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Podcast #5 – uma coleção de asneiras V

Voltamos com o tradicional #spoiler: equipes relevantes (e o Tennessee Titans) que não vão para os playoffs em 2017.

Depois discutimos qual equipe assistiríamos se só pudéssemos acompanhar um time até o final da temporada – graças a Deus não acontecerá.

Em seguida, trazemos algumas proposições que sequer acreditamos, mas nos obrigamos a explicar porque é verdade – não sabemos porque fizemos isso.

E, no final, como já é comum, damos dicas de jogos para o amigo ouvinte ficar de olho nas próximas duas semanas!

Agradecemos a atenção e desde já nos desculpamos por pequenas falhas no áudio – somos eternos amadores em processo de aprendizagem. Prometemos que, se existir um próximo, será melhor.

Análise Tática #11 – Semana #1: O ataque dos Chiefs salvou a nossa vida

O jogo de abertura da temporada 2017 da NFL não poderia ter sido mais surpreendente. Alex Smith e Kareem Hunt comandaram a vitória da zebra Kansas City Chiefs sobre o atual campeão do Super Bowl New England Patriots por 42×27.

A vitória do Chiefs por si só já seria algo bem longe do esperado, mas as estatísticas produzidas por Smith e Hunt adicionam um elemento a mais à derrocada do Patriots. Smith, QB conhecido pela mediocridade de seus números,  lançou para 368 jardas e 4 TDs, completando 80% de seus passes, no provável melhor jogo de sua carreira. O rookie RB Kareem Hunt sofreu um fumble em sua primeira corrida como profissional, mas se recuperou com louvor: além de anotar 3 TDs, suas 239 jardas totais foram suficientes para bater o recorde de mais jardas conquistadas por um calouro em seu primeiro jogo.

A jogada a seguir mostra como Alex Smith e Kareem Hunt destruíram o todo poderoso Patriots. No shotgun, Smith tinha Hunt ao seu lado e três recebedores em marcação individual. O Patriots trouxe sete jogadores próximos à linha de scrimmage e deixou apenas um safety em profundidade.

Tyreek Hill, que estava posicionado no slot, na parte de baixo da tela, se deslocou para o outro lado do campo, alterando a marcação do Patriots.

Logo após o snap, o TE Travis Kelce, em uma rota cruzando o campo, atraiu dois marcadores, enquanto Hunt iniciava sua rota em profundidade.

Com Kelce recebendo a atenção de dois marcadores e com os WRs em marcação individual nas extremidades do campo, Hunt acabou marcado por dois LBs, naturalmente mais lentos que ele.

Smith soube aproveitar a vantagem do confronto contra os LBs e, com um passe perfeito, colocou Hunt em posição de anotar um lindo TD de 78 jardas.

O TD de Kareem Hunt foi muito bonito, mas a primeira semana da NFL também trouxe muitas performances horrorosas. Carson Palmer implodiu no jogo contra o Detroit Lions, lançando três INTs sofríveis. Em uma delas, Palmer tinha à disposição três recebedores em rotas em profundidade e o RB David Johnson em um rota curta, em direção à lateral do campo.

O problema é que o QB do Cardinals decidiu lançar exatamente onde havia apenas um defensor do Lions, que sem dificuldades fez a interceptação. Talvez algum dos recebedores tenha errado a rota, mas mesmo assim é um erro inaceitável, já que pelo menos três jogadores estavam em condições de receber o passe.

Outro time que fez nossos olhos sangrarem na semana 1 foi o Cincinnati Bengals. Além das quatro interceptações lançadas por Andy Dalton, a defesa também não fez grandes favores ao time, que acabou derrotado por 20×0 para o Baltimore Ravens. Na jogada a seguir, Jeremy Maclin talvez tenha anotado o TD mais fácil do ano. O Bengals colocou todos os jogadores na linha de scrimmage, sem nenhum safety em profundidade.

Maclin, na posição de slot, tinha uma rota slant, em diagonal em direção ao meio do campo. Seu marcador tentou acompanhá-lo, mas outro recebedor do Ravens, indo na direção contrária, o atrapalhou.

Com o congestionamento prendendo seu marcador, Maclin só teve o trabalho de receber o passe e anotar um TD completamente ridículo de fácil.

Semana #1: os melhores piores momentos

Depois de muito tempo, finalmente a NFL voltou! Foram alguns meses de espera para que voltássemos a ver o Cleveland Browns perdendo, o Indianapolis Colts fazendo mer*a e o Detroit Lions iludindo sua torcida. Mas para sair do senso comum, vamos apresentar o que de PIOR aconteceu na semana 1 da liga. Os highlights da NFL.com e do SportsCenter não nos interessam: apenas se alguém passou vergonha no processo.

1 – QB Play

Precisamos reconhecer: o talento entre os quarterbacks é o melhor da história do futebol americano. Até mesmo por isso, jogadores como Colin Kaepernick não tem espaço em uma liga que está recheada com titulares e reservas de altíssima qualidade na posição.

Para ilustrar o alto nível de jogo dos signal callers da NFL, separamos algumas atuações de destaque. Você pode nos ajudar a decidir quem foi pior.

1.1 – Scott Tolzien: 9/18; 128 jardas; 2 INTs

Tolzien lançou duas pick six, sendo a primeira na sua tentativa de passe número 1 no jogo. Já a segunda foi quase um replay da primeira. Seu rating seria melhor se ele fosse um jogador de Los Angeles. É sério. Ele não durou muito tempo na partida, dando lugar para Jacoby Brissett no início do último quarto. Compartilhe o vídeo para estragar o dia de algum torcedor dos Colts.

1.2 – Andy Dalton: 16/31; 170 jardas; 4 INTs; um Fumble perdido

Um jogo ruim de Andy Dalton ainda surpreende alguém? Contra a boa defesa dos Ravens, ele não conseguiu fazer nada produtivo. Sinceramente, não sabemos mais o que dizer sobre Dalton, apenas sentir. A desgraça alheia pode ser vista aqui.

‘Não pode se’

1.3 – Carson Palmer: 27/48; 269 jardas; 1 TD; 3 INTs

O INSS possui uma fila preferencial para aqueles que não conseguem jogar bem contra a defesa de Detroit. Levando o tape do jogo, Palmer tem uma oportunidade única de vazar logo da liga e parar de passar vergonha.

2 – OL Play

Dizem que jogos são ganhos – ou perdidos – nas trincheiras. Algumas equipes ignoram o plural da palavra, achando que uma linha defensiva de qualidade basta para vencer partidas – lógica curiosa; você tenta fazer o QB adversário passar dificuldades, mas esquece que o seu sofre do mesmo mal. É o caso das três franquias que citaremos abaixo.
Você pode nos ajudar a decidir quem foi pior.

2.1 – New York Giants: 3 sacks

Foram apenas 3 sacks permitidos, mas os Giants sofreram com a incompetência de sua linha ofensiva principalmente por medo (justificado). Sabendo que o grupo não conseguiria proteger Eli por muito tempo, o plano de jogo consistiu em passes curtos. Não deu certo e o ataque conseguiu apenas 3 pontos. Além disso, os jogadores conseguiram a proeza de permitir um sack enquanto se apresentavam na transmissão. Veja a letargia do ataque nos melhores momentos.

2.2 – Seattle Seahawks: 3 sacks

Uma imagem vale mais que mil palavras. Russell Wilson, se conseguir se manter vivo, dificilmente conseguirá levar esse ataque longe. Assista os melhores momentos, quem sabe você não descobre se pode ser contratado para ser um jogador dos Seahawks na posição?

Existiu ou não existiu?

2.3 – Houston Texans: 10 sacks

Tom Savage não sabemos nem se existe ou não, e Deshaun Watson não está preparado pra ser um QB titular na NFL. Não ajuda a nenhum deles jogar com uma peneira a sua frente. É melhor o time pagar o LT Duane Brown. Você pode ver a OL de Houston consagrando a defesa de Jacksonville aqui.

3 – O começo avassalador do Detroit Lions

A sequência de jogadas que iniciou o jogo em Detroit (infelizmente vimos muito da peleja) foi medonha: Matthew Stafford lançou um Pick Six e, no drive seguinte, o ataque sofreu um three and out. Na hora de fazer o punt, algo deu absolutamente errado: o punter tentou resolver com as pernas, e acabou morrendo no processo – o time teve que contratar outro cara pra posição.

Felizmente a defesa conseguiu evitar um TD dos Cardinals para então cometer uma falta no chute e dar mais uma chance de Arizona chegar a endzone. Felizmente (?) não aconteceu – Carson Palmer não estava jogando nada.

4 – Imagens que trazem PAZ

Preferimos as jogadas horríveis – aquelas que nos fazem rir – àquele highlight que até aquele seu amigo chato que acha futebol americano é “demorado demais” vai curtir.

4.1 – Jets e Bills: Só de ler o nome das duas equipes você já sabe que vem bos*a. Acompanhe conosco: Tyrod Taylor lançou uma interceptação, que parecia que ia ser retornada para touchdown. Até o jogador dos Jets – que não sabemos quem é – tropeçar em seu companheiro de equipe, que também não sabemos quem é. Para piorar, ele quase sofreu um fumble no processo. Clique aqui se você ainda não entendeu.

4.2 – A defesa dos Saints: Eles já são ruins e precisam de turnovers para conseguir ser pelo menos razoáveis. Não foi o caso na segunda-feira. Veja!

4.3 – Blake Bortles: Allen Robinson se machucou (seriamente, está fora da temporada) e Blake foi lhe consolar DANDO TAPINHAS NO JOELHO MACHUCADO. É sério.

Bônus: o Monday Night Football

A ESPN americana montou uma equipe diferente para a transmissão do jogo entre Chargers e Broncos. Beth Mowins foi a primeira mulher a narrar um jogo da NFL, e achamos que ela foi muito bem – melhor que Joe Buck, por exemplo.

Mas, ao seu lado, colocaram Rex Ryan, que não tem cacoete nenhum para comentar uma partida (apesar de ter alguns insights interessantes). E, na sideline, o repórter foi Sergio Dipp*. Os 30 segundos que ele teve durante a transmissão foram um desastre: claramente nervoso, ele misturou informação nenhuma com desespero total. Para piorar, nem o câmera estava preparado: acharam que um cara aleatório era Vance Joseph, head coach de Denver.

Um ídolo.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

*Estamos torcendo para que ele se recomponha depois do vexame. Sergio reagiu super bem as brincadeiras e temos que reconhecer que não é nada fácil estar em uma transmissão ao vivo no horário mais nobre da TV americana – ainda mais quando inglês não é sequer a sua língua nativa. Força, Sergio!

A angústia de quem ainda espera um final feliz

Existem times irrelevantes na NFL. Times com que sabemos que não vale perder muito tempo, porque ele simplesmente não chegará a lugar nenhum, como não tem chegado nunca. Isso serve para Bengals ou Lions. E servia para Arizona até a chegada de um certo Kurt Warner, que quase deu um título à franquia, não fosse por um certo passe agarrado na ponta dos pés no fundo da endzone.

Quando Kurt se aposentou e o time não tinha um substituto à mão, esperamos outra vez pelo seu retorno à irrelevância. Entretanto, com uma combinação de bons movimentos na free agency (roubando, por exemplo, o LT e QB titulares do Oakland Raiders), a chegada de um grande treinador (também roubado do Indianapolis Colts, enquanto estes ficaram com o original, Chuck Pagano, que era pior) e belos drafts para ajudar a defesa, o time inclusive conseguiu vencer a NFC West contra a Legion of Boom em 2015.

Homão.

Resta, agora, saber se ainda há forças para chegar até o fim e vencer de verdade.

Os tropeços previstos de uma defesa monstruosa

Pode não parecer, mas a unidade mais importante para as campanhas  importantes dos Cardinals tem sido a sua defesa, no top 6 em número de jardas cedidas em três dos últimos quatro anos, inclusive sendo a número 2 de 2016 (pouco mais de 305/jogo). Entretanto, algumas recentes perdas importantes sofridas podem mudar esse panorama.

Calais Campbell é talvez um dos jogadores de linha defensiva mais ignorados da liga, um paralelo talvez com Jurrell Casey (dos Titans, que você também não conhece); seus 8 sacks e seis passes defendidos produzidos da posição de DE de um 3-4 em 2016 são extremamente respeitáveis, assim como seu reconhecimento pelo site PFF.

Já na secundária, o S Tony Jefferson foi ganhando importância ao longo dos anos, fazendo o serviço sujo lá no fundo do campo tanto contra o jogo corrido como contra o passe. Ambos não jogarão em Arizona em 2017, recebendo mega-contratos em Jacksonville e Baltimore, respectivamente.

A mesma secundária, porém, deverá sofrer menos porque ainda conta com Patrick Peterson, um dos melhores cornerbacks da NFL, e Tyrann Mathieu, um dos melhores safeties, All-Pro em 2015, única temporada de suas quatro na liga em que não terminou na injured reserve (o que faz com que nos perguntemos quanto tempo mais ele poderá durar, mesmo com seu contrato de cinco anos). Complementando os craques, há uma disputa entre Antoine Bethea e o rookie Budda Baker para a posição de strong safety, enquanto Justin Bethel é atualmente posicionado do lado oposto de Peterson – de qualquer forma, quem estiver por ali será explorado pelos adversários.

Já o front seven deverá sentir mais a perda para os Jaguars. O time até estará bem servido de pass rushers, com os LBs Markus Golden e Chandler Jones, que somaram 23.5 sacks em 2016. O rookie Haason Reddick se responsabilizará pelo meio da defesa ao lado do veterano Karlos Dansby, em sua 13ª temporada.

O problema se encontra nas trincheiras. Corey Peters retorna como NT, mas ao seu lado estão atualmente posicionados Josh Mauro e Frostee Rucker, que somaram apenas 40 tackles em 2016. A decepção principal fica por conta do maloqueiro Robert Nkemdiche, draftado justamente para substituir Calais, mas que com problemas de dedicação, não deve conseguir tão cedo a oportunidade de ser titular nessa defesa.

O fator David Johnson

Se você não sabe quem é e não sente maravilhas só de ler esse nome, o senhor está perdendo tempo na NFL. Um dos melhores e mais assustadores RBs da liga, deve ser o ponto focal desse ataque por muitos anos ainda – foda-se esse papo de “mimimi QBs são os mais importantes sempre”, Bruce Arians não tem tempo para seus mimimis.

Você diria não a esse homem?

Os que complementarão David Johnson

Se a primeira opção não é o QB, com certeza a segunda é. O problema é que Carson Palmer (draftado em 2003), está beirando os 82 anos de idade e, ainda que seus números mais básicos possam indicar o contrário (4233 jardas, 26 TDs para 18 turnovers), a piora na sua produção é iminente porque Palmer não é Tom Brady.

Mesmo assim ele ainda é um QB perfeitamente adequado para executar o que Bruce Arians espera (aguentar tempo no pocket e fazer lançamentos longos precisos), motivo pelo qual é possível que suas 7.1 jardas lançadas por jogo tenham sido mais reflexo de uma linha ofensiva ruim do que de seu próprio declínio – mas Arizona faria bem em já se preparar para substituí-lo com alguém que não fosse Drew Stanton.

Carson Palmer precisará de tempo para pensar e usar seu braço de velho para soltar a bola para esses alvos – além de que até deuses como David Johnson precisam de algum apoio. O interior da linha ofensiva deverá melhorar, já que Mike Iupati versão 2017, obrigatoriamente, deve ser melhor do que o Iupati de 2016, mas a novidade mesmo fica por conta da troca entre tackles: o seguro Jared Veldheer, que teve um bom 2015, mas jogou apenas metade de 2016, vai para a direita, enquanto D.J. Humphries, que ainda parece “em processo de desenvolvimento” mesmo em seu terceiro ano na liga, é o novo protetor do lado cego de Palmer.

De qualquer forma, é válido lembrar que essa mudança reflete uma necessidade de proteger durante o passe também do lado direito (além do tradicional RT gigantesco que destrói no jogo corrido), com jogadores como J.J. Watt e Von Miller atacando pela esquerda da defesa.

Por último, Palmer e Arians também contam com bons receptores. O time se livrou do WR Michael Floyd ainda durante 2016, mas para seu lugar estão os jovens John Brown (1000 jardas em 2015, o que mostra seu potencial para ser grande após se recuperar de uma lesão na coluna em 2016) e J.J. Nelson (6 TDs em 2016 em apenas 6 starts), além do já veterano Aaron Dobson, que jogou pela última vez em 2015 no New England Patriots. O time também espera mais do TE Troy Niklas, draftado no segundo round de 2014 e também lesionado e 2016.

O alvo estrela, de qualquer maneira, ainda será o hall of famer Larry Fitzgerald, que teve suas primeiras temporadas seguidas com mais de 100 recepções agora, aos 32 e 33 anos. Entretanto, assim como o time deve se preparar para não depender de Drew Stanton como QB, também é hora de começar a se planejar a uma vida sem Fitz como WR, porque ele já diz que não se pegará chorando quando se aposentar.

“A única razão pelo qual ainda estou jogando, é para vencer um campeonato. De um ponto de vista pessoal, já conquistei o suficiente. ”

Previsão: Pode parecer clichê da NFL, mas a temporada de Arizona se concentra nas trincheiras. Se ambas as linhas forem medianas, as capacidades das unidades aéreas (tanto na defesa como no ataque) deverão garantir bons resultados. Além disso, será crucial ter uma campanha melhor em casa do que as 4 vitórias de 2016. Aproveitando-se de 4 vitórias fáceis contra Rams e 49ers, Johnson, Arians e cia poderão chegar aos playoffs – onde, sabemos, na NFC sempre tem jogo (até pegar New England no Super Bowl e perder).

Football Baby Brasil 2016 – Isabela vs Vinícius #6: o confronto do século

Olá amigos e amigas, chegamos a semana #6 do desafio do século, e nossa querida mascote encostou no líder, aquele-que-não-deve-ser-nomeado: o placar agora aponta 13 x 12.

Para esta semana, apenas uma aposta semelhante, então continuemos torcendo pelo bebê mais fofo do mundo contra este petulante torcedor de Tampa Bay, que acha que entende de football – se entendesse não torceria para Tampa, não é mesmo?

Power Ranking #2 – Tudo normal na Nova Inglaterra; nenhuma novidade em Ohio

Bem amigos do Pick Six! Fim de mais uma rodada, então hora de mais um Power Ranking – todos sabemos, o único ranking que importa.

Podem nos xingar a vontade, o que apenas irá provar que estamos no caminho certo, afinal, nosso objetivo é irritar vocês, queridos leitores!

Confira:

Mais próximo do inferno: Jaguars (-13)

Mais próximo do céu: Eagles (+19)

32 – Cleveland (Ohio State?) Browns (0 / 0-2)

Abrir 20 a 0 no PRIMEIRO quarto contra um rival de divisão e conseguir perder. Tem coisa mais “Browns” que isso? O fato positivo é que a equipe jogou MUITO bem no primeiro quarto. Pena que o jogo dura 60 minutos, não 15.

31 – Chicago Bears (-4 / 0-2)

Jay Cutler continuará sendo Jay Cutler e, se o ataque não conseguir estabelecer o jogo corrido, será derrota atrás de derrota. A verdade é que nem o kicker ajuda e o ano promete ser difícil em Chicago (pelo menos o Cubs vai para os playoffs na MLB).

Fingiu lesão e sobrou pra mim.

Fingiu lesão e sobrou pra mim.

30 – Washington Redskins (-4 / 0-2)

Qual o Kirk Cousins verdadeiro? O deste ano ou o do ano passado? Se for o de 2016, temos más notícias para os torcedores do Redskins: estará segurando a lanterna da divisão ao final da temporada.

29 – Buffalo Bills (-7 / 0-2)

A defesa, que foi bem na semana 1, jogou mal contra o ataque do Jets. Já Tyrod Taylor conseguiu fazer algumas boas jogadas, mas foi massacrado pela defesa adversária. A demissão de Rex Ryan antes mesmo do final da temporada é uma realidade cada vez mais palpável.

28 – Esquecemos

27 – San Francisco 49ers (-4 / 1-1)

O 49ers voltou à triste realidade e foi amassado pelo Panthers. Destaque positivo para o ataque, que conseguiu anotar 27 pontos em Carolina, contra uma boa defesa. Destaque negativo: todo o restante.

26 – Indianapolis Colts (-6 / 0-2)

A defesa já é fraquíssima, penou com várias lesões e o ataque sofreu contra o sistema defensivo de Denver. Continuará tudo nos braços de Luck – o que já falamos, não será o suficiente.

25 – Jacksonville Jaguars (-13 / 0-2)

Temos boa vontade e tentamos acreditar que em 2016 tudo seria diferente para a turma de Jacksonville, mas deixar um Chargers sem seu melhor WR e com Woodhead lesionado ainda no início do jogo abrir 35 pontos de vantagem é indefensável. Voltamos para a realidade.

Voltando para a realidade...

Voltando para a realidade…

24 – New Orleans Saints (-5 / 0-2)

Uma das piores defesas da NFL até jogou razoavelmente bem – só esqueceram de combinar com os special teams, que tiveram um FG bloqueado e retornado para touchdown. Assim nem Drew Brees salva.

23 – Detroit Lions (-8 / 1-1)

Alo você, alô Brasil! É você mesmo! O Titans venceu o Lions com todos os méritos, com toda a justiça. É claro que os torcedores estão inconformados. Poderia ser, hoje, Detroit comemorando uma vitória. Se é fácil perder… perder do jeito que o Lions perdeu, hein? É muito mais difícil. É difícil perder sabendo que a gente não pode esquecer. Tempo vamos ter para esquecer, sem dúvida. A Week 3 é logo ali. Agora é hora de reverenciar Mariota, Murray, Walker… Também é hora da gente pensar no futuro. Futuro. É hora de reformular. É hora da gente mudar ou mudar de ver. Vamos colocar o castelo de areia abaixo!

22 – Los Angeles Rams (+9 / 1-1)

Após ser destruído por Blaine Gabbert, o Rams limitou Russel Wilson e companhia em apenas três pontos. Primeira vitória em Los Angeles após mais de três décadas. O futuro seria ainda mais promissor se não soubéssemos que, invariavelmente, chegará um momento em que o time precisará marcar um touchdown.

21 – Miami Dolphins (-2 / 0-2)

O início 0-2 não assusta tanto quando consideramos que o Dolphins enfrentou dois dos melhores times da NFL – seria o efeito Adam Gase? Pese ainda o fato de que os golfinhos conseguiram incomodar o Patriots enquanto eles jogavam com um cone na posição de quarterback. Poderia ser melhor, mas também poderia ser bem pior.

20 – Tennessee Titans (+10 / 1-1)

Tudo fica mais bonito quando Marcus Mariota consegue um drive de mais de 80 jardas para anotar o touchdown da vitória fora de casa em um passe para os restos mortais de Andre Johnson. Pena que mesmo assim o Titans nunca chegará a lugar algum e acabará com a carreira dele.

19 – Dallas Cowboys (+6 / 1-1)

Dak Prescott foi sacado quatro vezes, mas mesmo assim conseguiu escapar da pressão e colocar Kirk Cousins em seu devido lugar. Até Dez Bryant ressurgiu das cinzas, com um jogo de mais 100 jardas. Talvez Tony Romo nem precise voltar (brincadeira, amigos!).

18 – San Diego Chargers (+11 / 1-1)

Após a amarelada na abertura da temporada, San Diego simplesmente destruiu o time queridinho do Pick Six. Tudo isso sem seu melhor WR (que Deus o tenha) e com Woodhead lesionado logo no início do jogo. Melvin Gordon parece finalmente ter se encontrado, após um ano de estreia abaixo das expectativas, mas a grande verdade é que, pelo andar da carruagem, em meio a tantas lesões, logo logo Joey Bosa precisará alinhar ao lado de Rivers. O futuro está longe de ser animador.

17 – Oakland Raiders (-4 / 1-1)

O lado bom é que Jack Del Rio pode confiar neste ataque. O lado ruim é que a defesa parece uma grande merd*. Saudades de Charles Woodson – mesmo vovô, ao menos colocava um pouco de respeito.

16 – Atlanta Falcons (+8 / 1-1)

A mentira Devonta Freeman vai cada vez mais sendo desmascarada. Ao menos Tevin Coleman vem dando conta do recado – e sempre podemos contar com Julio Jones. Todos sabemos que o Falcons não chegará longe, mas se derrotar o Saints duas vezes terá seu título moral.

15 – Tampa Bay Buccaneers (+1 / 1-1)

Apesar dos cinco turnovers (quatro interceptações) de Winston, ser triturado pelo Arizona no deserto não é anormal para um time jovem e em formação como este Bucs. O importante é aprender com a pancada (e parar de draftar kickers no round 2).

14 – Kansas City Chiefs (-3 / 1-1)

Quatro sacks. Dois fumbles. Nenhum touchdown. Temos Alex Smith no melhor estilo Alex Smith, amigos! Mas para a alegria da nação, também tivemos quatro FGs brasileiros (não que nos importemos, só estamos tentando encontrar algo positivo me meio a esta desgraça).

13 – New York Jets (+8 / 1-1)

Saudades do tempo em que Jets e Bills era um duelo de defesas! O ataque funcionou, Fitzpatrick (top 15 QB’s da liga: abraços, Xermi!) jogou muito bem e Matt Forte lembrou os velhos tempos. A divisão já tem dono, mas uma vaguinha de wild card talvez seja possível!

12 – Seattle Seahawks (8 / 1-1)

O New England Patriots com seu QB reserva e um cone, anotou mais de 30 pontos contra o Dolphins. Seattle marcou 12 e venceu a partida. O San Francisco 49ers de BLAINE GABBERT fez 28 pontos contra o Rams. Russel Wilson e amigos marcaram 3. Estamos diante daquela que talvez se configura na maior decepção da temporada? Mais não escreveremos.

11 – Baltimore Ravens (+6 / 2-0)

Ok, vencer o Browns não é muito mérito, mas que tal virar um jogo que estava 20 a 0? Seria ainda melhor, se para isso não fosse preciso, em algum momento, ter tomado 20 pontos do Browns…

10 – Cincinnati Bengals (-3 / 1-1)

Na NFL há diversas verdades inexoráveis: o Browns fede, Eli é melhor que Peyton e odiamos Tom Brady porque, além de tudo, ele é bonito. Outras verdades são que Andy Dalton nunca ganhará um jogo na pós-temporada e, no final das contas, o Bengals sempre perderá para o Steelers.

Nunca decepcionamos.

Nunca decepcionamos.

9 – Green Bay Packers (-6 / 1-1)

A boa notícia é que o sistema defensivo limitou o jogo corrido a praticamente nada (e pelo segundo jogo consecutivo). A má notícia é que o ataque completo anotou menos pontos que um time comandado pelo menino de vidro, Sam Bradford. Mike McCarthy já está se tornando indefensável.

8 – New York Giants (+6 / 2-0)

Odell ainda não apareceu como conhecemos na temporada e mesmo assim o time tem duas vitórias? O melhor Manning da família vai longe! E, aparentemente, os 200 milhões de dólares gastos nesta defesa na offseason parecem ter surtido efeito.

7 – Philadelphia Eagles (+19 / 2-0)

Também sabemos que logo a realidade chegará e o Eagles estará de férias em janeiro. Mesmo assim, é animador ver um calouro originário da segunda divisão universitária com duas vitórias e nenhum turnover em suas primeiras partidas. Beijos, Chip Kelly!

6 – Houston Texans (+2 / 2-0)

Brock continuará cometendo seu turnover todo santo jogo, mas essa defesa é magnífica e consertará as besteiras. JJ Watt, nós te amamos! Pese ainda o fato de que DeAndre Hopkins segue sendo um delinquente e Will Fuller estreou com dois jogos para mais de 100 jardas e o futuro é promissor!

5 – Arizona Cardinals (+1 / 1-1)

Foi um massacre contra Tampa Bay e, ao que tudo indica, tudo voltou ao seu devido lugar. Ainda é um dos melhores times da NFL e, com um Seahawks passando vergonha, deve levar a divisão – mas sabemos como essa história termina.

4 – Minnesota Vikings (+6 / 2-0)

Vencer o maior rival na estreia de seu novo estádio, com teto e quarterback de vidro, poderia ser melhor? Poderia, se seu melhor jogador não tivesse estourado o menisco. Tem coisas que só acontecem com o Vikings.

3 – Pittsburgh Steelers (+6 / 2-0)

O mais incrível é que este projeto de defesa sofreu apenas 16 pontos. Assim fica fácil, afinal, Big Ben, Antonio Brown e amigos vão anotar uns 40 pontos por jogo. Agora imaginem quando Bell voltar.

2 – Denver Broncos (0 / 2-0)

Quem precisa de Peyton Manning quando se tem Talib e Von Miller? Com um cone esta defesa levaria este time longe!

1 – New England Patriots (0 / 2-0)

Quem precisa de Tom Brady e Rob Gronkowski? Com dois cones Bill Belichick levaria este time longe!

OBS: não teve Panthers, o ranking é nosso e fazemos como queremos (ou fomos burros e esquecemos).

Power Ranking #1: Não precisamos de Brady; o Browns continua sendo o Browns

Após inúmeras tentativas de irritarmos nossos leitores, decidimos que ainda não fizemos o suficiente. Sempre podemos mais, sempre podemos nos superar!

E para atingir nosso objetivo, semanalmente faremos nosso próprio Power Ranking! Então anotem: toda terça-feira pela manhã, falaremos a verdade, doa a quem doer, sem receios de expor as besteiras que seu time fez na rodada – principalmente se ele for o Cleveland Browns!

Confira:

32 – Cleveland (pode ser Alabama?) Browns

Ficamos na dúvida se temos pena ou achamos graça. Pena pela lesão de RGIII, que simplesmente não consegue ficar saudável. Graça porque o Browns de hoje não pode ser considerado um time profissional e provavelmente perderia para Alabama na NCAA. Caminha a passos largos para fazer merda com a primeira escolha do draft de 2017.

31 – Los Angeles Rams

Quando seus principais destaques (defesa e Todd Gurley) não funcionam contra um San Francisco 49ers liderado por Blaine Gabbert é porque a coisa está feia. Gurley não conseguiu correr e o sistema defensivo que tinha tudo para triturar Gabbert não chegou nem perto disso. Vale mais a pena abandonar tudo e colocar Jared Goff como titular por toda a temporada para descobrir se ele presta ou não.

[Spoiler: não presta]

30 – Tennessee Titans

A defesa segurou bem Adrian Peterson – mas era só o que tinham que fazer, visto que o jogo aéreo de Minnessota não era uma preocupação com Shaun Hill como QB. No ataque, Mariota e Murray combinaram para 3 turnovers, incluindo um pick six (gostamos) e,  dessa forma, simplesmente não dá para vencer na NFL. A temporada do Titans servira apenas para Mariota ganhar mais experiência e posteriormente desperdiçá-la com esse time desgraçado. Sério: o Titans vai acabar com a carreira dele!

29 – San Diego Chargers

Olhando o resultado, perder para o Chiefs fora de casa por 33 a 27 não é tão ruim. Rivers não foi mal, até cuidou bem da bola durante a partida. Mas o adversário estava com desfalques importantes na defesa e o Chargers simplesmente desmoronou após o 3rd. O fato de ter perdido o WR Keenan Allen para o resto da temporada (rompeu os ligamentos do joelho) fez a equipe de San Diego cair ainda mais em nosso ranking.

28 – Washington Redskins

Inicialmente o Redskins estaria pelo menos umas dez posições acima. Mas depois de ser completamente destruído em casa pelo Steelers acreditamos que este é seu real lugar. Kirk didn’t like THAT Cousins lançou para um total de zero TDs e duas interceptações. A defesa não marcou ninguém e Josh Norman está até agora procurando Antonio Brown – pelo fato de a defesa marcar por zona, Norman e seus milhões de dólares ficaram longe de Antonio Brown durante toda a partida. O resultado? 126 jardas e 2 TDs para Brown. A temporada em Washington promete ser longa (mas não longa do tipo que dura até depois de dezembro).

27 – Chicago Bears

Até surpreendeu o fato do Bears conseguir anotar 14 pontos contra a defesa do Texans. Mas não conseguiram estabelecer o jogo corrido com Langford e simplesmente não dá para depender de Jay Cutler. Cutler, aliás, foi Cutler: fedeu, vivendo de lampejos cada vez mais raros. Já a defesa é extremamente fraca. Triste para Alshon Jeffery que, se for esperto, vai abandonar logo seu QB e tentar a vida em qualquer outro lugar.

26 – Philadelphia Eagles

Sim, ganharam do time bônus. Sim, foi em casa. Mas Carson Wentz não cometeu nenhum turnover, distribuiu bem a bola e contou com a ajuda de Jordan Matthews, que passou das 100 jardas recebidas. A defesa cedeu apenas 10 pontos, mas terá que ser testada contra um time que esteja acima do nível Brasil Bowl para sabermos o que realmente pode fazer.

25 – Dallas Cowboys

Apesar de ter dois calouros nas principais posições do ataque (Dak Prescott e Ezekiel Elliott), o Cowboys deu trabalho para o New York Giants. Prescott pôde perceber que a temporada regular é bem mais difícil que a pré-temporada, mas mesmo assim não cometeu nenhum turnover. Zeke anotou seu primeiro TD corrido, mas teve dificuldades e terminou com apenas 51 jardas em 20 tentativas. Destaque negativo para Dez Bryant, com apenas uma recepção para 8 jardas. Resta a Dallas torcer para Romo voltar logo (e então se lesionar novamente).

24 – Atlanta Falcons

Será muito legal ver Matty Ice lançando TDs para Julio Jones e perdendo jogos. Este será o Falcons deste ano, com uma defesa que não pára ninguém e um ataque que depende quase exclusivamente de Julio – todos sabemos que Devonta Freeman é uma mentira e estava sob o efeito de entorpecentes no início da temporada passada.

23 – San Francisco 49ers

Blaine Gabbert como QB e a defesa liderada por NaVorro Bowman foram suficientes para vencer o “Todd Gurley” Rams por 28 a 0. Infelizmente para o 49ers esta vitória só os traz até a posição 23, mas para um time que estava entre os três piores da NFL, está excelente. No final da história, não irá a lugar nenhum, mas pelo menos nos fará dar boas risadas ao longo da temporada.

22 – Buffalo Bills

A defesa foi bem, cedendo apenas 13 pontos em Baltimore. A decepção ficou por conta do ataque liderado por Tyrod Taylor, que mal passou para 100 jardas. LeSean McCoy foi o responsável pelo único touchdown do Bills, o que é muito pouco. Rex Ryan precisará fazer milagres para levar este time aos playoffs – não dará tempo e será demitido antes.

21 – New York Jets

O sistema defensivo não conseguiu segurar o ataque de Cincinnati (que basicamente se resumia a AJ Green) e Fitzpatrick foi mal. New York depende muito dele, o que diz muito sobre tudo e sobre nada. E a grande verdade é que Ryan dificilmente conseguirá repetir as atuações do ano passado. Será mais uma vez coadjuvante em uma divisão que, todos sabemos, tem dono.

20 – Indianapolis Colts

Um excelente quarterback, que quase todo jogo lançará para 400 jardas e 4 TDs, ajudando o ataque a fazer mais de 30 pontos. Mas a defesa não vai segurar ninguém e tomará 40. Melhor seriam 11 cones. Pobre Luck!

Fodeu, tô sozinho!

Fodeu, tô sozinho!

19 – New Orleans Saints

Liderado pelo monstro Drew Brees, o ataque conseguiu anotar 34 pontos (destaque para o TD de 98 jardas de Brandin Cooks, o mais longo da história do Saints), mas a defesa é inexistente e não conseguiu segurar o Raiders em casa. Esta será a história de New Orleans na temporada 2016: anotar uma porrada de pontos e ceder a mesma quantia (algumas vezes mais, algumas vezes menos).

18 – Miami Dolphins

Surpreendeu e quase (de novo, Miami) venceu o Seahawks em Seattle. Excelente trabalho da defesa, que segurou o ataque adversário em apenas 12 pontos. A grande dúvida fica no ataque, com o eternamente inoperante Ryan “esse ano vai” Tannehill e Arian Foster, que apesar de excelente, não consegue ficar longe das lesões e em breve estará no IR e não em um campo de football.

17 – Baltimore Ravens

A defesa foi muito eficiente, permitindo apenas 7 pontos do Buffalo Bills. Destaque para Terell Suggs, que retornou de uma lesão no tendão de Aquiles e conseguiu seu sack habitual. Flacco foi consistente, apesar de um fumble e acertou um belo passe para os restos mortais de MIKE WALLACE (ele mesmo!) anotar o único TD do Ravens na partida.

16 – Tampa Bay Bucaneers

Apesar da interceptação, Jameis Winston lançaou para 4 TDs e quase 300 jardas. Doug Martin, porém, foi mal no jogo corrido, com média de apenas 3,4 jardas por tentativa contra a fraca defesa de Atlanta. Destaque positivo para o LB Kwon Alexander, que além de um sack, conseguiu DEZESSETE tackles. Sim, nós contamos!

15 – Detroit Lions

Apesar do duelo com defesas inexistentes, o ataque surpreendeu e conseguiu superar o Colts. Stafford foi MUITO bem (não creio que escrevemos isso) lançando para 3 TDs e postando um rating perfeito. A combinação Abdullah (que não sofreu fumble!) e Theo Riddick foi extremamente efetiva: ambos somados totalizaram 228 jardas e 3 TDs. O que isso quer dizer? Nada, já que não chegará em lugar nenhum e em dezembro todos já estarão de férias.

14 – New York Giants

Venceu apertado um Dallas Cowboys que contou com dois rookies como principais jogadores no ataque. Destaque para os 3 TDs lançados pelo melhor Manning da família, e pelo touchdown anotado por Victor Cruz (sim, ele mesmo). Sofrerá para estar nos playoffs, mas por estar na divisão mais fraca da NFL, tem grandes chances de chegar. Isso os coloca como candidatos ao título, pois sabemos o que acontece quando o Giants desacreditado chega tropeçando na pós-temporada (não é, Patriots?).

Dança da manivela!

Dança da manivela!

13 – Oakland Raiders

Em um jogo em que as defesas não apareceram, o Raiders venceu o Saints em uma CONVERSÃO DE 2 PONTOS SEM NENHUM SENTIDO LÓGICO no finalzinho da partida. Sério, merecia a vitória só pela tentativa ousada & alegre. Carr passou para mais de 300 jardas – quase metade para Amari Cooper – mas, apesar de estar enfrentando Drew Brees, esperava-se um pouco mais da defesa.

12 – Jacksonville Jaguars

Jogando em casa, esteve perto de vencer o Green Bay Packers de Aaron Rodgers. A defesa segurou o Packers em 27 pontos (o que não é bom, mas considerando o que ela fazia há um ano, é uma grande evolução). A decepção ficou por conta do jogo corrido, que totalizou apenas 48 jardas em 26 tentativas. Brigará para chegar aos playoffs – e como escolhemos acreditar, chegará.

11 – Kansas City Chiefs

Mesmo com desfalques importantes na defesa, conseguiu uma grande virada contra o San Diego Chargers. Spencer Ware amassou jardas correndo e recebendo, o que deixa o torcedor do Chiefs tranquilo – já que Jamaal Charles voltará e se machucará novamente, um roteiro inevitável. Já Alex Smith foi sólido como sempre, correndo para o TD da vitória – mas sabemos que, no final da história, apenas solidez não é suficiente para ir longe nos playoffs.

10 – Minnesota Vikings

Apesar da imensa dificuldade no ataque (tanto aéreo quanto terrestre), a defesa colocou o time nas costas e venceu o jogo. Blair Walsh errou 2 FGs, o que deve ter trazido lembranças muito tristes aos torcedores do Vikings. Já Peterson conseguiu apenas 31 jardas em 19 tentativas, uma média horrorosa de 1,6 jardas. O time deve melhorar com a entrada de Bradford, se ele ficar saudável (não ficará). Resta saber até onde a defesa pode carregar o time.

9 – Pittsburgh Steelers

Destruiu o Redskins, com destaque para Big Ben e, lógico, Antonio Brown. Apesar das dúvidas, a defesa se comportou muito bem contra Washington (o que, convenhamos, não significa grande coisa). DeAngelo Williams foi excelente, mas o time melhorará ainda mais com a volta de Bell. Estará nos playoffs, mas dificilmente chegará longe – o que pode mudar se enfrentar o Bengals.

8 – Houston Texans

Osweiler foi bem – apesar da interceptação – e pareceu se entender com Hopkins (não que isso seja difícil) e o calouro Will Fuller. Lamar Miller passou das 100 jardas corridas e a defesa cedeu apenas 14 pontos (acalmem-se: sabemos que foi contra o Bears). Deve vencer a divisão, apesar da forte ameaça vindo de Jacksonville. Já venceram com Brian Hoyer, por que não venceriam com um QB que consegue andar em linha reta sem tropeçar nas próprias pernas?

7 – Cincinnati Bengals

Bela vitória contra a forte defesa do Jets. AJ Green jogou como se Revis não existisse e Dalton pareceu não sentir tanta falta assim de Sanu, Marvin Jones e Eifert (que retorna nas próximas semanas). Resta saber se o time consegue manter a compostura e deixa de fazer merdas em sequência para entregar jogos ganhos nos playoffs (oi, Pittsburgh!).

[spoiler: vai arregar na pós-temporada]

Easy like sunday morning

Easy like sunday morning

6 – Arizona Cardinals

No fundo, perdeu por culpa do kicker, que errou um field goal nos últimos segundos de jogo – aparentemente todos os jogadores da posição estão com inveja de Blair Walsh. De qualquer forma, o Cardinals tinha tudo para vencer a partida contra um Patriots sem Brady, Gronk e Nate Solder. Mesmo assim, se lascou. Palmer pareceu não estar na mesma freqüência que seus WRs – com exceção de Larry Fitzgerald, que não envelhece e provavelmente não nasceu no mesmo planeta que nós. Com vários pontos de interrogação na defesa, brigará com Seattle pelo título de sua divisão, quer vocês gostem ou não.

[OBS: opinião isenta de clubismo]

5 – Carolina Panthers

Foi bem “menos triste” do que no Super Bowl, mas Cam não foi o Cam MVP da temporada regular do ano passado. Ainda assim, Carolina não venceu graças a um FG perdido por Graham Gano, reforçando nossa tese de que kickers não deveria existir (exceto os que se chamam Justin Tucker). Mesmo com a derrota na estreia, o Panthers levará com facilidade sua divisão e tem tudo para chegar forte nos playoffs.

4 – Seattle Seahawks

Seattle sofreu (e muito) para ganhar do Dolphins em casa – mas mesmo assim, uma vitória é uma vitória. A defesa como sempre foi muito sólida – resta saber como estará o tornozelo de Russel Wilson para a próxima semana. Mesmo assim brigará pelo título da NFC West com Arizona.

3 – Green Bay Packers

Ah, mas sofreu para ganhar do Jaguars” – por incapacidade do Packers ou mérito de Jacksonville? Preferimos acreditar que o time liderado por Blake Bortles incomodará bastante nesta temporada. O tempo dirá se estamos certos (provavelmente não). Com o melhor QB da liga, Jordy Nelson voltando e Lacy correndo como se fosse ficar magro eternamente, Green Bay fica na terceira posição após a primeira rodada.

2 – Denver Broncos

Por pior que Manning tenha jogado ano passado sua capacidade de ler defesas adversárias e mudar jogadas na linha de scrimmage não será igualada por Siemian nem em 300 anos. Mesmo assim, o time do Colorado conseguiu sair com a vitória novamente frente ao Carolina Panthers de Newton e Kuechly. Está nascendo uma nova freguesia?

1 – New England Patriots

Fãs de Denver: sabemos que ganhar do forte time do Panthers com TREVOR SIEMIAN como QB é um grande feito, mas ir até o deserto, sem seu QB titular, sem o melhor TE da liga, sem seu melhor jogador de linha ofensiva, contra um forte time do Cardinals que (aparentemente) se reforçou ainda mais para esta temporada, é um feito maior. Garoppolo esteve muito bem, assim como a defesa e, polêmicas a parte, Belichick é o melhor técnico da NFL e mostrou isso mais uma vez no SNF em Arizona.

Há times que não nasceram para vencer: cedo ou tarde algo dará errado

Maior número de vitórias na história da franquia, 7 jogadores no Pro Bowl, um quarterback que lançou para 4671 jardas e 35 TDs e muitas outras grandes marcas individuais. Ainda assim, a impressão que fica quando se lembra do time de Bruce Arians em 2015 é estranha, é de fracasso – obviamente, o 49-15 com direito a sete turnovers na final da NFC para os Panthers (a segunda derrota em dois anos seguidos para Carolina nos playoffs) não faz nenhum favor à história.

Mais do que isso, talvez a grande razão para decepção seja a impressão de que Carson Palmer gastou todas as suas últimas forças até o penúltimo jogo da temporada passada e a sua última oportunidade de chegar (sempre bom lembrar: seria a segunda vez que um idoso seria o QB dos Cardinals no grande jogo) e ganhar o título foi desperdiçada – ele se machucar e sermos obrigados a curtir alguns jogos com Drew Stanton parece uma questão de “quando” e não de “se”.

E ainda assim, Arizona parece disposto a seguir tentando com Palmer – por mais preocupante que isso seja para o futuro da franquia, já que aos 37 anos Carson pode implodir a qualquer momento (vide Manning, Peyton) e Bruce Arians terá como melhor plano “dar oportunidades a Drew f***ing Staton” ou desenvolver Zac Dysert e Aaron Murray, do practice squad, ou ainda assinar alguém como Brock Osweiller ou Tyrod Taylor, com sorte.

De qualquer forma, mais importante, isso deverá manter o ídolo-mor da franquia, Larry Fitzgerald, feliz. Larry, aliás, que anunciou que se aposentará quando os Cardinals não tenham mais um QB decente; ele confirmou ainda ter pesadelos com John Skelton, Ryan Lindley e Kevin Kolb, e que seu grande sonho é ir viver em uma fazenda com Carson e um Lombardi Trophy. E ele com certeza não é a única pessoa em Phoenix que tem esse sonho.

Vou decepcioná-los.

Vou decepcioná-los.

Falando em Fitzgerald…

Já que mencionamos o ídolo do time, comecemos pelo ataque. Enquanto Palmer se mantiver saudável e jogando o que sabe, provavelmente o único ataque que pode fazer frente ao do Cardinals é o do Pittsburgh Steelers; e ainda assim, Big Ben não tem tantas armas. A começar por Larry, que parecia estar sentindo a idade entre 2012-14, mas suas 109 recepções e 1215 jardas em 2015 parecem divergir dessa impressão – mesmo que não se repita em 2016 ele ainda será um alvo muito sólido.

John Brown também superou as 1000 jardas no ano passado em apenas seu segundo ano na NFL e deverá cada vez mais ganhar status de alvo principal do time; Michael Floyd, que perdeu um pouco de espaço com o crescimento de Brown, está no último ano de seu contrato de rookie, e tipicamente a produção de qualquer jogador da liga cresce nesse tipo de situação. Para finalizar o quarteto (!) (provavelmente são poucos os outros quarterbacks na NFL que têm mais de três bons alvos),         Arizona ainda tem Jaron Brown, um jogador que entrou na liga sem ser draftado em 2013, mas que Bruce Arians, falastrão, chamou de “melhor WR dos Cardinals” em uma entrevista durante a pré-temporada.

E, na verdade, ainda há um quinto grande alvo para Carson: David Johnson, novato que surgiu no final da temporada (mais exatamente na semana 13, bem a tempo dos playoffs do fantasy), bom em todos os aspectos do jogo: correndo, recebendo, e até colaborando na proteção ao QB. Válido lembrar que David só surgiu após a lesão de outro Johnson, Chris, o famoso CJ2K, que vinha fazendo um grande 2015, mas deverá assumir a condição de veterano secundário enquanto o garoto em seu segundo ano, como titular, deverá ser um dos melhores running backs da liga.

Para fechar, como com qualquer QB e especialmente um de tanto valor e com risco como Palmer, a proteção é fundamental. Por isso, é sorte dos Cardinals poder contar com o LT Jared Veldheer e com os guards Mike Iupati e Evan Mathis, roubado dos Broncos, três jogadores de altíssimo nível (prova de que Jonathan Cooper, trocado, não fará falta). As dúvidas ficarão por conta do center A. Q. Shipley, que não foi grande coisa em 2015, e no basicamente novato D. J. Humphries, draftado na primeira rodada do ano passado, mas que não jogou nenhum snap. Teremos o veredicto agora se o ano de transição foi bem utilizado.

Não aprendi dizer adeus.

Não aprendi dizer adeus.

Melhorando o que já era bom

Falando em Cooper, desconsiderando a possível mágica que Bill Belichik poderá operar para torná-lo o melhor guard da NFL, ele foi envolvido em uma troca (somado a uma escolha de segunda rodada) que, em uma primeira impressão, parece um grande ganho para os Cardinals ao adicionar um grande pass rusher ao time em Chandler Jones (12.5 sacks em 2015). Oposto a ele, deverão aparecer Alex Okafor e principalmente Markus Golden, que fechou bem seu ano rookie com 3 sacks nos últimos seis jogos (que, sim, não são grandes números, para ver como Arizona chegou pouco ao QB).

A frente deles estará o grande DE Calais Campbell, também colaborando especialmente em exercer pressão no QB. Com ele, na linha defensiva também estarão Corey Peters, que é provavelmente o jogador com o maior *asterisco* dessa defesa por estar voltando de uma lesão no tendão de Aquiles do alto de seus 138kg, e Frostee Rucker, especialmente responsáveis por ocupar espaços e bloqueadores.

Rucker, entretanto, deverá ceder espaço ao longo da temporada para a escolha de primeira rodada, o talentoso Robert Nkemdiche, que só chegou aos Cardinals pelos tradicionais problemas fora de campo (em seu caso, um irmão mala e uma atitude muito cool para os padrões apreciados pela NFL).

Por último, o ponto forte da defesa, uma raridade na NFL moderna, a secundária. O safety Tyrann Mathieu, que recebeu um contrato de 5 anos, 62.5 milhões, mesmo voltando de uma lesão no joelho (que o tirou do fim da sua incrível temporada passada, em que conseguiu 5 INTs, fazendo muita falta nos playoffs) e o cornerback Patrick Peterson dispensam maiores comentários. Ambos estarão considerados entre os melhores de suas respectivas posições e deverão ser evitados pelos adversários.

Pelo depth chart atual, a dupla de Mathieu será Tony Jefferson, que venceu Tyvon Branch na disputa por posição da pré-temporada. O time ainda conta com Deone Buccanon fazendo a (agora) famosa posição híbrida de LB/S apoiando a secundária (e fazendo dupla com Kevin Minter como LB, esse mais responsável por parar o jogo corrido).

E oposto a Patrick Peterson deverá jogar Brandon Williams, um novato de segunda rodada, que ganhou a posição por pura falta de competição (Justin Bethel teve problemas com uma lesão no pé na preseason e não conseguiu vencer o rookie). Válido lembrar que Williams só jogou uma temporada como CB na universidade e cornerbacks, por mais brilhantes que sejam, levam tempo para se adaptar à liga – sendo que lançar contra Peterson não é uma opção, pode ser que Williams sofra bastante já em seu primeiro ano.

Palpite: um caminhão de vitórias na temporada regular, título da divisão e a decepção inevitável nos playoffs, seja por uma lesão de Carson Palmer e a necessidade de utilizar um cone como quarterback, ou por alguma pipocada do mesmo Palmer na hora “h”. Aceitemos: há times que não nasceram para vencer.