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Podcast #8 – Uma coleção de asneiras VIII

É clima de playoffs na redação do PickSix e com um convidado especial… que não está lá, afinal, o Giba é torcedor do Baltimore Ravens, o time que fez a cagada do ano 2017.

Mesmo assim, tentamos fazer ele passar pela nossa tradicional tortura “Schadenfraude” e acabamos aprendendo um pouco mais sobre o amor dos corvos por Joe Flacco.

Obviamente, falamos das nossas expectativas, torcidas (VAI TITANS!), esperanças (afinal, temos um torcedor dos Vikings entre nós) e sobre o medo dos Falcons.

Fechamos com o típico “jogo que queremos ver” – para variar, com mais ilusões que, acreditamos, o leitor cobrará  em breve. Se acertarmos, seremos insuportáveis – acompanhe.

Um conto de dois Joe Flaccos

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: “O tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?”
E o corvo disse: “Nunca mais”.

Dois escritores

Todo 19 de janeiro, durante quase 70 anos, entre meia noite e o nascer do sol, um homem com um casaco longo e uma bengala dourada deixou três rosas e meia garrafa de conhaque no túmulo do escritor Edgar Allan Poe, em Baltimore – a última vez o que o viram foi em janeiro de 2009 e, antes disso, contam que o homem cobria o rosto para não ser identificado. O ritual coincidia com o dia de nascimento de Poe – que veio ao mundo em Boston, mas o deixou em Baltimore. A única pessoa que afirmava saber a identidade do misterioso visitante morreu sem revelar o segredo.

O fato é que ninguém sabe o que diabos levou Poe a Baltimore ou o que ele fez entre 27 de setembro e 03 de outubro de 1849 – data em que foi encontrado nas ruas, vagando bêbado ou drogado, sem maiores explicações. Ele viria a falecer quatro dias depois, já no hospital, que não conseguiu justificar a morte do escritor; não existe um atestado de óbito, e as especulações transitam entre diabetes, todo tipo de tumores, raiva, alguma DST ou ainda overdose de alguma porcaria (o Ravens ainda não existia na época, então descartamos a possibilidade do desgosto).

A história, porém, tratou de tornar Allan Poe muito maior na morte do que em vida. Edgar é considerado o pai das histórias de detetive, do conto de horror, uma espécie de expoente do movimento gótico e ele provavelmente teve mais influência na cultura pop do que qualquer escritor de língua inglesa do século XIX: sem Poe, H. P. Lovecraft e Stephen King não seriam os mesmos; Thriller, de Michael Jackson, é inegavelmente influenciado por sua obra e saiba que todas as características de Sherlock Holmes existiam muito antes de Arthur Conan Doyle dar vida ao mais famoso detetive da literatura (Google: Auguste Dupin pesquisar). E, bem, não temos certeza, mas talvez até mesmo o Batman seja um corvo, e não um morcego.

Mas o que se sabe sobre sua obra mais famosa, “O Corvo”, um poema assustador que tem se mantido vivo por mais de 170 anos? Bom, desde sua publicação, em 1845, ela foi tão amada quanto desprezada – e se boa parte da crítica tripudiou as linhas traçadas por Poe, o público amou e o fez o escritor de todos os EUA.

Naquelas linhas, perda, claro, é o tema central, assim como em toda a obra de Edgar. “De todos os temas melancólicos, qual, de acordo com a compreensão universal da humanidade, é o mais melancólico?”. Poe uma vez se perguntou. “A morte”, ele mesmo respondeu, de certa forma revisitando sua vida.

Seu pai, um bêbado contumaz, o abandonou, enquanto sua mãe morreu vítima de tuberculose quando Allan ainda era uma criança – ele então foi separado de seus irmãos e criado por uma família adotiva; sua “nova” mãe, pouco tempo depois também foi vítima da tuberculose, enquanto o pai o rejeitava. A morte também bateu a sua porta mais uma vez, quando levou sua esposa, Virginia, aos 25 anos (ela se casara com o escritor aos 13). Você ganhará um prêmio se adivinhar qual doença a matou.

Hoje falar sobre Poe em Baltimore é uma experiência confusa: há sempre dois Poes. Há pessoas que o amam e que o odeiam. Há o Poe gênio, na mesma medida em que há o Poe farsante. Há o poeta melancólico, mas também há o beberrão irremediável. Há o inventor de um estilo literário, da mesma forma que há o viciado charlatão.

Mas também ainda há sua presença nas ruas da cidade onde ele foi encontrado vagando sem rumo antes de sua morte; uma cidade que se orgulha de seu legado, afinal de contas, ninguém se veste de preto melhor do que aquele que inventou um estilo sombrio por natureza – e nada combina mais com um corvo do que as ruas mal iluminadas de Baltimore.

Daqui nada se leva?

Duas cidades

Em 2015, a morte de Freddie Gray, um afro-americano que estava sob custódia da polícia desencadeou uma reação em massa – tudo isso enquanto Baltimore registrava a maior taxa de assassinatos (344 no ano) de sua história. E se em 2016 a cidade registrou 318 homicídios, o número até dezembro deste ano já chega a 319; mantida a média mensal até aqui, Baltimore quebrará um recorde do qual não se orgulha.

É uma guerra de gangues, uma batalha pelas ruas. Você tem jovens de 18 anos matando uns aos outros. Muitos são de famílias ‘quebradas”. É um problema tão intratável que estará conosco por muito tempo”, disse Michael Olesker, ex-colunista do Baltimore Sun, ao Guardian.

Esse foi o mundo retratado em The Wire, seriado da HBO exibido entre 2002 e 2008. Provavelmente uma das melhores séries da história da televisão (se não concorda, pode discordar aí na sua casa e não nos encha o saco), The Wire expôs a sociedade de Baltimore ao mostrar a guerra diária entre policiais e traficantes nas ruas da cidade – o efeito direto da batalha exibido na tela mostrava a quebra de confiança entre polícia e as comunidades mais pobres.

The Wire nunca ganhou um Emmy ou foi um sucesso estrondoso de audiência; seu mérito está em transformar a televisão em algo mais denso (e intelectualmente aceitável) do que jamais fora até ali, incomodando até mesmo autoridades da cidade; o criador do programa, David Simon, relatou diversas vezes que algumas pessoas tornaram as histórias pessoais, embora ele afirmasse que tanto questões até certo ponto mais simples como as próprias histórias narradas ali existiam nacionalmente.

Mesmo assim, a mistura de tráfico, violência, desemprego e falta de perspectivas relatados por The Wire persiste em Baltimore 15 anos depois. Em abril deste ano, o prefeito da cidade chegou a pedir ajuda ao FBI para combater o alto número de assassinatos.

Quando Freddie Gray morreu aos 25 anos em abril de 2015, seis policiais foram acusados, mas nenhum foi condenado. Na época, um relatório do departamento de justiça apontou diversos indícios de discriminação por parte da polícia – mesmo em atos cotidianos, como buscas e apreensões. O mesmo relatório apontou ainda que os moradores acreditavam existir duas Baltimores: uma rica e próspera e a outra pobre e discriminada – como a região de Greenmount West, a mesma retratada em The Wire, 15 anos atrás.

15 anos depois quase nada mudou.

Quase invisível

Você dificilmente perceberá Joe Flacco ao longo de uma temporada regular da NFL – exceto, claro, se você for um torcedor do Ravens ou ele acabou em seu time de fantasy; um sinal de que, bem, você perdeu o controle de sua vida.

Flacco nunca teve um jogo para mais de 400 jardas e só passou da marca das 4 mil em uma temporada – ele também nunca correu para mais de 200 jardas em um ano. Aliás, em toda sua carreira, ele só teve dois jogos com 4 TDs e um com 5 TDs.

Mas o que mantém Joe Flacco na NFL até hoje? Primeiro, um mercado na posição extremamente complexo e, por vezes, incompreensível. Segundo, regularidade (nada como transitar na linha da mediocridade): em suas primeiras sete temporadas, Flacco venceu 72 de 112 partidas. Terceiro, e talvez a explicação mais provável, a simples existência de Rahim Moore, que perdeu a cabeça alguns anos atrás.

Uma qualidade inegável, porém, é a força de seu braço, evidenciada em uma estatística chamada “clutch-weighted expected points based on penalties”, a qual vamos humildemente traduzir para “jogue a porra da bola longe, torça por uma falta e veja o que diabos acontece”. Bem, Flacco liderou a NFL neste “quesito” em muitas de suas temporadas, seja lá o que diabos isso signifique.

De certa forma, Flacco resiste por sua durabilidade, bolas jogadas para o alto e defesas adversárias cometendo “pass interference”. Ninguém em sã consciência gostaria de justificar o alto salário do seu quarterback apenas com esse pacote, não é? Mas ainda que pareça estranho, para o torcedor de Baltimore, parece haver um pouco de sentido nesta equação.

“O melhor quarterback da NFL”

Joe Flacco chegou ao Ravens em 2008 e logo levou a equipe a pós-temporada. As duas primeiras aventuras em janeiro, porém, não trazem boas lembranças aos torcedores do Ravens: nos cinco primeiros jogos, ele nunca passou de 200 jardas, e seu rating transitou entre incríveis 10 e 89.4 – foram seis interceptações, apenas um TD; aliás, o jogo contra o Steelers, em 2009, teve três delas.

Mas no terceiro ano, tudo começou a mudar, mesmo que timidamente: foram duas partidas longe de Baltimore, a primeira uma vitória arrasadora contra Kansas City – a partida seguinte terminaria com mais uma derrota para o grande rival; naquele ano, contra o Steelers, Joe completou 16 passes em 30 tentativas, para 125 jardas, 1 TD e 1 INT, terminando com um rating de 61.1. No inverno seguinte, mais duas partidas, uma vitória contra Houston e uma derrota apertada para New England (vai pro inferno, Billy Cundiff).

Sabemos como a temporada de 2012 terminou: a química com Torrey Smith atingiu o ápice, Flacco teve 11 TDs e nenhuma interceptação e seu menor rating foi de 106.2, o que levou John Harbaugh (amamos mesmo assim) a proferir frase a seguir: “Joe é o melhor quarterback da NFL”.

Não há muita lógica nas palavras de Harbaugh e elas não precisam ser levadas a sério; era apenas um HC defendendo seu QB. Mesmo assim lembre-se: na última semana da temporada atual, apenas cinco quarterbacks que iniciaram a rodada como titulares já venceram um Super Bowl. Flacco é um deles – esse número chegaria no máximo a sete, caso Aaron Rodgers estivesse vivo e Ben McAdoo não fosse um completo retardado.

Mas, da mesma forma que é verdade que o Ravens venceu o Super Bowl XLVII muito por méritos, digamos, extra-Flacco (Ray Rice e Bernard Pierce foram melhores que qualquer alma que pisou no M&T Bank Stadium nos últimos cinco anos, e Torrey Smith e Anquan Boldin, cada um sem um braço, hoje seriam melhor que qualquer WR que o Ravens tem em campo) os números já citados também mostram que ele foi espetacular naquela pós-temporada.

Aqueles quatro jogos, porém, em janeiro também foram a única vez que Flacco teve uma sequência de 10 TDs sem nenhuma interceptação. Durante toda sua carreira, ele esteve muito abaixo disso: seu melhor ano foi 2014, com 27 TDs, 12 INT e um rating de 91 – as mais de 4 mil jardas viriam apenas em 2016 (com 20 TDs e 15 INT). E Joe nunca esteve no top 10 em qualquer estatística durante dez temporadas na NFL.

De certa forma, o ataque do Ravens nos últimos anos se resumiu a estratégia “deixe Joe lançar a maldita bola”. O problema é que, como qualquer outra equipe, eles precisam de peças ao redor para que o plano, por mais primitivo que pareça, possa funcionar – ele funcionou quando Baltimore teve Ray Rice em grande fase, além de WRs com coordenação motora. Hoje, porém, o ataque se limita a Joe: RBs não vão brotar no gramado e não há um recebedor minimamente confiável – se você confia em Maclin, você tem sérios problemas e aconselhamos procurar um médico.

Mas quando você olha ao redor, de certa forma, você percebe que Baltimore segue sendo Baltimore: há Suggs e CJ Mosley aterrorizando QBs; há Eric Weddle ainda extremamente confiável liderando uma unidade interessante, mas que oscila um pouco. Há Justin Tucker, o melhor K da NFL, e há John Harbaugh, um dos melhores HCs da liga.

Tudo isso é suficiente para três meses de temporada regular: controlar linhas ofensivas, forçar turnovers, fazer uma ou duas grandes jogadas por partida, posicionar a bola pouco ou nada a frente do meio campo enquanto aguarda um petardo de Tucker. Então, de repente, você está na briga por playoffs e ninguém ao redor da liga compreende de fato como diabos isso aconteceu.

Será que sabe mesmo?

Uma partida, duas sensações

O Ravens venceu o Texans no MNF da semana #12, mas esteve longe de um desempenho de encher os olhos – no início do segundo tempo, vaias e gritos “Vamos, Joe”, se misturavam nas arquibancadas. A relação do torcedor com seu QB é marcado por um misto de amor e ódio; gratidão e desilusão se confundem, enquanto passes de quatro jardas não são completados.

Dentro de campo a OL de Baltimore foi péssima contra uma defesa de Houston entediada – Jadeveon Clowney, sozinho indiretamente determinou o que o Ravens devia ou não fazer. Nem mesmo a defesa manteve o nível das partidas anteriores: foram seis faltas (uma ou outra inexistente) e a secundária passou vergonha contra DeAndre Hopkins; Brandon Carr, aliás, é uma das decepções do ano. Mesmo assim, foram dois turnovers fundamentais, forçados nos momentos certos.

Terrell Suggs, porém, continua a desafiar o tempo: foram dois sacks, o último deles forçando um fumble que praticamente selou a vitória do Ravens – embora o pass rush não tenha funcionado, ele apareceu quando mais era preciso e a torcida já flertava com a impaciência.

E para compensar a ineficácia ofensiva, Harbaugh precisou ser extremamente agressivo, arriscando em um fake punt e uma 4&1 ainda no primeiro tempo. Conversões fundamentais para colocar Baltimore no controle do jogo – John sabia que era uma partida em que vencer era a única alternativa.

Amor e ódio

E Flacco? Bem, ele terminou o jogo com 20 passes completos em 32 tentativas, para 141 jardas – uma média incrível de 4.4 jardas por tentativa. Ele também não teve nenhuma grande jogada; o momento em que mais chegou perto  disso foi em uma bomba lançada para Mike Wallace, aparentemente incapaz de escapar da marcação e alcançar a bola.

Foi terrível e agressivo aos olhos na maior parte do tempo, marcado pelo ar de decepção e pelos gritos de “C’mon, Joe”. Mas, claro, com Joe há sempre aquele ponto fora de curva, aquele grande momento solitário em meio ao mar de tristeza habitual: uma corrida de 25 jardas, para encerrar a partida, que faz cada torcedor do Ravens crer que Joe tem capacidade de ser melhor do que realmente é. Que na maior parte do tempo ele pode ser aquele QB que venceu New England em Foxborough em janeiro – e vendeu caro as derrotas.

E é aqui que chegamos ao velho debate, hoje quase uma piada. Nós lutamos contra o legado de Joe Flacco e parece cada vez mais provável que as próximas gerações também lutem: por que devemos valorizar alguns jogos incríveis de Joe enquanto temos diante de nossos olhos uma quantidade esmagadora de péssimas partidas?

Em 2017, Joe tinha 1734 jardas até a semana 12, com míseros 9 TDs e 11 INT – um rating de 74.4, pouco acima do pior de sua carreira (73,1 em 2013) – em algumas estatísticas isoladas, aliás, Flacco tem um ano pior que nomes como Trevor Siemian (rating) e DeShone Kizer (jardas passadas).

Ninguém aguentava mais.

Quando os números ao seu redor expõe uma realidade que você não quer ver, é preciso se agarrar àquilo que o faz seguir em frente, seja um poema de Allan Poe, um dos melhores seriados de TV da história ou, para o torcedor do Ravens, aquilo que seu quarterback pode se tornar em janeiro. É isso que mantém viva a relação entre Baltimore e Joe: o Ravens pode chegar aos playoffs e, se chegarem, Flacco pode ser diferente.

No fundo, sabemos que é mera ilusão de ótica, e na verdade o torcedor do Ravens está amarrado a Flacco ao menos até 2020 – em 2016 Baltimore assinou uma extensão de três anos com o QB, que lhe garantiu um bônus de US$ 40 milhões, além de US$ 44 milhões em dinheiro garantido.

Mesmo assim você não pode julgar um torcedor por se agarrar em falsas esperanças. Baltimore é tradicionalmente um lugar onde é preciso se agarrar a falsas esperanças, afinal lá há dois Poes, duas cidades e, claro, na melhor das hipóteses, dois Joe Flaccos.

Análise Tática #6 – OBJ: pelo menos nós nunca duvidamos

As cinco primeiras semanas da temporada foram turbulentas para Odell Beckham Jr, WR do New York Giants e uma das grandes estrelas da NFL. Entre ataques de histeria na sideline, demonstrações de fúria após jogadas sem sucesso e lutas perdidas contra o golzinho de treinamento do kicker, OBJ estava longe de produzir o que se esperava de um dos melhores jogadores da liga.

Na semana 6, porém, tudo voltou ao normal ─ se é que 8 recepções para 222 jardas e 2 TDs, a melhor marca de sua carreira, pode ser considerado um desempenho meramente normal. Beckham quase bateu o recorde do Giants para jardas recebidas em apenas um jogo e foi o primeiro jogador da franquia a receber dois TDs de mais de 66 jardas na mesma partida desde 1966. A grandiosidade dos números de OBJ não se resume à quebra de recordes do time. Desde que estreou na liga, OBJ tem dez jogos de 140 ou mais jardas e está empatado com Julio Jones, WR do Atlanta Falcons. Esses dez jogos são o recorde da liga para um WR em suas três primeiras temporadas ─ e é bom lembrar que o Giants ainda tem dez jogos para disputar na temporada regular de 2016.

Mas como esses números espetaculares foram construídos? Na vitória contra o Baltimore Ravens, Odell recebeu 211 jardas e 2 TDs apenas no segundo tempo. Foram duas recepções longas (75 e 66 jardas), que foram fundamentais para a vitória e aconteceram assim:

TD de 75 jardas

Passes longos normalmente acontecem por ausência/falha dos safeties. Em seu primeiro TD, Odell tinha uma rota curta, em que avançava cerca de 5 jardas e voltava para receber o passe. O Baltimore Ravens deixou um CB na marcação individual de Beckham e um safety posicionado do mesmo lado do campo.

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Quando percebeu que estava bem marcado, Odell ajustou a rota e partiu para a recepção em profundidade. Não é possível determinar se a rota originalmente previa o passe em profundidade ou se foi uma boa leitura do ataque do Giants. De qualquer forma, a jogada mostrou um excelente entrosamento entre QB e WR. A paciência de Eli Manning, que teve boa proteção, e a movimentação do safety, que partiu para cobrir a rota do TE, foram fundamentais para o sucesso da jogada.

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No momento do passe, não havia muita separação entre Odell e o marcador, mas Eli Manning não hesitou em confiar na velocidade de seu WR. Entre OBJ e o TD havia apenas o S que estava posicionado do lado oposto do campo.

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Quando recebeu o passe, Beckham já estava a cerca de duas jardas a frente do CB e não teve dificuldades para vencer o safety e marcar o touchdown.

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TD de 66 jardas

Em uma 4th & 1, com 1:36 no relógio no último quarto, o Giants precisava de pelo menos um Field Goal para empatar a partida. Como o Giants precisava de apenas uma jarda, o Baltimore Ravens optou pela marcação mais próxima à linha de scrimmage, com apenas um safety em profundidade. Odell Beckham tinha uma rota slant, em que o recebedor dá um ou dois passos para frente e corre na diagonal em direção ao meio do campo. A movimentação do safety próximo à linha, que novamente foi para a marcação do TE, foi fundamental para o resultado da jogada, assim como no primeiro TD de Beckham.

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As rotas de Beckham e do TE do Giants se cruzavam, o que fez com que os dois defensores do Ravens que estavam na marcação individual se chocassem, permitindo uma recepção fácil.

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A partir daí, Beckham só precisou usar novamente sua velocidade para bater o safety e garantir a vitória do Giants.

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