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Semana #3: os melhores piores momentos

A semana 3 já virou história. Entenda como quiser.

Porém, ao contrário dos milhões de veículos que falaram sobre a rodada da NFL (abraço para os amigos do Jornal Nacional, em especial William Bonner, leitor frequente do site), você sabe que aqui não teremos os melhores momentos ou uma análise política do que vem acontecendo nos EUA.

Sem mais enrolações, vamos para o que de pior aconteceu na rodada!

1 – Começando com o pé direito – Los Angeles Rams @ San Francisco 49ers

Antes do jogo todos nós, especialistas, acreditávamos que seria uma pelada. Talvez a partida não tenha sido a mais técnico da história do futebol americano, mas certamente foi a mais divertido da temporada (pelo menos até então).

Mesmo vencendo o jogo, os Rams protagonizaram um show de horrores. Especificamente os Special Teams dos Rams protagonizaram um show de horrores. Foram três turnovers gerados por algo que acreditamos ser ruindade aliada a burrice extrema. Confira conosco no replay:

Tavon Austin (sempre divertido lembrar do seu salário) não conseguiu segurar um punt e a bola ficou com San Francisco. Clique aqui para ver a merda sendo feita.

O guerreiro #10 dos Rams não percebeu que era só não fazer merda que a vitória estaria encaminhada e retornou o kickoff. A bola acabou com os 49ers. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte II.

São necessários muitos idiotas juntos para que um Onside Kick não seja recuperado. Verifique por conta própria os responsáveis pela pataquada. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte III.

Devolvam o Special Teams dos Rams que aprendemos a amar e respeitar.

2 – Richard Sherman: vai chorar na cama que é lugar quente.

Sherman conseguiu algo que poucos jogadores podem se orgulhar de ter no currículo. Ele cometeu três faltas em uma mesma jogada. Sua inteligência anulou uma interceptação do próprio time e ainda catapultou o ataque dos Titans da própria linha de 44 para a linha adversária de 30 jardas. Gênio.

Durante a jogada, ele cometeu uma pass interference e, após a INT, um holding.

Não satisfeito com as marcações dos juízes, ele reclamou e foi advertido por conduta antidesportiva.

3 – O mundo está repleto de imbecis.

O título é autoexplicativo.

3.1 – Por que alguns defensores são tão idiotas?

Uma coisa que nos incomoda – e deveria incomodar você também -, é quando algum defensor é batido, mas, por algum motivo que não a ação dele próprio na jogada, o passe é incompleto. A câmera então corta para esse defensor e ele celebra como se tivesse feito algo extraordinário. Não fez.

Na jogada que separamos vemos que o CB (desconhecido para nós) está um ou dois passos atrás do recebedor, mas o passe é muito longo e o avanço é zero. Isso não impede o jovem guerreiro #20 de achar que ele fez um ótimo trabalho.

3.2 – Ainda sobre comemorações idiotas de gente imbecil.

Quanto mais palavras dedicarmos a esse jovem, mais perderemos. Basicamente, o imbecil não viu o pedido de fair catch e fez um tackle nervoso. Saiu comemorando, até o momento que percebeu a bandeirinha amarela. Tem que malhar mais o cérebro e menos o braço, colega.

Como eu sou burro!

3.3 – Soltando a bola na beira da endzone 2: o inimigo agora é outro.

O lance mais sensacional da semana 3 ficou por conta do imbecil que esqueceu que você só marca touchdown quando entra na endzone. A jogada é inexplicável e só dá para entender vendo.

4 – Andy Dalton: ele é quem pensamos que ele era.

Pela terceira vez seguida, o famoso hat-trick, Andy Dalton está nos piores momentos da semana.

Dessa vez foi por não ver um recebedor livre logo a sua frente. Talvez a jogada não estivesse aqui se não fosse o ótimo trabalho de Tony Romo, que mostrou como Andy Dalton é burro – ou cego.

5 – Imagens que trazem PAZ.

5.1 –  Porque ver Pacman Jones passando vergonha é muito divertido.

5.2 – Todo mundo já ficou para trás quando andando em grupo porque parou pra amarrar o cadarço. Na NFL esse problema também existe.

5.3 – Se você vai ser um Linebacker ruim, pelo menos seja discreto. Além disso, o site não gosta de LBs que escolhem camisas na casa dos 40. Por tudo isso, sempre que possível traremos Alex Anzalone passando vergonha.

5.4 – Não é um momento horrível, mas ver Larry Fitzgerald em campo é muito divertido. Nesta jogada, ficou feio para o CB. Amamos você, Fitz.

6 – Virou passeio.

Porque nenhum fake punt com uma vantagem de 37 pontos deve passar batido. Parabéns ao Jacksonville Jaguars pela iniciativa. Tem é que pisar no pescoço mesmo.

7 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O único prêmio que premia uma atuação desastrosa de um jogador de renome.

Cam Newton lançou três interceptações – uma delas de forma muito especial – contra o que os Saints alegam ser uma defesa. Isso colaborou para que Carolina marcasse apenas 13 pontos contra New Orleans. Talvez os tempos de MVP nunca voltem mais. Parabéns, Cam!

Chateado.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

JJ Watt e Houston: football é maior fora de campo

Houston vem passando por uma série de catástrofes naturais: as chuvas e os eventos decorrentes do furacão Harvey deixaram a cidade destruída e debaixo d’água. Para colocar em perspectiva, na última semana, as chuvas no local foram o equivalente aos últimos 13 meses de precipitação em Manhattan.

Como você pode imaginar, muitas pessoas perderam tudo que tinham e, alguns lugares – casas, inclusive -, acabaram destruídos. O Astrodome, um dos estádios da cidade, tem servido de abrigo para muitos desabrigados.

É uma situação tensa, que tampouco conseguimos mensurar em palavras – a maioria de nós tem a sorte de nunca perder nada em situações como estas, e não conseguimos imaginar o tamanho da dor e dificuldades que quem sofre as consequências está passando. Mas, em momentos como esse, vemos alguns motivos para, com o perdão do clichê, não perder a fé na humanidade.

Robert Kraft, dono dos Patriots; Amy Adams, dona dos Titans; Christopher Johnson, dono dos Jets e Bob McNair, dono dos Texans doaram, cada um, um milhão de dólares para ajudar na reconstrução de Houston e da vida de seus habitantes.  

Mas quem tem mesmo se destacado é JJ Watt. O DE do Texans começou uma campanha no Twitter para arrecadar 250 mil dólares em doações. A visibilidade de Watt permitiu que a meta fosse, cada vez mais, aumentando. 500 mil dólares foram arrecadados em um um dia. Ao tempo da publicação desse texto, o número já era de 6 milhões e a meta de 10 – esperamos que continue crescendo.

Jogadores como Ezekiel Elliott, Dez Bryant e Chris Paul, da NBA, ajudaram na campanha que começou com uma doação de 100 mil dólares do próprio JJ. O DE tem atualizado seu perfil no Twitter a medida que as metas são batidas, incentivando as pessoas a doar.

O exemplo que ele vem dando mostra a importância dos atletas profissionais para a sua comunidade. Além de proporcionar alegrias dentro de campo, muitos jogadores se comprometem a ajudar os habitantes de suas cidades de outras maneiras. O esporte é uma forma de escapar dos problemas e o impacto no cotidiano das pessoas é ainda maior que aquele causado por uma jogada importante.

Home Sweet Dome

Talvez a história que melhor exemplifica a importância do esporte para uma cidade seja o punt bloqueado pelos Saints contra os Falcons. Em decorrência do furacão Katrina, que devastou New Orleans, os Saints não jogaram sequer um jogo da temporada de 2005 em seu estádio, que serviu de abrigo para os moradores da cidade. Assim, a equipe mandou suas partidas em diferentes locais: no Giants Stadium (em um jogo contra os Giants, teoricamente em casa); no Alamodome, em San Antonio, Texas; e no Tiger Stadium, em Baton Rouge, Louisiana.

No retorno do time ao Superdome, a jogada, logo no ínicio do jogo, mostrou uma torcida em êxtase por ter seu time de volta após tempos difíceis, tanto para a equipe, quanto para a cidade. O fato de o jogo ter sido no horário nobre (Monday Night Football) apenas elevou a emoção do momento.

Renascimento.

Esses são exemplos do legado mais importante que um atleta – ou uma equipe – profissional pode deixar. Dentro de campo, times e jogadores podem fazer a alegria (ou a tristeza) de milhões de pessoas e servir de inspiração para muitas delas.

Por isso, inspirados em momentos como esses, separamos alguns casos em que jogadores mostram que o esporte é ainda maior fora de campo. Afinal, a NFL está repleta de exemplos como o de JJ Watt. Jogadores que, por afinidade com uma causa, um ideal a seguir, ou até mesmo pura bondade no coração, fazem muito fora de campo. Mais do que a sua diversão nas tardes de domingo, eles proporcionam a outras pessoas oportunidades de construir uma vida melhor.

Andrew Luck: um clube do livro.

Você já conhece o Andrew Luck dos passes para touchdown e das grandes jogadas. O que você talvez não conhece sobre o quarterback dos Colts é a sua paixão pela leitura. E que ele tem um clube do livro.

A ideia surgiu a partir de brincadeiras de membros da imprensa que, ao descobrirem a paixão de Luck, sugeriram a criação de um clube do livro; em abril de 2016, Andrew lançou o Andrew Luck Book Club. É um espaço onde ele, quatro vezes por ano, durante a offseason, dá sugestões de livros. Um para crianças, incluindo aqueles que ele lia quando era mais novo, e um para adultos, que ele leu recentemente ou está lendo no momento.

Desde que me entendo por gente, eu amo ler. Devo isso aos meus pais, que liam para mim todas as noites até eu conseguir fazê-lo sozinho. Eles sempre encorajaram a mim e a meus irmãos a ler“, explicou Luck sobre o seu fascínio pelos livros. “Sempre senti algo relaxante e agradável em relação à leitura, em parte porque sempre via meus pais lendo. Lembro das viagens de carro de 18 horas que fazíamos todo verão, indo de Houston ao Colorado nas férias da família. Sempre tinha a minha cara enfiada em um livro e ficava em silêncio por pelo menos 10 horas. Isso fazia o tempo passar muito mais rápido e eu sentia que podia “escapar” mais em um livro do que em um filme ou qualquer outra coisa. E ainda sinto isso hoje: ler é a melhor forma de esvaziar a cabeça e dar uma desacelerada“, completa.

Luck também trouxe a paixão pela leitura para dentro do vestiário: desde o início de sua carreira em Stanford, ele trocava livros e sugestões com seus colegas de equipe e técnicos. E essa tradição se manteve na NFL, onde  encontrou mais jogadores que compartilhavam o hábito, como Vick Ballard, Matt Hasselbeck e Joe Reitz.

Na verdade, nunca fiz parte de um clube do livro antes. Queria ter certeza de que, de qualquer forma, fosse simples e divertido e que incentivasse as pessoas a pegar um livro, sentar e ler.” O clube do livro também encoraja os leitores a interagir nas redes sociais e, em algumas oportunidades, o próprio Luck participa, seja por meio de perguntas e respostas ou por vídeos, até mesmo ao vivo.

Andrew conta que a organização já recebeu retorno de bibliotecas, livrarias, autores, professores, pais e até mesmo de editoras pedindo para promover a iniciativa. Algumas escolas também começaram programas de leitura baseados na ideia. Durante essa inter-temporada, enquanto se recupera de cirurgia no ombro, Luck tem cultivado também o hábito de ler para crianças, em escolas ou hospitais infantis.

Lendo livros e defesas.

É fato que a leitura desempenha um papel importante na formação do ser humano, seja na infância ou na fase adulta. Ler quando pequeno é ainda mais importante, porque assim a pessoa desenvolve esse hábito para a vida toda. Ter um ídolo como Luck, que estimula crianças a ler e vai até elas para isso, cria uma nova geração de leitores. 

Tom Brady: sabendo ser ídolo.

Brady sabe do seu tamanho como jogador; e quando o assunto é ajudar a comunidade, ele fica ainda maior. Logan Schoenhardt, um jovem de 10 anos com um grave câncer no cérebro, ao realizar uma cirurgia, pediu para o médico gravar o número 12 em seu crânio. Quando ficou sabendo da notícia, Tom gravou uma mensagem de apoio ao seu fã.

Infelizmente o câncer retornou, dessa vez com pouca chance de cura. Logan fez uma lista de desejos, e um deles era conhecer seu ídolo. Brady se prontificou a conhecer o menino que, infelizmente, não conseguiu vencer sua doença. Apesar de ser uma história triste, que não teve um final feliz, o quarterback dos Patriots se mostrou muito solidário, realizando o último desejo de um dos seus maiores fãs.

Outra história que envolve o quarterback, é a Calvin Riley – um jovem de 20 anos e tinha um futuro promissor no baseball quando foi baleado enquanto brincava de Pokemon Go. Calvin, que havia estudado na mesma escola que Tom, infelizmente não sobreviveu. Não havia nada que Brady pudesse fazer nessa situação, mas ele enviou uma carta de duas páginas, escrita à mão, para a família. A família se recusou a revelar o conteúdo do texto, mas disse que foi uma forma de conforto em meio a uma situação tão triste.

Larry Fitzgerald e Anquan Boldin: saindo da zona de conforto.

Em 2012 os WRs Anquan Boldin e Larry Fitzgerald fizeram uma visita a Etiopia. Boldin, quando conheceu um pouco mais sobre a realidade do país, resolveu ir pra lá ajudar e, para isso, chamou o amigo e ex-companheiro de time nos Cardinals. Larry e Anquan trabalharam carregando pedras, sob a restrição de não dar dinheiro para os habitantes locais: um simples “presente” de 30 dólares para alguém poderia desequilibrar toda a ordem social ali existente. Ao final da viagem, inconformados com a pouca ajuda que puderam oferecer, os jogadores compraram, cada um, uma vaca para a região.

Um ano depois, eles estavam de novo no continente africano, dessa vez no Senegal e com mais um companheiro: o WR Roddy White. Os três visitaram um vilarejo que mal tinha água, e participaram do dia a dia da comunidade, procurando encontrar diferentes formas de ajudar. Boldin destacou a importância de levar a história desses lugares para cada vez mais pessoas.

Dois caras fodas.

Os jogadores ainda desenvolvem trabalhos na África. Fitzgerald, inclusive, participa de organizações que ajudam pessoas com AIDS no continente. Boldin ganhou, em 2015, o Walter Payton Man of the Year Award, prêmio que a NFL dá aos jogadores que mais se envolvem em trabalhos voluntários e de caridade.

Brandon Marshall: defendendo a conscientização.

A bipolaridade é uma doença real, mas que tem como principal adversária a forma como é vista na sociedade: muitas vezes romantizada, muita gente não sabe que existem pessoas que sofrem com a doença. O WR Brandon Marshall é uma delas. Desde que foi diagnosticado com o transtorno, Brandon luta pela causa, criando uma fundação com seu nome para alertar sobre os problemas da doença. O jogador já foi até mesmo multado pela NFL por usar chuteiras verdes – a cor escolhida para a conscientização sobre o assunto.

Pierre Garçon e Ricky Jean François: ajuda humanitária.

Quando o furacão Matthew passou pelo Haiti, Pierre Garçon e Ricky Jean François, então companheiros de equipe em Washington, de descendência haitiana, viajaram em um avião do dono da franquia para levar mantimentos ao país. Pierre e Ricky se mobilizaram também nas redes sociais, para ajudar a conseguir recursos. No país, eles ajudaram a entregar as doações.

Chris Long: o “cara da água”.

O DE Chris Long viajou para a Tanzânia pela primeira vez em 2013, para escalar o monte Kilimanjaro. O jogador se apaixonou pelo lugar, mas, em outras visitas, ficou assustado com a qualidade da água que as pessoas bebiam: a água é marrom com algumas coisas verdes nela. Para ajudar na situação, Chris criou a ONG Waterboys, que tem por objetivo melhorar a qualidade do recurso em países africanos. A iniciativa tem apoio de muitos jogadores da liga, e da própria NFL Network.

Você diria não a esse homem?

Andre Johnson, Steve Smith e Pat McAfee: presentes de Natal.

Todo natal o WR Andre Johnson leva crianças em lojas de brinquedo e gasta mais de 15 mil dólares em presentes. Mesmo depois de se aposentar, ele manteve o costume. O WR Steve Smith também tomou parte na ação, que é uma tradição no Baltimore Ravens. No último natal, o P Pat McAfee pagou a conta de luz de 115 famílias em Indianapolis, evitando inclusive que pessoas tivessem a sua eletricidade cortada.

JJ Watt, te amamos

Já falamos de JJ Watt no caso das enchentes de Houston, mas não é de agora que ele mostra seu talento fora de campo. JJ é o criador da JJ Watt Foundation, ONG que procura levar recursos a escolas para que elas possam desenvolver seus programas esportivos. Watt também é um apoiador dos militares, fazendo até mesmo campanhas em parceria com seu patrocinador, a Rebook, para auxiliar veteranos.

O jogador dos Texans também reconhece seus fãs: recentemente, um jovem foi atropelado em Houston e teve sua jersey, do próprio JJ, destruída. Quando ficou sabendo, Watt respondeu que iria ao hospital entregar pessoalmente uma nova camisa. E ele não só cumpriu a promessa, como deu uma de cada modelo para o menino.

Colin Kaepernick: um ativista.

É impossível fazer uma lista como essa sem citar Colin Kaepernick. Deixando toda polêmica de lado, o antigo quarterback dos 49ers já mostrou que não tem medo de manifestar suas ideologias. Ajoelhar durante o hino incomoda muita gente e, devido ao patriotismo de muitos americanos, dá pra entender (com um baita esforço) a rejeição ao jogador.

Acontece que seu gesto, conseguiu o que ele queria: chamar a atenção para a causa do racismo. Não só politicamente, Colin também é engajado na caridade. Recentemente, ele conseguiu um avião para levar água e suprimentos para os necessitados na Somália, doando cerca de 100 mil dólares. Goste ou não de Kaepernick, ele certamente tem um impacto fora de campo, maior até do que aquele que produziria dentro de um estádio.

Cam Newton: amigo da garotada.

Cam Newton é um exemplo um pouco diferente: o jogador, à sua maneira, age dentro e fora de campo. Cam tem o hábito de entregar as bolas dos touchdowns que marca para crianças e, apesar de ser um gesto simples, pode melhorar o dia de quem recebe o souvenir. Newton também tem uma fundação, que tem como missão “garantir que as necessidades sócio-econômicas, educacionais, físicas e emocionais das crianças sejam atendidas.

Já é tradição.

Ndamukong Suh: gigante fora de campo.

A revista Forbes é conhecida por suas listas e, dentre elas, está a de celebridades que mais fazem doações. Na lista de 2012, Ndamukong Suh foi o jogador da NFL que apareceu mais alto: Suh doou 2.6 milhões de dólares para a Universidade de Nebraska, sendo 2 milhões para o departamento atlético e 600 mil para a faculdade de Engenharia poder dar bolsas de estudo. Era, ali, a maior doação única de um jogador de futebol americano.

Esses são alguns exemplos de jogadores que tomam um pouco do seu tempo e dinheiro para ajudar outras pessoas. Ciente que essa é uma prática comum na liga, a NFL (que é extremamente rigorosa com os códigos de uniforme) estabeleceu, desde a última temporada, que os jogadores teriam uma semana para usar chuteiras personalizadas com as causas que quiserem divulgar.

A ação foi amplamente divulgada, e, durante as transmissões, alguns jogadores inclusive falavam da sua chuteira e o que ela estava representando. O resultado foi muito interessante. Você também pode fazer sua parte. Pesquise sobre seu jogador preferido, provavelmente ele tem algum projeto que você pode ajudar de alguma forma!

Tentando curar a grande ressaca

Se a ascensão foi rápida, a queda foi ainda mais intensa. E agora, novamente, o Carolina Panthers se encontra no chão, tentando escalar a montanha mágica com um misto de novos e velhos talentos. Claro, o “velho” não é tão velho assim: Cam Newton recém completou 28 anos, e entra em sua sétima temporada na NFL – o grande “porém” é que, inegavelmente, ele deu alguns (vários) passos para trás em 2016, com uma de suas temporadas profissionais com menor percentual de passes completos, apenas 52,9%; além disso, seu YPA esteve abaixo de 7 pela primeira vez, enquanto seu touchdown-to-interception ratio, que antes figurava em 35:10, chegou a 19:14.

O fato é que, após chegar ao Super Bowl, em um ano com 15 vitórias e apenas uma derrota, a temporada que passou trouxe um choque de realidade a franquia da Carolina do Norte. Para o novo ano, Newton, além da pressão inerente por retornar ao nível que o levou ao MVP em 2015, terá ainda que superar uma lesão em seu ombro após uma cirurgia em meados de março.

As novas armas

Para recuperar a força ofensiva, o Panthers investiu alto no draft para dar nova vida a um sistema que parecia velho e lento em 2016: o RB Christian McCaffrey e WR Curtis Samuel entrarão rapidamente em campo para adicionar velocidade e juventude ao Carolina.

McCaffrey será uma arma extremamente versátil no arsenal ofensivo e se, por um lado deve dividir carregadas com os restos mortais de Jonathan Stewart, será ainda um alvo de Newton, principalmente em formações como slot. Já Curtis traz um estilo de jogo comparado aos bons tempos de Percy Harvin (você, jovem, já não lembrará dessa época) e pode explodir em campo sempre que receber a bola.

Chama “esperança” isso aí.

Samuel já é um cenário melhor que confiar em Ted Ginn e sua mera presença anima um corpo de recebedores que flertou com a irrelevância na temporada passada: Kelvin Benjamin, talvez então o alvo mais confiável de Cam, parecia lutar contra lesões e seu próprio corpo em 2016 e nunca efetivamente se reencontrou, enquanto Devin Funchess talvez tenha se consolidado como uma das maiores decepções a já pisar em Charlotte – com incríveis 23 recepções para 371 jardas em um 2016 já distante.

Mesmo assim, o alvo preferido de Newton continuará sendo o TE Greg Olsen – amanhã e enquanto ele ainda tiver forças para estar em campo. É ótimo ter alguém como Olsen para confiar, já que é impossível sequer ter algum resquício de esperança com a OL, setor que tem sido horrível há anos no Panthers e que, claro, tende a continuar fedendo.

Protegendo Cam

Proteger Cam Newton e mantê-lo saudável irá determinar como esta temporada se desenrolará para o Panthers. A aposta para isso foi no ex-Viking Matt Kalil, responsável agora por proteger o lado cego do quarterback – mesmo assim, tudo na negociação, desde o contrato válido por cinco anos e US$55 milhões, é questionável, já que basta perguntar a qualquer torcedor de Minnesota para ouvir que Matt não é um bloqueador decente; a verdade é que Kalil teve um bom início de carreira, mas as inúmeras lesões o trituraram.

O acordo com Kalil, aliás, acabou sendo um dos últimos atos do então GM Dave Gettleman, demitido em meados de julho, em um atitude clara de uma franquia que tem total controle e convicção em seus atos, afinal, demitir um GM após a Free Agency e faltando pouco mais de um mês para o começo da temporada é uma prática que consta em todos os manuais de gestão de uma franquia da NFL.

De todo modo, se Matt tende a ser uma decepção – ou na melhor das hipóteses apenas não irá suprir as altas expectativas -, Carolina tem em seu irmão, Ryan, um dos melhores C da NFL, que terá ao seu lado a companhia de dois G extremamente talentosos: Andrew Norwell e Trai Turner.

Outro ponto positivo para Carolina é que a tabela se mostra significativamente mais fácil em 2017 e da FA ainda desembarcaram o DE Julius Peppers e o CB Captain Munnerlyn diretamente da NFC North, dois veteranos que já jogaram em Charlotte e devem se encaixar relativamente bem no cotidiano da franquia.

Volta, bb!

Reconstruindo a casa

Cam Newton foi o MVP em 2015, mas talvez a principal razão para o Panthers ter chegado ao Super Bowl tenha sido seu sistema defensivo que, assim como toda a equipe, regrediu muito em 2016 graças ao adeus de Josh Norman e as lesões do LB Luke Kuechly.

Para 2017, Carolina terá o primeiro ano de Steve Wilks como coordenador defensivo, substituindo Sean McDermott que assumiu como HC do Buffalo Bills. E, para se sobressair na NFC South enfrentando Jameis Winston, Drew Brees e Matt Ryan, melhorar a secundária é fundamental.

James Bradberry, escolhido na segunda rodada do draft em 2016, jogou muito bem como novato na temporada passada, mas é improvável que ele atinja o status que Norman atingiu em Carolina se não tiver auxílio. A secundária, aliás, foi incendiada na primeira metade da temporada passada, mas evoluiu com o passar do tempo e o entrosamento de James e Daryl Worley.

Já sobre a linha defensiva, o Panthers tem o retorno do já citado Julius Peppers, que obviamente não está ficando mais jovem, mas teve bons números com o Packers em 2016 já com um papel limitado – mesma situação do DE Charles Johnson que aos 31 anos perdeu toda offseason por conta de uma cirurgia e precisará ter seu tempo em campo dosado.

Inegavelmente, o grande trunfo do sistema defensivo do Panthers é o corpo de LBs – mesmo que esse não tenha sido o caso após a concussão de Kuechly. Luke, porém, está de volta e junto com Shaq Thompson e Thomas Davis formam o melhor trio da posição na NFL.

Palpite: Mesmo com todas as mudanças e a tentativa de reconstruir o sistema defensivo, a chave para o sucesso do Panthers ainda é Cam Newton: ele precisará usar as novas armas de maneira eficaz e também precisará se livrar da bola mais rapidamente, já que conta com uma OL capaz de passar vergonha no college. Além disso, precisará vencer jogos no quarto período, o que esteve longe de ocorrer em 2016. E mesmo que Carolina tenha cercado seu quarterback com uma boa equipe, o topo da montanha só será alcançado se, de alguma forma, Cam atuar como em 2015 (antes do Super Bowl, claro). Bom, não vai acontecer e 8 vitórias é uma realidade mais palpável.

 

Retrospectiva: uma coleção das besteiras que falamos

A longa offseason da NFL é um período de muita reflexão para todos nós que, de alguma forma, estamos envolvidos com o melhor esporte do mundo. Não há muito o que falar sobre football: o draft já está no passado, tanto calouros quanto free agents já têm seus contratos assinados e tudo que os jogadores têm que fazer no momento é engordar, gastar seus milhões de dólares e aproveitar o tempo livre para se envolver em problemas com a polícia. No verdadeiro período de férias da NFL, não há notícias e nem nada de novo para ser analisado.

Mas nós do Pick Six decidimos usar esse período de marasmo para fazer uma auto-crítica e exorcizar alguns demônios. Em comemoração ao quase um ano de atividades do site, fui escolhido para ser uma espécie de ombudsman e conduzir uma investigação profunda sobre as bobagens que foram ditas por nossos integrantes  em 2016. Sim, disparamos vários absurdos que merecem ser relembrados e expostos. Acertamos um pouco, também, mas erramos bastante.

E você, leitor, que teve seus olhos maltratados por um monte de lixo, merece a verdade e a justiça. Se não temos bobagens novas para escrever, temos bobagens antigas para ressuscitar e expor no grande tribunal da internet. Vamos a algumas delas.

Atlanta Falcons

Talvez a principal mea culpa que precisamos fazer seja em relação a praticamente tudo que foi publicado a respeito do Atlanta Falcons. Nós conseguimos menosprezar um time que chegou ao Super Bowl com um dos melhores ataques da história durante todo o ano que passou. Em agosto, por exemplo, Murilo publicou um texto fazendo previsões patéticas sobre a temporada do Falcons e disparou a seguinte pérola:

“A grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Ivo, responsável pelos primeiros Power Rankings do site, não ficou muito atrás e publicou as seguintes pérolas em sequência nas três primeiras semanas da temporada:

Semana 1

“Será muito legal ver Matty Ice lançando TDs para Julio Jones e perdendo jogos. Este será o Falcons deste ano, com uma defesa que não pára ninguém e um ataque que depende quase exclusivamente de Julio – sabemos que Devonta Freeman é uma mentira e estava sob o efeito de entorpecentes no início da temporada passada.”

Semana 2

“Todos sabemos que o Falcons não chegará longe, mas se derrotar o Saints duas vezes terá seu título moral.”

Semana 3

“Segue o sonho de vencer New Orleans duas vezes e conquistar o seu título moral. Freeman, Coleman e Ryan atuaram como se a defesa do Saints não existisse – e na verdade não existe. A dúvida fica se o ataque conseguirá repetir a atuação contra uma defesa de verdade. Spoiler: não.”

Simplesmente épico.

Para fechar com chave de ouro, em seu ranking de Quarterbacks, Digo limitou Matt Ryan à mediocridade eterna quando escreveu as seguintes palavras:

“Ryan, já é hora dos torcedores dos Falcons aceitarem, chegou ao seu melhor com aquela vitória nos playoffs (ainda que siga com boas campanhas na temporada regular) contra os Seahawks.”

Murilo completou a cagada:

“De qualquer forma, a pergunta que fica para esta temporada é até onde pode ir o Atlanta Falcons? Querendo ou não, ela está ligada a outra importante questão: até onde pode ir Matt Ryan? [Spoiler I: nenhum deles irá a lugar nenhum]”

Como todos sabem, o Falcons chegou ao Super Bowl destruindo as defesas adversárias e Matt Ryan foi eleito o MVP da temporada, transformando as nossas previsões pessimistas em grandes piadas de mau gosto.  Porém, é necessário fazermos uma ressalva: o segundo tempo do Super Bowl e a maior pipocada de todos os tempos mostraram que, bem lá no fundo, tínhamos um pouco de razão.

Desculpa, cara!

Carolina Panthers

Ainda na NFC South, enquanto o Atlanta Falcons era subestimado, o Carolina Panthers era extremamente supervalorizado. Ainda sob os efeitos da temporada de MVP de Cam Newton e da aparição no Super Bowl perdido para (a defesa do) o Denver Broncos, não hesitamos em disparar  previsões extremamente otimistas para o Panthers. Novamente, Murilo foi responsável por iniciar a metralhadora de bosta:

“Não há um time na NFC South que tenha hoje um front seven tão potente nem, me arrisco a dizer, um QB tão talentoso. Logo, os Panthers vão chegar tão longe enquanto a sorte de não enfrentar grandes defesas ou ataques aéreos inspirados (ou pegá-los baleados, vide Cardinals) permitir.”

Ele ainda completou a cagada ao dizer que “não tem como o Carolina Panthers perder essa divisão” no nosso primeiro e único podcast (sim, acredite, ele existe e está disponível para download no site).

Ivo, seguindo a mesma “linha editorial”, afirmou em seu primeiro Power Ranking, que tinha o Panthers em quinto, que “mesmo com a derrota na estreia, o Panthers levará com facilidade sua divisão e tem tudo para chegar forte nos playoffs”.

Tudo que podemos fazer nesse momento de glória é rir e, talvez, cogitar o encerramento das atividades do site por vergonha. O Carolina Panthers não só não venceu a divisão como terminou em último, com apenas seis vitórias. Além disso, Cam Newton sofreu colapsos épicos e nem de longe lembrou o jogador que venceu o prêmio de MVP em 2015.

Jacksonville Jaguars

O Jacksonville Jaguars é um time que consegue enganar todo mundo em todos os anos. É impressionante. Sempre acreditamos que o time tem talento e está próximo de vencer, mas sempre temos nossos sonhos frustrados. É muito parecido com o Brasil: queremos acreditar que um dia possa se tornar uma potência, mas acaba sempre destruído pela podridão. Nada vai mudar isso. A falsa esperança coletiva no Jaguars levou ao seguinte diálogo no já mencionado podcast:

Murilo: “Jaguars tem o melhor coletivo da AFC South!”

Digo: “Eles são o melhor time e vão ganhar a divisão.”

Cadu: “Eu concordo!”

Três idiotas discutindo football e nenhum foi capaz de impedir que isso se tornasse público.

Em um trecho de artigo que previa a temporada de Jacksonville e que tinha o sugestivo título de “Bortles é foda, o resto é moda” (vomitei), Murilo foi um visionário e previu a própria existência desse texto e das cobranças que estariam por vir:

“Adoramos errar previsões e você, querido leitor, está autorizado a nos cornetar daqui três ou quatro meses, mas afirmamos que Blake Bortles está pronto para dar o próximo passo.”

Na verdade, ele estava certo: Bortles acabou dando o próximo passo, porém em direção ao abismo. Para finalizar, Digo teve um momento de brilhantismo em um texto sobre o que seria do Patriots em 2016 e previu uma vitória do Jaguars em New England. É simplesmente ridículo:

“Brady não mostra nenhum sinal de ter 39 anos, até uma derrota bizarra para os Jaguares de Jacksonville debaixo de muita neve em Boston. Você ouviu aqui primeiro.”

Enganou vários trouxas.

Fantasy

Xermi foi o responsável por escrever nossas colunas sobre Fantasy em 2016. Entre conselhos maravilhosos como “escale Nelson Agholor sem medo”, Xermi levou seu time a uma honrosa 11ª posição entre 12 times na liga de Fantasy mais importante do mundo. Além disso, conseguiu levar o time do Pick Six apenas a uma desastrosa 9ª colocação na liga com leitores do site, com apenas seis vitórias na temporada regular. Você já sabe em quem não confiar para o Fantasy 2017.

Diversas

Completamos esse texto com alguns aforismos que merecem ser mencionados. Digo, por exemplo, em sua birra com Joey Bosa disse o seguinte: “esse time (Chargers) parece destinado à mediocridade e torceremos contra eles por alguns anos até que alguém admita que fez cagada em relação a Joey Bosa”.

A parte sobre a mediocridade do Chargers é bastante compreensível, porém Bosa mostrou em pouco tempo que pode ser um talento raro. Digo ainda garantiu em seus balanços sobre a temporada que Denver Broncos e Minnesota Vikings estavam garantidos nos playoffs. E para fechar sua contribuição com o universo, disse que “se RGIII jogar tudo o que sabe, esse time (Browns) pode passar o Ravens”. Não temos como justificar isso.

Já Murilo desconsiderou completamente a qualidade do Miami Dolphins, que acabou se mostrando um time razoável e conseguiu chegar aos playoffs: “na oitava semana tudo já estará perdido e o Dolphins estará em algum lugar entre o limbo, o nada e a última posição da divisão. O objetivo deve ser alcançar cinco vitórias, mas com três já será possível comemorar”.

Ivo também se mostrou bastante pessimista quando colocou o Dallas Cowboys na posição 25 de seu Power Ranking (atrás de New York Jets e San Francisco 49ers, acreditem) e desconsiderou a ascensão de Dak Prescott: “resta a Dallas torcer para Romo voltar logo (e então se lesionar novamente).”

Ainda tivemos a capacidade de colocar o modorrento Los Angeles Rams na 13ª posição de um de nossos rankings, o que é completamente inaceitável e é a maneira certa de encerrar um texto com tantas cagadas.

Futuro

Você deve estar se perguntando se todas essas admissões de culpa servirão para que erremos menos no futuro. A resposta é simples e óbvia: não, não nos importamos com isso e vamos continuar por tempo indeterminado. Preparem seus olhos. Eles ainda vão sangrar bastante. Além disso, se você chegou até aqui é porque adora ler uma bobagem.

Troféu Alternativo Pick Six #1: premiando aquilo que realmente importa

O ser humano é fascinado por premiações, não importa o quão relevantes elas sejam. Do Miss Universo ao vencedor do Prêmio Puskas, da final do BBB a eleição para síndico do condomínio, invariavelmente queremos contemplar alguém com um troféu, mesmo que imaginário.

Na NFL não seria diferente e passamos horas e horas discutindo ou mesmo procurando uma hipotética justiça em premiações definidas de maneira arbitrária – e diversas vezes um tanto quanto óbvias. Pensando nisso e inspirados na já tradicional premiação que os colegas do Bola Presa fazem para as bizarrices da NBA, o Pick Six lança sua premiação alternativa, afinal, sabemos que o Framboesa de Ouro é muito mais divertido que o Oscar, não é? Então antes de coroarmos os vencedores, anunciamos nossas categorias.

TROFÉU WES WELKER: com ele premiamos o “melhor” drop da temporada e homenageamos o WR (indiretamente?) responsável por um dos melhores momentos de Gisele Bundchen na NFL. Além, claro, de estar no hall dos grandes drops que o SB já nos proporcionou.

TROFÉU SKIP BAYLESS: uma homenagem a uma das maiores metralhadoras de bosta que a imprensa norte-americana já produziu. Dá nome a este glorioso prêmio o cidadão que já afirmou que Manti Te’o seria o próximo Ray Lewis, que preferia RGIII a Andrew Luck, Josh Freeman a Cam Newton e, bem, vamos parar por aqui. Então o vencedor desta honraria é o integrante da dita “imprensa especializada” responsável por proferir mais asneiras ao longo da temporada.

Metralhadora de bosta.

TROFÉU MICHAEL FABIANO: ele é o guru do fantasy da NFL.com. Mas também já destruiu muitos sonhos dourados neste jogo com suas dicas imbecis, então nada mais justo que o atleta que foi uma decepção na temporada de Fantasy Football levar para casa uma estatueta com o nome do mito Michael Fabiano.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Rex Grossman deve ser o garoto propaganda do que é ser um quarterback medíocre: com menos de 50 partidas iniciadas, ele tem mais derrotas do que vitórias – e mais interceptações do que touchdowns. Mesmo assim, escorado por uma forte defesa, ele chegou ao Super Bowl XLI, quando silenciou os críticos com vitórias contra Seahawks e Saints nos playoffs – para logo depois voltar a realidade e ser destruído por Peyton Manning e companhia na grande decisão. Por isso o prêmio para melhor atuação de jogador irrelevante homenageia o ex-QB do Chicago Bears (e de mais uma dúzia de outros times)!

TROFÉU BLAKE BORTLES: Blake é um dos reis da irrelevância, o cara mais clutch quando nada importa, possivelmente o único capaz de fazer três touchdowns nos seis minutos finais, quando seu time precisaria de uns seis, mas isso pouco interessa. Por isso o troféu que leva seu nome premia o verdadeiro MVP: o MVP DO GARBAGE TIME.

TROFÉU JIM KELLY: Kelly levou o Buffallo Bills a quatro Super Bowls seguidos. E perdeu todos. Nada mais justo que dar nome ao prêmio que agraciará o melhor jogador de time que só perde.

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: sejamos honestos: o prêmio original, Comeback Player of The Year, é um dos mais sem sentido já criados pela NFL – não pela mensagem, claro, mas pelo simples fato de que todo ano três ou quatro jogadores merecem ganhar essa desgraça e raramente temos uma unanimidade. Então criamos o NCPOY, para premiar aquele ser que teoricamente teria um grande retorno, mas na verdade era melhor nem ter voltado dos mortos.

TROFÉU CRAQUE NETO: “Acabei de saber que o Ronaldo está trazendo o Seedorf para o Corinthians”. Mais não precisamos falar. E com esta honraria premiamos a maior besteira escrita ou falada por um integrante do Pick Six – acreditem: falamos muita besteira.

TROFÉU DAVE SHULA: Dave Shula nunca fez muita coisa para justificar um cargo como HC na NFL. Exceto, claro, ser filho de Don e irmão de Mike Shula. Tanto que quando chegou ao cargo e lá ficou por cinco longos anos obteve uma gloriosa carreira em Cincinnati,com 19 vitórias e 52 derrotas. Por isso o troféu que premia o conjunto da obra de piores e mais bizarras decisões de um HC na temporada leva seu nome!

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: JaMarcus talvez seja o maior bust da história da NFL. Primeira escolha geral do draft de 2007 pelo Oakland Raiders, em três temporadas Russell deixou a liga com um recorde de 7-18, 18 TDs e 23 INT. Ah, a escolha seguinte a ele foi um tal de Calvin Johnson, mas não vamos falar sobre isso. De qualquer forma, a honraria que leva seu nome premia a escolha de primeiro round que em sua temporada de estreia provou ter potencial para se tornar um tremendo bust.

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Trent chegou a NFL como terceira escolha de primeira rodada do draft e, sendo gentil, sua carreira se resume a corridas de três jardas seguidas por um tombo com a cara no chão. Além de um especialista na arte dos bloqueios, já que sendo o próprio bloqueio, ele era poupado do trabalho de bloquear. Para homenageá-lo, este troféu premia a decepção do ano – e, algumas vezes, da vida.

TROFÉU CHUCK PAGANO: Chuck Pagano foi um dos responsáveis por uma das jogadas mais ridículas da história da NFL (relembre este momento mágico). Por isso o troféu que premia a jogada mais imbecil da temporada leva seu nome!

Agora vamos aos vencedores:

TROFÉU WES WELKER: Odell Beckham teve uma estreia na pós-temporada, digamos, complicada. Mas a culpa poderia recair sobre Justin Bieber. A piada, claro, só se tornou possível porque o WR e seus colegas de time decidiram ir para Miami logo após a vitória contra os Redskins, que eliminou o rival de divisão – e, apesar de todos terem voltado a tempo para se preparar para o jogo contra Green Bay, preferimos polemizar.

De qualquer forma, vamos nos ater aos drops, ambos ridículos para um atleta do nível de Odell. O primeiro veio em uma 3&5 dentro da linha de 30 jardas do Packers quando o placar ainda estava zerado. E foi um drop ridículo. Já o segundo, bem, essa era um touchdown certo. Claro, a culpa da eliminação não deve recair apenas sobre Odell – Sterling Shepard também jogou fora um TD fácil, mas Odell Beckham Jr é o merecedor da primeira edição do TROFÉU WES WELKER de pior drop do ano.

Menção honrosa: Tashaun Gipson & Prince Amukamara. Eles merecem!

Esse dia foi massa.

TROFÉU SKIP BAYLESS*: terminada a temporada para algumas equipes, alguns “jornalistas” percebem uma situação difícil: a vontade de falar sobre o time é grande, mas não há muito o que ser dito. Alguns resolvem não falar nada, outros preferem falar sobre outros assuntos. Mas esses não nos interessam. Vamos destacar aqui aquele que decidiu que a melhor opção era falar merda. Muita merda. É o caso de Brad Wells ou, se você preferir, apenas mais um “Zé Mané” que habita esse mundo.

Wells “cobre” o Indianapolis Colts e já foi o editor chefe do blog da equipe no SB Nation. Hoje ele é só mais um rostinho não tão bonito no Twitter. Segundo o próprio, ele sequer tem fontes em Indianapolis, ou pelo menos foi o que disse em meados outubro.

Esse manja.

Porém, quando o ano acabou, talvez ele tenha se sentido muito à toa e resolveu que seria uma boa ideia brincar com nossa cara, cravando que os Colts iriam atrás de Jon Gruden para cargo de head coach, pois Chuck Pagano balançava no cargo. Além disso, disse também que, a menos que Peyton Manning fosse contratado, Ryan Grigson permaneceria como GM em Indy. Brad Wells ficou quase duas semanas martelando sua “tese” nas redes sociais para que, no final, tudo acontecesse exatamente ao contrário. Até ele achou estranho, o que traduziu brilhantemente como “algo aconteceu”. É claro que algo aconteceu, Brad: você bateu a cabeça em algum momento da sua vida.

Você deve imaginar que, depois disso, Brad Wells resolveu ficar calado. Mas persistente que é, ele retomou sua saga em 2017 com muita #analise. Para ele, seria razoável que os Colts cortassem o CB Vontae Davis, também conhecido como “o único defensor da defesa dos Colts”. Davis está no último ano de seu contrato em Indianapolis e, apesar de uma temporada abaixo para de seus padrões, foi selecionado para o Pro Bowl nas duas temporadas anteriores.

Mas isso não é tudo. Para Brad Wells, que só não é um GM da NFL porque (ainda) não temos cotas para idiotas, o novo GM deveria trocar o WR TY Hilton, líder da NFL em jardas na última temporada. Como argumentos, ele destacou que “ninguém liga para isso” e que o recorde dos Colts na temporada foi 8-8. Sensato, se você for um idiota.

Por fim vale ressaltar que, apesar de ser uma fonte de desinformação, Brad Wells é um cara simpático: ele só conta vantagem por seu número de seguidores de vez em quando. Por tudo isso, Brad Wells é o vencedor do TROFÉU SKIP BAYLESS de integrante da imprensa especializada que mais falou bosta ao longo do ano.

Olha meus followers, galera!

*Colaborou @ColtsNationBR

TROFÉU MICHAEL FABIANO: temos plena consciência de que a culpa não é só dele. Aliás, talvez ele nem tenha culpa, afinal de contas tudo o que pode ser medíocre nessa última temporada em Los Angeles, foi em nome de Jeff Fisher. Mas não é como se 2015 tivesse sido muito melhor; Case Keenum era o mesmo, algo como um saco de bosta, e Todd Gurley ainda assim pareceu o substituto de Adrian Peterson, mesmo voltando de uma lesão de joelho, correndo para mais de 1100 jardas em 13 jogos.

Saudável era esperado que Gurley carregaria sozinho um ataque medíocre, a aposta perfeita para ser um dos primeiros escolhidos no draft. E assim diversos incautos gastaram as primeiras escolhas com Gurley em suas equipes de Fantasy. Resultado: em 2016 ele pareceu que estava voltando de uma lesão grave, correndo para uma média de menos de um first down a cada três corridas. Sugado para o mundo de tristeza de Jeff Fisher, Gurley acabou sendo a principal decepção do ano no fantasy e por isso vence o TROFÉU MICHAEL FABIANO.

Deu ruim.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Se você não joga fantasy, a chance de já ter ouvido falar nele é muito baixa. Se você acompanha a NFL regularmente e joga fantasy, essa chance aumenta, mas você provavelmente deixou passar. A verdade é que Dwayne Allen é um dos raros casos em que um jogador já é draftado destinado a reserva, afinal ele chegou aos Colts junto com Coby Fleener, para ser, sei lá, o quarto ou quinto alvo de Andrew Luck – e, mesmo com as constantes lesões e agora saída de seu titular, sua maior produção anual foi de apenas 45 recepções, em sua temporada de rookie.

Isso já seria suficiente para caracterizá-lo como irrelevante no grande mundo da nossa liga favorita. Mas, claro, every dog has its day. O de Allen chegou em uma bonita tarde de dezembro, em um jogo (praticamente) tão irrelevante como ele mesmo. Mas, por alguns momentos, foi bonito. Fora de casa, contra o New York Jets, aproveitando-se da inspiração de Andrew Luck, o tight end recebeu nada menos do que 3 TDs somente no primeiro tempo de partida, a metade de seu total na temporada e, junto com ninguém menos que Antonio Brown, um dos dois jogadores a receber 3 passes na endzone em 2016, ganhando assim o TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN de momento estrela dentro de uma vida de irrelevância. Não surpreendentemente, Dwayne Allen recebeu somente mais um passe nesse jogo, acabando com apenas 70 e poucas jardas.

Que que tá acontecendo, caras?

TROFÉU BLAKE BORTLES: voltemos para aquele glorioso TNF entre Titans e Jaguars (saudades!), vencido pelos amigos de Mariota por 36 a 22. Se você olhar apenas para as estatísticas, dirá que Blake Bortles jogou bem. E você estará errado. Os números gerais mostram que Blake completou 33 de 54 passes, para 337 jardas e três touchdowns. Mas vamos isolar os números: no primeiro tempo, Blake completou 8 de 16 tentativas para 64 jardas e o Titans foi para o vestiário com o placar apontando 27 a 0. Já no segundo tempo, Blake completou 25 de 38 passes para 273 jardas… mas, e daí? Com quase quatro touchdowns de vantagem, a defesa de Tennessee dormia em campo enquanto assistia o quarterback de Jacksonville completar dúzias de passes curtos e o relógio implodir. Estamos sendo injustos? Então isolemos as estatísticas da carreira de Blake até a semana #8 da última temporada:

Primeiro período: 1.598 jardas, 4 touchdowns

Segundo período: 2.356 jardas, 15 touchdowns

Terceiro período: 1.912 jardas, 13 touchdowns

Quarto período: 3,364 jardas 26 touchdowns

Blake é um gênio do quarto período, quando nada mais importa. Porque se Bortles estivesse fazendo isso para liderar o Jaguars as vitórias, tudo bem, mas na verdade estamos longe, muito longe disso. Na week #2, por exemplo, os 14 pontos de Jacksonville contra o Chargers vieram no último período, quando San Diego já vencia por 35 a 0. Por tudo isso Blake Bortles leva com folga a primeira edição do TROFÉU BLAKE BORTLES – e infelizmente acreditamos que ele levará todos os anos.

“Virei punter“.

TROFÉU JIM KELLY: Não há qualquer dúvida de que Drew Brees é um dos maiores QBs da história da NFL e um dia terá seu busto exposto em Canton, no Hall of Fame da liga. Comandando o potente ataque do New Orleans Saints, Brees conseguiu se tornar o detentor de grande parte dos recordes de jardas e de passes completados da liga. Entre 2006 e 2016, por exemplo, o QB do Saints liderou a liga em jardas passadas em sete temporadas, ultrapassando a marca de 5000 jardas em cinco delas, também o recorde da NFL. Brees coleciona 54 partidas em sua carreira com 70% dos passes completados e sem interceptações. Em 2015, ainda empatou o recorde de passes para TD em um mesmo jogo, com sete. De forma resumida, se você procurar os recordes de passe da NFL encontrará diversas vezes o nome Drew Brees. O problema é que Brees está condenado a jogar em um time constantemente ruim. Desde que chegou ao New Orleans Saints, em 2006, mesmo obtendo diversos recordes e performances históricas, Brees só viu o recorde da equipe mostrar mais vitórias do que derrotas em cinco temporadas. Nas últimas três, por exemplo, o Saints deixou Jeff Fischer orgulhoso: 7-9. A mediocridade do time parece ser a regra e nem um dos melhores QBs da história consegue superá-la. Nesta última temporada a história não foi diferente e por isso Drew Brees é o vencedor do TROFÉU JIM KELLY de jogador bom condenado a um time ruim.

“Não aguento mais essa merda”

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: Em 2012, quando foi eleito Rookie of the Year e comandou o potente e surpreendente ataque do Washington Redskins, Robert Griffin III nos deixou uma excelente primeira impressão. Ameaça pelo ar e pelo chão, RGIII era o pesadelo das defesas adversárias, que pareciam não encontrar resposta para o seu dinamismo. O sonho, porém, durou pouco: contusões minaram o que tornava Griffin um QB diferente e, como resultado, seguiram três temporadas com números horríveis, com polêmicas diversas e, finalmente, com Griffin sentado no banco assistindo o sucesso de Kirk Cousins.

A dispensa pelo Washington Redskins, após o fim da temporada 2015, poderia ser a chance de recomeço para RGIII, que escolheu assinar com o sofrido Cleveland Browns. A mistura de um QB que ainda nos traz boas lembranças com um time desesperado por um salvador nos fez acreditar que uma bela história poderia estar sendo construída. Estávamos completamente enganados. Griffin novamente teve uma contusão séria e parece ter consolidado a imagem de QB de vidro. Mesmo no pouco tempo que esteve em campo, nada de bom foi mostrado: em cinco partidas, RGIII lançou dois TDs, três INTs e sofreu 22 sacks, números suficientes para vencer o não tão desejado TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR.

Fu-deu.

TROFÉU CRAQUE NETO: Os primeiros textos (sérios) do Pick Six foram focados em extensos previews da temporada de cada um dos 32 times da NFL. Ao final de cada um deles, fazíamos apostas sobre o que se podia esperar para o ano que estava começando. Não se pode acertar todos, claro, e ainda que exista muita coisa certa, os erros são mais incríveis. Sério: talvez valha a pena revermos todos só para comparar o antes e depois. E um em especial aconteceu no preview do Atlanta Falcons:

“Palpite: a grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Hum, acho que nos equivocamos levemente. Atlanta teve o ataque mais eletrizante do ano (e um dos melhores da história), junto com MVP e o título do Super Bowl… Bem, ao menos até o terceiro quarto. E nós merecemos o TROFÉU CRAQUE NETO.

TROFÉU DAVE SHULA: Quando um time vai de favorito ao Super Bowl a uma campanha de 6 vitórias sem sequer esboçar qualquer reação ao longo da temporada, especialmente contando com a volta do (ao menos pensávamos) segundo melhor jogador, a primeira pessoa a ser cobrada será o treinador. Obviamente não é culpa dele se os drops se multiplicaram de maneira absurda, a proteção falha constantemente, os LBs antes absolutos começam a perder tackles ou se o GM deixa seu melhor jogador defensivo partir, mas existe uma história que mostra que talvez a cabeça de Ron Rivera estava em outro lugar.

Cam Newton, MVP da temporada de 2015, teve problemas com as bagagens na viagem a Seattle e acabou sem uma camisa social para usar na viagem, optando assim por uma gola rolê, com a qual, em suas próprias palavras, “não faria sentido algum usar uma gravata”. Entretanto, o traje de viagens dos Panthers, estabelecido por Rivera, exige o uso de gravata. Resultado: o grande Derek Anderson iniciou o jogo como titular e lançou uma interceptação em seu primeiro passe, contando com um drop de seu RB. Com isso, Seattle marcou logo um FG fácil e saiu na frente no jogo. Então Ron Rivera recebe o primeiro TROFÉU DAVE SHULA do Pick Six.

Tá tranquilo, tá favorável.

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: Após Sam Bradford não ter se tornado o messias que salvaria a franquia e Nick Foles ter se revelado um presente de grego, Jared Goff deveria ser a solução dos problemas para o Rams, tanto que Los Angeles trocou duas escolhas de primeira rodada, outras duas picks de segundo round e mais duas escolhas de terceira rodada para consegui-lo. Mas ele passou dez semanas, 70 dias de temporada regular, sentado no banco enquanto assistia uma tragédia chamada CASE KEENUM. Ninguém é banco de Case Keenum por dez rodadas por acaso. E quando entrou em campo, Jared não tornou as coisas melhores: em sete partidas, foram 1089 jardas, para 5 touchdowns e 7 interceptações – e um rating de 63.6. E em nenhuma atuação ele teve mais de 65% dos passes completos. Seu “grande” momento aconteceu na week #11, contra os restos mortais de um San Francisco 49ers já cambaleante. Por tudo isso, Jared Goff levou com tranquilidade o TROFÉU JAMARCUS RUSSELL!

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Invariavelmente um dos prêmios mais concorridos da temporada. Há muitos candidatos: Allen Robinson teve um ano trágico, assim como Blake Bortles – mas este talvez só tenha retornado a realidade. DeAndre Hopkins era outro de quem talvez esperássemos mais, assim como Todd Gurley, nosso vencedor do TROFÉU MICHAEL FABIANO. Darrele Revis, então, foi umas das coisas mais tristes de se asssitir em um campo de football nesta temporada. Mas nenhum deles foi de MVP a, bem, uma tragédia ambulante.

Cam Newton teve um 2015 dos sonhos. Mais do que isso, haviam motivos claros para confiar que não se tratava de um mero “produto do meio”: Cam nos lembrou Peyton Manning fazendo uma linha ofensiva medíocre parecer a Muralha da China™ e emulou Drew Brees, fazendo recebedores igualmente abaixo da média, como Corey Brown ou Ted Ginn Jr, produzirem decentemente.

Com a volta de Kelvin Benjamin, seu melhor amigo de 2014, se esperavam grandes coisas em 2016. Mas sua temporada de MVP pareceu um sonho distante. Mesmo lançando o maior número de passes de sua carreira, Cam teve 300 jardas menos que em 2015 e praticamente a metade de TDs: foram apenas 19 TDs (mais 5 TDs corridos), para 14 INTs e um rating de 75.8. O maior número de interceptações desde sua temporada de rookie e o pior rating de sua carreira. Até mesmo seus números de corridas, uma de suas maiores armas, foram os piores de sua história.

Ressaca pós Super Bowl? Os pesadelos com Von Miller e um certo fumble não recuperado teriam atrapalhado o sono e suas atuações? Se ele usasse uma gravata sempre tudo melhoraria? Ou Newton nunca foi tudo aquilo e 2015 foi apenas uma temporada da qual teremos saudades, mas jamais se repetirá? Só descobriremos nos próximos meses. Enquanto isso Cam Newton leva o TROFÉU TRENT RICHARDSON de decepção do ano.

Bonita gravata.

TROFÉU CHUCK PAGANO: É difícil descrever certas situações, então deixemos as imagens falarem. Apenas assistam e tentem nos explicar o que aconteceu. Esse talvez seja o maior legado de Rex e Rob Ryan para os Bills. Talvez seja o maior legado da família Ryan para a NFL. Mesmo eles tendo sido demitidos uma semana antes. Foi lindo, mas não entendemos nada – e talvez seja melhor assim; se nem o Twitter oficial do Bills entendeu, por que nós entenderíamos? Então ficaremos com a tese de que tudo não passou de um PROTESTO por todo sofrimento passado pelo roster de Buffalo nas mãos de Ryan ao longo da temporada.

Temporada que vem tem mais!

Dinheiro, pra que te quero? Trazemos os atletas mais bem pagos da NFL

O mundo dos esportes movimenta bilhões de dólares anualmente. É uma das indústrias mais ricas do planeta e, claro, a NFL tem grande parte dessa fatia, afinal é o esporte mais popular dos EUA. Como curiosidade, separamos alguns rankings envolvendo os salários e incentivos dos atletas da NFL, para você entrar em depressão ao perceber o quão pobre é!

Começamos com a listagem da Forbes, que anualmente separa os 100 atletas mais bem pagos do mundo, juntando salários e patrocínios. Confira baixo o top 10 geral, que da NFL contém apenas o QB Cam Newton, atual MVP da liga:

Top 10 Forbes 2016

Forbes Rank – Total Pay – Sport (Club/Country)

  1. Cristiano Ronaldo – 88M – Futebol (Real Madrid)
  2. Lionel Messi – 81,4 M – Futebol (Barcelona)
  3. LeBron James – 77,2M – NBA (Cleveland Cavaliers)
  4. Roger Federer – 67,8M – Tênis (Suíça)
  5. Kevin Durant – 56,2M – NBA (Golden State Warriors)
  6. Novak Djokovic – 55,8M – Tênis (Sérvia)
  7. Cam Newton – 53,1M – NFL (Carolina Panthers)
  8. Phil Mickelson – 52,9M – Golfe (USA)
  9. Jordan Spieth – 52,8M – Golfe (USA)
  10. Kobe Bryant – 50M – NBA (Aposentado, ex Los Angeles Lakers)

Abaixo separamos todos os atletas da NFL que fazem parte do ranking da Forbes de 2016. Além de Cam, outros 21 atletas estão na lista, em sua maioria QBs.

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Entre os grandes em salário e também na moda.

Football Players on Forbes 2016 – NFL

NFL Rank – (*em ordem: total – salário – patrocínios – posição no ranking)

  1. Cam Newton, QB, Carolina Panthers – 53,1M – 41,1M – 12M – 7º
  2. Eli Manning, QB, New York Giants – 45M – 37M – 8M – 13º
  3. Joe Flacco, QB, Baltimore Ravens – 44,5M – 44M – 500K – 14º
  4. Tom Brady, QB, New England Patriots – 44,1M – 36,1M – 8M – 15º
  5. Russell Wilson, QB, Seattle Seahawks – 41,8M – 31,8M – 10M – 18º
  6. Philip Rivers, QB, San Diego Chargers – 38M – 37,5M – 450K – 20º
  7. Marcell Dareus, DT, Buffalo Bills – 35,2M – 35,1M – 100K – 26º
  8. Peyton Manning, QB, Aposentado – 34,2M – 19,2M – 15M – 27º
  9. AJ Green, WR, Cincinnati Bengals – 33,3M – 32,8M – 500K – 30º
  10. Drew Brees, QB, New Orleans Saints – 31M – 19M – 12M – 35º
  11. Olivier Vernon, DE, New York Giants, – 29M – 28,8M – 200K – 39º
  12. Julio Jones, WR, Atlanta Falcons – 27,2M – 26M – 1,2M – 43º
  13. Luke Kuechly, LB, Carolina Panthers – 27,1M – 26,1M – 1M – 44º
  14. Cameron Jordan, DE, New Orleans Saints – 25,9M – 25,8M – 100K – 51º
  15. Trent Williams, OT, Washington Redskins – 25,6M – 25,5M – 75K – 53º
  16. Sam Bradford, QB, Minnesota Vikings – 24,3M – 24M – 300K – 60º
  17. Dez Bryant, WR, Dallas Cowboys – 23,5M – 23M – 500K – 71º
  18. Demaryius Thomas, WR, Denver Broncos – 23,4M – 22,2M – 1,2M – 73º
  19. Anthony Castonzo, OT, Indianapolis Colts – 22,5M – 22,5M – 35K – 79º
  20. Justin Houston, LB, Kansas City Chiefs – 21,8M – 21,7M – 100K – 89º
  21. Cameron Heyward, DE, Pittsburgh Steelers – 21,2M – 21M – 150K – 94º

Abaixo você pode ver uma listagem com os atletas que mais vão ganhar em 2016.

25 Maiores salários em 2016 

1 Andrew Luck, QB, Indianapolis Colts, $24,594,000

2 Carson Palmer, QB, Arizona Cardinals, $24,350,000

3 Drew Brees, QB, New Orleans Saints, $24,250,000

4 Joe Flacco, QB, Baltimore Ravens, $22,133,133

5 Aaron Rodgers, QB, Green Bay Packers, $22,000,000

6 Russell Wilson, QB, Seattle Seahawks, $21,900,000

7 Ben Roethlisberger, QB, Pittsburgh Steelers, $21,850,000

8 Eli Manning, QB, New York Giants, $21,000,000

9 Philip Rivers, QB, San Diego Chargers, $20,812,500

10 Cam Newton, QB, Carolina Panthers, $20,760,000

11 Matt Ryan, QB, Atlanta Falcons, $20,750,000

12 Tom Brady, QB, New England Patriots, $20,500,000

13 Kirk Cousins, QB, Washington Redskins, $19,953,000

14 Ryan Tannehill, QB, Miami Dolphins, $19,250,000

15 Von Miller, LB, Denver Broncos, $19,083,333

16 Ndamukong Suh, DT, Miami Dolphins, $19,062,500

17 Colin Kaepernick, QB, San Francisco 49ers, $19,000,000

18 Jay Cutler, QB, Chicago Bears, $18,100,000

19 Tony Romo, QB, Dallas Cowboys, $18,000,000

20 Tyrod Taylor, QB, Buffalo Bills, $18,000,000

21 Brock Osweiler, QB, Houston Texans, $18,000,000

22 Matthew Stafford, QB, Detroit Lions, $17,666,667

23 Sam Bradford, QB, Minnesota Vikings, $17,500,000

24 Muhammad Wilkerson, DE, New York Jets, $17,200,000

25 Fletcher Cox, DT, Philadelphia Eagles, $17,100,000

Como normalmente os QBs são os atletas mais bem pagos da NFL, separamos um ranking por posição que leva em conta o total cash ganho pelo atleta em 2016. Esse valor é diferente da média anual do jogador, ou seja, leva em conta apenas o bruto recebido pelo atleta em 2016 e não a média considerando todo o contrato (presente e futuro) do atleta.

Top 5 por posição (Total Cash) 2016

Total Cash = Base salary + signing cash + roster bonus + option + restructure + workout + incentives.

QUARTERBACKS

  1. Drew Brees (NO): $31,250,000
  2. Andrew Luck (IND): $30,000,000
  3. Joe Flacco (BAL): $29,000,000
  4. Tom Brady (NE): $28,764,705
  5. Philip Rivers (SD): $22,000,000

WTF: Jared Goff (LA – 10) e Carson Wentz (PHI – 11), calouros, ganham mais que nomes como Aaron Rodgers (GB – 19) e Russell Wilson (SEA – 20).

RUNNING BACKS

  1. Ezekiel Elliot (DAL): $16,800,066
  2. Adrian Peterson (MIN): $12,000,000
  3. Lamar Miller (HOU): $8,500,000
  4. Doug Martin (TB): $8,000,000
  5. Chris Ivory (JAX): $7,468,750

WTF: Todd Gurley (LA – 40), David Johnson (ARI – 104), LeVeon Bell (PIT – 50) ganham menos que Theo Riddick (DET – 13) e Bilal Powell (NYJ – 17).

Ohio State’s Ezekiel Elliott poses for photos upon arriving for the first round of the 2016 NFL football draft at the Auditorium Theater of Roosevelt University, Thursday, April 28, 2016, in Chicago. (AP Photo/Nam Y. Huh)

Sendo o mais bem pago, quem sabe ele começou a comprar camisas inteiras.

FULLBACKS

  1. Ryan Hewitt (CIN): $2,100,000
  2. Cory Harkey (LA): $2,000,000
  3. Jamize Olawale (OAK): $2.000,000
  4. Mike Tolbert (CAR): $1,825,000
  5. Zach Line (MIN): $1,671,000

WTF: John Kunh é o 8º, Patrick DiMarco 9º e Kyle Juszczyk 12º.

WIDE RECEIVERS

  1. Demaryius Thomas (DEN): $20,000,000
  2. Dez Bryant (DAL): $16,000,000
  3. Keenan Allen (SD): $15,171,000
  4. Alshon Jeffery (CHI): $14,599,000
  5. Julio Jones (ATL): $13,500,000

WTF: Antonio Brown (PIT) fecha o top 10, mesmo sendo o melhor WR da liga. Na frente dele está Michael Crabtree (OAK), acredite se quiser. Jordy Nelson (GB) é apenas o 28º.

TIGHT ENDS

  1. Dwayne Allen (IND): $11,906,250
  2. Charles Clay (BUF): $11,500,000
  3. Travis Kelce (KC): $10,646,000
  4. Jordan Reed (WAS): $10,468,750
  5. Zach Ertz (PHI): $9,138,527

WTF: Cadê o Gronk (NE)? Apenas em 27º, atrás de nomes como Lance Kendricks, James Hanna e Jermaine Gresham. Sim, é verdade!

OFFENSIVE LINE

  1. Cordy Glenn (BUF): $19,000,000
  2. David DeCastro (PIT): $18,070,000
  3. Trent Williams (WAS): $16.968,750
  4. David Bakhtiari (GB): $16,757,117
  5. Ronnie Stanley (BAL): $13,547,695

WTF: Maurkice Pouncey, Anthony Castonzo, Nate Solder, todos aparecem mais abaixo.

LINEBACKERS

  1. Von Miller (DEN): $25,100,000
  2. Justin Houston (KC): $23,500,000
  3. Brandon Marshall (DEN): $12,553,000
  4. Bruce Irvin (OAK): $12,500,000
  5. Jerry Hughes (BUF): $10,675,000

WTF: Clay Matthews é 11º, Chandler Jones 14º, Bobby Wagner 18º e, acreditem, Luke Kuechly 20º. DeMarcus Ware, pela idade, é o 25º.

DEFENSIVE LINE

  1. Olivier Vernon (NYG): $29,000,000
  2. Fletcher Cox (PHI): $27,299,000
  3. Muhammad Wilkerson (NYJ): $22,000,000
  4. Malik Jackson (JAX): $18,000,000
  5. Joey Bosa (SD): $14,914,642

WTF: Joey já está no top 5. O cara é calouro e mal jogou profissionalmente. Ganha mais que: Ndamukong Suh (6º), Marcell Dareus (7º), JJ Watt (13º), Cameron Jordan (16º), Cameron Heyward (20º) e Everson Griffen (26º).

CORNERBACKS

  1. Darrelle Revis (NYJ): $17,000,000
  2. Janoris Jankins (NYG): $16,000,000
  3. Darius Slay (DET): $15,650,000
  4. Jalen Ramsey (JAX): $15,632,546
  5. Trumaine Johnson (LA): $13,952,000

WTF: Josh Norman (6º), Richard Sherman (7º), Joe Haden (10º) e Patrick Peterson (11º). Não faz sentido!

SAFETIES

  1. Tyrann Mathieu (ARI): $16,671,407
  2. Harrison Smith (MIN): $15,278,000
  3. Eric Berry (KC): $10,806,000
  4. Malcolm Jenkins (PHI): $10,000,000
  5. Devin McCourty (NE): $9,937,500

WTF: Earl Thomas (SEA – 8º), Kam Chancellor (SEA – 17º), TJ Ward (DEN – 23º).

KICKERS

  1. Justin Tucker (BAL): $8,000,000
  2. Mason Crosby (GB): $6,150,000
  3. Sebastian Janikowski (OAK): $3,600,000
  4. Matt Prater (DET); $3,300,000
  5. Adam Vinatieri (IND): $3,250,000

WTF: Stephen Gostkowski (NE – 11º), Dan Bailey (DAL – 12º) e Cairão da Massa (KC – 600K).

O único chutador que merece ganhar mais de um salário mínimo (brasileiro).

O único chutador que merece ganhar mais de um salário mínimo (brasileiro).

PUNTERS

  1. Marquette King (OAK): $5,250,000
  2. Dustin Colquitt (KC): $3,650,000
  3. Thomas Morstead (NO): $3,500,000
  4. Jon Ryan (SEA): $3,400,000
  5. Sam Martin (DET): $3,175,000

WTF: Nada de estranho e não que alguém realmente se importe. Colocamos aqui apenas pra deixar todos tristes em saber que ganhamos muito menos que um punter!

Caso queriam fuçar mais nos salários dos atletas, o site spotrac é bem completo e tem diversos filtros, como busca por time, posição, tipo de ganho, entre outros.

O MVP da defesa se foi, mas MVP do ataque (e da liga) deve voltar ainda melhor

Os Panthers tiveram uma temporada mágica em 2015. Realizaram a melhor campanha da NFL (15 vitórias, e porque tiraram o pé) e ganharam pelo terceiro ano seguido a divisão, estabelecendo o domínio sobre times que pareceram muito abaixo do nível da equipe de Carolina. Josh Norman surgiu de vez, depois de uma boa campanha no final de 2014, para a NFL como sério candidato a melhor CB da liga e o principal personagem (ainda que tenham muitos craques ali) da 6ª melhor defesa da liga.

Além disso, Cam Newton e suas comemorações ousadas (às vezes consideradas desrespeitosas; produzindo até cartas de mães indignadas) finalmente pôs em prática todo o potencial como ameaça desde o pocket e também no jogo corrido – aquele, que permitiu que jogadores como Kaepernick e RG3 tivessem abertura para trazer de volta esse estilo de jogo misto à liga -, que parecia ter desde a sua temporada de novato, ganhando o prêmio de jogador mais valioso da NFL.

Obviamente, quando já pareciam destinados à glória depois de uma vitória absoluta sobre Arizona, Von Miller e amigos botaram um fim a esse conto de fadas simplesmente acabando com o ataque que aparentava ser imbatível até então, expondo todas as suas pequenas falhas, como os wide receivers claramente abaixo da média da NFL e a linha ofensiva que se limitava a não atrapalhar muito o trabalho de Cam – e acabou destruída pelo MVP do Super Bowl.

Fabricando um MVP

Cam Newton chegou à NFL cercado de dúvidas, especialmente porque, tivesse Andrew Luck tomado a decisão normal e saído da universidade um ano antes como é esperado de jogadores garantidos para ser escolhidos na primeira posição do draft, Cam Newton seria o segundo melhor quarterback a ser escolhido em 2011, e sabemos como isso acaba normalmente (ver: Leaf, Ryan para uma história dramática). De qualquer forma, Luck esperou e o QB de Auburn caiu como opção óbvia e única para os Panthers.

Importante lembrar que Newton chegava a NFL totalmente cru, pois ele foi titular em apenas dois anos na universidade, um em uma universidade relevante, e seu estilo de jogo dependia muito das corridas que ele tirava da cartola (lembrando um já fracassado Vince Young e bastante diferente dos seus quatro primeiros quarterbacks escolhidos precedentes: Russell, Ryan, Stafford e Bradford, todos pocket passers), ainda que se imaginasse que o mesmo não poderia ser feito em uma liga profissional.

Ainda que ele tenha tomado a liga por assombro com 14 TDs corridos como novato e mais de 4000 jardas lançadas (destruindo recordes, em sua maioria de Peyton Manning), assim inclusive abrindo espaço para o retorno de quarterbacks corredores como RG3, Russell Wilson e Colin Kaepernick, que voltaram a ganhar espaço na NFL, logo as defesas também se adaptaram e Newton sofreu as famosas dores de crescimento, além de lesões pelo seu estilo de jogo, com muitos acreditando que seu primeiro ano não passaria de uma grande coincidência.

Entretanto, com o apoio de Mike Shula, Cam continuou trabalhando para poder depender menos das suas pernas (mantendo como arma importante e ameaça que fará as defesas pagarem caro em caso de descuido) e poder se tornar um QB que realmente jogue utilizando o máximo de suas (limitadas) opções com a sua cabeça e braço. O resultado óbvio disso, aliado ao seu talento, foi uma campanha de 45 TDs para apenas 14 turnovers na temporada regular o que lhe levou a tornar-se o jogador mais valioso da liga – além de garantir um prêmio de melhor coordenador ofensivo da liga para o já citado Mike Shula, que acompanha Newton desde sua temporada de novato (na época, ele ainda era treinador de quarterbacks).

camkelvin

Sim, Cam e Kelvin juntos não melhoram só a vida dos Panthers.

Os fabricados pelo MVP

Ainda que os stats de 2014 não mostrassem, a evolução de Cam era clara, mas a demonstração acabou limitada por lesões, especialmente um problema no tornozelo que incomodou durante toda a pré-temporada e uma lesão nas costelas, que sofreu nos jogos preparatórios. Em 2015, finalmente saudável, outro problema com lesões: Kelvin Benjamin, que havia tido uma bela campanha de rookie na NFL, sofre uma lesão no joelho e ficaria fora da temporada.

Assim, temos todas as razões para imaginar que Cam Newton deverá produzir ainda mais esse ano. Kelvin Benjamin teve um ano para se recuperar, o que é bastante para os padrões da NFL; e mesmo que algumas informações indiquem que ele não está na sua forma ideal, sua habilidade e capacidades físicas natas deverão ser mais do que suficientes para ele voltar a ser o alvo principal de Cam e repetir a sua campanha de 2014 em seu (verdadeiro) segundo ano de liga.

Também em seu segundo ano estará Devin Funchess, o grandalhão de Michigan que chegou a ser cotado para ser TE na NFL – com um ano a mais de experiência na liga, e jogando oposto a Kelvin Benjamin, assim recebendo a marcação do CB2 ou 3 do adversário, ele poderá produzir, especialmente na endzone e em bolas disputadas no alto. Com os grandalhões jogando por fora, Ted Ginn Jr poderá repetir suas absurdas 700 jardas esse ano (que mostram a grande capacidade de Newton em fabricar WRs), com bastante menos responsabilidade, após anos somente como retornador na liga.

Outros veteranos que deverão ter suas produções afetadas pelo retorno de Benjamin são os sempre sólidos Greg Olsen, que deverá perder o título de go-to guy de Cam Newton nas situações de risco (e assim, alerta para o fantasy, produzir menos jardas e touchdowns), e Jonathan Stewart, que enquanto se mantiver saudável, se aproveitará das defesas mais preocupadas com o jogo aéreo (e com as corridas de Newton) para produzir suas 1000 jardas corridas tradicionais.

Infelizmente, uma razão de pessimismo para os Panthers é o fato de que, apesar do interior da linha ser mantido no mesmo alto nível de 2015, os dois tackles que foram massacrados pelos Broncos também serão. Ou seja, Michael Oher (sim, aquele de The Blind Side, agora jogando pela direita) e Mike Remmers estarão de volta para atrapalhar a vida de Cam – existe esperança de que Daryl Williams, em seu segundo ano, ganhe uma das posições, mas mais por ruindade de Remmers que por própria qualidade.

A defesa de Josh Norman

A grande história de Carolina nesse período sem jogos, além da ressaca pós-derrota no Super Bowl foi a surpreendente saída de Josh Norman da equipe, apontado como um dos melhores cornerbacks da liga (não por Odell Beckham), após dificuldades na negociação de um novo contrato; aparentemente, Dave Gettleman e Ron Rivera julgam que, no estilo de jogo dos Panthers (defesa em que jogam em zona, ou seja, ele fica responsável por uma parte do campo e não por bloquear um jogador específico), fica fácil para qualquer cornerback razoável produzir.

De qualquer forma, a situação na secundária está, no mínimo, nebulosa. O jogador de maior destaque é Kurt Coleman, que passou por várias equipes antes de se firmar na equipe da Carolina do Norte, como mostram suas 7 interceptações em 16 jogos ano passado. Para jogar com ele, os Panthers contarão com 3 cornerbacks novatos (3 das 5 escolhas do time no draft desse ano foram CBs), rezando para que um deles sirva, disputando posição com veteranos desconhecidos.

Por outro lado, o front seven é provavelmente um dos melhores da liga. Kawann Short e Star Lotulelei são monstros no interior da linha defensiva, aplicando pressão no QB e bloqueando todos os espaços do jogo corrido adversário – some-se a eles o novato Vernon Butler (que tem gerado comparações com Wilkerson, dos Jets) e não há espaços por dentro dessa linha. Como end, Carolina contará principalmente com o veterano Charles Johnson, agora saudável após um 2015 cheio de problemas.

Para finalizar, o trio de LBs do time é simplesmente brilhante em todas as fases do jogo – corrida ou passe, eles estão lá. Luke Kuechly está sempre entre os principais jogadores defensivos da liga (teria algum DPOY não fosse por JJ Watt), e é flanqueado pelo inquebrável (teoricamente, pelo menos ele se quebra e volta melhor) Thomas Davis e Shaq Thompson, que chegou ao draft do ano passado cheio de hype (como o de ser quase um híbrido linebacker-safety), mas está tendo tempo para se adaptar ao jogo, ainda que aparecendo bem nas oportunidades que tem ao lado de Kuechly e Davis.

ESSE HOMEM.

ESSE HOMEM.

Palpite: A coisa na secundária e nos tackles é grave. Entretanto, há talento suficiente para compensá-los, especialmente durante a temporada regular. Não há um time na NFC South que tenha um front seven tão potente nem, me arrisco a dizer, um QB tão talentoso. Logo, os Panthers vão chegar tão longe enquanto a sorte de não enfrentar grandes defesas ou ataques aéreos inspirados (ou pegá-los baleados, vide Cardinals) permitir.