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Power Ranking: semanas #5 e #6

Cada vez mais percebemos que não entendemos nada do esporte conhecido como futebol americano: quem imaginava que os Giants venceriam os Broncos?

Por outro lado, alguns fatos seguem como certezas: o New England Patriots sendo ajudado pela arbitragem e o Cleveland Browns sendo o Cleveland Browns.

32 – Cleveland Browns (-1 / 0-6)

Seis semanas. Esse foi o tempo necessário para a esperança desaparecer completamente e o Cleveland Browns voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

31 – San Francisco 49ers (-2 / 0-6)

A conexão C.J. Beathard – George Kittle é o futuro de um time ruim em completa reconstrução. Na verdade, o futuro é Kirk Cousins.

30 – New York Jets (+2 / 3-3)

O Jets foi mantido na lanterna desse ranking por seis semanas. Admitir o erro é um ato de nobreza: o time é melhor do que se poderia prever. Porém, não seria surpresa se não vencer mais nenhum jogo nessa temporada.

29 – Indianapolis Colts (+1 / 2-4)

O desejo de colocar o Colts um pouco acima nesse ranking existe, mas ele acaba quando lembro que as duas vitórias que o time acumula foram contra Browns e 49ers e o head coach é Chuck Pagano.

28 – Chicago Bears (0 / 2-4)

Mitchell Trubisky vem sambando na cara dos que deram risada do Draft do Bears (nós).

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27 – Miami Dolphins (0 / 3-2)

Vencer o Atlanta Falcons foi um feito considerável, mas não sabemos se foi uma vitória do Dolphins ou uma derrota do Falcons. O fator Jay Cutler impede que o time esteja em melhor posição no ranking.

26 – New York Giants (0 / 1-5)

A vitória contra o Denver Broncos serviu apenas para provar que ninguém sabe nada nessa porra toda.

25 – Los Angeles Chargers (0 / 2-4)

Duas vitórias consecutivas e uma certeza: esse time não vai a lugar algum.

24 – Baltimore Ravens (-6 / 3-3)

Esse talvez seja um dos times mais difíceis de assistir. O ataque é um show de mediocridade e a defesa não é tão boa quanto parecia.

23 – Cincinnati Bengals (+1 / 2-3)

Depois de passar bastante vergonha no início da temporada, o Bengals renasceu. O verdadeiro teste, porém, será contra o Steelers, no próximo domingo.

22 – Jacksonville Jaguars (+1 / 3-3)

A defesa é muito boa e a que mais gera turnovers. Leonard Fournette é MUITO bom. Mas é só depender minimamente de Blake Bortles que a coisa não vai pra frente. Talvez esse time consiga superar seu próprio QB e chegar aos playoffs, mas a obrigação moral é mantê-lo do meio pra baixo do ranking.

21 – Oakland Raiders (-12 / 2-4)

Ninguém está jogando nada em um time que era uma das prováveis forças da AFC

20 – Arizona Cardinals (+1 / 3-3)

Aparentemente estamos em 2009 e o trio Palmer-Fitz-Peterson está no auge. Resta saber quanto tempo isso vai durar.

19 – Tennessee Titans (0 / 3-3)

É difícil classificar o Titans como decepção. Talvez seja apenas um time medíocre mesmo.

18 – New Orleans Saints (+4 / 3-2)

Acreditem: o New Orleans Saints tem uma defesa consistente e um ataque baseado no jogo corrido. Essa é a NFL em 2017. Não há lógica.

17 – Buffalo Bills (-2 / 3-2)

A campanha é boa, graças à defesa, mas vai chegar a hora em que o ataque terá que marcar pontos e descobrirá que simplesmente não tem recebedores.

16 – Green Bay Packers (-14 / 4-2)

Queda de 14 posições no ranking: é isso que a perda de Aaron Rodgers significa para o Packers.

A temporada acabou.

15 – Tampa Bay Buccaneers (-4 / 2-3)

Cinco partidas disputadas e a certeza de que esse time foi superestimado já está presente.

14 – Washington Redskins (+6 / 3-2)

É difícil saber o que mais Kirk Cousins terá que fazer para conseguir um contrato de longa duração.

13 – Dallas Cowboys (0 / 2-3)

Manobras legais vão mantendo Ezekiel Elliot em campo. Dak Prescott vem jogando muito bem. Será que o ataque conseguirá novamente mascarar uma defesa duvidosa?

12 – Seattle Seahawks (+2 / 3-2)

Aos poucos, o Seahawks vai melhorando. Todo ano é assim. E todo ano o time estará jogando em janeiro.

11 – Houston Texans (+6 / 3-3)

No nosso primeiro Power Ranking, dissemos que Deshaun Watson CLARAMENTE não estava pronto para a NFL. Quatro semanas depois e vários recordes quebrados, apenas nos resta pedir desculpas.

10 – Detroit Lions (-3 / 3-3)

A bye-week fará bem a um time que parece ser bom mas que vem de duas derrotas, uma delas tomando 52 pontos do Saints. Quando perder para Pittsburgh, na semana 8, cairá ainda mais nessa lista.

9 – Minnesota Vikings (+7 / 4-2)

Não só venceu o Packers, mas também venceu automaticamente a divisão com a contusão de Aaron Rodgers.

8 – Atlanta Falcons (-3 / 3-2)

O alerta geral já está ligado em Atlanta. Perder para o Dolphins foi uma grande vergonha. O mínimo que esse time precisa fazer é vencer a revanche do Super Bowl contra o Patriots. Sabemos que isso não vai acontecer.

7 – Los Angeles Rams (+3 / 4-2)

Ver: http://picksix.com.br/jared-goff-estrelando-o-verdadeiro-bust-era-jeff-fisher/

6 – Carolina Panthers (+2 / 4-2)

A derrota para o Eagles em casa não estava nos planos, mas por falta de times bons o Panthers sobe para a posição seis do ranking.

5 – New England Patriots (+1 / 4-2)

Nada como uma pequena ajuda da arbitragem para bater o Jets, mas o Patriots vem lentamente evoluindo e já lidera a divisão.

4 – Denver Broncos (-1 / 3-2)

É preciso manter o pensamento positivo: a derrota para o Giants foi apenas um momento de diarréia mental. 

3 – Pittsburgh Steelers (+1 / 4-2)

É bastante confuso perder de maneira vergonhosa para o Jaguars e depois vencer o até então invicto Chiefs fora de casa. O que importa é que o talento está presente em Pittsburgh e as coisas devem se ajeitar.

2 – Philadelphia Eagles (+10 / 5-1)

Parece ser a principal força da NFC. O confronto contra o Washington Redskins no Monday Night Football colocará isso à prova.

1 – Kansas City Chiefs (0 / 5-1)

A derrota para o Pittsburgh Steelers parece ter sido apenas uma pedra no caminho. Nada como enfrentar o modorrento Oakland Raiders no Thursday Night Football para recuperar o ritmo.

Pensativo…

Semana #4: os melhores piores momentos

A cada semana que passa, percebemos que não entendemos nada sobre futebol americano. A única certeza é que a NFL continua nos brindando com momentos grotescos para manter essa coluna – uma das poucas instituições que ainda funcionam no Brasil – de pé.

1 – Começando com o pé direito (mais uma vez): o Thursday Night Football

Football Starts Here é o slogan do jogo de quinta-feira a noite. Em uma adaptação livre, acreditamos que Bad Football Starts HereO último jogo, claro, não foi diferente. Mike Glennon mostrou porque sua melhor característica como QB é ser alto.

2 – Ainda sobre jogadas estranhas de gente estranha.

Admita, Travis Kelce é, sim, um cara estranho. Estranho, mas com sorte.

3 – Jimmy Graham: até quando?

Graham é overrated, mas não é ruim. Porém os Seahawks abriram mão de um dos melhores Centers da liga (que viria a calhar no meio daquele bando de retardados que eles chamam de linha ofensiva) e de uma escolha de primeira rodada para adquiri-lo junto aos Saints. Ele até já fez algumas jogadas aqui e acolá, mas, em meio a lesões, Jimmy também protagonizou momentos como os de domingo, em que as duas INTs de Russell Wilson foram em passes na sua direção. Veja uma delas aqui, e a outra, gerada por um drop de Graham, abaixo.

4 – Imagens que trazem PAZ.

4.1 – Eli Manning correndo

Uma mistura de tartaruga manca com tijolos nos pés. Por algum motivo, deu certo.

4.2 – Blake Bortles correndo

Sabemos que Blake não possui as melhores capacidades cognitivas do mundo, e ele deixa isso bem claro quando vai pra trombada ao invés de sair de campo. Em um universo paralelo, ele é um gênio. Ao menos foi uma oportunidade única (para ele) de fazer um defensor passar vergonha.

4.3 – Malik Hooker <3

Porque o mundo merece ver isto. Esse stiff arm foi lindo demais (o adversário morreu, mas passa bem).

4.4 – Josh McCown

Josh McCown é um game manager, eles disseram. Ele não vai estragar tudo, eles disseram.

4.5 – As definições de “totalmente livre” foram atualizadas

Acabem com o New York Football Giants enquanto ainda há tempo.

5 – Gente errada no lugar errado

Jay Cutler e Matt Ryan no Wildcat. Porque ninguém nunca pensou nisso antes?

5.1 – Motivo um: 

5.2 – Motivo dois:

6 – Os intocáveis

Algumas defesas têm dificuldades com conceitos simples, como a ideia de que, para parar uma jogada, você deve derrubar o coleguinha.

6.1 – Bilal Powell

Porque a defesa de Jacksonville é a força do time.

6.2 – Giovani Bernard

Em Alabama isso não seria um touchdown, pelo menos não intocado após não fazer nada além de correr em linha reta.

7 – Chegando ao fundo do poço – e lá encontrando uma pá.

Marquette King é divertido, mas é só um punter, e punters, por natureza, são destinados a fazer pouca coisa. Insatisfeito com a forma como as coisas são, Marquette resolveu ter seu minuto de fama. “O campo tem 100 jardas… Eu só preciso de 11… Eu consigo!”, ele deve ter imaginado. Então decolou, por conta própria, para conseguir o 1st Down em um Fake Punt. Você já deve saber o resultado: não deu certo. Ainda descontente com o resultado, King descontou sua frustração jogando a bola no adversário. O que era pra ser um simples punt se tornou um pesadelo.

8 – Troféu Dez Bryant

Você já sabe: o troféu Dez Bryant é o único que premia aquele jogador de nome que desaparece quando você mais precisa dele.

Nessa semana, Amari Cooper com 2 recepções para 9 jardas em 8 (!!!) targets. Essa atuação inesquecível rendeu uma alfinetada em nosso Podcast e garantiu a Cooper o Prêmio Dez Bryant da semana. Parabéns, garoto!

Cena rara ultimamente.

9 – Bônus:

9.1 – O Pick Six Brasil ganha um inimigo

Porque se Josh Doctson tivesse segurado a bola não precisaríamos sortear um prêmio.

9.2 – O Pick Six Brasil ganha um amigo

Porque Blake Bortles não quer que tenhamos que sortear mais prêmios.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

PS: Gostaríamos de saber se esse modelo de post, com as imagens ao invés dos links, é mais interessante. Quem puder dar o retorno lá no Twitter será de grande valia. Amamos (mentira) todos vocês!

Power Ranking: semanas #3 e #4

Alguns times nos enganaram nas duas primeiras semanas, mas tomamos as devidas providências para que não mais aconteça. Não estamos nem aí se a posição do seu time te desagrada. Lamentamos, mas é a realidade como ela é.

32 – New York Jets (0 / 2-2)

O record 2-2 é uma mera obra do acaso e o Jets ainda é o pior time da NFL. Não seremos enganados.

31 – Cleveland Browns (-1 / 0-4)

Esperávamos que a reconstrução trouxesse resultados mais rápidos, mas o ritmo das obras está um pouco lento, o que não é uma grande surpresa em se tratando de Cleveland Browns. 

30 – Indianapolis Colts (+1 / 1-3)

Sai Scott Tolzien. Entra Jacoby Brissett. É o suficiente para subir uma posição no ranking.

29 – San Francisco 49ers (0 / 0-4)

O time pelo menos está jogando com dignidade e dando sufoco nos adversários. Pena que dignidade não ganha jogos.

28 – Chicago Bears (0 / 1-3)

Após Mike Glennon fazer nossos olhos sangrarem no último TNF, está começando a era Mitchell (ele não gosta que o chamem de Mitch) Trubiski em Chicago.  

27 – Miami Dolphins (-11 / 1-2)

Foi um início promissor com a vitória contra o Chargers na primeira semana, mas depois o Dolphins e Jay Cutler mostraram o que verdadeiramente são: um lixo.

26 – New York Giants (-3 / 0-4)

Eu não aguento mais assistir Eli Manning entregar a bola para Paul Perkins perder três jardas. Eu simplesmente não aguento mais. Salvem o meu Giants.

Do tempo que o torcedor dos Giants podia sorrir.

25 –  Los Angeles Chargers (-7 / 0-4)

O Chargers é o único time da NFL que não tem vantagem por jogar em casa, já que não tem torcedores. Não tem vitórias também.

24 – Cincinnati Bengals (+2 / 1-3)

Deu trabalho ao Packers e atropelou o Browns. Não há motivos para empolgação, mas pelo menos a humilhação acabou.

23 – Jacksonville Jaguars (+1 / 2-2)

Queria entender a lógica de ganhar do Ravens, mas perder pro Jets. Ou ganhar do Texans, mas perder pro Titans. É difícil saber qual é o verdadeiro Jaguars.

22 – New Orleans Saints (+3 / 2-2)

Nos últimos dois jogos, a até então tenebrosa defesa do Saints tomou apenas 13 pontos. É pra aplaudir de pé.

21 – Arizona Cardinals (+1 / 2-2)

As vitórias contra Colts e 49ers dão um alento ao time que perdeu seu principal jogador, mas queremos ver vitórias contra times que são de fato times.

20 – Washington Redskins (0 / 2-2)

Kirk Cousins está jogando muito bem enquanto arruma as malas para ser o QB do San Francisco 49ers em 2018.

19 –  Tennessee Titans (-2 / 2-2)

Duas boas vitórias contra Jaguars e Seahawks pareciam o início da caminhada para a glória, mas aí o Titans tomou 57 pontos do Texans e ainda pode perder Marcus Mariota por alguns jogos.

18 – Baltimore Ravens (-10 / 2-2)

No primeiro Power Ranking foi dito que o Ravens tinha uma “defesa dominante e um ataque competente”. Fomos enganados.

17 – Houston Texans (+4 / 2-2)

Deshaun Watson talvez seja o jogador mais divertido de assistir até o momento. Resta saber se as atuações de gala vão durar.

16 – Minnesota Vikings (-7 / 2-2)

A contusão de Dalvin Cook trará consequências muito mais relevantes do que se pode imaginar. Além disso, o único QB com joelhos saudáveis no time é o terceiro reserva.

15 – Buffalo Bills (+12 / 3-1)

Desafio você, leitor, a encontrar alguém que tenha previsto um início de temporada 3-1 para o Bills, incluindo uma vitória em Atlanta. O time é bom, especialmente a defesa, mas talvez já tenha atingido seu auge.

O comandante da porra toda.

14 – Seattle Seahawks (+1 / 2-2)

Aos poucos, o time vai engrenando, mas é visível que não é mais o mesmo, tanto defensiva quanto ofensivamente.

13 – Dallas Cowboys (-3 / 2-2)

A derrota para o Rams em casa escancarou vários defeitos de um time que sempre pareceu ser um pouco overrated.

12 – Philadelphia Eagles (+2 / 3-1)

Um time regular que já venceu dois confrontos de divisão. Tem tudo para estar nos playoffs.

11 – Tampa Bay Buccaneers (0 / 2-1)

Com apenas três jogos na conta, o Bucs nem decepcionou nem surpreendeu. O verdadeiro teste será contra o New England Patriots.

10 – Los Angeles Rams (+9 / 3-1)

É hora de começar a levar esse time a sério, por mais surrealista que isso seja.

9 – Oakland Raiders (-6 / 2-2)

A derrota para o Washington Redskins foi bastante feia, mas o time ainda é bom quando todos estão saudáveis. Precisa começar a vencer jogos para sonhar com uma vaga de Wild Card, já que a divisão está parecendo cada vez mais inatingível.

8 – Carolina Panthers (+5 / 3-1)

A vitória em New England foi bastante convincente para um time que parecia estar vencendo aos trancos e barrancos. O problema é que Cam Newton não parece mais ser o mesmo.

7 – Detroit Lions (+5 / 3-1)

O record é 3-1, mas poderia facilmente ser 4-0, se Golden Tate não tivesse sido parado na linha de meia jarda contra o Falcons. A questão é se esse time é capaz de manter o nível até a semana 17.

6 – New England Patriots (-1 / 2-2)

A defesa do New England Patriots é a pior da NFL. A DEFESA DO NEW ENGLAND PATRIOTS É A PIOR DA NFL. Mas isso será corrigido, não se preocupem.

Confie no homem.

5 – Atlanta Falcons (-1 / 3-1)

O declínio em relação à temporada passada já era esperado. Uma derrota em casa para o Buffalo Bills não era esperada. O Falcons ainda é bom, mas não é mais o mesmo.

4 – Pittsburgh Steelers (+2 / 3-1)

Inexplicavelmente, o Steelers perdeu para o Bears de Mike Glennon, mas a recuperação veio com uma vitória tranquila em Baltimore. Não parece ter adversários na divisão e ainda não atingiu nem metade de seu potencial.

3 – Denver Broncos (-1 / 3-1)

O Broncos não teria perdido a posição 2 se não tivesse perdido para o Bills e quase tomado o empate do Raiders de EJ Manuel. De qualquer forma, o time parece ter se consolidado como a segunda força da divisão (e da conferência).

2 – Green Bay Packers (+4 / 3-1)

A defesa melhorou muito em relação à temporada passada e Aaron Rodgers continua sendo o melhor jogador da NFL (aceitem). Candidato sério a Super Bowl.

1- Kansas City Chiefs (0 / 4-0)

É o time mais completo e equilibrado da liga. Tem um ataque dinâmico e o melhor RB da liga no momento. A defesa parece que vai sobreviver sem Eric Berry. Além disso, tem um técnico que merece ganhar pelo menos um Super Bowl antes da aposentadoria. Esse é o ano de Andy Reid?

Kareem Hunt ainda trará a paz mundial.

Power Ranking: semanas #1 e #2

Nunca nos cansaremos de envergonhar amigos, leitores e familiares (assumindo que eles leiam o site, o que é bastante improvável). Por isso, voltamos com o nosso Power Ranking! De duas em duas semanas traremos a famigerada lista que elenca as franquias da NFL de acordo com a força de seus times. Lembrando que não odiamos o seu time: odiamos todos os times.

32 – New York Jets (0-2)

O Jets de 2017 é o time menos inspirador da história da NFL.

31 – Indianapolis Colts (0-2)

O time até lutou e chegou à prorrogação contra o Cardinals, mas Andrew Luck representa aproximadamente 93,67% do time. Imaginem o que sobrou.

30 – Cleveland Browns (0-2)

A reconstrução começa a dar sinais de resultado e DeShone Kizer parece ser o futuro da franquia, mas a empolgação precisa ser totalmente contida quando se trata de Browns.

29 – San Francisco 49ers (0-2)

Temos que admitir: foi divertido ver o 49ers dando trabalho para o Seattle Seahawks. Mas talvez isso seja o melhor que Kyle Shanahan consiga fazer em seu primeiro ano como Head Coach.

28 – Chicago Bears (0-2)

Até ameaçou mostrar que poderia fazer algo em 2017 assustando o Atlanta Falcons na semana 1, mas times ruins são times ruins, e vice-versa.

27 – Buffalo Bills (1-1)

O rookie Zay Jones dropou o passe que daria a vitória contra o Carolina Panthers e uma posição melhor nesse ranking. Se LeSean McCoy for contido, o ataque do Bills simplesmente não existe.

26 – Cincinnati Bengals (0-2)

Se trocasse de camisa com o New York Giants*, ninguém ia nem perceber.
*Nota da edição: mesmo assim, por algum motivo, os dois times não estão colados na lista.

25 – New Orleans Saints (0-2)

Uma frase publicada no Twitter resume bem o que é o New Orleans Saints: “antes de se aposentar, Drew Brees deveria ter a chance de jogar contra a defesa do Saints pelo menos uma vez”.

Medo.

24 – Jacksonville Jaguars (1-1)

Os 10 sacks contra o Houston Texans na semana 1 renderam o duvidoso apelido de “Sacksonville”. Mas foi só depender um pouco de Blake Bortles na semana 2 que já lembramos quem são os verdadeiros Jaguars.

23 – New York Giants (0-2)

O Giants vive uma rara situação em que todos são culpados pelo desastre. Não há um jogador que se salve nesse ataque horroroso, mas a defesa é boa.

22 – Arizona Cardinals (1-1)

Ganhar do Colts não quer dizer nada. Sem David Johnson, esse time não vai a lugar algum.

21 – Houston Texans (1-1)

DeShaun Watson claramente não está pronto para ser um QB na NFL. Tom Savage nem deveria estar na NFL. Houston, temos um problema com QBs.

20 – Washington Redskins (1-1)

É difícil escrever mais de uma linha sobre um time quando a única coisa que ele consegue fazer é flertar com a linha da mediocridade.

19 –  Los Angeles Rams (1-1)

O Rams nos enganou na semana 1 jogando contra o Colts. Jared Goff parecia Tom Brady e Cooper Kupp parecia Jerry Rice, mas a realidade sempre bate na nossa porta.

18 – Los Angeles Chargers (0-2)

Esse é o melhor time 0-2 que você verá. Poderíamos fazer muitas piadas com o kicker coreano, mas tem um monte de pau no koo que já fez, então não vamos ficar repetindo.

17 – Tennessee Titans (1-1)

O Titans às vezes parece muito bom, às vezes parece muito ruim. Marcus Mariota não está tendo o início de temporada que muitos previam.

16 – Miami Dolphins (1-0)

Excelente vitória fora de casa contra o Chargers, em seu único jogo da temporada. Jay Cutler conseguiu não estragar tudo.

Disseram que era um casamento perfeito.

15 – Seattle Seahawks (1-1)

Colocar Seattle na posição 15 de um ranking é uma heresia, mas é bastante divertido ao mesmo tempo. Tão divertido quanto ver o time sofrer para vencer o 49ers em casa.

14 – Philadelphia Eagles (1-1)

Chegou a dar um pouco de trabalho ao Chiefs e Carson Wentz vem mostrando a evolução que se esperava dele.

13 – Carolina Panthers (2-0)

Não está sendo bonito, mas de alguma forma o Panthers chegou a 2-0. A explicação para o sucesso no início da temporada tem dois nomes: 49ers e Bills.

12 – Detroit Lions (2-0)

O Lions é a representação mais perfeita de um time que parece bom, mas que no máximo vai chegar a um 9-7.

11 – Tampa Bay Buccaneers (1-0)

Temos apenas um jogo para avaliar o Bucs e foi praticamente contra o vento, mas até agora não há nada para reclamar.

10 – Dallas Cowboys (1-1)

Lidar com o Giants na semana 1 foi tranquilo, mas uma viagem a Denver na outra semana fez os Cowboys colocarem os pés no chão.

9 – Minnesota Vikings (1-1)

Era difícil imaginar que a ausência de Sam Bradford poderia ser tão relevante para um time. Com ele, o Vikings parecia o melhor time da liga. Sem ele, parece o Jacksonville Jaguars.

Muito mais que um rostinho bonito e joelhos de vidro.

8 – Baltimore Ravens (2-0)

A defesa é dominante e o ataque é competente.

7 – Pittsburgh Steelers (2-0)

Duas vitórias e o ataque ainda não jogou nem 20% do que é capaz.

6 – Green Bay Packers (1-1)

Perder para o Falcons fora de casa com dois cones jogando como Tackle é normal, mas a enfermaria já começa a ficar lotada.

5 – New England Patriots (1-1)

É claro que esse time vai subir no ranking ao longo da temporada, infelizmente, mas jogar contra a defesa do Saints é como ter uma semana de bye.

4 – Atlanta Falcons (2-0)

Não se enganem: se não fosse um drop bizarro de Jordan Howard na semana 1, o Falcons teria perdido para o modorrento Bears e estaria 1-1.

3 – Oakland Raiders (2-0)

Independente da qualidade dos adversários, Oakland está atropelando sem dificuldade nenhuma.

2 – Denver Broncos (2-0)

Trevor Siemian é o melhor QB da NFL no momento. Lidem com isso, mas não levem tão a sério.

1 – Kansas City Chiefs (2-0)

Venceu dois bons adversários de forma convincente e vem mostrando um inesperado dinamismo ofensivo. Resta saber como a lesão de Eric Berry afetará a defesa a longo prazo. Já conseguem imaginar Alex Smith segurando o Lombardi Trophy em Fevereiro? A gente também não.

Are you mad?

 

Podcast #3 – uma coleção de asneiras III

Trazemos as lesões mais recentes da NFL e discutimos jogadores injury prone. Realidade? Mentira? O que comem? Onde habitam? Em seguida, apresentamos a realidade de alguns times, se são bons ou ruins. Por fim, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar atento nas próxima semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Atlanta, Kansas City, a touchdown: a talk with Dontari Poe

What’s your favorite play from last season? One of Antonio Brown’s insane receptions? A spetacular catch from Odell? Le’Veon Bell smoothly running through defenders? Maybe the blocked FG that the Broncos returned to score two points against the Saints?  Or Julian Edelman’s miracle in the Super Bowl?

Well, we respect your choice, but we believe there’s no debate: nothing was prettier than NT Dontari Poe and his 340 pounds finding TE Demetrius Harris completely open in the endzone on Christmas’ night – sending home the former Super Bowl champions Denver Broncos.

Until that moment, no NFL teams had trusted someone like Poe to throw a football – and the Chiefs trusted him to end the postseason chances of one of their biggest rivals. The play starred by Dontari was something extremely rare and beautiful: a guy with his size speeds up, suddenly stops and then rises up, almost in slow motion, and finds the open receiver… the truth is huge bodies aren’t supposed to move so “poetically”. And heavy human beings shouldn’t be capable of putting such a delicate touch on the ball.

You know, sometimes we played during practice. I like to throw the ball without great pretensions. We practiced the play a lot. Inside the field, it’s all about being prepared.”, says Poe, who currently plays for the Atlanta Falcons, in an interview for Pick Six. “Deep inside, I knew it would work, because we practiced that several times. It was a fun play to execute”, he adds.

Poe became the heaviest player in NFL’s history to pass for a TD. The previous record belonged to JaMarcus Russel, with 265 pounds and, well, Russel was a quarterback, not a nose tackle – and it’s Worth remembering that, in the end of 2015, Dontari also had become the heaviest man to run for a TD, passing William “Refrigerator” Perry and his “insignificant” 335 pounds.

A nice guy!

Roots

Another unusual fact in Dontari’s life is that, unlike most Young americans, he had never played football before high school. “I was part of the school’s band, coach Miller saw me and wanted me to play. It was simple: I ended up liking and he motivated me to get better”, he remembers.

Poe then consolidated himself as one of the most promissing prospects of the state of Tennessee and decided to join University of Memphis, where he spent three years before declaring for the NFL draft and becoming the school’s first player to be selected in the first round.

Looking back now, it may seem unbelievable… But I work really hard”, he says. “I had many amazing teammates and coaches. If you have a dream, in the end of the day, it’s just about how much you’re going to work hard to achieve it”.

The connection to Memphis remains untill now: if the city launched Poe to pursue his dreams and football changed his life, making him a professional athlete, his goal now is to retribute. “The Poe Man’s Dream Foundation’s objective is helping kids. I wanted to give something back to Memphis, it was a very good place for me”, he adds.

We want to give the chidren the abilities and the resources that will allow them to be successfull. We are just starting and are going to work to check their needs and help them”, he completes, reminding that his Project has multiple pilars, like food, education and, of course, sports.

Past and future

During the last free agency period, Dontari visited multiple cities, like Indianapolis, Jacksonville and Miami. But he opted for Atlanta, in a one year contract to prove his value and rejoin Scott Piolli, now assistant general manager for the Falcons – when he was Chiefs’ GM, Pioli selected Poe with the pick 11 of the 2012 draft.

I’m grateful for the opportunity Scott gave me in Kansas City. Of course, Pioli being here is a great bonus, but, anyway, Atlanta has a great team and I can contribute to the franchise: I’m anxious to be a Falcon”, he says, without forgetting the five years he spent in Kansas City.

Chiefs fans are great. They supported me during the whole time there and I will miss them. Believe what you hear on TV: they are really loud, but it gives you energy to play hard, after all, you don’t want to disappoint them.”

Atlanta, Kansas City, um TD: uma conversa com Dontari Poe

Qual sua jogada favorita da última temporada? Alguma recepção insana de Antonio Brown? Um TD improvável de Odell? Algum momento em que Le’Veon Bell tenha desfilado em campo? Talvez o bloqueio de FG retornado para dois pontos pela defesa do Broncos contra o Saints? Ou ainda o milagre de Julian Edelman no Super Bowl?

Bom, respeitaremos sua escolha, mas acreditamos que não há debate: nada foi mais bonito que o NT Dontari Poe e suas 340 libras (ou quase 155 kg) encontrando o TE Demetrius Harris livre na endzone na noite de natal – e eliminando o então campeão Denver Broncos.

Até então nenhuma equipe da NFL havia confiado em alguém como Poe para lançar uma bola – e os Chiefs confiaram nele para sepultar as chances de pós-temporada de um de seus maiores rivais. O momento protagonizado por Dontari foi algo extremamente raro e belo: alguém com seu tamanho aumentar a velocidade, parar repentinamente e então levantar quase em câmera lenta e encontrar um recebedor livre… a verdade é que nenhum corpo tão imenso pode se mover tão poeticamente. E nenhum ser humano tão pesado seria humanamente capaz de colocar na bola um toque tão delicado.

Sabe, às vezes nós brincávamos durante o treino. Gosto de lançar a bola sem maiores pretensões de vez em quando. Treinamos a jogada bastante. Dentro de campo, é tudo sobre estar preparado”, diz Poe, hoje no Atlanta Falcons, em entrevista ao Pick Six. “No fundo, sabia que daria certo porque nós treinamos isso várias vezes. Foi uma jogada divertida de se executar”, completa.

E assim Poe se tornou o jogador mais pesado da história da NFL a passar para um TD. O recorde anterior pertencia a JaMarcus Russel, com 265 libras (120kg) e, bem, Russel era um quarterback, não um nose tackle – e é válido lembrar que, no final de 2015, Dontari também já havia se tornado o homem mais pesado a marcar um TD correndo, quebrando a marca de William “Refrigerator” Perry e suas insignificantes 335 libras.

É muita simpatia!

Raízes

Outro fato inusitado na vida de Dontari é que, diferente da maioria dos jovens americanos, ele nunca havia jogado football antes do high school. “Estava na bandinha, o técnico Miller me viu e quis que eu jogasse. Foi simples: acabei gostando e ele me incentivou a melhorar”, relembra.

Poe então se consolidou como um dos prospectos mais promissores do estado do Tennessee e decidiu se juntar a Universidade de Memphis, onde passaria três anos antes de se declarar para o draft e se tornar o primeiro jogador da história da universidade a ser selecionado na primeira rodada.

Olhando agora, pode parecer inacreditável… Mas realmente trabalho duro”, diz. “Tive muitos colegas e treinadores incríveis. Se você tem um sonho, no final do dia, é sobre o quanto você irá trabalhar e se esforçar para alcançá-lo”.

A ligação com Memphis segue até os dias de hoje: se a cidade impulsionou Poe atrás de seus sonhos e o football mudou sua vida, tornando-o um atleta profissional, seu objetivo agora é retribuir. “A Poe Man’s Dream Foundation é para ajudar as crianças. Quis dar algo de volta para Memphis, foi um lugar muito bom pra mim”, reforça.

Queremos dar às crianças as habilidades e os recursos necessários para terem sucesso. Só estamos começando e vamos trabalhar para ver quais são as necessidades e, assim, ajudá-las”, completa, lembrando que seu projeto trabalha diversos pilares, que vão desde a alimentação a educação, além, claro, do esporte.

Passado e futuro

Na última free agency, Dontari visitou diversas cidades, como Indianapolis, Jacksonville e Miami. Mas acabou optando por Atlanta, em um contrato de um ano para provar seu valor e novamente encontrar Scott Pioli, hoje assistente geral dos Falcons – ainda como GM do Chiefs, Pioli selecionara Poe com a pick 11 do draft de 2012.

Sou grato pela oportunidade que Scott me deu em Kansas City. Claro, Pioli estar aqui é um ótimo bônus, mas de qualquer forma, Atlanta tem um ótimo time e posso contribuir bastante com a franquia: estou ansioso para fazer parte do Falcons”, afirma, sem esquecer os cinco anos que passou em Kansas.

Os torcedores de Kansas City são ótimos. Eles me apoiaram durante toda minha passagem e sentirei falta deles. Pode acreditar no que ouve pela TV: são realmente barulhentos, mas isso só te dá energia para jogar duro, afinal, você não quer decepcioná-los”.

 

Retrospectiva: uma coleção das besteiras que falamos

A longa offseason da NFL é um período de muita reflexão para todos nós que, de alguma forma, estamos envolvidos com o melhor esporte do mundo. Não há muito o que falar sobre football: o draft já está no passado, tanto calouros quanto free agents já têm seus contratos assinados e tudo que os jogadores têm que fazer no momento é engordar, gastar seus milhões de dólares e aproveitar o tempo livre para se envolver em problemas com a polícia. No verdadeiro período de férias da NFL, não há notícias e nem nada de novo para ser analisado.

Mas nós do Pick Six decidimos usar esse período de marasmo para fazer uma auto-crítica e exorcizar alguns demônios. Em comemoração ao quase um ano de atividades do site, fui escolhido para ser uma espécie de ombudsman e conduzir uma investigação profunda sobre as bobagens que foram ditas por nossos integrantes  em 2016. Sim, disparamos vários absurdos que merecem ser relembrados e expostos. Acertamos um pouco, também, mas erramos bastante.

E você, leitor, que teve seus olhos maltratados por um monte de lixo, merece a verdade e a justiça. Se não temos bobagens novas para escrever, temos bobagens antigas para ressuscitar e expor no grande tribunal da internet. Vamos a algumas delas.

Atlanta Falcons

Talvez a principal mea culpa que precisamos fazer seja em relação a praticamente tudo que foi publicado a respeito do Atlanta Falcons. Nós conseguimos menosprezar um time que chegou ao Super Bowl com um dos melhores ataques da história durante todo o ano que passou. Em agosto, por exemplo, Murilo publicou um texto fazendo previsões patéticas sobre a temporada do Falcons e disparou a seguinte pérola:

“A grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Ivo, responsável pelos primeiros Power Rankings do site, não ficou muito atrás e publicou as seguintes pérolas em sequência nas três primeiras semanas da temporada:

Semana 1

“Será muito legal ver Matty Ice lançando TDs para Julio Jones e perdendo jogos. Este será o Falcons deste ano, com uma defesa que não pára ninguém e um ataque que depende quase exclusivamente de Julio – sabemos que Devonta Freeman é uma mentira e estava sob o efeito de entorpecentes no início da temporada passada.”

Semana 2

“Todos sabemos que o Falcons não chegará longe, mas se derrotar o Saints duas vezes terá seu título moral.”

Semana 3

“Segue o sonho de vencer New Orleans duas vezes e conquistar o seu título moral. Freeman, Coleman e Ryan atuaram como se a defesa do Saints não existisse – e na verdade não existe. A dúvida fica se o ataque conseguirá repetir a atuação contra uma defesa de verdade. Spoiler: não.”

Simplesmente épico.

Para fechar com chave de ouro, em seu ranking de Quarterbacks, Digo limitou Matt Ryan à mediocridade eterna quando escreveu as seguintes palavras:

“Ryan, já é hora dos torcedores dos Falcons aceitarem, chegou ao seu melhor com aquela vitória nos playoffs (ainda que siga com boas campanhas na temporada regular) contra os Seahawks.”

Murilo completou a cagada:

“De qualquer forma, a pergunta que fica para esta temporada é até onde pode ir o Atlanta Falcons? Querendo ou não, ela está ligada a outra importante questão: até onde pode ir Matt Ryan? [Spoiler I: nenhum deles irá a lugar nenhum]”

Como todos sabem, o Falcons chegou ao Super Bowl destruindo as defesas adversárias e Matt Ryan foi eleito o MVP da temporada, transformando as nossas previsões pessimistas em grandes piadas de mau gosto.  Porém, é necessário fazermos uma ressalva: o segundo tempo do Super Bowl e a maior pipocada de todos os tempos mostraram que, bem lá no fundo, tínhamos um pouco de razão.

Desculpa, cara!

Carolina Panthers

Ainda na NFC South, enquanto o Atlanta Falcons era subestimado, o Carolina Panthers era extremamente supervalorizado. Ainda sob os efeitos da temporada de MVP de Cam Newton e da aparição no Super Bowl perdido para (a defesa do) o Denver Broncos, não hesitamos em disparar  previsões extremamente otimistas para o Panthers. Novamente, Murilo foi responsável por iniciar a metralhadora de bosta:

“Não há um time na NFC South que tenha hoje um front seven tão potente nem, me arrisco a dizer, um QB tão talentoso. Logo, os Panthers vão chegar tão longe enquanto a sorte de não enfrentar grandes defesas ou ataques aéreos inspirados (ou pegá-los baleados, vide Cardinals) permitir.”

Ele ainda completou a cagada ao dizer que “não tem como o Carolina Panthers perder essa divisão” no nosso primeiro e único podcast (sim, acredite, ele existe e está disponível para download no site).

Ivo, seguindo a mesma “linha editorial”, afirmou em seu primeiro Power Ranking, que tinha o Panthers em quinto, que “mesmo com a derrota na estreia, o Panthers levará com facilidade sua divisão e tem tudo para chegar forte nos playoffs”.

Tudo que podemos fazer nesse momento de glória é rir e, talvez, cogitar o encerramento das atividades do site por vergonha. O Carolina Panthers não só não venceu a divisão como terminou em último, com apenas seis vitórias. Além disso, Cam Newton sofreu colapsos épicos e nem de longe lembrou o jogador que venceu o prêmio de MVP em 2015.

Jacksonville Jaguars

O Jacksonville Jaguars é um time que consegue enganar todo mundo em todos os anos. É impressionante. Sempre acreditamos que o time tem talento e está próximo de vencer, mas sempre temos nossos sonhos frustrados. É muito parecido com o Brasil: queremos acreditar que um dia possa se tornar uma potência, mas acaba sempre destruído pela podridão. Nada vai mudar isso. A falsa esperança coletiva no Jaguars levou ao seguinte diálogo no já mencionado podcast:

Murilo: “Jaguars tem o melhor coletivo da AFC South!”

Digo: “Eles são o melhor time e vão ganhar a divisão.”

Cadu: “Eu concordo!”

Três idiotas discutindo football e nenhum foi capaz de impedir que isso se tornasse público.

Em um trecho de artigo que previa a temporada de Jacksonville e que tinha o sugestivo título de “Bortles é foda, o resto é moda” (vomitei), Murilo foi um visionário e previu a própria existência desse texto e das cobranças que estariam por vir:

“Adoramos errar previsões e você, querido leitor, está autorizado a nos cornetar daqui três ou quatro meses, mas afirmamos que Blake Bortles está pronto para dar o próximo passo.”

Na verdade, ele estava certo: Bortles acabou dando o próximo passo, porém em direção ao abismo. Para finalizar, Digo teve um momento de brilhantismo em um texto sobre o que seria do Patriots em 2016 e previu uma vitória do Jaguars em New England. É simplesmente ridículo:

“Brady não mostra nenhum sinal de ter 39 anos, até uma derrota bizarra para os Jaguares de Jacksonville debaixo de muita neve em Boston. Você ouviu aqui primeiro.”

Enganou vários trouxas.

Fantasy

Xermi foi o responsável por escrever nossas colunas sobre Fantasy em 2016. Entre conselhos maravilhosos como “escale Nelson Agholor sem medo”, Xermi levou seu time a uma honrosa 11ª posição entre 12 times na liga de Fantasy mais importante do mundo. Além disso, conseguiu levar o time do Pick Six apenas a uma desastrosa 9ª colocação na liga com leitores do site, com apenas seis vitórias na temporada regular. Você já sabe em quem não confiar para o Fantasy 2017.

Diversas

Completamos esse texto com alguns aforismos que merecem ser mencionados. Digo, por exemplo, em sua birra com Joey Bosa disse o seguinte: “esse time (Chargers) parece destinado à mediocridade e torceremos contra eles por alguns anos até que alguém admita que fez cagada em relação a Joey Bosa”.

A parte sobre a mediocridade do Chargers é bastante compreensível, porém Bosa mostrou em pouco tempo que pode ser um talento raro. Digo ainda garantiu em seus balanços sobre a temporada que Denver Broncos e Minnesota Vikings estavam garantidos nos playoffs. E para fechar sua contribuição com o universo, disse que “se RGIII jogar tudo o que sabe, esse time (Browns) pode passar o Ravens”. Não temos como justificar isso.

Já Murilo desconsiderou completamente a qualidade do Miami Dolphins, que acabou se mostrando um time razoável e conseguiu chegar aos playoffs: “na oitava semana tudo já estará perdido e o Dolphins estará em algum lugar entre o limbo, o nada e a última posição da divisão. O objetivo deve ser alcançar cinco vitórias, mas com três já será possível comemorar”.

Ivo também se mostrou bastante pessimista quando colocou o Dallas Cowboys na posição 25 de seu Power Ranking (atrás de New York Jets e San Francisco 49ers, acreditem) e desconsiderou a ascensão de Dak Prescott: “resta a Dallas torcer para Romo voltar logo (e então se lesionar novamente).”

Ainda tivemos a capacidade de colocar o modorrento Los Angeles Rams na 13ª posição de um de nossos rankings, o que é completamente inaceitável e é a maneira certa de encerrar um texto com tantas cagadas.

Futuro

Você deve estar se perguntando se todas essas admissões de culpa servirão para que erremos menos no futuro. A resposta é simples e óbvia: não, não nos importamos com isso e vamos continuar por tempo indeterminado. Preparem seus olhos. Eles ainda vão sangrar bastante. Além disso, se você chegou até aqui é porque adora ler uma bobagem.

Bons e maus negócios: Texans, Brock Osweiler e o Browns

Na NFL, assim como no mundo empresarial, existem bons e maus negócios. Também há negócios horríveis e há, ainda, aqueles que se revelam tão desgraçados que uma das partes envolvidas precisa assumir o erro e apenas se livrar dele – porque, afinal, um erro por si só pode ser compreensível, mas insistir nele é imperdoável.

O melhor exemplo destas negociações vergonhosas foi protagonizado pelo Houston Texans, e o atestado de culpa foi o envio de Brock Osweiler (e uma escolha de segunda rodada no draft de 2018) para o Cleveland Browns para simplesmente se livrar de seu contrato – e, claro, de um quarterback com aparentes problemas de coordenação motora.

Paralelamente, isso significava também que os Texans estariam preparando terreno para receber Tony Romo (o que, pouco mais de um mês depois, ainda não ocorreu – mas aguardemos com a devida paciência. Nota: aguardamos e um dia após a publicação destas tortas linhas, Antonio Ramiro se aposentou. Chupa, Texans!): seria um ajuste perfeito para uma equipe que nas últimas temporadas construiu uma das melhores defesas da liga e possui talentos razoáveis em diversas posições ofensivas; DeAndre Hopkins é inegavelmente um dos grandes WRs da NFL e Lamar Miller, senão entrará para a história, ao menos é um ótimo RB.

O problema é que, em 2016, tudo isso esteve à disposição de um QB abaixo da linha de mediocridade, que após faturar um Super Bowl graças a Von Miller e amigos, garantiu quase US$40 milhões em sua conta bancária. E, após sua primeira temporada como titular, com média de 5.8 jardas por tentativa, só foi melhor do que Ryan Fitzpatrick – o que sabemos, não quer dizer nada.

O último ato

Houston chegou a semifinal da AFC e o jogo que pôs fim a temporada do Texans é um retrato perfeito da franquia nos últimos anos: o sistema defensivo interceptou Tom Brady duas vezes naquela tarde de sábado (igualando o que o então futuro MVP do Super Bowl tinha feito em toda a temporada). No que essas interceptações resultaram? Dois field goals. E embora o placar final, 34 a 16 para New England, não mostre, até o Super Bowl Houston fora o adversário que mais proporcionara problemas para o Patriots na pós-temporada.

Agora, em uma análise fria graças a distância temporal, fica ainda mais nítido que o desempenho de Houston foi traído por um ataque comandado por Brock Osweiler, que converteu apenas três de 16 terceiras descidas. Foi um choque de realidade, um pequeno novo lembrete do quão distante eles estão de se tornarem contenders, afinal, ali estava evidenciado que com uma defesa deste nível, até mesmo um ataque minimamente eficiente poderia ter causado reais problemas para o Patriots – no entanto, no final da história, eles conseguiram apenas 285 jardas totais e 16 pontos.

Alô, galera de cowboy!

Choque de realidade

Brock terminou sua última partida com a camisa do Texans com média inferior a 5 jardas por tentativa (198 em 40 passes), um TD e 3 INT. Ele teve um bom momento, um passe profundo para o touchdown de Will Fuller, mas foi apenas um lampejo, logo apagado porque por quase 60 minutos ele foi o mesmo quarterback que havia sido o ano todo.

Lamar Miller, Jadeveon Clowney e DeAndre Hopkins, nos seus melhores anos, tiveram mais uma temporada desperdiçada (JJ Watt, o deus, lesionado, tinha o 2016 jogado no lixo já, o que não deixa de ser uma desculpa). E se o trabalho de Bill O’Brien parecia seguro – merecidamente – agora havia o que se questionar: por três anos ele conseguiu extrair o máximo de uma equipe com péssimos quarterbacks, mas seu papel na contratação de Brock não havia sido preponderante?

Era evidente que todos os fatores envolvendo Osweiler colocava o Texans em uma situação complexa: uma grande defesa, bons talentos ofensivos, mas tudo isso preso a um QB inerte?

O processo

Assim que a notícia da troca entre Texans e Browns se tornou pública, as especulações de que Cleveland nem mesmo manteria Brock em seu roster ganharam a internet; mesmo que fosse preciso desperdiçar alguns milhões de dólares mantendo ou dispensando Osweiler, Cleveland tinha essa flexibilidade e os ganhos nos próximos drafts compensariam qualquer movimento.

De qualquer forma, a negociação apenas evidenciou o processo que o Browns estava adotando (algo semelhante ao que Sam Hinkle fez com o Philadephia 76ers na NBA): desde o início eles sabiam que Osweiler não seria o futuro da franquia, que Brock sequer seria um QB decente, mas eles sabiam que precisavam “queimar” US$100 milhões na próxima temporada e, graças a isso, conseguiram mais um ativo valioso.

Inegavelmente, é um processo de reconstrução genial para uma franquia que por muito tempo não passou de uma piada: nos dois próximos drafts, Cleveland terá 11 escolhas em cada um deles; dez delas nas cinco primeiras rodadas deste ano, e 8 nos cinco rounds iniciais de 2018.

Tem sido assim desde que Paul DePodesta, ex-MLB, assumiu o comando de Cleveland: independente do que o Browns faça com Osweiler, é uma tentativa válida. Nenhuma equipe da NFL tentou o que ele vem tentando. Obviamente, outras equipes flertaram com a linha da mediocridade por longos períodos, mas nenhuma equipe buscou reconstruir seu futuro ao redor de jovens escolhas de forma tão intensa: eles possuem a escolha de primeira rodada do Eagles e a de segunda de Tennessee em 2017, as escolha de segunda rodada de Houston e do mesmo Eagles em 2018 e até mesmo a escolha de quarta rodada do Panthers, que conseguiram em uma troca por um punter. Sim, um punter!

Não foque no óbvio, que o Browns buscaram em Osweiler um quarterback, posição que tem sido a encarnação de todas as falhas da franquia ao longo dos últimos anos. Concentre-se no quão profundo é o movimento: os Browns estão aberto a negócios ou dispostos a preencher salary cap em troca de picks. Para eles, não é um negócio sobre Osweiler, se ele permanece ou seguirá seu caminho: ele é apenas um bônus – na medida em que um quarterback com problemas de coordenação motora pode ser considerado um bônus, mas ainda um bônus (Hue Jackson é o cara que fabricou Andy Dalton, válido lembrar).

“Que porra é essa?”

Novas perspectivas

Olhando em retrospecto a contratação de Osweiler se tornou uma piada, mas não se pode criticar a tentativa de Houston – poderíamos, claro, se eles não tivessem reconhecido o erro. De qualquer forma, contratá-lo após meia dúzia de partidas em que, evidentemente, foi carregado por uma das grandes defesas da história em seu auge, foi apenas um reflexo do que a NFL se tornou: uma liga desesperada por quarterbacks, afinal, o número de tentativas de passes cresceu aproximadamente 20% na última década; infelizmente, para as equipes, o crescimento do número de bons QBs não acompanhou esta demanda e o resultado disto é que, para preencher a posição mais importante do jogo, vemos alguns absurdos, como o próprio Brock ganhando mais dinheiro do que Russel Wilson em 2017.

É extremamente raro franchise quarterbacks chegarem a free agency, então é natural que erros sejam cometidos. O Chicago Bears, por exemplo, foi maltratado por Jay Cutler por quase uma década após uma tentativa frustrada. Houston errou, mas seu erro não mudou só a franquia, alterou também a NFL.

Podemos então traçar um paralelo com Kirk Cousins: o quarterback do Washington Redskins está longe de ser um gênio, mas por outro lado, possui um histórico real e efetivo de adaptação – o que de cara já prova que ele é muito superior a Brock. Então, mais uma vez, foi preciso usar a franchise tag em Cousins e ele será pago como um franchise quarterback.

O exemplo do que ocorreu com o Texans em 2016 assusta qualquer franquia minimamente séria: não ter um quarterback confiável pode ser um pesadelo; não é uma opção viável. E seria ainda mais terrível para Washington, que vem lutando por vaga na pós-temporada a quatro anos, com mais acertos do que erros.

Cousins sabe que está em um nível intermediário entre as grandes estrelas e um mercado recheado de mediocridade e o medo do desconhecido, de repetir erros do passado, lhe dá o poder necessário para ficar milionário. E, claro, ele gosta disso.

O sistema defensivo de Houston é outro que, paradoxalmente, foi auxiliado pelo fator Osweiler: sem JJ Watt e liderados por Jadeveon Clowney e Whitney Mercilus, eles cederam o menor número total de jardas na última temporada. E também foram a segunda melhor unidade contra o passe. Mas nada disso pesa mais que a “estatística de vitórias apesar de Brock Osweiler”: foram nove!

Até mesmo John Elway, GM do Denver Broncos, pode comemorar – mesmo que o The Denver Post afirme que Elway tentou segurar Brock, mas ele preferiu a proposta de Houston. “Muitas vezes os melhores negócios são aqueles que você não faz”, justificou em meados de setembro passado. Já o Browns, como mencionamos, ganhou escolhas e melhores perspectivas para o futuro.

O maior vencedor e os perdedores

Nada que Brock Osweiler mostrou em 2016 e mesmo que ele inicie a temporada como titular no Browns, indica que ele terá perspectivas futuras na NFL; na verdade, tudo nos leva a crer que ele será mais um jogador cuja carreira será definida por um contrato ruim. Dentro de campo, em dezembro, ele já era reserva de Tom Savage. E só recuperou a posição graças a uma concussão de Tom.

Mas nada disso importa, já que mesmo sem capacidade mental para lançar um passe, mesmo sendo um dos piores QBs da atualidade, Brock Osweiller pode dizer que venceu um Super Bowl e está milionário – enquanto nós nos divertimos falando mal dele de graça e nunca mais teremos de volta aquelas tardes de domingo em que ele maltratou nossos olhos.

Tony Romo e a eterna busca pelo quarterback ideal

A situação de desespero completo enfrentada por alguns times evidencia uma das verdades mais inconvenientes da NFL: encontrar um franchise QB é uma tarefa muito complicada. Pode parecer difícil de acreditar, mas aparentemente não existem 32 seres humanos capazes de comandar um ataque com a mínima competência e se tornar a base ao redor da qual uma franquia de sucesso é construída.

Em 2017, a ausência de oferta em um mercado com alta demanda para preencher vagas disponíveis na posição mais importante parece ainda mais acentuada. Se você acha que é exagero, reflita: dos 32 times da NFL, pelo menos oito (25% da liga) vivem situações que vão do desespero completo a dúvidas significativas quanto à capacidade de seus QBs.

Se existisse um ranking do desespero na busca por um quarterback, certamente San Francisco 49ers, New York Jets, Cleveland Browns e Chicago Bears estariam brigando acirradamente pelo topo, já que não têm absolutamente nenhuma opção viável na posição.

O 49ers, depois de dispensar Blaine Gabbert e de Colin Kaepernick ter optado por deixar o time, chega ao cúmulo de não ter nenhum QB em seu roster atual e é a escolha óbvia para time mais desesperado. O Jets não fica muito atrás, contando apenas com os inexperientes e fracos Bryce Petty e Christian Hackenberg no elenco. Em 2016, Browns e Bears até conseguiram extrair de Robert Griffin III, Cody Kessler e Matt Barkley algumas apresentações que se aproximaram um pouco da linha da mediocridade, mas é difícil acreditar que estejam cogitando iniciar a temporada 2017 apenas com essas opções.

Já Los Angeles Rams e Houston Texans vão pagar em 2017 por erros cometidos em momentos de desespero: na busca por um QB, ambos fizeram investimentos altos em Jared Goff e Brock Osweiler e viram a coisa desandar de maneira retumbante. Mas justamente por terem investido tanto em dois jogadores tão ruins, talvez seja necessário mais um ano de sofrimento para que então a ficha caia definitivamente; hoje, são equipes que vão pensar no futuro da posição, mas que não serão tão agressivas quanto os quatro primeiros aqui citados.

Outras duas incógnitas são Buffalo Bills e Jacksonville Jaguars, que estão em uma espécie de purgatório, já que Tyrod Taylor e Blake Bortles já deram sinais de que podem ser o futuro das franquias, mas também deram indícios de que podem colocar tudo a perder. A situação de Bortles em Jacksonville parece ser mais confortável, já que o time vai esperar que sua escolha de primeiro round volte a ter o desempenho apresentado em 2015. Tyrod tem um futuro mais incerto em Buffalo: o time está visivelmente incomodado em se comprometer com os altos salários do contrato atual do QB. Mas diante das opções disponíveis e de um bom potencial de crescimento do jogador, o Bills não deveria pensar duas vezes em ficar com Taylor e evitar entrar no grupo dos times verdadeiramente sem nada a se apegar.

O número de desesperados não é ainda maior porque não consideramos situações potencialmente complicadas, como a do Miami Dolphins, com a contusão e com as performances medianas de Ryan Tannehill, a do Denver Broncos, com um jogador mediano em Trevor Siemian e um projeto a longo prazo em Paxton Lynch, e a do Minnesota Vikings, que não sabe quando ou mesmo se Teddy Bridgewater voltará a jogar e, enquanto isso, terá que depender do modorrento Sam Bradford. Se esses três times entrassem na estatística dos desesperados, um terço da liga não teria um QB decente. É assustador.

Flw, vlw.

Procurando soluções

Para suprir a demanda pela posição mais importante do football, nada como gastar um bom dinheiro na Free Agency, não é mesmo? Infelizmente, a coisa não é tão simples assim. Colin Kaepernick, Jay Cutler e Ryan Fitzpatrick encabeçam uma lista de Quarterbacks Free Agents nada inspiradora, que ainda conta com nomes obscuros como Brian Hoyer, Josh McCown, Blaine Gabbert, Case Keenum e Mark Sanchez. Nenhum desses jogadores, seja pela qualidade técnica ou por habilidade de liderança, é a solução para times fracos que precisam de performances consistentes.

Se a Free Agency não vai trazer soluções, o otimista pode pensar que do draft podem surgir algumas surpresas, como Dak Prescott. Pode acontecer, é claro, mas se apegar a isso é como dar um tiro no escuro. A chance de acertar é muito pequena, especialmente porque o calouro, por mais talentoso que seja, teria que carregar um New York Jets ou um San Francisco 49ers nas costas.

Além disso, não existem unanimidades na classe de calouros de 2017: não há nenhum Andrew Luck e nenhum Cam Newton, por mais que os agentes tentem nos fazer acreditar no contrário. Escolher um QB no draft desse ano será a prova de fogo para os scouts e dificilmente um milagre acontecerá. Nunca se esqueçam: para cada Russell Wilson descoberto no terceiro round, aproximadamente 37 Christian Ponders são draftados no primeiro.

A melhor opção

No meio dessa bagunça toda está um dos melhores QBs da NFL quando saudável e, provavelmente, o principal nome entre os disponíveis no mercado: Tony Romo.

Sem espaço no Dallas Cowboys após a inesperada ascensão de Dak Prescott, é bem provável que Romo seja trocado ou dispensado pelo Cowboys. Apesar de carregar a fama de “amarelão”, principalmente por situações que aconteceram no início de sua carreira, Tony tem sido um dos quarterbacks mais produtivos e regulares dos últimos anos na NFL.

E não seria exagero nenhum dizer que Romo é melhor que Prescott, se desconsiderados os fatores idade e tendências a contusões. Dallas tem a sorte de ter dois jogadores que poderiam tranquilamente ser a solução para qualquer time da liga, mas pensando no futuro, terá que dispensar ou trocar o melhor deles: é difícil imaginar um cenário em que Tony Romo esteja vestindo a camisa do Cowboys em 2017 e, certamente, todos os 11 times já mencionados até aqui estão salivando para tê-lo.

O problema é que a escolha será, principalmente, do próprio Romo. Em caso de dispensa, o jogador se tornaria Free Agent e poderia negociar com qualquer time da liga. Se Dallas resolver trocá-lo, em respeito pelo que tudo que Tony já fez pela franquia, é provável que o jogador seja consultado antes que negócio seja concretizado. De qualquer forma, Romo é o senhor do seu próprio destino e, nesse ponto de sua carreira, já com muito dinheiro no bolso, é provável que escolha um time que lhe dê uma possibilidade mais palpável de título, o que colocaria um ponto final em uma carreira consistente.

Seguindo essa lógica e pensando também nas necessidades dos times, vamos especular sobre os melhores destinos para Tony Romo. E também sobre situações em que, bem, seria melhor considerar aposentadoria – ou o suicídio.

I’ve been waiting all day for Sunday Night.

O paraíso: Denver Broncos

Denver parece ser um time que está a um QB de distância de voltar para o Super Bowl. A defesa segue dominante e o ataque conta com jogadores talentosos, como Demaryus Thomas e Emmanuel Sanders. Nesse contexto, Tony Romo não chegaria como o salvador da pátria, mas sim como a peça que faltava para completar um time que já é muito bom. Como Denver não toma muitos pontos e prefere correr com a bola, a escolha seria a ideal para Romo inclusive se forem considerados os riscos de contusão, já que no esquema do Broncos, o QB não é tão exigido. Para Denver, além de aumentar bastante as chances de um retorno ao SB, ter Romo como uma ponte para o início da era Paxton Lynch também não é uma má ideia.

Um relacionamento quase perfeito: Houston Texans

O Texans é um time muito parecido com o Broncos: tem sua principal força na defesa, adora correr com a bola e tem bons jogadores no ataque. A diferença é que o conjunto do Texans, apesar de DeAndre Hopkins e JJ Watt, não é tão talentoso quanto o de Denver e Romo estaria um pouco mais distante de um título. As vantagens estão em permanecer no Texas e não estar submetido ao clima de Denver. Além do fato de que vencer a AFC South também é bem mais fácil que vencer a AFC West.

Nem o céu, nem o inferno: Chicago Bears

Pode parecer estranho citar o Chicago Bears, que terminou 3-13 na última temporada, como uma boa opção para Tony Romo, mas o time parece ter o tipo de talento ofensivo do qual ele conseguiria tirar proveito. É claro que essa afirmação depende muito da nada certa renovação de contrato do WR Alshon Jeffery. Se renovar, além de Jeffery, Romo teria à disposição Kevin White, que apesar de ainda não ter mostrado todo seu potencial desde que chegou à NFL, era considerado um dos WRs mais talentosos da classe de 2015. O Bears também tem um jogo corrido muito forte com o surpreendente Jordan Howard. Em Chicago, Romo ainda estaria bem distante de um título, mas é uma opção melhor que as demais – exceto se o Minnesota Vikings decida se livrar de Sam Bradford.

O fundo do poço: San Francisco 49ers

O 49ers é muito ruim e ainda está em uma das divisões mais difíceis da NFL em termos de defesas adversárias. A não ser que queira apanhar constantemente das defesas de Arizona Cardinals, Los Angeles Rams e Seattle Seahawks, é melhor para Romo ficar bem longe da lixeira que é San Francisco hoje.

Martírio sem fim: New York Jets

O Jets acaba de perder o WR Brandon Marshall e o C Nick Mangold, um dos melhores da liga. Sobraram apenas os já não tão novinhos Erick Decker e Matt Forte em um ataque bem fraco. Não existe motivo algum para Tony Romo ir para New York passar frio, enfrentar uma imprensa insuportável e não ter chance nenhuma nem de ganhar a divisão, que já tem dono há anos. Não faça isso, Tony!

É preciso estar louco: Buffalo Bills

O Bills não vai aos playoffs há 17 anos. E não é apenas um Tony Romo que vai mudar essa situação. O time tem muitos pontos de interrogação, tanto no ataque quanto na defesa. Não se sabe com certeza o real estado de saúde do WR Sammy Watkins e o RB LeSean McCoy já tem dado declarações desmotivadas. Junte isso a uma comissão técnica nova, ao frio de Buffalo e terá a receita perfeita para o desastre.