Posts com a Tag : DeMarco Murray

Missão Tennessee: surfando em direção ao Super Bowl

Uma outra verdade irrefutável da NFL é que o Tennessee Titans é um time irrelevante e sem graça. Reflita: você, leitor, conhece algum torcedor verdadeiramente apaixonado pelo Titans? Ou então, tem algum amigo que odeia o time de Tennessee do fundo do seu coração? Provavelmente não, porque o Titans, com raras exceções, não desperta amores e ódios. É uma franquia que vive no limbo do pior dos sentimentos: a indiferença.

Isso acontece porque, desde que deixou de ser Houston Oilers para se tornar Tennessee Titans, em 1997, o time não tem incomodado ninguém. É verdade que, em 1999, com apenas dois anos de idade, o Titans chegou ao Super Bowl e esteve a, literalmente, centímetros de levar o Lombardi Trophy para casa, mas o destino, talvez por mero bom senso, não quis que acontecesse. Desde a improvável aparição no SB, foram apenas duas vitórias em playoffs, em 2002 e 2003, ainda nos tempos do QB Steve McNair, umas das poucas estrelas que vestiram o bonito uniforme azul. Sem vencer em pós-temporadas há 14 anos, o Titans tem sido, no máximo, um figurante na NFL.

Não deu.

Novos ventos

Mas isso tudo vai mudar. Apesar do negativismo do início do texto, podemos afirmar com uma boa dose de certeza que esse cenário de mediocridade está muito próximo de ser superado. Sim, é arriscado e corremos o risco de amargar um profundo arrependimento no futuro, mas temos que dizer que, em breve, o Tennessee Titans será uma das grandes forças da NFL.

A reviravolta vai começar já em 2017 e o responsável por ela se chama Marcus Mariota. Enquanto outros times (oi, Browns e Jets) vivem uma luta eterna para encontrar seu franchise QB, o Titans já tem o seu. Em duas temporadas como titular, Mariota não foi perfeito – inclusive cometeu erros difíceis de aceitar –, mas mesmo assim mostrou que tem qualidade mais do que suficiente para tirar a franquia do ostracismo e ser um dos grandes QBs da NFL.

Em 2016, na temporada regular, Mariota passou para 3426 jardas, 26 TDs e apenas nove interceptações, o que resultou em um excelente rating de 95,6. Uma das estatísticas mais impressionantes do QB do Titans é a de eficiência na red zone: de acordo com o site Pro Football Focus, Mariota completou 64% dos passes que tentou nas últimas 20 jardas do campo com 33 TDs e nenhuma interceptação. É necessário repetir e enfatizar: Marcus Mariota nunca lançou uma interceptação na red zone.

É impressionante e, claro, difícil acreditar que esse ritmo possa ser mantido. Porém, mesmo que haja uma regressão nos números, se conseguir terminar uma temporada saudável e reduzir o número de fumbles sofridos (apenas em 2016 foram nove), Canton é o limite para Marcus.

Nota do editor: calma, cara!

Cercado por talento

Reconhecendo a qualidade do QB que tem e a necessidade de aumentar a dose de talento ao redor dele, os técnicos do Tennessee Titans decidiram renovar o corpo de recebedores à disposição de Mariota. O mediano Kendall Wright e o sexagenário Andre Johnson foram dispensados e o time investiu duas altas escolhas do draft de 2017 em WRs: Corey Davis, no primeiro round, e Taywan Taylor, no terceiro. Na free agency, o time contratou o bom Eric Decker, que terá que superar uma contusão no ombro que o tirou da temporada 2016. Os recém-chegados se juntam ao bom Rishard Matthews e a um dos melhores Tight Ends da liga, Delaine Walker.

Além do grupo de recebedores acima da média, Tennessee ainda tem talvez a melhor dupla de RBs da NFL, o que é muito importante para um time que, em 2016, teve a terceira maior porcentagem de corridas da liga e ficou em quarto em jardas por carregada.

Por terra, DeMarco Murray tem tudo para repetir as 1287 jardas corridas que conquistou na temporada passada, a segunda melhor marca de sua carreira. Murray, porém, já tem bastante kilometragem na liga, e precisa de descanso; por isso, Derrick Henry, que não foi tão acionado quanto Murray no ano passado, mostrou que pode e deve ser mais utilizado. Com um ataque aéreo mais perigoso e com uma participação maior de Henry, o Tennessee Titans tem tudo para, no mínimo, estar no top 10 ofensivo da NFL em 2017.

Destino: Canton.

Evolução

O sistema defensivo do Tennessee Titans terminou a temporada 2016 na média em quase todas as estatísticas, apesar de ter tido momentos de brilho, como na vitória por 47×25 contra o Green Bay Packers, em que Aaron Rodgers foi interceptado duas vezes. A força da defesa foi o grupo de DL e LB, responsáveis por 40 sacks, sexta melhor marca da liga. Jurrell Casey, Brian Orakpo e Derrick Morgan, responsáveis por 24 dos 40 sacks de 2016 continuam no time e formam um grupo que pode tanto ser eficiente parando o jogo corrido adversário quanto pressionando o QB.

A secundária, ponto fraco do time na temporada anterior, foi onde o Titans mais investiu. No draft, Tennessee investiu uma de suas escolhas de primeiro round no CB Adoree Jackson, que tem habilidade atlética semelhante a Darrelle Revis e Patrick Peterson e deve ser colocado instantaneamente como titular. Do outro lado do campo, o Titans deve ter o veterano CB Logan Ryan, que chegou do New England Patriots na free agency com um contrato de três anos valendo 30 milhões de dólares. Além deles, a secundária será reforçada pelo ex-Jaguar Johnathan Cyprien, que será um dos safeties titulares.

Com a base da linha defensiva mantida e com as adições à secundária, a única possibilidade para a defesa do Titans é a evolução. É claro que não se trata de uma defesa do mesmo nível de Denver Broncos, Houston Texans ou Seattle Seahawks, mas deve ser suficiente para, junto com um ataque equilibrado, levar o time à pós-temporada pela primeira vez desde 2008.

Palpite: Las Vegas acredita que o Tennessee Titans conseguirá 8,5 vitórias em 2017. Nós discordamos e acreditamos em uma temporada com 10 vitórias e o título de uma divisão que terá apenas um real adversário: o Houston Texans. Nos playoffs, não seria nada surpreendente se o Titans conseguisse pelo menos uma vitória, se tiver a sorte de enfrentar um adversário favorável. Mesmo que o sucesso não chegue tão logo quanto 2017, lembre-se que o Pick Six foi o primeiro a te alertar sobre o futuro brilhante do Tennessee Titans.

Top Pick Six #7: os 15 melhores RBs da NFL

Após uma pausa nos rankings devido ao draft (que emoção hein, Bears?), o ranking de hoje lista os 15 melhores RBs (running backs) da NFL. Os RBs são os responsáveis por carregar a bola por via terrestre. Alguns dos principais nome da posição na história são Jim Brown, Emmitt Smith, Marshall Faulk, LaDainian Tomlinson e Barry Sanders. 

Nos mesmos moldes das listas que já fizemos, ao todo 8 pessoas selecionaram seus 15 melhores RBs entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano – excluindo o draft, claro. 

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí – pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Anna. Vamos ao que interessa!

TOP PICK SIX 1: OS 15 MELHORES WRs DA NFL

15° Carlos Hyde

– | – | 12 | 14 | – | 15 | 7 | –

Time: San Francisco 49ers

Idade: 26 anos

Draft: 2014 / Round: 2 / Pick: 57

College: Ohio State

Career Stats:

Rushing attempts: 402

Rushing yards: 1,753

Rushing average: 4.4

Rushing touchdowns: 13

 Ninguém se importa com Carlos Hyde ou com o San Francisco 49ers. Não seremos nós que mudaremos isso.

14° Mark Ingram

– | 9 | 14 | 12 | – | – | 10 | –

Time: New Orleans Saints

Idade: 27 anos

Draft: 2011 / Round: 1 / Pick: 28

College: Alabama

Career Stats:

Rushing attempts: 953

Rushing yards: 4,238

Rushing touchdowns: 32

Receptions: 149

Receiving yards: 1,012

Receiving touchdowns: 4

Demorou, mas Mark Ingram Jr parece ter finalmente alcançando todo o seu potencial nos últimos anos, produzindo mais de 1000 jardas pela terceira temporada consecutiva (no esquema de New Orleans, produzir mil jardas sendo RB é um milagre), depois de parecer um forte candidato a bust saído de Alabama na primeira rodada do draft. Entretanto, Sean Payton e os Saints não estão tão impressionados quanto nossos rankeadores: além de ter dividido oportunidades com o medíocre Tim Hightower em 2016, o time foi atrás do lendário Adrian Peterson e gastou uma escolha de segunda rodada em Alvin Kamara, o que indica a formação de um monstro de três cabeças – que pode ser excepcional para o ataque de Drew Brees, mas deve diminuir bastante a importância fantasystica de Ingram.

13° Spencer Ware

11 | – | – | 9 | – | 13 | 9 | 13

Time: Kansas City Chiefs

Idade: 25 anos

Draft: 2013 / Round: 6 / Pick: 194

College: LSU

Career Stats:

Rushing attempts: 289

Rushing yards: 1,334

Rushing touchdowns: 9

Receptions: 39

Receiving yards: 452

Receiving touchdowns: 2

É possível que um time tenha tanta sorte a ponto de passar de um Jammal Charles a um Jammal Charles 2.0 sem nem sentir as dores da transição? Com o Chiefs, parece que acontecerá. Ware, que também jogou baseball em LSU, foi draftado pelos Seahawks em 2013, chegou a estar fora da NFL por todo 2014 (nem sequer figurou em um practice squad), mas aproveitou a oportunidade que teve e parece que não largará mais: após lesões consecutivas do antigo titular absoluto, Charles, e do reserva imediato, Charcandrick West, Ware tomou a posição, atuou bem tanto no jogo corrido como no aéreo, essencial atualmente, e deixou Kansas City sem qualquer dor de cabeça em ver Jammal Charles vazar.

TOP PICK SIX #2: OS 15 MELHORES CBs DA NFL

12° LeGarrette Blount

– | – | 11 | 10 | – | 9 | – | 5

Time: Free Agent

Idade: 30 anos

Draft: 2010, Undrafted

College: Oregon

Career Stats:

Rushing yards: 5,122

Rushing average: 4.4

Rushing touchdowns: 49

Receptions: 45

Receiving yards: 337

Receiving touchdowns: 1

Talvez soe absurdo que ele esteja nos rankings de melhor alguma coisa que não envolva falar do seu cabelo ou do seu sorriso. O fato de que ele será facilmente substituído por Mike Gillislee ou qualquer outro sem-nome (Mike Tolbert, que tal?) que Belichik quiser. Então vamos aguardar Blount encontrar um time e nos provar que estávamos errados.

Já ganhei essa porra.

11° Jordan Howard

5 | 10 | 9 | – | 10 | – | 11 | –

Time: Chicago Bears

Idade: 22 anos

Draft: 2016 / Round: 5 / Pick: 150

College: UAB / Indiana

Career Stats:

Rushing attempts: 252

Rushing yards: 1,313

Rushing touchdowns: 6

Receptions: 29

Receiving yards: 298

Receiving touchdowns: 1

Para todo o hype que costumamos dar para jogadores ofensivos chegando à NFL, Howard começou 2016 como um ilustre desconhecido, selecionado no terceiro dia do draft sem ter tido uma carreira excepcional na universidade. Entretanto, ele encontrou seu lugar na NFL: superou (também se aproveitando de suas lesões) veteranos como Jeremy Langford e Ka’Deem Carey que pareciam destinados a substituir Matt Forte e estabeleceu-se como a principal arma do ataque dos Bears, sem dever nada a seu antecessor. Curiosidade: Howard foi o quinto RB rookie da história de Chicago a correr para mais de mil jardas – pelo menos corredores eles sabem selecionar.

TOP PICK SIX #3: OS 15 MELHORES TEs DA NFL

10° Todd Gurley

9 | 7 | 6 | 13 | 15 | 8 | 15 | –

Time: Los Angeles Rams

Idade: 22 anos

Draft: 2015 / Round: 1 / Pick: 10

College: Georgia

Career Stats:

Rushing attempts: 507

Rushing yards: 1,991

Rushing average: 3.9

Receptions: 64

Receiving yards: 515

Total touchdowns: 16

Gurley teve um grande início de carreira, vencendo o prêmio de Offensive Rookie of The Year. A última temporada não foi das melhores, mas temos que considerar o ambiente que ele estava: o ataque pouco criativo de um time comandado por Jeff Fisher, e que ainda contava com uma linha ofensiva abaixo da crítica. Com a chegada de Sean McVay, a tendência é que ele retome sua produção de calouro, até mesmo para tirar o peso dos ombros de Jared “is he a bust yet?” Goff.

 09° Jay Ajayi

8 | 6 | 8 | 11 | 9 | 10 | 12 | –

Time: Miami Dolphins

Idade: 23 anos

Draft: 2015 / Round: 5 / Pick: 149

College: Boise State

Career Stats:

Rushing yards: 1,459

Rushing average: 4.7

Rushing touchdowns: 9

Receptions: 34

Receiving yards: 241

Receiving touchdowns: 0

Mais difícil que saber qual a pronúncia certa de seu nome, só derrubar Jay Ajayi. O RB anotou múltiplos jogos com mais de 200 jardas na última temporada, e mais um ano no ataque de Adam Gase só deve ajudar o jogador a se estabelecer de vez como um dos grandes nomes da posição na liga.

08° Melvin Gordon

10 | 13 | 10 | 8 | 8 | 7 | 13 | 9

Time: Los Angeles Chargers

Idade: 24 anos

Draft: 2015 / Round: 1 / Pick: 15

College: Wisconsin

Career Stats:

Rushing yards: 1,638

Average: 3.7

Rushing touchdowns: 10

Receptions: 74

Receiving yards: 611

Receiving touchdowns: 2

Depois de um ano sofrível como calouro, Gordon finalmente teve a temporada que se esperava dele quando saiu do College. As 1000 jardas só não vieram por conta de lesão nos últimos jogos e a produção do jogador foi tão boa que até seu mãe decidiu comprar sua jersey.

TOP PICK SIX #4: OS MELHORES LBs DA NFL

07° Lamar Miller

7 | 3 | 13 | 7 | 5 | 11 | 8 | 11

Time: Houston Texans

Idade: 26 anos

Draft: 2012 / Round: 4 / Pick: 97

College: Miami (FL)

Career Stats:

Rushing yards: 4,003

Rushing average: 4.4

Rushing touchdowns: 24

Receptions: 148

Receiving yards: 1,075

Receiving touchdowns: 4

Em um ataque comandado por Brock Osweiller, o encarregado de avançar a bola acabou sendo Miller. Suas 1073 jardas ajudaram muito os Texans a chegar aos playoffs e, mais ainda, seu touchdown da vitória contra os Colts foi uma das grandes jogadas da NFL na temporada.

 06° Devonta Freeman

12 | 8 | 7 | 4 | 6 | 6 | 6 | 4

Time: Atlanta Falcons

Idade: 25 anos

Draft: 2014 / Round: 4 / Pick: 103

College: Florida State

Career Stats:

Rushing attempts: 557

Rushing yards: 2,383

Rushing average: 4.3

Receptions: 157

Receiving yards: 1,265

Total touchdowns: 29

O jogador foi peça importantíssima do ataque estelar dos Falcons em 2016, e, após melhorar ainda mais sua produção depois de um bom ano de 2015, não há porque não acreditar que Freeman pode ser ainda melhor para essa próxima temporada.

Não acreditaram que ele era bom.

TOP PICK SIX #5: OS MELHORES Ks DA NFL

05° DeMarco Murray

6 | 12 | 5 | 5 | 7 | 5 | 4 | 6

Time: Tennessee Titans

Idade: 29 anos

Draft: 2011 / Round: 3 / Pick: 71

College: Oklahoma

Career Stats:

Rushing yards: 6,515

Rushing average: 4.6

Rushing touchdowns: 43

Receptions: 268

Receiving yards: 1,899

Receiving touchdowns: 5

Murray, que teve uma temporada excelente com os Cowboys e depois uma horrível com os Eagles, parece ter se encontrado novamente em Tennessee. Jogando em um ataque terrestre explosivo junto com Derrick Henry e Marcus Mariota, ele deve repetir a boa atuação de 2016 agora em 2017.

04° LeSean McCoy

4 | 5 | 4 | 6 | 4 | 4 | 5 | 7

Time: Buffalo Bills

Idade: 28 anos

Draft: 2009 / Round: 2 / Pick: 53

College: Pittsburgh

Career Stats:

Rushing attempts: 1,898

Rushing yards: 8,954

Rushing touchdowns: 60

Receptions: 382

Receiving yards: 2,930

Receiving touchdowns: 13

McCoy foi trocado dos Eagles para os Bills e vem correspondendo em seu novo time. Apesar de algumas lesões, ele continua um RB produtivo. Já adentrando o final de sua carreira (normalmente os backs se aposentam com 30 anos), McCoy tem totais condições de ser o principal nome do ataque dos Bills (não é muito difícil).

03° Ezekiel Elliott

3 | 4 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 2

Time: Dallas Cowboys

Idade: 21 anos

Draft: 2016 / Round: 1 / Pick: 4

College: Ohio State

Career Stats:

Rushing yards: 1,631

Rushing average: 5.1

Rushing touchdowns: 15

Receptions: 32

Receiving yards: 363

Receiving touchdowns: 1

O calouro sensação de 2016 ao lado de Dak Prescott (QB), Ezekiel Elliott teve uma das melhores temporadas de um rookie na posição. Com ele e Prescott sendo o futuro da franquia, e com uma das melhores OLs da liga, não é difícil imaginar um título se aproximando de Dallas em um futuro muito próximo.

TOP PICK SIX #6: OS MELHORES DLs DA NFL

02° David Johnson

1 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 | 2 | 3

Time: Arizona Cardinals

Idade: 25 anos

Draft: 2015 / Round: 3 / Pick: 86

College: Northern Iowa

Career Stats:

Rushing yards: 1,820

Rushing touchdowns: 24

Receiving yards: 1,336

Receiving touchdowns: 8

Return yards: 598

Return touchdowns: 1

Uma máquina tanto de recepções quanto de corridas, Johnson foi uma verdadeira steal para os Cardinals no draft de 2015, quando foi escolhido no terceiro round. David corre com potência e explosão, seguindo muito os buracos que sua OL abre (isso que a OL de Arizona não é lá essas coisas). Se Arizona conseguir se recompor da temporada horrível do ano passado e repetir a boa campanha de 2015, será candidato ao título. Johnson, aliás, ano passado bateu o recorde de mais jogos seguidos com 100 jardas de scrimmage: 15 partidas.

A melhor dupla surgida desde Bruno & Marrone.

01° Le’Veon Bell

2 | 1 | 1 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1

Time: Pittsburgh Steelers

Idade: 25 anos

Draft: 2013 / Round: 2 / Pick: 48

College: Michigan State

Career Stats:

Rushing yards: 4,045

Average: 4.5

Total touchdowns: 31

Receptions: 227

Receiving yards: 2,005

Este monstro do backfield foi justamente escolhido como o melhor RB da liga para 2017. Bell, não fossem lesões e problemas com a lei (foi suspenso duas vezes por fumar maconha), teria números até melhores em sua carreira. Sua importância para os Steelers é tanta que quando ele saiu do jogo na final da AFC contra os Patriots, Pittsburgh foi amassado. Bell é fundamental e seu estilo de jogo paciente é uma marca que vem influenciando também outros atletas da NFL.

Algumas curiosidades do ranking:

 – Bell e Johnson são as únicas unanimidades no Top 3.

– Junto com Bell e Johnson, Elliott é a outra unanimidade no Top 5.

– Jordan Howard é o jogador com a maior diferença de posição entre 2 rankings: é o 5º no ranking do Xermi e o não aparece nos rankings do Murilo, Felipe e Anna.

– Um total de 27 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo.

– O top 15 contempla 7 jogadores da NFC e 8 da AFC.

– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts: Elliott, Gordon, Gurley e Ingram.

– Apenas Blount é campão do Super Bowl. Venceu com os Patriots

– Ficaram fora do top 15, em ordem: Latavius Murray (FA), Thomas Rawls (SEA), Tevin Coleman (ATL), Marshawn Lynch (OAK), Adrian Peterson (NO), C.J. Anderson (DEN), Frank Gore (IND), Eddie Lacy (SEA), DeAngelo Williams (PIT), Giovani Bernard (CIN), Jonathan Stewart (CAR), Jeremy Hill (CIN).

– Todos os atletas citados são milionários!

Free Agency: muitos erros, alguns acertos e uma dúzia de injustiças

A época de free agency na NFL não é nem de longe a mais emocionante entre as ligas americanas no sentido de leilões entre equipes e entrevistas coletivas anunciando destinos em cadeia nacional (não temos um “I’m going to take my talents to South Beach” desde Peyton Manning, que até já se aposentou). Mas o dinheiro, como em qualquer esporte, rola solto.

E, o melhor de tudo, temos times burros com dinheiro demais fazendo o que times burros fazem: dando dinheiro demais para jogadores que não valem tudo aquilo, ao invés de seguir o que fazem as grandes equipes e construir seus rosters pelo draft, para no final acabarem se arrependendo e se afundando em salary caps incontroláveis. O que fazemos nós em relação a isso? Rimos dos trouxas e elogiamos os sábios; trazemos uma lista com os principais assaltos desse ano!

Mas é importante lembrar: é apenas o primeiro ano dos contratos listados, então a chance de estarmos errados é bem grande. Confira:

Como ficar rico enganando desesperados

Ladarius Green, TE, San Diego a Pittsburgh; 4 anos, 20 milhões

Quando Antonio Gates foi suspenso (ou simplesmente perdeu partidas por lesão) por alguns jogos na temporada passada, Ladarius Green parecia seu sucessor: mais do que isso, seria o cara que enterraria a carreira do veterano, o que culminaria na sua aposentadoria (que já esperamos há muitos anos). Green recebeu uma chance melhor ainda (e mais rica) com os Steelers: 20 milhões de dólares para ocupar o posto de Heath Miller, um histórico jogador da franquia e um dos principais alvos de Big Ben por muitos anos.

Como isso acabou? Em meio a especulações sobre como as várias concussões em San Diego poderiam acabar com sua carreira, uma lesão no tornozelo lhe deixou fora das nove primeiras partidas da temporada. Voltou, agora, mas dá sinais de que as esperanças ficarão para 2017.

Como faz uma recepção?

Como faz uma recepção?

Brock Osweiler, QB, Denver a Houston; 4 anos, 72 milhões

Talvez o grande free agent de 2016. Fez o seu nome colocando Peyton Manning no banco (porque o time já não aguentava mais o seu braço molenga e achava que o velho ia acabar morrendo em campo se continuasse ali – mesmo que tenham dito que foi por lesão), sendo levado pela defesa e o jogo corrido aos playoffs, apenas para acabar esquentando banco para o veterano na hora em que a coisa ficou séria. Para ajudar, John Elway, o general manager do seu time original, decidiu que ele não valia mais do que um QB de baixo nível, oferecendo salários ao redor dos 10 milhões anuais.

Obviamente haveria algum time mais desesperado para comprar a história de Brock: no caso, o Houston Texans – que, a essas horas, já deve estar se perguntando que diabos fizeram. A inconstância é de um rookie e, apesar de as vitórias estarem vindo (e que os playoffs sejam uma realidade na fraca NFC South), são muito mais apesar de Osweiler do que por causa dele, como mostram o seu rating de 74.1 e, por exemplo, as 99 jardas lançadas (!) contra Jacksonville.

Coby Fleener, Indianapolis a New Orleans; 5 anos, 36 milhões

Nada como construir uma carreira baseado em “que grande ele poderia ter sido” (não é, Kyle Rudolph?). E Coby Fleener é mais um desses. Selecionado junto com Andrew Luck, a sensação que passava era de que sempre estava faltando algum detalhe para que ele se encontrasse e se tornasse mais um Rob Gronkowski ao lado de seu grande QB. Não aconteceu nos primeiros quatro anos de sua carreira (ainda que em 2014 ele tenha dado esperanças).

Os Saints, com um Drew Brees que parecia estar começando a sentir o peso da idade e a falta de seu grande amor Jimmy Graham, trocado para os Seahawks, resolveram que Fleener seria a solução buscada. Obviamente, o fato de que ele nem sequer conseguiu ser titular absoluto do time por si só fala o quãocaro sairá cada recepção, jarda e TD conquistados pelo cabeludo.

Roubando a própria casa

Às vezes, os enganadores são criados dentro do próprio time. Sempre há aquele jogador que, por alguma razão, convence o GM que é uma bomba de potencial que precisa de só mais um ano para explodir. Ou então jogadores que só produzem dentro do sistema e, saindo dele, não são mais tudo aquilo, sendo substituídos facilmente. Como sempre, isso pode nos trazer grandes cagadas:

Doug Martin, Tampa Bay; 5 anos, 37.5 milhões

Quando o Muscle Hamster chegou à liga, todos vimos um first round pick de muito respeito. Infelizmente, ele também acreditou que não precisava de mais nenhum esforço para seguir sendo bom e, nos dois anos seguintes, não conseguiu sequer igualar as jardas da sua primeira temporada, sendo travado por problemas físicos. No seu quarto ano, o mágico contract year, ele voltou a forma inicial. Coincidência? Bastante discutível. Como reagir a isso? Provavelmente não lhe dando estabilidade e conforto para os próximos cinco anos com 40 milhões. Existem jogadores que não sabem lidar com a falta de pressão.

Em 2016, Martin voltou à velha forma de 2013-14, com uma lesão na coxa que lhe tirou de seis jogos, depois de já não ter conseguido uma média de mais de 3.4 jardas nas duas primeiras partidas. Obviamente, com Doug, já chegamos ao ponto de que tudo se encaixa tão perfeitamente que duvidamos dele: infelizmente, para render, o Hamster só servirá em contratinhos de um ano, pulando de time em time ao redor da NFL (ou seguir enganando e decepcionado, sempre uma possibilidade com a quantidade de idiotas por aí).

Mentira: s.f. Ação ou efeito de mentir. Ludíbrio; falsidade; ilusão....

Mentira: s.f. Ação ou efeito de mentir. Ludíbrio; falsidade; ilusão….

Vinny Curry, Philadelphia; 5 anos, 47,5 milhões

Talvez ainda seja (é) cedo para julgar, mas essa aposta no potencial de que Curry ia tomar a liga por assalto (é o quinto DE mais bem pago) parece que não dará muito certo. Antes de receber o novo contrato, o jogador tinha sido titular em exatamente (sem margem de erro) 0 partidas – obviamente ele fazia parte da rotação (vide seus 9 sacks em 2014), mas ele NUNCA esteve ali para iniciar o jogo. O que o GM achou que ele merecia? Isso mesmo, quase 50 milhões de dólares.

E, como só a NFL pode nos proporcionar, Vinny Curry segue sem nunca ter começado um jogo. Pior: até o momento, em uma defesa que teoricamente lhe serve bem (um 4-3), o jogador conseguiu apenas um sack e meio. Como disse, talvez chegará o momento ao longo desses cinco anos do click em que tudo encaixará e esse contrato parecerá até barato, mas até agora parece que Howie Roseman viu bem mais em Curry do que existia.

Clubes que roubaram jogadores

Obviamente não são apenas os contratantes que sofrem. Às vezes, jogadores também recebem muito menos do que mereciam para sua produção o que certamente criará boas discussões na inter-temporada. Às vezes, times que deixam o jogador ir ficam pensando “talvez ele realmente valesse o que tinha pedido”. De qualquer forma, é sempre legal listar vacilos:

DeMarco Murray, Philadelphia a Tennessee; 4 anos, 25 milhões

Confesso: estou roubando um pouco aqui para contar boas histórias nessa lista. Teoricamente, Murray não era um free agent em 2016, já que tinha um contrato de quatro anos com os Eagles; entretanto, como o time queria muito livrar-se dele, ele basicamente estava no mercado como um. E, como além disso os termos de seu contrato mudaram com os Titãs, ele tem seu lugarzinho aqui. A história é bem famosa: 5 anos, mais de 40 milhões para o melhor corredor de 2014 (1845 jardas), apenas para vê-lo fracassar em 2015 atrás de uma linha ofensiva mediana – Chip Kelly demitido, arrependimento e o time se livrou desse aparente peso morto.

Entretanto, em Tennessee, seu contrato foi negociado para termos muito mais medianos. Ainda que seja o sexto RB mais bem pago, 6 milhões ocupa o espaço merecido no salary cap. Melhor ainda: mesmo com a ameaça (quase certeza no começo da temporada, confessoamos) de ser ultrapassado pelo rookie Derrick Henry, Murray se estabeleceu no time e é titular absoluto, sendo o segundo em número de jardas corridas da liga, voltando aos velhos tempos (e, apesar de correr com uma boa OL, com certeza ele tem muitos méritos em suas 1000 jardinhas).

Casey Hayward, Green Bay a San Diego; 3 anos, 15,3 milhões

Nada como conseguir bons jogadores com problemas de lesões que acabam esnobados pelos seus times originais e assim, baratinhos, caem no seu colo. Em meio a tantos problemas que têm os Chargers (e parece que é sempre assim), Hayward tem sido constantemente seguro, especialmente considerando que ele teve que substituir Jason Verrett, o CB1 do time, que se machucou e não joga a temporada atual. Por um salário muito abaixo da média, o cornerback tem cumprido bem o seu papel, inclusive com cinco interceptações, no topo da NFL.

Pior do que isso: a cada vacilo da secundária, os Packers devem lembrar como alguns problemas poderiam ter sido facilmente solucionados se eles simplesmente tivessem se mantido à filosofia de manter os jogadores criados em casa. Como Ted Thompson dormiu no ponto, sorte de San Diego.

O que temos pra hoje é saudade.

O que temos pra hoje é saudade.

Lorenzo Alexander, Oakland a Buffalo; 1 ano, 885 mil

Rápido: quem tem o maior número de sacks da NFL nesse exato momento ganhando uma mxaria? Errou. O nome da fera é Lorenzo Alexander, o 80º outside linebacker em salário da NFL, e você provavelmente não o reconheceria se passasse por ele na rua. Um veterano que tem pulado de time em time ao redor da NFL, fazendo suas pontinhas como reserva aqui e ali, mas que, aos 33 anos, encaixou na defesa de Rex Ryan, produzindo 10 sacks até o momento (mais do que dobrando o que tinha nos últimos 10 anos de carreira). Sabe quanto Von Miller ganha por cada sack até o momento? Quase 2 milhões de dólares. Alexander? Menos de 100 mil. Pense em um bom negócio.

Eterno retorno: entre o limbo, o nada e lugar nenhum

Quando a temporada de 2015 começou, Marcus Mariota parecia a reencarnação de Steve Young (não que ele já tenha morrido); quando ela chegou ao final, estava mais para um RGIII a partir do seu segundo ano. Em resumo, podemos afirmar que suas 2818 jardas, 21 TDs e 16 turnovers (Mariota sofreu tantos fumbles quanto Adrian Peterson, 6, para liderar a NFL) em 12 jogos como um rookie demonstram potencial em alguns momentos, mas também deixava claro que ele ainda estava passando por um processo de crescimento em diversos aspectos.

Uma pessoa que não deve ter ficado muito feliz com as growing pains de Mariota é o agora ex-head coach Ken Wisenhunt, que foi demitido após vencer apenas 3 de 23 jogos em um ano e meio no time. Importante notar o imediatismo quase brasileiro da diretoria dos Titans, já que o time era basicamente um deserto de talento na chegada de Wisenhunt (treinador dos Cardinals de Kurt Warner que chegaram ao Super Bowl XLIII) e era sabido que provavelmente Marcus Mariota precisaria de mais de um ano para desenvolver seu talento.

E os dois conversavam sobre como é tentar levar um time merda nas costas.

E os dois conversavam sobre como é tentar levar um time merda nas costas.

Agora, não é como se o novo treinador, antes técnico de tight ends do time, Mike Mularkey (somente uma campanha vitoriosa como head coach em quatro anos) fosse uma grande opção ou mudança, especialmente porque grande parte da comissão técnica foi mantida. Como coordenadores, Mularkey trouxe Terry Robiskie, antigo treinador de WRs nos Falcons (que tiveram os bons WRs Roddy White e Julio Jones nos últimos oito anos), e o eterno Dick LeBeau, que foi “aposentado” pelos Steelers porque suas ideias já foram um pouco ultrapassadas na NF – Pittsburgh acabou sentindo sua falta, mas isso é mais problema deles que vantagem para Tennessee.

A troca do século (o retorno)

Apesar de 2016 não ter o melhor dos prognósticos – o time de Music City empolga tão pouco que o único jogo de destaque que terá é o Thursday Night Football, em que obrigatoriamente jogam todas as equipes da NFL -, o draft desse ano parece que dará todas as oportunidades para que, caso os Titans trabalhem bem, o time seja uma força na NFL nos próximos anos. Após ter a pior campanha da NFL pelo segundo ano seguido, Tennessee recebeu a primeira escolha do draft. Após muita especulação, ela foi passada para os Rams, que a utilizaram para selecionar seu futuro QB Jared Goff. 

Em troca, o time acabou um caminhão de escolhas em altas posições no draft (especialmente porque o desempenho de Los Angeles não deverá ser muito bom nesse ano): duas de primeira rodada, duas de segunda e duas de terceiro, que somadas às suas próprias escolhas, deve servir para uma grande infusão de talento no time nos próximos anos. O que era desesperadamente necessário.

Temos o pass rush, mas nada muito além disso

Nos tempos de Peyton Manning, por muitos anos pareceu que tudo o que um time precisava para vencer a AFC South era ter um bom quarterback. Esses tempos acabaram – hoje, os quatro times da divisão têm (aparentemente) bons jogadores liderando seus ataques (incluindo Andrew Luck nos Colts) e, especialmente Texans e Jaguars, parecem ter todas as peças para boas defesas. Nessa batalha, os Titans parecem largar como claro último time.

No entanto, caso isso aconteça, não será por falta de pressão nos QBs adversários. O OLB Brian Orakpo conseguiu finalmente uma temporada saudável após sofrer para manter-se em campo nos seus últimos três anos em Washington, produzindo 7 sacks, mesmo número do DE Jurrell Casey, provavelmente o melhor jogador dessa defesa e único que presta na linha defensiva. Eles terão ainda a companhia do OLB Derrick Morgan, que muitos colocavam como futura estrela após o contrato de quatro anos e 30 milhões assinado no começo da temporada de 2015, mas que acabou muito limitado por uma lesão no ombro; e do rookie Kevin Dodd, enquanto este também se recupera de uma lesão no pé. Se todos se mantiverem saudáveis, muitos quarterbacks estarão correndo por suas vidas contra essa defesa.

Apesar disso, o resto da defesa se limita a mediano. Na secundária, o melhor jogador é o S Da’Norris Searcy – que se destaca mais pelo contexto que por sua própria habilidade. Ao seu lado, Searcy terá provavelmente Rashad Johnson, trazido dos Cardinals. Para completar a secundária, os Titans terão Jason McCourty, irmão gêmeo de Devin McCourty dos Patriots e o menos talentoso dos dois, além uma competição entre vários cornerbacks que não deveriam ser titulares do outro lado: Perrish Cox ou os recém contratados Brice McCain ou Antwon Blake, ambos pouco confiáveis em Dolphins e Steelers, respectivamente.

Marcus Mariota e (poucos) amigos

Ou ainda nenhum amigo. Outra razão pela produção duvidosa e quatro jogos perdidos de Mariota em 2015 foi o grupo ao seu redor. Pelo menos a impressão que ficou nessa offseason é de que o novo GM Jon Robinson fez muito para melhorá-lo, a começar pela linha ofensiva. Além do left tackle Taylor Lewan, que tem sido o ponto forte da proteção, o guard escolhido na primeira rodada de 2013 Chace Warmack deve receber mais uma (e provavelmente última) chance de provar que não é mais um bust – mas o time deve ter novos jogadores nas outras três posições.

Jack Conklin, de Michigan St, foi a primeira escolha do time no draft desse ano (antes dos provavelmente superiores Laremy Tunsil e Taylor Lewan) e já deverá tomar a posição de RT para si. O center Ben Jones, trazido dos Texans, e Jeremiah Pouatasi, rookie RT em 2015, deverá mover-se para right guard, que parece ser sua posição ideal.

Na questão “alvos” a situação não é tão boa. Primeiro, porque Mariota não parece ter no grupo atual um WR1 indiscutível. Kendall Wright é um bom alvo de segurança no estilo Wes Welker e deverá ser importante, mas não pode ser o foco do ataque. Rishard Matthews (662 jardas em 11 jogos) e Harry Douglas também não são maus jogadores, mas rendem melhor como complemento. Restará a esperança de que um dos grandalhões Dorial Green-Beckham ou Justin Hunter aprenda a segurar os passes lançados para eles, já que o potencial físico já têm – ou ainda o rookie Tajae Sharpe, que tem feito uma boa pré-temporada.

Os Titans ainda trouxeram o veterano WR Andre Johnson para o training camp, mas considerando a decepção que ele foi pelos Colts no ano passado (503 jardas, 4 TDs), não será nenhuma surpresa se ele acabe servindo mais como mentor durante a preparação e cortado quando o time tenha que decidir seus 53 jogadores para a temporada.

Não lembro como segura.

Não lembro como segura.

Também por essa mediocridade, Tennessee deve ser um time prioritariamente corredor em 2016. Mais do que isso, um time dedicado a atropelar defesas na força bruta. O time enviou uma escolha de quarta rodada para os Eagles em troca da decepção de 2015 DeMarco Murray, que não se adaptou bem ao estilo de jogo de Chip Kelly, e ainda investiu uma escolha de segunda rodada em Derrick Henry, que detém agora o maior número de jardas corridas da história de Alabama, uma universidade conhecida por produzir grande running backs (incluindo Forrest Gump). Com essa dupla Thunder & Thunder, qualquer defesa mais leve sofrerá para parar o ataque corrido dos Titans.

Palpite: O único elemento que pode empolgar nesse time é o jogo corrido (combinado com Mariota), mas para esse estilo funcionar seria preciso uma boa defesa, que não existe. Os Titans são um time em formação e disputando uma divisão difícil, o que lhes acabará garantindo um novo recorde entre 3-13 e 5-11. Mike Mularkey acabará demitido e Nashville poderá ter um time bom, mas terá de esperar até, mais ou menos, 2019.