Posts com a Tag : Cincinnati Bengals

Podcast #6 – uma coleção de asneiras VI

Trazemos as análises mais acertadas do mundo sobre o último dia de trocas na NFL. E, de brinde, apresentamos algumas trocas que não aconteceram, mas gostaríamos de ter visto.

Em seguida, voltamos com o #spoiler: dessa vez, quais jogadores vencerão os prêmios de MVP, Defensive Player of the Year Offensive Rookie of the Year. Já pode fazer suas apostas que o dinheiro é garantido.

Depois abrimos espaço para cada um destacar uma pauta que chamou a atenção nessa temporada – inclusive uma tentativa medonha de defender o Cleveland Browns (!!!). Por fim, damos as tradicionais dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas semanas. Só jogão.

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor (dessa vez acreditamos que foi bom, é um milagre).

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Semana #4: os melhores piores momentos

A cada semana que passa, percebemos que não entendemos nada sobre futebol americano. A única certeza é que a NFL continua nos brindando com momentos grotescos para manter essa coluna – uma das poucas instituições que ainda funcionam no Brasil – de pé.

1 – Começando com o pé direito (mais uma vez): o Thursday Night Football

Football Starts Here é o slogan do jogo de quinta-feira a noite. Em uma adaptação livre, acreditamos que Bad Football Starts HereO último jogo, claro, não foi diferente. Mike Glennon mostrou porque sua melhor característica como QB é ser alto.

2 – Ainda sobre jogadas estranhas de gente estranha.

Admita, Travis Kelce é, sim, um cara estranho. Estranho, mas com sorte.

3 – Jimmy Graham: até quando?

Graham é overrated, mas não é ruim. Porém os Seahawks abriram mão de um dos melhores Centers da liga (que viria a calhar no meio daquele bando de retardados que eles chamam de linha ofensiva) e de uma escolha de primeira rodada para adquiri-lo junto aos Saints. Ele até já fez algumas jogadas aqui e acolá, mas, em meio a lesões, Jimmy também protagonizou momentos como os de domingo, em que as duas INTs de Russell Wilson foram em passes na sua direção. Veja uma delas aqui, e a outra, gerada por um drop de Graham, abaixo.

4 – Imagens que trazem PAZ.

4.1 – Eli Manning correndo

Uma mistura de tartaruga manca com tijolos nos pés. Por algum motivo, deu certo.

4.2 – Blake Bortles correndo

Sabemos que Blake não possui as melhores capacidades cognitivas do mundo, e ele deixa isso bem claro quando vai pra trombada ao invés de sair de campo. Em um universo paralelo, ele é um gênio. Ao menos foi uma oportunidade única (para ele) de fazer um defensor passar vergonha.

4.3 – Malik Hooker <3

Porque o mundo merece ver isto. Esse stiff arm foi lindo demais (o adversário morreu, mas passa bem).

4.4 – Josh McCown

Josh McCown é um game manager, eles disseram. Ele não vai estragar tudo, eles disseram.

4.5 – As definições de “totalmente livre” foram atualizadas

Acabem com o New York Football Giants enquanto ainda há tempo.

5 – Gente errada no lugar errado

Jay Cutler e Matt Ryan no Wildcat. Porque ninguém nunca pensou nisso antes?

5.1 – Motivo um: 

5.2 – Motivo dois:

6 – Os intocáveis

Algumas defesas têm dificuldades com conceitos simples, como a ideia de que, para parar uma jogada, você deve derrubar o coleguinha.

6.1 – Bilal Powell

Porque a defesa de Jacksonville é a força do time.

6.2 – Giovani Bernard

Em Alabama isso não seria um touchdown, pelo menos não intocado após não fazer nada além de correr em linha reta.

7 – Chegando ao fundo do poço – e lá encontrando uma pá.

Marquette King é divertido, mas é só um punter, e punters, por natureza, são destinados a fazer pouca coisa. Insatisfeito com a forma como as coisas são, Marquette resolveu ter seu minuto de fama. “O campo tem 100 jardas… Eu só preciso de 11… Eu consigo!”, ele deve ter imaginado. Então decolou, por conta própria, para conseguir o 1st Down em um Fake Punt. Você já deve saber o resultado: não deu certo. Ainda descontente com o resultado, King descontou sua frustração jogando a bola no adversário. O que era pra ser um simples punt se tornou um pesadelo.

8 – Troféu Dez Bryant

Você já sabe: o troféu Dez Bryant é o único que premia aquele jogador de nome que desaparece quando você mais precisa dele.

Nessa semana, Amari Cooper com 2 recepções para 9 jardas em 8 (!!!) targets. Essa atuação inesquecível rendeu uma alfinetada em nosso Podcast e garantiu a Cooper o Prêmio Dez Bryant da semana. Parabéns, garoto!

Cena rara ultimamente.

9 – Bônus:

9.1 – O Pick Six Brasil ganha um inimigo

Porque se Josh Doctson tivesse segurado a bola não precisaríamos sortear um prêmio.

9.2 – O Pick Six Brasil ganha um amigo

Porque Blake Bortles não quer que tenhamos que sortear mais prêmios.

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PS: Gostaríamos de saber se esse modelo de post, com as imagens ao invés dos links, é mais interessante. Quem puder dar o retorno lá no Twitter será de grande valia. Amamos (mentira) todos vocês!

Podcast #3 – uma coleção de asneiras III

Trazemos as lesões mais recentes da NFL e discutimos jogadores injury prone. Realidade? Mentira? O que comem? Onde habitam? Em seguida, apresentamos a realidade de alguns times, se são bons ou ruins. Por fim, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar atento nas próxima semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Análise Tática #11 – Semana #1: O ataque dos Chiefs salvou a nossa vida

O jogo de abertura da temporada 2017 da NFL não poderia ter sido mais surpreendente. Alex Smith e Kareem Hunt comandaram a vitória da zebra Kansas City Chiefs sobre o atual campeão do Super Bowl New England Patriots por 42×27.

A vitória do Chiefs por si só já seria algo bem longe do esperado, mas as estatísticas produzidas por Smith e Hunt adicionam um elemento a mais à derrocada do Patriots. Smith, QB conhecido pela mediocridade de seus números,  lançou para 368 jardas e 4 TDs, completando 80% de seus passes, no provável melhor jogo de sua carreira. O rookie RB Kareem Hunt sofreu um fumble em sua primeira corrida como profissional, mas se recuperou com louvor: além de anotar 3 TDs, suas 239 jardas totais foram suficientes para bater o recorde de mais jardas conquistadas por um calouro em seu primeiro jogo.

A jogada a seguir mostra como Alex Smith e Kareem Hunt destruíram o todo poderoso Patriots. No shotgun, Smith tinha Hunt ao seu lado e três recebedores em marcação individual. O Patriots trouxe sete jogadores próximos à linha de scrimmage e deixou apenas um safety em profundidade.

Tyreek Hill, que estava posicionado no slot, na parte de baixo da tela, se deslocou para o outro lado do campo, alterando a marcação do Patriots.

Logo após o snap, o TE Travis Kelce, em uma rota cruzando o campo, atraiu dois marcadores, enquanto Hunt iniciava sua rota em profundidade.

Com Kelce recebendo a atenção de dois marcadores e com os WRs em marcação individual nas extremidades do campo, Hunt acabou marcado por dois LBs, naturalmente mais lentos que ele.

Smith soube aproveitar a vantagem do confronto contra os LBs e, com um passe perfeito, colocou Hunt em posição de anotar um lindo TD de 78 jardas.

O TD de Kareem Hunt foi muito bonito, mas a primeira semana da NFL também trouxe muitas performances horrorosas. Carson Palmer implodiu no jogo contra o Detroit Lions, lançando três INTs sofríveis. Em uma delas, Palmer tinha à disposição três recebedores em rotas em profundidade e o RB David Johnson em um rota curta, em direção à lateral do campo.

O problema é que o QB do Cardinals decidiu lançar exatamente onde havia apenas um defensor do Lions, que sem dificuldades fez a interceptação. Talvez algum dos recebedores tenha errado a rota, mas mesmo assim é um erro inaceitável, já que pelo menos três jogadores estavam em condições de receber o passe.

Outro time que fez nossos olhos sangrarem na semana 1 foi o Cincinnati Bengals. Além das quatro interceptações lançadas por Andy Dalton, a defesa também não fez grandes favores ao time, que acabou derrotado por 20×0 para o Baltimore Ravens. Na jogada a seguir, Jeremy Maclin talvez tenha anotado o TD mais fácil do ano. O Bengals colocou todos os jogadores na linha de scrimmage, sem nenhum safety em profundidade.

Maclin, na posição de slot, tinha uma rota slant, em diagonal em direção ao meio do campo. Seu marcador tentou acompanhá-lo, mas outro recebedor do Ravens, indo na direção contrária, o atrapalhou.

Com o congestionamento prendendo seu marcador, Maclin só teve o trabalho de receber o passe e anotar um TD completamente ridículo de fácil.

Andy Dalton e um calvário que parece eterno

Onde você estava em 6 de janeiro de 1990?

Muitos leitores não eram nem nascidos, ou pelo menos nem se entendiam como gente na época. Alguns anciões podem argumentar que não é preciso ser tão velho assim para ter vivido o dia, e não vamos discutir isso. Mas e se essa data fosse a última em que você realizou determinada ação?

É assim que o Cincinnati Bengals se sente. A vitória no Wild Card contra o Houston Oilers foi a última da franquia em um jogo de playoffs. Desde então, cinco head coaches já passaram pela equipe, sendo que apenas o atual – e último da lista – disputou uma partida de pós-temporada. Sete partidas, no caso.

Para mostrar a dor das múltiplas derrotas que o time de Cincinnati sofreu, podemos pegar como exemplo a mais recente, contra o Pittsburgh Steelers, em casa. Após conseguir uma interceptação que praticamente selava a vitória, o LB Vontaze Burfict saiu correndo para os vestiários – o ataque só precisava não estragar tudo que o jogo estava ganho. Mas, como você já sabe, eles estragaram tudo. Os Steelers, novamente com a bola, marcharam o campo para vencer o duelo, contando ainda com a ajuda de algumas faltas estúpidas da defesa.

Voltando pra casa mais cedo – só para variar.

Na temporada seguinte – a passada -, os Bengals ficaram de fora dos playoffs pela primeira vez desde 2011. O ataque não conseguiu repetir o desempenho de outros anos, em que foi entre razoável e bom. Muito disso se deve a queda de rendimento da linha ofensiva e do jogo corrido. A defesa também não foi tão bem e a apatia deixou o time no terceiro lugar da divisão, a frente, apenas, obviamente, do Cleveland Browns.

O fator Andy Dalton

Antes de apresentarmos o ataque e a defesa de Cincinnati, precisamos falar sobre Andy Dalton. Mais especificamente, da Dalton Scale. O que ela é? Basicamente, uma lista que envolve todos os quarterbacks da NFL, e os classifica de acordo com seu nível de jogo. Essas todos nós conhecemos. Mas a Dalton Scale adiciona um elemento à essa classificação: se o seu QB está acima de Andy Dalton no ranking, ele serve para comandar a equipe. Se ele está abaixo, ele não serve para porcaria nenhum e você deve procurar outro cara.

Ser o divisor de águas entre QBs que prestam e não prestam não é um bom cartão de visitas. Afinal, isso significa que Dalton pode ter anos bons ou ruins, nunca ótimos. E, talvez mais que qualquer outro signal caller, Andy precisa de um bom time ao seu redor para vencer. Ele não é, por exemplo, um Andrew Luck, que consegue mascarar a ruindade de seus companheiros. E também não é um Blake Bortles, que puxa todo o nível da equipe para abaixo, quase como um imã da desgraça. Ele é só Andy Dalton. Não fede, nem cheira. E também não ganha jogos de playoffs.

Dalton convida: 10 azarados para jogarem ao seu lado.

O ataque dos Bengals é comandado pelo já citado Andy Dalton. Felizmente o texto já o abordou o suficiente, e não precisamos mais falar dele. Obrigado, Deus.

Falemos agora da linha ofensiva. Ela, como já dissemos, mostrou alguns sinais de retrocesso em 2016: em 2015, foi a melhor bloqueando para a corrida, e a décima quinta bloqueando para o passe. Em 2016, caiu para as décima quarta e vigésima sexta posições, respectivamente.

Para 2017, a perspectiva não é boa, já que dois dos melhores jogadores deixaram Cincinnati. Andrew Whitworth está agora em Los Angeles, e Kevin Zeitler está em Cleveland. Seus substitutos serão, respectivamente Cedric Ogbuehi, que não inspirou confiança quando jogou; e Andre Smith, que já teve bons momentos com o time, mas vem de um ano ruim em Minnesota. O bom Center Russell Bodine Bodine, o LG Clint Boling e o RT Jake Fisher fecham o grupo.

No corpo de recebedores, o destaque fica com AJ Green. Green deveria receber uma parcela do salário de seu QB, por motivos óbvios: se não fosse por ele, Andy Dalton estaria hoje na CFL. Para ajudar AJ, os Bengals escolheram John Ross na primeira rodada deste draft. Ross é extremamente veloz, e também um bom receiver, mas precisa se manter saudável, talvez seu principal problema. Há ainda Brandon LaFell, o jogador mais sem graça da liga; Tyler Boyd, escolha de segunda rodada em 2016; e Josh Malone, escolha de quarta rodada esse ano. Por fim, para não fazer um parágrafo só pra ele, vamos incluir aqui também o Tight End Tyler Eifert, que é bom jogador.

A expressão facial de cada um diz tudo.

Já na posição de Running Back, a paciência com Jeremy Hill acabou, e Joe Mixon foi selecionado na segunda rodada para assumir o papel de RB 1. Mixon era apontado por muitos analistas como o melhor jogador da posição na classe, mas problemas extra-campo o tiraram do primeiro round. Giovani Bernard, que volta de grave lesão, continuará com o seu papel de recebedor saindo do backfield, que ele faz muito bem.

Tentando vencer os jogos para o ataque e falhando miseravelmente: os outros coleguinhas de Andy Dalton.

A linha defensiva dos Bengals é uma unidade de respeito. O DE Carlos Dunlap e o DT Geno Atkins estão entre os melhores jogadores da liga em suas posições. Jogam ao seu lado o  DE Michael Johnson, que traz experiência mas já não está mais no auge da forma. Complementando esses veteranos, o time tem o DT Andrew Billings, bem cotado no draft passado, mas que não conseguiu ir bem conta de lesões; Jordan Willis, escolha de terceira rodada esse ano; e Ryan Glasgow, escolha de quarta, também em 2017.

No corpo de LBs, o melhor jogador, Vontaze Burfict cumpre suspensão nos três primeiros jogos, por motivos de ser um babaca mau caráter. A adição de Kevin Minter, que vem de um bom ano em Arizona deve ajudar o grupo, que contará também com Carl Lawson, escolha de quarta rodada nesse ano, e Vincent Rey, que tem sido um reserva de confiança desde que chegou a equipe.

Fechando a defesa, a secundária conta com boa profundidade, especialmente quando falamos nos Cornerbacks. Adam Jones, Dre Kirkpatrick, William Jackson e Darqueze Dennard são todos escolhas de primeira rodada, permitindo aos Bengals uma certa tranquilidade na posição. George Iloka e Shawn Williams devem ser os safeties que complementarão a formação titular.

Carinha de quem tem poucos amigos, porque tem poucos amigos.

Palpite: Os Bengals tem uma boa defesa, mas não dá pra esperar muito do ataque. A linha ofensiva é um ponto de interrogação, e Andy Dalton não deve conseguir superar as limitações decorrentes disso. A única forma de Cincinnati sonhar com algo é se o jogo corrido for muito bem, mas ele também depende da OL. Uma campanha média, algo como 7-9, é o que esperamos.