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Super Bowl ou bust

O Los Angeles Rams foi o responsável pela maior reviravolta na NFL em 2017. Depois de ter o pior ataque da liga em termos de pontos em 2016, o time passou direto para a liderança no ano seguinte. Em sua triste primeira temporada de volta a Los Angeles, foram 224 pontos, uma média ridícula de 14 pontos por jogo. Não foi apenas o pior ataque da temporada 2016: o Rams de Jeff Fisher foi o pior ataque dos cinco anos anteriores. Em 2017, o contraste foi impressionante: o time produziu 478 pontos, média de 29,9 pontos por jogo, a melhor da Liga e mais do que o dobro do que a franquia tinha produzido na temporada anterior.

Em um esporte tão coletivo quanto o futebol americano, é difícil creditar os sucessos a apenas um dos personagens, mas é impossível não citar, em primeiro lugar, Sean McVay. Head Coach mais jovem a assumir o cargo na história da NFL, McVay era uma incógnita tanto pela sua idade quanto pela sua inexperiência. Apesar das dúvidas, transformou um dos ataques mais modorrentos da história em uma máquina de anotar pontos. Além do renascimento ofensivo, McVay foi o responsável por levar o time aos playoffs após mais de uma década.

Com times muito parecidos, Jeff Fisher e Sean McVay produziram resultados bastante diferentes. Jeff Fisher é um idiota? Provavelmente sim, pelo menos nos últimos anos de sua carreira como HC. Sean McVay é um gênio? É um pouco cedo para dizer, mas com certeza foi um excelente início.

De óculos escuros porque o futuro é brilhante.

Construindo muito a partir do que parecia pouco

O principal mérito de Sean McVay no ressurgimento do Los Angeles Rams como uma das principais forças da NFL foi ter conseguido montar um sistema ofensivo eficiente que obteve o máximo do que os seus jogadores poderiam dar. O principal beneficiado pela chegada de McVay foi o RB Todd Gurley. Com Jeff Fisher, em 2016, Gurley produziu 1212 jardas de scrimmage, seis TDs e já estava começando a ser pintado como um potencial bust, após as expectativas geradas sobre ele.

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Com McVay, porém, o RB totalizou 2093 jardas, 19 TDs e foi o segundo colocado na votação para MVP da temporada. Se o prêmio não fosse tão direcionado a QBs e levasse em conta a importância individual do jogador para o seu time, Gurley teria desbancado Tom Brady.

Em uma era de intensa desvalorização da posição de RB, os Rams não resistiram: a temporada maravilhosa de Gurley rendeu uma extensão contratual de quatro anos, valendo US$ 57,5 milhões, com US$ 45 milhões garantidos e um bônus de assinatura de contrato de US$ 21 milhões. Para efeito de comparação, o maior contrato de um RB até então era o de Devonta Freeman, do Atlanta Falcons, que tinha um valor total de US$ 41,25 milhões, com US$ 18,3 milhões garantidos, menos da metade do que recebeu Gurley.

Os números inflados não são apenas uma vitória pessoal do RB do Rams, mas representam também um alívio para toda a classe de RBs que está em busca de novos contratos e que agora finalmente tem um parâmetro favorável para negociações (alô, LeVeon Bell).

O sorriso inocente de um milionário.

O alto salário de Gurley demonstra exatamente o que o Rams espera dele para 2018 e por, pelo menos, outros 4 anos: um jogador forte, versátil, que é uma arma tanto no jogo terrestre quanto no jogo aéreo. E é exatamente isso que Gurley deve continuar sendo. Esperar que ele supere as duas mil jardas novamente em 2018 talvez seja uma expectativa exagerada, mas 1600 jardas totais, 14 TDs e um lugar cativo entre os três principais RBs da NFL são números razoáveis para se esperar de um jogador tão talentoso em um sistema tão eficiente.

Outro atleta que foi profundamente beneficiado pela chegada de Sean McVay foi o QB Jared Goff. Não se sabe exatamente o que McVay sussurra nos ouvidos de Goff antes de cada jogada, mas a transformação é visível. Novamente, não há como não usar uma enxurrada de números para comparar a Era Fisher com a Era McVay. Com Fisher, quando parecia um idiota em campo, Goff jogou sete partidas, teve sete derrotas, lançou sete INTs e apenas cinco TDs: um desastre para uma primeira escolha de draft. McVay chegou, tirou o adesivo de bust que já estava colado nas costas de Goff e moldou um novo jogador: Goff não chegou a ser espetacular em 2017, mas seus 28 TDs e apenas sete INTs o colocaram novamente entre os QBs jovens mais promissores.

Todd Gurley continuará sendo o foco ofensivo do Rams em 2018, mas o coringa desse ataque é Jared Goff. Se conseguir dar o próximo passo – ou pelo menos manter o que fez em 2017 – o Rams não terá problemas na posição de QB. Talvez nunca apareça entre os melhores QBs da liga, mas Jared Goff provou que é competente o suficiente para ser uma engrenagem importante para o sistema funcionar.

À sua disposição, Goff terá o WR Brandin Cooks, que chega como um claro upgrade em relação a Sammy Watkins, dispensado pelo Rams na offseason. Cooks é o típico jogador que pode se beneficiar de um esquema bem montado, exatamente como o que o Rams tem. Se não tem uma grande capacidade de quebrar tackles ou de ganhar bolas disputadas, Cooks pode causar estragos em profundidade ou quando recebe a bola com espaço. É provável que o sistema de McVay seja favorável as suas habilidades e que ele consiga em 2018 sua quarta temporada seguida com 1000+ jardas e 7+ TDs.

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Cooper Kupp, que fez uma ótima temporada de calouro, e Robert Woods, que foi a grande surpresa do time na temporada passada, são ótimos complementos a Cooks e devem dar a Goff a segurança necessária para que o ataque aéreo continue eficiente.

O ataque do Rams deve sofrer com um leve declínio na performance ofensiva em 2018: tudo que fica muito fora da curva, como a temporada 2017, tende a voltar ao chão (ver Atlanta Falcons, 2016). Mas o time deve, pelo menos, fazer o suficiente para manter a qualidade acima da média e figurar entre os cinco melhores ataques da NFL.

Defesa: a criação do Dream Team

Se o ataque permaneceu praticamente o mesmo em relação a 2017, o que realmente mudou no Los Angeles Rams para 18 é a defesa. As adições de Marcus Peters, Aqib Talib e Ndamukong Suh transformam uma unidade que andava em cima da linha da mediocridade na temporada passada no primeiro dream team da NFL desde o Philadelphia Eagles de 2011 (desculpem).

É tudo bom demais para ser verdade: Peters e Talib formam uma das melhores duplas de CBs da liga, talvez apenas atrás dos grupo de Jacksonville; Lamarcus Joyner é um dos melhores Safeties da liga; e Suh aumenta ainda mais a pressão pelo interior da linha defensiva, que já era grande apenas com Aaron Donald. O potencial da defesa é imenso e pode ser o grande diferencial na competitiva NFC.

Porém, há uma questão que precisa ser resolvida para que o sucesso defensivo do Rams em 2018 se concretize: o holdout de Aaron Donald, talvez o melhor jogador defensivo da NFL atualmente. Donald está em busca de um novo contrato e ainda não se apresentou para o training camp do Rams.

A distribuição de vastas quantidades de dinheiro nos contratos de Gurley, Suh, Peters e Talib deve estar povoando a mente do jogador, que pode inclusive não jogar a temporada regular. A chave da temporada defensiva do Rams está aí: se a renovação contratual acontecer e não houver um holdout que se estenda até a bola rolar, a defesa do Rams pode, tranquilamente, ser a melhor da liga.

A NFL talvez nunca tenha visto uma dupla de interior rushers como Donald e Suh, que podem compensar qualquer defeito nas posições de edge rushers e linebackers, já que o time perdeu os veteranos e eficientes Robert Quinn e Alec Ogletree e não fez grandes esforços para substituí-los.

Insistimos: paguem o homem!

Há quem acredite que personalidades explosivas e controversas como as de Suh, Peters e Talib, que não deixaram muitos amigos por onde passaram, podem acabar criando um ambiente explosivo, mas a experiência do coordenador defensivo Wade Philips deve ser suficiente para controlar eventuais rebeldias. Além disso, enquanto o time estiver ganhando, não há motivo para briga. E isso deve acontecer com bastante frequência, já que, ao contrário do Eagles de 2011, o Rams não deve cair na armadilha do dream team e se transformar em piada.

Palpite

O cheirinho de Super Bowl está tomando conta das ruas de Los Angeles. Se o Rams estivesse na AFC, poderíamos cravar pelo menos a chegada à final de conferência, quando inevitavelmente (e infelizmente) perderia para o New England Patriots. Mas a NFC apresenta desafios maiores e há vários times que podem ser um empecilho na caminhada para o título de conferência. Mesmo que não jogue tudo o que se espera dele, o Rams deve vencer com tranquilidade a NFC West e talvez até conseguir um bye na primeira semana de playoffs. Uma campanha 12-4 é um cenário bastante provável. Porém, se o potencial de dream team for plenamente atingido, pelo menos a posição de favorito na final da NFC é quase certa. A partir daí, seja o que Sean McVay quiser.

O New Orleans Saints está voltando

Esses dias, twettamos:

O caso da franquia de Nova Orleans não é diferente. O time sempre foi carregado pelo lendário desempenho de Drew Brees (é assim desde 2006), quando chegou junto com Sean Payton para mudar uma história fracassada dos Saints: o time não ganhou nenhum jogo de playoff durante o século XX e apenas um até a chegada deles; desde então, são seis vitórias em cinco aparições nos playoffs (também igualando a marca da franquia pré-Brees), incluindo o Super Bowl XLIV – e, válido lembrar, jogos eletrizantes perdidos para Marshawn Lynch em 2011 e Alex Smith em 2012; invariavelmente o Saints nos playoffs tem nos trazido coisa boa.

Entretanto, durante a inter-temporada de 2012, o famoso Bountygate foi descoberto e líderes importantes da equipe, como o LB Jonathan Vilma e o DE Will Smith foram envolvidos, obviamente não colaborando com a estabilidade da equipe – que já não contava com o DC Gregg Williams (hoje, surpreendentemente, ainda na NFL, trabalhando nos Browns). Foi o primeiro 7-9 de quatro que viriam em cinco anos.

Apesar da melhora em 2013 (11-5), os anos que seguiram foram de dar orgulho para Jeff Fisher: se Drew Brees seguia quebrando recordes (liderando a liga em jardas passadas em 2014-16), elevando o nível dos jogadores a seu redor e comandando um ataque top 10 como já era habitual, obviamente o problema estava do outro lado, com uma defesa eternamente entre as cinco piores da liga, tanto em jardas como em pontos.

A liderança de um rookie (ou vários)

Cameron Tyler (“Cam” para os mais chegados) Jordan é o principal nome da defesa dos Saints desde que foi draftado, em 2011. Desde 2012, quando assumiu a titularidade, ele acumula uma média de de 9.1 sacks por temporada em um esquema em que ele é responsável por fazer muito do serviço sujo nas trincheiras, como proteger contra o jogo corrido e abrir espaço para os LBs; até 2015, ele era DE em um 3-4. Com um pouco mais de liberdade que ganhou em 2017, Jordan recebeu pela primeira vez a honraria de First Team All-Pro da NFL: afinal, provavelmente nenhum outro jogador conseguiu acumular 13 sacks enquanto também adicionava 12 passes desviados (bons números para mostrar o terror que Jordan causa nos QBs adversários).

Apesar de ser um craque que merece receber as glórias agora que finalmente a defesa parece estar encaixada (já que Cam é o único ponto positivo há anos em um sistema medíocre), a jovem secundária é quem ganhou, merecidamente, maior destaque. Em uma posição em que tradicionalmente se toma tempo para se desenvolver (Xavier Rhodes e Aqib Talib, por exemplo, sequer iniciaram todos os seus jogos quando novatos), Marshon Lattimore não só se mostrou pronto para ser titular poucos meses depois de ter sido escolhido na 11ª posição do draft, como para ser um dos melhores cornerbacks da liga em 2017 (7º melhor, de acordo com a PFF), somando cinco interceptações, uma visita ao Pro Bowl e dois prêmios de Defensive Rookie of the Month, o primeiro jogador na história a consegui-lo.

Mais interessante é que Lattimore não fez parte de um grupo sólido de veteranos. Excetuando Kenny Vaccaro (na IR, portanto indisponível para ajudar a equipe durante os playoffs), que já não é mais o pesadelo como matchup que era quando chegou a liga, o resto da secundária era composta por mais novatos ou segundoanistas: Vonn Bell, que chegou à liga da segunda rodada de 2016; Marcus Williams, da segunda rodada desta temporada, que também já chegou metendo quatro interceptações; e Ken Crawley, undrafted em 2016. Um conjunto interessante que, mesmo tendo executado um trabalho apenas suficiente, mostra um potencial altíssimo – supondo que continue desenvolvendo-se para o futuro.

Turminha do barulho.

Drew Brees precisava de ajuda

Podemos dizer negar e torcer pelo contrário, mas a idade chega para todos. Por mais incrível que seja, até mesmo para Brees ela começaria a pesar – obviamente ele ainda é um Hall of Famer, mas seus números já não são os mesmos do MVP absoluto que carregava a equipe independentemente do que tivesse ao redor: basta olhar os “míseros” 23 TDs lançados, menor valor desde seu segundo ano na liga, e os 386 passes completos, menor valor desde 2009 (!), mesmo que ainda maior número na liga – nada que o tenha impedido de bater o recorde de % de passes completos marcado por Sam Bradford ano passado.

A solução lógica? Adicionar boas peças a seu redor. Obviamente a troca de Bradin Cooks parecia bizarra, mas a melhora na linha ofensiva (foram cedidos apenas 20 sacks em 2017) trazida pelo RT Ryan Ramczyk, trazido com a escolha da trade por Cooks, e o RG Larry Warford, com o dinheiro que seria destinado a Cooks, foi parte importante.

Os skill players foram ainda mais impressionantes; Michael Thomas continua tão assustador quanto possível e é um dos WRs mais confiáveis da liga, enquanto Ted Ginn volta e meia descola uma grande jogada para ajudar o jogo. Mais assustadores ainda são os “reservas de Adrian Peterson”.

Assim que Adrian foi trocado, na bye da equipe na semana 5, a dupla Ingram e Kamara (que, admitimos, criticamos a sua seleção por um time que não precisava de RB. Hoje, porém, compreendemos que foi mais do que justificada) simplesmente explodiu. Ambos acumularam 3094 jardas e 25 TDs combinados, com 288 e 201 toques na bola, respectivamente – Kamara, inclusive, se tornou o segundo com mais recepções na equipe, com 81.

E um time com RBs, sempre válido lembrar, dá sempre uma opção segura para o QB (não à toa, Brees também lançou seu menor número de INT/passe da carreira, mesmo com um braço que já não é tudo aquilo), além de colaborar com o controle do relógio.

Dupla da pesada.

Falta apenas responder: o que é uma defesa suficiente?

Nos 12 anos de Payton-Brees, a defesa dos Saints foi top 10 na liga em número de jardas e pontos cedidos em duas oportunidades: 2010 (em que o time foi animal contra o passe, ainda na tona do desempenho de 2009) e em 2013 – a mais recente, contando com uma grande temporada de estreia do híbrido Kenny Vaccaro, além de jogadores como Keenan Lewis, Malcolm Jenkins e Junior Galette (nenhum segue em New Orleans). Nas demais, teve uma forte tendência a ficar na metade de baixo da lista.

Ainda assim, o time esteve presente nos playoffs algumas mais vezes. A tendência forte desses anos foi a de ceder um pouco menos de pontos que o costumeiro: sempre que cedeu menos de 350 pontos totais (uma média nada absurda de quase 22 por jogo – os Vikings cederam menos de 16 por jogo em 2017, a título de comparação), o time chegou à pós-temporada. Produzindo tipicamente mais de 400 (só em 2007 e 2010 o time não chegou à essa marca), as vitórias inevitavelmente se acumulam.

Repetindo a receita dos bons anos da defesa, 2017 conseguiu ser outra vez suficiente, cedendo apenas 326 pontos (top 10 da liga). Auxiliado pelo jogo corrido e pela pontaria de Drew Brees, produzindo bem mais first downs que os adversários, o cronômetro raramente para e a equipe fica muito mais com a bola que os rivais, com drives mais longos também para a defesa descansar.

Olhando também para a defesa de 2009, que ajudou muito a vencer o Super Bowl, a atual tem a mesma mentalidade de buscar sempre o turnover (basta lembrar as interceptações de Tracy Porter contra Brett Favre e Peyton Manning, nos dois jogos finais): 13,6% (quase 1 em cada 7) dos drives adversários acabaram com um roubo de posse da defesa, especialmente com interceptações (20, número 3 na liga).

Se a história se repete, ela pode ser uma boa lembrança para se apegar.

Análise Tática #12 – Semana #3: Ainda não cansamos de falar de Kansas City

Kareem Hunt não se cansa de bater recordes. Em nossa primeira análise tática de 2017, mostramos como ele conseguiu bater o recorde de jardas totais em uma estreia. Na semana 3, Hunt se tornou o primeiro jogador na história da NFL a anotar TDs de pelo menos 50 jardas em suas três primeiras partidas. No jogo contra o Los Angeles Chargers, a longa corrida de 69 jardas até a endzone veio no último quarto do jogo e selou a vitória do Kansas City Chiefs.

Com o TE Travis Kelce posicionado no slot e com um WR na parte de cima da tela, o Chiefs tinha três bloqueadores do lado esquerdo do campo. A jogada, porém, seria iniciada para o lado direito. Como a jogada provavelmente seria uma corrida, o Chargers deixou apenas um safety em profundidade.

Quando Hunt recebeu a bola, toda a defesa do Chargers se moveu para o lado direito do ataque. Com o bom trabalho dos bloqueadores na parte de cima da tela, foi criado um buraco na defesa.

Um corte rápido para a esquerda fez com que Hunt só tivesse que usar sua velocidade para bater o safety e anotar o TD.

Surpreendentemente, o New England Patriots sofreu bastante para vencer o Houston Texans por 36×33, em Foxborough. A vitória só veio nos segundos finais, com um passe perfeito de Tom Brady para o WR Brandin Cooks. No alto da tela, Cooks tinha uma rota vertical e tinha dois jogadores na marcação: o CB, logo a sua frente, e o S em profundidade.

O problema para o Houston Texans é que a marcação era em zona e nenhum dos dois marcadores fez a leitura correta da rota de Cooks, o que abriu uma pequena janela para Tom Brady, que estava a centímetros de sofrer um sack de Jadeveon Clowney.

O passe, porém, foi perfeito para o espaço dado pela marcação. Quando os defensores perceberam a rota, já era tarde demais. Cooks estava a duas jardas de distância dos dois marcadores e anotou o TD que deu a vitória sofrida para New England – e mais uma vez calou o twitter do site. 

Quatro meses esperando janeiro

Já estamos cansados de repetir que Tom Brady ganhará pela 14ª vez a AFC East. Quando inevitavelmente chegar a hora dos playoffs, também comentaremos com desgosto sobre como, mesmo tendo sofrido com duas ou três lesões importantes (sério, pode ser literalmente qualquer um), New England ainda deu um jeito de não jogar a primeira rodada da fase final. Assim, os Pats chegarão descansados e bem preparados na semifinal para enfrentar um Steelers ou Titans meio-baleados. Porque, bom, essa é a vida na NFL.

Para nos deixar ainda mais desgraçados da cabeça, craque, desses transcendentais que realmente se destacarão na multidão daqui a 30 anos, o time só tem um: Rob Gronkowski. Tom Brady, o maior QB de todos os tempos, é um grande executor das tarefas que lhe são designadas (o que, obviamente, cria vitórias) – mas basta colocá-lo lado a lado das peripécias de Aaron Rodgers ou até Ben Roethlisberger e veremos que ele não é tudo isso. Lembre-se: de acordo com o próprio sr. Bünchen, o MVP do último Super Bowl foi James White.

Um homem do povo.

De certa forma (e sabemos que vocês curtem essas comparações), olhar o depth chart dos Patriots é bem parecido com estudar a escalação do Corinthians e não entender que caralhos esse time está fazendo onde está. Cássio e Rodriguinho, por exemplo, só não saíram do time para sempre porque seus substitutos eram piores ainda (aguarde a coleção de dispensados nesse elenco patriota). Jô pode ser funcional, mas duvido que seja a primeira opção de qualquer pessoa para a posição (e aqui ficam comparados Jô com Brady ou Edelman, o que for menos ofensivo). E, sério, Romero? Ainda?

Um ataque reforçado

Falando em inúteis, já que o craque Gronkowski tem problemas sérios em manter-se saudável (última vez em que ele esteve em campo os 16 jogos foi em 2011), os Patriots se reforçaram com Dwayne Allen que, draftado no mesmo ano, sempre esteve em uma disputa constante com Coby Fleener sobre quem conseguiria ser o mais inútil na posição de tight end em Indianapolis. Porém, ele recebeu seis TDs em 2016 e oito em 2014, então podemos esperá-lo como uma presença interessante na redzone.

E sobre reforços de verdade, enquanto a torcida dos Patriots acreditava que Julian Edelman era um dos melhores WRs da liga (repetimos: não é. E não venham com aquela catch do Super Bowl), Belichick se mexeu e foi atrás da melhor opção para Tom Brady desde Randy Moss: por uma escolha de primeiro round, o time contratou Brandin Cooks.

Apesar das nossas ressalvas pessoais (não gostamos dele, basicamente e não precisamos explicar os motivos), e de provavelmente ser o terceiro melhor WR em New Orleans, Cooks produziu mais de 1100 jardas nas duas últimas temporadas. Melhor ainda: ele representa uma ameaça as defesas adversárias em passes longos, o que abrirá espaço para as jogadas intermediárias com o próprio Edelman, Chris Hogan e um dos 300 mil RBs da equipe.

Sim, porque empenhado em encontrar a combinação ideal, o time tem 10 jogadores para a posição no elenco. A opção mais interessante ainda deverá ser Dion Lewis, ao menos durante os seis ou oito jogos em que ele participará antes (ou depois) de se machucar. As novas contratações Rex Burkhead e Mike Gillislee (respire fundo e repita comigo: QUEM? 1116 jardas, os dois somados em 2016) deverão brigar por espaço com James White (139 jardas, 3 TDs em 20 toques no Super Bowl, incluindo 14 recepções) – o primeiro mais como receiver, o segundo como trombador. Entretanto, pensando no fantasy, lembre: lá pela 9ª rodada, o RB titular dos Patriots será alguém que hoje provavelmente é o quarto reserva em Dallas ou Minnesota.

Esse dia foi louco.

Quanto a linha ofensiva, sério, torcedor dos Patriots, não tem com o que se preocupar. Os inexperientes, porém seguros, do interior da linha de 2016 estão um ano mais maduros, e enquanto Nate Solder e Marcus Cannon se mantiverem saudáveis, os corredores terão espaço e Brady terá tempo.

Não é delicioso esquecer que Jimmy Garoppolo existe?

É sim, bastante. Se deus quiser ele ficará no banco sem dar as caras esse ano (porque ninguém aguenta mais historinhas Jimmy x Brady sem sentido). Em 2018, Garoppolo será problema do texto sobre algum outro time, que pagará 400 bilhões de dólares para descobrir que ele nem é tudo isso (oi, Jaguars, estamos olhando para vocês).

A magia do tio Bill

Talvez o leitor se deixe enganar por esse ataque, seria compreensível. Mas as coisas que acontecem nessa defesa só dão certo porque, bom, têm que dar. A magia negra obriga que funcionem.

O S Patrick Chung, por exemplo, é a cara do que estamos falando: absolutamente inútil quando saiu de Boston, bastou voltar para formar uma bela dupla com Devin McCourty. O undrafted Malcolm Butler, que surgiu para o mundo no Super Bowl XLIX com a interceptação mais inesperada da história, se tornou um CB mais do que sólido – mas não o suficiente para receber um grande contrato do tio Bill.

Aproveitando-se do espaço no cap, New England roubou Stephon Gilmore do rival Buffalo com um mega-contrato de 5 anos e 65 milhões (mesmo que, pra gente, ele não está nem entre os 15 melhores Corners da NFL); para completar a secundária, NE conta também com o retorno de Eric Rowe, que deve trabalhar principalmente no slot.

No front seven, ano passado o time deixou ir (na verdade, trocou) seus até então dois melhores jogadores: Chandler Jones (pass rusher) e Jamie Collins (linebacker puro). Somente Dont’a Hightower (aparente crush de Belichick) teve seu contrato renovado: 35,5 milhões em 4 anos. Como LB típico para marcar a corrida, o time trouxe o veterano David Harris (dispensado pelo Jets!), que mesmo aos 33 anos se sentirá renovado saindo de um time medíocre para sonhar com um Super Bowl no maior rival.

Se juntas já causa, imagina juntas.

A linha defensiva sim deveria ser motivo para preocupação – supondo que fosse um time normal. Alan Branch e Malcom Brown até deverão manter a solidez no interior, e a escolha de quarta rodada de 2015, Trey Flowers, produziu sete sacks em apenas oito partidas como titular em 2016.

Entretanto, a grande aposta para correr atrás dos QBs adversários fica por conta de Kony Ealy, que mesmo tendo muito hype no draft de 2014, acabou não conseguindo se estabelecer como titular em Carolina (com exceção do seu desempenho nos playoffs de 2015, na verdade, ele tem sido bem merd*) – fica a curiosidade pelo que, em seu último ano de contrato rookie, as mãos de Bill Belichick e Matt Patricia conseguirão tirar dele.

Previsão: 13-3, para ser humilde. Brady deverá começar voando, mas administrará o braço, estratégias e um tropeço em Tampa é bem possível. Com nove vitórias até a décima rodada, a divisão já estará garantida antes mesmo do time encontrar-se com Miami ou Buffalo. Jogar em Denver, no México (contra Oakland) ou em Pittsburgh não deverão ser tarefas fáceis, mas obter duas vitórias nesses três jogos é possível, o que até permitiria que Jimmy Garoppolo jogasse bem as duas últimas semanas (em casa contra Bills e Jets) para deixar Brady fresquinho. Polêmica para os playoffs!

Análise Tática #1 – As melhores e piores jogadas da semana

TD mais longo da história do New Orleans Saints

Como a jogada começava na linha de 2 jardas, o Saints optou por incluir um jogador de linha ofensiva a mais no lado direito da linha, ficando com seis bloqueadores, um TE, dois WRs e um RB em campo. Com a linha ofensiva do Saints congestionada, principalmente do lado direito, e acreditando que Brees entregaria a bola para a corrida do RB, o Raiders deixou oito jogadores próximos à linha de scrimmage, para evitar o avanço terrestre. Apenas dois CBs ficaram na marcação individual dos WRs e um safety ficou posicionado do lado esquerdo do ataque.

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Cooks, na parte de baixo da imagem, não teve grandes dificuldades de se livrar do marcador. O safety, que antes do snap estava posicionado do lado esquerdo do ataque do Saints, deu alguns passos em direção ao meio do campo, o que foi o estopim para que Brees decidisse para onde lançaria a bola.

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Quando perceberam que não se tratava de jogo corrido, os LBs do Raiders recuaram para fazer a cobertura do passe, o que foi completamente inútil, já que não havia jogadores do Saints no meio do campo. Com um jogador a mais na linha ofensiva e com os LBs todos na cobertura do passe, Brees não chegou nem perto de ser pressionado. Quando o safety conseguiu fazer a leitura da jogada e voltar para o lado esquerdo, Cooks já tinha conseguido uma jarda de vantagem sobre o CB.

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Quando recebeu o passe, Cooks já estava a duas jardas do marcador. O safety, que determinou o destino da jogada com sua leitura equivocada, não teve velocidade para alcançar o veloz recebedor do Saints.

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E então foi só comemorar e entrar para a história: Brandin Cooks quebrou o recorde de TD mais longo do New Orleans Saints. Foram 98 jardas, conquistadas sem muito esforço, em um passe perfeito de Drew Brees.

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Garantindo a derrota

Terrance Williams foi extremamente criticado por uma jogada estúpida nos últimos segundos do jogo do Dallas Cowboys contra o New York Giants. Com apenas 12 segundos no relógio, Dallas estava na linha de 45 jardas do próprio campo e precisava de um avanço de mais ou menos 15 jardas para ter uma chance real de chutar o FG da vitória. Além disso, como não tinha mais tempos para pedir, precisava que o recebedor saísse de campo para parar o relógio. Por isso, três dos quatro recebedores que estavam em campo tinham rotas em direção à lateral.

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Quando recebeu o passe de Dak Prescot, Williams estava na linha de 48 jardas do campo do Giants e ainda havia 10 segundos no relógio. Com um marcador à sua frente e aparentemente afetado por um caso raro de diarreia mental, Williams optou pelo avanço pela rota em vermelho e sofreu o tackle quase em cima da linha de 40 jardas, dentro de campo, o que fez com que o relógio continuasse correndo.

Se considerarmos que Williams foi derrubado quando ainda faltavam sete segundos para o fim do jogo e que talvez esse fosse o mesmo tempo que ele levaria para sair do campo e parar o relógio, dá pra imaginar que Dallas teria a bola em mãos, na linha de 45 jardas do Giants, com a possibilidade até de fazer outra jogada rápida para diminuir a distância do chute. Na pior das hipóteses, Dan Bailey teria que tentar um FG de 62 jardas, que é muito difícil, mas não é impossível, considerando que o recorde da NFL de FG mais longo é de 63 jardas.

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O também WR Dez Bryant, obviamente uma pessoa com maior capacidade mental, quase enlouqueceu tentando indicar o caminho correto para seu companheiro cuja inteligência é reduzida.

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No final da história, Williams acabou caindo na linha de 41 jardas, o relógio correu e o jogo acabou, para a felicidade das pessoas de bem que torcem para o New York Giants.

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 E um TD bonito para seguir acreditando no football

Charles Sims, RB do Tampa Bay Buccaneers, foi o responsável por um dos TDs mais bonitos da semana 1 da NFL, no jogo contra o Atlanta Falcons. Na linha de 23 jardas do campo de ataque, o Bucs colocou em campo um RB, Sims, e quatro recebedores. Com exceção do jogador próximo a linha de scrimmage, do lado esquerdo, que fez um bloqueio e depois correu para uma rota curta, os recebedores tinham todos rotas em profundidade. Como optou por não mandar nenhum jogador para blitz, todos os LBs e jogadores da secundária do Falcons voltaram para a marcação do passe em profundidade.

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Com todos os recebedores bem marcados e com um vazio enorme no meio do campo, o QB Jameis Winston optou por lançar a bola para seu RB, que estava completamente sozinho na linha de 20 jardas.

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Quando recebeu a bola, Sims foi imediatamente marcado por quatro jogadores do Falcons, sem contar o jogador no começo da endzone. Ou seja, entre Sims e o TD, havia cinco jogadores do Falcons.

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Em uma aula de como não efetuar um tackle, os quatro Falcons que estavam cercando Sims conseguiram levar um corte vergonhoso e permitiram a passagem do RB do Bucs.

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A partir daí, foi só aproveitar o bom bloqueio do TE Austin Seferian Jenkins, superar o último atleta do Falcons incapaz mentalmente e comemorar o TD.

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Torcemos para um milagre de Brees, mas no fundo só esperamos varrer o Falcons

Em três das últimas quatro temporadas, o New Orleans Saints terminou com recorde negativo: um não tão honroso 7-9. O mais estranho é que para New Orleans alcançar uma campanha positiva, a receita parece simples: melhore a defesa e possivelmente você irá aos playoffs.

Por que a receita é simples? Bem, Drew Brees segue sendo Drew Brees! Novamente, ele liderou a liga em jardas lançadas, com um rating de 101. Drew lançou ainda 32 touchdowns e apenas 11 interceptações, com mais de 68% dos passes completos. Porém os números indicam que, apesar do esforço de Brees, o Saints não consegue deixar a mediocridade. E nas três temporadas citadas, é possível culpar a defesa: em todas elas, eles sempre estiveram entre as últimas posições da NFL em rankings defensivos.

Podemos dizer que o New Orleans Saints conhece seu principal problema. Para eles, porém, resolvê-lo tende a ser mais difícil do que parece.

O começo do fim

Se um ataque comandado por Drew Brees sempre merecerá atenção, o único elogio possível para o sistema defensivo de New Orleans é a consistência: são seguidos anos entre os piores da NFL. Em 2015, aliás, a média de pontos sofridos foi superior a 29 pontos por jogo. E graças as limitações no salary cap, para o setor New Orleans buscou apenas um jogador notável: o DT Nick Fairley, que estava no Rams.

Outro reforço será o também DT Sheldon Rankins, originário de Louisville e 12º selecionado no último draft. Mesmo que possa ainda não estar pronto para a NFL, Rankins contribuirá imediatamente, já que poderá exercer alguma pressão no quarterback adversário. E, claro, ele terá o benefício de ter alguém como o DE Cameron Jordan ao seu lado, o que tende acelerar seu desenvolvimento. O fato é que a evolução de todo o sistema passa diretamente pela evolução de Sheldon.

De Jordan se espera que ele seja o motor desta defesa. Em 2015, porém, assim como todo o sistema, ele sucumbiu, mas não se nega seu talento. Agora com um companheiro consistente sua produtividade tende a crescer.

Já da free agency viram dois LBs: Nate Stupar (ex-Falcons) e Craig Robertson (ex-Browns). Nada que possa animar torcedores mais atentos. Aliás, o corpo de LBs causa calafrios: a situação é tão ruim que James Laurinaitis, ex-Rams, é tido como salvador. O Saints é praticamente um deserto de talento na posição que até sua chegada de um jogador como Laurinaitis comemorada.

Na secundária permanecem Delvin Breaux e Kenny Vaccaro que agora, ao menos, não serão atrapalhados por Brandon Browner, que rumou para o Seahawks. Qualquer pessoa com dois neurônios sabe que o simples fato de não contar mais com um jogador como Browner é o maior reforço que uma secundária pode ter.

camjordan

“Alguém quer colaborar comigo nessa porra?”

Oremos por Drew Brees

É difícil imaginar o Saints sem Drew Brees. Ele é o rosto da franquia e o melhor jogador de sua história. Mas em breve será preciso considerar que ele está com quase 40 anos e talvez seja a hora de dizer adeus. Não será fácil e, bem, de qualquer forma, podemos garantir que não será nesta temporada – e talvez nem na próxima.

Como afirmamos, Brees teve bons números em 2015. Mesmo assim, foram suas piores médias desde… 2010. Foi seu menor número de touchdowns desde 2007. E, pela primeira vez desde 2009, ele perdeu uma partida (sim, uma partida).

Mas estamos falando de Drew Brees e suas piores médias são melhores que as de 90% dos QBs da NFL: com 32 passes para TDs, ele ocupou o sétimo lugar na liga. Suas 4870 jardas lideraram a NFL e, bem, se ele não tivesse perdido um jogo (repito: um jogo em seis anos), com certeza ultrapassaria as 5 mil jardas lançadas. Está claro que estamos longe do final da estrada.

O que pesa, porém, é que não há talento ao seu redor. Cooks é seu principal alvo e podemos argumentar que seus números em 2015 foram excelentes: 84 recepções, para 1138 jardas e nove touchdowns. Ok, mas até Willie Snead chegou perto das 1000 jardas, o que apenas evidencia que estamos diante de bons números, mas todos produtos diretos da qualidade de Brees, e não do talento de seus recebedores; em times minimamente decentes, tanto Snead como Cooks, seriam no máximo a terceira opção.

O TE Benjamin Watson rumou para Baltimore e para substituí-lo o Saints achou uma ótima ideia dar US$36 milhões e um contrato de cinco anos para Coby Fleener – e vale lembrar que Fleener já não funcionara com Andrew Luck. Estamos falando que Fleener não teve êxito com alguém como Andrew Luck, não com alguém como, Ryan Tannehill ou Nick Foles. Por que ele funcionará com Drew Brees? Bom, apesar da imprensa local ter elogiado o desempenho de Coby em alguns treinamentos, é difícil apostar em seu sucesso.

Um pouco de esperança, talvez, venha do jogo corrido. Mark Ingram finalmente teve uma temporada eficiente, com quase 800 jardas e média de 4,6 jardas por tentativa (ele ainda teve 50 recepções). Mas perdeu diversos jogos por lesão, o que sobrecarregou CJ Spiller – Spiller, aliás, justificou seu desempenho abaixo das expectativas alegando enfrentar diversas pequenas lesões. Não duvidamos, mas Spiller lida com lesões a carreira inteira, o que o torna pouco confiável.

Já a linha ofensiva apresenta um pouco de solidez. O OT Terron Armstead é extremamente eficiente e joga ao lado de Zach Strief, um dos melhores atletas da posição; em alguns aspectos, o C Max Unger teve os melhores números de sua carreira desde 2009 e o também OT Andrus Peat tem tudo para evoluir em sua segunda temporada.

Mas a verdade é que para o Saints chegar a algum lugar novamente, Drew Brees terá que carregá-los. Ele é capaz de inflar números de receptores medianos e, no meio do caminho, até mesmo fabricar algum TE (beijos, Jimmy Graham), mas sem uma defesa com uma produção minimamente aceitável, não há como Brees vencer sozinho.

A maior conquista da temporada de Brees.

A maior conquista da temporada de Brees. (isso mesmo, dois peixes com uma isca. Incrível!)

Palpite: uma quarta temporada negativa, com um novo 7-9. A defesa irá implodir e mesmo assim Brees lançará poucas interceptações e fará mais do que 35 TDs. Mas novamente todos irão discutir que se está gastando muito com Drew e que seria melhor investir na reconstrução da equipe. Papo entediante. Graças ao QB, Cooks fará 15 TDs e no ano seguinte algum imbecil oferecerá muito por ele – afinal, para existir um mau negócio, tudo que precisa existir é um idiota. E sabemos que a NFL está cheia deles.