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Qualquer perspectiva de futuro é mais bela sem Brock Osweiler

A temporada 2017 da NFL começou de uma maneira inusitada para o Houston Texans. Ainda em março, em um momento de clara admissão de culpa, raro na liga, o time concordou com uma troca com o Cleveland Browns que enviou o QB Brock Osweiler, contratado há apenas um ano, a escolha de segundo round do draft de 2018 e a escolha de sexto round de 2017. Em troca, Houston recebeu uma mísera escolha de quarto round de 2017. O objetivo era consertar um erro muito óbvio: a ruindade de Osweiler era tão grande quanto o salário que recebia e que causava um rombo no salary cap do time. Osweiler era, talvez, o pior custo-benefício da história da NFL.

Mandá-lo embora e ainda pagar por isso pode parecer uma atitude extrema, em que uma escolha de draft bastante relevante está sendo jogada no lixo, mas não é. Ao invés de continuar insistindo no erro, como muitos times fazem, o Texans preferiu seguir em frente na busca pelo seu franchise QB. Não é à toa que a reação às performances pífias de Osweiler veio tão rápido. Desde 2013, Houston teve nove QBs diferentes que iniciaram partidas como titulares, número igual ao de um time notadamente inapto a encontrar QBs capazes: o mesmo Cleveland Browns que recebeu Brock e hoje até cogita colocá-lo como titular no início da temporada.

Mandar Osweiler para bem longe de Houston foi o primeiro e necessário passo para um time que, há anos, parece estar a um QB de distância de ser um sério candidato a disputar um Super Bowl. O segundo passo foi pular da 25ª escolha do primeiro round do draft para a 12ª,  também em uma troca com o Cleveland Browns, para justamente escolher um QB. Mesmo com declarações de que o time estaria totalmente confortável com o fraco Tom Savage como QB titular para 2017, Houston enviou sua escolha de primeiro round de 2018 para Cleveland e escolheu Deshaun Watson, da Universidade de Clemson. De forma resumida, Houston enviou escolhas de primeiro e de segundo round para Cleveland para se livrar de Osweiler e draftar Watson.

Uma nova perspectiva

O investimento foi muito alto e deve se refletir em campo. Watson é um QB muito mais talentoso que Savage e, mesmo que não inicie a temporada como titular, o que é bastante difícil de compreender, não deve esquentar o banco por muito tempo. É, no mínimo, interessante imaginar o que um QB que teve muito sucesso no college e que é uma ameaça tanto aérea quanto terrestre pode fazer em um time que viu QBs pouco dinâmicos iniciarem jogos nos últimos anos, como Brian Hoyer, Ryan Mallet e o próprio Brock Osweiler. Quando se tornar titular, Watson não deve ter suas fraquezas muito expostas, já que o Houston Texans tem uma defesa forte que não toma muitos pontos e não precisa de um QB fazendo milagres para ganhar jogos.

Em 2017, a proteção que o resto do time proporciona deve ser um dos motivos que trará relativo sucesso a Watson na NFL. É difícil imaginar que o ex-QB de Clemson tenha números astronômicos em sua primeira temporada, mas é fato que ele não deve comprometer. Também é importante lembrar que, desde que assumiu o Texans, em 2014, o técnico Bill O’Brien teve à disposição apenas QBs abaixo da linha da mediocridade. Mesmo assim, conseguiu temporadas com mais vitórias do que derrotas em todos os anos, com duas aparições em playoffs, o que torna bastante possível acreditar que O’Brien saberá aproveitar o potencial de Watson e minimizar suas fraquezas.

Trazendo o famoso “espírito de campeão”.

Talento ao redor

Além de não precisar carregar o time nos braços, Watson tem muito talento ao seu redor. Seu WR principal é DeAndre Hopkins, que em 2015 se tornou o único recebedor da história da NFL a conseguir jogos de pelo menos 100 jardas com quatro QBs diferentes em uma temporada. É um número bastante significativo, que evidencia o talento de Hopkins e mostra que ele pode e deve ser a principal válvula de escape para um QB calouro. Hopkins não teve uma boa temporada em 2016 e não se pode absolvê-lo totalmente da culpa, mas é importante lembrar que a performance de Brock Osweiler foi muito ruim e tudo que DeAndre podia fazer era tentar receber passes que chegavam a aproximadamente 20 metros de onde estava. A temporada mágica de 2015 não deve se repetir para Hopkins, mas as boas performances devem voltar a acontecer a partir do momento em que a química com Watson (ou mesmo Savage) se desenvolver.

Hopkins falou à NFL Network sobre ter DeShaun Watson e Tom Savage como QBs em 2017 e disse estar ansioso: “Você sabe, durante toda a minha carreira eu acho que já joguei com mais QBs do que qualquer WR já jogou nos seus primeiros quatro anos. Nunca tive estabilidade na posição para conseguir estabelecer um entrosamento. Então, é um sentimento muito bom ter dois jogadores que podem ser franchise QBs”.

Ameaça terreste

Além de Hopkins, o ataque do Houston Texans terá a segunda temporada do bom RB Lamar Miller. Assim como Hopkins, em 2016, Miller foi prejudicado pelo ataque anêmico comandado por Osweiler e teve a pior média de jardas por carregada de sua carreira: quatro. Mesmo com as defesas adversárias não respeitando Osweiler e focando em parar o jogo corrido, Miller ultrapassou as 1000 jardas corridas nos 14 jogos que disputou. É difícil acreditar que não haverá uma melhora nos números de Miller se Watson mostrar o mínimo de competência para colocar medo nas defesas adversárias e facilitar a vida do jogo corrido.

Prejudicado por Osweiler ou só mais um produto da defesa dos Colts?

De qualquer forma, em 2017, a engrenagem do ataque do Houston Texans não terá mais uma peça defeituosa na posição de QB e o sucesso individual de cada jogador deve significar o sucesso dos demais. O Texans não terá um dos melhores ataques da NFL, mas também não será um dos piores. Para conseguir um bom desempenho na temporada regular, o ataque será mais do que suficiente, mas é provável que o drama de não ir longe nos playoffs ainda persista por mais um ou dois anos.

Watt & amigos

Os elogios para o ataque do Texans foram razoavelmente generosos, mas não se enganem: a principal força do time sempre foi e ainda é a defesa. Mesmo sem o monstro chamado J.J. Watt por um caminhão de jogos em 2016, a defesa do Texans conseguiu terminar a temporada em primeiro em jardas cedidas por jogo e em décimo primeiro em pontos permitidos. Isso prova que, mesmo sem o seu principal destaque individual, a defesa tem um dos grupos mais consistentes da liga.

Talvez seja otimismo exagerado esperar o mesmo desempenho da secundária, que perdeu na free agency o CB A.J. Bouye, um dos melhores jogadores do time na temporada passada, mas a pressão que a melhor linha defensiva da liga deve colocar nos QBs adversários deve ser suficiente para compensar.

Mesmo assim, J.J. Watt é um monstro e coleciona 70,5 sacks desde 2012, o melhor da NFL. Se estiver saudável, Watt é capaz de carregar a defesa literalmente nos próprios braços. Ao seu lado estará Jadeveon Clowney, que tem sofrido muito com contusões e ainda não justificou a primeira escolha geral do draft que o time gastou nele em 2014, mas já mostrou flashes do que é capaz.

A chave para o sucesso da defesa do Texans está na saúde de Watt e Clowney. É assustador pensar o que os dois podem fazer juntos em uma temporada completa. Se permanecerem saudáveis, não é exagero nenhum dizer que Houston brigará com o Denver Broncos e com o Seattle Seahawks pelo posto de melhor defesa da NFL.

Palpite: Em uma conferência sem grandes times (tirando o New England Patriots) e, principalmente, em uma divisão imprevisível, o Houston Texans deverá chegar aos playoffs novamente com nove ou dez vitórias. Mas as perspectivas de Super Bowl devem esperar um pouco mais, já que o time será eliminado no divisional round dos playoffs por um time mais experiente, como o Pittsburgh Steelers ou qualquer coisa que o valha.

Bons e maus negócios: Texans, Brock Osweiler e o Browns

Na NFL, assim como no mundo empresarial, existem bons e maus negócios. Também há negócios horríveis e há, ainda, aqueles que se revelam tão desgraçados que uma das partes envolvidas precisa assumir o erro e apenas se livrar dele – porque, afinal, um erro por si só pode ser compreensível, mas insistir nele é imperdoável.

O melhor exemplo destas negociações vergonhosas foi protagonizado pelo Houston Texans, e o atestado de culpa foi o envio de Brock Osweiler (e uma escolha de segunda rodada no draft de 2018) para o Cleveland Browns para simplesmente se livrar de seu contrato – e, claro, de um quarterback com aparentes problemas de coordenação motora.

Paralelamente, isso significava também que os Texans estariam preparando terreno para receber Tony Romo (o que, pouco mais de um mês depois, ainda não ocorreu – mas aguardemos com a devida paciência. Nota: aguardamos e um dia após a publicação destas tortas linhas, Antonio Ramiro se aposentou. Chupa, Texans!): seria um ajuste perfeito para uma equipe que nas últimas temporadas construiu uma das melhores defesas da liga e possui talentos razoáveis em diversas posições ofensivas; DeAndre Hopkins é inegavelmente um dos grandes WRs da NFL e Lamar Miller, senão entrará para a história, ao menos é um ótimo RB.

O problema é que, em 2016, tudo isso esteve à disposição de um QB abaixo da linha de mediocridade, que após faturar um Super Bowl graças a Von Miller e amigos, garantiu quase US$40 milhões em sua conta bancária. E, após sua primeira temporada como titular, com média de 5.8 jardas por tentativa, só foi melhor do que Ryan Fitzpatrick – o que sabemos, não quer dizer nada.

O último ato

Houston chegou a semifinal da AFC e o jogo que pôs fim a temporada do Texans é um retrato perfeito da franquia nos últimos anos: o sistema defensivo interceptou Tom Brady duas vezes naquela tarde de sábado (igualando o que o então futuro MVP do Super Bowl tinha feito em toda a temporada). No que essas interceptações resultaram? Dois field goals. E embora o placar final, 34 a 16 para New England, não mostre, até o Super Bowl Houston fora o adversário que mais proporcionara problemas para o Patriots na pós-temporada.

Agora, em uma análise fria graças a distância temporal, fica ainda mais nítido que o desempenho de Houston foi traído por um ataque comandado por Brock Osweiler, que converteu apenas três de 16 terceiras descidas. Foi um choque de realidade, um pequeno novo lembrete do quão distante eles estão de se tornarem contenders, afinal, ali estava evidenciado que com uma defesa deste nível, até mesmo um ataque minimamente eficiente poderia ter causado reais problemas para o Patriots – no entanto, no final da história, eles conseguiram apenas 285 jardas totais e 16 pontos.

Alô, galera de cowboy!

Choque de realidade

Brock terminou sua última partida com a camisa do Texans com média inferior a 5 jardas por tentativa (198 em 40 passes), um TD e 3 INT. Ele teve um bom momento, um passe profundo para o touchdown de Will Fuller, mas foi apenas um lampejo, logo apagado porque por quase 60 minutos ele foi o mesmo quarterback que havia sido o ano todo.

Lamar Miller, Jadeveon Clowney e DeAndre Hopkins, nos seus melhores anos, tiveram mais uma temporada desperdiçada (JJ Watt, o deus, lesionado, tinha o 2016 jogado no lixo já, o que não deixa de ser uma desculpa). E se o trabalho de Bill O’Brien parecia seguro – merecidamente – agora havia o que se questionar: por três anos ele conseguiu extrair o máximo de uma equipe com péssimos quarterbacks, mas seu papel na contratação de Brock não havia sido preponderante?

Era evidente que todos os fatores envolvendo Osweiler colocava o Texans em uma situação complexa: uma grande defesa, bons talentos ofensivos, mas tudo isso preso a um QB inerte?

O processo

Assim que a notícia da troca entre Texans e Browns se tornou pública, as especulações de que Cleveland nem mesmo manteria Brock em seu roster ganharam a internet; mesmo que fosse preciso desperdiçar alguns milhões de dólares mantendo ou dispensando Osweiler, Cleveland tinha essa flexibilidade e os ganhos nos próximos drafts compensariam qualquer movimento.

De qualquer forma, a negociação apenas evidenciou o processo que o Browns estava adotando (algo semelhante ao que Sam Hinkle fez com o Philadephia 76ers na NBA): desde o início eles sabiam que Osweiler não seria o futuro da franquia, que Brock sequer seria um QB decente, mas eles sabiam que precisavam “queimar” US$100 milhões na próxima temporada e, graças a isso, conseguiram mais um ativo valioso.

Inegavelmente, é um processo de reconstrução genial para uma franquia que por muito tempo não passou de uma piada: nos dois próximos drafts, Cleveland terá 11 escolhas em cada um deles; dez delas nas cinco primeiras rodadas deste ano, e 8 nos cinco rounds iniciais de 2018.

Tem sido assim desde que Paul DePodesta, ex-MLB, assumiu o comando de Cleveland: independente do que o Browns faça com Osweiler, é uma tentativa válida. Nenhuma equipe da NFL tentou o que ele vem tentando. Obviamente, outras equipes flertaram com a linha da mediocridade por longos períodos, mas nenhuma equipe buscou reconstruir seu futuro ao redor de jovens escolhas de forma tão intensa: eles possuem a escolha de primeira rodada do Eagles e a de segunda de Tennessee em 2017, as escolha de segunda rodada de Houston e do mesmo Eagles em 2018 e até mesmo a escolha de quarta rodada do Panthers, que conseguiram em uma troca por um punter. Sim, um punter!

Não foque no óbvio, que o Browns buscaram em Osweiler um quarterback, posição que tem sido a encarnação de todas as falhas da franquia ao longo dos últimos anos. Concentre-se no quão profundo é o movimento: os Browns estão aberto a negócios ou dispostos a preencher salary cap em troca de picks. Para eles, não é um negócio sobre Osweiler, se ele permanece ou seguirá seu caminho: ele é apenas um bônus – na medida em que um quarterback com problemas de coordenação motora pode ser considerado um bônus, mas ainda um bônus (Hue Jackson é o cara que fabricou Andy Dalton, válido lembrar).

“Que porra é essa?”

Novas perspectivas

Olhando em retrospecto a contratação de Osweiler se tornou uma piada, mas não se pode criticar a tentativa de Houston – poderíamos, claro, se eles não tivessem reconhecido o erro. De qualquer forma, contratá-lo após meia dúzia de partidas em que, evidentemente, foi carregado por uma das grandes defesas da história em seu auge, foi apenas um reflexo do que a NFL se tornou: uma liga desesperada por quarterbacks, afinal, o número de tentativas de passes cresceu aproximadamente 20% na última década; infelizmente, para as equipes, o crescimento do número de bons QBs não acompanhou esta demanda e o resultado disto é que, para preencher a posição mais importante do jogo, vemos alguns absurdos, como o próprio Brock ganhando mais dinheiro do que Russel Wilson em 2017.

É extremamente raro franchise quarterbacks chegarem a free agency, então é natural que erros sejam cometidos. O Chicago Bears, por exemplo, foi maltratado por Jay Cutler por quase uma década após uma tentativa frustrada. Houston errou, mas seu erro não mudou só a franquia, alterou também a NFL.

Podemos então traçar um paralelo com Kirk Cousins: o quarterback do Washington Redskins está longe de ser um gênio, mas por outro lado, possui um histórico real e efetivo de adaptação – o que de cara já prova que ele é muito superior a Brock. Então, mais uma vez, foi preciso usar a franchise tag em Cousins e ele será pago como um franchise quarterback.

O exemplo do que ocorreu com o Texans em 2016 assusta qualquer franquia minimamente séria: não ter um quarterback confiável pode ser um pesadelo; não é uma opção viável. E seria ainda mais terrível para Washington, que vem lutando por vaga na pós-temporada a quatro anos, com mais acertos do que erros.

Cousins sabe que está em um nível intermediário entre as grandes estrelas e um mercado recheado de mediocridade e o medo do desconhecido, de repetir erros do passado, lhe dá o poder necessário para ficar milionário. E, claro, ele gosta disso.

O sistema defensivo de Houston é outro que, paradoxalmente, foi auxiliado pelo fator Osweiler: sem JJ Watt e liderados por Jadeveon Clowney e Whitney Mercilus, eles cederam o menor número total de jardas na última temporada. E também foram a segunda melhor unidade contra o passe. Mas nada disso pesa mais que a “estatística de vitórias apesar de Brock Osweiler”: foram nove!

Até mesmo John Elway, GM do Denver Broncos, pode comemorar – mesmo que o The Denver Post afirme que Elway tentou segurar Brock, mas ele preferiu a proposta de Houston. “Muitas vezes os melhores negócios são aqueles que você não faz”, justificou em meados de setembro passado. Já o Browns, como mencionamos, ganhou escolhas e melhores perspectivas para o futuro.

O maior vencedor e os perdedores

Nada que Brock Osweiler mostrou em 2016 e mesmo que ele inicie a temporada como titular no Browns, indica que ele terá perspectivas futuras na NFL; na verdade, tudo nos leva a crer que ele será mais um jogador cuja carreira será definida por um contrato ruim. Dentro de campo, em dezembro, ele já era reserva de Tom Savage. E só recuperou a posição graças a uma concussão de Tom.

Mas nada disso importa, já que mesmo sem capacidade mental para lançar um passe, mesmo sendo um dos piores QBs da atualidade, Brock Osweiller pode dizer que venceu um Super Bowl e está milionário – enquanto nós nos divertimos falando mal dele de graça e nunca mais teremos de volta aquelas tardes de domingo em que ele maltratou nossos olhos.

Top Pick Six #1: os 15 melhores WRs da NFL

Rankings. Nós amamos rankings. Por mais que eles não signifiquem muita coisa (NADA), é sempre legal termos rankings para nos apegarmos. Quem é o melhor QB da história? Qual foi o melhor Super Bowl já disputado? Qual a recepção mais milagrosa? Enfim, rankings! Pensando nisso, resolvemos nos perguntar: atualmente quem são os melhores jogadores nas principais posições da NFL?

Encabeçando uma série de rankings que faremos (WR, CB, TE, DE, RB, S, K e LB), vamos abrir com os wide receivers. A NFL já teve grandes nomes da posição, como o lendário Jerry Rice, o monstro Michel Irvin, os falastrões Chad Ochocinco e Terrell Owens e outros gênios da posição, como Randy Moss, Marvin Harrison, Isaac Bruce e Torry Holt.

Ao todo oito pessoas fizeram uma lista com seus 15 melhores WRs que devem estar na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, com jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times agora.

Para confecção do ranking se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. O jogador com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido pelo total de votos) ficou em primeiro lugar e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participarão da formulação dos rankings semanais:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado por ranking!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Henrique. Vamos ao que interessa!

15° Doug Baldwin
10 | – | 15 | – | – | 8 | 15 | –
Time: Seattle Seahawks
Idade: 28 anos
Draft: 2011, Undrafted
College: Stanford
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1128 jardas, 7 TDs

Baldwin é um dos melhores valores que estão no elenco dos Hawks. Jogador que não foi draftado, mas que soma boas temporadas pelo time de Seattle, Doug tem sido fundamental nas boas campanhas de sua equipe. Mesmo o time não lhe dando muitas oportunidades – Russell Wilson não é conhecido por ser um cara que sempre passa pra muitas jardas, além do esquema ter sempre sido focado no jogo terrestre – Baldwin é peça chave no elenco de Pete Carroll e teve participação direta nas duas finais que seu time fez nos últimos anos. É, com certeza, um dos principais alvos de Russell Wilson.

14° Jarvis Landry
– | – | – | 11 | 8 | 14 | 11 | 15
Time: Miami Dolphins
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 2, pick 63
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1136 jardas, 4 TDs

Talvez eu, Digo e Cadu não tenhamos incluído Landry em nossos rankings por ele não ter conseguido fazer grandes temporadas, o que era esperado de um jogador de sua categoria. O amiguinho de Odell poderia se dar melhor em outro time, e vem sofrendo com os jogos fracos de seu QB Ryan Tannehill. De qualquer forma, ficou válida a décima quarta posição para o campeão do torneio de Best Hands do Pro Bowl. Com um pouco mais de ajuda se seus companheiros de equipe, pode chegar no top 10 em 2017.

Pena que joga com o Tannehill.

13° Alshon Jeffery
– | 8 | 10 | 14 | 11 | – | – | –
Time: Chicago Bears
Idade: 26 anos
Draft: 2012, round 2, pick 45
College: South Carolina
2016 stats: 12 jogos, 52 recepções, 821 jardas, 2 TDs

Esse é um dos que mais discordo de meus colegas votantes. Talento puro, mas não demonstra. Lesões atrás de lesões atrapalham muito a carreira de Jeffery. Sem contar os quarterbacks de seu time, que não são lá essas coisas (Jay, cof, cof, Cutler). Em todo caso, até aceito que coloquem ele no ranking, mas em oitavo não dá, Digo! Talvez eu me engane, mas acredito que Jeffery é um desses atletas que teve uma ou duas boas temporadas e não se recupera mais. Veremos agora, já que provavelmente ele irá para outro time na free agency, se eu, Felipe, Vitor e Henrique mandamos muito mal de não colocá-lo em nossos rankings, ou se estávamos certos e meus colegas de site errados.

TOP PICK SIX #2: Os 15 melhores CBs da NFL

12° Allen Robinson
9 | 6 | 11 | – | – | – | – | –
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 2, pick 61
College: Penn State
2016 stats: 16 jogos, 73 recepções, 883 jardas, 6 TDs

De mito em 2015 para bust em 2016, essa é a história de Allen Robinson por enquanto. Jogou demais pelos Jaguars há 2 anos, porém na temporada passada deixou a desejar, muito por conta da fraca performance de Blake Bortles, o que pode ter pesado para 5 dos 8 votantes não terem o incluído em seus rankings. Muitos associaram o fracasso de Bortles ao esquema de jogo, até por isso houve substituição na comissão técnica. Com um novo head coach na cidade, a esperança é de que, por fim, o Jaguars volte a ser um time competitivo. Se isso acontecer, e pelo visto poucos acreditam que seja possível, o jogador de 23 anos será um dos principais responsáveis. Atleticismo e talento ele já mostrou que tem!

11° Amari Cooper
15 | – | 9 | 12 | 13 | 10 | 13 | 10
Time: Oakland Raiders
Idade: 22 anos
Draft: 2015, round 1, pick 4
College: Alabama
2016 stats: 16 jogos, 68 recepções, 1153 jardas, 4 TDs

Cooper teve uma temporada de calouro excelente, porém ano passado caiu de produção. Isso é o mais estranho, visto que o time do Raiders melhorou muito, fez uma campanha sensacional, com um QB que jogou muito. Por isso acredito que Cooper caiu muito nos rankings, mas não me surpreenderia se ele subisse no próximo ano. Derek Carr é a nova cara da franquia e, se não fosse sua lesão no fim da temporada, o time poderia ter ido mais longe. A tendência é que Cooper melhore cada vez mais, elevando seu jogo ao nível dos grandes nomes da posição nos próximos 2/3 anos.

10° Larry Fitzgerald
11 | – | – | 15 | 10 | 12 | 9 | 7
Time: Arizona Cardinals
Idade: 33 anos
Draft: 2004, round 1, pick 3
College: Pittsburgh
2016 stats: 16 jogos, 107 recepções, 1023 jardas, 6 TDs

Uma baita injustiça por parte dos meus colegas Digo e Cadu. Larry é um dos melhores WRs da história, com certeza vai pro Hall da Fama. OK, mas o ranking é pra 2017… Mesmo assim, Larry deveria estar nele. Em 2016 ele liderou a NFL em recepções com 107, mesmo já tendo 33 anos. Em fim de carreira, Fitz pensou em se aposentar, mas resolveu retornar pra mais uma temporada com os Cardinals. Os pássaros do Arizona devem ter um ano melhor em 2017 do que o que tiveram em 2016, quando eram considerados favoritos na conferência e acabaram tendo uma temporada decepcionante.

09° DeAndre Hopkins
8 | 7 | 7 | 9 | 12 | 13 | 4 | 14
Time: Houston Texans
Idade: 24 anos
Draft: 2013, round 1, pick 27
College: Clemson
2016 stats: 16 jogos, 78 recepções, 954 jardas, 4 TDs

Coitado desse garoto. Um talento nato, que vai se perdendo por conta de um QB horrível (leia-se Brock Osweiler / Edward Cullen). De qualquer forma, Hopkins é bom demais para ser deixado de fora de qualquer ranking de WRs. As recepções sensacionais de Hopkins nos últimos dois anos fizeram os torcedores dos Texans não sentirem saudades do grande Andre Johnson. Esperamos que Bill O’Brien ache uma luz no fim do túnel e consiga um QB decente para Houston (Romo?), aí poderemos ver mais deste grande talento que é DeAndre Hopkins.

08° T.Y. Hilton
6 | 10 | 8 | 8 | 9 | 11 | 8 | 12
Time: Indianapolis Colts
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 3, pick 92
College: Florida International
2016 stats: 16 jogos, 91 recepções, 1448 jardas, 6 TDs

Difícil jogar contra os números de Hilton em 2016. Atuou em todos os jogos e, de quebra, foi o líder em jardas recebidas da temporada. Jogando em um ataque explosivo junto com Andrew Luck, Hilton só não foi melhor porque o Colts tem uma linha ofensiva de papel, o que acarreta em pressão excessiva em seu QB e, por consequência, menos recepções e jardas para ele. De qualquer forma, acredito em nova boa temporada de T.Y., que a cada ano que passa mostra que foi uma baita escolha no draft de 2012, quando os Colts usaram apenas uma escolha de terceiro round para drafta-lo. Com a saída de Ryan Grigson, espera-se um melhor draft por parte do time de Indianapolis e, com isso, melhora na linha ofensiva que tanto atrapalha esse time recheado de talentos.

“Beijos, Brad Wells”.

07° Jordy Nelson
12 | 12 | 12 | 5 | 7 | 7 | 6 | 9
Time: Green Bay Packers
Idade: 31 anos
Draft: 2008, round 2, pick 36
College: Kansas State
2016 stats: 16 jogos, 97 recepções, 1257 jardas, 14 TDs

Opiniões diferentes aqui nesse ranking, comigo, Digo, Cadu e Henrique colocando Nelson mais abaixo, e Murilo, Ivo, Felipe e Vitor mais acima. Acredito que meus outros 3 colegas que também colocaram Nelson mais abaixo acham que muito do talento dele vem de seu QB, Rodgers, que faz qualquer um estar apto a receber uma bola. Sabemos que não é assim, tão óbvio, e que Nelson tem talento. Mas para estar no top 5, o jogador tem que ser mesmo muito bom (indireta para excesso de clubismo). Agora  veremos o que acontece, a idade pode pesar e o jogador passou por lesões nas duas últimas temporadas.

06° Mike Evans
4 | 9 | 3 | 7 | 5 | 5 | 10 | 5
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 1, pick 7
College: Texas A&M
2016 stats: 16 jogos, 96 recepções, 1321 jardas, 12 TDs

Um dos principais nomes de 2016, Mike Evans jogou muito. Temos que tirar o chapéu para este garoto que é um dos melhores em sua posição. Acho que o Digo e o Vitor estão loucos de colocá-lo em nono e décimo, e arrisco dizer que o Murilo também está louco de deixá-lo em sétimo. Evans é uma máquina, ganha jogadas em double coverage, é rápido, forte e habilidoso. Com certeza vai figurar no top 5 por muito tempo. Com a evolução do jogo de Jameis Winston, seu QB, ele pode melhorar ainda mais. Não espero nada menos que uma nova temporada de mais de mil jardas e dez touchdowns para 2017.

05° Dez Bryant
7 | 4 | 6 | 6 | 4 | 6 | 7 | 6
Time: Dallas Cowboys
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 1, pick 24
College: Oklahoma State
2016 stats: 13 jogos, 50 recepções, 796 jardas, 8 TDs

Não fossem as lesões, Dez poderia até estar ranqueado mais alto. Porém há algum tempo ele já vem sofrendo com isso, perdendo jogos durante a temporada e prejudicando seus números com a camisa dos Cowboys. Mas mesmo com essas lesões, Dez tem tudo pra fazer um grande ano em 2017. Se ficar saudável, arrisco dizer que entra no top 3. Isso porque o Cowboys achou um excelente QB em Dak Prescott e, com a atenção das defesas focada em parar o jogo corrido de Ezekiell Elliott, Bryant pode sobrar. Nenhuma loucura aqui, acredito que os oito votantes deste ranking estão corretos em suas posições quanto à Dez Bryant.

TOP PICK SIX #3: Os 15 melhores TEs da NFL

04° A.J. Green
5 | 5 | 5 | 3 | 3 | 4 | 3 | 2
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 4
College: Georgia
2016 stats: 10 jogos, 66 recepções, 964 jardas, 4 TDs

A.J. Green é a primeira unanimidade no top 5 e ele merece estar aqui. Não fosse a lesão que sofreu no fim da temporada, Green teria tido sua sexta temporada seguida com mais de mil jardas recebidas. Apesar de Andy Dalton não ser nada demais, ele também não compromete. Mestre em conexões longas, Green deve se recuperar bem na offseason e voltar a ter mais um ano bom, acima de mil jardas recebidas, Pro Bowl nas costas e talvez uma volta dos Bengals aos playoffs – para, claro, passar vergonha em janeiro.

03° Odell Beckham Jr
3 | 1 | 2 | 4 | 6 | 3 | 5 | 4
Time: New York Giants
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 1, pick 12
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 101 recepções, 1367 jardas, 10 TDs

O que falar deste gênio do football? Odell, apesar de momentos “chilquentos”, é um tremendo jogador. Não à toa Digo o colocou como o WR número 1. Cadu deixou o clubismo de lado e o colocou como número 2. O fato é que as recepções incríveis de Odell, com uma mão só, acabam por vezes mascarando o quão bom esse jogador é. Rotas precisas, velocidade e atleticismo são só algumas das suas qualidades. O futuro da franquia está aqui. Eli Manning é um bom QB, mas já em fim de carreira. Isso deve fazer o Giants procurar um novo QB logo, pois seria um desperdício ter um talento como esse jogando com QBs ruins.

Peguei.

02° Julio Jones
2 | 2 | 1 | 2 | 1 | 2 | 2 | 3
Time: Atlanta Falcons
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 6
College: Alabama
2016 stats: 14 jogos, 83 recepções, 1409 jardas, 6 TDs

Julio é a única unanimidade no top 3 e isso fez com que a ele fosse agraciada a segunda posição deste ranking. Não é pra menos: as recepções milagrosas que ele fez no Super Bowl deixaram qualquer um de boca aberta. Um acerto na mosca dos Falcons no draft de 2011, Jones vem sendo, desde que entrou na liga, uma das estrelas de seu time. Com a evolução e amadurecimento de Matt Ryan, o time do Falcons se tornou uma poderosa máquina ofensiva que, pelo ar, chega a dar pena dos adversários. Pra 2017, acredito em mais uma boa temporada de Jones e dos Falcons.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

01° Antonio Brown
1 | 3 | 4 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1
Time: Pittsburgh Steelers
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 6, pick 195
College: Central Michigan
2016 stats: 15 jogos, 106 recepções, 1284 jardas, 12 TDs

O único jogador que levou cinco votos pra número 1, tem que acabar o ranking no topo. Antonio Brown é um monstro e todos sabemos. Uma verdadeira steal no draft de 2010, Brown foi selecionado apenas no sexto round, na pick 195. Um jogador versátil, com precisão invejável, ele vem ajudando os Steelers a se manterem no topo. É outro que pode sofrer caso Big Ben se aposente, mas acredito que Ben ainda volta pra essa temporada e Brown terá pelo menos mais um ano fenomenal, com Pittsburgh novamente nos playoffs.

Algumas curiosidades:

– 3 jogadores foram unanimidade no top 5 (Brown, Jones, Green);

– Apenas 1 jogador foi unanimidade no top 3 (Julio Jones);

– 9 jogadores são comuns aos 8 rankings (Brown, Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Nelson Hilton, Hopkins);

– Um total de 23 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;

– O top 15 contempla 9 jogadores da NFC e 6 da AFC;

– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts (Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Hopkins, Fitzgerald, Cooper);

– Somente dois são campões do Super Bowl (Nelson e Baldwin – já Julio Jones foi por apenas três quartos);

– DeAndre Hopkins é o jogador que aparece com maior diferença de posição (10) entre dois rankings: 14° pelo Henrique e 4° pelo Vitor;

– Antonio Brown foi o jogador mais citado como número 1, em 5 dos 8 rankings;

– Apenas dois times, Broncos e Jets, tiveram 2 jogadores citados: Thomas/Sanders e Marshall/Decker. Nenhum dos 4 está entre os 15 melhores;

– Ficaram fora do top 15, em ordem: Brandon Marshall (NYJ), Julian Edelman (NE), Demaryius Thomas (DEN), DeSean Jackson (WAS), Sammy Watkins (BUF), Emmanuel Sanders (DEN), Eric Decker (NYJ), Stefon Diggs (MIN);

– 21 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: BAL, CLE, TEN, KC, SD, PHI, DET, CAR, NO, STL, SF;

– Todos os atletas citados são milionários!

Confira todos os votos do nosso “colegiado”:

Um bom quarterback pode levar esta defesa ao Super Bowl?

Já sabemos do que a defesa liderada por JJ Watt, melhor jogador defensivo e provavelmente um dos melhores jogadores da NFL contemporânea, é capaz. Também sabemos perfeitamente que não foram Brian Hoyer ou TJ Yates ou Brandon Weeden ou qualquer um dos aparentemente infinitos quarterbacks que jogaram pelo time na temporada passada os responsáveis pelo time vencer a AFC South e chegar aos playoffs pela primeira vez sob o comando do head coach Bill O’Brien, em seu segundo ano, repetindo a campanha de 9 vitórias de 2014. A defesa e o constantemente monstruoso DeAndre Hopkins no ataque são os que fizeram esse time ir além das expectativas em uma liga na qual QBs são donos.

Mas, como mostra o massacre de 30-0 por parte de Kansas City na primeira rodada da pós-temporada, um time com um QB abaixo da linha da mediocridade só pode chegar até certo ponto na NFL. E, na esperança de resolver esse problema, o Texans assinou com Brock Osweiller (1967 jardas, 10 TDs e 6 INTs em 7 jogos em 2015) um contrato de 4 anos valendo 72 milhões de dólares – a prova clara da seca que vive a NFL de franchise quarterbacks; aqueles que podem liderar sua franquia por anos e anos mantendo uma razoável taxa de sucesso e bom desempenho.

Um dia normal para Justin James Watt.

Um dia normal para Justin James Watt.

A decisão é questionável, mas o consenso geral é de que o Texans realmente não tinha outra opção: esse time parece pronto para ir longe e nenhum jogador da classe de QBs rookies deste ano parecia sequer um pouco pronto para chegar e liderar uma equipe. Como fez, por exemplo, Russel Wilson ou mesmo Jameis Winston em menor escala.

A dura realidade é que Brock Osweiller era realmente o único com idade e habilidade suficiente para ser um franchise QB disponível no mercado. O maior ponto de interrogação fica pelo fato de que os próprios Broncos – time anterior de Osweiller, campeão do Super Bowl, pelo qual ele jogou metade das partidas da temporada regular no lugar de Peyton Manning – não fizeram muito esforço para mantê-lo na equipe. A temporada de 2016 deve servir para pelo menos dar-nos uma ideia de quem tomou a decisão correta. Palpites?

A melhor situação possível

Qualquer quarterback que “assumisse” esse time de Houston na condição de titular indiscutível não poderia reclamar da situação em que está entrando. Ao contrário da tradicional cultura da NFL que é encontrar seu QB do futuro e depois montar um time ao redor dele (não é necessário nem sair da divisão para observar isso, vide a constante luta de Luck em levar um time que parece incapaz de ganhar um jogo sem ele), a dupla Rick Smith (GM) e Bill O’Brien fez um bom trabalho em montar um time antes de buscar um líder.

Brock terá a sua disposição provavelmente o WR mais constante da NFL em DeAndre Hopkins (1521 jardas, 11 TDs com aquele carrossel de QBs medíocres lançando para ele). Do outro lado, quando Hopkins receber muita atenção das defesas, Osweiller poderá lançar para Jaelen Strong, agora em seu segundo ano; Cecil Shorts, que teve problema com lesões no ano passado, mas já demonstrou potencial no seu tempo de Jaguars; ou um dos rookies Will Fuller, veloz alvo de Notre Dame, e Braxton Miller, que chegou ao time com a denominação de offensive weapon, ou seja, que poderá ser utilizado em várias posições no ataque enquanto o time tentará maximizar seu potencial e sua produção no ataque (ele, inclusive, começou sua carreira como QB antes de ser transformado em WR em Ohio St).

Um QB ou uma gazela?

Um QB ou uma gazela?

Além de bons alvos, Brock também terá boa companhia no backfield. Depois de muitos anos de Arian Foster sendo o principal corredor dos texanos, o time decidiu deixá-lo ir após sua mais nova lesão (essa, ainda mais grave) e assinar com o eternamente subutilizado running back de Miami, Lamar Miller – ele nunca teve a oportunidade de ser um legítimo RB1 pelo Dolphins e nunca tivemos exatamente claros os porquês disso, já que Lamar perdeu toques para jogadores medíocres como Daniel Thomas ou Jay Ajayi. Se espera que, agora com os Texans e com um QB inexperiente liderando o time, Miller receba os 350+ toques que lhes parecem devidos (como comparação, Adrian Peterson tocou na bola 357 vezes ano passado), ao contrário dos, em média, 250 toques que Miller teve como teto em Miami.

Como adendo, vale ressaltar que para o backfield Houston também trouxe o fullback Soma Vainuku. Fica nossa expectativa imatura para que ele esteja entre os 53 do time depois da pré-temporada.

Liderados pelo melhor jogador da NFL?

JJ Watt é o cara de Houston. Além de ser capaz de vender um tênis horrível como se fosse o melhor do universo (sério, JJ Watt Reebok Signature ou algo assim: mais feios que os do Steph Curry), extremamente dedicado (ano passado ele passou um mês isolado em uma cabana na floresta apenas treinando durante as férias), ainda é um monstro dentro de campo e candidato a bater o recorde de 22.5 sacks em uma temporada, aterrorizando constantemente linhas ofensivas e quarterbacks, para não mencionar defesas quando o treinador dá a ele a oportunidade de brincar de TE em jogadas de goal line nas horas vagas.

No começo de julho, JJ passou por uma cirurgia nas costas que lhe deixará fora por volta de dois meses, perdendo assim todo o período de pré-temporada, mas tudo indica que ele deve (deve, uma lesão nas costas é sempre algo complicado) estar 100% para a temporada regular. Mas a saúde de Watt não deverá ser a maior pedra no caminho para os playoffs dos Texans: em uma AFC South reforçada, mais jogadores da defesa terão que ajudar, como o LB Whitney Mercilus (12 sacks) ou o CB Johnathan Joseph que, espera-se, repitam o bom trabalho de 2015.

Entre todos esses, talvez o com maiores capacidades de destacar-se seja Jadeveon Clowney, primeira escolha do draft de 2014, um gigante nos seus três anos de college, mas que sofreu uma lesão (que levou a uma cirurgia de micro fratura, conhecida por acabar ou pelo menos dificultar bastante carreiras na NFL) no seu primeiro jogo e, talvez por isso, ainda não demonstrou todo aquele potencial. Agora, com dois anos já passados, fica a expectativa para que Clowney seja o demônio que todos esperavam e tome um pouco do protagonismo para si.

Palpite: Tudo pode dar certo e tudo pode dar errado nessa temporada para Houston. Se Brock Osweiller for realmente o QB do futuro e JJ Watt estiver saudável, por mais que a AFC South esteja realmente muito mais forte esse ano, Super Bowl é uma realidade tangível para os próximos anos. Porém aposta que fica é que Osweiller está longe de ser a última Trakinas do pacote, Watt não estará no seu melhor e o time repetirá o 9-7 do ano passado. No fundo, Jaguars e Colts são melhores e vão para os playoffs no lugar dos Texans.