, mas a dominação não será tão grande quanto em 2016. Noa pós-temporada, uma vitória é possível, mas a derrota virá e a realidade voltará à tona: a cura para as feridas abertas se chama Lombardi Trophy –  ele ainda demorará um pouco para desembarcar em Atlanta.

Top Pick Six #7: os 15 melhores RBs da NFL

Após uma pausa nos rankings devido ao draft (que emoção hein, Bears?), o ranking de hoje lista os 15 melhores RBs (running backs) da NFL. Os RBs são os responsáveis por carregar a bola por via terrestre. Alguns dos principais nome da posição na história são Jim Brown, Emmitt Smith, Marshall Faulk, LaDainian Tomlinson e Barry Sanders. 

Nos mesmos moldes das listas que já fizemos, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores RBs entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano – excluindo o draft, claro. 

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí – pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Anna. Vamos ao que interessa!

TOP PICK SIX 1: OS 15 MELHORES WRs DA NFL

15° Carlos Hyde

– | – | 12 | 14 | – | 15 | 7 | –

Time: San Francisco 49ers

Idade: 26 anos

Draft: 2014 / Round: 2 / Pick: 57

College: Ohio State

Career Stats:

Rushing attempts: 402

Rushing yards: 1,753

Rushing average: 4.4

Rushing touchdowns: 13

 Ninguém se importa com Carlos Hyde ou com o San Francisco 49ers. Não seremos nós que mudaremos isso.

14° Mark Ingram

– | 9 | 14 | 12 | – | – | 10 | –

Time: New Orleans Saints

Idade: 27 anos

Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 28

College: Alabama

Career Stats:

Rushing attempts: 953

Rushing yards: 4,238

Rushing touchdowns: 32

Receptions: 149

Receiving yards: 1,012

Receiving touchdowns: 4

Demorou, mas Mark Ingram Jr parece ter finalmente alcançando todo o seu potencial nos últimos anos, produzindo mais de 1000 jardas pela terceira temporada consecutiva (no esquema de New Orleans, produzir mil jardas sendo RB é um milagre), depois de parecer um forte candidato a bust saído de Alabama na primeira rodada do draft. Entretanto, Sean Payton e os Saints não estão tão impressionados quanto nossos rankeadores: além de ter dividido oportunidades com o medíocre Tim Hightower em 2016, o time foi atrás do lendário Adrian Peterson e gastou uma escolha de segunda rodada em Alvin Kamara, o que indica a formação de um monstro de três cabeças – que pode ser excepcional para o ataque de Drew Brees, mas deve diminuir bastante a importância fantasystica de Ingram.

13° Spencer Ware

11 | – | – | 9 | – | 13 | 9 | 13

Time: Kansas City Chiefs

Idade: 25 anos

Draft: 2013 / Round: 6 / Pick: 194

College: LSU

Career Stats:

Rushing attempts: 289

Rushing yards: 1,334

Rushing touchdowns: 9

Receptions: 39

Receiving yards: 452

Receiving touchdowns: 2

É possível que um time tenha tanta sorte a ponto de passar de um Jammal Charles a um Jammal Charles 2.0 sem nem sentir as dores da transição? Com o Chiefs, parece que acontecerá. Ware, que também jogou baseball em LSU, foi draftado pelos Seahawks em 2013, chegou a estar fora da NFL por todo 2014 (nem sequer figurou em um practice squad), mas aproveitou a oportunidade que teve e parece que não largará mais: após lesões consecutivas do antigo titular absoluto, Charles, e do reserva imediato, Charcandrick West, Ware tomou a posição, atuou bem tanto no jogo corrido como no aéreo, essencial atualmente, e deixou Kansas City sem qualquer dor de cabeça em ver Jammal Charles vazar.

TOP PICK SIX #2: OS 15 MELHORES CBs DA NFL

12° LeGarrette Blount

– | – | 11 | 10 | – | 9 | – | 5

Time: Free Agent

Idade: 30 anos

Draft: 2010, Undrafted

College: Oregon

Career Stats:

Rushing yards: 5,122

Rushing average: 4.4

Rushing touchdowns: 49

Receptions: 45

Receiving yards: 337

Receiving touchdowns: 1

Talvez soe absurdo que ele esteja nos rankings de melhor alguma coisa que não envolva falar do seu cabelo ou do seu sorriso. O fato de que ele será facilmente substituído por Mike Gillislee ou qualquer outro sem-nome (Mike Tolbert, que tal?) que Belichik quiser. Então vamos aguardar Blount encontrar um time e nos provar que estávamos errados.

Já ganhei essa porra.

11° Jordan Howard

5 | 10 | 9 | – | 10 | – | 11 | –

Time: Chicago Bears

Idade: 22 anos

Draft: 2016 / Round: 5 / Pick: 150

College: UAB / Indiana

Career Stats:

Rushing attempts: 252

Rushing yards: 1,313

Rushing touchdowns: 6

Receptions: 29

Receiving yards: 298

Receiving touchdowns: 1

Para todo o hype que costumamos dar para jogadores ofensivos chegando à NFL, Howard começou 2016 como um ilustre desconhecido, selecionado no terceiro dia do draft sem ter tido uma carreira excepcional na universidade. Entretanto, ele encontrou seu lugar na NFL: superou (também se aproveitando de suas lesões) veteranos como Jeremy Langford e Ka’Deem Carey que pareciam destinados a substituir Matt Forte e estabeleceu-se como a principal arma do ataque dos Bears, sem dever nada a seu antecessor. Curiosidade: Howard foi o quinto RB rookie da história de Chicago a correr para mais de mil jardas – pelo menos corredores eles sabem selecionar.

TOP PICK SIX #3: OS 15 MELHORES TEs DA NFL

10° Todd Gurley

9 | 7 | 6 | 13 | 15 | 8 | 15 | –

Time: Los Angeles Rams

Idade: 22 anos

Draft: 2015 / Round: 1 / Pick: 10

College: Georgia

Career Stats:

Rushing attempts: 507

Rushing yards: 1,991

Rushing average: 3.9

Receptions: 64

Receiving yards: 515

Total touchdowns: 16

Gurley teve um grande início de carreira, vencendo o prêmio de Offensive Rookie of The Year. A última temporada não foi das melhores, mas temos que considerar o ambiente que ele estava: o ataque pouco criativo de um time comandado por Jeff Fisher, e que ainda contava com uma linha ofensiva abaixo da crítica. Com a chegada de Sean McVay, a tendência é que ele retome sua produção de calouro, até mesmo para tirar o peso dos ombros de Jared “is he a bust yet?” Goff.

 09° Jay Ajayi

8 | 6 | 8 | 11 | 9 | 10 | 12 | –

Time: Miami Dolphins

Idade: 23 anos

Draft: 2015 / Round: 5 / Pick: 149

College: Boise State

Career Stats:

Rushing yards: 1,459

Rushing average: 4.7

Rushing touchdowns: 9

Receptions: 34

Receiving yards: 241

Receiving touchdowns: 0

Mais difícil que saber qual a pronúncia certa de seu nome, só derrubar Jay Ajayi. O RB anotou múltiplos jogos com mais de 200 jardas na última temporada, e mais um ano no ataque de Adam Gase só deve ajudar o jogador a se estabelecer de vez como um dos grandes nomes da posição na liga.

08° Melvin Gordon

10 | 13 | 10 | 8 | 8 | 7 | 13 | 9

Time: Los Angeles Chargers

Idade: 24 anos

Draft: 2015 / Round: 1 / Pick: 15

College: Wisconsin

Career Stats:

Rushing yards: 1,638

Average: 3.7

Rushing touchdowns: 10

Receptions: 74

Receiving yards: 611

Receiving touchdowns: 2

Depois de um ano sofrível como calouro, Gordon finalmente teve a temporada que se esperava dele quando saiu do College. As 1000 jardas só não vieram por conta de lesão nos últimos jogos e a produção do jogador foi tão boa que até seu mãe decidiu comprar sua jersey.

TOP PICK SIX #4: OS MELHORES LBs DA NFL

07° Lamar Miller

7 | 3 | 13 | 7 | 5 | 11 | 8 | 11

Time: Houston Texans

Idade: 26 anos

Draft: 2012 / Round: 4 / Pick: 97

College: Miami (FL)

Career Stats:

Rushing yards: 4,003

Rushing average: 4.4

Rushing touchdowns: 24

Receptions: 148

Receiving yards: 1,075

Receiving touchdowns: 4

Em um ataque comandado por Brock Osweiller, o encarregado de avançar a bola acabou sendo Miller. Suas 1073 jardas ajudaram muito os Texans a chegar aos playoffs e, mais ainda, seu touchdown da vitória contra os Colts foi uma das grandes jogadas da NFL na temporada.

 06° Devonta Freeman

12 | 8 | 7 | 4 | 6 | 6 | 6 | 4

Time: Atlanta Falcons

Idade: 25 anos

Draft: 2014 / Round: 4 / Pick: 103

College: Florida State

Career Stats:

Rushing attempts: 557

Rushing yards: 2,383

Rushing average: 4.3

Receptions: 157

Receiving yards: 1,265

Total touchdowns: 29

O jogador foi peça importantíssima do ataque estelar dos Falcons em 2016, e, após melhorar ainda mais sua produção depois de um bom ano de 2015, não há porque não acreditar que Freeman pode ser ainda melhor para essa próxima temporada.

Não acreditaram que ele era bom.

TOP PICK SIX #5: OS MELHORES Ks DA NFL

05° DeMarco Murray

6 | 12 | 5 | 5 | 7 | 5 | 4 | 6

Time: Tennessee Titans

Idade: 29 anos

Draft: 2011 / Round: 3 / Pick: 71

College: Oklahoma

Career Stats:

Rushing yards: 6,515

Rushing average: 4.6

Rushing touchdowns: 43

Receptions: 268

Receiving yards: 1,899

Receiving touchdowns: 5

Murray, que teve uma temporada excelente com os Cowboys e depois uma horrível com os Eagles, parece ter se encontrado novamente em Tennessee. Jogando em um ataque terrestre explosivo junto com Derrick Henry e Marcus Mariota, ele deve repetir a boa atuação de 2016 agora em 2017.

04° LeSean McCoy

4 | 5 | 4 | 6 | 4 | 4 | 5 | 7

Time: Buffalo Bills

Idade: 28 anos

Draft: 2009 / Round: 2 / Pick: 53

College: Pittsburgh

Career Stats:

Rushing attempts: 1,898

Rushing yards: 8,954

Rushing touchdowns: 60

Receptions: 382

Receiving yards: 2,930

Receiving touchdowns: 13

McCoy foi trocado dos Eagles para os Bills e vem correspondendo em seu novo time. Apesar de algumas lesões, ele continua um RB produtivo. Já adentrando o final de sua carreira (normalmente os backs se aposentam com 30 anos), McCoy tem totais condições de ser o principal nome do ataque dos Bills (não é muito difícil).

03° Ezekiel Elliott

3 | 4 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 2

Time: Dallas Cowboys

Idade: 21 anos

Draft: 2016 / Round: 1 / Pick: 4

College: Ohio State

Career Stats:

Rushing yards: 1,631

Rushing average: 5.1

Rushing touchdowns: 15

Receptions: 32

Receiving yards: 363

Receiving touchdowns: 1

O calouro sensação de 2016 ao lado de Dak Prescott (QB), Ezekiel Elliott teve uma das melhores temporadas de um rookie na posição. Com ele e Prescott sendo o futuro da franquia, e com uma das melhores OLs da liga, não é difícil imaginar um título se aproximando de Dallas em um futuro muito próximo.

TOP PICK SIX #6: OS MELHORES DLs DA NFL

02° David Johnson

1 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 | 2 | 3

Time: Arizona Cardinals

Idade: 25 anos

Draft: 2015 / Round: 3 / Pick: 86

College: Northern Iowa

Career Stats:

Rushing yards: 1,820

Rushing touchdowns: 24

Receiving yards: 1,336

Receiving touchdowns: 8

Return yards: 598

Return touchdowns: 1

Uma máquina tanto de recepções quanto de corridas, Johnson foi uma verdadeira steal para os Cardinals no draft de 2015, quando foi escolhido no terceiro round. David corre com potência e explosão, seguindo muito os buracos que sua OL abre (isso que a OL de Arizona não é lá essas coisas). Se Arizona conseguir se recompor da temporada horrível do ano passado e repetir a boa campanha de 2015, será candidato ao título. Johnson, aliás, ano passado bateu o recorde de mais jogos seguidos com 100 jardas de scrimmage: 15 partidas.

A melhor dupla surgida desde Bruno & Marrone.

01° Le’Veon Bell

2 | 1 | 1 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1

Time: Pittsburgh Steelers

Idade: 25 anos

Draft: 2013 / Round: 2 / Pick: 48

College: Michigan State

Career Stats:

Rushing yards: 4,045

Average: 4.5

Total touchdowns: 31

Receptions: 227

Receiving yards: 2,005

Este monstro do backfield foi justamente escolhido como o melhor RB da liga para 2017. Bell, não fossem lesões e problemas com a lei (foi suspenso duas vezes por fumar maconha), teria números até melhores em sua carreira. Sua importância para os Steelers é tanta que quando ele saiu do jogo na final da AFC contra os Patriots, Pittsburgh foi amassado. Bell é fundamental e seu estilo de jogo paciente é uma marca que vem influenciando também outros atletas da NFL.

Algumas curiosidades do ranking:

 – Bell e Johnson são as únicas unanimidades no Top 3.

– Junto com Bell e Johnson, Elliott é a outra unanimidade no Top 5.

– Jordan Howard é o jogador com a maior diferença de posição entre 2 rankings: é o 5º no ranking do Xermi e o não aparece nos rankings do Murilo, Felipe e Anna.

– Um total de 27 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.

– O top 15 contempla 7 jogadores da NFC e 8 da AFC.

– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Elliott, Gordon, Gurley e Ingram.

– Apenas Blount é campão do Super Bowl. Venceu com os Patriots

– Ficaram fora do top 15, em ordem: Latavius Murray (FA), Thomas Rawls (SEA), Tevin Coleman (ATL), Marshawn Lynch (OAK), Adrian Peterson (NO), C.J. Anderson (DEN), Frank Gore (IND), Eddie Lacy (SEA), DeAngelo Williams (PIT), Giovani Bernard (CIN), Jonathan Stewart (CAR), Jeremy Hill (CIN).

– Todos os atletas citados são milionários!

Kyle Shanahan e Matt Ryan (ou porque devemos levar o Falcons a sério)

Do quarteto que chega às finais de conferência de 2017, você certamente já ouviu falar muito sobre Tom Brady, seu retorno após suspensão e como ele fica melhor com o passar do tempo; do assustador trio BBB do ataque de Pittsburgh e dos milagres de Aaron Rodgers. Já a opinião sobre o quarto time deste seleto grupo, antes da temporada iniciar, estava restrita a um “vai cumprir tabela e ser interessante para o fantasy”, afinal o potencial desse ataque para produzir era claro – mas obviamente não esperávamos nada além disso, especialmente porque se acreditava que a mediocridade tomaria conta de Matt Ryan: hoje, um QB que passa para 4000 jardas e 25 TDs em 16 partidas é considerado normal? Sam Bradford conseguiu praticamente a mesma coisa! E, bem, também se esperava que a defesa de Atlanta fosse perder muitos jogos.

Tínhamos em Atlanta os Bengals da NFC (perdão, amigos!); era o time menos atrativo da sua divisão, já que o Saints e Brees PRECISAM ALGUM DIA conseguir não perder para a própria defesa; o Panthers vinha de um Super Bowl com o atual MVP da liga e Tampa Bay era uma equipe em franco crescimento e que deve incomodar mais ainda nos próximos anos.

Mas obviamente nos enganamos. Nada fora do padrão Pick Six – e aqui já adiantamos que ninguém será demitido por isso.

A defesa de Dan Quinn

Há muitos anos o elo fraco da equipe é seu sistema defensivo, tanto que, em 2015, a equipe contratou o DC da mítica defesa de Seattle para tentar consertar seu caos particular. O 8-8 da temporada passada mesmo com Devonta Freeman e Julio Jones inspiradíssimos rodada após rodada, contando também com o líder de sacks do time, Vic Beasley, conseguindo quatro na temporada toda, mostra que o processo não ocorreu tão rapidamente quanto se gostaria. E logo no primeiro jogo de 2016 o time sofreu 31 pontos dos Buccaneers, então a certeza era de que a sina continuaria.

Já quando o time chegou à semana 11 cedendo menos de 20 pontos somente uma vez (para Trevor Siemian!) e mais de 30 em metade dos jogos, parecia questão de tempo até que os velhos hábitos voltassem e o Falcons acabasse inevitavelmente fora dos playoffs com um ataque espetacular. Mas os ajustes aconteceram. Os turnovers (por exemplo, Beasley e o rookie S Keanu Neal são números 1 e 2 em fumbles forçados com 6 e 5 respectivamente) só aumentavam as chances de um ataque que marca pontos em mais da metade das suas posses de bola (obviamente líder da NFL no quesito). O sinal da evolução, porém, só ficou claro logo após a bye week: nas 7 vitórias que teve desde o descanso, o Falcons cedeu mais de 20 pontos somente uma vez. Contra New Orleans, claro, em nome da tradição.

E se Matt Ryan é o MVP da NFL e quem está carregando esse time nas costas, lembre-se que Atlanta também tem seu próprio projeto de Von Miller: o já citado Vic Beasley, aquele que liderou o time em 2015 com quatro sacks, repetindo o feito esse ano com incríveis 15.5, dessa vez liderando também a NFL, deixando para trás outros nomes muito mais famosos.

Foto artística.

Válido também acentuar outro grande responsável por essa ascensão, o veterano dos spin moves que chegou esse ano para provavelmente encerrar a carreira em Atlanta: Dwight Freeney tomou o jovem para ensiná-lo de perto desde a pré-temporada e demonstrou orgulho do seu pupilo, o considerando defensor do ano: “Agora mesmo, acho que nossa defesa está jogando melhor que a dos Broncos. Acho que isso diz muito sobre o que Vic tem feito. E acho que seria incrível que seu nome fosse mencionado”, disse Dwight.

Um trio ou quarteto ou quinteto ou… um conjunto!

Todos esperavam uma temporada decente de Ryan, do nível que ele é acostumado a proporcionar ano após ano – em comparação a negações que temos por aí, Ryan sempre mostrou “bons” resultados, mas nunca suficientes para enfrentar a elite de QBs da liga e carregar uma defesa sofrível.

Mas desta vez ele veio provar que estávamos enganados. Obviamente, como diria gente velha, “uma andorinha sozinha não faz verão” – e, curiosamente, o paralelo com Cincinnati, especialmente o do ano passado, na melhor temporada da vida de Dalton (atenção aos parênteses), fica assustadoramente claro; como ponto positivo, aqui se nota a diferença que Matt Ryan faz em relação a Andy Dalton, produzindo bem mais e não pipocando, contra um sempre bom time dos Seahawks.

Mas como elenco de apoio, para a sorte dos Falcons, há talentos genuínos, e não simplesmente fabricados por um QB mágico: Julio Jones (AJ Green) e suas 1409 jardas recebidas, independente de quanto marcado esteja; Devonta Freeman (Giovani Bernard) e sua capacidade de achar 1541 jardas totais, além de 13 TDs só no rebolado; Tevin Coleman (Jeremy Hill) atropelando defesas para complementar o jogo corrido; além de Mohamed Sanu e Taylor Gabriel, complementando o rolê fazendo os alvos de segurança. Somado a isso, todos estes jogadores conseguiram manter-se saudáveis: a linha ofensiva é uma das únicas que repetiu a mesma formação em todas as partidas da temporada, garantindo estabilidade e entrosamento.

E assim, graças a todo um grande conjunto, Matt Ryan produziu sua grande temporada – ainda que, por comparação, percebemos que ele poderia ter simplesmente atrapalhado. Mas assim como Dalton teve em seu tempo o auxílio de Hue Jackson, Matt Ryan também tem uma grande cabeça ao seu lado.

Sangue no zóio.

O verdadeiro MVP

Confesso que existia vontade de questionar seriamente o título que Ryan inevitavelmente ganhará no sábado de Super Bowl, falando em Tom Brady (que, de qualquer forma, já ganhou tantas vezes que é quase um hors concours) ou em como Derek Carr tinha um time inferior ao seu redor e mesmo assim foi mais divertido. Mas o grande mestre que poderia (deveria) tirar o título de Ryan não compete com ele; na verdade é talvez o grande responsável pela inevitável coroação de Matt: Kyle Shanahan – enquanto digitamos estas linhas, ainda OC dos Falcons, mas provavelmente em um futuro não muito distante HC dos 49ers.

Filho do lendário Mike Shanahan (head coach dos Broncos de John Elway bicampeões do Super Bowl), Kyle chegou à liga com aquela ajuda do papai, alguma indicação aqui e ali, tornou-se o coordenador ofensivo mais jovem da história da NFL, mas manteve-se nela porque realmente entende os “X’s and O’s” do esporte, como ele mesmo gosta de dizer.

Um nerd assumido, Kyle teve problemas até para fazer seus próprios jogadores compreenderem os conceitos de seu ataque. “No primeiro ano ele quis fazer tudo do jeito dele e tivemos problema em entender que tínhamos os mesmos objetivos”, comentou Julio Jones, que ainda assim recebeu para 1871 jardas em 2015. Entretanto, o time também foi o que mais cometeu turnovers na redzone na temporada passada, fazendo com que mesmo sendo o sétimo em número de jardas, algo habitual na carreira de Shanahan, que coordenou um ataque top10 em jardas sempre que teve um QB minimamente capaz, fosse apenas o 21º ataque em número de pontos.

Já em 2016 o time claramente entendeu a proposta de Shanahan, finalmente transformando jardas em pontos e vitórias. “Ele entende como colocar-nos em posições para fazer o que fazemos melhor. Ele entende o que todos fazem e o que ele quer que eles façam nesse ataque. E nós também”, disse o WR Aldrick Robinson.

O Ludacris torce para o Falcons?

E basta observar alguns lances de Ryan e compará-los com outros QBs para entender o poder que Shanahan tem nesse ataque. É tudo tão bem desenhado que, desde que todos executem suas funções estabelecidas e as leituras sejam bem-feitas (SEMPRE TEM ALGUÉM LIVRE), a defesa não terá opção senão tentar minimizar danos, seja no jogo aéreo das mãos de Ryan, seja no jogo corrido com a dupla Coleman-Freeman.

Sem mágicas, sem jogadas criadas no calor da partida; o verdadeiro MVP dos Falcons é um gênio que tem tudo desenhado antes da jogada acontecer. Mesmo que ele não esteja tão certo disso: “Minha esposa, Mandy, seria a primeira a dizer que eu não sou tão inteligente assim. Ela te contaria quantas vezes não consigo encontrar as chaves do carro. Ou seja, se eu não servisse para o football, estaria em grandes problemas”.