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Super Bowl ou bust

O Los Angeles Rams foi o responsável pela maior reviravolta na NFL em 2017. Depois de ter o pior ataque da liga em termos de pontos em 2016, o time passou direto para a liderança no ano seguinte. Em sua triste primeira temporada de volta a Los Angeles, foram 224 pontos, uma média ridícula de 14 pontos por jogo. Não foi apenas o pior ataque da temporada 2016: o Rams de Jeff Fisher foi o pior ataque dos cinco anos anteriores. Em 2017, o contraste foi impressionante: o time produziu 478 pontos, média de 29,9 pontos por jogo, a melhor da Liga e mais do que o dobro do que a franquia tinha produzido na temporada anterior.

Em um esporte tão coletivo quanto o futebol americano, é difícil creditar os sucessos a apenas um dos personagens, mas é impossível não citar, em primeiro lugar, Sean McVay. Head Coach mais jovem a assumir o cargo na história da NFL, McVay era uma incógnita tanto pela sua idade quanto pela sua inexperiência. Apesar das dúvidas, transformou um dos ataques mais modorrentos da história em uma máquina de anotar pontos. Além do renascimento ofensivo, McVay foi o responsável por levar o time aos playoffs após mais de uma década.

Com times muito parecidos, Jeff Fisher e Sean McVay produziram resultados bastante diferentes. Jeff Fisher é um idiota? Provavelmente sim, pelo menos nos últimos anos de sua carreira como HC. Sean McVay é um gênio? É um pouco cedo para dizer, mas com certeza foi um excelente início.

De óculos escuros porque o futuro é brilhante.

Construindo muito a partir do que parecia pouco

O principal mérito de Sean McVay no ressurgimento do Los Angeles Rams como uma das principais forças da NFL foi ter conseguido montar um sistema ofensivo eficiente que obteve o máximo do que os seus jogadores poderiam dar. O principal beneficiado pela chegada de McVay foi o RB Todd Gurley. Com Jeff Fisher, em 2016, Gurley produziu 1212 jardas de scrimmage, seis TDs e já estava começando a ser pintado como um potencial bust, após as expectativas geradas sobre ele.

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Com McVay, porém, o RB totalizou 2093 jardas, 19 TDs e foi o segundo colocado na votação para MVP da temporada. Se o prêmio não fosse tão direcionado a QBs e levasse em conta a importância individual do jogador para o seu time, Gurley teria desbancado Tom Brady.

Em uma era de intensa desvalorização da posição de RB, os Rams não resistiram: a temporada maravilhosa de Gurley rendeu uma extensão contratual de quatro anos, valendo US$ 57,5 milhões, com US$ 45 milhões garantidos e um bônus de assinatura de contrato de US$ 21 milhões. Para efeito de comparação, o maior contrato de um RB até então era o de Devonta Freeman, do Atlanta Falcons, que tinha um valor total de US$ 41,25 milhões, com US$ 18,3 milhões garantidos, menos da metade do que recebeu Gurley.

Os números inflados não são apenas uma vitória pessoal do RB do Rams, mas representam também um alívio para toda a classe de RBs que está em busca de novos contratos e que agora finalmente tem um parâmetro favorável para negociações (alô, LeVeon Bell).

O sorriso inocente de um milionário.

O alto salário de Gurley demonstra exatamente o que o Rams espera dele para 2018 e por, pelo menos, outros 4 anos: um jogador forte, versátil, que é uma arma tanto no jogo terrestre quanto no jogo aéreo. E é exatamente isso que Gurley deve continuar sendo. Esperar que ele supere as duas mil jardas novamente em 2018 talvez seja uma expectativa exagerada, mas 1600 jardas totais, 14 TDs e um lugar cativo entre os três principais RBs da NFL são números razoáveis para se esperar de um jogador tão talentoso em um sistema tão eficiente.

Outro atleta que foi profundamente beneficiado pela chegada de Sean McVay foi o QB Jared Goff. Não se sabe exatamente o que McVay sussurra nos ouvidos de Goff antes de cada jogada, mas a transformação é visível. Novamente, não há como não usar uma enxurrada de números para comparar a Era Fisher com a Era McVay. Com Fisher, quando parecia um idiota em campo, Goff jogou sete partidas, teve sete derrotas, lançou sete INTs e apenas cinco TDs: um desastre para uma primeira escolha de draft. McVay chegou, tirou o adesivo de bust que já estava colado nas costas de Goff e moldou um novo jogador: Goff não chegou a ser espetacular em 2017, mas seus 28 TDs e apenas sete INTs o colocaram novamente entre os QBs jovens mais promissores.

Todd Gurley continuará sendo o foco ofensivo do Rams em 2018, mas o coringa desse ataque é Jared Goff. Se conseguir dar o próximo passo – ou pelo menos manter o que fez em 2017 – o Rams não terá problemas na posição de QB. Talvez nunca apareça entre os melhores QBs da liga, mas Jared Goff provou que é competente o suficiente para ser uma engrenagem importante para o sistema funcionar.

À sua disposição, Goff terá o WR Brandin Cooks, que chega como um claro upgrade em relação a Sammy Watkins, dispensado pelo Rams na offseason. Cooks é o típico jogador que pode se beneficiar de um esquema bem montado, exatamente como o que o Rams tem. Se não tem uma grande capacidade de quebrar tackles ou de ganhar bolas disputadas, Cooks pode causar estragos em profundidade ou quando recebe a bola com espaço. É provável que o sistema de McVay seja favorável as suas habilidades e que ele consiga em 2018 sua quarta temporada seguida com 1000+ jardas e 7+ TDs.

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Cooper Kupp, que fez uma ótima temporada de calouro, e Robert Woods, que foi a grande surpresa do time na temporada passada, são ótimos complementos a Cooks e devem dar a Goff a segurança necessária para que o ataque aéreo continue eficiente.

O ataque do Rams deve sofrer com um leve declínio na performance ofensiva em 2018: tudo que fica muito fora da curva, como a temporada 2017, tende a voltar ao chão (ver Atlanta Falcons, 2016). Mas o time deve, pelo menos, fazer o suficiente para manter a qualidade acima da média e figurar entre os cinco melhores ataques da NFL.

Defesa: a criação do Dream Team

Se o ataque permaneceu praticamente o mesmo em relação a 2017, o que realmente mudou no Los Angeles Rams para 18 é a defesa. As adições de Marcus Peters, Aqib Talib e Ndamukong Suh transformam uma unidade que andava em cima da linha da mediocridade na temporada passada no primeiro dream team da NFL desde o Philadelphia Eagles de 2011 (desculpem).

É tudo bom demais para ser verdade: Peters e Talib formam uma das melhores duplas de CBs da liga, talvez apenas atrás dos grupo de Jacksonville; Lamarcus Joyner é um dos melhores Safeties da liga; e Suh aumenta ainda mais a pressão pelo interior da linha defensiva, que já era grande apenas com Aaron Donald. O potencial da defesa é imenso e pode ser o grande diferencial na competitiva NFC.

Porém, há uma questão que precisa ser resolvida para que o sucesso defensivo do Rams em 2018 se concretize: o holdout de Aaron Donald, talvez o melhor jogador defensivo da NFL atualmente. Donald está em busca de um novo contrato e ainda não se apresentou para o training camp do Rams.

A distribuição de vastas quantidades de dinheiro nos contratos de Gurley, Suh, Peters e Talib deve estar povoando a mente do jogador, que pode inclusive não jogar a temporada regular. A chave da temporada defensiva do Rams está aí: se a renovação contratual acontecer e não houver um holdout que se estenda até a bola rolar, a defesa do Rams pode, tranquilamente, ser a melhor da liga.

A NFL talvez nunca tenha visto uma dupla de interior rushers como Donald e Suh, que podem compensar qualquer defeito nas posições de edge rushers e linebackers, já que o time perdeu os veteranos e eficientes Robert Quinn e Alec Ogletree e não fez grandes esforços para substituí-los.

Insistimos: paguem o homem!

Há quem acredite que personalidades explosivas e controversas como as de Suh, Peters e Talib, que não deixaram muitos amigos por onde passaram, podem acabar criando um ambiente explosivo, mas a experiência do coordenador defensivo Wade Philips deve ser suficiente para controlar eventuais rebeldias. Além disso, enquanto o time estiver ganhando, não há motivo para briga. E isso deve acontecer com bastante frequência, já que, ao contrário do Eagles de 2011, o Rams não deve cair na armadilha do dream team e se transformar em piada.

Palpite

O cheirinho de Super Bowl está tomando conta das ruas de Los Angeles. Se o Rams estivesse na AFC, poderíamos cravar pelo menos a chegada à final de conferência, quando inevitavelmente (e infelizmente) perderia para o New England Patriots. Mas a NFC apresenta desafios maiores e há vários times que podem ser um empecilho na caminhada para o título de conferência. Mesmo que não jogue tudo o que se espera dele, o Rams deve vencer com tranquilidade a NFC West e talvez até conseguir um bye na primeira semana de playoffs. Uma campanha 12-4 é um cenário bastante provável. Porém, se o potencial de dream team for plenamente atingido, pelo menos a posição de favorito na final da NFC é quase certa. A partir daí, seja o que Sean McVay quiser.

Tentando permanecer relevante

“This one is for Pat!”. Quando John Elway ergueu o Lombardi após a vitória no Super Bowl 50, ele estava (talvez) no ponto mais alto de sua carreira. Depois de vencer a NFL duas vezes como jogador, ele finalmente conseguiu repetir o feito, agora como General Manager.

Não restavam dúvidas: John havia montado em 2013 um dos melhores ataques da história da liga, apenas para ver esse mesmo ataque sendo destroçado pela Legion of Boom. Elway, então, entendeu que “se não pode com eles, junte-se a eles”, e assim montou uma defesa quase tão poderosa quanto aquela unidade comandada por Peyton Manning.

Dois anos depois, Manning já não era mais o mesmo, e quem ficou marcado na conquista do Super Bowl foi o sistema defensivo montado por John. Três anos, dois Super Bowls e duas grandes equipes, bem diferentes entre si. Elway, que já estava no Hall da Fama como jogador, mostrava que poderia repetir o feito como dirigente.

Rostinho que passa credibilidade.

Você é bom, até que não é mais

Duas temporadas se passaram, e essa percepção foi praticamente apagada da cabeça dos torcedores. Se antes John era aplaudido por recrutar Peyton Manning, hoje a questão paira como uma dúvida: é tanto mérito assim contratar aquele que é pra muitos o melhor QB da história?

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Os questionamentos vêm em função dos substitutos escolhidos para O Testa. Brock Osweiler (HAHAHA) se tornou um dos piores exemplos possíveis na história da liga, Paxton Lynch só sabe jogar futebol americano se for no Madden e Trevor Siemian foi apenas um devaneio de algumas noites de setembro.

Some isso ao fato de que a defesa não conseguiu repetir as atuações dos playoffs de 2015/16 e você tem um time que, se antes era um dos destaques da liga, passou a ser uma daquelas equipes que você rola os olhos quando descobre que está no Primetime e/ou vai ser a transmissão do segundo horário da ESPN (essas equipes são um oferecimento do Dallas Cowboys™).

Virando a página?

Ciente das pataquadas que fez nos últimos drafts, Elway resolveu mudar a fórmula. Desistiu de apostar em prospectos na posição de QB e foi atrás de nomes de experiência e já consolidados na posição. Bem, Case Keenum não é necessariamente o nome que vem à mente quando falamos dessas características, mas era o que o mercado tinha a oferecer depois que Kirk Cousins resolveu agitar a economia de Minnesota. A escolha é extremamente questionável, ainda mais se considerarmos que a essa altura do ano passado Keenum não era nem nota de rodapé nas matérias que antecipavam a temporada.

Tem tudo pra dar errado.

A defesa também já não é aquela que fez Tom Brady sentir o gostinho dos gramados do Colorado por 60 minutos. Após o título do Super Bowl 50 a saída de Malik Jackson deixou um buraco no meio da linha defensiva. Ano passado o time se livrou de TJ Ward, que por sua vez foi encher o saco em Tampa Bay. E, em 2018, Aqib Talib foi trocado pra Los Angeles por quatro potes de Whey Protein. Além deles, DeMarcus Ware está curtindo a vida de aposentado já há algum tempo. E, claro, repetir o alto nível de jogo com essas ausências foi ainda mais difícil quando o ataque tinha dificuldades até mesmo de entrar em campo (acredite nos seus sonhos).

Por fim, a aposentadoria precoce de Gary Kubiak deixou a franquia sem o técnico que levou o time ao ponto mais alto do pódio (que na NFL não existe). O escolhido, Vance Joseph, fez um trabalho tão ruim em 2017 que haviam rumores de que ele poderia ser demitido após a temporada, colocando-o no hall de técnicos que passaram pelo one-and-done ao lado de lendas do esporte como Jim “cara de rato” Tomsula.

Ano novo, vida nova (mas nem tanto)

Para sair do limbo que é a mediocridade das últimas temporadas, o Broncos e John Elway apostam em um espécie de híbrido daquele time que venceu o Super Bowl com um bando de novas faces.

Case Keenum, como já falamos, vem pra ser a decepção na posição de Quarterback da vez. Paxton Lych é palavra proibida dentro da franquia, a não ser que o assunto seja “troca”. Chad Kelly (sim, aquele), pode acabar levando o posto de backup.

Pode apostar que vai dar merda.

O corpo de Wide Receivers é basicamente aquele que você se acostumou a ver: Emmanuel Sanders e Demaryius Thomas revezando boas e más atuações, com algumas lesões no meio. Chegaram para ajudar, pelo Draft, Courtland Sutton e DaeSean Hamilton. Se considerarmos o histórico de Elway draftando jogadores da posição, podemos esperar, dentre outras coisas, vários nada.

Já nas posições de Running Back e Tight End, temos o que podemos descrever como um bando de incógnitas. Se Devontae Booker ainda não mostrou muito serviço, podemos falar o mesmo de Jake Butt. E, tal qual Royce Freeman, Troy Fumagalli (sim!) é um calouro que, ao contrário da indústria do draft, não vamos fingir saber o que esperar deles. Se você está sentindo falta de alguém, CJ Anderson está nos Panthers (nós também esquecemos).

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Por fim, a linha ofensiva, que já vinha melhorando desde as chegadas de Ronald Leary e Garett Bolles, conta agora com o reforço (?) de Jared Veldheer. Pode não ser a melhor unidade da liga, mas já é muita coisa se considerarmos que a NFL é lar de times como o Seattle Seahawks.

A defesa ainda é um esboço daquilo que nos habituamos a ver. Derek Wolfe e Von Miller comandam a linha defensiva, que agora pode contar com a monstruosa adição de Bradley Chubb. Basicamente, a ideia dos Broncos é reeditar a parceria de sucesso que Miller teve com DeMarcus Ware.

Os LBs ainda são comandados por Brandon Marshall e Todd Davis, enquanto a secundária ainda conta com Chris Harris e Darian Stewart. Além deles, a equipe parece esperar boas contribuições de Bradley Roby e Justin Simmons. Por fim, a adição do problemático Xavier Su’a Cravens traz uma opção versátil para a unidade. Se tudo sair como o planejado, Denver pode voltar a ter uma das melhores defesas da NFL.

Palpite

A ideia de mesclar os veteranos do time com novas caras parece boa, mas a vida útil do jogador da NFL é muito curta. Acreditar que alguns atletas vão retomar as grandes atuações e que os novatos vão emplacar requer muito boa vontade. Case Keenum está longe de empolgar como QB. Por tudo isso, e por jogar em uma das divisões mais complicadas da liga, dificilmente o Broncos volta aos playoffs. Uma temporada entre 7-9 e 9-7 pode ser o limite para esse time.

Top Pick Six #2: os 15 melhores CBs da NFL

Continuando a série de rankings de jogadores, iniciada com nossa lista com os melhores WRs da NFL contemporânea, agora listamos os 15 melhores cornerbacks em atividade na NFL, pensando na temporada de 2017.

Os cornerbacks são jogadores de defesa responsáveis por cobrir as laterais do campo, normalmente alinhando contra os WRs. Os principais nomes na história da posição são Dick LeBeau, Deion “Prime Time” Sanders, Mel Blount, Dick Lane, Rod Woodson, Charles Woodson, entre outros.

Nos mesmos moldes da lista que fizemos dos WR, ao todo 8 pessoas fizeram uma lista com seus 15 melhores entrando na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times nesse ano.

Para confecção do ranking, cada um selecionou 15 jogadores. Se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. Os jogadores com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido por 8) ficou em primeiro lugar, e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participaram da formulação do ranking:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado por ranking!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Vinicius. Vamos ao que interessa!

15° Morris Claiborne
– | – | – | 12 | 9 | – | – | 6
Time: New York Jets
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 1, pick 6
College: LSU
Career Stats: 151 tackles, 4 INT, 27 passes defendidos, 1 fumble forçado, 3 fumbles recuperados, 1 TD.

Abrindo nosso top 15 está Morris Claiborne. O atleta que nesta offseason trocou o Cowboys pelo Jets, poderia até estar mais bem colocado, não fosse a sequência de lesões que teve ao longo de sua carreira: tendão patelar, tornozelo e coxa. Talvez por isso e apenas três “eleitores” citaram Claiborne no ranking e, como dois o colocaram no top 10, Morris acabou entrando na classificação final.

14° Darius Slay
14 | 12 | 13 | 14 | – | – | 5 | –
Time: Detroit Lions
Idade: 26 anos
Draft: 2013, round 2, pick 36
College: Mississippi State
Career Stats: 198 tackles, 6 INT, 48 passes defendidos, 0 TD

Hoje um dos melhores atletas da posição, Slay teve um início de carreira mais lento, iniciando a temporada de 2013 como reserva, quando começou como starter apenas quatro jogos. Em 2016 assinou uma extensão de contrato com os Lions no valor de 50,2 milhões de dólares, claramente bem pagos ao atleta com 6 INT na carreira e uma das principais peças da defesa de Detroit.

Big Play Slay.

13° Jason Verrett
13 | 14 | 9 | – | 11 | – | 8 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 25 anos
Draft: 2014, round 1, pick 25
College: TCU
Career Stats: 79 tackles, 5 INT, 19 passes defendidos, 1 TD

Verrett, uma estrela em ascensão, com certeza estaria rankeado mais alto, não fosse a lesão que sofreu em outubro do ano passado. O rompimento do ligamento cruzado do joelho o tirou da temporada, e claramente preocupa o Chargers, visto que a recuperação dessa cirurgia é lenta e pode tirar a segurança do atleta.

TOP PICK SIX 1: Os 15 melhores WRs da NFL

12° Jalen Ramsey
9 | – | 11 | 8 | – | 11 | 15 | –
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 22 anos
Draft: 2016, round 1, pick 5
College: Florida State
Career Stats: 65 tackles, 2 INT, 14 passes defendidos, 1 fumble forçado, 1 TD.

Draftado no ano passado, Ramsey deu uma nova cara para a defesa contra o passe dos Jaguars. Na primeira temporada já anotou 2 INT, um TD, e jogou como veterano a partir da metade de 2016. Seu jogo deve ser desenvolvido ainda mais em 2017 e com isso o Jaguars volta a ter esperanças de classificar-se aos playoffs, após uma campanha pífia em ano passado.

11° Janoris Jenkins
12 | 13 | 5 | – | 5 | 5 | – | –
Time: New York Giants
Idade: 28 anos
Draft: 2012, round 2, pick 39
College: North Alabama
Career Stats: 306 tackles, 13 INT, 67 passes defendidos, 2 sacks, 7 TDs.

O veterano Jenkins, que começou sua carreira nos Rams, hoje defende os Giants. Sua melhor temporada foi a de estreia, em 2012, mas em geral, Janoris vem sendo um jogador regular, com bons números. No ano passado, pelos Giants, anotou 3 INTs e fez grandes jogos contra bons WRs, como quando segurou A.J. Green em apenas 23 jardas. Muita divergência de opiniões nesse jogador, com três colocando Jankins no top 5, 2 no top 15, e três deixando-o fora da lista.

10° Casey Hayward
11 | 6 | 12 | 10 | 8 | 9 | 12 | –
Time: Los Angeles Chargers
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 2, pick 62
College: Vanderbilt
Career Stats: 226 tackles, 16 INT, 55 passes defendidos, 1 fumble forçado, 2 TDs.

Draftado pelos Packers em 2012, Hayward teve o melhor ano da carreira em 2016, atuando pelos Chargers, quando anotou 7 INTs. Jogador extremamente habilidoso, Hayward vem crescendo a cada ano e deve ser uma das principais peças da defesa do Los Angeles (como é estranho escrever isso) Chargers em 2017.

09° A.J. Bouye
8 | 11 | – | 6 | 4 | 10 | – | 4
Time: Houston Texans
Idade: 25 anos
Draft: 2013, Undrafted
College: UCF
Career Stats: 140 tackles, 6 INTs, 32 passes defendidos, 1 sack, 1 fumble forçado, 1 TD

Outro atleta em ascensão, Boyue ocupa a nona posição de nosso ranking. Pode ser uma das mais valiosas peças da defesa dos Texans em 2017, mesmo não tendo o mesmo hype que J.J. Watt e Jadeveon Clowney. De qualquer forma, seu valor será testado na Free Agency.

08° Josh Norman
10 | 9 | 3 | 9 | 13 | – | 7 | 7
Time: Washington Redskins
Idade: 29 anos
Draft: 2012, round 5, pick 143
College: Coastal Carolina
Career Stats: 248 tackles, 10 INT, 56 passes defendidos, 6 fumbles forçado, 2 TDs

Se o ranking tivesse sido feito enquanto Norman estava em Carolina, certamente ele teria sido ranqueado mais alto. Mas em Washington, apesar de ter jogado bem, ele não foi o mesmo jogador e isso pode ter tirado um pouco a confiança de todos que o ranquearam aqui. Cadu o colocou em terceiro e o Felipe sequer o mencionou, então parece que a metade do ranking é uma posição justa para Norman.

07° Richard Sherman
7 | 5 | 7 | 11 | – | 8 | 3 | 12
Time: Seattle Seahawks
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 5, pick 154
College: Stanford
Career Stats: 332 tackles, 30 INT, 92 passes defendidos, 5 fumbles forçado, 2 TDs

Um dos atletas mais bem pagos da posição e também um dos mais polêmicos da liga, Sherman faz parte de uma defesa sensacional como conjunto – Ivo mesmo acredita que o Sherman só é quem é, por ser produto do Earl Thomas. A verdade é Sherman, mesmo com um título da NFL no currículo, não está no top 5 da posição pra 2017. Mesmo assim, baita carreira pra um atleta draftado no round 5.

06° Malcolm Butler
2 | 7 | 2 | – | 6 | 7 | 13 | 2
Time: New England Patriots
Idade: 26 anos
Draft: 2014, Undrafted
College: West Alabama
Career Stats: 145 tackles, 6 INT, 35 passes defendidos, 1 fumble forçado, 1 sack, 0 TDs

Iniciando na NFL como undrafted, esse achado do Tio Bill (mais um) foi o grande responsável pela vitória do Patriots contra os Seahawks no Super Bowl XLIX, quando interceptou uma bola na goal line faltando 20 segundo para o término do jogo. De lá pra cá, só melhorou e tem sido um shutdown corner desde então, fato este que motivou três votantes a colocá-lo no top 3.

05° Marcus Peters
3 | 1 | 8 | 4 | 15 | 1 | 9 | 13
Time: Kansas City Chiefs
Idade: 24 anos
Draft: 2015, round 1, pick 18
College: Washington
Career Stats: 105 tackles, 14 INT, 46 passes defendidos, 2 fumbles forçado, 2 TDs

Um atleta brilhante, Peters anotou 8 INTs e 2 TDs em sua temporada de estreia pelos Chiefs, fechando o ano como líder de INTs na posição. Em 2016, nova boa temporada, o que deve fazer o número de interceptações por ele realizadas baixarem nos próximos anos, já que os QBs vão começar a evitá-lo. Excelente jogador, merece estar no top 5.

Dança da manivela.

04° Xavier Rhodes
5 | 3 | 10 | 3 | 7 | 4 | 10 | 8
Time: Minnesota Vikings
Idade: 26 anos
Draft: 2013, round 1, pick 25
College: Florida State
Career Stats: 207 tackles, 7 INT, 50 passes defendidos, 2 fumbles forçados, 1 TDs

Rhodes elevou o nível do seu jogo em 2016 e com isso garantiu a posição 4 no nosso ranking. O atleta do Vikings foi draftado no primeiro round em 2013 e foi fundamental pra transformar a defesa do time e Minnesota em uma das melhores da liga, especialmente na primeira metade do ano passado.

TOP PICK SIX #3: Os 15 melhores TEs da NFL

03° Chris Harris Jr.
6 | 8 | 4 | 7 | 3 | 2 | 1 | 5
Time: Denver Broncos
Idade: 27 anos
Draft: 2011, Undrafted
College: Kansas
Career Stats: 373 tackles, 14 INTs, 66 passes defendidos, 3.5 sacks, 3 TDs

Com excelentes campanhas com o Denver Broncos desde 2011, inclusive um título da NFL, conquistado no Super Bowl 50 contra os Panthers, Harris é um atleta de alto nível e que merece abrir o top 3. Jogando com outro bom cornerback (Talib), Harris foi ao Pro Bowl nas últimas três temporadas e em 2017 terá experiência suficiente para ser o melhor da liga.

02° Aqib Talib
4 | 4 | 1 | 1 | 1 | 6 | 4 | 1
Time: Denver Broncos
Idade: 31 anos
Draft: 2008, round 1, pick 20
College: Kansas
Career Stats: 394 tackles, 33 INTs, 111 passes defendidos, 3 fumbles forçados, 9 TDs

Com 9 TDs e 33 INTs na carreira, Aqib Talib é um monstro e foi o mais votado como melhor CB para 2017. Não ganhou pela média, mas é justíssima sua segunda colocação. Talib é um dos cabeças da defesa de Denver ao lado de Von Miller e pode jogar pelo menos mais um ano em alto nível.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

01° Patrick Peterson
1 | 2 | 6 | 2 | 2 | 3 | 2 | 3
Time: Arizona Cardinals
Idade: 26 anos
Draft: 2011, round 1, pick 5
College: LSU
Career Stats: 297 tackles, 20 INTs, 63 passes defendidos, 2 sacks, 5 TDs (4 retornando)

Até podemos questionar, mas no fundo é justíssimo ele ser o mais cotado para ser o melhor CB de 2017. Os números de 2016 não impressionam tanto, mas Peterson já está em um patamar em que os QBs adversários evitam lançar em sua direção. Sem contar que ele é o único CB decente dos Cardinals e com Mathieu lesionado, era esperada uma queda de rendimento do sistema defensivo. De qualquer forma, a pick 5 do draft de 2011 vem fazendo jus a posição que foi escolhido.

Algumas curiosidades do ranking:

– Nenhum jogador foi unanimidade no top 3, nem no top 5;
– Somente 4 jogadores foram unanimidades no top 10: Peterson, Talib, Harris Jr., Rhodes;
– Somente 5 jogadores são comuns aos 8 rankings (Peterson, Talib, Harris Jr., Rhodes, Peters);
– Um total de 28 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;
– O top 15 contempla 7 jogadores da NFC e 9 da AFC;
– 7 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts (Peterson, Talib, Rhodes, Peters, Ramsey, Verrett, Claiborne);
– 3 jogadores não foram draftados (Bouye, Butler, Harris Jr.);
– Somente 4 são campões do Super Bowl (Talib, Harris Jr., Butler, Sherman);
– Marcus Peters e Malcolm Butler são os dois jogadores que aparecem com maior diferença de posição entre dois rankings: Peters foi colocado em primeiro pelo Digo e Felipe e em décimo quinto pelo Ivo. Butler foi colocado em segundo pelo Xermi, Cadu e Vinicius, e não aparece no ranking do Murilo;
– Aqib Talib foi o jogador mais citado como número 1, em 4 dos 8 rankings;
– Apenas dois times, Broncos e Chargers, ambos da AFC West, tiveram 2 jogadores entre o top 15: Talib/Harris Jr., e Verrett/Heyward. A dupla Talib e Harris Jr. está no top 3;
– Ficaram fora do top 15, em ordem: Brent Grimes (TB), Desmond Trufant (ATL), Sean Smith (OAK), Dominique Rodgers-Cromartie (NYG), Brandon Carr (DAL), Prince Amukamara (JAX), Tramaine Brock (SF), Jimmy Smith (BAL), David Amerson (OAK), Trumaine Johnson (LAR), Vontae Davis (IND), Stephen Gilmore (BUF), Lamarcus Joyner (LAR).
– 21 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: CIN, CLE, PIT, CHI, GB, TEN, CAR, NO, MIA, NYJ, PHI.
– Todos os atletas citados são milionários!

Confira todos os votos do nosso “colegiado”: