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Semanas #13 e #14: os melhores piores momentos

Depois de merecidas férias, voltamos com a coluna que já faz parte da cultura brasileira e é um patrimônio nacional.

Vamos direto ao que interessa.

1 – Fuck It, I’m Going Deep Fan Club

À essa altura, todos já aprenderam a amar e respeitar o Fã Clube que mais cresce no Brasil e no mundo.

1.1 – Semana 14

1.1.1 – Tom Brady

Mostrando que, cedo ou tarde, todos querem estar aqui.

1.1.2 – Jay Cutler 

Figurinha carimbada, não só por aqui, mas também na coluna. Repare na situação que Jay resolveu ir deep.

1.1.3 – Russell Wilson 

Intended for Jimmy Graham. Que ainda cometeu falta no lance. Não dá pra nos deixar mais felizes.

1.2 – Semana 13 

1.2.1 – Jay Cutler 

É claro.

1.2.2 – Blaine Gabbert

É claro. intensfies 

1.2.3 – Brett Hundley

A coluna sentirá saudades.

2 – Punts 

Você tira os olhos da TV por um instante e, quando olha, deu merda.

2.1 – Miami Dolphins (Semana 14) 

Fica feio por esse ângulo, né? Então… Só piora.

2.2 – Tennessee Titans (Semana 14)

Teve gente falando em Mike Mularkey pra Coach of the Year. Gente que foi PAGA pra isso.

2.3 – Carolina Panthers (Semana 13)

Aqueles deliciosos casos em que a descrição da jogada é tão boa que merece ser colocada aqui.

3 – Imagens que trazem PAZ.

3.1DeVante Parker (Semana 14)

Dar uma carada na bola infelizmente se mostrou uma estratégia falha para conseguir a recepção.

3.2 – Estatísticas (Semana 14) 

Porque sim.

3.3 – Por que jogar no Special Teams é uma merda (Semana 14)

3.4 – Joe Flacco (Semana 13) 

Faltaram palavras.

3.5 – A defesa dos Redskins (Semana 13)

Da série: estratégias ousadas que infelizmente falharam.

4 – Nossos lances preferidos 

4.1 – Semana 13: William Jackson

Porque cãibras mentais são reais.

4.2 – Semana 14: DeShone Kizer

Porque tudo nessa jogada é lindo. E porque é o Browns.

5 – Troféu Dez Bryant da Semana

Você já sabe do que estamos falando. Aquele jogador de nome que some quando seu time precisa.

Deixa o esquema tático pra depois. Os jogadores do outro time não são tão técnicos. Joga a bola no Dez Bryant. Vai sem medo…

Foram duas interceptações. Nenhuma terceira descida convertida. Um QBR que foi metade do de Jay f*cking Cutler. Por tudo isso, e mais (mais o quê especificamente preferimos não comentar), TOM BRADY vence o Troféu Dez Bryant, o único que faltava na sua coleção. Parabéns!

Mas o que é isso?

A hora de enxergar a luz no fim do túnel

Cleveland chegou ao fundo do poço na última temporada, com uma campanha com apenas uma vitória e 15 derrotas. Mas o fato é que se tratava de um passo necessário: antes de iniciar o processo de recuperação, era preciso sanar as dúvidas em torno da posição mais importante do football – ter seis quarterbacks em um único ano nunca foi uma receita para o sucesso.

Além disso, é difícil ser pior do que os Browns foram neste passado recente, então ao menos agora há razões para otimismo. Voltando para 2016, a franquia trouxe Hue Jackson como HC na esperança que ele desenvolvesse outro QB em Ohio – ele fez de Andy Dalton alguém um pouco acima da linha da mediocridade, então não podemos duvidar de sua capacidade.

Quem transforma mediocridade em produção ergue o dedo.

E se antes o retorno de RGIII não vingou (nós já sabíamos) e Cody Kessler ainda luta contra uma imaturidade latente e um braço de macarrão, a esperança está em DeShone Kizer, já que, graças ao bom Deus, Brock Osweiler não está mais entre nós.

Melhores do que você supõe

Apesar dos números finais da campanha indicarem o contrário, a verdade é que Cleveland não foi uma piada na última temporada: era apenas uma franquia em reconstrução, que se manteve segura em seu plano e trazia consigo a falta de talento em vários setores. Ainda com isso, sob o comando de Hue Jackson, os Browns conseguiram construir sua própria identidade, além de ter um plano de jogo coeso mantido mesmo nas situações mais adversas – eles jogaram duro, e venderam caro ao menos 5 ou 6 derrotas: Cleveland foi muito melhor do que suas 15 derrotas podem sugerir.

Para 2017, inegavelmente, o elenco é melhor, embora não vejamos muita melhora no jogo aéreo – aliás, na NFL contemporânea, um jogo aéreo como o que os Browns tem hoje tende a mantê-los na irrelevância.

E mesmo que DeShone Kizer surja como um motor propulsor, ainda faltarão armas para auxiliá-lo. Corey Coleman teve que aprender o que era ser um WR praticamente do zero em seu primeiro ano, e não podemos cravar que se tornará um alvo confiável para sua segunda temporada; Kenny Britt chegou da free agency, mas sua carreira na NFL até aqui teve a consistência de uma gelatina; no final das contas, Kizer deve se apoiar muito no rookie TE David Njoku que, além de precisar se ajustar rápido a NFL, precisará se adaptar ao sistema ofensivo intenso e extremamente exigente com TEs de Hue Jackson (que, não obstante, consagrou jogadores medíocres como Gary Barnidge).

A esperança

A OL dos Browns é uma das melhores unidades de bloqueio da NFL. Joe Thomas, além do maior ser humano que já pisou neste planeta, é indiscutivelmente o melhor protetor do blind side da liga (se quiser discorda, discorda aí na sua casa). E o G Joel Bitonio é excelente – para compreender sua importância, tenha em mente que Joel jogou apenas quatro partidas completas na última temporada, e os Browns marcaram mais que 20 pontos em três delas; nas outras 12, o Browns ultrapassou o número apenas quatro vezes.

A gente nunca deixará você esquecer que entrevistamos ele.

Nessas quatro partidas em que Joel esteve em campo, Isaiah Crowell teve média de 6.5 jardas por tentativa, ultrapassando a marca de 120 jardas duas vezes. Sim, esses foram números de Isaiah Crowell. Acredite.

Cleveland, porém, teve alguns problemas na posição de Center, já que Cameron Erving era algo próximo de uma tragédia. Para preencher esta lacuna (era como se o Browns jogasse sem um C. Não estamos exagerando), JC Tretter, ex-Green Bay Packers, desembarca em Ohio. E mesmo que jogue sem usar um braço, Tretter será um imenso reforço quando comparado a Erving (que Deus o tenha).

O outro lado

O Browns demitiu seu coordenador defensivo e um caminhão de assistentes e trouxe o veterano Gregg Williams, que tem em seu currículo um excelente trabalho no finado St. Louis Rams (além do também saudoso bountygate em Nova Orleans), para consertar o setor.

Com a mudança de comando é natural também uma mudança de esquema, que já vinha sendo planejada e teve as escolhas do último draft focadas nesta nova filosofia. O DE Myles Garret, talvez uma das maiores abominações físicas que a humanidade já viu, foi a primeira escolha e tem tudo para se tornar um dos melhores pass rushers da NFL já em sua primeira temporada – com apenas 21 anos.

Crush.

Aliás, deixar Mitchell Trubisky para o Bears e selecionar o óbvio, Myles Garret, é uma das histórias mais simbólicas do último draft; olhe para o passado e raciocine: seria algo como o Texans deixar de escolher Jadeveon Clowney para selecionar Blake Bortles em 2014!

Já Jabril Peppers iniciará o ano como SS, embora tenha jogado também como LB no college (mas não tem estrutura física para a posição em âmbito profissional), e possa também se aventura como CB esporadicamente.

Claro, eles terão que lidar com a curva de aprendizado natural em uma transição entre faculdade e NFL, mas ambos têm o talento necessário para se adaptar rapidamente. Outro grande trunfo desta defesa foi manter o LB Jamie Collins (adquirido ano passado em uma troca com os Patriots), extremamente cobiçado durante a offseason.

Já para a posição de CB, o Browns trouxe Jason McCourty, que deve ser extramente útil – e agora precisará ajudar a suprir a ausência de Joe Haden, aparentemente um torcedor do Steelers que passou alguns anos infiltrado em Cleveland.

Palpite: O Browns não é mais a pior equipe da NFL – no fundo, nem no ano passado eles eram. Cleveland tem umas das grandes OLs da liga e uma defesa jovem e talentosa. Lembra aquelas 5 ou 6 derrotas que foram entregues com muito suor em 2016? Provavelmente em 2017 elas se tornarão vitórias suadas, então uma realidade com algo entre 5 a 7 êxitos não chega a soar um absurdo; um pequeno passo em direção ao Super Bowl em, talvez, 2020.