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Semanas #8 e #9: os melhores piores momentos

Depois de uma semana de férias, estamos de volta! O motivo das férias é simples: se os GIFs demoram a carregar para você (recomendamos acessar a coluna de um computador – ainda mais o da firma, consuma os dados, ninguém pode te impedir), imagine para quem tem que caçar nos arquivos do Gamepass. Por 10 reais mensais de cada leitor dessa página, prometemos que a coluna sai logo depois do Monday Night Football.

*Os lances que aconteceram na Semana 8 estão sinalizados.

Vamos ao que interessa:

1 – Fuck It, I’m Going Deep Fan Club 

Durante muitos anos, sexy Rexy Grosmann conquistou a liga com seus passes longos, daqueles que você olha e pensa “que caralhos está acontecendo?”. Em sua homenagem, foi criado o “Fuck It, I’m Going Deep Fan Club“, algo que poderia ser traduzido como “Fã Clube do Foda-se, Vou Tentar o Lançamento Longo”.

1.1 – Semana 8: 

1.1.1 – Phillip Rivers

Apresentando o famoso conceito de punt com braço.

1.1.2 – Trevor Siemian

Prometemos nunca mais cair no conto de Trevor Siemian.

1.2 – Semana 9: 

1.2.1 – Brock Osweiler 

HAHAHAHAHAHA

Agora, com o auxílio da SUPER-CÂMERA™, veja que Brock Osweiler lançou o passe de olhos fechados.

1.2.2 – Joe Flacco 

Nem a deep ball é elite mais.

1.2.3 – Brock Osweiler (sim, de novo)

A cobertura era tripla. Afinal, o que poderia dar errado?

O segredo para evitar passes como esses é mirar no buraco do peru, tal qual recomenda Jon Gruden, técnico campeão de Super Bowl.

2 – O hat trick da desgraça, estrelando Blair Walsh: 

Blair Walsh (aquele). O homem havia errado um chute de 28 jardas contra os Seahawks nos playoffs. Como parte do acordo (única explicação possível), ele recebeu um contrato em Seattle algum tempo depois. E recompensou o time como sabe: errando três Field Goals na derrota apertada contra os Redskins. Foram erros de 44, 39 e 49 jardas. Separamos a reação dele em cada um.

3 – Homens que queriam voar:

3.1 – Semana 8: Antonio Brown

3.2 – Marshall Newhouse

4 – Jameis Winston 

Jameis é um cara muito energético, e seu espírito de liderança é invejável. Porém, como tudo nessa vida, em excesso faz mal. E Jameis se excedeu. Muito. Em seu discurso antes da pelada contra o Saints, Jameis disse algo como “comer o W” (eat the W, que seria algo como comer a vitória – nem em inglês faz sentido mesmo). A reação dos seus colegas de equipe diz tudo. 

5 – Tentativas de truques engraçados que deram errado

Apenas parem.

5.1 – Semana 8: Tyreek Hill

Isso que dá ser exposto a Trevor Siemian.

 

5.2 – O “retorno” de kickoff dos Saints

Temos certeza que no papel estava lindo.

Por esse ângulo fica ainda mais bizarro.

6 – Defesas fazendo o impossível

Já vimos drills em que cones apresentaram mais resistência. Vamos deixar as imagens falarem por si só.

6.1 – New York Giants

6.2 – Dallas Cowboys

7 – Tretas.

As famosas CENAS LAMENTÁVEIS. O retorno da NFL raiz.

7.1 – AJ Green vs Jalen Ramsey 

7.2 – Mike Evans vs Marshon Lattimore

8 – Imagens que trazem PAZ

8.1 – Semana 8: Ainda na NFL raiz, quando o gato invadiu o campo

8.2 – O Special Teams dos Chiefs

Por isso não gostamos de trabalhos em grupo.

8.3 – Semana 8: Lances raros

Entenda porque o jogo entre Ravens e Dolphins não foi tão encantador quanto se imaginava.

9 – Troféu Dez Bryant da Semana 

O Prêmio que premia o jogador de nome que desaponta quando precisamos dele. Só vamos dar um prêmio para semana 9 (já mostramos como você pode ajudar a coluna a crescer – e, por mais 20$ mensais, teremos dois Troféus Dez Bryants por semana).

Foram 6 recepções para 118 jardas (em 12 alvos), mas Julio Jones, ao dropar a bola sendo marcado por ninguém mais ninguém menos que GASPARZINHO, o CB camarada, levou pra casa o Troféu Dez Bryant da Semana. O jogo terminou 20-17 para Carolina, e os torcedores de Atlanta não podem deixar de imaginar o que aconteceria se Jones tivesse feito o que até aquele seu tio velho e racista teria feito: agarrar a bola.

10 – Nossos lances preferidos da semana

10.1 – Semana 8: Travis Benjamin

Você que joga Madden (paga nóis, EA Sports) com certeza já correu pra trás e acabou se fodendo por isso. Travis Benjamin achou razoável correr para trás (“agora eu se consagro!”, pensou ele), e acabou sofrendo um Safety. Gênio.

10.2 – Kirk Cousins

O homem que sacrificou o seu running back para os deuses do futebol americano. Descanse em paz, Rob Kelley.

 

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

O que foi, o que poderia ter sido e o que certamente não será

I feel, after what I’ve done in my career, I deserve to be paid $18M next year

Ah, isso é um site sobre NFL em português, traduz

Melhor ainda: vamos à história. Do porquê Peterson é um hall of famer e, ao mesmo tempo, uma das figuras que você não desejaria ter no seu time no próximo ano. Em 2004, como calouro em Oklahoma, ele já se tornou, na época, o novato melhor posicionado em um Heisman Trophy (perdeu para o saudoso QB Matt Leinart, de USC). Em 2006, ele resolveu se jogar de cabeça na endzone e quebrou uma clavícula (história que já contamos aqui), sendo que nos anos anteriores a “saúde do seu ombro” já tinha levantado dúvidas.

Mesmo sendo considerado um dos melhores jogadores daquele draft (ali, ao lado de Joe Thomas e Calvin Johnson), tendo participado do Combine um dia após ter o meio-irmão assassinado, seis times decidiram que Adrian não valia o risco. Até que o Minnesota Vikings, mesmo contando com o útil Chester Taylor (1504 jardas em 2006), se apaixonou por ele e não deixou a oportunidade passar. Lembrancinha para o draft, também, crianças: só é necessário que um time se apaixone por você.

Como rookie, All-Day fez chover, inclusive batendo o recorde de maior número de jardas corridas em um só jogo contra os pobres Chargers, com 296 jardas em 30 tentativas (SIM ISSO É UMA MÉDIA DE 10 POR CORRIDA). Em 2008, ele já chegava à temporada prometendo que, mais cedo ou mais tarde, correria para 2000 jardas e seria MVP da NFL; conseguiu 1760 em seu primeiro ano como titular absoluto do time, liderando a liga, carregando o time de Tarvaris Jackson aos playoffs (e morrendo na praia rapidinho em duas ou três big plays de Donovan McNabb).

Após dois anos carregando o time nas costas e tendo que receber bolas do medíocre Tarvaris (que futuramente seria campeão do Super Bowl 48 com os Seahawks, rs), em 2009, os Vikings finalmente trouxeram um QB de verdade para liderar o ataque: a lenda do maior rival, Brett Favre. E talvez nada pudesse ser mais mágico.

Mas, obviamente, morrer na praia é, ironicamente, a cara dos Vikings.Contra o New Orleans Bountygaters, todos nos lembramos daquela jogada crucial em que Brett Favre não quis (ou não pôde?) correr: alerta a qualquer pessoa que tem coração: dói.

O sorriso de 18 milhões de dólares.

A criação da lenda

2010 foi um ano merda porque os Vikings não souberam aceitar a aposentadoria de Favre. 2011 foi ainda pior com toda a greve da liga, seguida da mediocridade de McNabb e logo a do rookie Christian Ponder. Se já parecia ruim, 2011 acabou pior ainda: contra Washington, em um tackle normal, daqueles baixos nas pernas (única maneira de derrubar Adrian), ele sentiu o joelho. Rompeu os ligamentos, o tipo de lesão que, se já é difícil para um jogador normal voltar, para um que vive de encarar pancadas parecia praticamente impossível.

Mas 2012 não era um ano qualquer para a história. Lembro tão claramente quanto lembro dos dias seguintes à lesão no joelho, em que ainda tínhamos esperança de que não fosse tão grave quanto um rompimento. O gênio do começo daquele ano se chamava Percy Harvin, não Adrian. Toda vez em que ele recebia a bola do eficiente Ponder, bonitas coisas aconteciam. All-Day, para fechar o trio, era trazido de volta ao seu jogo com um snap count bem administrado.

Entretanto, na metade da temporada, Harvin voltou ao seu antigo problema com lesões (agora com uma lesão no tornozelo e, conta a história, sem a vontade necessária para retornar ao time, o que o fez ser trocado no ano seguinte para o fim da sua carreira). Foi aí SAIU DA JAULA O MONSTRO™. Com uma média superior a 6 jardas por corrida e mesmo sendo o ponto focal do ataque, Adrian carregou Ponder e o time inteiro, novamente, nas costas à última rodada. All-Day tinha 1897 jardas corridas em 15 jogos.

Ali, precisando de uma vitória contra o time de Aaron Rodgers, claramente superior, a mágica que é esperada daquele que foi conhecido como MVP e jogador ofensivo do ano de 2012, aconteceu: 199 jardas, 2 TDs e o recorde de Eric Dickerson mantido por apenas 8 jardas; a vitória que levou o time aos playoffs veio e com ela toda a consagração necessária. Desnecessário lembrar que, no final das contas, o então sólido Ponder machucou o braço e Joe Webb acabou insuficiente para aprontar alguma coisa em Green Bay. E que Peterson só perdeu o “comeback player of the year” porque, bom, Peyton Manning tinha que ganhar algo.

A culpa é sempre dos Vikings?

Não vamos negar: o time roxo do centro-norte dos Estados Unidos tem uma forte tendência ao fracasso. Não tenho nem 10 anos como torcedor deles e já tive decepções para uma vida. E Adrian faz parte delas.

Que ele é um monstro com a bola nas mãos, tem uma visão de jogo invejável e uma combinação de velocidade-força inigualável, ninguém poderá negar. Mas isso não o torna um jogador capaz de ser útil em todas as fases do jogo. Mesmo após prometer ano após ano, em cada training camp, que aprendeu a bloquear e receber passes, são necessárias apenas duas ou três rodadas para saber que, mais um ano, ele falhará nisso. Provavelmente com um fumble crucial aqui e ali.

Além disso, ele não será feliz sendo apenas um auxiliar em algum ataque – hey, pode parecer que já não dá mais, mas Adrian provavelmente ainda acredita que alcançará o recorde de Emmitt Smith (18355 jardas na carreira, em comparação às atuais 11747 de Peterson) e vai querer receber as oportunidades para isso. Mais do que isso, como diz a primeira frase desse texto, ele vai querer ser pago como tal.

E ele pode falar o quanto quiser de Super Bowl, mas não acredito que seja essa a sua grande prioridade. Futuros empregadores: cuidem com os detalhes.

O polêmico Adrian Peterson

O Deus estava criado, mas as conquistas coletivas não haviam chegado. 2013 veio e se foi e, em meio ao fracasso de Christian Ponder, Josh Freeman, Leslie Frazier, Bill Musgrave (sim, o atual mago dos Raiders) e alguns demitidos mais, a temporada passou rápido. Também em 2013, um filho que Peterson não conhecia, aproximadamente da mesma idade de Adrian Peterson Jr (o filho que ele tem com sua esposa), foi assassinado pelo padrasto.

A exemplo de 2011, lembro bem do drama de 2014. Os Vikings tinham novamente um QB novato, muita esperança e vontade de contar com seu HOFer para facilitar as coisas para Teddy Bridgewater. Depois de uma bela estreia do time de Mike Zimmer, surrando os então St Louis Rams, Peterson não apareceu no treino na semana seguinte; poucas horas depois, foi anunciado que Adrian estava sendo indiciado por maltrato de menor e não jogaria a segunda semana. No fim das contas, ele não voltaria mais em 2014.

Em uma comunidade já revoltada com as atitudes de Ray Rice e o seu vídeo no elevador, o mesmo TMZ conseguiu e postou fotos do que Adrian, conhecido por ter o aperto de mãos mais forte da NFL e fazer coisas como isso, fez com um de seus filhos quando este foi visitá-lo por alguns dias em Minnesota. Para tentar ser o mais breve possível, uma surra com vara por todo o corpo do garoto – de acordo com ele, o mesmo que ele sofria quando não se comportava de criança.

Como essa história acabou? Com um aumento. Depois de ficar um ano inteiro sem jogar, suspenso ao lado de figuras como Rice e Greg Hardy (na “lista de exceção do Comissário da NFL”), tudo o que Peterson tinha a dizer era que se sentiu traído porque os Vikings não ficaram ao seu lado naquele momento complicado.

Após declarações do nível “a NFL na verdade é um modo de escravidão moderno” em referência ao poder que os times têm em relação a contratos garantidos/não garantidos, como pedido de desculpas, Rick Spielman e Mike Zimmer foram buscar Adrian Peterson em sua casa, no Texas, pedir para que ele voltasse e “corrigindo” seu contrato, adicionando dois anos mais de salários garantidos (um total de 27.4 milhões de dólares), com os quais All-Day voltou feliz a ser um Viking – talvez sempre tivesse sido sempre sobre dinheiro?

Just another day.

Voltando ao “normal”?

2015 foi novamente um ano típico para Adrian (liderando o ataque de Minnesota e a liga em jardas e TDs), voltando aos playoffs ao lado de Bridgewater – e, não fosse por Blair Walsh (e, ADIVINHA, um fumble crucial de Peterson), talvez o Vikings tivesse ido mais longe.

Já 2016, não foi típico de uma maneira boa. Após o time perder Teddy para a temporada em uma lesão bizarra nos treinamentos, novamente se contava com todo o poder do running back para que o ataque pudesse ajudar um pouco a poderosa defesa, foco do time.

Contra Tennessee, na primeira rodada, algo não encaixou e Adrian correu para uma média de 1.6 jardas por corrida. Contra os Packers, na inauguração do seu novo estádio, essa média se repetiu até que ele machucasse o joelho. Tudo bem que talvez a de 2016 tenha sido a pior linha ofensiva da história de Minnesota, mas já lhe vi fazendo coisas incríveis com Ryan Cook, Anthony Herrera e Vlad Ducasse “abrindo” espaços. Mesmo sem o craque do time, os Vikings tiveram o incrível começo que vimos; em seguida a ainda mais surpreendente decadência.

Então, sem que o time tivesse chances de playoffs, Adrian mostrou toda a sua competitividade e comprometimento com os companheiros e deu o tradicional “migué”, mesmo recuperado da lesão: voltou contra os Colts, na rodada 16, correu para 22 jardas em 6 corridas e voltou a sentir o joelho. Naquele que provavelmente foi seu último jogo vestindo roxo.

É preciso especular

Com tudo isso resumido, como vai o desejo em ter Adrian no seu time? Ainda que a idade possa bater a qualquer momento (ou talvez já tenha batido, não temos certeza), o seu corpo biônico também pode simplesmente voltar e produzir mais algumas temporadas de 1000 e poucas jardas. Ele já não é mais o MVP ou o melhor RB da liga como foi outrora (especialmente em meio a jogadores completos como LeVeon Bell e David Johnson).

Seu desejo original seria voltar ao Texas, como repetiu e flertou tantas vezes com Jerry Jones. Entretanto, com Lamar Miller e Zeke Elliot com opções por ali, lhe faltaria o espaço necessário. Giants e Raiders são opções faladas, mas estas têm um problema grave: Peterson não sabe correr da formação shotgun (3 WRs; QB posicionado ao lado do RB), muito utilizada por estes dois times em que o passe é prioridade.

Entre os times em que a formação seria mais adequada a ele, estariam Patriots e Packers, acostumados aos trombadores Lacy e Blount. Entretanto, estes são times que certamente não abrirão os cofres da maneira que ele gostaria, o que dificulta as negociações.

É inegável que, mesmo que decadente, Peterson ainda seria um upgrade para metade da NFL; entretanto, o draft também tem uma quantidade absurda de opções muito mais baratas. E, apesar de que a sua prioridade seja inflar números e solidificar-se como a lenda que é, é difícil imaginá-lo jogando em Cleveland ou San Francisco.

Então talvez, no final da história, Adrian volte e encerre a carreira nos Vikings, por duas razões: no final das contas, Minnesota será o time que aceitará pagar uns 8,5 milhões de dólares anuais para ele e, como uma velha ex-namorada, o único a aguentar toda sua chatice. Com sorte, ele também volte grato e disposto a dividir oportunidades com McKinnon e algum outro jovem – obviamente há de se duvidar, mas um torcedor pode ter esperanças, certo?

Cheios de esperanças, mas sabemos como isso acaba em Minneapolis

Alerta: texto cheio de esperança clubista. O editor não pode me controlar. Esse time vai para o Super Bowl, queira Blair Walsh ou não.

Obviamente, a menos que você seja um torcedor dos Browns, nessa época da temporada qualquer um acredita que o seu próprio time irá fazer o que os Patriots de 2007 não foram capazes: ganhar todos os jogos e se consagrar campeão da NFL.

Com os Vikings, a história não seria diferente. É a terceira temporada do HC Mike Zimmer e do QB Theodore Edmond Bridgewater II no comando do time e eles vêm do primeiro título da NFC North desde o ano mágico propiciado por Brett Favre em 2009. Sim, lembro como ele acabou. Falemos de desgraças em breve.

Para somar a tudo isso, depois de dois anos jogando no frio estádio da Universidade de Minnesota, o time inaugurará sua nova e belíssima casa de vidro, sede do Super Bowl LII, no segundo Sunday Night Football da temporada já contra o maior rival e principal adversário pelo título da divisão, Green Bay. E o retorno a um estádio fechado como casa deve trazer benefício para as duas principais armas do ataque, o quarterback Bridgewater e o running back Adrian Peterson, que tem números bem melhores quando não estão expostos às intempéries.

O que realmente importa para o treinador: a defesa

Mike Zimmer foi coordenador defensivo por quase 20 anos antes de ter a sua primeira oportunidade como treinador principal de uma equipe e, até por isso, não deixou suas raízes no passado. Ele, em conjunto com bons drafts realizados pelo GM Rick Spielman, pegou uma defesa que era a última em pontos concedidos em 2013 e a transformou em uma defesa top 10 – com sérios argumentos para desafiar defesas como a dos Broncos ou dos Seahawks como melhor defesa da NFL.

E tudo começa com o domínio nas trincheiras. Everson Griffen tem valido cada centavo do contrato de 42.5 milhões de dólares assinado em 2014 e é presença constante na cara dos quarterbacks adversários, enquanto Danielle Hunter (6.5 sacks em tempo limitado como rookie) parece a alternativa do futuro para pressionar pelo outro lado. O meio da linha é ocupado por Linval Joseph e Sharrif Floyd, que estão acostumados a dominar dois bloqueadores sozinhos quando saudáveis (12 e 13 partidas jogadas ano passado respectivamente, e ainda assim figuraram entre os melhores da posição de acordo com o site PFF).

No back seven o time conta com suas duas maiores estrelas: Anthony Barr (All-Pro de acordo com o mesmo PFF) e Harrison Smith (que assinou o contrato mais caro de um safety da NFL, valendo mais de 10 milhões por ano). Também é nessa área que se encontram três importantes dúvidas: Trae Waynes (uma interceptação como rookie, no jogo dos playoffs) precisa conquistar seu espaço e tomar a posição do veteraníssimo Terrence Newman; a competição pelo posto de terceiro linebacker, para acompanhar Barr e Eric Kendricks (que pode ser quase ignorada, considerando que o time está mais da metade do tempo na formação nickel, com 3 CBs e somente dois LBs); e a aparentemente eterna busca por uma dupla minimamente decente para Smith na posição de safety (o mais provável parece ser Michael Griffin, de 31 anos, pro bowler em 2010).

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Mike Zimmer feliz (ele nunca está feliz).

O treinador que pode estragar tudo: Norv Turner

No começo de 2015, muito se falou do quão importante seria esse time depender cada vez menos das capacidades de Adrian Peterson e deixar o jogo nas mãos de Teddy Bridgewater, já que ele é (e precisa provar ser) realmente o futuro desse time. Não foi o que se viu. Mais do que isso, o coordenador ofensivo Norv Turner, talvez o grande responsável pelo ataque que ficou na 29ª posição em jardas totais em 2015, seguiu limitando as jogadas ao tradicional run, run, pass (que frequentemente traz situações claras de passe no 3rd down e assim mais pressão) e insistindo em correr da formação shotgun, que não favorece as capacidades do MVP de 2012.

Com as oportunidades limitadas, as estatísticas de Bridgewater não saltam aos olhos. 17 TDs totais para 12 turnovers são números bem medíocres, especialmente se comparado aos seus dois principais companheiros de draft, Blake Bortles e David Carr, que lançaram mais de 30 touchdowns cada. Ainda assim, outras métricas trazem esperança para os fãs do ex-QB de Louisville como, por exemplo, seus quase 80% de passes completos ajustados (um cálculo da PFF que exclui drops e passes desviados na linha de scrimmage).

Outra razão para a baixa produtividade de Bridgewater também foi a proteção recebida por parte da linha ofensiva – ruim a ponto de o técnico de linha ofensiva Jeff Davidson ter sido demitido na segunda-feira seguinte à derrota nos playoffs. Para o seu lugar, Mike Zimmer trouxe o ex-head coach dos Dolphins, Tony Sparano. Também foram trazidos dois novos jogadores, o RT Andre Smith e o LG Alex Boone (o único com a titularidade assegurada pelo treinador), que já tiveram grandes temporadas apesar de não terem jogado seu melhor em 2015.

Além deles, Minnesota também espera contar com um Matt Kalil motivado pela busca por um novo contrato e pela primeira offseason sem cirurgias desde a sua primeira temporada (na qual jogou em alto nível) protegendo o lado cego de seu QB. Nas demais posições, a promessa é de uma competição intensa durante o training camp entre diversos jogadores (C Joe Berger, RG Brandon Fusco, RT Andre Smith – como palpite de vencedores) mesmo com o anúncio de aposentadoria do gigante RT Phil Loadholt, devido a uma lesão no tendão de Aquiles.

Teddy também contará pela primeira vez em sua carreira com uma grande gama de bons alvos no ataque aéreo: o retorno de Stefon Diggs (primeiro rookie a ter pelo menos 87 jardas em seus primeiros quatro jogos na NFL) à titularidade é garantido e o recém-draftado Laquon Treadwell deve causar impacto nas suas primeiras semanas na liga especialmente em rotas intermediárias, as favoritas de Bridgewater. Também fica a esperança de temporadas saudáveis para o TE Kyle Rudolph, um alvo importante especialmente na endzone, e para o WR Charles Johnson, alvo favorito de Teddy em sua época de rookie. Ainda há Cordarrelle Patterson como última incógnita, jogando por um contrato essa temporada (os Vikings optaram por não ativar a opção automática de um quinto ano a que teriam direito), que será muito maior se ele se mostrar uma opção no jogo aéreo além de um grande retornador.

Por último, no jogo corrido, além da presença óbvia e importante de Adrian Peterson, que dispensa apresentações, fica a curiosidade pelas oportunidades que pode receber o jovem running back Jerick McKinnon, que demonstrou qualidade quando teve a titularidade em 2014 (enquanto Peterson estava suspenso) e manteve uma média de 5.2 jardas por corrida nas poucas oportunidades que teve em 2015, talvez iniciando uma lenta transição no time, já que All-Day pode parecer eterno, mas fez 31 anos em março e tem 18 milhões de dólares a receber em 2017 – que talvez Rick Spielman acredite poder ser investido melhor em outras áreas no time.

Discutindo quem vai ser o dono do time em 2016.

Discutindo quem vai ser o dono do time em 2016.

Blair Walsh

Impossível querer fazer uma análise completa do time e ignorar os special teams. Blair Walsh, VAI TOMAR NO CU! ATÉ O IDIOTA DO CORDARRELLE PATTERSON ACERTAVA AQUELE CHUTE! E já passou da hora de você tomar o rumo para o buraco do qual você saiu, Jeff Locke (30º punter da NFL em jardas netas, holder que segurou a bola de maneira incorreta para aquele chute do Walsh). Seu corno.

Palpite: Teddy lança para 21 TDs, exatamente ¼ do que lançarão Carr, Bortles e Garoppolo somados, mas ele pelo menos vai para os playoffs. 13-3 e mais um título da NFC North para decorar o novo estádio, no qual o time vencerá todas as partidas. Alguma desgraça acontecerá pelo caminho porque é assim que as coisas funcionam para os Vikings, mas sinceramente não quero me esforçar para prevê-la e antecipar o sofrimento.

O desastre aconteceu

Como já deve ser conhecimento geral, aproximadamente uma hora após esse preview ser publicado, a temporada dos Vikings sofreu um forte golpe: Teddy Bridgewater se machucou sozinho num treinamento, deslocando o joelho e rompendo ligamentos. Apesar do susto das primeiras horas, em que sua carreira parecia ameaçada, as primeiras notícias indicam que Teddy não sofreu danos em nervos e artérias e, apesar de estar fora da temporada, estará de volta em 2017.

Seu substituto, a princípio, apesar das muitas especulações que deverão surgir nos próximos dias, será o veterano Shaun Hill. Ele dificilmente chegará próximo do desempenho de Teddy, mas terá o apoio do jogo corrido e conseguirá ajudar a defesa a ganhar partidas, especialmente enquanto proteger bem a bola. Obviamente as grandes expectativas de Super Bowl que o time tinha foram pelo ralo, mas uma boa campanha ainda parece possível nas costas de Peterson (palpite: no mínimo 400 corridas) e cia – e como disse Mike Zimmer, o sol voltará a nascer amanhã.