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Semanas #13 e #14: os melhores piores momentos

Depois de merecidas férias, voltamos com a coluna que já faz parte da cultura brasileira e é um patrimônio nacional.

Vamos direto ao que interessa.

1 – Fuck It, I’m Going Deep Fan Club

À essa altura, todos já aprenderam a amar e respeitar o Fã Clube que mais cresce no Brasil e no mundo.

1.1 – Semana 14

1.1.1 – Tom Brady

Mostrando que, cedo ou tarde, todos querem estar aqui.

1.1.2 – Jay Cutler 

Figurinha carimbada, não só por aqui, mas também na coluna. Repare na situação que Jay resolveu ir deep.

1.1.3 – Russell Wilson 

Intended for Jimmy Graham. Que ainda cometeu falta no lance. Não dá pra nos deixar mais felizes.

1.2 – Semana 13 

1.2.1 – Jay Cutler 

É claro.

1.2.2 – Blaine Gabbert

É claro. intensfies 

1.2.3 – Brett Hundley

A coluna sentirá saudades.

2 – Punts 

Você tira os olhos da TV por um instante e, quando olha, deu merda.

2.1 – Miami Dolphins (Semana 14) 

Fica feio por esse ângulo, né? Então… Só piora.

2.2 – Tennessee Titans (Semana 14)

Teve gente falando em Mike Mularkey pra Coach of the Year. Gente que foi PAGA pra isso.

2.3 – Carolina Panthers (Semana 13)

Aqueles deliciosos casos em que a descrição da jogada é tão boa que merece ser colocada aqui.

3 – Imagens que trazem PAZ.

3.1DeVante Parker (Semana 14)

Dar uma carada na bola infelizmente se mostrou uma estratégia falha para conseguir a recepção.

3.2 – Estatísticas (Semana 14) 

Porque sim.

3.3 – Por que jogar no Special Teams é uma merda (Semana 14)

3.4 – Joe Flacco (Semana 13) 

Faltaram palavras.

3.5 – A defesa dos Redskins (Semana 13)

Da série: estratégias ousadas que infelizmente falharam.

4 – Nossos lances preferidos 

4.1 – Semana 13: William Jackson

Porque cãibras mentais são reais.

4.2 – Semana 14: DeShone Kizer

Porque tudo nessa jogada é lindo. E porque é o Browns.

5 – Troféu Dez Bryant da Semana

Você já sabe do que estamos falando. Aquele jogador de nome que some quando seu time precisa.

Deixa o esquema tático pra depois. Os jogadores do outro time não são tão técnicos. Joga a bola no Dez Bryant. Vai sem medo…

Foram duas interceptações. Nenhuma terceira descida convertida. Um QBR que foi metade do de Jay f*cking Cutler. Por tudo isso, e mais (mais o quê especificamente preferimos não comentar), TOM BRADY vence o Troféu Dez Bryant, o único que faltava na sua coleção. Parabéns!

Mas o que é isso?

“Gente como a gente”: Kaepernick e o dilema do desemprego

Pelo segundo ano consecutivo, Colin Kaepernick é tema importante da offseason da nossa amada NFL; dessa vez, até mais cedo do que foi em 2016. Isso porque, após uma temporada atribulada em que Chip Kelly o fez iniciar segurando prancheta para o lendário Blaine Gabbert, no dia 3 de março de 2017 ele resolveu ativar uma cláusula e anular seu contrato – que ele tinha reestruturado na semana 6 da temporada anterior justamente para ter essa opção. Desde então, estamos esperando.

Esperando e assistindo, uns mais revoltados do que outros, como Kaepernick está sendo ignorado por toda a liga. Obviamente, sempre devemos considerar que ele ainda não foi contratado porque, como veterano que não está entre os mais cobiçados da liga (deveria, mas com todas os problemas que discutiremos a frente, é compreensível que nenhum time esteja achando que ele é o novo Peyton Manning na free agency), Kaep está esperando o draft e as primeiras lesões da pré-temporada acontecerem para escolher bem o lugar onde terá as devidas oportunidades. Entretanto: algum time ligou para ele falar sobre? Seu nome foi seriamente considerado em alguma reunião entre HC e GM desde fevereiro? As especulações indicam que, até o momento, não.

Mas, observe o listado seguinte: T.J. Yates, Brock Osweiler, Case Keenum e Brian Hoyer, para ater-se somente aos que tiveram passagem e fracassaram no Houston Texans, não só tiveram seus nomes considerados, foram chamados para uma conversa e estão empregados. Osweiler e Brian Hoyer, ao menos pelo o que se diz à imprensa, terão até mesmo chances de começar a temporada como titulares. E ninguém está aqui para discutir se estas ínguas são melhores do que Colin Kaepernick – atem os cintos, iremos mais longe que isso.

“Ai, mas o Kaepernick é polêmico”

Ele foi. E certamente incomodou muita gente (incluso o presidente Trump, que vibra em seu Twitter com o fato de que Kaep ainda esteja sem ser contratado por ninguém). Já exploramos suas motivações em outro texto e por isso não gastaremos tempo nela. Além disso, Colin mesmo já disse que voltará a ficar de pé durante o hino americano porque ele quer ser conhecido como um bom jogador, e não somente como “aquele cara que fica de joelhos durante o hino”. Obviamente, ele acabou novamente criticado com argumentos imbecis como “AI AGORA QUE NÃO TEM MAIS CONTRATO ELE LARGA A IDEOLOGIA”.

Mas esqueçamos isso e vamos nos ater ao football, sabendo que Kaepernick é, sim, bom o suficiente para não ser apenas um jogador facilmente substituível porque a polêmica ao redor do seu nome se tornou maior do que ele próprio (a exemplo do que aconteceu com Chris Kluwe, ex-punter dos Vikings ou nosso amado Tim Tebow, hoje outfielder do Columbia Fireflies).

Melhor do que você pensa.

Dinheiro não deve ser problema

Chase Daniel recebeu, no ano passado, um contrato de 3 anos e 21 milhões de dólares para ser absolutamente backup, considerando que os Eagles já tinham Sam Bradford e pouco tempo depois trocaram um caminhão de escolhas por Carson Wentz (ele já seguiu em frente e voltou para New Orleans, mas porque ele pediu para ser dispensado. Curiosidade: ficou apenas 15 dias desempregado).

Já Mike Glennon, Tyrod Taylor e Alex Smith, que devem ter sua titularidade questionada durante 2017, receberão por volta dos 16 milhões esse ano. O contrato de Kaepernick valeu, em média, 13 milhões anuais nos três anos desde sua renovação com os 49ers – o que o coloca exatamente no meio desse grupo.

Considerando que a época de grandes contratos já passou, é improvável imaginar que Kaepernick venha a pedir mais que algo em torno de 10 milhões, naquele tipo de contrato para “provar o seu valor” e ter a chance de um mega-contrato em 2018. Parece um valor bastante razoável para um QB que deve acabar a temporada como titular e, caso estejamos errados e ele falhe, não será algo que acabará com uma franquia.

OBS: Riley Reiff, Russell Okung, Andrew Witworth e Matt Kalil são todos jogadores de OL com asteriscos ao lado de seus nomes por várias razões e irão ganhar mais dinheiro do que isso.

Kaepernick é melhor do que qualquer reserva que você pode encontrar

Chegaremos bem mais longe do que isso, mas seria mais fácil empregar Kaepernick se ele aceitasse segurar a prancheta e ser uma excelente opção caso o pior aconteça. O primeiro argumento, fácil, é que ele não se “encaixaria em qualquer sistema”, afinal, ele sabe correr. Entretanto, Matt Cassel e Derek Anderson (e sua interceptação premiada) são considerados “opções seguras” a Mariota e Newton, respectivamente. Além disso, Trevone Boykin, Brett Hundley, Cardale Jones e Scott Tolzien, também em sistemas “com mobilidade” (FICA O DESAFIO: TENTE LEMBRAR EM QUAIS TIMES ELES ESTÃO1), provavelmente não são confiáveis sequer para dar aquela ajoelhada e fechar o jogo.

Se a questão é o desemprego, já são 32 vagas que Kaepernick poderia ocupar – mesmo que fosse para substituir o estilo de jogo de Sam Bradford ou Carson Palmer, há a impressão que ele ainda seria bem mais produtivo que Case Keenum e Drew Stanton, ainda que com uma redução mais drástica no salário.

Kaepernick é melhor que uma dúzia de QBs empregos

Façamos o desafio inverso ao do tópico anterior (sem roubar!), quais times têm os seguintes QBs com chances de ser titulares em 2017: Josh McCown, Paxton Lynch, Brian Hoyer, Bryce Petty, Brandon Weeden e Matt Barkley?2 A resposta está no final deste texto, mas espere chegar lá. De qualquer forma, não é com esse fim de feira ainda que devemos comparar Kaepernick.

Pouco tempo antes de iniciar a temporada de 2016, fizemos um ranking de QBs e, como Chip Kelly é um lunático, Colin não aparece nele. Hoje, observando-o passados os “indubitáveis” 7 primeiros e os 4 veteranos seguintes (dois dos quais, Palmer e Romo, estão em vias de ou aposentados), existe algum QB que se possa afirmar inegavelmente superior a Kaepernick?

Mariota e Winston são excelentes jovens que provavelmente chegarão ao nível do top7, serão melhores que Kaep, sem dúvidas, mas ainda precisam dar o salto. Dalton, Taylor e Stafford parecem destinados a esse mesmo nível intermediário ao lado de Kaepernick – e os resultados que estes QBs conseguem são os que devemos esperar dele.

Não obstante, o ex-QB do San Francisco 49ers tem um currículo que estes anteriores não têm. O Super Bowl perdido (por um holding não marcado, importante frisar) lhe iguala a Ryan (e, curiosidade: dos QBs que chegaram ao SB deste século, somente Jake Delhomme e Rex Grossman acabaram as carreiras como meros backups). Já as duas presenças em NFC Championship Games não são igualadas por nenhum dos citados.

Além disso, ao contrário de Mark Sanchez (que também chegou a duas finais da AFC), não é possível dizer que Kaepernick foi totalmente carregado por uma grande defesa ou pelo jogo corrido. Lógico que a defesa estava ali e em grande fase, mas os seus melhores recebedores eram Vernon Davis e Michael Crabtree e, se aquele jogo contra os Packers nos playoffs, por exemplo, é indicação de algo, ele era metade do jogo corrido – não à toa produziu uma média aproximada de 3700 jardas (e 23 TDs para 13 turnovers) nas temporadas em que esteve saudável.

Isso, obviamente, nos tempos felizes com Jim Harbaugh, que no mês passado afirmou que “[Kaepernick] terá uma boa carreira e será um grande quarterback, ganhará títulos” e ainda, de quebra, disse que o jogador “é uma pessoa especial e um herói”.

Por mais que Harbaugh e Kelly tenham esquemas que dão liberdade para o estilo único de Kaepernick, os grandes treinadores sempre adaptaram o seu esquema de jogo para que seus melhores jogadores produzam o seu melhor. Kyle Shanahan, que atualmente prefere contar com Brian Hoyer e Matt Barkley (que, ainda assim, são realmente melhores do que Kaepernick no “estilo tradicional”? Provavelmente não) em San Francisco, começou sua carreira com a ideia justamente diferente disso, ainda que refletida em toda a NFL: “[…] porque ainda que você esteja buscando o seu melhor jogador, tentando ser justo com estes quarterbacks [como Kaepernick], você também está sendo injusto com o time” – ou seja, ele pode até ser melhor, mas Kyle prefere ver Hoyer e Barkley porque eles podem competir na mesma mediocridade. Divirta-se, então.

Perdendo empregos por causa do visual.

Falemos de números

Com um grupo ridículo ao seu redor – Torrey Smith deve ter sido o seu melhor alvo, enquanto Carlos Hyde segue tendo dificuldades em manter-se saudável, o que deu passagem a jogadores como DuJuan Harris e Chris Harper (imagino que ele seja o terceiro irmão de Two and a Half Men), e depois de ter perdido a oportunidade de treinar como titular durante toda a preseason, já que a opção do treinador era Gabbert, Colin ainda assim conseguiu produzir um rating de 90.7, com 18 TDs e 9 turnovers em 11 jogos – o que ao longo de uma temporada completa lhe colocariam ali ao lado dos eternos Alex Smith e Andy Dalton.

Um antigo crítico do jogador, Cian Fahey, um irlandês que escreve um livro chamado “QB Catalogue” após assistir todos os snaps de todos os QBs da liga, aponta sua evolução como jogador dentro do pocket (atacando diretamente a história de que ele só assusta porque pode correr), também considerando a a debilidade da sua linha ofensiva, além de aportar outros dados interessantes: numa estatística chamada “sacks que o QB poderia evitar”, Colin tem 12,5%, enquanto Andy Dalton e Alex Smith poderiam ter evitado mais de 30%; ele ainda é segundo colocado na liga em “ratio de passes interceptáveis lançados”; e a precisão ajustada dos seus passes, também um ponto sempre muito criticado, foi de quase 75% (14º na liga).

Observando, os números indicam fortemente que Kaepernick está, ao menos, na média dos titulares. Ainda que, é de se imaginar, com um grupo um pouco melhor ao seu redor, suas estatísticas só podem melhorar. A última razão restante para não contratar o jogador é que ele seria uma distração no vestiário; fechemos com declarações de seus companheiros, que lhe deram o “The Len Eshmont Award”, um prêmio para o jogador que melhor mostra o espírito de coragem e inspirador do ex-DL dos 49ers:

“Eu vi alguns QBs contratados e Kap é muito melhor que eles. Mas eu não sou GM. Eu não sou head coach. Então isso não compete a mim.”, Carlos Hyde.

“Ele fez uma escolha e está sentindo as consequências disso. Mas acho que ele vai acabar bem. Alguém lhe vai dar um emprego.”, Navorro Bowman.

“Já é hora que Kaepernick assine com alguém. Ele é melhor que todos os QBs contratados até agora.”, Brandon Marshall.

Ao contrário do que estamos assistindo com Adrian Peterson, Kaepernick não é uma questão de “se” e sim de “quando”. O cenário mais bonito seria ele contratado por Cleveland após o time deixar passar os principais QBs do draft (já que eles provavelmente não prestam mesmo), para jogar com o homem-que-fez-Andy-Dalton, Hue Jackson.

Jackson, aliás, deu a seguinte declaração sobre Colin Kaepernick por quem ele e o mítico Al Davis estavam apaixonados na época do draft: “estudando ele, me apaixonei pelo garoto. […] forte, todas as ferramentas para vencer na NFL. Não tinha a menor dúvida de que ele seria bom”. O resto, bem, o resto seria história.

1Se você disse Seattle, Green Bay, Buffalo e Indianapolis, parabéns, você acertou!

2Jets, Broncos, 49ers, Jets de novo, Texans e 49ers de novo.

Análise Tática #3 – Eli Manning é o (segundo) mais idiota da rodada

Eli Manning é conhecido por ser um QB que costuma resolver nos momentos decisivos. De acordo com o site Pro Football Reference, Eli é o segundo QB em atividade com mais viradas no último quarto. Desde 2004, quando estreou na NFL, foram 28 viradas no quarto período, atrás apenas de Tom Brady, com 37. Quando o busto de Elisha Nelson Manning for colocado no Pro Football Hall of Fame, em Canton, Ohio,  o que virá à mente são duas performances espetaculares no último quarto de dois Super Bowls, quando levou o New York Giants a duas viradas espetaculares contra o New England Patriots.

O que aconteceu no último domingo, porém, não será digno de menções no futuro. Eli foi, provavelmente, o grande responsável pela derrota do Giants para o Washington Redskins. No jogo que marcava o reencontro do WR Odell Beckham Jr e do CB Josh Norman, que quase se mataram dentro de campo na temporada passada, o destaque negativo foi Eli Manning. Com leituras equivocadas, passes forçados e TDs fáceis perdidos, Manning foi decisivo para o resultado final.

Analisamos três jogadas que aconteceram no último quarto que mostram por que o New York Giants não conseguiu sua terceira vitória na temporada.

Odell Beckham COMPLETAMENTE LIVRE para o TOUCH… NÃO:

A primeira jogada do último quarto foi uma play action em que Eli Manning teria três rotas de WRs à disposição. Odell Beckham, na parte de baixo da tela, era o único recebedor com rota em profundidade. O safety do Washington Redskins posicionado na linha de 35 jardas iria para blitz, enquanto Josh Norman, marcando Odell, se deslocaria para o meio do campo.

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Com a jogada em andamento, percebemos que o safety que foi para blitz não chegou nem perto de Eli e que Josh Norman deixou Odell Beckham completamente sozinho. Eli Manning, porém, jamais olhou para o seu lado esquerdo enquanto Beckham entrava em completo desespero pedindo a bola.
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No momento do passe, é possível perceber que Odell estava completamente livre e seria um TD fácil. Eli Manning acabou completando o passe para Sterling Shepard, no meio do campo, porém perdeu o que seria um touchdown de 75 jardas e o primeiro de OBJ na temporada.

Passe forçado (e interceptado) #1:

Mesmo com a oportunidade perdida, o Giants seguiu avançando. Algumas jogadas depois, no mesmo drive, Eli já estava na redzone de Washington. No shotgun, Eli percebeu que Washington mandaria blitz e pediu a proteção do RB Shane Vereen.

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Washington mandaria blitz com sete jogadores, deixando os quatro recebedores com marcação individual. Mesmo enfrentando a tentativa de presão da defesa, Eli teve o pocket praticamente limpo. Victor Cruz e Sterling Shepard, no alto da tela, tinham rotas cruzando o campo e tinham uma certa separação dos defensores. O problema é que Eli não estava muito disposto a procurar alvos livres e focou no TE Will Tye, bem marcado, na parte de baixo da tela.

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Enquanto Vitor Cruz estava a cinco jardas do defensor mais próximo, Manning forçou o passe para Tye; ele não conseguiu brigar pela bola, que acabou interceptada.

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Por outro ângulo, é possível perceber claramente que o marcador tinha uma visão muito mais clara do que estava acontecendo e acabou levando vantagem.

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Passe forçado (e interceptado) #2:

Na última jogada da partida, precisando de um field goal para vencer, o Giants colocou em campo uma formação 11, ou seja, com 3 WRs, 1 TE e 1 RB. O WR no slot e o TE, ambos no meio do campo, tinham rotas em profundidade. Victor Cruz e Odell Beckham rotas comeback nas laterais. Washington mandou apenas um LB para blitz.

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Todos os recebedores tinham marcação individual, com um safety no fundo do campo fazendo a leitura da jogada. Assim como na primeira interceptação, Eli Manning não esperou a jogada se desenvolver e forçou um passe para o RB Shane Vereen, com rota cruzando o campo.

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O passe foi tão telegrafado que o defensor não teve dificuldades em adiantar a jogada e fazer a interceptação. TODOS (nota da edição: O CADU) nós te amamos, Elisha, mas pare com isso, por favor.eli11

BÔNUS

Read Option é uma jogada em que o QB recebe o snap, faz a leitura da defesa e decide se fica com a bola, se entrega para o RB ou mesmo se faz um passe rápido. Esse tipo de jogada, como o próprio nome já diz, é baseada em OPÇÕES. A falta delas não parece afetar Blaine Gabbert. Flagramos o QB do San Francisco 49ers fingindo que entregaria a bola para um RB que só existe em sua imaginação e ainda sair correndo surpreendido para 1 jarda. Lamentável, Blaine.

De Baalke a Kelly, a melhor escolha seria começar tudo de novo

Novas caras chegando, como Chip Kelly em busca da redenção, velhas caras voltando, como Anthony Davis abandonando a aposentadoria, velhas caras que já poderiam ter ido embora, mas insistem em continuar por aí, como Colin Kaepernick ou Trent Baalke ou, inacreditavelmente, Christian Ponder (que não é uma velha cara em San Francisco, ok, mas já está fazendo hora na NFL).

Chip Kelly chega para substituir o grande pizzaiolo (ou qualquer profissão do tipo que lembre ao olhar para ele) Jim Tomsula, que durou apenas uma temporada como substituto de Jim Harbaugh após um 5-11 em 2015, uma temporada que começou marcada pelas inesperadas aposentadorias de dois dos principais jogadores do time (Patrick Willis e o já citado Davis) e pela rápida decadência de Colin Kaerpernick.

Obviamente, a chegada de Kelly não parece que dará muito certo desde o começo, dado o seu fracasso na Philadelphia – parece uma última manobra do general manager Trent Baalke de tentar salvar a carreira de Kaepernick, que já está fracassando, considerando que Chip, por alguma razão, prefere Blaine Gabbert.

Provavelmente acabará como mais uma das atitudes inexplicáveis do GM estilo trocar uma escolha de quarta rodada (quando o seu time precisa de todo o novo talento possível) para ficar com um guard reserva, Joshua Garnett, que acabaria caindo no seu colo se tivesse sido paciente na segunda rodada (ou até terceira).

Nunca esquecer que Blaine já teve cabeleira e potencial de muso.

Nunca esquecer que Blaine já teve cabeleira e potencial de muso.

A maldição do draft de 2011

O draft de 2011 foi um grande draft – para quem soube escolher. Das 16 primeiras escolhas, 12 jogadores já foram ao menos uma vez ao Pro Bowl. Quem não foi? Além de Nick Fairley (que teve problemas com lesões e sempre acaba ofuscado por seus parceiros de linha), os três quarterbacks da lista que não se chamam Cam Newton: um que já se aposentou, Jake Locker, e outros dois que estão em busca de uma última chance (mais provavelmente, da última pá de cal) nos 49ers, Ponder e Gabbert.

Além disso, também é possível lembrar que esse draft teve 6 QBs entre os 36 primeiros nomes chamados, entre eles, Colin Kaepernick, o último dessa grande lista. Ou seja, de uma classe em que de 6 QBs, somente Cam Newton conseguiu realmente fazer um nome para ele, Trent Baalke conseguiu reunir 3 em seu time.

Talvez ele acredite que colecionando quarterbacks suficientes ele consiga um MVP para o seu time. Talvez ele esteja apenas esperando Jake Locker e Andy Dalton pousarem inadvertidamente na Califórnia, desenhar um pentagrama no chão, trabalhar nos sacrifícios e trazer Tebow (do draft de 2010) de volta.

O ataque do menino Gabbert

Assustadoramente, como sabemos, o quarterback titular a começar a temporada por San Francisco será Blaine Gabbert, que foi uma grande decepção em Jacksonville – que nem sequer sabe o que é ter um QB bom na equipe em sua história. Por alguma razão, Kelly vem com aquele papo de “ele está evoluído, ele pode executar bem o nosso plano de jogo”, mas parece bem mais provável que seu plano seja deixar Kaepernick (ou Ponder?) com raiva o suficiente para executar o seu ataque rápido e de muitos pontos quando finalmente assumir a titularidade – o que não deverá demorar muito para acontecer.

De qualquer forma, também, a história de muitos pontos é coisa de um passado distante e “feliz” no time verde e branco do outro lado do país. Se por causa de Gabbert já seria difícil, pare e pense no que conseguirão os seguintes alvos: Torrey Smith (663 jardas em 2015), Quinton Patton (394 jardas) e os dois que deverão ser as melhores opções de Gabbert, Jeremy Kerley (que criou 827 jardas em 2012) e Vance McDonald (475 jardas em 3 anos como profissional). Pode parar para rir, sim, ou chorar, se você ainda torce para San Francisco.

O melhor jogador desse ataque deverá ser Carlos Hyde, pelo menos em questão de produção, e isso deveria servir como um bom resumo. Ele teve uma grande partida destruindo a defesa dos Vikings na semana 1 ano passado, e parece que foi tudo o que ele conseguiu. Obviamente, inocentemente em nossas ligas de fantasy voltamos a apostar nele por estar num mítico “ataque de Chip Kelly” – não se iluda, Hyde não seria titular em metade dos times da NFL e talvez nem acabe sendo em San Francisco.

Os melhores jogadores verdadeiramente são o veterano LT Joe Staley e o agora RG Anthony Davis, que controlaram por muitos anos e muito bem os extremos da linha ofensiva da equipe. Os demais jogadores são medíocres e a partida do LG Alex Boone deveria fazer falta, mas os skill players (ou seja, os que efetivamente tocam na bola) são tão medíocres que a OL não conseguirá ser culpada.

Lembra tempos mais felizes?

Lembra tempos mais felizes?

Sobre Bosa e Buckner

Eu, Digo, já questionei muito a decisão de San Diego ter escolhido Joey Bosa ao invés de DeForest Buckner e não me alongarei por uma simples razão: infelizmente, Buckner também não jogou muito essa pré-temporada por causa de uma lesão. De qualquer forma, mais a frente voltaremos a essa questão para lembrar a todos que eu estava certo e os Chargers totalmente errados.

De qualquer forma, o lado defensivo da bola parece um pouco (pouco) melhor para os 49ers. Buckner ainda não deverá ser titular nos primeiros jogos ao lado de seu antigo companheiro de linha em Oregon (Chip Kelly pira) Arik Armstead, mas este deverá continuar usando todo seu tamanho (2.01m, 132kg) para destruir linhas ofensivas adversárias.

Pouco melhor porque o melhor linebacker pass rusher, Aaron Lynch, estará suspenso pelos primeiros quatro jogos da temporada. Ahmad Brooks (6.5 sacks em 2015) e Eli Harold, que teve poucas oportunidades como rookie, deverão cobrir seu lugar, mas não oferecem grandes esperanças. Pelo meio, a lesão que Navorro Bowman sofreu em 2014 diminuiu muito seu nível de jogo e, ao lado de RayRay Armstrong, deverá fazer os torcedores rezarem por mais sacríficios de Trent Baalke para trazer os aposentados Willis e Chris Borland de volta.

Os melhores jogadores da secundária são o safety Eric Reid e o cornerback Jimmy Ward, que a exemplo de Carlos Hyde, tampouco é grande coisa e isso diz muito sobre ela – e o fato de que suas companhias foram disputadas em busca do “menos pior” também.

Palpite: A previsão mais otimista seria acabar a temporada com a pior campanha da NFL e ter a opção de draftar um bom quarterback logo na primeira rodada e começar a produzir uma nova franquia a partir daí. Mais provável é que Chip consiga alguns jogos divertidos de algum dos seus muitos quarterbacks medíocres, acabando 6-10, e ele e Trent Baalke vivam por mais algumas temporadas até Jed York ver o que todos estamos vendo e recomeçar tudo do zero.