Posts com a Tag : Chicago Bears

O primeiro jogo do ano – e do resto de nossas vidas

Parecia que a temporada do Green Bay Packers duraria pouco mais de 20 minutos. Rodgers poderia ter sofrido uma séria lesão no joelho mesmo antes da metade do segundo quarto do primeiro SNF e, de repente, talvez estivéssemos vendo um dos maiores QBs de sua geração desperdiçar mais um ano de seu auge: quando Aaron Rodgers se dirigiu aos vestiários, qualquer apaixonado por football prendeu o ar e pensou “de novo”? E, bem, a expressão do quarterback convergia com aquilo estávamos pensando.

Os próximos atos do roteiro indicavam o pior cenário possível para os torcedores do Packers: Green Bay seria triturado logo na semana #1, contra seu maior maior rival. Khalil Mack fazia o backup, DeShone Kizer, parecer uma criança indefesa assistindo a um filme de terror e, bem, ali mesmo já era claro que seria um longo ano se Kizer fosse o titular nas próximas semanas.

LEIA TAMBÉM: O primeiro dia após a neve

Mack, ao respirar, MOVIMENTAVA O AR e transformava Kizer em um atleta amador (talvez ele seja isso aí mesmo e errado é quem espera algo diferente). Khalil logo conseguiu um sack, uma interceptação, forçou um fumble e anotou um touchdown em poucos minutos ou tudo no mesmo lance (se você estivesse dopado pelo medo, seria incapaz de distinguir): em pouco tempo, Chicago abria 17 pontos de vantagem no Lambeau Field pela primeira vez desde 1948.

Restava a nós, meros mortais, amaldiçoar o front office de Green Bay eternamente por ser incapaz de cercar Aaron por algum talento capaz de lhe auxiliar, e culpar Mike McCarthy (essa é fácil) por todos os seus crimes inafiançáveis contra o esporte (em breve uma lista própria sobre o tema).

Você já viu o que McCarthy é “capaz” de fazer com um time quando não tem um HoF QB ao seu dispor, e ninguém em sã consciência teria prazer em assistir uma continuação deste filme.

Um quase (não) retorno

Quando Aaron retornou no terceiro quarto, os Bears logo abriram 20 pontos de frente – e o quarterback claramente não estava saudável: ele se protegia, tentava permanecer dentro do pocket (o equivalente a uma tentativa de suicídio quando consideramos a OL de Green Bay) e alterava seu posicionamento para evitar sobrecarregar a perna esquerda.

Mas como o próprio Aaron Rodgers afirmaria na entrevista pós-jogo, para retornar a uma partida, basta “fazer algumas boas jogadas” – facilita, claro, quando se é Aaron Rodgers, e não DeShone Kizer. Não estamos falando de ciência aeroespacial aqui, afinal. 

Algumas jogadas depois, Aaron completou cinco passes em um drive, que terminaria com um FG de Mason Crosby; a vantagem do Bears voltava para 17 pontos, mas agora restavam apenas 15 minutos no relógio. Não era uma cenário necessariamente tranquilo. 

Mas quando o Packers recebeu a bola novamente, já no último período, Rodgers precisou de apenas seis jogadas – em quatro delas, ele encontrou Geronimo Allison para, na última delas, conseguir um touchdown de 39 jardas em que a bola FLUTOU EM UMA PARÁBOLA CELESTIAL, reduzindo o déficit para apenas 10 pontos. Convenhamos: ali, você já sabia o que estava por vir.

Um novo three-and-out de Chicago deu mais uma injeção de ADRENALINA ao Packers que, aproveitou a chance com uma conexão de 51 jardas para Davante Adams – que, três jogadas depois, anotaria o TD. Naquela altura, era evidente o colapso mental que rondava o Bears. Mesmo após marchar quase um campo inteiro, o time conseguiu apenas um FG, insuficiente para selar a vitória – a vantagem no placar era de apenas 6 pontos. 

Segundas chances

Pouco menos de três minutos e uma jogada que poderiam ter selado a partida. Logo na primeira tentativa, Kyle Fuller poderia ter interceptado Rodgers, mas dropou a pelota, em um lance aparentemente fácil para um atleta de seu nível.

Contra Aaron Rodgers, tudo que você pode pedir aos céus é uma chance para terminar a partida. Contra Aaron Rodgers, tudo que você não pode ceder, é uma segunda chance: duas jogadas depois, ele encontrou Randall Cobb no meio do campo – e Randall correu 75 jardas para a glória.

Cobb é inegavelmente quem tem mais méritos no sucesso dessa jogada específica – e também inegavelmente o sistema defensivo do Bears teve uma crise de caibrã mental naqueles segundos. Mas, mesmo que tentemos negar, desde o passe para Geronimo Alisson, um lançamento que nenhum outro ser humano poderia fazer, sabíamos o que os próximos minutos reservavam: após um início com apenas três passes completados em sete tentativas e uma lesão, Rodgers terminou a partida com 20 passes (em 30 tentados), para 286 jardas e três TDs – todos no último período.

Algo possível apenas para alguém capaz de fazer uma torcida inteira acreditar graças ao simples fato de estar em campo.

O outro lado

A então improvável vitória de Green Bay também é fruto de uma série de decisões no mínimo questionáveis de um HC em sua primeira temporada e um QB de 24 anos e apenas 13 partidas como profissional (além de uma dúzia delas em sua carreira universitária).

Durante a primeira etapa (e aqui se inclui o período com Rodgers em campo), o Bears expôs todas as fraquezas do sistema defensivo de Green Bay, tripudiando daquilo que parecia algo formado por torcedores sorteados antes da partida para trajar uniformes e entrar em campo: os RBs Tarik Cohen e Jordan Howard alinhavam no backfield, o OT Charles Leno abria espaços como se estivesse DANÇANDO BALÉ e Clay Matthews tinha como estatística a incrível média de “uma vergonha” por snap. 

Após anos sofrendo nas mãos de John Fox, Chicago enfim tinha um sistema ofensivo criativo e moderno. No fundo, o Packers só chegou com alguma chance ao terceiro período, porque o LB Blake Martinez era um pequeno sopro de dignidade dentre os “defensores”. Sim, Blake Martinez era o melhor jogador de Green Bay em campo. Leia novamente até acreditar.

VEJA TAMBÉM: Chicago Bears: o respeito voltou

Mas com a mesma velocidade que essa sensação de que um novo ataque havia desembarcado em Illinois chegou, ela desapareceu. Durante todo o segundo tempo, Trubisky se limitou a procurar Cohen e Howard (Allen Robinson e Taylor Gabriel eram meros figurantes), sua confiança diminuiu e algumas oportunidades com recebedores livres foram desperdiçadas.

Claro, não se pode colocar toda a conta da derrota no jovem QB, e sua atuação nos dois últimos períodos tornam a decisão de Matt Nagy em uma jogada crucial, capaz de cravar um punhal em Green Bay, ainda mais questionável: em uma 3&1, com pouco menos de três minutos restantes, na linha de 14 jardas do campo de ataque, Chicago tentou um passe para Anthony Miller que acabou incompleto e resultou em um FG – naquela altura, o jogo estava 23 a 17 e, bem, já falamos sobre como essa história termina.

Nesse instante, a defesa do Bears já não era a mesma: Mack foi incrível nos dois primeiros quartos, mas esperar que ele mantivesse o mesmo nível por 60 minutos com apenas uma semana de treinos seria irreal – tanto que nos últimos períodos ele passou uma quantidade significativa de snaps na linha lateral e, quando esteve em campo, encontrou dificuldades para vencer o RT Byan Bulaga (que havia tido uma atuação trágica antes do intervalo).

Mesmo assim é evidente que melhores dias para a defesa do Bears, com Mack e Roquan Smith cada vez mais entrosados, são mera questão de tempo: tudo que aconteceu em Wisconsin são ótimos sinais a se apegar, sobretudo para uma franquia que precisava desesperadamente de novas perspectivas.

LEIA MAIS: Jay Cutler, você não sabe jogar!

E não há nada de errado em se agarrar ao “se”: “se” Fuller não tivesse dropado uma interceptação fácil, “se” Howard tivesse corrido aquela maldita jarda ou “se” Mitch enxergasse WRs livres, o Bears teria saído com a vitória.

Claro, não se vive de “se” (já diria o ditado: “se estivesse um rio aqui, eu estaria pescando, e não escrevendo merda“), mas há diversas novas possibilidades que valem a pena ter em conta quando olharmos os próximos passos do Chicago Bears em 2018.

Na primeira partida, porém, uma festa que parecia certa foi estragada. Mas foi estragada por uma dos melhores jogadores da história. Não há motivos para desespero: os dias de Chicago na NFC North podem (e devem) chegar em breve. Desde que, claro, Aaron Rodgers não consiga se apoiar em pé no Lambeau Field.

O respeito voltou

Quando foi a última vez que você respeitou o Chicago Bears pelo que a franquia é no presente? É difícil lembrar. O time não joga os playoffs desde o começo da década e, quando esteve próximo de quebrar a sequência negativa, acabou colapsando de maneira que só Aaron Rodgers é capaz de explicar. Antes de tudo isso, bem… Acreditamos que o amigo leitor não quer gastar seu tempo lendo sobre Rex Grossman.

Essa inércia que só se deslocava em direção a fracassos era representada, principalmente, por Jay Cutler. Você sabe quem ele é. A paciência da diretoria com a apatia de Jay eventualmente se esgotou e, ao final da temporada 2016/17, Cutler foi enfim chutado da franquia.

Para o seu lugar o time foi atrás de Mike Glennon, que nos reservamos o direito de ignorar, já que também foi defenestrado de Illionois. Além dele, o Bears selecionou Mitch Trubisky no draft, gastando – desnecessariamente – algumas escolhas para isso. Após anos vivendo a experiência Jay Cutler, Chicago percebeu que uma equipe reflete o seu quarterback. Se ele é um vencedor, a franquia tende a seguir o mesmo caminho. Se não é… Bem, existem outros esportes para acompanhar.

Por isso, a escolha de Mitch simboliza a virada nos rumos de um time que, além de tudo, carecia de uma personalidade. Agora, com seu novo QB – e seu contrato de calouro – o Bears espera montar uma equipe jovem, dinâmica e capaz de competir com a elite da liga.

Iniciando o processo

O início de carreira de Trubisky não foi muito promissor. Após começar no banco de Glennon, o jovem finalmente recebeu a oportunidade para mostrar seu valor. As atuações não inspiraram muito confiança, mas podemos atribuir isso a dois fatores: em primeiro lugar, o sistema montado pelo técnico John Fox era voltado para uma época em que Jon Gruden ainda prestava como HC; em segundo lugar, não era segredo pra ninguém que Mitch não chegava à NFL “pronto”, seria necessário tempo para que ele pudesse moldar seu jogo ao nível profissional.

Em outros tempos, provavelmente não teríamos essa boa vontade com Trubisky. Acontece que, após protagonizar uma das piores temporadas de calouro da história, Jared Goff provou que é possível realizar um grande salto de qualidade e produtividade no segundo ano.

Percebendo as novas tendências ofensivas da liga e o sucesso de Goff em Los Angeles, Chicago decidiu copiar esse processo. Para isso, a franquia buscou Matt Nagy que, assim como Sean McVay, é uma mente ofensiva da nova geração. A expectativa é que Nagy consiga extrair de Mitch resultados semelhantes aos que McVay conseguiu de Goff.

Está saindo da jaula, o monstro (?)

Para dar continuidade ao processo “salvem a carreira de Trubisky e os nossos traseiros da demissão“, o Bears percebeu que precisava de Wide Receivers. Não de Wide Receivers novos ou promissores, de Wide Receivers mesmo. Afinal, uma pequena busca pelos “tops” do time na posição em 2017 tem Titus Davis (conhecido pelo pseudônimo QUEM?) como primeiro retorno. O resto do elenco você pode encontrar nas famosas listas “Que fim levou?”, de nosso concorrente mais rico.

Por isso, foram contratados Allen Robinson, que conseguiu se provar útil mesmo recebendo passes de Blake Bortles e Taylor Gabriel, que quando usado efetivamente pode ser uma espécie de curinga no ataque. No draft, a escolha de Anthony Miller dará a Kevin White a tranquilidade para não ser nem o WR3, o que pode ajudá-lo a, enfim, deslanchar. Além deles, para a posição de TE, Trey Burton poderá mostrar que é muito mais que uma jogadinha ensaiada – aliás, saudades.

Fechando o ataque, a linha ofensiva composta por Bobby Massie, Kyle Long, Cody Whitehair, Eric Kush e Charles Leno Jr não apenas não compromete, como não surpreenderia se fosse uma 6 ou 7 melhores da NFL no ano. Também underrated, o RB Jordan Howard forma uma dupla interessante com Tarik Cohen, ainda mais agora que estão sob a batuta da mente ofensiva de Matt Nagy.

A defesa, esta sim, uma besta enjaulada com ódio

É importante destacar que, se esse preview tivesse sido escrito com antecedência, os elogios a defesa dos Bears também estariam presentes. Porém, como você já deve saber, a unidade saltou de um bom grupo com grande potencial para uma das grandes forças da conferência, mesmo se tratando da forte NFC.

Khalil Mack, um dos jogadores mais consistentes do esporte e um dos três melhores defensores dos últimos anos, chega para ser o grande nome de um grupo que já era bom, mas ainda não tinha uma super-estrela como ele. Ao seu lado, estará uma linha defensiva composta por Akiem Hicks e Eddie Goldman, ambos bons jogadores, além do LB Leonard Floyd que, além de ótimo jogador, se beneficiará da atenção que será dada aos talentos de Mack. Fechando o grupo de linebackers, Roquan Smith, um dos calouros mais interessantes do ano – e que de fato conhecemos, afinal esteve nos playoffs do College – jogará junto de Danny Trevathan, outro, adivinhem, bom jogador.

Na secundária, Adrian Amos e Eddie Jackson formam uma dupla interessante e underrated que pode inclusive melhorar em relação ao ano anterior, já que tratam-se de jogadores novos. Por fim, Prince Amukamara e Kyle Fuller não formam a melhor tandem de CBs, mas, quando são eles o (talvez) elo mais fraco da defesa, é um sinal de que será difícil se preparar para enfrentar essa unidade em 2018.

Palpite

Por se tratar de um time novo, um QB ainda inexperiente e um Head Coach em seu primeiro ano, o Bears, mesmo sendo uma franquia de potencial, ainda é muito imprevisível. Um cenário em que as peças não se encaixem como o esperado é perfeitamente plausível, assim como uma situação parecida como a dos Rams em 2017, em que tudo vai bem, obrigado e a equipe surpreende a todos. Como a possibilidade mais razoável provavelmente é o meio-termo, podemos esperar uma evolução considerável em relação aos anos anteriores. Porém, levando em conta os times da NFC e da própria divisão, sonhar com playoffs já em 2018 pode ser demais. Mais que um bom record final, o que o torcedor mais espera é que a temporada mostre que a franquia está, enfim, de volta ao caminho das vitórias.

Refazendo o Draft 2017

Todos amamos o draft: mesmo sem assistir boa parte dos jogadores achamos que entendemos alguma coisa, afinal durante abril qualquer beco da internet tem seu próprio mock.

Mas a verdade é que nem aqueles que são pagos pra avaliar jogadores não têm a menor ideia do que estão fazendo: mesmo os melhores “talent evaluators” fazem algumas escolhas – e draft completos – extremamente questionáveis.

Só existe um exercício que permite acertar em cheio as escolhas: refazê-las. E é por isso que faremos esse divertido ensaio por aqui, porque estar certo só não é melhor que ver o New England Patriots perdendo.

Algumas regras simples: como o board está diferente, retiramos as trocas que foram feitas durante o evento. Não faria sentido para Chiefs e Texans trocar pra cima com uma oferta diferente do que aconteceu em 2017. Além disso, o cenário é basicamente aquele de maio/2017: as escolhas de Bengals e 49ers mostrarão isso.

1 – Cleveland Browns: Deshaun Watson (Texans) 

O mais curioso é que os Browns poderiam ter escolhido o melhor QB da classe na #14, porém… Browns. Os fãs de Sashi Brown não querem que você perceba isso, mas Watson vale mais do que a escolha #4 que o time conseguiu por ele.

Já ficava lindão de laranja.

2 – San Francisco 49ers: Marshon Lattimore (Saints) 

Richard Sherman só chegou um ano depois e nem solução sabemos se é. O 49ers pega o melhor CB da classe e que tem potencial pra ser All Pro. O time vai atrás de Kirk Cousins na janela do ano que vem, só não vê quem não quer.

3 – Chicago Bears: Patrick Mahomes (Chiefs)

Mitch Trubisky mostrou vários nada em 2017. O time ainda tem fé nele, mas tudo indica que Patrick Mahomes será um QB melhor.

4 – Jacksonville Jaguars: Kareem Hunt (Chiefs) 

Leonard Fournette foi bem, mas Kareem Hunt foi melhor. Um time que tem Blake Bortles tem que tirar a bola das mãos dele mesmo.

5 – Tennessee Titans: Juju Smith-Schuster (Steelers)

Se é pra fazer um reach por um Wide Receiver, que pelo menos seja pelo melhor da classe, ao menos pelo que vimos em 2017.

6 – New York Jets: Jamal Adams (Jets) 

Nada como ter uma boa peça para começar a reconstruir a secundária, o que se mostrou claramente um dos planos da equipe nos últimos dois anos.

7 – Los Angeles Chargers: Pat Elflein (Vikings)

O time focou em reforçar o interior da linha em 2017, e escolher um dos melhores rookies do ano que pode jogar como Guard ou Center ajudaria a manter Phillip Rivers vivo pelos próximos anos.

8 – Carolina Panthers: Alvin Kamara (Saints)

Alvin Kamara foi o que se esperava de Christian McCaffrey. Não precisamos falar mais nada.

9 – Cincinnati Bengals: Cam Robinson (Jaguars) 

A linha ofensiva foi deprimente em 2017. Muito melhor escolher um LT que um WR que você está pensando em transformar em CB. 

10 – Buffalo Bills: Mitch Trubisky (Bears)

Esperando um ano atrás de Tyrod Taylor, Mitch dá aos Bills a oportunidade de não se desesperar por um QB de 2018 em diante.

11 – New Orleans Saints: Tre’Davious White (Bills)

Não tendo mais Marshon Lattimore, os Saints conseguem um CB de nível de Pro Bowl do mesmo jeito.

Não preciso nem pegar o avião pra se mudar.

12 – Cleveland Browns: Myles Garrett (Browns) 

O mundo dá voltas. Talvez se tivesse jogado todos jogos da temporada, Garrett estaria mais valorizado aqui.

13 – Arizona Cardinals: Evan Engram (Giants) 

Não dá pra lançar bolas só pra Larry Fitzgerald e querer ser feliz ao mesmo tempo.

14 – Philadelphia Eagles: Leonard Fournette (Jaguars)

O time, à essa altura, não tinha RB. E Fournette jogando nesse ataque ao lado de Carson Wentz seria divertido demais.

15 – Indianapolis Colts: TJ Watt (Steelers) 

O time tem uma quantidade enorme de buracos, e pass rusher é uma delas. Bem, não é como se o Colts fosse ser bom mesmo, então o ideal é ir adicionando talento.

16 – Baltimore Ravens: Corey Davis (Titans) 

O jogo contra os Patriots mostrou que Davis pode ser um bom jogador. Como é WR e foi para o Ravens nesse cenário, provavelmente não será.

17 – Washington Redskins: Jonathan Allen (Redskins) 

Allen foi bem até se machucar. Não tem porque o Redskins fazer diferente aqui.

18 – Tennessee Titans: Derek Barnett (Eagles)

Barnett fazia parte da rotação dos Eagles, e se fosse titular absoluto provavelmente teria um impacto ainda maior. Faz sentido para o Titans.

19 – Tampa Bay Buccaneers: Dalvin Cook (Vikings)

Os Bucs queriam Cook, e dessa vez não inventaram moda.

Dias de um futuro esquecido.

20 – Denver Broncos: Ryan Ramczyk (Saints)

Bolles não foi tão mal, mas Ramczyk foi um OT melhor.

21 – Detroit Lions: Adoree’ Jackson (Titans)

Nada como um CB para jogar oposto a Darius Slay. O torcedor dos Lions (o único que conheço) não gostava de Nevin Lawson.

22 – Miami Dolphins: Solomon Thomas (49ers)

Thomas não empolgou em 2017, mas ainda podemos esperar algo dele daqui pra frente. De qualquer forma, Charles Harris também não empolgou mesmo.

23 – New York Giants: Garett Bolles (Broncos)

Porque Eli Manning precisa de mais de um segundo para lançar a bola.

24 – Oakland Raiders: Marcus Williams (Saints) 

Alguém precisa interceptar bolas nessa defesa, e Marcus Williams é esse cara. Não deixe a jogada que marcou sua carreira até aqui te enganar: Williams é um baita jogador.

25 – Houston Texans: Christian McCaffrey (Panthers)

Se o time ainda não tem um QB, que pelo menos consiga um jogador versátil pra tirar a bola das mãos de seja lá quem estiver lançando a bola.

26 – Seattle Seahawks: Dion Dawkins (Bills)

A linha ofensiva é medonha. Dion Dawkins deixou o Bills confortável para trocar Cordy Glenn e com certeza é melhor que seja lá quem o Seahawks escala na ponta da OL.

27 – Kansas City Chiefs: DeShone Kizer (Browns)

Kizer foi colocado numa situação impraticável em Cleveland. Em Kansas City ele teria a oportunidade de não ser fritado. Andy Reid confia no próprio taco a ponto de fazer essa escolha.

28 – Dallas Cowboys: David Njoku (Browns) 

Jason Witten é imortal, mas nem tanto.

29 – Green Bay Packers: Carl Lawson (Bengals) 

Clay Matthews não é confiante como pass rusher há muito tempo. E Carl Lawson jogou mais que muito jogador escolhido na primeira rodada.

30 – Pittsburgh Steelers: John Johnson III (Rams)

Porque o time precisa de ajuda na posição de Safety. Alguém precisa derrubar Chris Hogan correndo livre por aquela secundária.

31 – Atlanta Falcons: OJ Howard (Buccaneers) 

OJ não correspondeu as expectativas em 2017, mas não é todo TE que joga bem como calouro.

32 – New England Patriots: Takkarist McKinley (Falcons)

Porque esse time não tinha pass rusher nem quando terminaria a temporada invicto.

A alegria de vazar da NFC.

É mais difícil do que parece, amigos.

Semana #12: os melhores piores momentos

75% da temporada da NFL já foi jogada. Já estreamos novos segmentos, consagramos jogadores e vimos muita desgraça até aqui. Porém, a coluna só trouxe uma certeza até hoje: se ela for continuar em 2018, certamente não serei eu que a farei. Eu não aguento mais. O leitor não liga para os meus desabafos, então vamos lá:

1 – Fuck It I’m Going Deep Fan Club

Quando o Quarterback (semana passada vimos que nem sempre só o quarterback) resolve jogar a bola longe sem medo de ser feliz.

1.1 – Matt Moore 

Quando o DB disputa com outro DB quem vai agarrar a bola, certamente não foi uma boa decisão.

1.2 – Marcus Mariota

Baseado na jurisprudência do caso anterior, além de que o drop do Darius Butler e o receiver escorregando mereceram ser destacados.

1.3 – Tyrod Taylor (part. especial: Marcus Peters)

Nada como ter o defensor do seu lado.

1.4 – Joe Flacco

Claramente procurando Rahim Moore na secundária.

2 – O Fumble Bowl 

2.1 – Malcom Jenkins

Sempre muito triste sofrer um fumble depois de interceptar um passe.

2.2 – Mitch Trubisky

Quando draftado, sabia-se que Trubisky precisaria de um tempo para se adaptar. Mas, porra, no College tu não segurava snap também não?

2.3 – Jay Ajayi

Quando a vontade de se consagrar é maior que a vontade de segurar a bola.

3 – Imagens que trazem PAZ

3.1 – Brock Osweiler

3.2 – Broncos @ Raiders 

3.3 – Robbie Anderson (assista com áudio)

3.4 – A defesa do Oakland Raiders, Paxton Lynch e… isto.

A primeira interceptação do Raiders na temporada veio em grande estilo.

3.5 – Este idiota dos Redskins

Repare como ele desconhece a regra do touchback. Seu companheiro de equipe conhecia, e ficou pistola.

3.6 – O center de New England

Tentou dar uma chance aos Dolphins. Não adiantou.

3.7 – Tyreek Hill e outro guerreiro de Kansas City 

A imagem que simboliza como o ataque dos Chiefs derreteu de algumas rodadas pra cá.

4 – Troféu Dez Bryant da Semana

Sabe quando seu time tem um jogo complicado e precisa que o jogador de nome apareça? O torcedor dos Cowboys sabe. O torcedor dos Cowboys também sabe que Dez Bryant não é o nome ideal para esses momentos.

Por tudo isso, o vencedor do troféu Dez Bryant da Semana é Leonard Fournette. Parabéns!

 

Análise Tática #17 – A “defesa” de Dom Capers

O conceito de novidade é definido, pelo dicionário, como algo novo. Também pode significar inovação. Em termos técnicos, de direitos autorais, novidade é requisito para a existência de um invento e, como consequência, direito de propriedade.

Mesmo as melhores invenções sucumbem ao Pai Tempo, e as pessoas precisam se atualizar para continuarem desempenhando de forma excelente seus trabalhos (eu mesmo leio semanalmente uma porção de textos do Inside The Pylon para produzir essas análises). Isso não é diferente para os técnicos da NFL, ainda mais em um ambiente que trata o esporte como ciência e produz horas de vídeos para descobrir as tendências dos adversários.

Ernest Dominic “Dom” Capers é um técnico da NFL desde 1984, e com uma carreira toda voltada para defesas, assumiu a função de coordenador defensivo do Green Bay Packers em 2009. Vindo da coaching tree de Marty Schottenheimer, também passou pelo staff de Bill Cowher e Dick Lebeau nos Steelers. Esse último, o leitor provavelmente deve conhecer como o criador do conceito defensivo de zone blitz. Ao assumir a posição de DC, Capers passou a implantar o que aprendeu desse esquema. Tal sistema foi desenvolvido para ser eficiente contra ataques de rotas curtas e que dependiam muito do timing entre recebedor e QB, como a West Coast Offense.

Segundo o Pro Football Reference, a defesa dos Packers sob o comando de Capers foi ranqueada no top-10 em jardas ou em pontos cedidos em apenas 2009 e 2010, nos primeiros dois anos de sua gestão, o que culminou com a conquista do Super Bowl XLV. Em 2011, temporada que os Packers tiveram a melhor campanha da NFL, a defesa foi a pior ranqueada em jardas cedidas. Em 2016, a unidade esteve em 21º em pontos e 22º em jardas. Evidentemente, existem estatísticas avançadas e métricas melhores para avaliar do que os parâmetros supracitados.

Utilizando a fonte do Football Outsiders, um dos melhores sites que cobrem a NFL em termos de estatísticas avançadas, o desempenho da defesa dos Packers teve uma clara queda. O sistema DVOA resumidamente analisa o desempenho de uma unidade em relação à média dos adversários da NFL. Para defesas, a porcentagem negativa é melhor pois significa menor pontuação cedida. A variância representa a consistência da defesa ao longo da temporada. Evidentemente, lesões de jogadores podem influir nessas estatísticas.

Temporada DVOA Variância Ranking
2009 -18% 11% 2
2010 -13,90% 3,70% 2
2011 8,60% 3% 25
2012 -7% 2,90% 8
2013 14,40% 4,00% 31
2014 -1% 7,40% 16
2015 -7,30% 5% 9
2016 3% 6,10% 20
Fonte: Football Outsiders

Após essa breve divagação sobre estatística do esporte, voltando aos aspectos táticos, a defesa dos Packers se baseia em um front de 3-4 com conceitos de zone blitz. Evidentemente, com a maior tendência dos ataques em prol do passe, a mesma começa a jogar em um 3-3-5 em formação nickel. O conceito de zone blitz tem por objetivo confundir a capacidade de detecção do quarterback em relação à pressão extra do pass-rush. Isso ocorre, por que nesse tipo de front, há rushers que jogam em posição de 3 apoios (mão na grama) ou dois apoios (em pé).

A blitz consiste em mandar mais que quatro homens em direção ao QB, entretanto, o esquema de Dom Capers realiza isso sem ficar totalmente desprotegido contra o passe (ou pelo menos no campo das ideias), tanto que esse sistema derivado do original de Dick LeBeau é costumeiramente chamado de Fire Zone Blitz na literatura especializada. Geralmente, um dos rushers que mostram a blitz recua em zona para cobrir o passe, o que combinado com o uso de stunts (jogadores de linha defensiva se cruzando para confundir os bloqueios), dificulta o diagnóstico de pressão pelo quarterback.

Com jogadores alinhados em posturas direrentes, uma fire zone blitz de 3-4 pode combinar os mais diversos tipos de pressão, desde o comum ataque dos OLBs, até o uso de CBs e safeties em situações de pressão com delay. Os jogadores do front precisam ser dedicados ao gap da jogada, e o jogador que recua precisa executar essa função no tempo correto. Normalmente, a divisão de tarefas da defesa é de 5 jogadores dedicados à pressão, 3 cobrindo as primeiras 10 jardas após a linha de scrimmage e 3 cobrindo o fundo do campo, esses últimos em zona.

A grande desvantagem desse esquema, é o constante uso de pick plays pelos ataques. Esse tipo de jogada é o uso legal de bloqueios dentro do limite de 5 jardas, evitando que jogadores de cobertura de passe se posicionem corretamente, geralmente aplicado em situações de poucas jardas, como na red zone, por exemplo. Como a zone blitz tem por objetivo mostrar uma hot-read para o quarterback inicialmente e rotacionar a defesa em torno dessa leitura, tirando o passe curto. Com isso, o QB pode induzir os adversários a cobrir uma rota de armadilha, carregando a defesa para um lado do campo com os olhos (lembre-se, a secundária está em zona), e então atacar outro ponto do campo livre com o passe rápido.

Na imagem acima, observa-se dois esquemas de pressão baseados em fire zone blitz. No esquema à esquerda, a zona rotaciona no sentido do strongside, enquanto o LOLB recua. Para a jogada à direita, a rotação é no sentido anti-horário, enquanto a blitz vem do FS. Agora, vamos observar isso no vídeo da jogada, o espaço amostral utilizado será o jogo da semana contra o Chicago Bears. Aqui, há dois agravantes: o ângulo lateral de All-22 do Soldier Field é uma piada de mal gosto. John Fox também é uma piada de mau gosto como técnico.

Isso aqui é uma SACANAGEM, caro leitor.

Observando as estatísticas do jogo, a defesa dos Packers cedeu 21 passes completos de 35 tentados, sendo 5 sacks para perda de 29 jardas. Foram 268 jardas aéreas, sendo 6.7 por tentativa de passe. No jogo corrido, foram 55 jardas de 17 corridas, explicado pelo fato de que os Bears sempre estiveram atrás do placar na partida, o que força situações de passe. Além disso a defesa dos Packers não cedeu nenhuma possibilidade de ataque dentro da redzone, e o único touchdown cedido na partida pelos Packers foi já no último quarto (passe de 46 jardas para Josh Bellamy – o famoso QUEM).

Nessa jogada, observa-se que o Packers apresenta um esquema de blitz a partir da formação nickel em que o guerreiro #27 ataca o right guard. Dentro do esquema de fire zone blitz, esse é o design mais simples pois não há o disfarce. Clay Matthews é o mais próximo de conseguir o sack pois vence seu bloqueio através de um stunt em direção ao B-gap (espaço entre o LT e o LG). Em contrapartida, um 3-step dropback de Mitchell Trubisky e um passe no flat para Tarik Cohen dá um ganho de 10 jardas para os Bears.

Observe nesta jogada de sack em terceira descida, que a secundária dos Packers mostra uma forma de cobertura single-high pré-snap. Observe que a secundária desliza no sentido-horário, formando uma cover-2-zone, já que os cornerbacks estão em zona (repare nos quadris voltados ao QB).

O ataque dos Bears tenta atacar essa cobertura com um conceito z-spot. Porém, em uma blitz de 6 homens, a linha ofensiva não é capaz de dar o tempo necessário a Mitch Trubisky executar o passe.

Um gif para analisar o desenvolvimento das rotas:

Agora analisando o front dos Packers, observe que de todos os sete jogadores que mostram a blitz, apenas Clay Matthews e Blake Martinez recuam em zona. Para aumentar o grau de confusão do QB e da OL em detectar os homens que irão para a pressão, Martinez sai em motion do edge para o box, enquanto Matthews se posiciona em frente ao right guard.

O nickel corner também vai para a blitz, executando stunts em conjunto com o ROLB. A linha ofensiva dos Bears não sabe quem bloquear, resultando em um sack na terceira descida.

 

  • Diego Vieira torce para o Vasco e para o Indianapolis Colts. É.

Semana #5: os melhores piores momentos

O protocolo pede para que sempre haja um textinho de introdução antes de ir direto ao que interessa. Como sabemos que você vai pular essa parte da coluna, vamos direto ao que interessa.

1 – Começando com o pé torto: o Thursday Night Football

O Tampa Bay Buccaneers sofre com uma maldição que não acomete times grandes, apenas Buffalo Bills e Minnesota Vikings da vida: a franquia não consegue achar um kicker. Roberto Aguayo foi escolhido na segunda rodada do draft em 2016 para, um ano depois, ser chutado pelos restos de perna que habitavam o corpo de Nick Folk.

Aguayo está sem time e Nick Folk perdeu gloriosos três (!!!) Field Goals na derrota dos Bucs para os Patriots. Mas, vamos dar um desconto para o rapaz. O último chute era de trinta e uma jardas.

Errou.

2 – Prêmio Dez Bryant da Semana. 

Gostamos de deixar para dar o Troféu Dez Bryant – o único que premia o jogador de nome que você não pôde confiar durante a rodada – no final da coluna, mas abrimos uma exceção para Ben “Big Ben” Roethlisberger. Afinal, todos já sabiam. Cinco interceptações, duas pick sixes. Não temos mais o que dizer. Parabéns!

Procurando o fundo do poço.

3 – Interceptações medonhas: quem tem QB, tem medo.

Os que não tem choram.

3.1 – Jay Cutler

Estamos negociando os últimos detalhes para que Cutler se torne o patrocinador da coluna no lugar deixado por Andy Dalton.

3.2 – Jared Goff 

Até ontem ele era chamado de bust. Entenda aqui o porque.

3.3 – Jared Goff 2: O Inimigo Agora é Outro

Interceptado em um screen, bicho.

4 – Drops medonhos: na dúvida, vire jogador de soccer.

4.1 – Cooper Kupp

Porque ninguém atrapalha o comeback do nosso Jared Goff e sai impune.

4.2 – O guerreiro #34 de Minnesota

Todos sabemos que receivers que não sabem agarrar a bola viram defensive backs. Nem sempre isso é bom.

5 – Apenas mais uma cagada dos Special Teams do Indianapolis Colts

A unidade que já nos brindou com momentos inesquecíveis ataca novamente. Vamos deixar algo bem claro: se uma jogada nunca foi feita anteriormente na NFL, é bem provável que isso se dê porque ela é uma merda. E não é Chuck Pagano que vai descobrir algum conceito revolucionário. Apenas pare com isso, Colts.

6 – Imagens que trazem PAZ.

6.1 – Os 49ers ainda são péssimos

Porque você não vê muitos sacks em 2 men rush. Aliás, você não vê nem muitos 2 men rush. 

6.2 – Matt Cassel

A culpa não é dele, a culpa é de quem o coloca para jogar. Aqui vemos ele parindo uma futebola em um fumble deveras bizarro.

6.3 – “A bola tá vindo, o que é que eu faço?” ou “O não-retorno de Tavon Austin”

Era um fair catch. O único obstáculo dele era ele mesmo. Não foi suficiente.

7 – A segunda melhor coisa que o Chicago Bears fez no ano.

A primeira, claro, foi selecionar Mitch Trubisky. Um fake punt, um touchdown, defensores passando vergonha. São momentos como esse que alimentam o servidor do Pick Six Brasil.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Semana #4: os melhores piores momentos

A cada semana que passa, percebemos que não entendemos nada sobre futebol americano. A única certeza é que a NFL continua nos brindando com momentos grotescos para manter essa coluna – uma das poucas instituições que ainda funcionam no Brasil – de pé.

1 – Começando com o pé direito (mais uma vez): o Thursday Night Football

Football Starts Here é o slogan do jogo de quinta-feira a noite. Em uma adaptação livre, acreditamos que Bad Football Starts HereO último jogo, claro, não foi diferente. Mike Glennon mostrou porque sua melhor característica como QB é ser alto.

2 – Ainda sobre jogadas estranhas de gente estranha.

Admita, Travis Kelce é, sim, um cara estranho. Estranho, mas com sorte.

3 – Jimmy Graham: até quando?

Graham é overrated, mas não é ruim. Porém os Seahawks abriram mão de um dos melhores Centers da liga (que viria a calhar no meio daquele bando de retardados que eles chamam de linha ofensiva) e de uma escolha de primeira rodada para adquiri-lo junto aos Saints. Ele até já fez algumas jogadas aqui e acolá, mas, em meio a lesões, Jimmy também protagonizou momentos como os de domingo, em que as duas INTs de Russell Wilson foram em passes na sua direção. Veja uma delas aqui, e a outra, gerada por um drop de Graham, abaixo.

4 – Imagens que trazem PAZ.

4.1 – Eli Manning correndo

Uma mistura de tartaruga manca com tijolos nos pés. Por algum motivo, deu certo.

4.2 – Blake Bortles correndo

Sabemos que Blake não possui as melhores capacidades cognitivas do mundo, e ele deixa isso bem claro quando vai pra trombada ao invés de sair de campo. Em um universo paralelo, ele é um gênio. Ao menos foi uma oportunidade única (para ele) de fazer um defensor passar vergonha.

4.3 – Malik Hooker <3

Porque o mundo merece ver isto. Esse stiff arm foi lindo demais (o adversário morreu, mas passa bem).

4.4 – Josh McCown

Josh McCown é um game manager, eles disseram. Ele não vai estragar tudo, eles disseram.

4.5 – As definições de “totalmente livre” foram atualizadas

Acabem com o New York Football Giants enquanto ainda há tempo.

5 – Gente errada no lugar errado

Jay Cutler e Matt Ryan no Wildcat. Porque ninguém nunca pensou nisso antes?

5.1 – Motivo um: 

5.2 – Motivo dois:

6 – Os intocáveis

Algumas defesas têm dificuldades com conceitos simples, como a ideia de que, para parar uma jogada, você deve derrubar o coleguinha.

6.1 – Bilal Powell

Porque a defesa de Jacksonville é a força do time.

6.2 – Giovani Bernard

Em Alabama isso não seria um touchdown, pelo menos não intocado após não fazer nada além de correr em linha reta.

7 – Chegando ao fundo do poço – e lá encontrando uma pá.

Marquette King é divertido, mas é só um punter, e punters, por natureza, são destinados a fazer pouca coisa. Insatisfeito com a forma como as coisas são, Marquette resolveu ter seu minuto de fama. “O campo tem 100 jardas… Eu só preciso de 11… Eu consigo!”, ele deve ter imaginado. Então decolou, por conta própria, para conseguir o 1st Down em um Fake Punt. Você já deve saber o resultado: não deu certo. Ainda descontente com o resultado, King descontou sua frustração jogando a bola no adversário. O que era pra ser um simples punt se tornou um pesadelo.

8 – Troféu Dez Bryant

Você já sabe: o troféu Dez Bryant é o único que premia aquele jogador de nome que desaparece quando você mais precisa dele.

Nessa semana, Amari Cooper com 2 recepções para 9 jardas em 8 (!!!) targets. Essa atuação inesquecível rendeu uma alfinetada em nosso Podcast e garantiu a Cooper o Prêmio Dez Bryant da semana. Parabéns, garoto!

Cena rara ultimamente.

9 – Bônus:

9.1 – O Pick Six Brasil ganha um inimigo

Porque se Josh Doctson tivesse segurado a bola não precisaríamos sortear um prêmio.

9.2 – O Pick Six Brasil ganha um amigo

Porque Blake Bortles não quer que tenhamos que sortear mais prêmios.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

PS: Gostaríamos de saber se esse modelo de post, com as imagens ao invés dos links, é mais interessante. Quem puder dar o retorno lá no Twitter será de grande valia. Amamos (mentira) todos vocês!

Semana #3: os melhores piores momentos

A semana 3 já virou história. Entenda como quiser.

Porém, ao contrário dos milhões de veículos que falaram sobre a rodada da NFL (abraço para os amigos do Jornal Nacional, em especial William Bonner, leitor frequente do site), você sabe que aqui não teremos os melhores momentos ou uma análise política do que vem acontecendo nos EUA.

Sem mais enrolações, vamos para o que de pior aconteceu na rodada!

1 – Começando com o pé direito – Los Angeles Rams @ San Francisco 49ers

Antes do jogo todos nós, especialistas, acreditávamos que seria uma pelada. Talvez a partida não tenha sido a mais técnico da história do futebol americano, mas certamente foi a mais divertido da temporada (pelo menos até então).

Mesmo vencendo o jogo, os Rams protagonizaram um show de horrores. Especificamente os Special Teams dos Rams protagonizaram um show de horrores. Foram três turnovers gerados por algo que acreditamos ser ruindade aliada a burrice extrema. Confira conosco no replay:

Tavon Austin (sempre divertido lembrar do seu salário) não conseguiu segurar um punt e a bola ficou com San Francisco. Clique aqui para ver a merda sendo feita.

O guerreiro #10 dos Rams não percebeu que era só não fazer merda que a vitória estaria encaminhada e retornou o kickoff. A bola acabou com os 49ers. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte II.

São necessários muitos idiotas juntos para que um Onside Kick não seja recuperado. Verifique por conta própria os responsáveis pela pataquada. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte III.

Devolvam o Special Teams dos Rams que aprendemos a amar e respeitar.

2 – Richard Sherman: vai chorar na cama que é lugar quente.

Sherman conseguiu algo que poucos jogadores podem se orgulhar de ter no currículo. Ele cometeu três faltas em uma mesma jogada. Sua inteligência anulou uma interceptação do próprio time e ainda catapultou o ataque dos Titans da própria linha de 44 para a linha adversária de 30 jardas. Gênio.

Durante a jogada, ele cometeu uma pass interference e, após a INT, um holding.

Não satisfeito com as marcações dos juízes, ele reclamou e foi advertido por conduta antidesportiva.

3 – O mundo está repleto de imbecis.

O título é autoexplicativo.

3.1 – Por que alguns defensores são tão idiotas?

Uma coisa que nos incomoda – e deveria incomodar você também -, é quando algum defensor é batido, mas, por algum motivo que não a ação dele próprio na jogada, o passe é incompleto. A câmera então corta para esse defensor e ele celebra como se tivesse feito algo extraordinário. Não fez.

Na jogada que separamos vemos que o CB (desconhecido para nós) está um ou dois passos atrás do recebedor, mas o passe é muito longo e o avanço é zero. Isso não impede o jovem guerreiro #20 de achar que ele fez um ótimo trabalho.

3.2 – Ainda sobre comemorações idiotas de gente imbecil.

Quanto mais palavras dedicarmos a esse jovem, mais perderemos. Basicamente, o imbecil não viu o pedido de fair catch e fez um tackle nervoso. Saiu comemorando, até o momento que percebeu a bandeirinha amarela. Tem que malhar mais o cérebro e menos o braço, colega.

Como eu sou burro!

3.3 – Soltando a bola na beira da endzone 2: o inimigo agora é outro.

O lance mais sensacional da semana 3 ficou por conta do imbecil que esqueceu que você só marca touchdown quando entra na endzone. A jogada é inexplicável e só dá para entender vendo.

4 – Andy Dalton: ele é quem pensamos que ele era.

Pela terceira vez seguida, o famoso hat-trick, Andy Dalton está nos piores momentos da semana.

Dessa vez foi por não ver um recebedor livre logo a sua frente. Talvez a jogada não estivesse aqui se não fosse o ótimo trabalho de Tony Romo, que mostrou como Andy Dalton é burro – ou cego.

5 – Imagens que trazem PAZ.

5.1 –  Porque ver Pacman Jones passando vergonha é muito divertido.

5.2 – Todo mundo já ficou para trás quando andando em grupo porque parou pra amarrar o cadarço. Na NFL esse problema também existe.

5.3 – Se você vai ser um Linebacker ruim, pelo menos seja discreto. Além disso, o site não gosta de LBs que escolhem camisas na casa dos 40. Por tudo isso, sempre que possível traremos Alex Anzalone passando vergonha.

5.4 – Não é um momento horrível, mas ver Larry Fitzgerald em campo é muito divertido. Nesta jogada, ficou feio para o CB. Amamos você, Fitz.

6 – Virou passeio.

Porque nenhum fake punt com uma vantagem de 37 pontos deve passar batido. Parabéns ao Jacksonville Jaguars pela iniciativa. Tem é que pisar no pescoço mesmo.

7 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O único prêmio que premia uma atuação desastrosa de um jogador de renome.

Cam Newton lançou três interceptações – uma delas de forma muito especial – contra o que os Saints alegam ser uma defesa. Isso colaborou para que Carolina marcasse apenas 13 pontos contra New Orleans. Talvez os tempos de MVP nunca voltem mais. Parabéns, Cam!

Chateado.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Podcast #3 – uma coleção de asneiras III

Trazemos as lesões mais recentes da NFL e discutimos jogadores injury prone. Realidade? Mentira? O que comem? Onde habitam? Em seguida, apresentamos a realidade de alguns times, se são bons ou ruins. Por fim, sugerimos alguns jogos para o amigo leitor ficar atento nas próxima semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

O melhor time que você insiste não respeitar

Se você precisasse fazer uma lista sobre piores times da NFL, ela certamente começaria com o New York Jets. 49ers está em um processo de tranquila reformulação e os Bills, com certo atraso, estão seguindo pelo mesmo caminho. Por último, você citaria Cleveland (“que apesar de parecer melhorar, é um lixo todo ano”) e Chicago. E é com os Bears que você, leitor, começaria a estar enganado.

Tiremos isso do caminho: estamos traumatizados e ainda não temos certeza de que está superada a escolha de Mitch (Mitch, sim) Trubisky na segunda posição do draft. A pick foi feita após uma troca que envolveu dar aos 49ers duas escolhas de terceiro e uma de quarto round para subir apenas uma escolha – em um exemplo das capacidades do novo GM John Lynch de realizar um bom leilão (ou ao menos fazer os gênios de Chicago acreditarem que havia um). Mais: Trubisky foi draftado por um time que tinha assinado com o veterano Mike Glennon, ainda que por efetivamente apenas um ano, garantindo-lhe 18,5 milhões de dólares.

Parecia que Glennon teria a oportunidade de suceder a montanha russa que foi Jay Cutler (que mesmo que seja o inútil que odiamos, detém os principais recordes de um QB em Chicago, incluindo até mesmo número de sacks sofridos e número de viradas no último quarto) ao longo dos últimos 8 anos, antes de ele se aposentar.

Entretanto, dentro de algumas semanas (não dissemos quantas), o show em Chicago será comandado pelo jovem Trubisky – mas não é o novo QB da equipe o verdadeiro ponto de interesse para a Cidade dos Ventos.

O príncipe encantado.

Obs: sempre divertido falar sobre Mark Sanchez e ele está em Chicago. Não que ele vá jogar ou ser útil de qualquer maneira, mesmo que atualmente seja considerado o QB2 no depth chart oficial, mas só para causar aquele desgosto leve lembrando desse gênio incompreendido.

Por que eu draftei Jordan Howard 

O leitor certamente não sabe, mas boa parte dos fundadores do site se conheceram por causa de uma liga de fantasy football. Devido a traumas do ano passado que não cabem ser relembrados, esse que vos escreve tinha apenas uma certeza para o primeiro round do draft desse ano: a primeira escolha seria um running back. Seria necessária muita sorte para ficar com um dos dois principais, David Johnson ou Le’Veon Bell. Assim, a busca, com a sexta escolha, e considerando que os outros jogadores escolheriam WRs, seria pelo terceiro running back mais produtivo da liga.

Ainda que jogadores como Todd Gurley, LeSean McCoy e Melvin Gordon sejam opções mais óbvias, cada um tem seu próprio problema pelo qual Howard não passará. Gurley talvez não seja tudo aquilo que vimos em seu começo e, mais do que isso, os Rams deverão sofrer muitos pontos sem o seu principal defensor (mais a frente, por que acreditar na defesa dos Bears), o que faz o time abandonar o jogo corrido; LeSean McCoy está em uma equipe que tem como principal objetivo perder e recomeçar tudo, enquanto Melvin Gordon está em um ataque que tem muitas outras boas opções além dele.

Somado a isso, é válido lembrar que Jordan Howard correu 1313 jardas (segundo melhor número da NFL) mesmo sendo titular em apenas 13 jogos e com o menor número de tentativas entre os RBs no top 5 de jardas. O interior da linha ofensiva de Chicago deve ser um dos melhores da liga com Josh Sitton (ex-Packers), Kyle Long voltando depois de um 2016 cheio de lesões e o center Cody Whitehair, agora um veterano – o que também deve abrir muitos espaços para Howard e permitir que ele repita a média de 5 jardas por corrida e 27.8% de corridas para first down (também segunda melhor marca da NFL, atrás de Zeke Elliott).

Queria te abraçar na neve também, Jordan, seu lindo.

A falta de alvos (ou uma coleção de eternas promessas)

Além das dúvidas e possíveis mudanças que ocorrerão na posição de quarterback, o titular que for escolhido não deve ter alvos seguros para quem lançar. O mais estável entre os recebedores da equipe, Cameron Meredith, foi mais um dos que deixaram a perna na pré-temporada e volta só ano que vem. Seu espaço deverá ser preenchido por um trio de novatos em Chicago que acumulou, juntos (!), 52 catches, 654 jardas e 4 touchdowns em 2016, menos do que o próprio Meredith conseguiu sozinho.

É válido, entretanto, lembrar que Kevin White foi apenas um novato azarado que sofreu com lesões na pré-temporada de 2016 (jogou apenas 4 jogos ano passado e com limitações) e finalmente está de volta com força total – tendo efetivamente sua primeira temporada.

Já Kendall Wright recebeu mais de 1000 jardas em 2013 (ele já vai para sua sexta temporada!), mas a exemplo de Markus Wheaton (749 jardas e 5 TDs em 2015, sua melhor temporada), nunca conseguiu se estabelecer como uma opção segura para seu time – e agora tentará um renascimento pelos Bears. O time ainda contará com o pequeno novato Tarik Cohen (de 1,68m!) como opção no backfield para o jogo aéreo ao melhor estilo Darren Sproles.

É também preciso lembrar da predileção do head coach John Fox pelo jogo corrido – mesmo com Peyton Manning em Denver, o time nunca deixou de correr com a bola para abrir espaços e conseguir first downs importantes. Além disso, o time tem um novo coordenador ofensivo, Curtis Modkins, que fez a sua carreira como treinador de running backs na NFL e, como OC em San Francisco em 2016, fez parte do quarto time que mais correu com a bola (mesmo estando atrás no placar na maior parte do tempo).

Por isso, atenção a Jordan Howard, o principal jogador desse ataque e que deverá carregar esse lado do time nas costas. Vocês foram avisados aqui primeiro.

A (segunda) melhor defesa da NFC North

E já que lembramos de Kevin White, é válido lembrar que os Bears perderam ano passado mais um jogador por lesão na pré-temporada: o CB Kyle Fuller, que teve duas boas primeiras temporadas para iniciar sua carreira e tentará dar prosseguimento a elas agora em 2017. O time também reforçou a sua secundária, ponto fraco da defesa, trazendo o CB Prince Amukamara, escolha de primeiro round em 2011 (comparado, inclusive, com Patrick Peterson na época), mas que sofreu com lesões, e o S Quintin Demps, titular na boa defesa de Houston.

Seguindo com os problemas de lesões, para não citar um a um, tenha em mente: todos do bom front-seven sofreram com lesões ano passado, mas agora estão finalmente saudáveis. O grupo de LBs em Chicago é de altíssimo nível: tanto Freeman quanto Trevathan estão entre os melhores insides linebackers da liga, enquanto Leonard Floyd e cia devem criar pânico entre os QBs adversários.

Jerrell Freeman. Danny Trevathan. Essa dupla é foda, bicho.

Para finalizar, lembremos da volta de mais um último jogador que – claro – perdeu boa parte da temporada passada: o NT Eddie Gouldman, âncora dessa linha defensiva. Acompanhado do também potente Akiem Hicks, devem ser os principais responsáveis por fazer o trabalho sujo nas trincheiras e abrir espaço para os habilidosos linebackers que vem logo atrás – ou simplesmente não deixar o ataque passar.

Palpite: Se a defesa é a segunda melhor da divisão (sério, Packers e Lions têm toda a esperança da temporada nas mãos de seus QBs) e o ataque pode ser meio efetivo (VAMOS LÁ, JORDAN HOWARD!), 2017 poderá ser interessante para Chicago. Ninguém espera muito do time e algumas equipes podem acabar sendo pegas de surpresa depois de um início previsivelmente horroroso (ATL, TB, PIT, GB, MIN) de 0-5, mas que pode ser seguido de umas 7 ou 8 respeitáveis vitórias, supondo que quase todos se mantenham saudáveis. Então restará esperar o início da era Trubisky para um 2018 de sonhos mais concretos.